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	<title>Arquivos Festival - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Festival - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>29º Cine PE: Entrevista com os curadores Carissa Vieira e Edu Fernandes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 12:51:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Cine PE existe há 29 anos e conta com uma seleção de filmes que possui longas e curtas-metragens, de Pernambuco e do Brasil. Desde 2018, o evento tem a presença do jornalista Edu Fernandes na curadoria. Já em 2024, a atriz e jornalista Carissa Viera entra na equipe curatorial. De acordo com Carissa, o trabalho se inicia de maneira separada e, depois, a dupla começa os debates. A curadora explica que, em alguns momentos, afinar a decisão dos dois [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Cine PE existe há 29 anos e conta com uma seleção de filmes que possui longas e curtas-metragens, de Pernambuco e do Brasil. Desde 2018, o evento tem a presença do jornalista Edu Fernandes na curadoria. Já em 2024, a atriz e jornalista Carissa Viera entra na equipe curatorial.</p>
<p>De acordo com Carissa, o trabalho se inicia de maneira separada e, depois, a dupla começa os debates. A curadora explica que, em alguns momentos, afinar a decisão dos dois pode ser um tanto desafiador, mas que, no geral a experiência é tranquila.</p>
<p>Em relação à essa dinâmica, Edu revela que precisa de uma parceira como Vieira, pois, diversas vezes, o curador não quer abrir mão de alguma obra, mesmo que uma noite de exibição possa ficar abarrotada. “Carissa foi essencial para frear o meu ímpeto de lotar a grade de filmes, o que melhorou a dinâmica do festival”, conta.</p>
<p>Desta maneira, uma recifense e um paulistano se unem para realizar uma missão complexa, que é a de não apenas decidir quais produções entram em cada edição do festival, mas também organizar a programação equilibrando a lógica temática e a estética.</p>
<p>Pensando em divulgar para o público do site mais sobre todo o funcionamento deste processo de Edu e Carissa, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz uma entrevista completa com esse time. Confira!</p>
<p><strong>ENTREVISTA</strong></p>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>Enoe Lopes Pontes</strong> — Antes de integrar a curadoria, qual era a sua familiaridade com o evento? Já tinha ido? Conhecia?</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>Carissa Vieira</strong> — Eu conheço o festival desde criança. Foi o primeiro festival de cinema que tive contato. Frequentei na infância e adolescência e fui júri popular no final da adolescência, em um ano que abriram inscrição para essa função.</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>Edu Fernandes</strong> — Antes de começar a trabalhar com o Cine PE, frequentei o festival umas duas ou três vezes como crítico de cinema, fazendo cobertura para a Revista Preview. E também acompanhava de forma remota a seleção e repercussão de algumas edições pela imprensa e por conversas com pessoas do meio, como realizadores e críticos.</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>ELP</strong> — Como e quando você foi chamada (o) para integrar a curadoria do festival?</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>CV</strong> — Em janeiro de 2024. Os curadores mais a diretoria do festival entraram em contato comigo para que eu me juntasse a equipe do Cine PE. Nayara conhecia meu trabalho e me apresentou para Edu e os Bertini.</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>EF</strong> — Eu que me candidatei expressamente. Em 2017, eu já tinha alguma experiência de trabalho junto com festivais de cinema, seja como mediador, oficineiro ou curador. Assim, quando encontrei Sandra Bertini no Cine Ceará daquele ano, conversei com ela sobre as dificuldades que o festival estava enfrentando com uma edição e me ofereci para participar da curadoria. Ela aceitou prontamente e comecei o trabalho logo no final daquele ano, selecionando os filmes que iriam para o Cine PE 2018.</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>ELP</strong> — Como funciona o seu trabalho ao lado de Edu?</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">
<p><strong>CV</strong> — Nós assistimos aos filmes separadamente e juntos debatemos e selecionamos quais farão parte de cada mostra. Meu diálogo com Edu é bastante tranquilo. Confiamos bastante no trabalho e visão do outro, o que facilita na hora de dialogar sobre os filmes inscritos.</p>
<div class="quoted-text"></div>
</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>ELP</strong> — E você Edu, o que diria do trabalho com Carissa?</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">
<p>EF — Funciona cada vez melhor, na minha visão. Entregamos agora a segunda edição juntos, sendo a primeira em que éramos apenas nós dois. Nesse período, deu para entender a dinâmica que melhor funciona entre a gente. No CinePE 2025, Carissa foi essencial para frear o meu ímpeto de lotar a grade de filmes, o que melhorou a dinâmica do festival, com programas mais concisos e uma seleção potente. Com uma mostra paralela que cresce a cada ano, esse movimento foi importante para fortalecer essas duas frentes do festival. E o resultado foi muito recompensador.</p>
<div class="quoted-text"><strong>ELP</strong> — Quais os desafios de escolher uma programação em conjunto? E individuais?</div>
</div>
<div><strong>CV</strong> — Individualmente a maior dificuldade é a quantidade de filmes para assistir. São muitas obras e são longas horas em frente a tela assistindo tudo. E sempre é difícil deixar boas obras de fora, mas acaba sendo impossível selecionar todos os filmes que gostamos.</div>
<div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">E acredito que coletivamente o maior desafio é criar uma programação coesa e que faça sentido para os dois curadores.</div>
</div>
<div></div>
<div>
<p><strong>EF</strong> — O desafio, da minha parte, é o desapego, porque temos uma produção muito rica de filmes, o que ficou ainda mais evidente com a Lei Paulo Gustavo. Em conjunto, o desafio acredito que seja estarmos atentos para melhorar sempre. Então eu e Carissa sempre conversamos sobre o retorno que temos do nosso trabalho das mais diversas fontes, expomos ideias que brotam, trazemos relatos de como foram outros festivais que participamos e por aí vai.</p>
<div class="quoted-text">
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-19799" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_0615-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_0615-750x500.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_0615-360x240.jpeg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_0615-720x480.jpeg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_0615-770x514.jpeg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/07/IMG_0615.jpeg 799w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
</div>
</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>ELP</strong> — Existe algum tipo de produção que chama sua atenção positivamente? E negativamente?</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">
<p><strong>CV</strong> — Filmes criativos na linguagem me interessam. E documentários que conseguem explorar uma linguagem inovadora me chamam atenção. Filmes de horror que trazem nossas raízes e histórias brasileiras me encantam também. Negativamente filmes que possuem discurso datado me causam um certo desconforto.</p>
</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>EF</strong> — Com o decorrer dos anos, percebo algumas coisas que me atraem, como falsos documentários (<em>mockumentaries</em>). Tanto que selecionei vários para as edições do Cine PE. Outra coisa que me fascina são premissas que me pegam de surpresa, como usos de gêneros cinematográficos de maneiras inusitadas. O que me chama atenção negativamente é que vemos fórmulas que julgamos arcaicas ainda sendo replicadas.</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>ELP</strong> — Dentro desse tempo de curadoria, você teria alguma história dentro do festival que seria interessante e/ou surpreendente para contar?</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>CV</strong> — Este é meu segundo ano de festival e ainda não tenho nenhuma história surpreendente para contar.</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>EF</strong> — Acho que a última foi a emoção à flor da pele no primeiro dia do Cine PE 2025. Por conta de uma falha no projetor, havia a possibilidade de mudança de toda a programação do festival. Carissa e eu rascunhamos uma proposta para espremer a programação em um dia a menos de exibição. Foi um exercício de cortar o coração, porque nossos programas são montados com muito carinho.  Jogar tudo isso fora abruptamente seria trágico. Felizmente a produção do festival é muito dedicada e conseguiu trocar o equipamento no cinema, o que causou um severo atraso na primeira noite, mas preservou o restante da programação. Tenho a impressão que valeu a pena, pelo menos pelo retorno que tive em relação a construção dos programas.</div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"></div>
<div dir="auto" data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16"><strong>Fotos</strong>: Felipe Souto Maior, tiradas na 29ª edição do Cine PE.</div>
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		<title>14º Olhar de Cinema: Aurora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 16:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (Babado) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, Aurora. O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui. Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesclando o universo onírico, com as partes duras do passado das mulheres de sua família, João Vieira Torres (<em>Babado</em>) presenteia o espectador com seu novo e coeso filme, <em><strong>Aurora</strong></em>.</p>
<p>O título é o nome de sua avó, parteira e curandeira baiana. Mas, vemos muito mais do que a trajetória dela — ainda que a mesma seja profunda e cheia de camadas. Há um encontro do passado, presente e futuro aqui.</p>
<p>Num misto de experiências individuais e coletivas, João aponta questões sólidas como a violência contra mulheres, xenofobia e o racismo, porém sempre misturando <em>offs</em> pesados com imagens leves.</p>
<p>A voz de João é melódica e convidativa. Ao mesmo tempo que há suavidade, há uma força interna, de quem se apropria de sua história e decide contar ela para o mundo. Além disso, apesar de <em>offs</em> serem, geralmente, cansativo e enfadonhos, aqui o seu uso é um acerto.</p>
<p>A assistência de direção, de Marcelo Caetano (<em>Corpo elétrico</em>), parece fundamental para que Torres consiga trabalhar as nuances de sua voz e ser uma narração que conduz o espectador, como quem diz “passei um café e vou te contar uma história, menina…!!”</p>
<p>Neste sentido, outro elementos fomentam essa sensação. O roteiro, também de João — ao lado de Caetano e Deborah Veigas (<em>A árvore</em>) —, ambienta a plateia geograficamente, seja na França, no sudeste ou no interior da Bahia.</p>
<p>João também cria a atmosfera onírica através da encenação. A planificação ajuda nessa conexão do espectador com os espaços mostrados na tela. A duração desses quadros também otimizam a imersão do público.</p>
<p>Há contemplação, há reflexão e uma receptividade intelectualizada (pelo texto e pela lógica de construção de imagem), elementos raros de serem combinados de forma eficaz no cinema, porém aqui entregues com destreza.</p>
<p>A fotografia de Wilssa Esser (<em>Levante</em>) e Camila Freitas (<em>Chão</em>) compõem cenários idílicos e deixam esse discurso ainda mais intenso e fluido. Há calor nas imagens de <em>Aurora</em>. Contudo, há também uma melancolia e uma angústia. Assim, essa é uma sessão sensorial, plural e poética.</p>
<p>Uma poesia coberta de sangue das antepassadas de João, sim. No entanto, há um cuidado, um zelo e uma amor ao audiovisual que são indispensáveis para que o documentário seja profundo e bem realizado.</p>
<p>Talvez, <em>Aurora</em> peque apenas por ser intelectualizado demais, ficando um tanto hermético. Neste sentido, a obra pode não se conectar com um público mais geral. No entanto, ainda assim, esse é um bom doc do cinema nacional.</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: João Vieira Torres</p>
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		<title>29º Cine PE: A Caverna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2025 14:02:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existe uma qualidade suprema na arte, que é a de transformar em palavras e imagens sensações, experiências, traumas, tanta coisa que é um dos espaços mais intensos para habitar. Sendo artista ou consumidor, neste lugar, é possível até mesmo encontrar a cura para alguma dor. Toda essa digressão é para introduzir a crítica do primeiro curta-metragem da cineasta Louise Fiedler. Com uma tradição na área de assistente de direção, Fiedler se entrega completamente em seu novo projeto. Mas, não apenas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma qualidade suprema na arte, que é a de transformar em palavras e imagens sensações, experiências, traumas, tanta coisa que é um dos espaços mais intensos para habitar.</p>
<p>Sendo artista ou consumidor, neste lugar, é possível até mesmo encontrar a cura para alguma dor. Toda essa digressão é para introduzir a crítica do primeiro curta-metragem da cineasta Louise Fiedler.</p>
<p>Com uma tradição na área de assistente de direção, Fiedler se entrega completamente em seu novo projeto. Mas, não apenas ela. Toda a sua equipe parece estar afinada nesta imersão e na vontade de fazer cinema.</p>
<p>Através de uma mistura de drama, terror e suspense, <em><strong>A Caverna</strong></em> é um filme sobre um dos assuntos mais difíceis do mundo: relação mãe e filha. Para tratar da temática, a diretora e roteirista conduz o espectador.</p>
<p>Ela o faz segurando-o quase pela mão, ao dizer: essa aqui é a minha história, gostaria de mergulhar nela? Para realizar tal intento, o curta começa em uma perspectiva cotidiana.</p>
<p>Em uma casa bem iluminada, o público passa a acompanhar a dinâmica da mãe (Saravy) e da filha (Nathalia Garcia). Neste sentido,  gradativamente, a claridade vai dando espaço para as sombras, com a história se revelando aos poucos para o espectador.</p>
<p>Além disso, as tensões entre a dupla central também vão se ampliando. No clímax destes tensionamentos, no qual uma espécie de jogo de xadrez metafórico vai se formando dentro da encenação, a trama tem uma virada.</p>
<p>A partir do plot twist, o cenário é outro e a plateia se depara com uma caverna, que é completamente equipada em termos  objetos de cena e  luz.</p>
<p>Além do trabalho coeso das atrizes, que continuam estabelecendo a dinâmica de tensão e relaxamento construída no apartamento, a fotografia e a direção de arte impressionam.</p>
<p>Em um local tão desafiador para uma locação, as imagens possuem profundidade, textura e camadas, assim como as metáforas produzidas pelo roteiro de Fiedler.</p>
<p>Quanto mais a filha adentra na caverna, mais quem assiste compreende as dificuldades das personagens. Dentro desta dinâmica, Louise Fiedler consegue a proeza de discutir depressão, síndrome do pânico, amor e relacionamentos de forma refinada.</p>
<p>Até porque, mesmo que aqui a relação seja de mãe e filha, o texto abre espaço para identificações plurais, por conta dos signos elaborados no ecrã. A caverna como esse local de aprisionamento ao relacionamento tóxico e a dependência emocional mesmo.</p>
<p>Assim, o mito da caverna, juntamente com o talento da equipe de Fiedler, faz da sessão uma interessante experiência. A única questão que incomoda na projeção é a “limpeza” estética. Falta na obra um pouco de caos, para que o sentido textual se aplique ao visual.</p>
<p>Um granuladinho talvez ajudasse. Mas, nessa equipe, que parece um tanto “nerd” — no melhor sentido da palavra —, há uma ausência de descontrole. Veja bem, o cinema é um ofício, como qualquer outro. No entanto, não é um ofício como qualquer outro.</p>
<p>A higienização das imagens e as interpretações milimetricamente controladas — mesmo com todo o caos que gravar em uma caverna possa convocar —, criam um pequeno distanciamento.</p>
<p>Desta maneira, algumas passagens soam forçadas, como no desfecho do curta, quando a filha vai embora e fica uma sensação de “depois de todo esse pico de emoções, era só isso?”</p>
<p>Ainda assim, <em><strong>A Caverna</strong></em> brilha ao trazer discussões profundas com bastante qualidade técnica. Sem apelar para o piegas que um relacionamento mãe e filha pode ter na ficção, Louise Fiedler e sua equipe se valem de elementos imagéticos e textuais intensos e criativos.</p>
<p>Mesmo que o desenho de som não seja tão expressivo quanto poderia ser em todo esse cenário e da atmosfera hiper controlada, a obra é um importante título para o cinema nacional.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Louise Fiedler</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Nathalia Garcia, Saravy</p>
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		<title>14º Festival Olhar de Cinema revela produções selecionadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 18:41:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[14º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba]]></category>
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		<category><![CDATA[Festival Olhar de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste 07 de maio, quarta-feira, foram revelados os filmes selecionados para o 14º Festival Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba. Com exibições em múltiplas salas da cidade, a grande novidade é a presença do evento no MON &#8211; Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto). Outros espaços que acolhem o intento são a Ópera de Arame, o Cine Passeio, no Teatro da Vila, o Cine Guarani e a Cinemateca. Ao todo foram escolhidas mais de 80 produções, que integram [&#8230;]</p>
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<p>Neste 07 de maio, quarta-feira, foram revelados os filmes selecionados para o <strong>14º Festival Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba</strong>. Com exibições em múltiplas salas da cidade, a grande novidade é a presença do evento no MON &#8211; Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto). Outros espaços que acolhem o intento são a Ópera de Arame, o Cine Passeio, no Teatro da Vila, o Cine Guarani e a Cinemateca. Ao todo foram escolhidas mais de 80 produções, que integram as seguintes <strong>competitivas</strong> do festival: Competitiva Brasileira, Competitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense, Exibições Especiais, Olhar Retrospectivo, Olhares Clássicos, Foco, Pequenos Olhares. Além disso, são apresentados os longas de abertura e encerramento. A maioria das sessões são pagas, com ingressos vão de R$8 (meia-entrada) a R$16. No entanto, é possível entrar gratuitamente no Teatro da Vila, na CIC, e no Cine Guarani, no bairro Portão. Para maiores informações sobre o Olhar e para conferir a programação completa, acesse o site oficial: <a href="http://www.olhardecinema.com.br/" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.olhardecinema.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1746913825931000&amp;usg=AOvVaw2dUBYdPE00fKSQOyqGE9Mh">www.olhardecinema.com.br</a>.</p>
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		<title>XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: O Mediador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2025 15:03:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quem conhece &#8211; e gosta &#8211; o trabalho de Marcus Curvelo (Mamata, Joderismo, Eu, empresa, etc.), vai gargalhar desde o primeiro plano de O Mediador. Mas, é aquela risada nervosa, que vem junto com um nó na garganta. Curvelo tem essa capacidade de apostar em estéticas simples para dizer coisas complexas e profundas. E funciona. Em seu curta-metragem novo é exatamente assim que acontece. O artista faz um documentário híbrido, que traz imagens dos brasileiros que clamavam por um golpe [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Quem conhece &#8211; e gosta &#8211; o trabalho de Marcus Curvelo (<em>Mamata</em>, <em>Joderismo</em>, <em>Eu, empresa</em>, etc.), vai gargalhar desde o primeiro plano de <em><strong>O Mediador</strong></em>. Mas, é aquela risada nervosa, que vem junto com um nó na garganta. Curvelo tem essa capacidade de apostar em estéticas simples para dizer coisas complexas e profundas. E funciona.</p>
<p>Em seu curta-metragem novo é exatamente assim que acontece. O artista faz um documentário híbrido, que traz imagens dos brasileiros que clamavam por um golpe de Estado, após as eleições de 2022. Ao mesmo tempo, temos as reflexões políticas e sociais de Marcus, em um estúdio e em caminhadas pelas ruas de Salvador.</p>
<p>Sem muita firula na técnica, porém com uma decupagem consciente, o que impacta aqui são os questionamentos sobre a contemporaneidade. Curvelo é inteligente e corajoso e faz um jogo com a cultura do cancelamento em seu texto.</p>
<p>Ele já se desculpa por todos os caminhos discursivos que escolhe, inclusive, reconhecendo privilégios e tensionando a própria importância da sua obra. Em uma só tacada, em uma sessão de quinze minutos, o realizador esgarça todo o imediatismo, a futilidade e o esvaziamento de pautas da sociedade contemporânea.</p>
<p>A montagem do curta ajuda nesta composição de ideias associativas. Como na sequência que Curvelo diz não ser de esquerda e, logo depois, o público vê ele “fazendo o L”, todo de vermelho e com boné do MST. Desta maneira, o espectador não é subestimado em <em><strong>O Mediador</strong></em>.</p>
<p>Há um convite na produção a reconhecer as camadas dos argumentos postos na narrativa. Para quem não conhece a ironia de Curvelo &#8211; e não é obrigada a saber, porque cada obra tem que falar por si &#8211; talvez, seja, de fato, complexo saber que há tanto sarcasmo assim por ali.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Até porque, inserido neste tom jocoso, existe uma interpretação que pode levar para uma leitura de que há uma angústia e uma culpa também em toda a sua brincadeira e olhar para o outro.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Porque o autor também se implica e se coloca junto a quem assiste, durante a projeção, para pensar no que é aquele produto que ele tem em mãos. </span>É neste sentido também que o filme tem camadas de complexidade.</p>
<p style="font-weight: 400;">Porque Curvelo vai fazendo graça, vai fazendo graça, até trazer uma frase que é um soco no estômago. E esse ciclo perdura durante a exibição inteira. No entanto, essa estratégia não fica cansativa, porque um arco dramático é criado, com progressão, clímax e desenlace.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Há uma consciência, além de tudo, de roteiro em <em><strong>O Mediador</strong></em>. Por isso que essas estruturas funcionam. Assim, o curta é amarrado, cumpre o que se propõe fazer e é um título importante para a filmografia de Marcus Curvelo. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Talvez, ele peque apenas por ser irônico demais, desagradando e afastando parte da plateia. Mas, também, paciência, não é mesmo? É necessário que autores tenham seu estilo e sua voz dentro da arte e Curvelo tem! </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Marcus Curvelo</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Marcus Curvelo</span></p>
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		<title>XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: A Bahia Me Fez Assim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 22:02:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há um mistos sensações que ficam na mente e nos corações de quem assiste A Bahia Me Fez Assim, de Sérgio Machado (A luta do século). De um lado, a produção diverte com toda a musicalidade baiana e carisma de seus artistas. Do outro, algumas incoerências e falhas técnicas diminuem a qualidade da sessão e até reduzem seu teor de entretenimento. A premissa é aqui a melhor parte do documentário de Machado. Com direção musical de Alê Siqueira, músicos da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Há um mistos sensações que ficam na mente e nos corações de quem assiste <em><strong>A Bahia Me Fez Assim</strong></em>, de Sérgio Machado (<em>A luta do século</em>). De um lado, a produção diverte com toda a musicalidade baiana e carisma de seus artistas. Do outro, algumas incoerências e falhas técnicas diminuem a qualidade da sessão e até reduzem seu teor de entretenimento.</p>
<p>A premissa é aqui a melhor parte do documentário de Machado. Com direção musical de Alê Siqueira, músicos da Bahia recriam versões de composições clássicas do Estado, através de releituras que procuram manter a base da original, mas também convocar ares contemporâneos. Assim, o espectador vê os ensaios e o resultado dele, durante a exibição.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Algumas “tretas” ocorrem e a equipe do longa-metragem decide mantê-las no corte final. Essa escolha é acertada, porque o contraponto entre desentendimentos e performances musicais belíssimas constrói camadas na narrativa. No entanto, a ideia inicial e as interações espontâneas dos artistas não conseguem sustentar a obra inteira.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A montagem é o que mais contribui negativamente para esse resultado geral não tão positivo. Cortes bruscos, de áudio e de imagens, entre as passagens retiram o público da imersão com o doc. Além disso, a escolha de separar as transições entre músicos por dias &#8211; que talvez tenha sido uma escolha da direção -, é protocolar e também atrapalha o processo de fruição. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Depois de inserir essa lógica de separação por dias, a dinâmica de <em><strong>A Bahia Me Fez Assim </strong></em>é quebrada e as idas e vindas se iniciam. A partir daí, as situações passam a ser repetitivas e a projeção a ficar cansativa. Ainda assim, vale destacar como a direção de Machado consegue capturar a musicalidade posta na tela. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Seja num contra-plongée, em uma câmera na mão, em uma panorâmica etc. , Sérgio Machado mostra a diferença de um diretor com um olhar experiente, que mergulha nas intencionalidades da narrativa, aproximando quem assiste daquele universo colocado no ecrã. O cineasta consegue aqui transformar sonoridades em visualidades, o que já é um grande mérito. </span></p>
<p>Outro ponto positivo é como as imagens de arquivo são utilizadas. Elas chegam não apenas como mera ilustrações, porém para também ampliar a construção de sentido. As fotografias e vídeos conectam passado e presente, inserem momentos de graça ou melancolia, pondo, assim, uma dose de complexidade maior ao documentário.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em><strong>A Bahia Me Fez Assim</strong></em> é uma produção que peca por se apegar à uma linguagem televisiva, de programas corridos de final de semana, que a equipe não tem muito tempo na ilha de edição.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Contudo, a direção é refinada, com planificação e movimentação de câmera que revelam uma compreensão sobre como filmar músicos para o cinema. </span>Ainda existe o fato de que as personagens* escolhidas são carismáticas ou, ao menos, servem como ponto de conflito, fazendo com que a trama exista e se movimente.</p>
<p style="font-weight: 400;">Neste universo, é possível dizer que a sessão vale a pena porque diverte, mesmo que esse não seja o caso da projeção inteira. É um filme que se propõe a fazer algo criativo e que entrega um produto que pode ser um registro importante para o futuro e “distraidinho” no presente.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Sérgio Machado</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">*Artistas que aparecem no longa: Rachel Reis, Afrocidade, Iuri Passos, Larissa Luz, Attooxxa, Ganhadeiras de Itapuã, Yayá Muxima, Tiganá Santana, Ilê Aiyê, Ivan Sacerdote, Orkestra Rumpilezz, Coletivo Rumpilezzinho, Xênia França e Melly</span></p>
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		<title>XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: O Deserto de Akin</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 21:55:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que temos de mais bonito e profundo em O Deserto de Akin são as construções de relações. Por mais que o novo longa-metragem de Bernard Lessa seja um tanto ingênuo e se perca em saídas fáceis, a sua sessão emociona e engaja. Isto se dá tanto pela discussão política, por discutir a importância do Programa Mais Médicos, quanto pelo estabelecimento dos relacionamentos afetivos entre as personagens. É satisfatório acompanhar a rotina de Akin (Reynier Morales), médico cubano, em sua jornada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que temos de mais bonito e profundo em <strong><em>O Deserto de Akin</em></strong> são as construções de relações. Por mais que o novo longa-metragem de Bernard Lessa seja um tanto ingênuo e se perca em saídas fáceis, a sua sessão emociona e engaja.</p>
<p>Isto se dá tanto pela discussão política, por discutir a importância do Programa Mais Médicos, quanto pelo estabelecimento dos relacionamentos afetivos entre as personagens. É satisfatório acompanhar a rotina de Akin (Reynier Morales), médico cubano, em sua jornada profissional no Brasil.</p>
<p>A maneira como o protagonista é construído &#8211; permeado de uma doçura tímida, mas direta e cuidadosa &#8211; eleva a conexão do espectador com a trama. A forma como o roteiro, escrito por Lessa, insere progressivamente o perigo que Bolsonaro representa também é bastante efetivo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O público é convocado a se apegar ao universo de Akin, ao seu deserto particular, cheio de areia que invade as casas, de romances, de amigos, de amor ao ofício da medicina e de contemplação da vida. Por isso que quando a ameaça da vitória de Bolsonaro chega, quem assiste fica arrasado junto com Akin.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Dentro deste contexto, ele acaba por ser uma personagem bastante complexa, mesmo que a princípio ele soe como confuso, aos poucos, fica nítido que na verdade é a situação que ele vive que o torna reticente. Por isso que a atuação de Morales funciona bastante aqui.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O intérprete imprime uma aura de mistério e essa dúvida sobre o que segura Akin vai sendo desvendada: ele tem medo de se entregar e se decepcionar. Mas, aos poucos, seu corpo e seu olhar vão relaxando e o rapaz vai mergulhando neste bem estar que o Brasil e o trabalho que ele desempenha no país lhe proporcionam. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em termos de direção, Lessa vai no seguro, com uma decupagem e uma encenação bem tradicionais. Alguns momentos pediam mais risco, mais movimento ou efeito de câmera, para fomentar as tensões e sensações que estão presentes no roteiro. Talvez, o desenho de som também decepcione um tanto. </span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19363" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-1.png" alt="O Deserto de Akin" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Há uma história grandiosa sendo contada em <strong><em>O Deserto de Akin</em></strong> e a equipe parece se segurar e se valer somente do talento e da coragem do elenco, que é a parte da produção que faz decisões mais arriscadas. Um grande destaque neste sentido é Ana Flávia Cavalcanti, que se entrega profundamente ao seu papel.</p>
<p>A atriz constrói uma fisicalidade marcante para sua Érica. Assim, Cavalcanti revela uma consciência de elaboração de personagem nesse corpo estruturalmente pensado, mas que fica, ao mesmo tempo, orgânico. As intenções das falas são também importantes aqui.</p>
<p>Ana Flávia capta a dicotomia de Érica, e cria complexidade entre a suavidade da voz e o corpo imponente. No entanto, apesar do longa-metragem apresentar majoritariamente um bom resultado, a partir da sua metade, a sua qualidade começa a cair e não para de se perder até seu desfecho.</p>
<p>O triângulo amoroso, formado por Akin, Érica e Sérgio (Guga Patriota), não leva a lugar algum. Não chega a ser um ponto de tensão e nem de relaxamento dentro do enredo. Ficando no meio do caminho, essa parte da história faz com que a projeção fique um tanto arrastada.</p>
<p>Além disso, a partir da sequência do aeroporto, todas as soluções do roteiro soam como as mais fáceis possíveis. Bernard talvez estivesse com receio de trazer um encerramento triste. Mas, ainda que Akin terminasse o filme bem, era possível sim selecionar caminhos mais sólidos para finalizar o longa.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Após Akin aceitar a proposta de Érica, todas as sequências passam a sensação de que poderiam ser cortadas. Por isso, quando a projeção acaba, fica um desânimo e um cansaço. De toda maneira, ainda que a totalidade seja comprometida pelos seus encaminhamentos derradeiros, <strong><em>O Deserto de Akin</em></strong> é uma obra relevante para cinema nacional, por sua temática. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ela também é uma produção que conta com personagens bem elaborados e que agrada na maior parte do tempo, por tornar seu universo ficcional interessante e aproximar quem assiste do protagonista e de todos que o cercam.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Bernard Lessa</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Reynier Morales, Ana Flávia Cavalcanti, Guga Patriota</span></p>
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		<title>XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: Juro de Coração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 20:24:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Carla Zarcal]]></category>
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		<category><![CDATA[Sam Manacsa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Planos gerais, com espaços completamente abarrotados de objetos. É essa a dinâmica de encenação estabelecida por Sam Manacsa. O seu objetivo com Juro de Coração é colocar o espectador no universo de sua protagonista, Mila (Jorrybel Agoto). Neste sentido de imersão, principalmente no quesito ambientação inicial, o curta-metragem é bem sucedido. Em alguns planos, Manacsa coloca, inclusive, Mila centralizada na tela, revelando como a jovem está no foco da discussão. Mas, também existe a sensação de como se ela fosse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Planos gerais, com espaços completamente abarrotados de objetos. É essa a dinâmica de encenação estabelecida por Sam Manacsa. O seu objetivo com <span style="font-weight: 400;"><strong><em>Juro de Coração </em></strong></span>é colocar o espectador no universo de sua protagonista, Mila (Jorrybel Agoto). Neste sentido de imersão, principalmente no quesito ambientação inicial, o curta-metragem é bem sucedido.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em alguns planos, Manacsa coloca, inclusive, Mila centralizada na tela, revelando como a jovem está no foco da discussão. Mas, também existe a sensação de como se ela fosse um ponto de energia no meio do caos que a envolve.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Assim, ao mesmo tempo que esteticamente é instantânea a percepção de que a vida da figura central está em conflito, há uma progressão no enredo e, aos poucos, o espectador entende o cenário de Mila e seu ofício.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Até o momento do grande plot twist do filme, a projeção ocorre de forma satisfatória. Há tempo para desenvolver a personagem principal. Ao seu redor, existem coadjuvantes que cumprem suas funções narrativas. Em termos de luz, temperaturas, objetos de cena e figurinos, os símbolos estão todos postos.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O amarelado, meio esverdeado, convoca a impressão dessa sujeira, deste sufoco e ausência de escapatória de Mila. Está tudo ali e a projeção passa raspando em apresentar um bom resultado geral. O grande problema é a decisão do que colocar como virada da trama e como ocorre o desenlace.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A reviravolta soa como um desejo um tanto pueril de impactar por impactar. Depois, o desenvolvimento que vinha acontecendo cessa. Depois do ocorrido impactante, mais algumas ações ocorrem e o curta termina. Desta maneira, tudo que fora feito é perdido, fazendo com que a qualidade caia. É frustrante, porém <strong><em>Juro de Coração</em></strong> até que vale a pena. Com sua estética abarrotada e uma protagonista carismática, somente o seu desfecho deixa a desejar.</span></p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Manacsa</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jorrybell Agoto, Aje Candelaria, Carla Zarcal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/SbLh_I3xZyA?si=Fyll6NlsC3pcVmHQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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 "></p>
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		<title>XX Panorama Internacional Coisa de Cinema: A Queda do Céu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 20:14:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo documentário de Eryk Rocha (Cinema Novo) e Gabriela Carneiro da Cunha é inspirado na obra homônima do xamã Yanomami Davi Kopenawa. Em termos gerais, o longa-metragem soa como uma espécie de encantamento &#8211; ou seria uma maldição?- , uma resposta para nós brancos. Neste sentido, a produção brilha. No entanto, a sua discussão e a sua intenção não sustentam a sessão. A produção desafia o desejo de acompanhá-la, a começar pelo desenho de som do longa. Só existe [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O novo documentário de Eryk Rocha (<em>Cinema Novo</em>) e Gabriela Carneiro da Cunha é inspirado na obra homônima do xamã Yanomami Davi Kopenawa. Em termos gerais, o longa-metragem soa como uma espécie de encantamento &#8211; ou seria uma maldição?- , uma resposta para nós brancos. Neste sentido, a produção brilha. No entanto, a sua discussão e a sua intenção não sustentam a sessão.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A produção desafia o desejo de acompanhá-la, a começar pelo desenho de som do longa. Só existe um instante de silêncio. De resto, os ruídos são incessantes. Por mais que seja intencional causar o impacto através desta sonoridade contínua, o efeito se esvai. Recursos repetidos no audiovisual, sem progressão ou respiros, tendem a ser cansativos.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">E é isso que ocorre aqui. A produção quer deixar o espectador desconfortável, mas essa escolha sempre é perigosa, porque o interlocutor precisa querer ouvir, querer prestar atenção. Todavia, já na metade da exibição, a atenção cai consideravelmente, por este motivo. Sobretudo porque estes sons, majoritariamente, aparecem mais como uma ambientação do que uma construção extra de sentidos.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19333" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1.png" alt="A Queda do Céu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta forma, o barulho de trovoada, quando o xamã faz o seu monólogo, já no terceiro ato do filme, funciona e opera como instalador do clímax. Já as constantes sequências com choro de criança e conversas aleatórias ao fundo, não. E o mesmo pode ser dito do visual do longa.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Quando a decupagem foca na encenação, com a câmera fixa, enquanto as personagens falam paradas ou andam, é possível criar uma conexão com a narrativa. </span>Mas, Rocha e Cunha exageram na câmera na mão e as andanças pelas florestas deixam a projeção exaustiva. O chacoalhar recorrente da tela, desconecta o público da fruição. Além disso, no que se refere à iluminação, sequências que contam com diálogos emotivos e profundos são comprometidas porque não é possível enxergar os rostos das personagens.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">São nestes elementos que a ligação com a obra vai se esvaindo e resta a sensação de que o doc tem o dobro de tempo. Desta forma, <em>A queda do céu</em> tem um conteúdo profundo e urgente, porém que não é transmitido em toda sua grandiosidade, não faz jus ao que está sendo proferido no ecrã. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Gabriela Carneiro da Cunha, Eryk Rocha</span></p>
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 "></p>
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		<title>Festival Olhar de Cinema abre inscrições para todo Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 16:16:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Olhar de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre janeiro e março deste ano, cineastas de todo o Brasil podem enviar suas produções para o 14º Festival Olhar de Cinema. Através do link olhardecinema.com.br é possível saber todos os detalhes das inscrições, bem como realizar a submissão do curta, média ou longa-metragem. O Olhar conta com diversas mostras competitivas e não-competitivas, sendo elas Mostra Novos Olhares; a Mirada Paranaense; Olhar Retrospectivo; Olhares Clássicos; a Mostra Pequenos Olhares e a Mostra Foco. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre janeiro e março deste ano, cineastas de todo o Brasil podem enviar suas produções para o <strong>14º Festival Olhar de Cinema</strong>. Através do link <a href="http://www.olhardecinema.com.br"><strong><em>olhardecinema.com.br</em></strong></a> é possível saber todos os detalhes das inscrições, bem como realizar a submissão do curta, média ou longa-metragem. O Olhar conta com diversas mostras competitivas e não-competitivas, sendo elas <span data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Mostra Novos Olhares</span>; a <span data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Mirada Paranaense</span>; <span data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Olhar Retrospectivo</span>; <span data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Olhares Clássicos</span>; a <span data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Mostra Pequenos Olhares</span> e a <span data-removefontsize="true" data-originalcomputedfontsize="16">Mostra Foco. </span></p>
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