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	<title>Arquivos Édgar Ramírez - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Édgar Ramírez - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Emilia Pérez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 12:56:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O filme mais falado de 2024 enfim está chegando aos cinemas brasileiros. Recheado de polêmicas dentro e fora do seu set, Emilia Pérez tem estreia oficial no Brasil marcada para a próxima quinta-feira (6), mas já está disponível em algumas salas do país como pré-estreia. O longa-metragem francês que tenta retratar uma realidade mexicana está envolvido em inúmeras discussões como a ausência de pesquisa sobre o que de fato é o México, a falta de pessoas nativas na produção, uso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O filme mais falado de 2024 enfim está chegando aos cinemas brasileiros. Recheado de polêmicas dentro e fora do seu set, <em><strong>Emilia Pérez</strong></em> tem estreia oficial no Brasil marcada para a próxima quinta-feira (6), mas já está disponível em algumas salas do país como pré-estreia. O longa-metragem francês que tenta retratar uma realidade mexicana está envolvido em inúmeras discussões como a ausência de pesquisa sobre o que de fato é o México, a falta de pessoas nativas na produção, uso de inteligência artificial para melhorar os sotaques e alcances de notas em certas canções, além de um recente ataque direto da atriz principal a equipe de Fernanda Torres (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ainda-estou-aqui/"><em>Ainda Estou Aqui</em></a>, de 2024).</p>
<p>A campanha de <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem tentado, desde o início, vender o projeto como a inovação do cinema musical quando, na verdade, o longa nada mais é do que uma miscelânea de estereótipos e ideias mal desenvolvidas sobre o México e a existência e vivências de uma mulher trans. É curioso até pensar na participação de Karla Sofía Gascón no filme diante desse cenário. Ela, uma mulher trans espanhola, aceita e defende com unhas e dentes um filme que banaliza completamente os dilemas e as dificuldades vividas por pessoas trans.</p>
<p>Apesar da campanha com ataques recentes diretos à ética de trabalho dos profissionais que cercam sua principal concorrente, Fernanda Torres, Karla é o único ponto positivo dentro da trama. Ainda que sua personagem seja má desenvolvida e tenha inúmeras lacunas nas camadas que deveriam permear sua existência no projeto diante da premissa dele, ela consegue ser o ponto alto em diversos momentos. Arrisco dizer que Karla é, ao lado de sua contracena, Adriana Paz (<em>Meu Amigo Lutcha</em>, de 2023), a melhor coisa em <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>. Apesar dos problemas de roteiro, sua performance como a personagem-título é o que pouco consegue prender e tocar o espectador durante a sessão.</p>
<p>No entanto, até que o público consiga se aproximar da personagem principal e se apegar a ela em algum grau, é preciso passar por uma primeira meia hora de filme extremamente sofrível. Espectadores costumam brincar dizendo que determinado filme é tão ruim que se torna bom, mas isso não acontece com <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>. E quando falamos dos primeiros 30 minutos de longa, a coisa é ainda pior. Os mais absurdos números musicais acontecem nesse tempo, assim como situações esdrúxulas e estereotipadas impedindo que o público se conecte com a narrativa.</p>
<figure id="attachment_19110" aria-describedby="caption-attachment-19110" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19110" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-750x500.jpg" alt="Emilia Pérez (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-3.jpg 1620w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19110" class="wp-caption-text">Selena Gomez em &#8216;Emilia Pérez&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Por falar em números musicais, é impossível não falar deles, afinal, além de ser um musical, eles são um dos piores elementos presentes no filme. <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem diversos problemas, mas suas canções são terríveis, as concepções coreográficas são risíveis e juntos esses elementos constroem os piores momentos do longa. Se as pessoas reclamaram tanto de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-coringa-delirio-a-dois/"><em>Coringa: Delírio a Dois (2024)</em></a>, elas não estão preparadas para os horrores que o longa de Jacques Audiard (<em>Ferrugem e Osso</em>, de 2012, e <em>Os Irmãos Sisters</em>, de 2018) comete contra o cinema musical.</p>
<p>Por falar no cineasta francês, ele é uma das principais razões pelas polêmicas que envolvem o filme. O diretor, em entrevista à BBC, disse que &#8220;algo não funcionou&#8221; no processo de seleção de elenco no México. Com apenas uma atriz mexicana na produção e nenhuma pessoa do país na equipe técnica, Audiard leva um olhar estereotipado, eurocêntrico e desconexo para a narrativa que ele se apropriou para dirigir e adaptar. Apesar do roteiro ser assinado por ele, o mote central de <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> vem de um romance homônimo do autor, também francês, Boris Razon, sobre um barão da droga que muda de sexo.</p>
<p>O curioso é que foi uma proposta do cineasta transportar a narrativa para um país no qual ele não se esforçou minimamente para conhecer e conversar. Ainda nessa mesma entrevista à BBC, Audiard afirma que as imagens estilizadas que ele tinha na cabeça não funcionavam no México e por isso ele decide filmar em Paris. E ele ainda complementa dizendo: &#8220;Pode ser um pouco pretensioso da minha parte, mas Shakespeare precisou ir a Verona para escrever uma história sobre aquele lugar?&#8221; É essa pretensão e descaso visto em tela com o filme. Por isso que <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> soa tão absurdo e esdrúxulo em tantos momentos, pelo descaso do diretor em mergulhar numa realidade que ele mesmo se propôs a falar.</p>
<p>É inevitável que essa desorientação por parte do cineasta francês afete a obra como um todo. Não à toa, as atuações e seus problemas são um reflexo disso. Como dito anteriormente, Karla ainda consegue, em alguns momentos, contribuir com uma performance interessante, da mesma forma que a presença de Paz em cena é a melhor coisa que há, por trazer profundidade e verdade às cenas. Zoe Saldaña (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-guardioes-da-galaxia-vol-3/"><em>Guardiões da Galáxia Vol.3</em></a>, de 2023) e Selena Gomez (<em>Only Murders on the Building</em>, desde 2021, e <em>Hotel Transylvania: Transformania</em>, de 2022), no entanto, não conseguem fugir da caricatura cruel que <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> representa.</p>
<figure id="attachment_19108" aria-describedby="caption-attachment-19108" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-19108" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-750x500.jpg" alt="Emilia Pérez (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1-1400x933.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Emilia-Perez-1.jpg 1728w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19108" class="wp-caption-text">Zoe Saldaña em &#8216;Emilia Pérez&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Zoe é uma atriz com um trabalho reconhecido e comprovadamente de qualidade, mas sua personagem é terrivelmente desenvolvida nesse roteiro sem pé nem cabeça. Ainda que ela tente, a maior parte de suas cenas são um show de horrores, especialmente os números musicais que a envolvem. Da mesma forma, Selena, que nunca tinha tido uma oportunidade de destaque nas telonas, entrega uma performance que choca de tão fora do eixo. Apesar de em outros trabalhos conseguir ter momentos interessantes como atriz, em <strong><em>Emilia Pérez</em></strong>, isso nunca se realiza e ela entrega uma das piores atuações do ano.</p>
<p>Ainda que tenha essa infinidade de problemáticas, <strong><em>Emilia Pérez</em></strong> é o projeto com mais indicações do ano, chegando próximo de ter se tornado um dos filmes mais indicados da história do Oscar. É importante lembrar que a competição para se tornar um indicado e até mesmo um vencedor do Oscar nada mais é do que uma campanha política e econômica. Infelizmente, a competição vai muito além de qualidade técnica e cênica.</p>
<p><strong><em>Emilia Pérez</em></strong> tem feito uma forte campanha desde Cannes, tanto que saiu vitorioso de lá com o Prêmio do Júri, de Trilha Sonora e para as três atrizes, Karla, Zoe e Selena. Agora o que resta é saber o quanto essa campanha vai continuar ressoando até o dia do Oscar para ver se 2025 também será lembrado no futuro como uma premiação a ser esquecida, tal qual o ano de <em>Shakespeare Apaixonado (1998)</em>, <em>Crash (2004)</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-green-book-o-guia/"><em>Green Book: Um Guia para  a Vida (2019)</em></a>.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jacques Audiard</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Zoe Saldaña, Karla Sofía Gascón, Selena Gomez, Adriana Paz, Mark Ivanir e Édgar Ramírez</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/JqcD_24M0-M?si=C78u07VhO7No4TRi" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Dia do Sim (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Mar 2021 15:08:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua abertura, Dia do Sim mostra um resumo da vida da protagonista, Allison Torres (Jennifer Garner, Com Amor, Simon). Aventureira e alegre, a sua dinâmica se modifica quando ela passa a ser mãe. É complicado demais avaliar um filme como este que, destinado ao público infantil, prega a imagem de mulher controladora, que abandona a carreira profissional e perde a sua personalidade para criar seus filhos. Obviamente, as decisões femininas podem ser amplas, as que elas quiserem, até deixar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua abertura, <strong><em>Dia do Sim</em></strong> mostra um resumo da vida da protagonista, Allison Torres (Jennifer Garner, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/simonal-e-o-destaque-nas-estreias-do-cinema-esta-semana-08-08-confira-o-que-entra-em-cartaz/"><em>Com Amor, Simon</em></a>). Aventureira e alegre, a sua dinâmica se modifica quando ela passa a ser mãe. É complicado demais avaliar um filme como este que, destinado ao público infantil, prega a imagem de mulher controladora, que abandona a carreira profissional e perde a sua personalidade para criar seus filhos. Obviamente, as decisões femininas podem ser amplas, as que elas quiserem, até deixar o trabalho de lado. O que incomoda aqui, desde o início da projeção, é este retrato machista, impregnado por uma visão estereotipada e determinista das mulheres.</p>
<p>Após este estabelecimento de marcas de transformações de Allison, o longa tenta, durante toda a projeção, ressignificar o olhar em relação à personagem. Com uma premissa voltada para a liberação de todas as vontades das crianças por um dia, Allison revela que continua guardando dentro de si um espírito aventureiro. Em partes, o discurso sobre os papéis dos pais em uma família acaba suavizando o contexto do <em>plot</em> inicial, no qual a figura paterna é o ponto de alívio dentro e a materna é a que aprisiona e manipula todos. Mesmo assim, caso estas performances de gênero sejam ignoradas, por um público um pouco mais conservador ou alheio, a produção ainda falha em entregar um resultado positivo.</p>
<p>Dentro da trama, as ações são todas esperadas. Em sua obviedade, a obra não parece desejar ser muito além do que uma comédia leve e divertida. No entanto, o erro pode ser apontado justamente porque ela acaba sendo entediante. Entregando soluções fáceis para os conflitos, como a aparição de uma personagem aleatória para sugerir para Allison e seu marido façam o “Dia do Sim”, é cansativo acompanhar a sessão, possuindo a certeza de qual será o seu encaminhamento cena por cena. O espectador já encontrou algo semelhante no cinema, seja nas diversas versões de <em>Freaky Friday</em> (1976, 2003, 2018) ou em <em>Os Seus, os Meus, os Nossos</em> (1968), <em>Mamma Mia!</em> (2008), <em>Uma Mãe em Apuros</em> (2009), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fala-serio-mae/"><em>Fala Sério, Mãe!</em> </a>(2017), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dumplin/"><em>Dumplin’</em> </a>(2018), entre tantos outros.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13884" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158.jpg" alt="Dia do Sim" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/1328158-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A ideia de explorar a relação das mães com seus filhos, que parte do afastamento e irritabilidade das crianças – ou adolescentes –, até a redenção e restabelecimento da conexão entre eles é recorrentemente visto. O modo como isto vai ser contado é que pode trazer um resultado positivo. Para tal reaproximação ocorrer também é preciso que exista um desenvolvimento das personagens dentro do enredo e algum tipo de progressão nisto. O que acontece aqui são instalações repentinas, mal trabalhadas, porque entre as atividades lúdicas deste dia livre de “nãos” e os problemas vivenciados por estes parentes, há pouco espaço para que seja colocado algum desenvolvimento destes relacionamentos.</p>
<p>Neste tipo de conteúdo, ainda existem as piadas, mas estas chegam sem eficácia. A razão é que o roteiro passa uma sensação de que quem assiste já possui um conhecimento prévio sobre as situações e atividades pregressas das personagens. Em alguns momentos, o filme soa até como uma continuação. Assim, as gags perdem a graça, porque não houve uma ambientação para que tal efeito fosse alcançado. No geral, o <strong><em>Dia do Sim</em></strong> se esforça para ser cômico e sem muitas pretensões. Através de uma dinâmica corrida, não consegue engajar o consumidor e ainda possui um discurso um tanto ultrapassado.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Miguel Arteta</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Jennifer Garner, Edgar Ramírez, Jenna Ortega, Nat Faxon, June Diane Raphael</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RyCal7x6ras" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Wasp Network: Rede de Espiões (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2020 19:05:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Wasp Network: Rede de Espiões se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de Olga), Os Últimos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Wasp Network: Rede de Espiões</strong></em> se apropria de eventos que realmente aconteceram no início da década de 1990. O longa conta a história de um grupo de cubanos que atuaram como espiões infiltrados nos EUA com o intuito de desmantelar ações que visavam manchar a reputação do país e isolá-lo do restante do mundo, tudo como retaliação às políticas implementadas por Fidel Castro. O roteiro é baseado no romance histórico de Fernando Morais (o mesmo autor de <em>Olga</em>), <em>Os Últimos soldados da Guerra Fria</em>.</p>
<p>O projeto conta com um elenco de estrelas de países de língua espanhola já estabelecidas em Hollywood como Penélope Cruz (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-ja-sabem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Todos Já Sabem</em></a>) e Gael Garcia Bernal (<em>Acusada</em>), com outras latinas já em ascensão, como o brasileiro Wagner Moura (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sergio/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Sergio</em></a>) e a cubana Ana de Armas (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-entre-facas-e-segredos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Entre Facas e Segredos</em></a>), além de Édgar Ramírez (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-garota-no-trem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Garota no Trem</em></a>), já bastante conhecido por atuar em produções americanas como <em>O Assassinato de Gianni Versace</em>. A direção coube ao francês Olivier Assayas, em momento inspirado de sua carreira depois de êxitos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-acima-das-nuvens/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acima das Nuvens</a> e <em>Personal Shopper</em>.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12930" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Wasp Network" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/3707071.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong> </em>talvez seja o momento mais vacilante da carreira de Assayas nos últimos anos. A trama política e repleta de fatos históricos, como acontece em casos similares, claramente exibe pouco fôlego em uma versão dramatizada com elenco de estrelas. Para justificar o <em>cast</em> e a escolha do formato, <em><strong>Wasp Network</strong></em> insere em seu interessante relato histórico dramas familiares pouco interessantes e que versam basicamente sobre famílias separadas em razão do exílio. Essa veia melodramática do filme, semelhante a tantos outros que já trataram de temáticas similares reduz as participações do seu interessante elenco a personagens que vivem situações nada originais.</p>
<p><em><strong>Wasp Network</strong></em> só engata de fato em seus momentos finais, quando toda a trama de espionagem atinge a família do personagem de Édgar Ramírez e quando ficção e realidade finalmente se fundem com a inserção de imagens de arquivo, como a entrevista de Fidel Castro a uma televisão americana ou o depoimento de Bill Clinton em uma coletiva de imprensa. Isso só serve par confirmar que o projeto tem sim uma trama bem interessante que talvez teria sido melhor servida se fosse apresentada ao público como um documentário. O longa tem momentos de fôlego investigativo e propõe algumas reflexões complexas sobre os temas que levanta, sobretudo a imagem estigmatizada de Cuba que sempre tivemos, mas se perde um pouco quando tenta transformar tudo em um novelão cujo interesse central é o futuro da relação dos personagens de Penélope Cruz e Édgar Ramírez.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivier Assayas<br />
<strong>Elenco:</strong> Édgar Ramírez, Penélope Cruz, Wagner Moura, Ana de Armas, Leonardo Sbaraglia, Gael Garcia Bernal, Tony Plana, Nolan Guerra, Osdeymi Pastrana</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/miKvHXrkfM4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Joy &#8211; O Nome do Sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 23:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bradley Cooper]]></category>
		<category><![CDATA[David O. Russell]]></category>
		<category><![CDATA[Diane Ladd]]></category>
		<category><![CDATA[Édgar Ramírez]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Rossellini]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[Joy - O Nome do Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Robert DeNiro]]></category>
		<category><![CDATA[Virginia Madsen]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4401" aria-describedby="caption-attachment-4401" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4401 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hoy2-1024x475-620x319.jpg" alt="hoy2-1024x475" width="620" height="319" /><figcaption id="caption-attachment-4401" class="wp-caption-text">Família disfuncional: Como é tradicional dos filmes de David O.Russell núcleo familiar de Joy é um dos enfoques do realizador</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando começou sua carreira nos anos de 1990 com filmes como <i>Procurando Encrenca </i>ou <i>Três Reis</i>, David O. Russell não dava sinais do tipo de diretor que se tornaria com títulos como <i>O Vencedor</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>Trapaça</i>, longas que lhe renderam três indicações quase que consecutivas ao Oscar de melhor filme e melhor diretor. Naquela época, O. Russell tratava-se &#8220;apenas&#8221; de uma promessa do circuito <i>indie </i>que começava a cair nas graças da crítica e chamar a atenção da mídia especializada pelo seu temperamento forte e por suas constantes discussões com seus atores nos sets dos seus longas, como aquela que protagonizou com George Clooney em <i>Três Reis </i>e a mais famosa com Lily Tomlin em <i>Huckabees &#8211; A Vida é uma Comédia</i>. Desde que começou a seguir um certo tipo de fórmula que tem agradado os votantes do Oscar, os filmes do O. Russell parecem não ser mais os mesmos, mas também adquiriram uma estranha constância nas suas estruturas e apresentações de narrativas e personagens. O mais novo título dessa safra do realizador, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>, contudo, parece não ter agradado tanto a Academia quanto os filmes anteriores do diretor, tanto que dele apenas a sua protagonista mereceu uma indicação ao prêmio. A exclusão é merecida, mas não podemos deixar de mencionar que <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>apresenta na sua estrutura e abordagem narrativa riscos muito maiores que os títulos anteriores do diretor.</p>
<figure id="attachment_4403" aria-describedby="caption-attachment-4403" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4403 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/joy-02-620x298.jpg" alt="joy-02" width="620" height="298" /><figcaption id="caption-attachment-4403" class="wp-caption-text">Parceiros habituais: Em seu novo longa, O.Russell volta a trabalhar com antigos colaboradores como Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>No longa, Jennifer Lawrence, que ganhou o Oscar de melhor atriz com <i>O Lado bom da Vida</i>, dirigido por O. Russell, e também esteve em <i>Trapaça</i>, interpreta Joy, uma jovem mãe de dois filhos divorciada que assume a responsabilidade de dar suporte para a sua grande e complicada família, mas que encontra-se em uma fase da vida na qual faz um balanço a respeito daquilo que ela esperava ser quando se tornasse adulta e a mulher que ela é de fato. Em meio a essa crise pessoal, Joy inventa um utensílio de limpeza doméstica que pode tirar ela e a sua família de alguns problemas financeiros, tornando-se o nome central de um negócio que viria a ser extremamente lucrativo no futuro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>David O. Russell adorar trazer como centro das suas histórias famílias disfuncionais formadas por diversos personagens, por vezes, reunidos em um mesmo ambiente. O olhar de O.Russell para esses núcleos familiares é sempre muito forte em seus filmes, foi assim em <i>O Vencedor</i>, em <i>O Lado bom da Vida </i>e isso se repete em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>. Porém, se em dada medida, isso era bem administrado pelo diretor nos outros dois filmes, aqui tudo fica um pouco disperso. Parece muito claro que o filme é de Jennifer Lawrence e do grande feito da sua personagem e são nos momentos em que o realizador centra sua narrativa em Joy que o longa tem os seus melhores momentos. Ao tentar suprir a demanda da apresentação dos familiares da protagonista e suas dinâmicas com ela, tudo fica um tanto quanto disperso, e a centralidade de Joy nesse núcleo disfuncional parece ser &#8220;engolida&#8221; por uma série de personagens que, se parecem interessantes ao próprio filme conferindo um certo humor à história, tem um tempo de cena escasso o suficiente para fazer com que o espectador compreenda muito pouco sobre eles. O caso mais emblemático é o da personagem de Diane Ladd, intérprete da avó de Joy, uma personagem cuja importância é sempre sublinhada pelo longa, mas cujo laço com a protagonista, factualmente, é pouco trabalhado na obra. Quanto aos demais, interpretados por atores do calibre de Robert DeNiro, Virginia Madsen e Édgar Ramirez, tem todos os seus momentos, mas na ânsia de suprir todos eles o diretor acaba não conseguindo desenvolver substancialmente nenhum. Uma pena, pois é através deles e dos seus respectivos laços com Joy que dimensionamos de fato o lugar e a importância dessa personagem nesse núcleo familiar, algo que é dito com frequência ao longo do filme, mas cuja extensão jamais é sentida pelo público.</p>
</div>
<figure id="attachment_4402" aria-describedby="caption-attachment-4402" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4402 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer.jpg" alt="jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer" width="600" height="325" /><figcaption id="caption-attachment-4402" class="wp-caption-text">Estrela: Jennifer Lawrence é a grande atração do filme na pele de Joy</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Há ainda em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>o mérito de querer transformar uma história real com mensagens motivacionais e personagens inspiradoras em uma narrativa que fuja dos recursos convencionais a esse tipo de história. Portanto, nada de trilhas grandiloquentes, narrativa linear, muitos picos dramáticos&#8230; O filme de David O. Russell procura se distanciar do lugar comum, o que é particularmente muito bom e interessante. É uma pena que o diretor esgarce sua narrativa a tal ponto que em dado momento fica difícil entender exatamente onde ele quer chegar com a história de Joy. De irretocável mesmo, só a ótima interpretação de Jennifer Lawrence, que se está longe de ter um desempenho tão formidável quanto aquele que a revelou para os holofotes de Hollywood em <i>Inverno da Alma </i>em 2010, pelo menos está magnética e consegue modular com destreza todos os caminhos percorridos por sua personagem ao longo do filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ao querer transformar a trajetória edificante da sua protagonista em um longa que foge da abordagem comumente conferida a narrativas baseadas em fatos reais, David O.Russell acaba transformando o seu filme em uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;: Se por um lado é louvável que o diretor proponha um modo diferente de contar um modelo de história com propósitos e caminhos largamente conhecidos pelo grande público, por outro, o resultado não parece plenamente satisfatório, afinal, na ânsia de ser muito mais do que ele é, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>acaba mostrando-se como um filme de narrativa relativamente frouxa. Um pouquinho mais ousado do que o que o realizador mostrou em filmes como <i>Trapaça</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>O Vencedor</i>, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>é um filme que percorreu formatos e caminhos interessantes, mas cujo resultado &#8211; que está longe do fiasco cinematográfico, diga-se de passagem &#8211; não chega a impressionar.</p>
</div>
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