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	<title>Arquivos Eddie Murphy - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Eddie Murphy - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Certas Pessoas (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 21:03:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre falhas e acertos, a nova comédia romântica da Netflix consegue entregar como resultado um filme, majoritariamente, divertido e que conta com um ship central com muita química. A maior questão de Certas Pessoas é que, dentro do grande desafio de, a partir de todas tensões presentes em seu tema central permanecer sendo uma comédia, a atmosfera pesa. Além disso, a resolução soa como repentina demais. É neste universo que o longa-metragem traz Ezra e Amira, um casal que se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Entre falhas e acertos, a nova comédia romântica da Netflix consegue entregar como resultado um filme, majoritariamente, divertido e que conta com um ship central com muita química. A maior questão de<strong><em> Certas Pessoas</em></strong> é que, dentro do grande desafio de, a partir de todas tensões presentes em seu tema central permanecer sendo uma comédia, a atmosfera pesa. Além disso, a resolução soa como repentina demais. É neste universo que o longa-metragem traz Ezra e Amira, um casal que se apaixona tão profundamente que decide se casar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, Amira é negra e Ezra é branco e os conflitos por conta disso acabam surgindo para ambos. Aqui, vale ressaltar que por mais que a obra tente colocar a balança no meio, por trazer a figura de Akbar, pai de Amira (Eddie Murphy, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-nome-e-dolemite/"><em>Meu Nome é Dolemite</em></a>), como desconfiado e Shelley, mãe de Ezra (Julia Louis-Dreyfuss, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dois-irmaos-uma-jornada-fantastica/"><em>Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica</em></a>), como sem noção, a temática do filme não é qualquer querela trivial típica de romcoms. O ponto tocado aqui é grave e profundo. Não tem como equilibrar estas duas figuras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, mesmo que tropeçando neste quesito, a produção leva o fato de que a dupla principal está em um namoro interracial a sério.</span><span style="font-weight: 400;"> Inclusive, a partir do terceiro ato o tom da seriedade se eleva tanto que, mesmo sendo à toa, é neste ponto que a obra se perde e se apressa. Se Ezra e Amira iriam ou não terminar juntos não era o que realmente importava, no final das contas. O como a narrativa traria essa escolha dentro da sua conclusão era a chave de tudo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro deste contexto, o que acontece com <strong><em>Certas Pessoas</em></strong> é o que acaba aparecendo em muitos filmes do gênero: conclusão repentina com solução simples.  </span><span style="font-weight: 400;">De repente, todos os problemas se dissolvem. Shelley ganha um letramento social instantâneo e Akbar vê que, na verdade, apesar de Ezra ter diversos comportamentos que o incomodam, ele é um homem bom para a sua filha. Assim, em três cenas, o que foi construído de tensão, progressivamente, com estabelecimento de uma incompatibilidade tão intensa que o rompimento dos protagonistas é determinado, desaba para dar espaço ao casamento alegre dos dois.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16395" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/certas-pessoas-filme-netflix-02.jpg" alt="Certas Pessoas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/certas-pessoas-filme-netflix-02.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/certas-pessoas-filme-netflix-02-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/certas-pessoas-filme-netflix-02-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/certas-pessoas-filme-netflix-02-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um tanto desagradável acompanhar esse encerramento? </span>É. Todavia, também vale ressaltar que boa parte da sessão diverte e conta com diálogos engraçados. Uma grande qualidade do longa vem do trabalho do elenco. Os dois núcleos contam com interpretações que convocam organicidade para um texto que poderia cair em algo artificial e morno. O maior exemplo disso é na sequência do jantar, no qual as mães e os pais de Amira e Ezra discutem sobre um assunto delicadíssimo.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que seja óbvia a resposta para o dilema posto à mesa, os atores conseguem, dentro de todo constrangimento que as ações e falas podem causar no espectador, imprimir comicidade. A movimentação corporal é mínima ali, mas ela também entra para fomentar a lógica cômica. Esta contenção, na verdade, preenche toda a sessão, mas de uma forma positiva. Isto porque os instantes fortes para a trama ganham mais força e geram risos maiores, quando há uma seleção maior do que ganhará destaque na narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse mérito vem também do roteiro de Kenya Barris &#8211; que também é o diretor &#8211; com Jonah Hill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-olhe-para-cima-netflix/"><em>Não Olhe Para Cima</em></a>), porque a montagem e as inserções gráficas quebram um pouco do ritmo e do estabelecimento da própria conexão do público com as personagens. Em alguns momentos, certas emoções são perdidas, pelas quebras da edição, que são seguidas desta espécie de vinheta, que ronda o longa inteiro. </span>Apesar de tudo, isso não é algo que compromete tanto quanto a finalização da narrativa, mas que poderiam ser elementos melhor executados.</p>
<p>Assim, <em><strong>Certas Pessoas</strong></em> vale por entreter ali em suas quase duas horas. Poderia ser melhor? Sim, porém na maior parte de sua duração ele é efetivo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenya Barris</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jonah Hill, Lauren London, Eddie Murphy, Julia Louis-Dreyfus, Nia Long, David Duchovny, Sam JayMolly Gordon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/amfSSqTJqB4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Meu Nome é Dolemite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2019 20:55:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não há como falar de Meu Nome é Dolemite sem antes lembrar da história do cinema norte-americano. Entre 1930 e 1968, o Código Hays de censura trouxe uma regra de códigos morais para as produções cinematográficas. Posteriormente, com sua flexibilização e caducidade, explodiu nas décadas de 60 e 70 o gênero de exploitation. Marcado pela violência, palavrão, sexo e nudez, ele se dividiu em diversas categorias. Entre elas, o blaxploitation era, resumidamente, um filme feito por negros para negros. Como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não há como falar de <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> sem antes lembrar da história do cinema norte-americano. Entre 1930 e 1968, o <em>Código Hays</em> de censura trouxe uma regra de códigos morais para as produções cinematográficas. Posteriormente, com sua flexibilização e caducidade, explodiu nas décadas de 60 e 70 o gênero de <em>exploitation</em>. Marcado pela violência, palavrão, sexo e nudez, ele se dividiu em diversas categorias. Entre elas, o <em>blaxploitation</em> era, resumidamente, um filme feito por negros para negros. Como características significantes, ele tinha uma trilha sonora de <em>funk</em> ou <em>soul jazz</em>, um vocabulário forte, melodramas e a ambientação dos <em>ghettos</em>.</p>
<p>Assim, é neste contexto que está o novo filme da <em>Netflix</em>, uma cinebiografia de um nomes famosos do <em>blaxploitation</em>. Rudy Ray Moore (Eddie Murphy, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-funeral-em-familia/"><em>Um Funeral em Família</em></a>) é um pseudo comediante que abre shows em bares de <em>Los Angeles</em>, mas ninguém da plateia ri de suas apresentações. Após escutar histórias hilárias de um mendigo, Rudy decide criar o alter ego de <em>Dolemite</em>, incorporando seus contos em forma de rima. Graças ao sucesso imediato que faz, chegando a estar entre os discos mais vendidos da <em>Billboard, </em>ele que quer mais: fazer um filme.</p>
<p>Dirigido por Craig Brewer (<em>remake </em>de <em>Footlose</em>), <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> é, primeiramente, um metacinema. Com um ritmo ágil, a segunda metade do longa passa por todas as etapas da realização de um filme. Vai desde o <em>pitching </em>(venda da ideia para o produtor bancar o projeto), passando pelo <em>brainstorm </em>do roteiro e até dificuldades técnicas como falta de filme na câmera. Além de cada cena ser uma bela homenagem não só à Rudy como todo o <em>blaxploitation</em>, os bastidores funcionam por si só. O leve roteiro e o comprometimento dos atores realmente passam a imagem daquele ambiente como uma família.</p>
<p>Neste sentido, <em><strong>Meu Nome é Dolemite </strong></em>é também um projeto de amor de Eddie Murphy, já que ele também é seu produtor. Indo além, mais do que um testamento para Rudy, este filme é a oportunidade perfeita para, assim como <em>Dolemite, </em>que uma nova geração lembre do ator de <em>Um Tira da Pesada</em>, que aos poucos caia no esquecimento. Com uma das atuações mais fortes de sua carreira, Murphy se atesta mais uma vez como um dos grandes nomes de sua geração.</p>
<p>Evidentemente, o astro é mais conhecido por seu <em>timing </em>cômico, mas seu papel como <em>Dolemite</em> não se limita a isso. Sempre vestido com figurinos coloridos e excêntricos — categoria que merece ser reconhecida em premiações —, Murphy incorpora o lado caricatural do personagem. Ele solta um <em>fucking </em>a cada duas frases e conta suas piadas sempre se movimentando com molejo e uma bengala. Ainda que mostre autoconfiança na maior parte do tempo, há também nuances dramáticas e de fragilidade em sua atuação, como na cena em que recebe uma notícia desanimadora e a câmera de Brewer vai apenas aproximando dele na cabine telefônica, trazendo uma sensação de enclausuramento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11679" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2.jpg" alt="Meu Nome é Dolemite" width="667" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2.jpg 667w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Dolemite2-610x457.jpg 610w" sizes="(max-width: 667px) 100vw, 667px" /></p>
<p>Igualmente, o carisma de <em><strong>Dolemite É Meu Nome </strong></em>também passa por todo seu elenco de apoio. Ele vai desde participações especiais de Snoop Dogg (<em>Reincarneted</em>) e Chris Rock (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/review-a-very-murray-christmas/"><em>A Very Murray Christmas</em></a>) como radialistas até um brilhante Wesley Snipes (franquia <em>Blade</em>). Este é outro que se destaca, fazendo o ator D&#8217;Urville Martin, que se acha profissional demais para trabalhar com o resto da equipe, como o cinegrafista Nick <em>(</em>Kodi Smit-McPhee<em>, </em><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-x-men-fenix-negra/"><em>X-Men: Fênix Negra</em></a>).</p>
<p>Assim como Eddie Murphy, Snipes é outro caberia em premiações, se entregando aos poucos no ridículo, à medida que vai percebendo que não dá para levar aquele filme a sério. Já Tituss Burgess (Titus de <em>Unbreakable Kimmy Schimidt</em>), basicamente, interpreta outra versão de seu papel mais famoso, o que é sempre positivo. Ainda sobre tecnicidades, o colorido figurino que transborda alegria, a trilha sonora do <em>funk</em> norte-americano e uma ambientação de época com cheia de tons amarelos trazem a total imersão para a década de 70.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Meu Nome é Dolemite</strong></em> é uma carta de amor para Rudy Ray Moore, Eddie Murphy e Wesley Snipes. Em um passeio nostálgico pelo gênero de <em>blaxploitation</em>, a trama lembra o recente <em>Artista do</em> <em>Desastre </em>ao retratar pessoas apaixonadas produzindo um filme<em> B</em>. No entanto, diferentemente de Tommy Wiseau, há um <em>swag</em> inegável nesta metaficção. Se <em>Dolemite </em>começou a fazer filmes para cobrir seu ego pessoal, ao final, ele ganha consciência de que é uma inspiração para diversos jovens negros que buscam eternizar seu nome em capas de discos assim como ele.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Craig Brewer</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Eddie Murphy, Wesley Snipes, Keegan-Michael Key, Kodi Smit-McPhee, Craig Robinson, Chris Rock, Mike Epps, T.I., Tituss Burgess, Snoop Dogg, Da&#8217;Vine Joy Randolph</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=Jt2p7WFZanI&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-nome-e-dolemite/">Crítica: Meu Nome é Dolemite</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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