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	<title>Arquivos Daisy Edgar-Jones - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Daisy Edgar-Jones - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Twisters</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jul 2024 22:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quem aí se lembra daquele filme dos anos 1990, com os astros da época Helen Hunt (À Espreita do Mal) e Bill Paxton (O Círculo)? O Twister original era aquele que passava bastante na Sessão da Tarde e sempre tinha a cena da vaca indo pelos ares (literalmente). Agora em 2024, temos uma nova versão com os queridinhos do momento, Daisy Edgar-Jones (Um Lugar Bem Longe Daqui) e Glen Powell (Todos Menos Você), à frente da super produção Twisters. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem aí se lembra daquele filme dos anos 1990, com os astros da época Helen Hunt (<em>À Espreita do Mal</em>) e Bill Paxton (<em>O Círculo</em>)? O Twister original era aquele que passava bastante na Sessão da Tarde e sempre tinha a cena da vaca indo pelos ares (literalmente). Agora em 2024, temos uma nova versão com os queridinhos do momento, Daisy Edgar-Jones (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-lugar-bem-longe-daqui/"><em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em></a>) e Glen Powell (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-todos-menos-voce/"><em>Todos Menos Você</em></a>), à frente da super produção <em><strong>Twisters</strong></em>.</p>
<p>O diretor Lee Isaac Chung nos traz um trabalho completamente diferente daquele que conferimos em <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-minari/"><em>Minari &#8211; Em Busca da Felicidade</em></a>, há alguns anos. Aqui ele imprime toda a veia de ação que ele possa ter, nos oferecendo tensão a todo momento. Ainda assim, conseguimos ver as sutilezas do roteiro nos detalhes, o que nos faz estar cada vez mais envolvidos com os personagens, a cada cena que passa.</p>
<p><strong><em>Twisters</em> </strong>já começa a produção com um grande ápice, que é o acidente que marca para sempre a vida de Kate. Ela é uma caçadora de tornados que vai em busca de uma tempestade e acaba perdendo três de seus melhores amigos no acidente. Anos depois, um dos sobreviventes entra em contato com ela para ajudar a tentar resolver esse problema dos tornados, que causa tantas tragédias e mortes por onde passa.</p>
<p>Neste meio do caminho é que chega Tyler, um cientista youtuber bem diferente do perfil dela, que gosta de televisionar a sua caçada e atrair o público. A antipatia acontece logo de cara e sabemos que ali terá uma relação tensa a ser construída.</p>
<p>Não existe nada de muito inovador no roteito de <strong><em>Twisters</em></strong>. Uma protagonista traumatizada que tem que voltar ao local de seu trauma para lidar com os fantasmas do passado, enquanto um bonitão irreverente chega para atrapalhar a sua caminhada solitária. Então aqui precisamos focar na execução dos fatos, que é bem bacana, diga-se de passagem.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18476" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1.png" alt="Twisters" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/image-4-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Eu, particularmente, adoro Daisy Edgar-Jones desde que ela fez a maravilhosa minissérie <em>Normal People</em>. A sutileza da sua atuação, a forma como ela consegue nos convencer de aboslutamente qualquer emoção e a facilidade com que isso acontece, nos envolve com qualquer personagem que ela nos oferece. Ela foi um dos motivos que me animou a ver esse filme, por sinal. O outro motivo foi Glen Powell, que está na crista da onda do momento e também tem muito carisma. Aliás, carisma é o que não falta neste elenco, que oferece ótimas interações e dinâmicas.</p>
<p>O casal principal têm os seus caminhos cruzados a todo instante, forçando um contato que ela não tem o menor interesse. Ele, por outro lado, está curioso com a presença daquela desconhecida. Tudo isso em meio a muitas cenas de ação, que precisamos observar com detalhes. O filme de 1996 foi indicado ao Oscar de Melhor Efeito Visual, deixando a situação deste aqui meio complicada. Mas que bom que investiram bem no CGI, que está bem aplicado. As cenas catastróficas são incríveis e consistentes, fazendo com que o espectador não queira nem piscar para não perder os detalhes.</p>
<p>Além disso, colocar o potencial romance dos protagonistas como plano de fundo para toda aquela ação e perseguição de tornados é uma ótima ideia para nos dar alívio de emoções e nos conectar com aquela história. À medida que <em><strong>Twisters</strong> </em>avança, vamos conhecendo mais aquelas pessoas e entendendo a personalidade de cada um. Sem isso, acredito que seria apenas mais um filme qualquer de ação, daqueles que não esperamos rever depois.</p>
<p>Mas não é esse o caso por aqui. Faltou, no entanto, um pouco mais de coragem da parte de Chung de nos oferecer o ápice do romance. Os protagonistas nos dão uma química incrível e perspicaz, nos fazendo realmente acreditar em todas aquelas emoções que vão surgindo. Mas o roteiro não se dignou a nos presentear com um mísero beijo final, o que é absolutamente frustrante.</p>
<p>Ainda que tenha algumas problemáticas, isso não tira o sucesso do resultado final de <strong><em>Twisters</em></strong>. É um filme cheio de ação, tensão, pitadas de romance e entretém do começo ao fim. Ele tem uma energia bem de filmes de ação dos anos 1990, que eu adoro porque sempre foi uma ótima década para o gênero. Vale muito a pena conferir no cinema!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lee Isaac Chung</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daisy Edgar-Jones, Glen Powell, Anthony Ramos, Maura Tierney, Brandon Perea, Sasha Lane, David Corenswet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/9-Vx_AywP7s?si=IPkiWc6moDDwBpnf" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Um Lugar Bem Longe Daqui</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 13:39:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um Lugar Bem Longe Daqui é baseado no best-seller homônimo da autora estadunidense Delia Owens e conta a história da jovem Kya (Daisy Edgar-Jones, Normal People), que foi acusada pelo assassinato de um rapaz famoso e querido na pequena cidade onde moram. A comunidade local tem muito preconceito com a garota, que vive sozinha em uma tapera no meio do brejo, depois que toda a família a abandonou, ao longo de anos. Um advogado local acaba se compadecendo com a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Um Lugar Bem Longe Daqui</strong></em> é baseado no best-seller homônimo da autora estadunidense Delia Owens e conta a história da jovem Kya (Daisy Edgar-Jones, <em>Normal People</em>), que foi acusada pelo assassinato de um rapaz famoso e querido na pequena cidade onde moram. A comunidade local tem muito preconceito com a garota, que vive sozinha em uma tapera no meio do brejo, depois que toda a família a abandonou, ao longo de anos. Um advogado local acaba se compadecendo com a sua necessidade e se voluntaria para defender a causa. Ao longo da trama, vamos conhecendo mais sobre a personagem, sua origem e personalidade.</p>
<p>A história deste longa em si não é grande coisa e nem tão inovadora que nos faça crescer os olhos. O que se destaca aqui é a condução do roteiro, direção e atuação. Embora eu não tenha lido a obra original, em pesquisa descobri que ele é muito detalhista, o que o torna, por vezes, arrastado. Na tela grande, o roteiro optou por mostrar esses detalhes em todas as tomadas de cena, mas sem se demorar demais, para não o tornar monótono. Sendo assim, ainda que o ritmo de <strong><em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em> </strong>seja mais lento, não chega a entediar o espectador, que fica o tempo inteiro intrigado pela história de Kya.</p>
<p>Com idas e vindas no tempo, vamos conhecendo mais da origem da garota. Como ela sofreu com o abandono da mãe que não aguentava mais as violências físicas do pai. Como o alcoolismo o tornou um homem rude, agressivo e sem afeto. A menina era tão pobre que não tinha dinheiro para calçados e vivia a base de mingau de farinha. Contou com o suporte e amorosidade de um casal dono de uma quitanda, que conseguia doação de roupas e dava alguns mimos quando ela ia lá. Tudo isso vai nos mostrando a vida de Kya e o motivo pelo qual a sociedade lá dos anos 1950 tinha tanto preconceito.</p>
<p>Ela era fora da curva. Não se vestia do jeito que todo mundo era acostumado, era pobre, não estudou em escola, não sabia ler e nem escrever. Quando seu pai finalmente a deixou, quando tinha uns 11 anos, as coisas melhoraram por um lado e pioraram do outro. Precisou começar a catar marisco no brejo para conseguir comprar comida e não passar fome. No meio do caminho, reencontrou um garotinho que a havia ajudado anos atrás e sido gentil. Agora um adolescente que nem ela, começaram a amizade, enquanto ele ajudava ela a aprender a ler e escrever.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15850" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Um Lugar Bem Longe Daqui" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/4628730.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro caminha sem pressa ao nos inserir nas emoções da trama. É muito fácil se envolver pelos personagens, pois rapidamente já estamos criando empatia por eles. Especialmente Kya e Tate (Taylor John Smith, <em>Fúria em Alto Mar</em>), seu primeiro amor. Lindas paisagens são ainda mais beneficiadas pelas tomadas acertadas de câmera, em um trabalho cuidadoso da diretora Olivia Newman. Tudo isso envolto em uma trilha sonora bem escolhida e bem casada com o tom do filme.</p>
<p>O ponto alto de <strong><em>Um Lugar Bem Longe Daqui</em></strong>, no entanto, são as atuações. Conhecia muito pouco do trabalho de Taylor John Smith, mas ele se mostra muito à vontade em cena, cabendo perfeitamente ao personagem bonzinho que interpreta. Já a protagonista Daisy Edgar-Jones já tinha feito um trabalho brilhante na excelente série <em>Normal People</em> e só confirmou ainda mais aqui o meu favoritismo por ela. Daisy não se esforça para atuar, simplesmente deixando fluir todas as emoções da personagem através de si. Ela cabe muito bem neste estilo de personagem mais tímida, pois seus trejeitos e tiques físicos casam perfeitamente com isso. Foi uma escolha acertada. Aliás, podemos dizer isso de todo o elenco.</p>
<p>Em uma mistura de drama com romance e mistério, o filme vai segurando facilmente o espectador nas suas 2h de duração, que a gente simplesmente não quer que acabe até que possamos descobrir o destino de todos os personagens. Como disse, não é um livro particularmente inovador, mas o trabalho feito neste filme com certeza favoreceu a história como um todo e rendeu uma ótima produção cinematográfica. É uma espécie de Nicholas Sparks num nível superior. Uma grata e positiva surpresa, que super indico!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Newman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daisy Edgar-Jones, Taylor John Smith, Harris Dickinson, Michael Hyatt, David Strathairn, Garret Dillahunt, Jayson Warner Smith, Ahna O&#8217;Reilly</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/EB28AnlIDqo" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Fresh</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-fresh/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jul 2022 17:20:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Munido de pouquíssima informação sobre Fresh, o espectador pode até confundir o longa de estreia da diretora Mimi Cave com uma comédia romântica. Os trinta minutos iniciais do longa denunciam as marcas do gênero ao apresentar Noa, personagem de Daisy Edgar-Jones (da série Normal People), como uma jovem em busca de dates em aplicativos de namoro, trocando ideias sobre relacionamentos com a amiga Mollie (Jojo T Gibbs), até que ela encontra por acaso no supermercado Steve, um médico cirurgião interpretado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Munido de pouquíssima informação sobre <em><strong>Fresh</strong></em>, o espectador pode até confundir o longa de estreia da diretora Mimi Cave com uma comédia romântica. Os trinta minutos iniciais do longa denunciam as marcas do gênero ao apresentar Noa, personagem de Daisy Edgar-Jones (da série Normal People), como uma jovem em busca de dates em aplicativos de namoro, trocando ideias sobre relacionamentos com a amiga Mollie (Jojo T Gibbs), até que ela encontra por acaso no supermercado Steve, um médico cirurgião interpretado por Sebastian Stan (da série Pam e Tommy), e então a magia acontece. Os dois se sentem imediatamente atraídos um pelo outro e iniciam um relacionamento que tende a se tornar sério.</p>
<p><strong>SPOILER!!!</strong> Acontece que <em><strong>Fresh</strong> </em>não é uma comédia romântica e depois desses trinta minutos de exposição o longa logo revela Steve como um psicopata que cultiva o hábito bizarro do canibalismo, colecionando namoradas como prisioneiras em sua casa de férias para poder comer e distribuir partes dos corpos dessas moças como refeição para outros homens doentes como ele. Claro que Noa é a mais nova vítima do canibal e quando a personagem de Daisy Edgar-Jones é sequestrada, ela se dá conta de que não está vivendo uma clássico roteiro de filme protagonizado por Meg Ryan nos anos 1990. Pelo contrário, a mocinha é protagonista de um grande horror revenge, uma história na qual é vítima da sana de um homem doente e deve se munir de ferramentas para dar a volta no vilão vivido por Sebastian Stan.</p>
<p>O longa de Mimi Cave tem inúmeras qualidades. Seus trinta minutos iniciais são arrebatadores, magnéticos, exemplares. A diretora e a roteirista Lauryn Kahn conseguem gradualmente envolver o espectador no flerte de Steve e Noa. Sebastian Stan e Daisy Edgar-Jones soltam faísca quando estão juntos. O ator consegue convencer o público com um personagem charmoso, praticamente irresistível, que cederá no segundo momento do longa para a completa psicopatia, revelando uma outra faceta por trás dessa atração que exerce inicialmente na protagonista e no espectador.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15691" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/fresh_pub_stills_1.64.1_copy-scaled-1.jpg" alt="Fresh" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/fresh_pub_stills_1.64.1_copy-scaled-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/fresh_pub_stills_1.64.1_copy-scaled-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/fresh_pub_stills_1.64.1_copy-scaled-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/07/fresh_pub_stills_1.64.1_copy-scaled-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>É uma pena que justamente nesse ápice da loucura de Steve, o longa não consegue acompanhar os esforços do ator e oscila entre eventos que emperram a narrativa e parece fazer com que ela ande em círculos com outros que demonstram algum esforço de manutenção da força criativa de suas realizadoras. É como se, no instante em que Noa se transforma na refém do médico canibal, <em><strong>Fresh</strong> </em>se apresentasse como uma obra de vitalidade instável. Assim, ao mesmo tempo em que o longa tem outro grande momento quando coloca em suspeita os próprios interesses da sua heroína, o filme demonstra no terceiro ato uma completa falta de timing encerrar sua trama, ficando às voltas com a necessidade insaciável e cíclica de corroer o patriarcado por todas as vias, quando na verdade a fuga das vítimas de Steve já era o suficiente.</p>
<p>Como exercício de gênero, <strong><em>Fresh</em> </strong>é bem interessante, articulando comédia romântica e horror em um longa que no fim das contas apresenta um humor macabro na temática do canibalismo, articulando ainda uma trama de vingança da era me too. Particularmente, <em><strong>Fresh</strong> </em>tem seus melhores momentos quando apresenta uma ironia na leitura que faz da situação bizarra vivida por suas personagens do que quando assume ser representante de uma causa social, demonstrando aqui um didatismo que não condiz com a sutileza e refinamento que exibe em outras articulações da história.</p>
<p><strong>Direção: </strong>Mimi Cave</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daisy Edgar-Jones, Sebastian Stan, Jojo T. Gibbs</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TGvMPnyX6Bs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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