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	<title>Arquivos Clémence Poésy - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Tenet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 00:43:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É estranho voltar ao cinema depois de tanto tempo. Especialmente para nós que estávamos habituados a frequentar as salas umas três vezes por semana. A expectativa sobe ainda mais quando falamos de um aguardado filme do diretor Christopher Nolan (Dunkirk), que foi seriamente impactado pela pandemia que ainda vivemos. Tenet já foi lançado lá fora há algumas semanas e só conseguiu chegar agora no Brasil. Sendo assim, fui à cabine de imprensa com mais informação do que gostaria. Tenet nos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É estranho voltar ao cinema depois de tanto tempo. Especialmente para nós que estávamos habituados a frequentar as salas umas três vezes por semana. A expectativa sobe ainda mais quando falamos de um aguardado filme do diretor Christopher Nolan (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-dunkirk/"><em>Dunkirk</em></a>), que foi seriamente impactado pela pandemia que ainda vivemos. <em><strong>Tenet</strong> </em>já foi lançado lá fora há algumas semanas e só conseguiu chegar agora no Brasil. Sendo assim, fui à cabine de imprensa com mais informação do que gostaria.</p>
<p><strong><em>Tenet</em> </strong>nos introduz ao personagem O Protagonista, que era agente da CIA e acaba recrutado pela organização misteriosa para uma missão confidencial e de extrema importância. É preciso se evitar a Terceira Guerra Mundial, que pode ter seu estopim com uma nova tecnologia de revés que tem o poder de afetar os objetivos e a escala temporal.</p>
<p>Nolan já é um diretor um pouco confuso na construção de narrativas e isso se torna muito mais sério neste longa, já que a história em si não facilita. O vai e vem do enredo, a inserção dos personagens e das justificativas que os levam a tomar certas decisões deixam o espectador completamente perdido em alguns momentos, sem entender exatamente qual é a ameaça ou o objetivo daquela missão. Até que isso se firme, o roteiro se sustenta muito mais do que deveria numa história secundária que envolve uma mãe batalhando pela guarda de seu filho e que acrescenta pouco ao resto.</p>
<p>E reforço aqui que a confusão não é com relação ao espaço e tempo que são alterados cada vez mais. É sobre diálogos detalhados demais de informações que ainda não foram apresentadas ao espectador, que acaba tendo dificuldade em identificar qual material é relevante.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13416" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Tenet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/10/1152725.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme vai construindo a relação com o protagonista, que continua sendo impessoal, como a maioria dos agentes especiais costumam ser. Sabemos pouco sobre ele, nada sobre seu passado a não ser o fato de que ele tem fome de vingança e treinamento surreal. Enquanto isso, a trama se tece num paradoxo de prioridades e novos personagens que vão surgindo. Temos um grande mérito de que os fios não ficam soltos e vão se encaixando à medida que a trama avança.</p>
<p>Um ponto alto da trama é a atuação dos principais personagens. John David Washington (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/"><em>Infiltrado na Klan</em></a>) consegue conferir o peso que seu personagem exige, embora não coloque tantas facetas. Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso Oriente</em></a>) incorpora o clássico vilão opressivo e manipulador, que tem todas as pessoas sob seu poder, sem grandes dificuldades para isso. Ele consegue se equilibrar na linha do excesso e não cai no erro de ser canastrão. Mas o destaque fica mesmo é com Robert Pattinson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><em>O Diabo de Cada Dia</em></a>), que mostra muita afinidade com o gênero do filme e cria um personagem muito natural e despretensioso. Sentimos até que ele poderia ter mais tempo de tela.</p>
<p><strong><em>Tenet</em> </strong>é um ótimo filme, mas que perde a chance de ser excelente. Enquanto passa muito tempo perdido em explicações sobre aquela missão, o espectador anseia para saber mais sobre os objetos reversos, como eles funcionam e como seria o mundo visto desta forma. Só muito no final é que temos acesso a mais informações sobre isso, como a possibilidade de duplicidade no tempo e o risco que isso confere. É definitivamente algo que o roteiro poderia explorar melhor no início. Ainda assim, existe muita lógica dentro do caos e é isso que engrandece o longa como um todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Nolan<br />
<strong>Elenco:</strong> John David Washington, Kenneth Branagh, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Michael Caine, Himesh Patel, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/ASTU3rFyOm4" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Uma Família de Dois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2017 14:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma Família de Dois traz a história de um pai de primeira viagem que descobre a paternidade no susto e tem que lidar com as mudanças que isso implica em sua vida, antes tão despreocupada. O longa francês é uma versão de um filme mexicano, mas posso garantir que tem seu estilo pessoal e qualificado. A história é muito comovente e circula em torno dessa relação do pai com a filha e o retorno da mãe que a abandonou. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma Família de Dois</em> traz a história de um pai de primeira viagem que descobre a paternidade no susto e tem que lidar com as mudanças que isso implica em sua vida, antes tão despreocupada. O longa francês é uma versão de um filme mexicano, mas posso garantir que tem seu estilo pessoal e qualificado.</p>
<p>A história é muito comovente e circula em torno dessa relação do pai com a filha e o retorno da mãe que a abandonou. O filme evolui de forma muito tranquila, mostrando conteúdos mais de humor no início e adentrando no drama com o passar das cenas. Mas não é nada forçado. Ele caminha gradativamente para esse final emocionante, sem forçar a reação do espectador.</p>
<p>O filme é conduzido por Omar Sy, que dá sempre um show de simpatia e boa atuação. Ele, que pode ser visto no excelente <em>Intocáveis</em>, mostra cada dia mais o seu potencial como ator de qualidade. Esperamos que o cinema americano abra espaço para papéis de maior destaque com ele.</p>
<p>O ator conta ainda com a parceria da atriz que interpreta sua filha, Gloria Colston. A menina é igualmente carismática e natural em cena, formando com Omar uma dupla realmente envolvente e que conduz o roteiro muito bem. Eles dividem muitas cenas com o amigo gay, que ao meu ver soa um pouco forçado mas também concede a suavidade que o filme necessita em muitos momentos. Além dele, Clémence Poésy (que pode ser lembrada por seu papel como Fleur Delacour, dos filmes de <em>Harry Potter</em>) que também mantém o equilíbrio nas atuações.</p>
<p><em>Uma Família de Dois</em>, como um todo, funciona muito bem e emociona o espectador na medida certa. Tem momentos, claro, que poderiam ser melhor explorados. Como a evolução de idade da menina logo no início. Essa transição é feita de maneira muito rápida e poderia oferecer mais possibilidades ao roteiro. Ainda assim, não é algo que compromete o resultado final.</p>
<p>O filme é uma ótima refilmagem de uma obra que já era boa. Ouso dizer que é ainda melhor que a obra original. A presença de Omar Sy definitivamente permite que esses degraus sejam subidos com facilidade. Vale a pena conferir!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Fq1Y0aM6xmY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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