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	<title>Arquivos Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cinema - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Convite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 19:05:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a Não se preocupe, querida (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo debut em 2019 com a comédia adolescente Fora de Série. Quatro anos depois de Não se preocupe, querida, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos O Convite. É claro que as expectativas reduzidas pós-flop contribuíram para a boa recepção a esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da recepção tumultuada a <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nao-se-preocupe-querida/"><em>Não se preocupe, querida</em></a> (2022), Olivia Wilde passou por um momento em sua carreira que nem de longe lembrava a repercussão do seu ótimo <em>debut</em> em 2019 com a comédia adolescente <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-fora-de-serie/"><em>Fora de Série</em></a>. Quatro anos depois de <em>Não se preocupe, querida</em>, o cenário parece bem diferente e a carreira de cineasta de Olivia Wilde retoma os trilhos com a comédia sobre relacionamentos <strong><em>O Convite</em></strong>. É claro que as expectativas reduzidas pós-<em>flop</em> contribuíram para a boa recepção a esse novo projeto da cineasta. No entanto, independentemente disso, <strong><em>O Convite</em></strong>, de fato, é um filme muito consistente e coloca a carreira de Wilde como cineasta no lugar que lhe é de direito.</p>
<p>Longe das pressões de um grande estúdio e das expectativas que sucedem uma boa estreia – algo que prejudicou bastante <em>Não se preocupe, querida</em> –, Olivia Wilde faz um filme mais focado, centrado nas relações humanas, no desenvolvimento das conexões e desconexões entre os seus personagens e tem um resultado bem mais satisfatório, coerente com as ótimas impressões da sua estreia em <em>Fora de Série</em>. <strong><em>O Convite</em></strong> é uma comédia centrada em um roteiro extremamente verborrágico escrito por Will McCormack e Rashida Jones a partir de um longa espanhol dirigido por Cesc Gay e lançado em 2020, <em>Sentimental</em>.</p>
<p>Em um espaço reduzido – o apartamento dos protagonistas da história –, <strong><em>O Convite</em></strong> acompanha o casal Angela e Joe (Olivia Wilde e Seth Rogen) como anfitriões de um jantar para seus novos vizinhos, Piña e Hawk (Penélope Cruz e Edward Norton). Durante a recepção, toda sorte de questões conjugais vêm à tona.</p>
<p>Com a dinâmica próxima de uma montagem teatral, o filme de Olivia Wilde assemelha-se a alguns títulos da filmografia de Woody Allen. Angela e Joe são extremamente neuróticos como personagens que Allen e Diane Keaton viveram nos filmes do diretor, cheios de questões mal resolvidas que acabam eclodindo em diálogos intensos, inteligentes, algumas vezes engraçados, outras dramáticos, mas ágeis. Tudo em uma única noite no evento social que contextualiza a história.</p>
<p>Na função de diretora, Olivia Wilde lida muito bem com um traço muito particular do roteiro de McCormack e Jones: a fluidez com que essa história trafega por gêneros tão opostos, mas curiosamente sinérgicos, quanto a comédia e o drama – e isso acontece, por vezes, em questão de segundos, sobretudo no ato final da trama. Apesar de ser um longa concentrado em poucos personagens e que oferece um único cenário para o espectador, <strong><em>O Convite</em></strong> é marcado pela agilidade. Os personagens estão em ebulição psicológica crescente, transitam pelos cômodos daquele apartamento e promovem um intercâmbio de parceiros, com uma montagem que intercala muito bem os estágios paralelos e dissonantes dessas interações.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20874" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png" alt="O Convite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/07/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Convite</em></strong> também é um êxito graças ao desempenho dos seus atores. Como Angela, uma das protagonistas da história, Olivia Wilde demonstra um <em>timing</em> cômico singular e  profundidade psicológica para embarcar nas tensões reprimidas e nas frustrações da sua personagem. A atriz encontra em Seth Rogen um ótimo parceiro de cena, tendo muita química com o ator que vive o seu marido no longa. Mesmo que Rogen não fuja ao tipo nerd desajeitado de outros filmes que já protagonizou, há camadas que ele oferece a Joe que provavelmente o espectador nunca viu o comediante trazer em cena. Ambos estão ótimos como esse casal cheio de frustrações e anseios destruídos pela vida adulta e que gradualmente parece entender o estágio em que se encontra esse relacionamento.</p>
<p>Na grande DR vivida por Angela (Wilde) e Joe (Rogen), o trabalho de Penélope Cruz e Edward Norton é fundamental. Os intérpretes do casal Piña e Hawk acabam sendo figuras que provocam nos protagonistas o entendimento de que estão vivendo uma crise e que é preciso fazer algo para sair daquele lugar. Cruz está especialmente brilhante no ato final do filme, quando promove uma verdadeira sessão de terapia com Angela e Joe.</p>
<p><em><strong>O Convite</strong> </em>é tudo que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tablóides envolvendo seus bastidores e a fofoca envolvendo o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar certeiro, sofisticado, inventivo, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado capaz de gerar um mix de sentimentos ao longo da experiência de assisti-la.</p>
<p><strong><em>O Convite </em></strong>é tudo de que Olivia Wilde precisava depois de quatro anos do lançamento do problemático <em>Não se preocupe, querida</em> – que, sim, era um filme ruim, mas que teve qualquer discussão sobre o longa em si ofuscada pelas manchetes de tabloides envolvendo seus bastidores e as fofocas sobre o relacionamento da diretora com seu protagonista Harry Styles. Aqui, com menos orçamento e recursos propositalmente econômicos, Wilde faz uma das melhores comédias do ano. A diretora tem um olhar inteligente, divertido e sensível nessa história sobre casamento e conduz um elenco afiado em um filme que é capaz de gerar um misto de sentimentos ao longo da experiência de assisti-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Olivia Wilde</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Rashida Jones, Will McCormack</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Seth Rogen, Olivia Wilde, Penélope Cruz, Edward Norton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kn5PmH3BJDE?si=8orIAqWprkiV4cs2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Festival de Cinema Italiano acontece em diversas cidades do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 13:12:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do dia 25 de junho, começa o 8 1⁄2 Festa do Cinema italiano por Generali. Com 17 cidades confirmadas para 2026, o festival exibe dez longas-metragens, incluindo a cópia restaurada de Caro Diário, de Nanni Moretti. O evento também conta com a presença do cineasta Federico Ferrone. O artista dirige, ao lado de Michele Manzolini, a produção Os Irmãos Segreto. O documentário é um dos destaques do evento. Em Salvador, todas as sessões ocorrem no Cine Glauber Rocha, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir do dia 25 de junho, começa o <em>8 1⁄2 Festa do Cinema italiano por Generali</em>. Com 17 cidades confirmadas para 2026, o festival exibe dez longas-metragens, incluindo a cópia restaurada de <em>Caro Diário</em>, de Nanni Moretti.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O evento também conta com a presença do cineasta Federico Ferrone. O artista dirige, ao lado de Michele Manzolini, a produção <em>Os Irmãos Segreto</em>. O documentário é um dos destaques do evento.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em Salvador, todas as sessões ocorrem no Cine Glauber Rocha, até 01 de julho. Para detalhes sobre a programação na cidade ou em outra região, acesse </span><a href="http://www.festadocinemaitaliano.com.br/"><span style="font-weight: 400;">www.festadocinemaitaliano.com.br</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>30º Cine PE: Os arcos dourados de Olinda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 23:15:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É perceptível como Os arcos dourados de Olinda conta com uma equipe que possui um humor requintado, que busca nas imagens cinematográficas o seu argumento discursivo. Ao mesmo tempo, o curta-metragem é permeado por uma arrogância juvenil, que diminui a qualidade do resultado geral, porque o tom do off beira ao monocórdico e as estratégias textuais deixam uma impressão de deja vu. O resultado geral não fica comprometido, mesmo com essa previsibilidade tonal e textual. Mas, para começar essa crítica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">É perceptível como <em>Os arcos dourados de Olinda</em> conta com uma equipe que possui um humor requintado, que busca nas imagens cinematográficas o seu argumento discursivo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, o curta-metragem é permeado por uma arrogância juvenil, que diminui a qualidade do resultado geral, porque o tom do off beira ao monocórdico e as estratégias textuais deixam uma impressão de deja vu.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O resultado geral não fica comprometido, mesmo com essa previsibilidade tonal e textual. Mas, para começar essa crítica de verdade, é preciso salientar também que o curta tem o seu lado positivo, que vem da precisão da montagem e a própria narração.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ambos contribuem para a imersão do espectador com a obra e eleva a reflexão crítica presente na narrativa. </span>A forma como o universo político partidário se mistura com a complexidade da personalidade pernambucana (sobretudo olindense) surpreende.</p>
<p style="font-weight: 400;">Desde escolha dos trechos das imagens de arquivo até a maneira jocosa como as informações são trazidas fazem com que o público ria junto. Assim, <em>Arcos</em> tem consciência estética e discursiva.</p>
<p style="font-weight: 400;">Isso justamente porque a equipe constrói uma progressão e um tensionamento sobre a presença do McDonalds em Olinda. Ao mesmo tempo, o contexto político da época da vinda do ‘Méqui’ para a cidade é ilustrada, mas não de maneira expositiva.</p>
<p style="font-weight: 400;">Inclusive, durante toda a sessão, mesmo com a narração elucidando os aspectos sociais e partidários, as informações, por contarem com um tom cômico e um texto com reflexões, nada é óbvio.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Além disso, a ligação do visual com o que está sendo dito ajuda a incrementar a qualidade da obra. Os momentos mais expressivos que podem servir como exemplo para os elogios aqui presentes são quando o Méqui Olinda vai à falência e quando é informado ao público que outras grandes redes de fast food tiveram o mesmo destino.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Esses instantes resumem a argumentação presente no filme, bem como são nessas cenas que a edição brilha, nessa estratégia de dicotomia informar x mostrar. Assim, <em>Os arcos dourados de Olinda</em> é uma obra redonda e criativa, mas também não é absurdamente boa, a ponto de impressionar como um exemplar revolucionário em sua forma ou tema.</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Douglas Henrique</p>
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		<title>Crítica: O Diabo Veste Prada 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:32:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como O Diabo Veste Prada 2 dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original? Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pisar num terreno que fez tanto sucesso no passado não é fácil. A decisão de voltar com esse filme 20 anos depois do marco icônico que foi o primeiro longa foi uma escolha corajosa, para dizer o mínimo. Mas afinal, tinha como<strong><em> O Diabo Veste Prada 2</em></strong> dar errado mesmo trazendo todo o elenco principal original?</p>
<p>Até tinha como ficar ruim, mas já adianto que isso não aconteceu. O filme é, sim, muito divertido e cheio de escolhas acertadas. O que é um grande bálsamo para os fãs mais fervorosos, como essa jornalista que aqui escreve. Andy Sachs (Anne Hathaway) passou anos vivendo o seu sonho de escrever histórias relevantes, política, economia, sociedade. Ela é uma jornalista renomada e reconhecida pelo seu trabalho investigativo. Mas nem isso a consegue blindar do trator que é o capitalismo e a necessidade constante de “cortar os custos”.</p>
<p>Os tempos são outros e essa nova realidade de inteligência artificial, produções online e rapidez líquida fez com que o jornalismo de verdade, aquele que tem tempo de pesquisar, entrevistar, fosse colocado em segundo plano. São tempos incertos. Inclusive para Miranda Priestly (Meryl Streep), que do outro lado da moeda, sofre as consequências do trabalho mal feito de sua equipe jornalística, o que pode levar ao seu declínio do topo da Runway (que a essa altura já se tornou uma revista muito mais on-line).</p>
<p>Em meio a essas nuances de cada personagem, o reencontro acontece através da necessidade de ambas. Cada uma de uma ponta, convergindo com o mesmo propósito.</p>
<p>É curioso perceber como mesmo depois de tantos anos, Andy ainda fica nervosa e insegura ao lado de Miranda. É como se ela ativasse aquela jornalista recém formada lá do começo, que tinha que se provar o tempo todo. Ela precisa ser constantemente lembrada que ela ocupa, hoje, um outro espaço e uma outra posição.</p>
<p>Já Miranda segue com a sua personalidade altiva, mas sendo convocada o tempo todo a acessar momentos de mais humanidade. Ela entende (ou é forcada a entender) que o topo é solitário, mas não precisa necessariamente ser. Que por mais que ela esteja sempre jogando com as peças deste quebra-cabeça que é comandar uma revista que dita a moda do mundo todo, o tabuleiro pode contar com outros jogadores.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20638" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png" alt="O Diabo Veste Prada 2" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Minha preocupação com o trailer, onde achei as personagens muito caricatas, por sorte não se confirmou. O roteiro não foi para o caminho de exploração até a última gota de quem é Miranda Priestly e sua indiferença com o próximo. E claro que Meryl Streep faz toda a diferença neste quesito, mas acredito que podemos colocar o resultado nas costas do diretor David Frankel, responsável também pelo primeiro longa.</p>
<p>Aqui em<em><strong> O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>a rivalidade feminina é substituída por uma parceria construída de maneira muito natural. As personagens entendem que precisam convergir no mesmo propósito, já que o “universo” (leia-se aqui “capitalismo masculino”) não está disposto a isso.</p>
<p>Mesmo assim, ainda temos a rivalidade feminina apresentada, mas muito mais como um resquício de vingança ou uma necessidade de se provar suficiente pelo passado que viveu ali naquele espaço. Fico triste apenas que o roteiro quis redimir essa personagem no final, completamente sem necessidade. Era melhor ter assumido o seu lado vingativo e seguido com isso.</p>
<p>Para a dupla principal, vemos outras facetas de suas personalidades. Existe uma profundidade maior das personagens, uma exploração mais detalhada de quem cada uma é.</p>
<p>É uma mudança que eu achei legal foi Miranda estar num casamento bacana e amoroso, com um cara que entende a sua posição, enquanto Andy está solteira, mas sem a necessidade de busca pelo masculino. Ela está bem, feliz, completa, sem aquele ar de demanda de relacionamento, mas também sem a sombra da solidão. Isso vai de encontro com o machismo habitual de alguns roteiros, o que é ótimo!</p>
<p>O filme também é um grande serviço para os fãs do primeiro. Ele bebe da mesma fonte, traz milhares de referências claras (e outras sutis), mas sem deixar de lado uma personalidade muito própria. <em><strong>O Diabo Veste Prada 2</strong> </em>é uma grata surpresa em uma época que as continuações tardias são tão rasas e sem propósito. O longa entrega excelentes atuações, uma história legal, nostalgia, looks incríveis e uma leveza necessária. Vale muito a pena!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David Frankel</p>
<p><strong>Roteiro:</strong> Aline Brosh McKenna</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley, Justin Theroux</p>
<p>Assista ao trailer!</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/r3_gZDsy1iQ?si=4JfTUyL0iCtK7tJB" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-veste-prada-2/">Crítica: O Diabo Veste Prada 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>15ª edição do Festival Olhar de Cinema abre inscrições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 18:15:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até o dia 26 de fevereiro, cineastas do mundo inteiro podem se inscrever em um dos festivais mais renomados do Brasil, o Olhar de Cinema. O evento, que ocorre na cidade de de Curitiba, faz a chamada para produções que desejam participar das mostras competitivas do Olhar, através do site: www.olhardecinema.com.br . Longas e curtas-metragens inéditos no países são bem-vindos e estão aptos a participar do intento, sem restrições contra gêneros ou tipologias cinematográficas. Além da categoria de competição, são [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até o dia 26 de fevereiro, cineastas do mundo inteiro podem se inscrever em um dos festivais mais renomados do Brasil, o Olhar de Cinema. O evento, que ocorre na cidade de de Curitiba, faz a chamada para produções que desejam participar das mostras competitivas do Olhar, através do site:<a href="http://www.olhardecinema.com.br"> www.olhardecinema.com.br</a> . Longas e curtas-metragens inéditos no países são bem-vindos e estão aptos a participar do intento, sem restrições contra gêneros ou tipologias cinematográficas.</p>
<p>Além da categoria de competição, são escolhidas obras para integrarem as sessões de abertura e encerramento, além das mostras Exibições Especiais, que destaca o cinema mundial e também filmes brasileiros não inéditos; a Novos Olhares, dedicada a filmes com diferentes e inventivas propostas estéticas; a Mirada Paranaense, voltada a cineastas paranaenses e filmes feitos no Paraná; Olhar Retrospectivo, que destaca um grande nome do cinema mundial e algumas de suas produções; a Olhares Clássicos, com um panorama de obras que marcaram a história do cinema e a Mostra Pequenos Olhares, com filmes direcionados ao público infantil.</p>
<p>O festival acontece entre os dias 04 a 13 de junho, em diversas salas de projeção curitibanas, como as do Cine Passeio, do Cine Guarani, da Cinemateca de Curitiba, entre outras. De acordo com dados da produção do Olhar, em 2025, aconteceram 120 sessões, com um número superior a 32 mil pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Serviço</strong>:</p>
<p>Inscrições 15º Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba</p>
<p><strong>Inscrições</strong>: até 26 de fevereiro</p>
<p>Onde: www.olhardecinema.com.br<br />
15º Olhar de Cinema &#8211; Festival Internacional de Curitiba<br />
<strong>Quando</strong>: 4 a 13 de junho</p>
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		<title>Crítica: Nada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2025 16:38:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Guimarães]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio ao silêncio e à memória, Adriano Guimarães (Filme Ensaio) entrega um longa-metragem contemplativo e introspectivo. Essa escolha de roteiro e direção causam um espaço para o que espectador reflita profundamente sobre a narrativa. No entanto, apesar de uma boa intenção da produção, a sutileza que ele parece propor se esvai na artificialidade da encenação. Este filme é uma adaptação da peça homônima e diversos elementos da mesma parecem ter vazado para o longa. Esta que vos escreve não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio ao silêncio e à memória, Adriano Guimarães (<em>Filme Ensaio</em>) entrega um longa-metragem contemplativo e introspectivo. Essa escolha de roteiro e direção causam um espaço para o que espectador reflita profundamente sobre a narrativa. No entanto, apesar de uma boa intenção da produção, a sutileza que ele parece propor se esvai na artificialidade da encenação. Este filme é uma adaptação da peça homônima e diversos elementos da mesma parecem ter vazado para o longa. Esta que vos escreve não gosta de usar a frase &#8220;é muito teatral&#8221;, porque isso pode ser um fator positivo. Mas, nesta obra, esta característica chega negativa.</p>
<p>Como imprimir suavidade com atuações exageradas e diálogos artificiais? O roteiro de Emanuel Aragão (<em>Minha Vida em marte</em>) falha é reproduzir o realismo necessário para a composição estética e as sensações que a produção precisa convocar. Enquanto a fotografia de André Carvalheira (<em>Capitão Astúcia</em>) é profunda e elegante, o texto e a mise-en-scène entregam demais. Ou melhor, a mais. Neste sentido, os deslocamentos do elenco deveriam ser menos marcados. Falta fluidez nestas movimentações. É por isso que <em>Nada</em> ganha bastante quando os planos são mais longos e as personagens estão paradas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Bel Kowarick (Ana) e Denise Stutz (Tereza) viram presenças difíceis na tela, principalmente Bel, que possui mais falas. Para que algo tenha ritmo é necessário que se proponha uma variação de velocidades. O elenco do longa f-a-l-a t-u-d-o c-o-m p-a-u-s-a-s. Quando tudo é frisado, tudo deixa de chamar atenção. É por esta razão, principalmente, que a sessão se transforma em exaustiva e sacal. As expressões faciais fomentam essa sensação, deixando um desejo de observar mais delicadeza nessas composições. Há uma ausência também de realocar toda essa força na elaboração das irmãs Ana e Teresa.</p>
<p>Apesar do distanciamento da dupla, cenas podem ser construídas através de um jogo cênico entre intérpretes. As atuações parecem todas individualizadas, solitárias, sem uma dinâmica mais pensada de contracena. E onde que o teatral entra nisso tudo? Justamente no uso equivocado do aumento de gestos e da intensidade dos deslocamentos. A câmera capta tudo!! Não é necessário que se faça força para que a  &#8220;senhorinha lá do fundo da plateia&#8221; veja. Falta aqui toda a suavidade que é imposta pelo silêncio e pelas temperaturas usadas no filme. E que é importante destacar como fator positivo neste contexto.</p>
<p>A mescla de cores terrosas com ciano embalam o público nessa melancolia aterrada, de quem é afetado por lembranças, como em um rito fantasmagórico. Essa construção de sentido da luz e das tonalidades, misturada com a decupagem de Guimarães, estabelecem certo clima de terror, de medo pelo o que foi e pelo que virá, como acontece na vida, porém aqui com uma duração estendida, para que o pensamento corra no caminho das profundezas reflexivas da alma. É uma pena que toda essa ambientação seja interrompida pelo exagero dos outros quesitos da obra. Mas, ainda há mais um ponto positivo em <em>Nada</em>.</p>
<p>A estratégia de emular um documentário é uma boa ideia, porque cria respiros para a plateia e eleva a geração de sentido. Além das personagens que aparecem nestes trechos terem uma prosódia com maior fluidez, a lógica de relato aproxima quem assiste do que está sendo contado, contribuindo para um conteúdo com um resultado mais relacional. Por isso, à medida que a história avança, uma aproximação é criada, melhorando a qualidade da sessão. Ainda assim, é difícil avaliar <em>Nada</em>. Enquanto existe uma premissa relevante e um desejo iminente de criar uma suspensão com silêncios perturbadores, falta trama aqui.</p>
<p>Consequentemente, falta jornada do herói e desenlace. Ao final da projeção há uma percepção de que o tempo se foi e não houve investigação. Os fatos são postos, porém não são explorados. Adriano Guimarães revela um talento bruto, mas ele necessita olhar mais para os recursos cinematográficos de encenação e da linguagem do cinema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Adriano Guimarães</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Bel Kowarick, Denise Stutz</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Nada | trailer oficial | 31 de julho nos cinemas" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/jcrCwZL-lWY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>36º Kinoforum: O medo tá foda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2025 14:39:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No novo curta-metragem de Esaú Pereira (AoMar), o espectador se depara com um mundo distópico, cheio de metáforas, angústias e libertações sobre o sistema e uma pitada de poesia. De maneira geral, a produção satisfaz a fruição do espectador, pela beleza imagética dos quadros. Com cores que mesclam temperaturas pastéis, com pontos específicos de tons escuros, há um equilíbrio visual, que se destaca por emitir uma força junto com a suavidade. Esta sensação está quase posta também pelo discurso, que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No novo curta-metragem de Esaú Pereira (<em>AoMar</em>), o espectador se depara com um mundo distópico, cheio de metáforas, angústias e libertações sobre o sistema e uma pitada de poesia. De maneira geral, a produção satisfaz a fruição do espectador, pela beleza imagética dos quadros. Com cores que mesclam temperaturas pastéis, com pontos específicos de tons escuros, há um equilíbrio visual, que se destaca por emitir uma força junto com a suavidade. Esta sensação está quase posta também pelo discurso, que é direto e subtextual, ao mesmo tempo. Neste sentido, Esaú sabe como elaborar complexidade para sua trama. Todavia, falta amarrar toda essa profundidade em um caminho mais coeso.</p>
<p>Quando o público terminar a sessão, talvez sinta essa ausência de conclusão da argumentação central. O objetivo do herói é alcançado, porém apenas enquanto ação. Porque existe uma tentativa de criticar as modalidades opressoras do patriarcado branco e rico dentro do roteiro. Através de uma metáfora na qual os seres do planeta são figuras habitadas por coisas &#8211; borboletas ou os cosmos, por exemplo -, esses elementos convocam sensações nas personagens, que se portam como inquietas e com um desejo de transformar a realidade na qual vivem. No entanto, qual seria essa experiência que eles rejeitam de fato? Esse ponto não é tocado diretamente e somente paira no ar, como uma indicação de perturbação e medo.</p>
<p>Além disso, todos vivem em um deserto, seco e permeado de calor. Revo, papel principal na trama, foge o tempo inteiro de uma organização que controla a população daquele Universo. Contudo, o que há por trás de toda a situação vivida por Revo não é investigada e explorada com maior propriedade. Falta aqui menos introdução de elementos e mais observação e tempo para tratar daquelas inserções. Há muito mistério e momentos bonitos, mas sem o desenvolvimento necessário para que, ao final da projeção, esses pontos colocados na narrativa se conectem e criem um significado tão plural e relevante quanto as imagens feitas por Esaú.</p>
<p>Assim, enxugar alguns encontros também poderia ser uma solução ou revisitar os diálogos, transformando em um fomento maior do que está sendo defendido na produção. Um produto midiático pode ser despretensioso, simples e tratar de questões triviais. No entanto, é preciso compreender que todo cenário é construído para emitir sentido e em O medo tá foda a plateia encontra uma conversa entre Revo e as pessoas que ele encontra no caminho, que parecem ser com quem assiste, porém são apenas introduções. A cada passagem algo é trazido, impresso na tela e nos corações do receptor, porém esse &#8220;algo&#8221; é interrompido, a todo instante, para que Revo siga seu caminho.</p>
<p>Desta maneira, o curta não completa seu ciclo com plenitude, mas, ainda assim é uma animação que consegue emocionar em alguns momentos e que encanta pelas visualidades que traz em sua encenação. Falta um tanto de amadurecimento para Esaú Pereira, porém parece estar em um bom caminho.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Esaú Pereira</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Mateus Honori, Mateus Franklin, Maria Adelino e Bruno Paes</p>
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		<title>Crítica: June e John</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 23:49:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Luc Besson]]></category>
		<category><![CDATA[Luke Stanton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luc Besson é um realizador corajoso, ousado e, às vezes, até disruptivo. Em títulos como O profissional (1994), O quinto elemento (1997), Lucy (2014) ou até mesmo no clipe Love Profusion, da Madonna, Besson explora mais do que uma identidade visual única, ele transpõe na tela seus sentimentos em relação ao mundo e a partir disso imprime a estilística. Em June e John não seria diferente. Aqui ele convoca seu estilo para explicar o que entende sobre o mundo contemporâneo. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Luc Besson é um realizador corajoso, ousado e, às vezes, até disruptivo. Em títulos como <em>O profissional</em> (1994), <em>O quinto elemento</em> (1997), <em>Lucy</em> (2014) ou até mesmo no clipe <em>Love Profusion</em>, da Madonna, Besson explora mais do que uma identidade visual única, ele transpõe na tela seus sentimentos em relação ao mundo e a partir disso imprime a estilística. </span><span style="font-weight: 400;">Em <em><strong>June e John</strong></em> não seria diferente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui ele convoca seu estilo para explicar o que entende sobre o mundo contemporâneo. É curioso observar como a direção começa seca. Ao lado do diretor de fotografia Tobias Deml (<em>Hell, Calofornia</em>), há poucas sombras. Tudo parece chapado no ambiente higienizado do protagonista John (Luke Stanton Eddy). O azulado representa a melancolia de John e todos os objetos bege e cobertos pelo ciano confirmam a sua infelicidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No figurino, peças e cores clássicas de opressão: terno cinza e pasta marrom. Mas todos os signos tradicionais sobre a discussão do conformismo e do sufoco do capitalismo vão sendo fomentados pela narrativa insana que vai ganhando espaço na trama. </span><span style="font-weight: 400;">A começar pela ampliação real da discussão da sordidez cínica da sociedade. O uso de aparelhos celulares é reduzido, apesar da discussão sobre as redes estarem também presentes na tela, o roteiro de Besson é inteligente ao ir além do problema atual da humanidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso das redes e da vontade de se mostrar nela é um sintoma de algo mais profundo, que já habita este planeta faz tempo. Assim, entre discursos bem diretos sobre como as grande empresas, os ricos e o sistema como um todo são predadores da liberdade, visualmente os planos gerais revelam centenas de carros, prédios gigantes em contra-plongée. </span><span style="font-weight: 400;">Todos elementos repressivos atingem John. O jovem está mergulhado até o pescoço neste cotidiano opressivo, pálido e azulado. Contudo, ele está infeliz. A exaustão da personagem está em cada elemento de sua composição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível reconhecer isto nos olhos cansados e na postura corporal do ator, na encenação que fecha os planos no seu rosto para frisar suas expressões faciais e abre o quadro para mostrar as ruas avacalhadas de Los Angeles de desabrigados, carros e vida banal. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, até metade da projeção o espectador pode ficar desconfiado. Afinal, não há nada de novo nem na estética e nem na argumentação do longa-metragem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As produções não precisam reinventar a roda, porém a constância na rotina de John e a leve progressão da sua exaustão perante sua vida anunciam que algo está para acontecer: uma reviravolta. Por isso, pode soar estranho o reforço desta dinâmica de John e sua vida esgotante. </span><span style="font-weight: 400;">Nesta lógica de longa sobre jovem enclausurado pelo sistema, que lembra muito obras dos anos 1990, é a entrada de June (Matilda Price) que estabelece a genialidade de Besson. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A jovem surge repentinamente na vida do rapaz e, com ela, as imagens vão gradativamente ganhando camadas de estilo. </span><span style="font-weight: 400;">O casal passa a ser visto em angulações múltiplas, as texturas vão se complexificando e cores quentes sendo inseridas. Ao mesmo tempo, situações completamente extra-cotidianas se iniciam. </span>De roubo a um banco até casamento em Vegas e fuga da polícia, o enredo parece extrapolar todos os limites do real e extraordinário para estabelecer um argumento.</p>
<p>Porque essa dicotomia entre o enfadonho do empresarial burocrático com a insanidade em quebrar as regras do sistema parece ser a questão central aqui. O que é louco de verdade? Ao que está se submetendo a humanidade? É melhor morrer ao desperdiçar a vida?  <span style="font-weight: 400;">Ou, ainda, seria melhor viver do que morrer pelo cinismo e as correntes do capitalismo? Na realidade, a esperança &#8211; desta que vos escreve &#8211; é que haja um equilíbrio. Mas, de fato, a conexão com a natureza, a melhor hierarquização do tempo e o desapego exacerbado ao capital precisam ser olhados de frente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que, mesmo com uma ruptura entre as duas partes da projeção, que parecem descoladas uma da outra e do male gaze exagerado de Besson, <strong><em>June e John</em></strong> se revela urgente. </span>Urgente por encarar um novo mundo sob uma ótica corajosa, por convocar uma linguagem que mescla temas tão antigos, porém tão contemporâneos, com o mesmo olhar. Neste sentido, é difícil ser sucinta ao falar desta ou produção ou entregar um texto coeso.</p>
<p><em>June e John</em> é rebelde demais e ao mesmo tempo tão igual a tantas outras obras que falam sobre o sistema e como rompê-lo que o que o torna especial é o como é feito e o relacionamento do casal central. <span style="font-weight: 400;">Ainda assim, o final da sessão deixa um gosto amargo, porque resta, ao desfecho da exibição, uma pergunta cruel: daqui há 20, 30 anos, o problema ainda vai ser o mesmo? Entre Felicidades que não se compram, Thelmas e Louises e Doces Novembros, o mundo ainda sofrerá. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, pensar nas rupturas e no equilíbrio dentro do próprio sistema que adoece o mundo inteiro também é uma função da arte e Besson realiza seu intento com coragem e sensibilidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Luc Besson</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Matilda Price; Luke Stanton; EddyRyan Shoos</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="JUNE E JOHN | Trailer Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/RhQHQPci6WM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Mulher no Jardim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 22:37:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Mulher no Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Danielle Deadwyler]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jaume Collet-Serra]]></category>
		<category><![CDATA[Okwui Okpokwasili]]></category>
		<category><![CDATA[Russell Hornsby]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Mulher no Jardim narra a história de Ramona, uma viúva mãe de dois filhos interpretada por Danielle Deadwyler. Vivendo em uma casa construída e planejada por ela e pelo falecido esposo, Ramona enfrenta séria dificuldade para dar continuidade nas coisas mais básicas da rotina doméstica dando sinais de ainda não ter superado o luto. Certo dia, Ramona e os filhos são surpreendidos pela aparição de uma misteriosa figura feminina trajando um vestido e um véu preto, sentada em uma cadeira [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> narra a história de Ramona, uma viúva mãe de dois filhos interpretada por Danielle Deadwyler. Vivendo em uma casa construída e planejada por ela e pelo falecido esposo, Ramona enfrenta séria dificuldade para dar continuidade nas coisas mais básicas da rotina doméstica dando sinais de ainda não ter superado o luto. Certo dia, Ramona e os filhos são surpreendidos pela aparição de uma misteriosa figura feminina trajando um vestido e um véu preto, sentada em uma cadeira no jardim fitando a janela da família. É nesse instante que Ramona e os filhos testemunham estranhos e perigosos fenômenos.</p>
<p><em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> é dirigido por Jaume Collet-Serra, cineasta espanhol que acabou ganhando notoriedade no gênero terror com filmes como A Órfã e A Casa de Cera, mas que também conseguiu se adaptar a outros tipos de narrativa, sendo por isso bastante requisitado pelos estúdios. Apesar da notoriedade, o resultado do trabalho de Collet-Serra costuma ser oscilante e <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> é representativo daquilo que por vezes não dá certo na direção que o realizador costuma empregar em suas narrativas.</p>
<p>O longa tem um ponto de partida promissor, mas parece andar em círculos com a sua premissa, não sabendo como progredir com os recursos minimalistas à disposição da sua história. A ação de <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> é concentrada nas tensões entre a protagonista e seus filhos, poucos personagens, confinados em um espaço de proporções reduzidas, a casa da família.</p>
<p>O drama familiar presente no filme é dos menos inspirados. Ainda que conte com uma atriz do calibre de Danielle Deadwyler, nome promissor por desempenhos em longas como Till e Piano de Família, a história em torno do luto da personagem revela questões protocolares nesse tipo de trama. Como experiência estética, <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> rende momentos mais exitosos, como toda a sequência que envolve a presença da mulher de preto através de sombras na casa da família da protagonista, revelando uma interessante referência do expressionismo alemão. Ainda assim, é um respiro de genialidade que custa aparecer no filme.</p>
<p>No terceiro ato, <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> causa ainda uma péssima impressão por exibir uma certa confusão na forma como encerra sua história e revela alguns dos principais mistérios da trama, sobretudo o vínculo entre a protagonista Ramona e a mulher no jardim do título. O mais recente trabalho de Collet-Serra tem uma premissa interessante, bons atores e boas ideias visuais, mas o realizador parece não lidar muito bem com a junção de tantos indícios positivos, resultando em um filme que oras parece arrastado, oras encontra-se confuso sobre a própria história que tem em mãos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jaume Collet-Serra</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Danielle Deadwyler, Okwui Okpokwasili, Russell Hornsby</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BE5A4J4-Pf0?si=vI7xL37nssuVM8Za" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Virgínia e Adelaide</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 May 2025 02:07:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Correa]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Furtado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Sophie Charlotte]]></category>
		<category><![CDATA[Virgínia e Adelaide]]></category>
		<category><![CDATA[Yasmin Thayná]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É uma pena que as boas intenções não fazem bons filmes, caso contrário Virgínia e Adelaide seria um grande longa-metragem. Com experimentações estéticas em sua mise-en-scène e um discurso necessário sobre a inauguração da psicanálise no Brasil e sobre racismo e antissemitismo, a produção peca por tentar demais ser disruptiva e esquecer da coesão. Por este motivo há uma ausência de criação de relação com a plateia. Uma sensação de vazio paira no ar porque nem o debate sobre análise [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">É uma pena que as boas intenções não fazem bons filmes, caso contrário <strong><em>Virgínia e Adelaide</em></strong> seria um grande longa-metragem. Com experimentações estéticas em sua mise-en-scène e um discurso necessário sobre a inauguração da psicanálise no Brasil e sobre racismo e antissemitismo, a produção peca por tentar demais ser disruptiva e esquecer da coesão.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Por este motivo há uma ausência de criação de relação com a plateia. Uma sensação de vazio paira no ar porque nem o debate sobre análise nem o tempo para se olhar para as duas mulheres que dão nome ao título do filme têm espaço aqui. Além disso, o roteiro tem um texto difícil de ser pronunciado com organicidade do cinema.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os diálogos soam como falas a serem anunciadas, talvez, funcionassem melhor em um espetáculo teatral. Na realidade, as ações físicas trazidas no roteiro também poderiam funcionar mais apropriadamente em um palco italiano, com uma luz à pino.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A montagem tenta até passar essa impressão de discurso dito por duas atrizes com um foco de luz em cima do palco. Todavia, a edição acaba colaborando como um fomento a esse estranhamento — que ocorre não de uma forma positiva.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Assim, o que se tem aqui são blocos com saltos temporais imensos, que desconectam o espectador da obra. </span>Este é um filme que trata sobre duas mulheres que fundaram a psicanálise no Brasil: Virgínia Bicudo e Adelaide Koch. A trajetória da dupla, pessoal e profissional, é instigante.</p>
<p style="font-weight: 400;">A luta de Virgínia contra o racismo e a fuga de Adelaide de uma Alemanha nazista renderiam longas por si só. <span style="font-weight: 400;">O encontro das duas e as suas individualidades se enfraquecem porque o roteiro de Jorge Furtado quer dar conta de muito mais do que da própria narrativa que esta produção parece pedir. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A trama poderia focar mais, por exemplo, nas questões de Virgínia. </span><span style="font-weight: 400;">Ela é o ponto de partida e o fio condutor do enredo. As suas transformações não convencem e soam artificiais por conta dos saltos de época. Ao mesmo tempo, as sequências de denúncia, com uma projeção no fundo ou de simulação de entrevista “gastam” esse tempo de desenvolvimento das personagens, durante a história corrida.</span></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19481" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-1.png" alt="Virgínia e Adelaide" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">O recurso de quebra, um tanto brechtiana, não é em si uma má ideia. No entanto, a quantidade de vezes que são colocadas em <strong><em>Virgínia e Adelaide </em></strong>estabelece mais uma desconexão da plateia. Além disso, os trechos são repetitivos e a entonação das atrizes é monocórdica nestes momentos. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Por fim, também é possível dizer que a encenação — no que ela é enquanto definição clássica dos autores estudiosos do cinema — falha por parecer ingênua e um tanto egóica. Yasmin Thayná e Jorge Furtado embarcam em uma lógica de inserir planificações e efeitos de câmera mais “expressivos” para tentar construir ritmo.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Como a produção aposta na verborragia, a direção investe em trazer um dolly zoom aqui, um zenital ali, para que a visualidade ajude a inserir respiros. Esta estratégia enquanto ideia é excelente e até funciona em dados momentos. Contudo, este é, de fato, um longa intimista. </span></p>
<p>Portanto, a inserção de alguns enquadramentos ou movimentos e efeitos de câmera cortam a investigação das emoções das personagens. E esta é a chave para entender porque a produção não funciona como deveria. Falta deixar espaço para que o público se aproxime delas e consiga olhar com calma para suas vivências e sensações.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o carisma de Gabriela Correa e Sophie Charlotte tornam a sessão mais tolerável. O poder da relevância de <strong><em>Virgínia e Adelaide</em></strong> também são bons propulsores para que quem assiste fique atento até o final da exibição.</p>
<p>Desta maneira, mesmo com uma tonalidade monocórdica, tanto na fala quanto na estética &#8211; é um filme todo com cores blocadas na Arte. Tudo azulado, preto ou salmão —, as figuras centrais ajudam a criar um conteúdo um tanto interessante.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Charlotte e Correa entregam um trabalho minimamente digno. Seja no sotaque de Adelaide, que poderia ser trágico, mas é convencível, ou nos bifões panfletários que ambas precisam dizer, a suavidade das intenções das intérpretes ajudam a deixar os textos mais orgânicos.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Yasmin Thayná; Jorge Fernando</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"><strong>Elenco:</strong> Gabriela Correa, Sophie Charlotte</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jRYw48YcPH0?si=d2nSqYSf8b45CLjb" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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