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	<title>Arquivos Chloé Zhao - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Chloé Zhao - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Eternos – Pontos Altos e Baixos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 20:43:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Está em cartaz nos cinemas a nova produção do Universo Cinematográfico Marvel: Eternos. Dirigido por Chloé Zhao – vencedora do Oscar de melhor direção, por Nomadland –, o filme conta a história de um grupo de heróis de outra raça, que habita o planeta Terra por diversos séculos, a partir de uma missão específica. Os Eternos, nome do clã destes super poderosos, precisam eliminar os Deviantes, uma espécie que ataca e devora os humanos. Bom, pelo menos, este é o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Está em cartaz nos cinemas a nova produção do Universo Cinematográfico Marvel: <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><strong><em>Eternos</em></strong></a>. Dirigido por Chloé Zhao – vencedora do Oscar de melhor direção, por <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em> </a>–, o filme conta a história de um grupo de heróis de outra raça, que habita o planeta Terra por diversos séculos, a partir de uma missão específica. Os Eternos, nome do clã destes super poderosos, precisam eliminar os Deviantes, uma espécie que ataca e devora os humanos. Bom, pelo menos, este é o plot inicial.</p>
<p>Entre tentar introduzir todos os elementos deste novo universo ficcional, com diversos nomes novos, background longos das personagens e suas relações, a grande questão do longa-metragem é o tempo que ele demora para engatar a sua história. Ao mesmo tempo, ao passo em que a narrativa começa a caminhar e cessa a apresentação extensa, realizada até quase todo o segundo ato, a conexão com a obra se inicia e o espectador pode se pegar vibrando em sua poltrona.</p>
<p>Pensando nisso, o<strong> Coisa de Cinéfilo</strong> reuniu os pontos altos e baixos de <em><strong>Eternos</strong></em>, com o objetivo de trazer uma breve ponderação do que há de melhor e mais dispensável nele. Antes de mais nada, é preciso salientar que, mesmo com fragilidades, este não é um produto ruim. O que acontece aqui é que existe uma vontade tão intensa de mostrar toda a jornada destas heroínas e heróis, que alguns deles ficam subaproveitados e sem camadas. Vê-se apenas a ponto do iceberg de cada situação. Mas, seus deslizes não diminuem seus acertos, como será explicado a seguir. <strong>Confira! </strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14734" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1.jpg" alt="eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/419031-eternos-makkari-lauren-ridloff-e-a-amp_article_image-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>PONTOS ALTOS</strong></p>
<ol>
<li><strong>Progressão</strong>: Ainda que tome um tempo considerável, e também desnecessário, para apresentar o passado dos Eternos, em suas tantas épocas habitando a Terra, há um crescimento contínuo da narrativa. Através de um estabelecimento de empatia com as personagens, uma expansão cuidadosa dos perigos que passam e como as decisões são cada vez mais complexas para elas, a trama consegue causar suspensão e deixar que as cenas de ação se tornem cada vez mais emocionantes. Se no início da projeção não existe um espaço ainda construído para que as batalhas causem este efeito, as viradas dentro do enredo são aproveitadas para elevar as potencialidades das sequências de ação e dos envolvimentos afetivos. Seja a partir do momento que Thena (Angelina Jolie) passa a desenvolver uma doença, que muda seu comportamento ou com a descoberta das verdadeiras intenções de Ikarus (Richard Madden), os roteiristas Chloé Zhao, Patrick Burleigh (<em>Pedro Coelho 2: O Fugitivo</em>) e Ryan Firpo (Tem Years) sabem aproveitar as reviravoltas para aumentar a intensidade das emoções colocadas na tela. Paulatinamente, há mais o que ser perdido ou a ser salvo.</li>
<li><strong>Direção</strong>: Há uma reclamação dentro de uma esfera específica de cinéfilos sobre certa dificuldade em se acompanhar longas-metragens deste tipo. Com explosões intensas e lutas velozes, existe um público que acaba não conseguindo criar uma ligação com as histórias trazidas em <em>blockbusters</em>, causando até um tédio pela ausência de equilíbrio rítmico. Neste sentido,<strong><em> Eternos</em> </strong>possui um grande louvor. Através de sua decupagem, é possível acompanhar as batalhas com uma proximidade pouco vista. Ainda que com cortes rápidos, existe tempo de tela para que as emoções dos heróis sejam fruídas. Os olhares e gestos das personagens e as relações que elas estabelecem umas com as outras são notadas, pois os enquadramentos privilegiam os sentimentos daquelas figuras e o quanto duram os planos fomentam ainda mais este elemento. O relacionamento de Thena e Gilgamesh (Ma Dong-seok), por exemplo, é amplamente beneficiado por estes instantes de ação, nos quais detalhes são revelados. O jeito como ele segura na mão dela, enquanto eles lutam ou como se olham quando derrotam um Deviante, faz com que, em poucos segundos, o afeto que existe entre eles seja capturado.</li>
<li><strong>Diversidade</strong>: Se há algo marcante em <strong>Eternos</strong> é a diversidade presente nele, principalmente, dentro da narrativa. O grupo de heróis é liderado por Ajak (Salma Hayek), uma mulher latina, de mais de 50 anos. Além disto, dentro dos 8 integrantes dos Eternos há, ainda, Sersi (Gemma Chan), a líder que sucede Ajak é mulher e oriental; Makkari (Lauren Ridloff), mulher, negra e surda; Phastos (Brian Tyree), um homem negro, casado com um muçulmano; Kingo (Kumail Nanjiani) indiano; Gilgamesh, que é coreano e Thena; mulher que revela ser uma das mais fortes de todos os Eternos. Obviamente, as origens citadas são dos intérpretes, pois na história eles vêm da criação de Arishem (David Kaye). Esta listagem não tem a intenção de ser arbitrária. Representatividade não apenas sobre colocar uma personagem distante que se encaixe em algum grupo identitário. O que existe aqui é uma tentativa notável de abrir um espaço concreto para o desenvolvimento da trama de cada uma destas figuras. Isto é algo bastante considerável, visto que Hollywood – assim como a sociedade no geral – é uma indústria extremamente racista, misógina, xenofóbica, homofóbica e que apresentou um sistema totalmente excludente por tantos anos. Entre 1930 e 1968, ficou vigente, nos Estados Unidos, o Código Hays, regras morais que censuravam as produções hollywoodianas, que barrou e atrasou discursos progressistas e diversos dentro do cinema estadunidense. Em um mundo no qual as produções são cheias de Queerbaiting, Whitewashing e representações falhas, <strong><em>Eternos</em> </strong>dá um passo, aparentemente, forte para algum avanço neste sentido. Ainda há bastante a ser feito e nem todas estas personagens da narrativa são bem exploradas. No entanto, ao se pensar que este é um produto do UCM com a Disney, que será visto por uma quantidade extensa de pessoas, é preciso se comemorar.</li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14736" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3.jpg" alt="eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/eternos3-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>PONTOS BAIXOS</strong></p>
<ol>
<li><strong>Demora pra engatar:</strong> No início de obras audiovisuais, pode ser costumeiro que se leve um tempo para a apresentação dos ambientes e das épocas nas quais elas se passam, das personagens e de suas relações também. Contudo, o que acontece aqui é uma demora intensa na introdução deste universo ficcional para o espectador. Em idas e vindas espaciais e temporais, torna-se cansativo acompanhar a produção, que parece estar sempre começando, repetidamente. Truncada até sua metade, o cerne da questão é que parece que a equipe sentiu uma necessidade de ambientar excessivamente o público e resta pouco espaço para um aprofundamento de tudo aquilo que está sendo colocado em cena. Dentro das diversas batalhas, conflitos e soluções postos, como conhecer, de fato, os sentimentos e intenções de cada um? São 8 heróis , múltiplas subtramas e inúmeras localizações. Talvez, ainda que todos estes elementos fizessem parte do filme, se as entradas e saídas cronológicas e de locais fossem mais naturalizadas e postas menos grandiosamente, outros fatores poderiam ser explorados.</li>
<li><strong>Falta de aproveitamento das personagens:</strong> Ainda pensando sobre o tempo gasto para enaltecer cada locação e época, <em><strong>Eternos</strong> </em>acaba por perder a chance de trazer para quem assiste mais espaço para o desenvolvimento das personagens. Dentro deste contexto, o potencial de Makkari é totalmente dispensado, por exemplo, sem que haja uma premissa forte para ela, deixando-a como uma coadjuvante com pouco tempo para ter seus sentimentos e motivações investigados. Já Thena tem seu <em>plot</em> convocado, mas, ao mesmo tempo, ela acaba por ficar plana. Quando ela está em cena, sabe-se em uma medida maior sobre suas ações, porém Thena é um tanto anulada, diante da trama principal. Neste caminho duvidoso, entre trabalhar e não trabalhar os seus conflitos, tudo soa repentino em sua jornada.</li>
</ol>
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		<title>Crítica: Eternos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Nov 2021 23:07:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa Eternos, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de Vingadores: Ultimato, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (Nomadland), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público. Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia nesta quinta-feira, 4 de novembro, o super aguardado longa <em><strong>Eternos</strong></em>, que marca a nova fase da Marvel. Introduzindo novos super-heróis, este filme acontece após os eventos de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>, quando o estalo de Thanos foi revertido. Com direção da queridinha do momento Chloé Zhao (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-nomadland/"><em>Nomadland</em></a>), este primeiro episódio de uma nova trajetória corresponde a boa parte das expectativas do público.</p>
<p>Os Eternos fazem parte de uma raça de super-humanos criados pelos seres Celestiais e que possuem diversos poderes. Eles habitam a Terra há milhares de anos e estão aqui para nos defender dos Deviantes, inimigos mortais dos Eternos e que colocam a nossa espécie em risco.</p>
<p>Anos após controlarem a situação, os Eternos – grupo principal composto por 10 heróis – vivem em meio à sociedade comum, sempre atentos à possibilidade de precisarem se reunir novamente para enfrentar os deviantes. Isso acontece justamente em Londres, quando um deles surge próximo à Sersi (Gemma Chan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-capita-marvel/"><em>Capitã Marvel</em></a>). Ela então o enfrenta e vai em busca dos seus parceiros de outrora, a fim de tentar resolver o problema antes que ele fique ainda pior.</p>
<p>A introdução de um novo universo de super-heróis exige que o primeiro filme seja mais voltado a apresentar os personagens, mesmo que o arco narrativo traga problemas a serem resolvidos. Chloé consegue fazer isso de maneira muito equilibrada, permitindo que o espectador crie empatia com a relação dos heróis, ao mesmo tempo em que uma motivação é dada para que eles entrem em confronto.</p>
<p>O estilo um pouco menos explosivo da diretora é bem-vindo, especialmente por se tratar de uma nova fase da Marvel. Ela consegue inserir humor, drama e ação em doses pontuadas, sem deixar de lado a energia de super-herói que paira constantemente em todas as cenas. É claro que isso pode conferir um ritmo mais lento, especialmente no começo, quando a problemática ainda está sendo criada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14710" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png" alt="Eternos" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-610x407.png 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/post_8232-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que Zhao tenha o cuidado de apresentar todos os personagens, falha ao não aprofundar suas personalidades e motivações. Senti falta de mais tempo com Makkari (Lauren Ridloff, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/video-critica-o-som-do-silencio-2020/"><em>O Som do Silêncio</em></a>), por exemplo, que é muito interessante e pouco explorada. Isso soa um pouco contraditório para um filme de 2h40 de duração, mas é que o roteiro opta por focar na linha do tempo dos acontecimentos, num vai e vem constante e um tanto cansativo.</p>
<p>Em termos de proximidade com o universo anterior da Marvel e seus Vingadores, <em><strong>Eternos </strong></em>faz uma boa conexão mas consegue caminhar sozinho, o que é muito importante. Os eventos são pontuados, mas não são utilizados como âncora para as tramas que são criadas aqui. Desta forma, o espectador cria vínculos mais fortes com estes novos personagens, numa empatia que nos faz torcer rapidamente por eles.</p>
<p>Personagens estes que são sabiamente interpretados por um elenco de peso e cuidadosamente escolhido. Além da qualidade técnica, temos o cuidado da representatividade em colocar latinos, negros, asiáticos, surdos, em papéis de relevância. Só lamentamos não ter tanto tempo de tela com eles, já que são muitos personagens introduzidos de vez.</p>
<p><em><strong>Eternos </strong></em>foge do padrão Marvel de criação de filmes, trazendo um roteiro mais complexo, intenso e diferenciado. Talvez por isso as opiniões estejam tão divididas entre críticos e fãs. O filme é muito visual e apresenta uma fotografia impressionante, marca de Zhao e que acrescenta muito à trama. Por outro lado, aquela fórmula que estamos acostumados é deixada de lado e isso certamente vai causar estranheza.</p>
<p>Qualquer que seja a opinião final do espectador, é inegável que <em><strong>Eternos </strong></em>é um longa épico e artístico que dá margem para muitas promessas e coisas bacanas que virão à seguir. Um ótimo resultado para uma expectativa tão grande.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chloé Zhao</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek, Angelina Jolie, Barry Keoghan, Kumail Nanjiani, Brian Tyree Henry, Dong-seok Ma, Lauren Ridloff, Harry Stiles, Kit Harington, Lia McHugh</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lRrSFvZUgGw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Nomadland</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 16:32:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A busca reflexiva sobre novos propósitos, depois que a vida te impõe grandes e impactantes mudanças. Esta é a premissa de Nomadland, filme que conta com seis indicações ao Oscar 2021 (Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Montagem). Com a Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime) no papel principal, este é um longa que merece toda a sua atenção pelo cuidado e qualidade do roteiro. Fern é uma mulher de 60 anos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca reflexiva sobre novos propósitos, depois que a vida te impõe grandes e impactantes mudanças. Esta é a premissa de <em><strong>Nomadland</strong></em>, filme que conta com seis indicações ao <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-indicados-ao-oscar-2021/"><em>Oscar 2021</em></a> (Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Montagem). Com a Frances McDormand (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tres-anuncios-para-um-crime/"><em>Três Anúncios Para Um Crime</em></a>) no papel principal, este é um longa que merece toda a sua atenção pelo cuidado e qualidade do roteiro.</p>
<p>Fern é uma mulher de 60 anos que foi demitida com o fechamento de uma grande empresa durante o colapso econômico de uma cidade na zona rural de Nevada, além de ainda lidar com o luto da morte do marido, seu companheiro de vida. Sem perspectiva do futuro, ela agora mora em sua van e decide levar uma vida nômade, experimentando novas possibilidades que vão surgindo ao longo da estrada. E é ao longo desta estrada que vamos conhecendo as nuances da personagem, suas demandas e anseios, e o que a vida reserva para ela à cada curva.</p>
<p>O roteiro e direção da novata Chloé Zhao são completamente contrários a ideia de que experiência é fundamental na construção de uma boa obra. Ela imerge o espectador numa aura de autoconhecimento e descoberta, como se estivéssemos dentro das reflexões que a personagem vai tendo ao longa da sua viagem sem ponto final. Compreendemos a falta de expectativa e tão longo não sentimos mais a necessidade de um grande ápice na história.</p>
<p>Zhao toma decisões muito acertadas ao insinuar certos caminhos na trama, mas sem necessariamente tomá-los. O foco ali, o tempo todo, é a jornada de Fern e não um objetivo específico a ser alcançado. A medida que a história evolui, entendemos um pouco mais sobre o estilo de vida nômade, que é relativamente comum nos Estados Unidos, especialmente pela existência mais massiva de trailers que facilitam a vida na estrada. <em><strong>Nomadland</strong> </em>(que pode ser traduzido como &#8220;lugar nenhum&#8221;) tenta traçar o perfil das pessoas que escolhem este modelo de residência e o que as levas até ali. Além de normalizar e tirar o estereótipo que porventura possamos ter sobre os nômades modernos.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14007" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos.jpg" alt="Nomadland" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/nomadland-filme-estados-unidos-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Na imersão que temos com Fern, seu jeito pacato e pouco efusivo, compreendemos suas emoções como mais contidas, mas não menos intensas. Ela vai mostrando sua personalidade e vontades a medida que vai se conhecendo e assumindo suas demandas. Frances faz um trabalho extraordinário de equilibrar a leveza de personagem com o peso do luto, a tensão da ausência de rumo inicial, etc. É um papel que parece que foi criado para ela e se beneficiou 100% por essa combinação. Ela reina absoluta pela trama, onde alguns coadjuvantes vão surgindo e passando, assim como os cenários da estrada.</p>
<p>Cenários esses que funcionam como um outro personagem em <strong><em>Nomadland</em></strong>. Não é à toa que recebeu indicação de Melhor Fotografia. Todas as paisagens que surgem no caminho de Fern são inseridos na trama de modo a complementar as emoções que estão sendo vivenciadas pela protagonista. Um trabalho impecável do começo ao fim.</p>
<p>Vale ressaltar que o longa já ganhou nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Direção no <a href="https://coisadecinefilo.com.br/confira-a-lista-completa-de-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/"><em>Globo de Ouro</em></a>. Então é com boa expectativa que aguardamos o reconhecimento dele no Oscar deste ano, mesmo que não seja exatamente o favorito. Ele ainda não está disponível nas plataformas de streaming, mas logo será lançado para locação.</p>
<p>Com seu clima mais monótono de construção de trama, <em><strong>Nomadland</strong> </em>é uma excelente análise sobre a vida do nômade moderno e a jornada de autoconhecimento de uma mulher de meia idade. O que somos? O que queremos da vida? São reflexões que surgem e ficam no personagem e no espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chloé Zhao<br />
<strong>Elenco:</strong> Frances McDormand, David Strathairn, Gay DeForest, Linda May, Charlene Swankie, Bob Wells, Cat Clifford</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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