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	<title>Arquivos Chay Suede - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Chay Suede - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Jaula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Feb 2022 14:33:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E se você ficasse dias preso dentro de um carro, sem poder sair para nada, sem água e sem comida? Pois esse é o terror que Djalma, interpretado por Chay Suede (O Banquete), vive em A Jaula ao tentar roubar um carro estacionado numa rua pacata. Ao entrar no veículo e tirar o som do painel, as portas travam remotamente e ele se vê dentro de uma jaula. Os vidros são blindados e bem pretos, fazendo com que ninguém consiga [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>E se você ficasse dias preso dentro de um carro, sem poder sair para nada, sem água e sem comida? Pois esse é o terror que Djalma, interpretado por Chay Suede (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-banquete/"><em>O Banquete</em></a>), vive em <strong><em>A Jaula</em></strong> ao tentar roubar um carro estacionado numa rua pacata. Ao entrar no veículo e tirar o som do painel, as portas travam remotamente e ele se vê dentro de uma jaula. Os vidros são blindados e bem pretos, fazendo com que ninguém consiga vê-lo ou escutá-lo do lado de fora. A partir daí, o que se segue é uma sequência de desespero para tentar conquistar sua liberdade.</p>
<p>Tudo isso acontece porque o dono do carro, um médico renomado, está cansado de ser roubado, depois de já ter sofrido com 27 assaltos. Então ele começa um terror psicológico com Djalma, para tentar dar uma lição no meliante. Existem algumas similitudes com o mote principal de <em>Jogos Mortais</em>, onde os personagens também se veem presos e manipulados por um sociopata. No entanto, carece aqui em <em><strong>A Jaula</strong></em> a mesma tensão que seu objeto de inspiração.</p>
<p>Embora eu goste muito de Alexandre Nero (<em>Albatroz</em>), ele está num papel completamente canastrão, até mesmo na parte em que escutamos apenas a sua voz. A falta de naturalidade torna tudo tão teatral que coloca água abaixo qualquer tentativa de causar angústia no espectador. Chay até se esforça para contrapor esse ponto, mas não consegue sustentar as cenas sozinho. Ele está numa ótima atuação, dentro de um roteiro raso e criado de qualquer jeito.</p>
<p>A sensação que o espectador fica é que existe ali um grande potencial completamente desperdiçado pela falta de cuidado nos detalhes. Um outro elemento que incomoda é a pontualidade de colocar o vilão como um bolsonarista &#8220;homem de bem&#8221;. Falta sutileza neste processo, tornando-se um filme que facilmente perderá o prazo de validade em pouco tempo. Diferente de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-bacurau/"><em>Bacurau</em></a>, que trata da desonestidade política e revolta de classes de maneira mais ampla, este aqui faz questão de colocar até falas que nosso atual Presidente pronuncia, como &#8220;tá ok&#8221;. Independente de você ser alguém que ama ou odeia Bolsonaro (meu caso aqui), o filme força muito uma posição que poderia ter sido feita sem tanta obviedade.</p>
<p><em><strong>A Jaula</strong> </em>é um filme que deveria causar tensão do começo ao fim no espectador e falha no seu único objetivo principal. O típico longa que a gente esquece no minuto que sai da sessão, pois falta lógica, conexão de roteiro, cuidado nos detalhes. Falta o básico e sobra o desnecessário.</p>
<p><strong>Direção:</strong> João Wainer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chay Suede, Alexandre Nero</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/2WZE1seIwbg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Banquete</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2018 14:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Linzmeyer]]></category>
		<category><![CDATA[Caco Ciocler]]></category>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Daniela Thomas]]></category>
		<category><![CDATA[Drica Moraes]]></category>
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		<category><![CDATA[Mariana Lima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banquete é ambientado no início dos anos 1990, época do governo de Fernando Collor de Melo. No centro da narrativa do filme de Daniela Thomas está um grupo de personagens pertencentes a uma classe média alta que participa de um jantar em comemoração ao aniversário de 10 anos de casamento de uma atriz e um jornalista. Aos poucos, o drama de Daniela Thomas traz à tona uma série de relações mal resolvidas que envolvem casamentos frustrados, traições e inveja. Claustrofóbico, O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i><b>O Banquete </b></i>é ambientado no início dos anos 1990, época do governo de Fernando Collor de Melo. No centro da narrativa do filme de Daniela Thomas está um grupo de personagens pertencentes a uma classe média alta que participa de um jantar em comemoração ao aniversário de 10 anos de casamento de uma atriz e um jornalista. Aos poucos, o drama de Daniela Thomas traz à tona uma série de relações mal resolvidas que envolvem casamentos frustrados, traições e inveja.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Claustrofóbico, <i>O Banquete </i>é completamente encenado na sala de jantar da casa de Nora, personagem de Drica Moraes, ocasionalmente transferindo sua ação para a cozinha, onde o jovem funcionário de um <i>buffet </i>interpretado por Chay Suede prepara o jantar para o grupo. A princípio, a diretora parece ter em mãos um projeto promissor, construindo gradualmente as tensões desse filme e anunciando um clímax.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O público toma ciência do casamento cheio de problemas entre Nora e Plínio, vivido por Caco Ciocler; o caso extraconjugal de Mauro, um dos homenageados da noite interpretado por Rodrigo Bolzan, com a crítica cultural Maria, de Fabiana Gugli; o interesse sexual do colunista Lucky, vivido por Gustavo Machado, no jovem Ted (Suede) e seu insistente assédio&#8230; Contudo, diante de tantos conflitos em potencial, a informação mais curiosa que o público tem acesso &#8211; e que promete amarrar todos esses pontos de tensão &#8211; é uma carta escrita pelo jornalista Mauro contra o governo Collor. Revelações à parte, com o passar do tempo, Thomas não faz muito sobre o assunto, frustrando o espectador.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9310 size-full" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/09/O-Banquete_.jpg" alt="crítica filme O Banquete" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme tem inspiração no caso envolvendo o jornalista da <i>Folha de S. Paulo</i> Otavio Frias Filho, que de fato fez um editorial cheio de críticas a Collor em 1991 para o jornal. Frias Filho faleceu no mês de agosto, o que fez a diretora de <i>O Banquete </i>solicitar a retirada do longa da seleção do último Festival de Gramado. No final das contas, fica imprecisa a conexão entre o caso e os segredos dos personagens de <i>O Banquete </i>revelados ao longo da história. A realizadora tem declarado em entrevistas que cada uma das personagens femininas do filme tem um pouco dela mesma, no entanto, sabe-se que algumas delas são inspiradas em figuras notórias no cenário intelectual e das artes brasileiras, tornando o longa um jogo de códigos no qual somente Thomas e seus íntimos podem extrair algo de fortemente significativo.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O filme se prolonga demais nas suas situações que exibe e ainda assim não consegue ser satisfatório no tratamento de algumas personagens, como a aspirante a atriz interpretada por Bruna Linzmeyer e o rapaz da cozinha vivido por Chay Suede. Ao longo da trama, o jovem vivido pelo ator parece ser uma &#8220;carta na manga&#8221; da diretora, mas, no final das contas, a personagem de Suede acaba não trazendo nada de muito concreto para a história. É certo que Thomas está cercada pelo melhor elenco possível, mas o ritmo que a diretora confere a sua história e a falta de polimento no arco de algumas personagens não condiz com as promessas que suas tensões dramáticas sugerem no decorrer da projeção.</p>
<p>É um filme que tem dificuldade para deixar claro o que de fato quer transmitir ao espectador geral e que não é obrigado a ter conhecimento sobre o círculo social da realizadora na época, até porque, a própria não revela muitas dessas informações &#8211; e está nesse direito. Assim, fica parecendo que <i>O Banquete </i>é uma festa privada e que nós espectadores somos os grandes penetras do evento de Daniela Thomas, não compreendendo muitas das entrelinhas jogadas na tela pela realizadora através das suas personagens.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/dAq8uflqZNU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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