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	<title>Arquivos Cate Blanchett - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Cate Blanchett - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Beco do Pesadelo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 14:08:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Beco do Pesadelo é uma adaptação do Guillermo Del Toro para o romance homônimo de William Lindsay Gresham publicado em 1946 e que, por sua vez, já tinha rendido um filme muito famoso dirigido por Edmund Goulding em 1947. Del Toro teve o primeiro contato com o romance quando o ator Ron Perlman, que está no filme como uma figura paterna para a personagem de Rooney Mara, o presenteou com um exemplar do livro em 1992 no set de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> é uma adaptação do Guillermo Del Toro para o romance homônimo de William Lindsay Gresham publicado em 1946 e que, por sua vez, já tinha rendido um filme muito famoso dirigido por Edmund Goulding em 1947.</p>
<p>Del Toro teve o primeiro contato com o romance quando o ator Ron Perlman, que está no filme como uma figura paterna para a personagem de Rooney Mara, o presenteou com um exemplar do livro em 1992 no set de Cronos, primeira parceria dos dois nas telas antes mesmo de Hellboy.</p>
<p>O romance de Gresham é um material que faz todo sentido cair nas mãos do diretor. Toda a sua trama de corrupção apresenta uma atmosfera sobrenatural, mesmo que paire uma dúvida sobre a presença dessas manifestações na tela. Além disso, um dos cenários de <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> é um circo na tradição freakshow, tipo de atração bem comum na primeira metade do século passado e que rendeu obras do horror como Monstros de Todd Browning e a quarta temporada de American Horror Story. E lidar com essa temática é uma das especialidades do diretor, vide seu último longa, o vencedor do Oscar A Forma da Água.</p>
<p><em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> acaba sendo um conto moral à moda antiga, no qual o cineasta reverencia obras do passado, a própria primeira adaptação do romance e o cinema noir, trazendo essa história de um homem que cai em desgraça a partir do momento em que cede à ambição e ao enriquecimento a partir da exploração da fé alheia.</p>
<p>Bradley Cooper vive um rapaz que vai trabalhar em um circo e aprende alguns truques com um grande ilusionista interpretado por David Strathairn (Boa Noite e Boa Sorte). Mesmo alertado pelo seu mentor de que o uso indevido desse conhecimento pode levá-lo à desgraça, o personagem de Cooper utiliza tudo o que aprende para enganar gente poderosa quando vai para cidade grande. Só que ele acaba se encrencando cada vez mais, sobretudo quando ele começa a se deparar com figuras mais ardilosas que ele.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15139" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539.jpg" alt="O Beco do Pesadelo" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/01/0483539-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Desde que migrou em definitivo para o grande esquema de produção cinematográfica hollywoodiano, o cinema de Del Toro passou por uma adaptação. É evidente que filmes como A Forma da Água, A Colina Escarlate ou <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> estão à sombra de obras como A Espinha do Diabo ou O Labirinto do Fauno, indubitavelmente mais espontâneos e menos pasteurizados. Ainda assim, Del Toro consegue encontrar brechas em <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em>.</p>
<p>Aqui, Del Toro acerta sobretudo por não ter grandes ambições com sua história, querer extrair grandes temáticas ou se preocupar excessivamente em mostrar o poder de fogo do cineasta com composições imagéticas mais estilísticas. Em <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em>, Del Toro não tem vergonha alguma de abraçar o clássico. Mesmo que no começo, o momento em que o protagonista tem sua experiência no circo, o filme soe perdido em suas diversas histórias paralelas, sempre em busca de algum fiapo de trama central, <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> acaba nos levando a um resultado claramente mais satisfatório que títulos como A Forma da Água e A Colina Escarlate.</p>
<p>Um dos pontos altos do longa é o desempenho de Bradley Cooper, que faz um sujeito completamente desprezível. É interessante como Del Toro segura até o fim a verdadeira natureza desse personagem, tudo para nos seduzir com aquela figura. Desde trabalhos como O Lado Bom da Vida, Sniper Americano e Nasce uma Estrela, Bradley só se supera. Aqui o ator tem a oportunidade de interpretar um grande vilão, um homem inescrupuloso e sem redenção, mostrando assim uma faceta inesperada para o público. No fim das contas, através desse personagem tão bem delineado pelo ator, Del Toro nos apresenta o processo gradual de bestificação do homem em uma jornada desenhada com muito esmero e didatismo por Cooper.</p>
<p>O filme tem no elenco três atrizes formidáveis: Rooney Mara, Toni Collete e Cate Blanchett, mas as todas elas são subaproveitadas pelo tratamento raso que o roteiro dá as suas personagens. Entre elas, Blanchett tem os seus momentos como uma psicóloga que seduz o personagem do Cooper, mas é um tipo de papel que a gente já espera ver a atriz dominar como ninguém na tela e é um pouco frustrante para o espectador notar que ela não extrapola essa expectativa. Ainda assim, há momentos brilhantes da atriz, sobretudo quando Del Toro sequer registra o rosto de Blanchett no quadro e ela só tem a voz como instrumento de expressão nas sessões de análise do personagem de Cooper.</p>
<p>De uma maneira geral é um super-produção, um ótimo entretenimento adulto fugindo das opções usuais do cinema atual, como filmes de super heróis e derivados. <em><strong>O Beco do Pesadelo</strong></em> é bem dirigido por Guillermo Del Toro e, sobretudo, confirma Bradley Cooper como um intérprete versátil.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guillermo del Toro</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Bradley Cooper, Cate Blanchett, Toni Collette, Willem Dafoe, Richard Jenkins, Rooney Mara, Ron Perlman, Mary Steenburgen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/6mifhKKpHTI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Não Olhe para Cima (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Dec 2021 20:54:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alguns dos filmes mais recentes de Adam McKay possuem uma marca registrada. Enquanto o artista fala sobre política, ele critica a sociedade, com um tom sarcástico bastante particular. Cartelas e recursos gráficos são impressos na tela, realizando quebras que proporcionam um respiro para o espectador. Ao mesmo tempo, a estratégia revela como o próprio McKay não se leva a sério, elevando o grau de complexidade de suas obras, com pautas relevantes, certeiras, mas com o humor sempre ali. Vindo da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dos filmes mais recentes de Adam McKay possuem uma marca registrada. Enquanto o artista fala sobre política, ele critica a sociedade, com um tom sarcástico bastante particular. Cartelas e recursos gráficos são impressos na tela, realizando quebras que proporcionam um respiro para o espectador. Ao mesmo tempo, a estratégia revela como o próprio McKay não se leva a sério, elevando o grau de complexidade de suas obras, com pautas relevantes, certeiras, mas com o humor sempre ali.</p>
<p>Vindo da comédia, o roteirista e diretor, sabe como jogar com a dinâmica da suspensão, do absurdo e do timing cômico. O resultado, geralmente, é um nó na garganta. Talvez, o título que havia chegado mais perto de alcançar este efeito com êxito, anteriormente, tenha sido o seu <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-aposta/"><em>A Grande Aposta</em></a>. Agora, com <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong>, Adam McKay aumenta o seu potencial de contar histórias e dosa com uma habilidade mais intensa os efeitos colocados na tela, seja em sua direção ou nos encaminhamentos da sua narrativa.</p>
<p>A inserção e retirada de diálogos e a maneira como os textos podem chegar entrecortados são os maiores ganhos do enredo. Há toda uma gama de sentidos criados entre o não dito e o que é explicitado verbalmente, inclusive com gritos. Esta estrutura revela a compreensão de McKay sobre a própria condição humana, seja por sua tolice e egoísmo, ou por seu caráter forte, mesclado ao desejo de sacudir o mundo e clamar para ser escutado de uma vez só.</p>
<p>Além disso, é curioso de observar como, ainda que não realize uma progressão linear de ações nítidas – existem idas e vindas de intensidade nos acontecimentos da trama –, a obra vai se tornando cada vez mais angustiante para quem assiste. Aqui, novamente, pode-se abordar a consciência sobre o uso da comicidade. Gradativamente e sutilmente, a graça se transforma em riso nervoso para, em seguida, virar melancolia e pânico.</p>
<p>Mesmo rindo de si e da humanidade, o desprezo por uma parte da sociedade e o respeito por outra, ganha espaço e não há retorno dentro da história. É notável – e até óbvio – o que McKay deseja convocar em seu longa-metragem. Este é sim um retrato de um país tolo e autocentrado, que enxergou um pouco da verdade sobre si, a partir de 2016. Ao invés dos grandes heróis, salvadores do Planeta, este é um reduto de diversos tolos, ignorantes políticos, preconceituosos e egocêntricos.</p>
<p>O que McKay desconhece é que esta realidade se assemelha a de múltiplos locais da Terra, incluindo o Brasil, com seu presidente genocida e seus apoiadores cruéis e desonestos. Ao se deparar com a sessão de<i> <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong></i>, seu público pode sim se identificar com todo aquele conteúdo, por mais insano que seja o <em>plot</em>, seu desenvolvimento e desfecho. É justamente isto que Adam faz em sua produção: toma posse do impossível para retratar as pessoas da contemporaneidade.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14991" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01.jpg" alt="Não Olhe para Cima" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/12/nao-olhe-para-cima-netflix-filme-cdl-1920x1080-01-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todavia, o que falta nele é uma visão menos “estadunidense centrada”, por assim dizer. Com um olhar tão voltado para si, ainda que seja para abordar seu país com um olhar cheio de ironia, a salvação de todos os seres humanos continua nas mãos de um único lugar: os Estados Unidos. Nenhum outro local foi capaz de encontrar uma solução eficaz para a catástrofe anunciada.</p>
<p>Além disso, ainda que a tragédia afete a humanidade inteira, somente uma nação é retratada. Este é um incômodo intenso em <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong>, visto que este umbiguismo é recorrente no audiovisual hollywoodiano, desde a sua criação. No entanto, apesar deste engasgo, vale ressaltar outras qualidades presentes no longa. A direção de McKay fomenta a qualidade do projeto.</p>
<p>A decupagem serve ao que está sendo contado com precisão e provoca sensações precisas no público, como na escolha em fechar mais certos planos e utilizar câmera na mão, nos instantes nos quais Kate (Jennifer Lawrence) e Randall (Leonardo Di Caprio) se sentem pressionados ou em pânico. Os enquadramentos e movimentos, juntamente com uma mise-en-scène – que mistura uma marcação caótica e desorganizada, com extremamente limpa ou diversos objetos, com pouquíssimos elementos de cena – contribuem para as interpretações.</p>
<p>As atuações de Meryl Streep (<em>Mamma Mia!</em>) e Di Caprio (<em>Titanic</em>) – que vinham pesando a mão nas suas construções, nos últimos tempos –, chegam aqui firmes e sutis. O jogo de câmera, bem como a montagem de Hank Corwin (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>), barram certos exageros que a dupla poderia cometer. Neste sentido, também é necessário dar créditos para Streep e Di Caprio, veteranos talentosos, ainda que passem do ponto em alguns de seus papéis. Aqui, ambos imprimem tônus no corpo e na voz, se pôr peso ou sujeira em seus movimentos.</p>
<p>Ambos captam com segurança as intenções do roteiro e criam nuances e camadas para suas personagens. Talvez, este destaque seja tão visível por estas serem as figuras mais complicadas no filme, por possuírem características um tanto estereotipadas, mas que são bem conduzidas, suavizando estes tipos: o cientista estressado e a política egocêntrica. Contudo, Cate Blanchett (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-carol/"><em>Carol</em></a>) e Jennifer Lawrence (<em>Jogos Vorazes</em>) também trazem boas performances, que geram repulsa ou empatia, a depender da personalidade de cada uma delas.</p>
<p>Em seu resultado geral, <strong><em>Não Olhe para Cima</em></strong> é eficiente em registrar e analisar a contemporaneidade, em todo o seu ilogismo, suas compulsões, suas vaidades. Com uma equipe talentosa, quase nada de seu potencial é desperdiçado. Para ser completo, de verdade, bastava apenas erradicar o pensamento tão alto centrado dos EUA.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Adam McKay</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jennifer Lawrence, Leonardo Di Caprio, Meryl Streep, Jonah Hill, Cate Blanchett, Mark Rylance, Tyler Perry, Ariana Grande, Rob Morgan, Timothée Chalamet</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/c1nToClX_3w" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Mistério do Relógio na Parede</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Sep 2018 01:44:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa O Mistério do Relógio na Parede chega aos cinemas esta semana com uma proposta bem interessante de unir o mundo infantil ao terror, de uma maneira bem engraçadinha. Associado a um ótimo elenco, a promessa do filme fica ainda mais atraente para públicos de todas as idades. O enredo traz a história de Lewis, um garotinho que perdeu os pais em um acidente de carro e tem que ir morar com um tio desconhecido. Ao chegar na estranha [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em><strong>O Mistério do Relógio na Parede</strong> </em>chega aos cinemas esta semana com uma proposta bem interessante de unir o mundo infantil ao terror, de uma maneira bem engraçadinha. Associado a um ótimo elenco, a promessa do filme fica ainda mais atraente para públicos de todas as idades.</p>
<p>O enredo traz a história de Lewis, um garotinho que perdeu os pais em um acidente de carro e tem que ir morar com um tio desconhecido. Ao chegar na estranha casa de tio Jonathan, o menino logo percebe que a dinâmica é bem diferente. Unido a isso, a dificuldade de Lewis em fazer amizades e se sentir pertencente ao ambiente em que se insere.</p>
<p>O filme cria um universo muito interessante e atraente de mistério e excentricidade. A casa onde tudo acontece é assustadora e desperta curiosidade, tanto no personagem quanto no espectador. É bom ir descobrindo aos poucos as infinitas possibilidades. Com uma linguagem que atende às crianças, mas sem infantilizar, <strong><em>O Mistério do Relógio na Parede</em></strong> é o tipo de filme que agrada pais e filhos, independente da idade.</p>
<p>O problema, no meio do caminho, é a queda da narrativa. Enquanto a atmosfera é muito bem construída, a história, em si, perde a mão e fica arrastada. Embora a curiosidade atraia a atenção do espectador, isso não é o suficiente. Logo ficamos ansiando para que algo efetivamente aconteça.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9355" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/09/0007716.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="crítica o mistério do relógio na parede" width="610" height="348" /></p>
<p>O bom, contudo, é que acontece. Seguindo na linha de terror com mistério e uma dose de fofurice, o filme começa a, enfim, criar o caminho de seu ápice e construir seu herói. Consigo perceber um toque de <em>Jumanji</em> e ele é bem-vindo. Lewis vai criando coragem aos poucos, inicialmente porque quer fazer amizades. Depois ele realmente ganhavautoestima e enfrentando seus medos.</p>
<p>O elenco, embora relativamente reduzido, é excelente. Jack Black assume o papel do tio excêntrico e que deixa tudo, enquanto Cate Blanchett é a vizinha simpática e igualmente excêntrica que mais parece que mora na casa. No papel do garotinho, temos Owen Vaccaro. Ele não teve papéis de destaque no cinema ainda, mas provavelmente <strong><em>O Mistério do Relógio na Parede</em></strong> será uma porta se abrindo. Além de natural, o menino sabe criar uma ótima química em cena com o restante do elenco.</p>
<p>Este filme pode ter alguns desvios, mas nada que chegue a comprometer o resultado final. Ele é agradável de assistir, tem ótimas atuações, uma história interessante e uma construção de enredo boa. Vale a pena assistir e levar toda a família!</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yO8DP21B9-U" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Oito Mulheres e Um Segredo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jun 2018 20:41:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O longa Oito Mulheres e Um Segredo chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07, e promete atrair grande público aos cinemas. Com o suporte de Onze Homens e Um Segredo, do diretor Steven Soderbergh, este atual traz a versão feminina e atualizada. No entanto, deixou de aproveitar vários pontos positivos do antecessor e acabou caindo em uma série de clichês desnecessários. Debbie Ocean é irmã do famigerado Danny Ocean, interpretado por George Clooney na película sitada acima. Ela acaba de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O longa <em>Oito Mulheres e Um Segredo</em> chega aos cinemas nesta quinta-feira, dia 07, e promete atrair grande público aos cinemas. Com o suporte de <em>Onze Homens e Um Segredo</em>, do diretor Steven Soderbergh, este atual traz a versão feminina e atualizada. No entanto, deixou de aproveitar vários pontos positivos do antecessor e acabou caindo em uma série de clichês desnecessários.</p>
<p>Debbie Ocean é irmã do famigerado Danny Ocean, interpretado por George Clooney na película sitada acima. Ela acaba de sair da cadeia e já planeja um novo golpe para faturar milhões. Ela conta com a ajuda da parceira Lou e, juntas, elas reúnem outras mulheres para executar o plano de roubar uma joia durante o Baile do Met.</p>
<p>Desta introdução você já percebe que o filme é bem parecido com a versão masculina. Mas isso não seria problema algum se o roteiro deste aqui inovasse e fosse menos previsível. Cada cena, cada ato, é facilmente identificável pelo espectador, que começa a se entediar com a falta de elementos novos. Até o clímax do filme é perdido no meio de tantos clichês.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8976" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/341755.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O diretor Gary Ross se limita, infelizmente, a reproduzir o roteiro masculino, sem dar corpo e identidade à esse. Ao invés de aproveitar a premissa e trabalhar em cima disso, ele simplesmente copiou e colou, sem adequar direito à questão feminina. Estamos falando de um elenco forte e majoritariamente feminino. Tudo isso poderia ser muito bem explorado. As possibilidades são infinitas. Mas Ross se contentou em trazer o básico do básico.</p>
<p>O grande suporte que esse filme tem, de fato, é o elenco. Uma atriz mais impecável que a outra e que funcionam muito bem juntas. Além de grandes atuações, temos uma unidade forte na equipe. Todas têm seus momentos de glória, mas se destacam entre a multidão também. Destaque especial para Rihanna, que mostra amadurecimento na atuação e está ótima no papel da hacker Bola Nove. Mas é claro que a dinâmica entre Sandra Bullock e Cate Blanchett é única e deliciosa de assistir.</p>
<p>Não menos importante, temos Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Anne Hathaway, Mindy Kaling e a mais novata Awkwafina. É tanta mulher retada junto que a gente até esquece o roteiro fraco. Elas valem a pena todos os momentos e as quase 2h de duração do filme.</p>
<p>Mesmo dentro de todos esses moldes pré-arranjados, <em>Oito Mulheres e Um Segredo</em> é um filme com começo, meio e fim, e funciona razoavelmente bem. O público se diverte, dá risada, fica animado. Tudo que é de se esperar desta proposta. O que decepciona mesmo é que ele poderia ir muito além disso, mas prefere ser apenas um longa comum. Vale a pena, sim, mas perdeu a chance de ser lembrado no futuro como algo inovador.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/eRVknc7kQGQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cavaleiro de Copas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2016 14:46:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Banderas]]></category>
		<category><![CDATA[Cate Blanchett]]></category>
		<category><![CDATA[Cavaleiro de Copas]]></category>
		<category><![CDATA[Christian Bale]]></category>
		<category><![CDATA[Natalie Portman]]></category>
		<category><![CDATA[Terrence Malick]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Manter recorrências temáticas e abordagens técnicas, estéticas e narrativas em uma filmografia sempre foi encarado no cinema como indício de integridade artística, sobretudo quando nos voltamos para analisar a carreira de um diretor. Ao longo de toda a sua caminhada, o, até então, recluso realizador norte-americano Terrence Malick fora conhecido por inserir em seus filmes preocupações de cunho existencialista, talvez uma herança da sua própria formação como professor de Filosofia, colocando o homem em sua relação de conflito com a natureza e com sua própria função [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Manter recorrências temáticas e abordagens técnicas, estéticas e narrativas em uma filmografia sempre foi encarado no cinema como indício de integridade artística, sobretudo quando nos voltamos para analisar a carreira de um diretor. Ao longo de toda a sua caminhada, o, até então, recluso realizador norte-americano Terrence Malick fora conhecido por inserir em seus filmes preocupações de cunho existencialista, talvez uma herança da sua própria formação como professor de Filosofia, colocando o homem em sua relação de conflito com a natureza e com sua própria função na Terra. Malick gosta do universo interno das suas personagens, mas também os explora na perspectiva do que lhe é externo, suas indagações em meio aos espaços que os mesmos habitam. O diretor não é grande fã das narrativas, prefere realizar um espécie ensaio pictórico com <i>insights </i>esparsos que dão pistas sobre quem os seus protagonistas são, suas trajetórias, suas relações e suas principais indagações ao universo e a alguma entidade religiosa.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Estas marcas de autoria do diretor chegou ao seu ápice em <i>A Árvore da Vida</i>, de 2011, a obra que inegavelmente sintetiza o cinema de Malick. Não tem como ser mais definitivo sobre esta preocupação com a passagem do homem na Terra do que o filme protagonizado por Brad Pitt e Jessica Chastain. Assim já era hora de Malick testar ou se preocupar com outras questões ou mesmo reverberações das suas obsessões primárias. Contudo, de lá para cá, tudo que o diretor tem feito soa como um arremedo de <i>A Árvore da Vida</i>. Desse mal sofreu <i>Amor Pleno</i>, com Ben Affleck, e desse mal sofre <i>Cavaleiro de Copas</i>, protagonizado por Christian Bale, que chega ao conhecimento dos brasileiros graças a uma recente atualização no catálogo da Netflix. É como se, nesses filmes, o Malick tentasse emular o próprio Malick, gerando um filme que anda em círculos com obsessões do diretor que já vimos ser melhor exploradas em seus títulos anteriores.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6701" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/knight2.jpg" alt="&quot;Knight of Cups&quot;" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Cavaleiro de Copas</i> gira em torno da história de um roteirista de Hollywood (Bale) em meio aos questionamentos sobre os rumos da sua própria vida. Os apontamentos de Malick são banais e rasos: a percepção de que Hollywood é um ambiente de superficialidade, que os figurões da indústria estão mergulhados no vazio das suas vidas e que sujeitos com propósitos íntegros como o protagonista podem ser corrompidos uma vez que mergulham nesse sistema. Não há nada além disso, não há jornadas redentoras ou rumos trágicos para o personagem, tudo é angústia sem fim. Como é de praxe, o realizador desperdiça atores que qualquer diretor gostaria de ter em seu <i>cast</i> como Natalie Portman, Cate Blanchett e Antonio Banderas, todos com cerca de 10 minutos em cena, se não estou sendo generoso na contagem.</p>
<p>O que Malick faz mesmo em <i>Cavaleiro de Copas</i> é acompanhar Christian Bale em suas aventuras amorosas, reflexo da sua busca incessante pelo amor pleno, calado e moribundo contemplando paisagens e clamando por respostas do &#8220;pai&#8221; ou da &#8220;mãe natureza&#8221;.  Talvez esteja na hora dos próprios produtores situarem Terrence Malick de que nem sempre um diretor renomado pode usar como escudo suas repetições sob a alegação de ser <i>avant garde</i>, sobretudo quando o que se extrai dessas reiterações de linguagem não acrescentam em nada ao catálogo do realizador e, consequentemente, ao seu público cativo. Não dá mais para engolir. Muda o disco, Malick!</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/lQcBp-l5ejk" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Carol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 11:10:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Carol]]></category>
		<category><![CDATA[Cate Blanchett]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Highsmith]]></category>
		<category><![CDATA[Rooney Mara]]></category>
		<category><![CDATA[Sarah Paulson]]></category>
		<category><![CDATA[Todd Haynes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Dos cultuados cineastas norte-americanos contemporâneos, Todd Haynes talvez seja um dos que mais dê preferência a histórias centradas em fortes personagens femininas, e talvez também seja um dos que mais saiba manejá-las. De Longe do Paraíso à minissérie da HBO Mildred Pierce, sem falar em outros trabalhos do diretor como Mal do Século, Não estou lá e Velvet Goldmine, que abordam questões que estão fora dessa esfera temática, o realizador dimensiona como poucos os reflexos dos preconceitos de uma sociedade machista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4406" aria-describedby="caption-attachment-4406" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4406 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/carol-1-620x310.jpg" alt="carol" width="620" height="310" /><figcaption id="caption-attachment-4406" class="wp-caption-text">Romance: Personagens de Cate Blanchett e Rooney Mara vivem história de amor em Carol</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Dos cultuados cineastas norte-americanos contemporâneos, Todd Haynes talvez seja um dos que mais dê preferência a histórias centradas em fortes personagens femininas, e talvez também seja um dos que mais saiba manejá-las. De <i>Longe do Paraíso</i> à minissérie da HBO <i>Mildred Pierce</i>, sem falar em outros trabalhos do diretor como <i>Mal do Século</i>, <i>Não estou lá</i> e <i>Velvet Goldmine</i>, que abordam questões que estão fora dessa esfera temática, o realizador dimensiona como poucos os reflexos dos preconceitos de uma sociedade machista nas esferas subjetivas das suas protagonistas. Convidado por Cate Blanchett para dirigir um projeto que há anos a atriz queria ver ser levado para o cinema, a adaptação de <i>O Preço do Sal, </i>livro da escritora Patricia Highsmith (de <i>O Talentoso Ripley</i>), Haynes retorna a esse tipo de narrativa que lhe é tão familiar e realiza <i>Carol</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Baseado no livro de Highsmith, longa traz o romance entre a jovem Therese Belivet, uma vendedora de uma loja de departamento interpretada por Rooney Mara, com a sofisticada dona de casa Carol Aird, papel de Cate Blanchett, nos EUA do início da década de 1950. Carol passa por um tumultuado processo de divórcio com o pai da sua filha, enquanto Therese começa a se descobrir como mulher a partir da sua relação com ela. O amor entre as duas começa a passar por turbulências quando Carol enfrenta alguns problemas com o seu marido a respeito da guarda da filha e todas as convenções e preconceitos sociais da época passam a ser uma ameaça para a felicidade de ambas.</p>
</div>
<figure id="attachment_4407" aria-describedby="caption-attachment-4407" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4407 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/carol_cate-620x329.jpg" alt="carol_cate" width="620" height="329" /><figcaption id="caption-attachment-4407" class="wp-caption-text">Personagens femininas: Como em parte da filmografia de Todd Haynes, o filme é centrado em fortes mulheres</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>À primeira vista, <i>Carol </i>pode parecer um romance frio sobre o relacionamento entre duas mulheres, já que muita pouca coisa é dita entre elas sobre sentimentos e não há momentos de arrebate emocional. Ao contextualizarmos a obra ao período em que ela se passa, entendemos as razões para que as emoções e os desejos das personagens, sobretudo os de Therese que está descobrindo a própria sexualidade, fiquem em constante estado de tensão e nas entrelinhas. Se em pleno século XXI já é complicado assumir uma relação, se descobrir e se aceitar como homossexual, imaginem na década de 1950. Nesse sentido, Haynes é impecável na condução do seu romance, permitindo não apenas que tenhamos uma dimensão da maneira como a sociedade tratava o assunto na sua época, mas lançando um olhar para as consequências disso na relação e na própria trajetória das suas duas personagens, sem apelar para didatismos históricos.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"> Sem sensacionalismo ou estardalhaço sobre o assunto, Todd Haynes conduz <i>Carol </i>com muita elegância, permitindo que o filme contenha uma reflexão sobre a homossexualidade e as consequências individuais da reprovação social sobre o assunto, sem apelar para discursos e sequências redundantes. O melhor de tudo é que o realizador consegue tratar essa questão sem perder de vista a relação entre Carol e Therese, o grande foco de toda a narrativa do filme. Assim, <i>Carol </i>mostra-se como uma obra socialmente contundente ao abordar de maneira delicada o preconceito social como um obstáculo para suas personagens, ao mesmo tempo em que estabelece muito bem um pacto com gêneros ou escolas cinematográficas às quais o diretor costuma se filiar como o melodrama, algo que ele já havia feito muito bem em <i>Longe do Paraíso </i>e <i>Mildred Pierce. </i>Em suma, assim como fez nesses trabalhos citados, Haynes utiliza em <i>Carol</i> o gênero como uma forma de investigar como a sociedade cria mecanismos para jogar indivíduos em calabouços, podando seus sentimentos, sua liberdade e impossibilitando a própria felicidade.</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<figure id="attachment_4408" aria-describedby="caption-attachment-4408" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4408 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/carollll-620x323.jpg" alt="carollll" width="620" height="323" /><figcaption id="caption-attachment-4408" class="wp-caption-text">Performances: Dupla de protagonistas mantém a qualidade da obra com ótimas interpretações</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Como costuma ser uma regra em todos os filmes de Todd Haynes, <i>Carol </i>é um filme marcado por poderosas performances dos seus atores. Dessa vez, Haynes permite que Cate Blanchett e Rooney Mara nos conduzam de maneira sensível à redentora relação entre Carol Aird e Therese Belivet. Blanchett talvez tenha uma das melhores performances de sua carreira no filme. Com uma personagem que evita que a atriz incorra em um <i>overacting</i>, algo que, por vezes, a australiana acaba cedendo, Blanchett faz de Carol Aird uma figura etérea, provavelmente por um mecanismo de defesa, mas muito sedutora e repleta de dignidade. Já Rooney Mara conduz de forma impecável o processo de descoberta da sexualidade e do amor de Therese Belivet. Mara tem momentos maravilhosos no filme, sobretudo quando coloca em evidência as incertezas e inseguranças da personagem sobre o que sente verdadeiramente por Carol. Entre os dois desempenhos maravilhosos das protagonistas, estão outros excelentes atores que são fundamentais para a história e que também merecem a menção, entre eles Sarah Paulson, que merecia mais atenção por sua discreta interpretação como uma ex-namorada de Carol, e Kyle Chandler, ótimo em diversos momentos como o marido da personagem de Blanchett.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Na filmografia de Todd Haynes, <i>Carol </i>pode não apresentar o mesmo ímpeto vanguardista de obras como <i>Longe do Paraíso </i>ou <i>Não estou lá</i>, mas demostra um diretor que sempre conduz com sensibilidade questões que lhe são caras em formatos conhecidos. Natural em suas próprias convicções e no seu caráter humanista, <i>Carol </i>é um romance calibrado pelas excelentes performances de Cate Blanchett e Rooney Mara e pelo olhar de um diretor que consegue entender a fundo as suas personagens sem perder de vista a elegância narrativa. <i>Carol </i>é uma belíssima extensão da própria carreira de Todd Haynes, um diretor que como poucos sabe utilizar as convenções de um gênero narrativo em prol de questões sociais que estão em suas entrelinhas mas que se impõem como bandeiras necessárias através das batalhas pessoais empreendidas por suas personagens para simplesmente ser o que são e buscar aquilo que todo ser humano merece: a felicidade.</p>
</div>
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		<title>Radar do Oscar: Assista ao trailer de Truth, filme que traz elogiada performance de Cate Blanchett</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2015 22:04:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Cate Blanchett]]></category>
		<category><![CDATA[Elizabeth Moss]]></category>
		<category><![CDATA[James Vanderbilt]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Redford]]></category>
		<category><![CDATA[Topher Grace]]></category>
		<category><![CDATA[Truth]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Em 2016, a Academia pode ter que fazer uma &#8220;escolha de Sofia&#8221;: escolher entre indicar Cate Blanchett por sua performance no melodrama Carol de Todd Haynes ou nomeá-la por sua interpretação no drama Truth de James Vanderbilt (roteirista de Zodíaco), filme que foi exibido recentemente no Festival de Toronto e trouxe muitos elogios para o desempenho da vencedora de dois Oscars. Já divulgamos o trailer de Carol e agora noticiamos a chegada do trailer de Truth, que traz Blanchett ao lado de nada mais nada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3681" aria-describedby="caption-attachment-3681" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/truth-movie-cate-blanchett-robert-redford.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3681 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/truth-movie-cate-blanchett-robert-redford-620x348.jpg" alt="truth-movie-cate-blanchett-robert-redford" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3681" class="wp-caption-text">Credibilidade: Blanchett e Redford vivem jornalistas em guerra com o governo Bush</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2016, a Academia pode ter que fazer uma &#8220;escolha de Sofia&#8221;: escolher entre indicar Cate Blanchett por sua performance no melodrama <em>Carol </em>de Todd Haynes ou nomeá-la por sua interpretação no drama <strong><em>Truth</em></strong> de James Vanderbilt (roteirista de <em>Zodíaco</em>), filme que foi exibido recentemente no Festival de Toronto e trouxe muitos elogios para o desempenho da vencedora de dois Oscars. <a href="http://coisadecinefilo.com.br/confira-primeiro-trailer-do-longa-carol-com-cate-blanchett-e-rooney-mara/">Já divulgamos o trailer de </a><em><a href="http://coisadecinefilo.com.br/confira-primeiro-trailer-do-longa-carol-com-cate-blanchett-e-rooney-mara/">Carol</a> </em>e agora noticiamos a chegada do trailer de <em>Truth</em>, que traz Blanchett ao lado de nada mais nada menos que Robert Redford.</p>
<p>No longa, Cate interpreta uma produtora de telejornal que junto ao seu âncora (Redford) investiga uma denúncia de que o presidente George W. Bush usou sua influência para escapar do alistamento na Guerra do Vietnã. Eles decidem levar a informação ao público, mas acabam enfrentando uma série de riscos com altas esferas do poder que podem abalar suas próprias carreiras.</p>
<p>Ao lado dos atores está um elenco formado por Elizabeth Moss (da série <em>Mad Man</em>), Dennis Quaid (<em>Longe do Paraíso</em>) e Topher Grace (<em>Interestelar</em>).</p>
<p>Assista ao trailer de <em>Truth </em>abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MqOz8-Sto1g" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Voltando ao tópico &#8220;Oscar&#8221;, especula-se que os responsáveis pela campanha do Oscar de <em>Carol </em>pode realizar esforços para conseguir que Cate entre no páreo como coadjuvante pelo filme, podendo concorrer tranquilamente a uma vaga na categoria melhor atriz por <em>Truth</em> (a Academia tem como regra não indicar atores duplamente em uma mesma categoria) o que pode trazer para a atriz um novo recorde, a segunda dupla indicação em uma mesma cerimônia do Oscar. Em 2008, Cate Blanchett já tinha sido protagonista desse feito com uma indicação como melhor atriz por <em>Elizabeth &#8211; A Era de Ouro </em>e como melhor atriz coadjuvante por <em>Não Estou Lá</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/radar-do-oscar-assista-ao-trailer-de-truth-filme-que-traz-elogiada-performance-de-cate-blanchett/">Radar do Oscar: Assista ao trailer de Truth, filme que traz elogiada performance de Cate Blanchett</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<item>
		<title>Cate Blanchett viverá atriz famosa em cinebiografia</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/cate-blanchett-vivera-atriz-famosa-em-cinebiografia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2015 11:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cate Blanchett]]></category>
		<category><![CDATA[Cinebiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[I Love Lucy]]></category>
		<category><![CDATA[Lucille Ball]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atriz Cate Blanchett é a cotada para viver Lucille Ball em uma cinebiografia produzida pelo diretor Aaron Sorkin, mesmo de Steve Job e A Rede Social. Ball foi uma famosa artista dos anos 1950 e ficou conhecida por seu papel na série I Love Lucy. O longa vai contar sua história, focando principalmente no casamento com o também ator Desi Arnaz, com quem ficou por 20 anos. Eles contracenavam juntos na série e formavam o par romântico principal. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3517" aria-describedby="caption-attachment-3517" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/o-CATE-BLANCHETT-facebook.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3517 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/09/o-CATE-BLANCHETT-facebook.jpg" alt="o-CATE-BLANCHETT-facebook" width="610" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-3517" class="wp-caption-text">Blanchett já viveu outra atriz no cinema</figcaption></figure>
<p>A atriz Cate Blanchett é a cotada para viver Lucille Ball em uma cinebiografia produzida pelo diretor Aaron Sorkin, mesmo de <em>Steve Job</em> e <em>A Rede Social</em>. Ball foi uma famosa artista dos anos 1950 e ficou conhecida por seu papel na série <em>I Love Lucy</em>. O longa vai contar sua história, focando principalmente no casamento com o também ator Desi Arnaz, com quem ficou por 20 anos. Eles contracenavam juntos na série e formavam o par romântico principal.</p>
<p>A cinebiografia contará com a produção de dois filhos do casal famoso, Lucie Arnaz e Desi Arnaz Jr.. Essa não é a primeira vez que Blanchett interpreta outra atriz no cinema. Em <em>O Aviador</em>, ela viveu Katharine Hepburn, o que, inclusive, lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.</p>
<p>O longa ainda não previsão para iniciar a produção.</p>
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		<title>Confira primeiro trailer do longa Carol, com Cate Blanchett e Rooney Mara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2015 11:26:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Saiu o primeiro trailer do filme Carol, protagonizado por ninguém menos que Cate Blanchett e Rooney Mara. As primeiras cenas oficiais mostram o início do relacionamento entre as personagens principais, em uma Nova York dos anos 1950 e com histórias bem diferentes. Blanchett é Carol, uma mulher que tem seu poder de sedução e vive presa em um casamento infeliz e sem amor. Já Mara é Therese, uma jovem de 20 e poucos anos que trabalha em uma loja [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_3377" aria-describedby="caption-attachment-3377" style="width: 532px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/carol-cate-rooneyx750.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-3377 size-large" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/08/carol-cate-rooneyx750-532x400.jpg" alt="carol-cate-rooneyx750" width="532" height="400" /></a><figcaption id="caption-attachment-3377" class="wp-caption-text">A dupla vai viver um romance no filme</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Saiu o primeiro trailer do filme <em>Carol</em>, protagonizado por ninguém menos que Cate Blanchett e Rooney Mara. As primeiras cenas oficiais mostram o início do relacionamento entre as personagens principais, em uma Nova York dos anos 1950 e com histórias bem diferentes. Blanchett é Carol, uma mulher que tem seu poder de sedução e vive presa em um casamento infeliz e sem amor. Já Mara é Therese, uma jovem de 20 e poucos anos que trabalha em uma loja de departamento e almeja uma vida melhor.</p>
<p>Dirigido pelo diretor Todd Haynes, o mesmo de <em>Longe do Paraíso</em> e <em>Mildred Pierce</em>, o longa foi aclamado pela crítica no Festival de Cannes deste ano e segue tendo alta aprovação dos jornais especializados. Esse primeiro trailer já dá uma pequena mostra do imenso potencial do filme e da certeza de que teremos um show de interpretações. A estreia no Brasil está prevista para dezembro deste ano.</p>
<p>Confira o trailer!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Lt-WC9xa7qs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Cinderela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2015 13:23:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cate Blanchett]]></category>
		<category><![CDATA[Cinderela]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Helena Bonham Carter]]></category>
		<category><![CDATA[Kenneth Branagh]]></category>
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		<category><![CDATA[Richard Madden]]></category>
		<category><![CDATA[Stellan Skarsgård]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cinderela é o tipo de filme que já chega encantando muito antes de sua estreia. A expectativa era enorme, principalmente do fiasco que foi Malévola no ano passado, que frustrou muitos fãs com uma história completamente distorcida daquela conhecida da Disney. Muito diferente disso, Cinderela seguiu à risca o conto de fadas e trouxe todo o deslumbramento que lhe é característico. A história é uma velha conhecida e fala sobre uma jovem que perde a mãe e seu pai decide [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Disne-Cinderella-Lily-James-2015.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2765 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Disne-Cinderella-Lily-James-2015.jpg" alt="Disne-Cinderella-Lily-James-2015" width="610" height="348" /></a></p>
<p><em>Cinderela</em> é o tipo de filme que já chega encantando muito antes de sua estreia. A expectativa era enorme, principalmente do fiasco que foi <em>Malévola</em> no ano passado, que frustrou muitos fãs com uma história completamente distorcida daquela conhecida da Disney. Muito diferente disso, Cinderela seguiu à risca o conto de fadas e trouxe todo o deslumbramento que lhe é característico.</p>
<p>A história é uma velha conhecida e fala sobre uma jovem que perde a mãe e seu pai decide se casar com outra mulher, que tem duas filhas. Eles têm uma relação superficial desde o começo, mas com o falecimento do pai, a situação se agrava e Cinderela passa a viver como criada da madrasta e das duas irmãs postiças. Ela trabalha duro na mansão, limpando, cozinhando e servindo as três, mas sempre com o sonho e a doçura de qualquer jovem comum. Ela acaba conhecendo acidentalmente o príncipe na floresta, sem saber de quem ele se trata. Quando surge o baile real, ela vê como uma oportunidade para conhecer o castelo e vivenciar uma noite de sonhos.</p>
<p>O diretor Kenneth Branagh surpreendeu com o filme, uma vez que não tinha experiência anterior com contos de fadas. A história consegue seguir no gênero infantil e encantar os adultos, ao mesmo tempo. É encantadora e emocionante. Ele fez questão de destacar os aspectos de cada personagem e trabalho as possibilidades muito bem. Associado à direção de arte, que também fez um excelente trabalho e compôs cores incríveis e contrastes visuais que deixam um filme muito variado.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2766 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/04/cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540.jpg" alt="cinderella_glamour_19nov15_pr_b_810x540" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Devemos destacar também que a edição de som também teve um trabalho destacável, que já começou desde o trailer que fazia qualquer pessoa mais sensível se arrepiar com a intensidade da música. Essa aposta foi repetida no filme e casou perfeitamente com todo o deslumbramento causado pelas vestimentas. Aliás, capricharam no figurino. O vestido da Cinderela para o baile é de chamar a atenção, destacando em cada passada que ela dar. Parece que foram usados 200 metros de pano para fazer todas as camadas. Incrível!</p>
<p>No quesito atores, não poderia haver escolha melhor. Lily James traz toda a inocência e gentileza que a personagem sugere, além de ser linda e delicada. O príncipe é representado por Richard Madden, que os fãs da série<em> Game of Thrones</em> podem se lembrar como Robb Stark, e também assume muito bem o papel, com toda a virilidade e olhar apaixonado. Mas ninguém melhor que a Madrasta, vivida por ninguém menos Cate Blanchett, que rouba todas as cenas que parece e finaliza com um solo incrível. É inebriante como ela consegue ser má e perfeitamente linda, ao mesmo tempo. Tem também Helena Bohan Carter como a Fada Madrinha. Como sempre, simplesmente perfeita.</p>
<p>Vale lembrar que, embora a história seja uma cópia bastante fiel daquela contada pela Disney, dá umas justificativas melhor explicadas, como a relação de Cinderela com o pai, que é bem explorada no começo. Além disso, mostra o motivo pelo qual a Madrasta odeia e inveja tanto a menina, trazendo seu passado como explanação. Isso dá ainda mais sentido na história.</p>
<p><em>Cinderela</em> é um filme encantador, leve e apaixonante, que faz com que o espectador sai da sala de cinema sonhando e sorrindo para as possibilidades de contos de fadas que a vida traz. A filmagem em live-action do clássico foi muito acertada e tem agradado a gregos e troianos, recebendo críticas positivas ao redor do mundo. Não deixe de conferir!</p>
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