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	<title>Arquivos Capitão América 2 - O Soldado Invernal - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Capitão América 2 - O Soldado Invernal - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Capitão América &#8211; Guerra Civil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Apr 2016 15:26:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um momento crucial de Capitão América &#8211; Guerra Civil, sendo mais específico, o duelo final entre os dois personagens centrais desse filme (o Capitão América e o Homem de Ferro) parte da essência da clássica e cultuada série de HQs Guerra Civil da Marvel é transposta em um filme que não faz questão alguma de prestar obediência (e nem deveria ou teria a obrigação de fazer isso) aos quadrinhos. Existem dois modelos de condutas bem claros que são postos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em um momento crucial de <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, sendo mais específico, o duelo final entre os dois personagens centrais desse filme (o Capitão América e o Homem de Ferro) parte da essência da clássica e cultuada série de HQs <i>Guerra Civil </i>da Marvel é transposta em um filme que não faz questão alguma de prestar obediência (e nem deveria ou teria a obrigação de fazer isso) aos quadrinhos. Existem dois modelos de condutas bem claros que são postos em conflito e, nesse ponto do texto, inevitavelmente, recorrerei a <b><u>SPOILERS</u></b>, portanto, <b>SE NÃO ASSISTIU AO FILME, NÃO CHEGUE AO FINAL <u>DESSE PARÁGRAFO INTRODUTÓRIO</u></b>. O Homem de Ferro questiona o <i>status </i>de herói do Capitão América, atribuindo a sua fama a uma simbólica indumentária e ao seu poderoso escudo, que, por sinal, fora feito com o dinheiro e a tecnologia do seu pai, afirma Stark. Imediatamente, Steve Rogers abandona o seu escudo e posteriormente, em uma carta, os próprios Vingadores (mesmo que momentaneamente, é verdade), deixando claro que o que o torna um herói não é o escudo, a roupa ou mesmo o reconhecimento público conferido pela simbologia em torno do Capitão América ou do <i>status </i>legal de líder dos Vingadores, mas sim a sua conduta ética. Esse talvez seja o ponto máximo em que <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>consegue levar a Marvel Studios a um patamar um pouco acima do perfil burocrático que os seus filmes seguiram até então, permitindo discussões tão interessantes quanto aquelas que foram provocadas por <i>Guerra Civil </i>nas HQs.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>O FILME <u>SEM SPOILERS </u>AGORA</b>. E <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>segue esse tom. O filme está longe de seguir a urgência das HQs <i>Guerra Civil</i>, que trazia discussões sobre a conduta dos EUA pós-11 de setembro em sua atuação contra o terrorismo numa oposição entre segurança (defendida pelo Homem de Ferro) e liberdade (Capitão América) &#8211; e desculpem as comparações, mas é inevitável, o próprio filme se submete a esse risco quando se intitula <i>Guerra Civil</i>. Essa corajosa discussão política, contudo, é diluída no longa, que não toma decisões tão enérgicas assim sobre o futuro dos seus personagens quanto seu vínculo prometera. No filme dos irmãos Russo, existe um conflito ideológico em &#8220;carne viva&#8221;, mas as motivações são muito mais de ordem pessoal, sobretudo pelo ponto de vista do Tony Stark.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>E antes que alguns comecem a virar o nariz para o que escrevo sobre o filme, problematizar esse aspecto da obra, que, na verdade, acaba externando um &#8220;calcanhar de Aquiles&#8221; de toda a produção da Marvel Studios nesse projeto <i>Vingadores </i>desde o longa <i>Homem de Ferro </i>em 2008, não implica que este que vos escreve não reconhece as qualidades desse longa em especial e de tudo a Marvel e seus produtores fizeram até aqui. Acontece que, o resultado de <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, ainda que consiga ser mais corajoso, maduro e com personalidade do que outros trabalhos da Marvel Studios, é obstacularizado pelo receio que os envolvidos sempre têm de produzir uma obra que desagrade um nicho do público. Os filmes são homogêneos e não tem muita coragem para tomar decisões extremas que, de fato, possam elevar o tom de urgência de seus temas e modificar drasticamente o curso dos seus personagens, levando-os a mudanças mais radicais. Mesmo em <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, talvez o longa que assuma as decisões mais enérgicas do estúdio com relação às dinâmicas dos seus personagens, qualquer movimento além do esperado para um filme Marvel Studios é inibido por alguma piada ou mesmo um <i>happy end</i>.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p> Manter esse tom é errado? Não necessariamente, e talvez essa reflexão particular que faço em formato de crítica seja uma questão de &#8220;paladar&#8221; cinematográfico do autor desse texto. Acontece que quando temos uma linha ascendente de longas que demonstraram desejar ir além do &#8220;feijão com arroz&#8221; da Marvel Studios (um &#8220;feijão com arroz&#8221; bom, mas que não deixa de ser um &#8220;feijão com arroz&#8221;) como <i>Capitão América 2 &#8211; Soldado Invernal </i>e, até mesmo, <i>Guardiões da Galáxia</i>, <i>Homem-Formiga </i>e <i>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</i>, longas que permitiram, em diferentes tons, aos seus diretores irem além do manual Marvel de fazer filmes e imprimiram uma certa personalidade aos projetos, cria-se uma expectativa grande para um longa com a dimensão prometida em <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil</i>, que não deixa de esgarçar as possibilidades dramáticas do universo, mas que também é muito tímido em determinados momentos nos quais visivelmente poderia colocar a produção do estúdio em outro patamar. Acredito que essa problematização/ reflexão seja importante para que a gente possa sair dessa polarização pobre que costuma dominar a discussão sobre o cinema nos últimos tempos, simplificando as coisas entre o &#8220;gosto&#8221; ou &#8220;não gosto&#8221;, entre aqueles que odeiam e amam sem concessões os filmes. Esse tipo de exercício reflexivo, acredito, é interessante e bem-vindo, enriquece o debate e nossa percepção não apenas sobre a obra em si, mas sobre o que ela representa e traz do seu próprio modelo de produção.</p>
</div>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5952" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/04/13059445_10206665833941343_1172456252_n.jpg" alt="13059445_10206665833941343_1172456252_n" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Sobre o filme em si, <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>é uma experiência bem divertida e é interessante notar como os irmãos Joe e Anthony Russo conseguem costurar a trama do longa e desenvolver as demandas requeridas pelo seu grupo numeroso de personagens sem deixar a desejar no tratamento de nenhum deles, mesmo aqueles que estão no filme como alívio cômico somente, como é o caso do Homem-Formiga de Paul Rudd. Claro que há um realce no tratamento que os realizadores dão ao Capitão América e ao Homem de Ferro (sobre esse último, talvez a contribuição seja muito benéfica, tendo em vista o estado automático que o personagem andava de uns tempos para cá), mas há um tratamento interessante para a Viúva Negra, o Soldado Invernal, o Falcão e até para os novatos Pantera Negra e Homem-Aranha, introduzido nesse quadro de personagens de maneira resumidamente brilhante. Os diretores, assim como fizeram em <i>Soldado Invernal</i>, também conduzem muito bem as sequências de ação do filme, fazendo o espectador compreender o movimento dos seus personagens em cenas dinâmicas e marcadas por uma forte interação entre eles, além de usarem com eficiência os recursos tecnológicos à disposição de um filme desse porte.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em suma, <i>Capitão América &#8211; Guerra Civil </i>é um filme que valeu a pena esperar. É certo que chega aos cinemas coberto de expectativas e com um boca-a-boca exagerado que o anuncia como &#8220;o melhor filme de super-heróis já feito&#8221;, &#8220;o melhor filme da Marvel Studios&#8221;, &#8220;o melhor filme do ano&#8221; etc. Particularmente, e em um primeiro contato (nenhuma palavra sobre obra alguma pode ser definitiva e está sempre sujeita a revisões), não vejo o filme se enquadrar em nenhum desses títulos. É um longa marcado pelos momentos mais dramáticos e pelas decisões mais extremas do estúdio com relação aos seus personagens, muito eficiente técnica e narrativamente, mas que também sofre por ser uma história que tem o potencial de ir além do que realmente foi e que não avança mais em prol de todo um manual de produção cinematográfica que é muito cômodo aos envolvidos. Tem infinitas qualidades, mas também é um filme cujos falhas são reflexo de uma política diplomática da Marvel Studios de atender a várias demandas ao mesmo tempo (às do público nerd, dos cinéfilos, do espectador esporádico de cinema etc.) que, curiosamente, é responsável pelos seus méritos. Entrega uma narrativa &#8220;basicona&#8221; que vai um pouco além do que a gente está acostumado a ver eles realizarem, mas que também não é marcada por tanta coragem assim quanto se esperava, sobretudo depois de um filme tão interessante quanto <i>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal. </i></p>
</div>
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		<title>Balanço: Temporada Blockbuster 2014</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2014 23:50:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios. Os melhores filmes Para quem estava cansado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que já estamos no segundo semestre de 2014 (o tempo passa rápido&#8230;), chegou a hora de começarmos a fazer os primeiros balanços do ano. Claro que o principal deles é o da temporada de verão norte-americana, conhecida por trazer em seu calendário as principais super-produções da indústria cinematográfica. Esse ano o rendimento foi bem menor que o potencialmente esperado, no entanto, o que predominou foi a qualidade dos principais títulos dos estúdios.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1664 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_-620x205.jpg" alt="MV5BMzA2NDkwODAwM15BMl5BanBnXkFtZTgwODk5MTgzMTE@._V1_SX640_SY720_" width="620" height="205" /></a></p>
<p><strong>Os melhores filmes<br />
</strong></p>
<p>Para quem estava cansado do marasmo  da Marvel e começava a perceber que, em função do projeto <em>Os Vingadores</em>, o estúdio uniformizava seus títulos foi surpreendido com dois dos melhores filmes do catálogo da empresa e , consequentemente, da temporada: <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal </em>e <em>Guardiões da Galáxia</em>. Ambos também figuram entre as produções mais rentáveis das férias. Até o momento, <em>Capitão América 2 </em>é a maior bilheteria de 2014, com mais de US$ 259 milhões no bolso (ainda que sua equação com o orçamento de US$ 170 milhões não compense o resultado), e <em>Guardiões da Galáxia </em>foi a melhor estreia do mês de agosto de todos os tempos, cravando mais de US$ 92 milhões somente no seu <em>debut.</em></p>
<p><strong><em>Capitão América 2 </em></strong>superou as expectativas para um filme da Marvel ao trazer um autêntico <em>thriller </em>com altas doses de conspiração política que, pela primeira vez, de fato, vira o universo de <em>Os Vingadores </em>de cabeça para baixo. A continuação nos faz ter esperança de que, dessa vez, exista uma justificativa plausível para a união dos <em>Vingadores </em>e que eles enfrentem um perigo realmente ameaçador. Dirigido por uma dupla improvável, Anthony e Joe Russo (ambos de comédias descartáveis como <em>Dois é bom, Três é demais</em>), <em>Capitão América </em><em>2 </em>apresenta tomadas irretocáveis tecnicamente e consegue dosar a gravidade necessária ao universo de Steve Rogers com a falta de compromisso inerente às tramas da Marvel. Enfim, um grande acerto. <strong><em>Guardiões da Galáxia</em></strong>, por sua vez, é o grande achado do estúdio nos últimos anos. Irreverente, levemente anárquico e muito divertido, o filme de James Gunn coloca o catálogo do estúdio em um outro nível. Beneficiado por ser um dos materiais menos conhecidos da Marvel, <em>Guardiões da Galáxia </em>encontrou uma assinatura própria nas mãos do seu diretor e do seu protagonista, Chris Pratt, definitivo como Peter Quill, ou melhor, Star Lord.</p>
<p>Apesar de não fazer parte do catálogo da Marvel Studios (por relações contratuais prévias com a Fox, a franquia não é controlada por Stan Lee e cia.), a trajetória de<strong> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em></strong>pode ser adicionada a ótima campanha da marca de HQs nessa temporada cinematográfica. A Fox trouxe de volta Bryan Singer, que desde que deixou a direção dos filmes da saga em <em>X-Men 2</em> não fez nada que valha a pena destacar, e fez um dos melhores filmes da série cinematográfica, resgatando determinados elementos descartados em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, mas mantendo o respeito com o caminho percorrido pelos mutantes no cinema até aqui, ao unir a jovem e a velha guarda do grupo de heróis. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>nos faz querer que Singer fique por muitos anos no comando da saga pois ele é um dos realizadores que mais entendem o caráter singular dessa HQ da Marvel. Nas bilheterias norte-americanas, o longa de Singer teve dificuldades para ultrapassar o seu orçamento, mas teve a compensação no mercado internacional, o que garante com folga a longevidade da franquia. Com a crítica, não há o que se discutir, foi um dos projetos <em>X-Men </em>mais bem resenhados.</p>
<p>Completa a lista, <strong><em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em></strong>que segue o caminho do filme anterior, lançado em 2011. Também produzido pela Fox, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto </em>recebeu uma injeção de ânimo no orçamento e alcança um nível de perfeição técnica superior ao primeiro longa, ainda que peque em seu 3D. Como narrativa, <em>O Confronto </em>eleva <em>Planeta dos Macacos </em>ao patamar de uma das sagas com a melhor execução do seu conceito e da sua condução. Nada no filme é gratuito, desde a evolução dos seus personagens até as interessantes sequências de ação que preenchem o longa pontualmente. Com US$ 190 milhões arrecadados no mercado norte-americano, <em>Planeta dos Macacos &#8211; O Confronto</em> ainda promete ser um dos títulos mais lucrativos do estúdio nessa temporada.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1665 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/cameron-diaz-600x450-620x250.jpg" alt="cameron-diaz-600x450" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong> Os piores filmes</strong></p>
<p>Como nem tudo são flores, o verão hollywoodiano também nos proporcionou algumas das maiores bombas do ano, seríssimos candidatos ao Framboesa de Ouro, deixando claro que mencionaremos apenas os títulos assistidos. Assim, já antevendo os clamores, <em>Juntos e</em> <em>Misturados</em>, por exemplo, não faz parte da lista encabeçada, é claro, por <strong><em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em></strong>, mais recente capítulo da franquia que é &#8220;prazer culposo&#8221; de 9 em cada 10 críticos de cinema. Digo &#8220;prazer culposo&#8221; porque não deixa de ser uma experiência proveitosa assistir os filmes de Michael Bay para aprender na prática o que não se deve fazer no cinema. <em>A Era da Extinção </em>segue os mesmos cacoetes da trilogia anterior protagonizada por Shia LaBeouf: o filme é desnecessariamente extenso, não tem a mínima sutileza e apresenta um roteiro praticamente nulo. O longa é seguido da comédia <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque </em></strong>que utilizou um elenco feminino encabeçado por Cameron Diaz e Leslie Mann para contar uma história extremamente machista, calcada em estereótipos femininos mofados que, ainda bem, já vemos com menos frequência nas telas. Podemos adicionar à seleção <strong><em>Transcendence &#8211; A Revolução</em></strong>, uma das maiores decepções do ano se levarmos em consideração as expectativas depositadas no longa por ser a primeira direção de Wally Pfister, diretor de fotografia dos filmes de Christopher Nolan. Pfister utilizou um elenco formado por Johnny Depp, Rebecca Hall, Morgan Freeman, Paul Bettany e Cillian Murphy para contar uma história com um conceito que se torna ainda mais frágil com o seu desfecho equivocado e confuso.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1666 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars-620x244.jpg" alt="shailene-woodley-hazel-grace-the-fault-in-our-stars" width="620" height="244" /></a></p>
<p><strong>As mulheres de volta ao Box Office</strong></p>
<p>A temporada de férias 2014, por sua vez, foi celebrada pelo nicho feminino da indústria. Muitos títulos protagonizados por mulheres, alguns deles com mensagens de teor feminista, estão entre os títulos mais rentáveis do ano. Esse fato é enaltecido porque, tradicionalmente, o Box Office norte-americano é protagonizado por filmes de ação masculinos com apelo juvenil que colocam as mulheres sempre em segundo plano como objeto sexual já que o maior público pagante das bilheterias ainda é formado por adolescentes do sexo masculino.<strong> <em>Malévola</em></strong>, com <strong>Angelina Jolie</strong>, um dos títulos que integra essa fase de redefinição de arquétipos femininos da Disney, está no topo dessa lista, ocupando a quarta posição das maiores bilheterias do ano, perdendo apenas para seu extremo oposto <em>Transformers &#8211; A Era da Extinção</em><em> (3º), </em>a animação <em>Uma Aventura Lego </em>(2º) e <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal (1º)</em>. Essa nova safra bem-sucedida de <em>blockbusters </em>&#8220;femininos&#8221; também é protagonizada pela jovem <strong>Shailene Woodley</strong> que, de talento promissor em <em>Os Descendentes</em>, transformou-se em um dos maiores nomes da indústria atualmente com a repercussão de <strong><em>Divergente </em></strong>e <strong><em>A Culpa é das Estrelas</em></strong>, 11ª e 15ª posição no ranking geral das bilheterias. Completa o grupo <strong>Scarlett Johansson</strong>, que ocupou a primeira posição nas bilheterias da semana passada com o longa de Luc Besson <strong><em>Lucy</em></strong>.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1667 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/Other-Woman-Style-620x298.jpg" alt="Other-Woman-Style" width="620" height="298" /></a></p>
<p><strong>Oh, Cameron&#8230;</strong></p>
<p>Apesar da temporada ter sido feminina, uma das suas representantes não se saiu tão bem assim com dois títulos em cartaz: <strong>Cameron Diaz</strong>. Com <strong><em>Mulheres ao</em> <em>Ataque</em></strong>, a atriz conseguiu o repúdio da crítica, sobretudo a feminina, como já dissemos, e  <strong><em>Sex Tape &#8211; Perdido da Nuvem </em></strong>, que acaba de ser lançado nos EUA,  seguiu o mesmo caminho.  Ou seja, a atriz precisa se reinventar com urgência ou escolher um agente melhor!</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539.jpg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-1669 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/ed1-960x539-620x250.jpg" alt="ed1-960x539" width="620" height="250" /></a></p>
<p><strong>Prejuízos financeiros</strong></p>
<p>Dois títulos renderam abaixo do esperado em 2014. A comédia <strong><em>Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola </em></strong>de Seth MacFarlane não acompanhou o ótimo desempenho do filme anterior do humorista, <em>Ted</em>, ainda que contasse com um elenco atraente o suficiente para tanto (Charlize Theron, Liam Neeson, Amanda Seyfried&#8230;). O filme arrecadou somente US$ 42 milhões nos EUA, sendo que seu orçamento é de  US$ 40 milhões cravados. Já <strong><em>No Limite do Amanhã </em></strong>teve a baixa repercussão esperada nos EUA em função das últimas performances de Tom Cruise nas bilheterias locais. O novo filme do ator arrecadou US$98 milhões, sendo que custou US$ 170 milhões para a Warner. No entanto, o filme teve uma ótima arrecadação internacional, o que acabou compensando no final das contas.</p>
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		<title>Crítica: Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Apr 2014 17:44:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar do inquestionável êxito financeiro da Marvel Studios na indústria cinematográfica com a construção filme após filme do projeto Os Vingadores, &#8220;subfranquias&#8221; como Homem de Ferro e Thor nunca conseguiram se firmar com universos próprios ou mesmo trazer algo de relevante que justificasse a reunião dos seus principais personagens em um único longa . De todos, Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador era o filme mais consistente, tanto na composição de um universo próprio para seu protagonista quanto na existência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/wintersoldier-empire-cap-perfil.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-629 alignleft" alt="Capitão América 2 - O Soldado Invernal" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/wintersoldier-empire-cap-perfil-620x380.jpg" width="434" height="266" /></a>Apesar do inquestionável êxito financeiro da Marvel Studios na indústria cinematográfica com a construção filme após filme do projeto <em>Os Vingadores</em>, &#8220;subfranquias&#8221; como <em>Homem de Ferro</em> e <em>Thor</em> nunca conseguiram se firmar com universos próprios ou mesmo trazer algo de relevante que justificasse a reunião dos seus principais personagens em um único longa . De todos, <em>Capitão América &#8211; O Primeiro Vingador</em> era o filme mais consistente, tanto na composição de um universo próprio para seu protagonista quanto na existência de pistas plausíveis e coerentes com o grande evento que a Marvel pretendia fazer ao reunir Capitão América, Homem de Ferro, Hulk, Viúva Negra e Thor. Eis que <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal</em> é tão consistente na execução desses propósitos quanto a aventura solo anterior do seu protagonista.</p>
<p>Diretor do primeiro filme e cria de Steven Spielberg, Joe Johnston cede a cadeira para os irmãos Anthony e Joe Russo, que tinham no currículo a direção da comédia <em>Dois é Bom, Três é Demais</em>, com Kate Hudson, enfim, nada que enchesse os olhos. Para completar, com os eventos ocorridos no primeiro filme e em <em>Os Vingadores</em>, o Capitão América seria transportado, em seu segundo longa, para o tempo presente, perdendo o charme e o diferencial do personagem, o primeiro e único a protagonizar um filme de época no estúdio. Dessa forma, tudo indicava que <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal</em> seguiria a mesma trajetória monocórdica de <em>Homem de Ferro</em> e <em>Thor</em>. O que, ainda bem, não aconteceu.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/captain-america-the-winter-soldier-chris-evans-scarlett-johansson.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-630 alignright" alt="Capitão América" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/captain-america-the-winter-soldier-chris-evans-scarlett-johansson-600x400.jpg" width="420" height="280" /></a>O longa se passa logo após os eventos de <em>Os Vingadores</em> e mostra Steve Rogers, o Capitão América, tentando se adaptar ao novo século e exercendo uma função chave na S.H.I.E.L.D ao lado de Nick Fury e da Viúva Negra. Rogers então é surpreendido pela ameaça de um novo e misterioso agente e por conspirações nos mais altos cargos investigativos do governo norte-americano.</p>
<p><em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal</em> segue o esquema &#8220;quadradinho&#8221; da Marvel. O filme não surpreende esteticamente o espectador, nem subverte qualquer esquema narrativo conferido a histórias similares. No entanto, o longa é muito bem amarrado e consegue prender sequência a sequência o público com eventos que de fato conferem o grau de urgência e perigo necessário a qualquer história de super-heróis e que infelizmente foi esquecido gradualmente pelo estúdio. Em <em>Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal</em> acontecem situações que deixam o espectador temeroso pelo destino dos personagens e faz, finalmente, surgir a necessidade de uma reunião de forças em <em>Os Vingadores 2</em>.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/captain-america-winter-soldier-robert-redford-chris-evans-photo-captain-america-2.jpg"><img decoding="async" class=" wp-image-631 alignleft" alt="Capitão America" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/captain-america-winter-soldier-robert-redford-chris-evans-photo-captain-america-2.jpg" width="406" height="246" /></a>Os irmãos Russo conferiram uma atmosfera que, ainda que muito <em>clean</em>, passam para o espectador a precisa sensação de um thriller de conspirações políticas de mexer com os nervos de qualquer um. Chris Evans está mais uma vez excelente como Steve Rogers, incorporando com naturalidade os já conhecidos valores tradicionais do personagem que se contrapõem ao cinismo rotineiro dos seus companheiros de gênero. Scarlett Johansson, por sua vez, dá um grande salto na construção de sua Viúva Negra, que de fetiche em <em>Homem de Ferro 2</em> conseguiu ganhar consistência e humanidade nesse longa. Já Samuel L. Jackson está habitualmente confortável na pele de Nick Fury, dessa vez ao lado de Robert Redford, que faz um personagem incomum em sua carreira, mas de maneira bem interessante.</p>
<p>Projetos ambiciosos como o projeto <em>Os Vingadores</em> merecem justificativas consistentes para sua existência. E se, até então, elas faltavam nos longas que a Marvel vinha apresentando ano após ano, fiquemos sossegados porque<em> Capitão América 2 &#8211; O Soldado Invernal </em>finalmente prepara o terreno para algo grande e realmente entusiasmador nesse universo tão peculiar de Stan Lee.</p>
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		<title>Estreias da Semana &#8211; 10 a 16 de abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2014 17:54:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão América 2 - O Soldado Invernal]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Confia em Mim]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta semana poucos filmes estrearam no cinema, já que Capitão América promete tomar conta da maioria das salas de cinema da cidade. A boa notícia é que muita gente tem gostado do filme, inclusive, afirmando que ele é o melhor de super-herói dos últimos anos. Além dele, a estreia do nacional Confia em Mim, que também tem recebido críticas positivas. Vamos conferir! Capitão América 2 – O Soldado Invernal Direção: Anthony e Joe Russo Elenco: Chris Evans, Scarlett Johansson, Samuel [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana poucos filmes estrearam no cinema, já que <em>Capitão América</em> promete tomar conta da maioria das salas de cinema da cidade. A boa notícia é que muita gente tem gostado do filme, inclusive, afirmando que ele é o melhor de super-herói dos últimos anos. Além dele, a estreia do nacional <em>Confia em Mim</em>, que também tem recebido críticas positivas. Vamos conferir!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/11-de-abril-Capitão-América-2-O-Soldado-Invernal.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-591" alt="11-de-abril-Capitão-América-2-O-Soldado-Invernal" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/11-de-abril-Capitão-América-2-O-Soldado-Invernal-620x348.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Capitão América 2 – O Soldado Invernal</em></strong><br />
<strong>Direção:</strong> Anthony e Joe Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Chris Evans, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Anthony Mackie</p>
<p>Neste segundo episódio da série <em>Capitão América</em>, que cronologicamente dá continuidade ao filme <em>Os Vingadores</em>, o herói americano continua se dedicando ao seu trabalho na S.H.I.E.L.D., enquanto se adapta ao fato de que, por ter sido congelado, acordou muitos anos após a sua época. Ele se une à Viúva Negra para combater um grande inimigo que ameaça a S.H.I.E.L.D., o misterioso Soldado Invernal. O longa vem sendo apontado como o melhor filme de super-herói dos estúdios Marvel.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/IA33cvSQDOo" height="348" width="620" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/os-atores-mateus-solano-e-fernanda-machado-no-filme-confia-em-mim-1391087001255_956x500.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-592" alt="os-atores-mateus-solano-e-fernanda-machado-no-filme-confia-em-mim-1391087001255_956x500" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/04/os-atores-mateus-solano-e-fernanda-machado-no-filme-confia-em-mim-1391087001255_956x500-620x348.jpg" width="620" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Confia em Mim</strong></em><br />
<strong> Direção:</strong> Michel Tikhomiroff<br />
<strong>Elenco:</strong> Mateus Solano, Fernanda Machado</p>
<p>O longa nacional de suspense conta a história de Mari, uma aspirante a cozinheira que sonha em ter seu próprio restaurante. Em meio a esse desejo profissional, ela conhece Caio, um cara que além de simpático, ajuda ela na conquista do sonho. O que ela não poderia esperar, no entanto, é que ele não passa de um estelionatário que foge com todo seu dinheiro destinado ao negócio próprio. Mari parte, ao lado da polícia, em uma busca frenética para encontrar o cara e recuperar seu dinheiro.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/p0NDYHmW18s" height="348" width="620" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/estreias-da-semana-10-a-16-de-abril/">Estreias da Semana &#8211; 10 a 16 de abril</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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