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	<title>Arquivos Bryce Dallas Howard - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Bryce Dallas Howard - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Jurassic World &#8211; Domínio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 18:22:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jurassic World &#8211; Domínio chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, Jurassic World e a saudosa Jurassic Park. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história. O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong> </em>chega aos cinemas para deixar os fãs de dinossauros em polvorosa. Isso porque este longa consegue unir as duas franquias, <em>Jurassic World</em> e a saudosa <em>Jurassic Park</em>. Por si só, isso já seria motivo o suficiente para ficarmos bastante empolgados com a trama. Indo além, o longa nos oferece um toque de nostalgia na medida, nos fazendo envolver novamente com a história.</p>
<p>O mundo agora convive diariamente com os dinossauros, depois que a Ilha Nublar foi destruída. É algo como andar na rua e se deparar com algum desses bichos. Ainda assim, os cientistas estudam os impactos que isso pode ter na ordem da Terra, nas cadeias alimentares e tudo mais. Enquanto isso, Claire (Bryce Dallas Howard, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-rocketman/"><em>Rocketman</em></a>) e Owen (Chris Pratt, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>) lidam com a presença de Maisie (Isabella Sermon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jurassic-world-reino-ameacado/"><em>Jurassic World: Reino Ameaçado</em></a>), a garota que foi clonada pela filha do dono do Jurassic Park e agora é perseguida por uma grande corporação.</p>
<p>Ellie Sattler (Laura Dern, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) ressurge incrível e maravilhosa para investigar o aparecimento de insetos gigantes que estão devastando plantações inteiras e aterrorizando as pessoas. Ela pede a ajuda, então, de seu grande amigo das antigas Alan Grant (Sam Neil, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>) já que tem uma suspeita de que uma grande corporação está fazendo uma mutação genética.</p>
<p><em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em> é um grande serviço aos fãs, pois toca em todos os pontos de memória afetiva que podemos ter. Eles relembram cenas e personagens a todo momento, mas de maneira sutil para não perder a personalidade do longa em questão. São animais que surgem, reencontros carinhos, personagens fisicamente parecidos com anteriores e por aí vai. Cena após cena, somos imersos mais uma vez neste universo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15559" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg" alt="Jurassic World - Domínio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/06/1651181019_Jurassic-World-Dominion-IMAX-Poster-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>E é justamente essa imersão que faz o filme funcionar muito bem. Eu particularmente sempre critiquei <em>Jurassic World</em> por não conseguir fazer o espectador se envolver tanto quanto Jurassic Park. E esse filme corrige muito bem este problema. Não sei se apenas pela retomada de personagens principais da trilogia anterior ou pelo próprio roteiro que adota estratégias inteligentes.</p>
<p>Tratando tudo com mais objetividade, o longa não tem um grande <em>plot twist</em> ou milhares de inimigos que vão surgindo tal qual ratos do bueiro. Ele segue uma linha mais dos anos 1990 (que muito me agrada), onde não se tinha tanta pressa em contar a história, pois se criavam menos arcos narrativos. Desta forma, conseguimos nos envolver mais e comprar a ideia que está sendo vendida ali.</p>
<p>A relação de Claire e Owen tem esse adicional de ter uma filha na personagem de Maisie e como o casal se une para defender aquilo que ama e acredita. Eles não são o grande foco deste filme (e com razão), mas ainda assim seguem como protagonistas. Temos ainda a adição simpática de Kayla (DeWanda Wise, <em>Paternidade</em>) que funciona com uma ótima coadjuvante na história.</p>
<p>O grande trunfo de <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio</strong></em>, no entanto, é retomar a dinâmica de Ellie e Alan. E como é bom relembrar o quanto eles eram ótimos em cena. Uma parceria que deu certo lá atrás e só reforçou aqui. Os dois se reencontram depois de anos de falta de contato e a chama de uma possível relação amorosa ressurge, deixando o espectador ansioso com essa possibilidade. Mesmo sem ter muitas informações sobre a missão, Alan rapidamente topa a proposta de Ellie pois sabe que vai sair daquela fase de inércia e solidão em que se encontra.</p>
<p>Não acho que ser um serviço aos fãs seja um demérito, principalmente quando temos equilíbrio e um roteiro bem trabalho. E é justamente isso que acontece aqui em <em><strong>Jurassic World &#8211; Domínio. </strong></em>Ainda que tenham algumas falhas de ritmo no meio do caminho, o filme funciona muito bem e é um ótimo entretenimento, até mesmo para aqueles que não são fãs assíduos do parque dos dinossauros.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Colin Trevorrow</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum, Laura Dern, Sam Neil, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, Isabella Sermon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/kATdt-lCnU8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Rocketman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 19:56:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando um filme como Rocketman é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como Bohemian Rhapsody. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva. Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um filme como <strong>Rocketman</strong> é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como <em>Bohemian Rhapsody</em>. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva.</p>
<p>Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, o filme se propõe a explanar de maneira sincera a trajetória do músico, desde sua infância até o auge de sua carreira e momentâneo declínio. Tudo isso sob uma ótica psicológica.</p>
<p>Já ouvimos falar de um roteiro semelhante, não é? Então, <em>Bohemian Rhapsody</em> é justamente a mesma coisa, só que contando a história da banda Queen, com foco em seu vocalista Freddie Mercury.E entendam: eu não odeio <em>Bohemian</em>. Mas os problemas de mudança de diretores ficaram claros no ritmo do longa e na atuação afetada de Rami Malek.</p>
<p>Diferente disso, temos <em><strong>Rocketman</strong></em>, que é um longa musical. Sim, um musical. Ele não conta a história de composição das músicas, e sim as utiliza como pano de fundo para a narrativa do protagonista, que vai contando a sua própria história. E o viés da psicologia é que torna tudo mais palatável para o espectador</p>
<p>Taron Egerton (<em>Kingsman</em>) surge como uma grata surpresa na pele de Elton, assumindo todo o seu estilo e trejeitos, mas respeitando o espaço que o personagem pede. Ele foi orientado pelo próprio cantor, o que faz uma imensa diferença. Aliás, o fato do Elton John da vida real assumir a produção executiva é decisivo para o bom resultado do longa. Ele traz a realidade de maneira crua e, embora não vá tão afundo em questões como a dependência química, não se esquiva de mostrar todos os seus traumas em cena.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10618" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Curiosamente, o diretor Dexter Fletcher (<em>Voando Alto</em>) participou da produção executiva de <em>Bohemian</em>, o que nos leva a crer que ele pode observar os erros do primeiro e não aplicar no segundo. A direção é segura e crescente, dando espaço para os personagens, sem perder o foco no protagonista, que é um espetáculo à parte. Ele não deixa de falar de tema importantes como o vício em álcool e drogas, e a homossexualidade do cantor.</p>
<p>Além disso, outro fator importante e decisivo para o resultado do longa é o fato de que acompanhamos a história através do próprio protagonista, contando tudo em uma clínica de reabilitação. Sendo assim, temos dois fatores: primeiro, que entendemos que tudo aquilo é uma visão dele dos fatos; segundo, que a evolução dele na trama é amparada pelo cuidado psicológico, que justifica sua mudança de comportamento.</p>
<p>Ao final de <strong><em>Rocketman</em></strong>, temos uma das cenas mais bonitas de todo o filme e recheada de significados, que é quando Elton adulto abraça o Elton criança e entende todos os traumas emocionais que ele tem, mas decide seguir no seu &#8220;eu adulto&#8221;. É lindo e comovente, além de extremamente coerente.</p>
<p>Percebemos com esse longa que por trás do astro, existe um ser humano comum e com traumas. Com um passado emocional difícil e que ser irreverente do jeito que é foi a forma que ele encontrou para pertencer ao mundo. O filme rompe um pouco a narrativa nos momentos de música, que ficam mais no âmbito da fantasia, mas mantendo o enredo e a construção do personagem.</p>
<p>Mesmo quem não é um grande fã de Elton John e apenas conhece as suas principais músicas, vai gostar de conhecer e acompanhar a trajetória do astro, criando empatia pela figura dele. <em><strong>Rocketman</strong></em> é um musical redondo, de qualidade e que merece ser apreciado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dexter Fletcher<br />
<strong>Elenco:</strong> Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard, Gemma Jones, Stephen Graham, Tom Bennett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/z7jSOLxCjhc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jurassic World &#8211; Reino Ameaçado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2018 23:04:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para qualquer fã de Jurassic Park sempre foi uma pena ver a criação de Steven Spielberg e do escritor Michael Crichton perdida em continuações que giravam em círculos, explorando ainda a ideia do retorno de pessoas à ilha que abrigou o mal sucedido parque dos dinossauros do milionário John Hammond (Richard Attenborough), atração que, por sinal, sequer chegou a ver a luz do dia após a desastrosa experiência pré-inaugural com alguns cientistas. O Mundo Perdido: Jurassic Park e Jurassic Park 3 eram filmes sustentados basicamente na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Para qualquer fã de <i>Jurassic Park </i>sempre foi uma pena ver a criação de Steven Spielberg e do escritor Michael Crichton perdida em continuações que giravam em círculos, explorando ainda a ideia do retorno de pessoas à ilha que abrigou o mal sucedido parque dos dinossauros do milionário John Hammond (Richard Attenborough), atração que, por sinal, sequer chegou a ver a luz do dia após a desastrosa experiência pré-inaugural com alguns cientistas. <i>O Mundo Perdido: Jurassic Park </i>e <i>Jurassic Park 3 </i>eram filmes sustentados basicamente na ideia de que seres humanos correndo de dinossauros famintos proporcionava diversão, fazendo com que todas as pontuais discussões de <i>Jurassic Park </i>sobre os limites da descoberta científica através da manipulação genética e as possibilidades de expansão daquele universo nunca estivessem na ordem de preocupações das suas pautas criativas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ainda que não seja um ponto pacífico entre fãs e críticos, <i>Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros </i>de 2015 foi o primeiro filme derivado de <i>Jurassic Park </i>que realizou o que acabamos de mencionar. O filme de Colin Trevorrow revitalizou o parque, permitindo que, pela primeira vez o víssemos em &#8220;perfeito&#8221; funcionamento, trazendo de volta ainda questões relativas ao uso da ciência através do conflito em torno do híbrido Indominus Rex, a cobiça de homens gananciosos pelo feito genético (sempre eles) e o uso dos animais para fins que não fossem apenas o do entretenimento, como era o caso do interesse de militares pelos velociraptors treinados por Owen Grady (Chris Pratt). Claro que &#8220;humanos correndo de dinossauros&#8221; fazia parte do pacote, mas <i>Jurassic World </i>se esforçou bem mais que seus antecessores na busca por novos horizontes para aquele universo.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9016" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Jurassic-World-Reino-Ameaçado_.jpeg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i><b>Jurassic World: Reino Ameaçado</b> </i>segue a mesma linha do filme de 2015 de Trevorrow, que agora assume a produção e passa a direção para o espanhol J. A. Bayona (de <i>O Impossível </i>e <i>O Orfanato</i>). Na história, Claire (Bryce Dallas Howard), a administradora do extinto Jurassic World, retorna à ilha Nublar agora como ativista ambiental interessada na preservação dos dinossauros ameaçados de extinção pela atividade de um vulcão prestes a entrar em erupção. Com a ajuda de um milionário, ela retorna ao local para levar algumas espécies a um santuário localizado em uma outra ilha, onde viveriam livre e supostamente isolados da presença humana. Como uma das espécies em questão é a velociraptor Blue, Claire chama o ex-namorado Owen Grady para a missão e parte para o local junto com alguns membros da sua ONG. Ao chegar na ilha, o grupo descobre que existe muito mais por trás da missão de resgate da qual participa.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Jurassic World: Reino Ameaçado</i> algumas discussões são retomadas. Novamente estamos falando do uso de uma descoberta científica por homens que pela vaidade ou pelo dinheiro passam por cima da história de insucessos do parque e querem encontrar formas de seguirem explorando aqueles animais. O roteiro escrito pela dupla  Colin Trevorrow e Derek Connolly segue investindo em novas possibilidades e o surgimento de uma ONG pró-dinossauros interessada em preservar os animais em um santuário é um ponto forte do filme, sobretudo porque traz novos elementos para Claire, que era da mesma equipe e veio da mesma experiência do Jurassic World do Dr. Henry Wu, mas que por culpa e relação afetiva com as criaturas e o legado de Hammond tem uma consciência maior a respeito do destino de Blue e das demais espécies capturadas.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9017" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Jurassic-World-Reino-Ameaçado-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Algo que marca presença nesta continuação de maneira mais intensa que no filme anterior é a relação do treinador Owen Grady interpretado pelo carismático Chris Pratt com a velociraptor Blue, invertendo, como em <i>Jurassic World</i>, toda uma lógica de afirmação da espécie em questão como uma perigosa ameaça para os personagens humanos, ainda que siga implacável como caçadora. Um dos principais vestígios de afeto da nova trilogia está nessa dinâmica estabelecida por Owen com Blue desde que ela era filhote. Aqui está inegavelmente o coração do filme.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Tudo o que apontamos é forte em <i>Jurassic World: Reino Ameaçado</i>. Contudo, um aspecto do longa a ser destacado desta vez é mesmo a presença de J. A. Bayona na direção. Quando Bayona foi contratado pelos produtores da continuação, um aspecto levantado por eles que justificaram a escolha foi a destreza com que o cineasta manipula elementos e estratégias do cinema de horror e como isso dialogava com a proposta de Spielberg em sequências de <i>Jurassic Park </i>que marcaram o público por proporcionar igual efeito, como o primeiro ataque do T-Rex ou o cerco empreendido pelos velociraptors nas dependências do parque. Com a criação de um novo dinossauro, o Indoraptor, ainda mais assustador em seu <i>design </i>que o Indominus Rex do longa anterior, o filme de Bayona cria momentos de muita tensão no longa, alguns deles visualmente exemplares que nos remetem a registros imagéticos típicos dos filmes de monstro, como a sequência na qual o personagem de Toby Jones apresenta o dinossauro preso numa jaula à plateia do leilão ou a perseguição do animal à garotinha Maisie Lockwood, investindo em elementos como sombras do animal ou a exposição da sua anatomia disforme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É certo que, mais uma vez, a franquia adia algo que promete desde <i>O Mundo Perdido: Jurassic Park </i>de 1997, mostrar as consequências da convivência entre humanos e dinossauros no mesmo planeta sem as cercas eletrificadas do parque, algo que só surge aqui no último ato. No entanto, <i>Jurassic World: Reino Ameaçado </i>segue com os mesmos esforços do filme anterior, levando aquele universo para novos lugares, e garantindo muito entretenimento para a plateia com momentos carregados de tensão e senso de aventura sendo mais honesto em seus deslizes e acertos do que boa parte dos <i>blockbusters </i>que tem feito a cabeça da geração atual.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/u2WuN96DSkY" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
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		<title>Crítica: Meu Amigo, o Dragão</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-meu-amigo-o-dragao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2016 13:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bryce Dallas Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Urban]]></category>
		<category><![CDATA[Meu Amigo o Dragão]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Redford]]></category>
		<category><![CDATA[Wes Bentley]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fruto dessa leva de produções em live action da Disney que visam recontar histórias do próprio estúdio, Meu Amigo, o Dragão é o eleito da vez. O longa é baseado em uma produção homônima de 1977 dirigida por Don Chaffey que misturava atores como Shelley Winters, Helen Reddy e Red Buttons com um dragão de animação. O filme narrava a história de um órfão que tinha uma relação de amizade com um simpático dragão mágico chamado Elliot. Da trama original, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Fruto dessa leva de produções em <i>live action </i>da Disney que visam recontar histórias do próprio estúdio, <i>Meu Amigo, o Dragão </i>é o eleito da vez. O longa é baseado em uma produção homônima de 1977 dirigida por Don Chaffey que misturava atores como Shelley Winters, Helen Reddy e Red Buttons com um dragão de animação. O filme narrava a história de um órfão que tinha uma relação de amizade com um simpático dragão mágico chamado Elliot. Da trama original, o longa de David Lowery, diretor do <i>indie Amor Fora da Lei </i>(!!!), aproveita sua espinha dorsal, seguimos acompanhando a história de um jovem e seu fiel amigo cuspidor de fogo. Porém, diferente do filme de  1977, o garoto em questão não sofre abusos em casa ou coisa do tipo. A trama desse filme de 2016 não se passa no início do século XX como o antecessor, ela é ambientada em tempos atuais. Assim, muita coisa mudou.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Meu Amigo, o Dragão</i>, Pete, interpretado com sensibilidade pelo jovem Oakes Fegley, é uma espécie de Tarzan ou Mogli em outro contexto. Ainda pequeno, o garoto perde os pais em um acidente de carro durante uma viagem de férias feita pela família e é imediatamente adotado pelo dragão que habita a floresta próxima da região da tragédia. Por seis anos, os dois vivem naquele lugar sem que ninguém saiba do paradeiro do menino. Tudo muda quando Pete é descoberto por uma guarda florestal interpretada por Bryce Dallas Howard (de <i>Jurassic World</i>) e o dragão passa a ser objeto de cobiça do cunhado da moça, vivido por Karl Urban (de <i>Star Trek: Sem Fronteiras</i>), interessado em lucrar com a captura de uma criatura que todos na região pensavam não passar de uma lenda local.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6762" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/10/petedrag.jpg" alt="petedrag" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Meu Amigo, o Dragão </i>é um daqueles exemplares Disney que conseguem construir uma mensagem universal, trazendo uma história que agrada todas as faixas etárias e tipos de público. Lowery é delicado na maneira como constrói as relações das suas personagens, tanto a de Pete com Elliot, quanto a do garoto com a sua potencial família adotiva. Dos dois lados, o afeto é costurado com cuidado artesão pelo roteiro, pela direção e por seus atores em um filme no qual nada é excessivo. Lowery acerta sobretudo por reduzir o escopo da trama de <i>Meu Amigo, o Dragão </i>tornando-o uma história mais intimista sobre relações familiares que tem preocupação com ações circunscritas em dimensões menores, mas que, ao mesmo tempo, possui brechas para o espetáculo do seu universo fantástico. A força de <i>Meu Amigo, o Dragão </i>está no cuidado com que trata de temas que têm tudo para escorregar na pieguice.  Na sua  base, o longa aborda a família, a amizade e as relações de afeto, tudo o que os contos infantis costumam explorar. Executado em tons suaves, a jornada de Pete e do dragão Elliot ganhou ainda mais força nessa simpática versão.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/n9NdykTYd7k" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Vídeo faz piada com o figurino de Bryce Dallas Howard em Jurassic World</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2015 16:30:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>
		<category><![CDATA[Bryce Dallas Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic Park]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até o presente momento, Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros foi o maior sucesso de público em 2015, ocupando a terceira posição entre os filmes com maior arrecadação na história do cinema (perde apenas para Titanic, em segundo, e Avatar, em primeiro). A despeito do recorde, de todo o clima de nostalgia que o retorno desse universo convoca e da consolidação de Chris Pratt como o astro do momento em Hollywood, um aspecto do longa surge constantemente como pauta quando discutimos o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/bryce_dallas_howard_71978.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-3196" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/07/bryce_dallas_howard_71978.jpg" alt="bryce_dallas_howard_71978" width="600" height="300" /></a></p>
<p>Até o presente momento, <em><strong>Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros</strong> </em>foi o maior sucesso de público em 2015, ocupando a terceira posição entre os filmes com maior arrecadação na história do cinema (perde apenas para <em>Titanic</em>, em segundo, e <em>Avatar</em>, em primeiro). A despeito do recorde, de todo o clima de nostalgia que o retorno desse universo convoca e da consolidação de Chris Pratt como o astro do momento em Hollywood, um aspecto do longa surge constantemente como pauta quando discutimos o retorno dos dinos criados por Steven Spielberg ao panteão das franquias cinematográficas: o salto alto da personagem de<strong> Bryce Dallas Howard</strong>, a supervisora do parque Claire Dearing, que mesmo &#8220;mulambenta&#8221;, suja de lama e correndo de um tiranossauro, três velociraptors e do indominus rex preservava intacto um irretocável agulha.</p>
<p>Durante a promoção do filme, Bryce chegou a comentar sobre o assunto em suas entrevistas (acreditem!). A Variety, a atriz disse: &#8220;No começo eu cheguei a ser contra a ideia de usá-los, mas durante um dia das filmagens eu olhei para Colin (Treverrow, diretor do filme) e falei &#8216;Acho que vou continuar com salto'&#8221;. De tão comentado, o assunto virou piada e não podemos esquecer do momento épico em que Chris Pratt, colega de cena de Bryce, correu de salto alto no programa de James Corden (clique <a href="https://www.youtube.com/watch?v=oqwU6SahymQ">aqui </a>para assisti-lo). E a &#8220;zuera&#8221; continua com a divulgação esse mês de um vídeo que promove uma suposta edição da franquia <em>Jurassic Park </em>em DVD na versão <em>high heels </em>(salto alto em inglês). Assista ao vídeo abaixo:</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/_RZi6NCuLbQ" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2015 11:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bryce Dallas Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Chris Pratt]]></category>
		<category><![CDATA[Colin Trevorrow]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic Park]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic World]]></category>
		<category><![CDATA[Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros é um daqueles filmes cuja dimensão afetiva está presente na experiência fílmica e até nos permitimos ao relato pessoal em uma crítica ou qualquer outro texto sobre a obra. Não pelo Jurassic World em si, que é um filme repleto de bons momentos e revitaliza de fato uma franquia, coisa que as sequências anteriores de Jurassic Park não conseguem. O afeto em Jurassic World vem pela memória, por todo um legado que o precede e que o filme, para o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_2990" aria-describedby="caption-attachment-2990" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/n1l9UFN.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2990 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/n1l9UFN-620x318.jpg" alt="n1l9UFN" width="620" height="318" /></a><figcaption id="caption-attachment-2990" class="wp-caption-text">Revitalização: Novo filme da franquia dá novo ânimo à franquia após as pouco animadoras sequências anteriores.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div style="color: #000000;">
<p><i>Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros </i>é um daqueles filmes cuja dimensão afetiva está presente na experiência fílmica e até nos permitimos ao relato pessoal em uma crítica ou qualquer outro texto sobre a obra. Não pelo <i>Jurassic World </i>em si, que é um filme repleto de bons momentos e revitaliza de fato uma franquia, coisa que as sequências anteriores de <i>Jurassic Park </i>não conseguem. O afeto em <i>Jurassic World </i>vem pela memória, por todo um legado que o precede e que o filme, para o bem ou para o mal, faz questão de reverenciar.</p>
</div>
<div style="color: #000000;">
<p> Em 1993, tive uma das maiores experiências cinematográficas da minha vida, assisti por duas vezes no cinema <i>Jurassic Park</i>, de Steven Spielberg. Assim como o Dr. Alan Grant (Sam Neill) e  Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) ficaram impressionados com a primeira aparição de um braquiossauro, minha geração ficou extasiada com a possibilidade de ver diante dos seus olhos criaturas extintas há milhares de anos atrás, agora vivas em cores, texturas, presença. Vivíamos em uma época na qual os efeitos em CGI não eram tão banalizados no cinema, provavelmente <i>Jurassic Park </i>popularizou o recurso, que daí em diante passou a ser usado não mais para a criação de seres imaginados, como foi o caso de <i>O Exterminador do Futuro 2 </i>ou <i>O Segredo do Abismo</i>, mas também para criaturas reais ou criaturas imaginadas que mimetizavam o real. Além disso, o longa trazia ponderações interessantes sobre a ética na ciência, a relação do homem com os outros seres vivos e até mesmo sua relação com Deus. Enfim, <i>Jurassic Park </i>foi para a minha geração um marco, uma experiência colossal.</p>
<figure id="attachment_2991" aria-describedby="caption-attachment-2991" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassic_world_bryce.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2991 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassic_world_bryce.jpg" alt="jurassic_world_bryce" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-2991" class="wp-caption-text">Manda-chuva: Personagem de Bryce Dallas Howard é um dos grandes destaques do quarto filme.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p>Assim, mesmo que a experiência de ver <i>Jurassic World</i> não possa ser comparada à sensação de assistir a <i>Jurassic Park </i>pela primeira vez em 1993, se você leitor vivenciou aquela época ou de alguma forma foi impactado pela obra original de Steven Spielberg, é impossível não sentir os pêlos do braço arrepiarem ao ouvir novamente a trilha tema do filme original composta por John Williams quando os garotos Zach e Gray adentram no parque (sim, aquele que na nossa infância ou adolescência era só um projeto de um &#8220;velho maluco&#8221;), agora chamado de Jurassic World. As portas do parque estão finalmente abertas. Isso não é maravilhoso?</p>
</div>
<div>
<p>Em <i>Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros</i> o sonho de John Hammond torna-se realidade e na Ilha Nublar dinossauros são atrações para vários visitantes que circulam pelo complexo em busca de diversão. Zach e Gray vão para lá em busca não apenas de diversão, mas de momentos mais íntimos com sua tia Claire (Bryce Dallas Howard), atual responsável pela atração, que não vêem há anos. Tudo foge de controle de Claire quando uma espécie de dinossauro geneticamente modificada, o indominus rex, escapa do seu &#8220;cercado&#8221; e invade outras zonas do parque colocando em risco a vida de outras espécies de dinossauros, funcionários e visitantes. Para controlar o animal, a administradora da atração conta com a ajuda de um &#8220;adestrador&#8221; de velociraptors chamado Owen (Chris Pratt).</p>
</div>
<div>
<p><i>Jurassic World </i>sabe que está à sombra do seu antecessor. Esta tentativa de revitalização da franquia após dois filmes pouco expressivos, <i>Jurassic Park &#8211; O Mundo Perdido </i>(1997) e <i>Jurassic Park 3 </i>(2001), dirigida por Colin Trevorrow (<i>Sem Segurança Nenhuma</i>), tem plena consciência de que paira sobre si todo um legado deixado por Steven Spielberg em <i>Jurassic Park</i> Esta noção é um dos grandes trunfos de <i>Jurassic World</i>, mas talvez um dos seus maiores tropeços também. É um aspecto positivo pois permitiu que a equipe de Trevorrow ficasse mais alerta e se esforçasse mais para criar novos elementos de interesse para o público e melhores ganchos na trama, estratégias que tirassem <i>Jurassic World </i>das repetitivas motivações dos filmes anteriores da franquia que sucederam <i>Jurassic Park e </i>que simplificaram suas motivações com o plot &#8220;humanos correndo de dinossauros&#8221;<i>.  </i>Nesse sentido, a própria concretização do parque de John Hammond, assim como a tentativa de utilização de dinossauros como armas de guerra, a &#8220;domesticação&#8221; dos velociraptors e principalmente a concepção de uma espécie geneticamente modificada, o indominus rex, são ideias muito bem-vindas e atestam o esforço da &#8220;não repetição&#8221; por parte de Trevorrow e cia.</p>
<figure id="attachment_2992" aria-describedby="caption-attachment-2992" style="width: 599px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassic-world-still-with-chris-pratt-and-bryce-dallas-howard.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-2992 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/06/jurassic-world-still-with-chris-pratt-and-bryce-dallas-howard.jpg" alt="jurassic-world-still-with-chris-pratt-and-bryce-dallas-howard" width="599" height="337" /></a><figcaption id="caption-attachment-2992" class="wp-caption-text">Referências: A reverência ao filme de 1993 é constante durante toda a projeção.</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>No entanto, <i>Jurassic World </i>acaba se apresentando à plateia como um longa excessivamente referencial, prestando sempre reverência ao filme de 1993 com a realização de sequências parecidas com a do filme de Spielberg (a entrada no parque, o ataque do indominus rex ao veículo das crianças, a sequência final envolvendo o confronto entre os dinossauros) e até mesmo a inserção de personagens que exercem funções parecidas com àquelas exercidas pelos protagonistas do primeiro filme da franquia. Por esta via, a ciência de que faz parte de um grande legado parece paralizar <i>Jurassic World </i>, fazendo com que o mesmo ímpeto que trouxe para o longa alguns dos elementos mais inventivos da série desde o filme de 1993 também seja responsável por travá-lo diante do seu antecessor, não permitindo que ele percorra caminhos mais ambiciosos do que ele potencialmente poderia seguir.</p>
</div>
<div>
<p>Esta tensão entre o potencial reinventivo da franquia que o filme apresenta e a excessiva reverência dele ao passado torna <i>Jurassic World &#8211; O Mundo dos Dinossauros </i>um exemplar bem mais interessante que as continuações de <i>Jurassic Park, </i>mas não isento de falhas. Trata-se de um filme que não consegue se desapegar do seu passado, ainda que apresente inúmeras vias temáticas que expandem o universo concebido por Steven Spielberg em 1993. A aposta ousada do longa original é substituída por um tímido potencial em <i>Jurassic World</i>. Talvez <i>Jurassic World </i>seja resultado da recepção nada positiva de <i>O Mundo Perdido </i>e <i>Jurassic Park 3. </i>O longa reinventa determinados elementos da série cinematográfica, mas prefere não arriscar tanto e aposta no seu potencial nostálgico, o que só evidencia que apenas <i>Jurassic Park</i> continua irretocável. <i>Jurassic World</i> ocupa um segundo lugar do podium.</p>
</div>
</div>
</div>
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