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	<title>Arquivos Brandon Sklenar - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Drop &#8211; Ameaça Anônima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 12:46:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O terror e o suspense andam lado a lado  por dividirem em seu cerne constitutivo o elemento da ambiência e tensão como objetivos principais. Ainda que façam isso a partir de elementos diferentes, em muitos momentos, o que vai definir um filme ser de um gênero ou de outro é o que vem após a elevação da tensão. Por conta disso, diretores como Alfred Hitchcock (Psicose, de 1960), conhecido como &#8216;mestre do suspense&#8217;, flertaram com o horror. O contrário também [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O terror e o suspense andam lado a lado  por dividirem em seu cerne constitutivo o elemento da ambiência e tensão como objetivos principais. Ainda que façam isso a partir de elementos diferentes, em muitos momentos, o que vai definir um filme ser de um gênero ou de outro é o que vem após a elevação da tensão. Por conta disso, diretores como Alfred Hitchcock (<em>Psicose</em>, de 1960), conhecido como &#8216;mestre do suspense&#8217;, flertaram com o horror. O contrário também pode acontecer, como é o caso do retorno do cineasta Christopher Landon (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-morte-te-da-parabens/"><em>A Morte Te Dá Parabéns</em></a>, de 2017, e <em>Freaky &#8211; No Corpo de um Assassino</em>, de 2020) com o <em>thriller</em> <em><strong>Drop &#8211; Ameaça Anônima</strong></em>.</p>
<p>O longa-metragem, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (10), é um flerte do diretor com suas origens do terror com seu domínio da construção de atmosfera e tensão. Landon conhece bem os caminhos da linguagem que é comum aos gêneros e utiliza delas ao seu favor para criar mais camadas para seu novo filme. Sua condução é inventiva e tem a sua marca &#8211; seja nos acertos e nos exageros. É possível perceber em diversos momentos de <em><strong>Drop &#8211; Ameaça Anônima</strong></em> a marca registrada do cineasta estadunidense.</p>
<p>Para além dos tropos e elementos constitutivos básicos e comuns entre o <em>thriller</em> e o horror, Landon ainda se cerca de uma característica presente em sua filmografia: a comicidade. <em><strong>Drop &#8211; Ameaça Anônima</strong></em> é uma mistura bem orquestrada entre a tensão e o humor ácido já conhecido nos trabalhos de Christopher Landon. Ainda que a assinatura do roteiro não seja sua, a marca de seu trabalho se faz expressa pelo aproveitamento dos diferentes tons e momentos narrativos criados pela dupla Jillian Jacobs e Chris Roach (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-verdade-ou-desafio/"><em>Verdade ou Desafio</em></a>, de 2018, e <em>A Ilha da Fantasia</em>, de 2020).</p>
<p>Diferente de seus trabalhos anteriores, a dupla à frente do roteiro não trabalha com uma terceira pessoa, talvez o que tenha permitido que chegassem ao seu verdadeiro potencial. O roteiro de <em><strong>Drop &#8211; Ameaça Anônima</strong></em> é incomparavelmente mais redondo e instigante do que os trabalhos prévios da parceria entre Jillian e Chris. A construção da tensão é bem elaborada, a comicidade como alívio e jogo narrativo entra na hora certa e, apesar de um final com muitos acontecimentos, o filme se faz claro e condizente com o caminho percorrido.</p>
<figure id="attachment_19341" aria-describedby="caption-attachment-19341" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19341" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1-750x500.jpg" alt="Drop - Ameaça Anônima (2025)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1-1536x1024.jpg 1536w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1-1400x934.jpg 1400w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Drop-1.jpg 1612w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19341" class="wp-caption-text">Meghann Fahy e Brandon Sklenar em cena de &#8216;Drop &#8211; Ameaça Anônima (2025)&#8217;</figcaption></figure>
<p>Posto isso, Christopher Landon amarra a narrativa com uma criatividade na direção. Suas escolhas para o longa parecem ser mais desapegadas de limitações a convenções. Os planos e movimentos de câmera entregam um resultado visualmente instigante, especialmente graças ao trabalho da fotografia. Encabeçado por Marc Spicer (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-quando-as-luzes-se-apagam/"><em>Quando as Luzes Se Apagam</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-escape-room/"><em>Escape Room</em></a>, de 2019), o departamento entrega uma produção visualmente interessante que não se limita a ser apenas mais do mesmo. Não há nada completamente inovador, mas a fotografia de <em><strong>Drop &#8211; Ameaça Anônima</strong></em> consegue trazer momentos instigantes para o público.</p>
<p>Como qualquer narrativa, especialmente aquelas que estão entre o espectro do suspense e terror, as performances do elenco são um ponto crucial para fazer o filme decolar ou não. Felizmente, o <em>casting</em> acertou ao escalar Meghann Fahy (<em>The White Lotus</em>, de 2022) e Brandon Sklenar (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-e-assim-que-acaba/"><em>É Assim que Acaba</em></a>, de 2024) como os personagens centrais da trama. Ainda que o roteiro use de artifícios visuais atuais para estar em mais de um ambiente, <em><strong>Drop &#8211; Ameaça Anônima</strong></em> se passa majoritariamente num mesmo espaço. E não apenas qualquer lugar, mas um extremamente corriqueiro, o que exige ainda mais investimento das performances para puxar o espectador para a trama.</p>
<p>Tanto Meghann quanto Brandon conseguem se apropriar da narrativa o suficiente para se tornarem hipnóticos. Suas interpretações podem não ser de tirar o fôlego ou dignas de um prêmio, mas são completamente críveis e convincentes ao ponto de tornar um encontro num restaurante algo interessante, antes mesmo que a tensão se estabeleça. A dupla dribla qualquer tipo de fragilidade ao longo de <em><strong>Drop &#8211; Ameaça Anônima</strong></em> &#8211; inclusive o final com muitos acontecimentos &#8211; e entrega um resultado amarrado entre atuações, roteiro e direção que vale a pena conferir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Christopher Landon</p>
<p><strong>Elenco:</strong>  Meghann Fahy, Brandon Sklenar, Violett Beane, Jacob Robinson, Reed Diamond, Ben Pelletier, Gabrielle Ryan, Jeffery Self e Ed Weeks</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/RFEGbOtwNV0?si=2XqUQdW5-pYMDgSr" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: É Assim Que Acaba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2024 20:41:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ser humano tem muitas facetas. E é isso que É Assim Que Acaba nos mostra a cada cena. A super aguardada adaptação cinematográfica do sucesso literário homônimo da autora Colleen Hoover finalmente chega aos cinemas, se tornando rapidamente um fenômeno de bilheteria, levando jovens de todas as idades. E a experiência é válida para quem leu e para quem não leu o livro (como eu mesma, que não tive a experiência literária). Blake Lively (Um Pequeno Favor) incorpora a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ser humano tem muitas facetas. E é isso que <em><strong>É Assim Que Acaba</strong></em> nos mostra a cada cena. A super aguardada adaptação cinematográfica do sucesso literário homônimo da autora Colleen Hoover finalmente chega aos cinemas, se tornando rapidamente um fenômeno de bilheteria, levando jovens de todas as idades. E a experiência é válida para quem leu e para quem não leu o livro (como eu mesma, que não tive a experiência literária).</p>
<p>Blake Lively (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-um-pequeno-favor/"><em>Um Pequeno Favor</em></a>) incorpora a protagonista Lily Bloom, uma jovem que acaba de descobrir o falecimento do pai e não consegue lidar muito bem com o fato, pelo simples motivo de que ela não expressa afeto pelo genitor. O filme vai nos explicar o motivo disso a medida que avança. Em meio ao luto recente, ela conhece Ryle (Justin Baldoni, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-cinco-passos-de-voce/"><em>A Cinco Passos de Você</em></a>), um neurocirurgião muito atraente com quem ela cruzou em um momento de fragilidade emocional.</p>
<p>O filme mescla o presente que a personagem vive com as histórias de seu passado, mostrando um caminhar seguro para os eventos que vão surgir lá na frente. A intenção do enredo é que a gente entenda as motivações das personagens e o que as levam a ser do jeito que são.</p>
<p>Ryle e Lily não vivem um romance logo de cara. Isso só vai acontecer mais na frente, quando ela se torna amiga da irmã dele e acabam se reencontrando. A ternura e a intensidade com que o relacionamento avança envolve o espectador completamente. Logo nos apaixonamos pela dupla, não tendo espaço para mais ninguém. Mas, é claro, que existe um terceiro elemento na história. Atlas (Brandon Sklenar, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>) é alguém do passado de Lily que mudou completamente a sua vida e que ressurge no seu presente.</p>
<p>O amor de Lily e Atlas é antigo. Eles viveram grandes descobertas juntos. Foram amigos, confidentes, apaixonados. Mas isso ficou no passado. Já o amor de Lily e Ryle é palpável, real, presente. Ele é intenso e cheio de possibilidades de futuro. É como um olhar vivido de esperança.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18565" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2.png" alt="É Assim Que Acaba" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/08/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em tese, <em><strong>É Assim Que Acaba</strong> </em>parece ser só mais um romance que vai nos apresentar um triângulo amoroso em que a mocinha tem dificuldades de escolher com quem ficar. Mas a história nos leva para muito além disso. Ela vem para nos mostrar as nuances que as pessoas podem ter. Ninguém é só luz, assim como ninguém é somente sombra. Mas ainda assim, não precisamos aceitar a sombra das pessoas, se isso nos fere.</p>
<p>Essa é uma história sobre violência contra a mulher. E os caminhos que levam Lily a passar por isso são muito tortuosos e afetivos. Ryle é um cara incrível, amoroso, romântico e dedicado. Ele não tem aquele perfil de agressor padrão que as histórias costumam nos mostrar. Mas ele é, sim, agressivo, e já mostra isso desde o primeiro momento em que entra em cena. Mas, assim como a protagonista, escolhemos ignorar.</p>
<p>Quantas vezes os sinais estão ali e as pessoas escolher olhar para o lado? Ainda que Ryle tenha toda uma história que nos faz entender o motivo de sua agressividade (entender é diferente de aceitar), isso não significa que Lily precisa passar por aquilo. E a necessidade que ela percebe de não repetir o ciclo de sua mãe é um dos momentos de maiores força da personagem.</p>
<p>Preciso tirar aqui o chapéu para a escolha de elenco deste longa. Fui informada que no livro os personagens são jovens, com 20 e poucos anos. Mas isso não faz nenhum sentido na trama, especialmente quando vemos o tipo de vida que as pessoas levam. Além de consertarem esse erro grotesco da autora, tiveram o cuidado de escolher atores que são muito parecidos para representar as diferenças de idades e até mesmo aqueles que são família. E isso fez toda a diferença no resultado final.</p>
<p><em><strong>É Assim Que Acaba</strong></em> é sobre o choque de realidade de entender que as pessoas não são apenas boas ou ruins. É compreender que podemos amar alguém, ser amados, e ainda assim não querer estar com a pessoa. É sobre a pluralidade do amor e todas as formas que ele se apresenta. É um filme forte, intenso, mas também afetuoso. Nos leva às lágrimas, ainda que nos abrace também. Vale muito a pena conferir no fim de semana!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Justin Baldoni</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Blake Lively, Justin Baldoni, Brandon Sklenar, Jenny Slate, Hasan Minhaj, Amy Morton, Isabela Ferrer, Alex Neustaedter</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/XmRaA82dciU?si=wQV-tr3Yd2FRGgHz" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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