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	<title>Arquivos Ariana Greenblatt - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Ariana Greenblatt - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Barbie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 20:34:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Barbie finalmente chegou aos cinemas e eu falo com tranquilidade que é um dos filmes mais esperados dos últimos tempos. O hype em cima do longa só fez crescer as expectativas, com as marcas aproveitando o momento para fazer coleções exclusivas, cheias de rosa, com direito até a maionese de hambúrguer pink e, porque não, acarajé rosa. Toda essa euforia com o longa, claro, tinha motivo, já que o marketing foi tão bem feito que as pessoas estavam ansiosas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Barbie</strong> </em>finalmente chegou aos cinemas e eu falo com tranquilidade que é um dos filmes mais esperados dos últimos tempos. O hype em cima do longa só fez crescer as expectativas, com as marcas aproveitando o momento para fazer coleções exclusivas, cheias de rosa, com direito até a maionese de hambúrguer pink e, porque não, acarajé rosa. Toda essa euforia com o longa, claro, tinha motivo, já que o marketing foi tão bem feito que as pessoas estavam ansiosas por algo que não sabiam nem exatamente o que esperar. Só sabíamos do roteiro de maneira mais ampla.</p>
<p>Fico profundamente feliz em dizer que <em><strong>Barbie</strong> </em>vale toda a expectativa que foi criada. O filme é simplesmente primoroso em todos os detalhes. Começamos com o mundo encantado da Barbielândia, onde todas as bonecas vivem harmoniosamente, como num conto de fadas. Lá são as mulheres que dominam, como um grande matriarcado utópico. Elas têm a certeza de que inspiraram meninas e mulheres do mundo real a serem mais fortes e lutarem por seus objetivos.</p>
<p>As coisas começam a dar errado quando a Barbie Estereotipada (Margot Robbie, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-babilonia/"><em>Babilônia</em></a>) começa a apresentar alguns defeitos. No desespero, ela recorre à Barbie Esquisita (Kate McKinnon, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-escandalo/"><em>O Escândalo</em></a>), que sugere que ela faça uma viagem para o mundo real e resolva o problema diretamente com a sua humana responsável. No meio do caminho, o Ken (Ryan Gosling, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-blade-runner-2049/"><em>Blade Runner 2049</em></a>) se esconde em seu carro e decide ir junto com ela.</p>
<p>Uma premissa muito simples que vai sendo bem trabalhada desde o início. As nuances dos detalhes mostram como a boneca funciona num mundo imaginário, não apenas porque ela toma banho em um chuveiro que não cai água ou sai flutuando de seu quarto até o carro (como acontece nas brincadeiras com a boneca na vida real), mas também porque a distopia de um mundo que não oprime as mulheres é tão surreal quanto parece.</p>
<p>O roteiro, que conta não apenas com a diretora Greta Gerwig (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-adoraveis-mulheres/"><em>Adoráveis Mulheres</em></a>), como também com Noah Baumbach (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de um Casamento</em></a>) traz uma melancolia discreta sobre o quão incríveis as mulheres poderiam ser num mundo onde o patriarcado não minasse suas expectativas e possibilidades. Rimos muito ao longo de todo o filme, mas sempre ficamos na dúvida se é uma risada nervosa ou despretensiosa. O tom de acidez é na dosagem certeza, trazendo sempre aquele amargor adocicado da realidade.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16931" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542.jpg" alt="Barbie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/07/5443542-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Lidar com o mundo real foi um grande choque para a Barbie, descobrindo que as mulheres não são respeitadas nem ouvidas. Isso a faz sucumbir em emoções e sentimentos que nunca vivenciou anteriormente, fazendo-se questionamentos sobre o propósito da vida e qual seria o seu papel ali. Em meio a essa crise existencial profunda, o Ken, que é apenas o acessório em Barbielândia e vive em função da sua boneca, começa a usufruir daquele patriarcado onde qualquer homem sem qualidades consegue se destacar. Ele, que é um nada, vê naquilo uma esperança.</p>
<p>O filme mostra constantemente como a vida é extremamente fácil e benevolente para os homens, enquanto as mulheres precisam se desdobrar em mil e não ter nem o espaço ou reconhecimento pelo esforço. A boneca Barbie entra como uma possibilidade que foi completamente deturpada pela empresa que a detém, a Mattel (muito criticada no longa). A criadora original Ruth fala sobre a sua intenção por trás da boneca e como as coisas não saíram como esperado, justamente por conta dos homens.</p>
<p><strong><em>Barbie</em> </strong>é um filme que se aprofunda nas sutilezas de seu tema, tocando detalhes do quanto o patriarcado é nocivo para as mulheres, de uma maneira tão íntima que apenas nós mesmas vamos perceber. Definitivamente é um longa que vai funcionar diferente para cada gênero. Ainda que o homem comum possa se compadecer de toda aquela situação, ele certamente vai perder várias alfinetadas, pelo simples fato de que aquilo não o afeta em nada.</p>
<p>Alfinetadas essas que definem a trama da personagem a todo momento, nos levando do riso ao choro, sem que a gente seja nem avisado. O roteiro é impecável, a execução é primorosa e toda a expectativa que eu tinha sobre o longa foi cumprida para mais. Poucos filmes me fazem ter a sensação de que são incríveis ainda durante a sessão. E esse foi um deles. E pensar que uma boneca tão estereotipada como a Barbie pudesse render um filme altamente feminista, não é?</p>
<p>Como um soco no estômago leve, engraçadinho e muito rosa, <strong><em>Barbie</em> </strong>transcende a expectativa de que é apenas um hype blockbuster criado para vender merchandising. Acredito inclusive, que essa foi uma jogada muito estratégica e inteligente de Greta para vender mais o filme, fazer mais pessoas assistirem e ela tentar disseminar ainda mais a sua mensagem. O mundo pode ser das mulheres, sim. Mas é preciso um longo e doloroso processo de transformação para que tudo seja mudado a ponto de termos, no mínimo, um equilíbrio.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Greta Gerwig</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Margot Robbie, Ryan Gosling, America Ferrera, Ariana Greenblatt, Simu Liu, Kingsley Ben-Adir, Issa Rae, Michael Cera, Emma Mackey, Will Ferrell, Dua Lipa, Hellen Mirren, Ncuti Gatwa, Kate McKinnon, John Cena</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/lwZTCYst6yw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Amor e Monstros (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Apr 2021 19:34:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amor e Monstros é daqueles filmes que “comem pelas beiradas”. Pouco se sabia a respeito, pouco buzz tinha sido criado, até que o longa consegue uma indicação ao Oscar de melhores efeitos visuais, se torna um dos filmes mais visualizados da Netflix em sua estreia e recebe elogios dos críticos. Uma trajetória interessante para a despretensiosa aventura do diretor Michael Matthews com ares completos de matinê. No filme, o jovem astro da franquia Maze Runner, Dylan O’Brien promete tomar para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Amor e Monstros</strong> </em>é daqueles filmes que “comem pelas beiradas”. Pouco se sabia a respeito, pouco <em>buzz </em>tinha sido criado, até que o longa consegue uma indicação ao Oscar de melhores efeitos visuais, se torna um dos filmes mais visualizados da Netflix em sua estreia e recebe elogios dos críticos. Uma trajetória interessante para a despretensiosa aventura do diretor Michael Matthews com ares completos de matinê.</p>
<p>No filme, o jovem astro da franquia <em>Maze Runner</em>, Dylan O’Brien promete tomar para si mais uma série de filmes popular, interpretando um jovem que vive numa colônia depois que a população da Terra é surpreendida pela mutação de animais que se transformam em criaturas gigantes e obriga todos a viverem isolados a fim de se proteger. O personagem de O’Brien sai do isolamento em busca da namorada e empreende uma jornada por um planeta que em nada se assemelha ao passado e surge como um ambiente completamente ameaçador.</p>
<p>Ao longo da jornada o protagonista se depara com sapos, mariposas e caranguejos mutantes, criaturas concebidas com primor pela equipe de efeitos visuais, que torna todas seres com texturas, bem distantes do corriqueiro artificialismo desse tipo de incursão do CGI em <em>blockbusters</em>. No entanto, <em><strong>Amor e Monstros</strong> </em>ganha o público pelo fator humano mesmo.</p>
<p>Dylan O’Brien se mostra um carismático herói involuntário ao longo da aventura, empreendendo uma jornada na qual aprende a ter coragem ao mesmo tempo em que consegue empregar muito bem suas virtudes sinalizadas desde o início do filme. O protagonista é beneficiado pelos encontros que tem com personagens igualmente cativantes ao longo do filme: a arisca Minnow, a prestativa robozinha Mavis e o expressivo cachorro Boy, que se torna uma das presenças caninas mais radiantes nas telas desde o cãozinho Uggie de <em>O Artista</em>.</p>
<p>A mistura de personagens carismáticos e o calibrado senso de aventura do diretor Michael Matthews na condução de um longa do gênero, torna <strong><em>Amor e Monstros </em></strong>um escapismo de primeira. Aquele tipo de filme que não sabíamos que precisávamos tanto.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Michael Matthews</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Dylan O&#8217;Brien, Jessica Henwick, Michael Rooker, Ariana Greenblatt, Ellen Hollman, Melanie Zanetti, Larry Cedar</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/AaUdMfh5j3U" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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