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	<title>Arquivos Alison Brie - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Alison Brie - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Bela Vingança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 18:06:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que Bela Vingança não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que <strong><em>Bela Vingança</em></strong> não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, em alguns momentos, existam textos falados que entregam mais do que deveriam &#8211; pois reiteram o que já está na imagem -, majoritariamente, o longa procura transmitir os seus significados, tensões e ironias, através da direção.</p>
<p>O olhar de Emeralld Fennell (<em>Killing Eve</em>) – que também é roteirista da obra – é múltiplo e convoca o espectador para observar a mesma sequência por diversos ângulos, profundidades de campo e planos. Esta estratégia acaba por contribuir para a elevação da suspensão e para o reforço das emoções da protagonista e do que ocorreu e acontece com ela. Um exemplo é o diálogo entre Cassandra (Carey Mulligan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mudbound-lagrimas-sobre-o-mississipi/"><em>Mudbound &#8211; Lágrimas Sobre o Mississipi</em></a>) e Jordan (Alfred Molina, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>). A cada corte seco, a angulação vai se transformando e o local de fragilidade e força entre as personagens intercambiando. Há uma tradução dos sentimentos postos na tela, como se Cassandra saísse superior deste encontro e Jordan com um pouco de redenção e perdão.</p>
<p>Através do uso de plano detalhe &#8211; não apenas neste momento de Jordan e Cassandra, mas como em toda a sessão -, Fennell revela as minúcias presentes na narrativa. Seja em um copo de bebida, na captura das microexpressões faciais de Mulligan ou na mão de suas personagem durante o desfecho da produção. Cada instante deste fomenta o que se desejar passar ali: as lutas cotidianas e extra cotidianas das mulheres oprimidas por esses homens brancos privilegiados, acostumados a saírem ilesos de seus crimes. Neste sentido, o roteiro de Fennell também favorece o resultado final da obra.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg" alt="Bela Vingança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que desde o começo <strong><em>Bela Vingança</em></strong> seja extremamente forte em seu conteúdo – com menção à assédio sexual e estupro –, é possível notar como Emeralld Fennell distribui as revelações sobre o passado de Cassandra. As ligações dela com figuras do seu passado são apresentadas sem pressa. Existe, porém, apenas um exagero no tom de mistério. Já na metade da exibição, o espectador conseguir compreender o que se passou anteriormente, no período no qual Cassandra e sua melhor amiga estavam na faculdade. Talvez, o consumidor seja um tanto subestimado aqui, mas, apesar deste aparente desespero em criar dúvidas sobre a trajetória de Cassandra mais do que o necessário, não há um comprometimento na totalidade do filme.</p>
<p>Algo que acaba por segurar a atenção do público durante esta breve queda rítmica é a atuação de Carey Mulligan. Na criação de seu papel, ela equilibra a dinâmica de tons empregados em sua Cassandra. Indo de compaixão até frieza ou ódio intenso, Mulligan consegue modificar em poucos segundos as intenções textuais. Ela ainda trabalha com algo delicado, que é a aparente paralisação que Cassandra tem que performar quando está em contato com os predadores da trama. Neste contexto, através de pequenos gestos, ela revela as intenções e pensamentos de sua personagem, com intensidade, mas a partir de detalhes.</p>
<p>Desta maneira, <strong><em>Bela Vingança</em></strong> é forte em sua temática, mas acaba por dosar esta característica, pois traz delicadeza e cuidado em sua técnica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Emerald Fennell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carey Mulligan, Bo Burnham, Alison Brie, Connie Britton, Adam Brody, Jennifer Coolidge, Laverne Cox, Max Greenfield</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i4o8zysEr-A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Alguém Avisa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2020 19:36:57 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nova comédia romântica natalina do Hulu, <strong><em>Alguém Avisa?</em></strong> é tudo que se espera de um título do gênero. A trilha sonora, de Amie Doherty (<em>Eu, Tonya</em>) e Lesley Barber (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-manchester-a-beira-mar/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Manchester à Beira-Mar</em></a>), é um dos destaques aqui e reúne canções típicas do Natal, como “My Favorite Time of the Year” e “Jingle Bells”. É notável como as músicas ambientam o espectador, fazendo com que este se sinta imerso neste universo ficcional. Mas, o melhor é que elas não chegam tão incisivamente, ao ponto de parecer algo forçado para criar clima, apenas.</p>
<p>Outro fator que contribui para a sensação de festas de final de ano é a direção de arte. As cores e objetos costumeiros estão ali, porém há um cuidado em suavizar estes elementos, a fim de não tirar o foco do que está sendo contado. Um exemplo é a cena na qual a protagonista, Abby (Kristen Stewart, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>As Panteras</em></a>), conversa com o melhor amigo John (Daniel Levy), em um café. Pequenos toques de verde, azul, amarelo e dourado se fazem presentes, mas o que importa é o diálogo entre a dupla. De toda forma, estes detalhes são o que engrandecem a obra.</p>
<p>Dentro de toda essa construção, de instalação de atmosfera, há um equilíbrio. O longa fala justamente da quebra da manutenção de certo tradicionalismo hipócrita da sociedade, que faz com que pessoas tenham receio de se desconstruir e de lutar contra o status quo, demorando para que revelem quem são de verdade. Logo, o que fica aqui impresso é certa dualidade de um mundo que artificial e decorado, com o que habita os sentimentos das personagens.</p>
<p>Nesta lógica, há uma progressão narrativa em <strong><em>Alguém Avisa? </em></strong>onde o passado e o presente se encontram e decisões precisam ser tomadas. Abby tem uma namorada, a Harper (Mackenzie Davis, <em>Tully</em>), que não saiu do armário para a família. O casal vai passar o Natal com os pais, irmãs e sobrinhos de Harper. Neste contexto, Abby se sente sufocada com este segredo e começa a desconhecer sua companheira. Naquele local, Harper parece ser outra. É a partir disso, que surge Riley (Aubrey Plaza, <em>Tirando o Atraso</em>), ex de Harper. O público, então, passa a acompanhar o afastamento entre Abby e Harper e a aproximação entre Riley e Abby.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13580" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Alguém Avisa?" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/12/2812106.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A química entre Stewart e Plaza é forte, o que contribui para a <em>shippagem</em> das duas. As sequências crescem bastante quando elas estão juntas. As interpretações, que, no geral, são positivas, têm uma qualidade ainda mais superior quando as atrizes contracenam. Os olhares, gestos e movimentações são rica, porque imprimem cada identificação e desconforto que acaba surgindo entre Abby e Riley. Apesar da dinâmica forte delas, o desfecho acaba se encaixando bem na proposta do filme. Mesmo que a escolha mais ousada fosse outra, explorar as dificuldades e processos de se assumir para os parentes acaba sendo mais importante e forte.</p>
<p>Estas tensões são fomentadas pela direção de Clea Duvall (<em>A Intervenção</em>), que não traz nada de inventivo, contudo, consegue um resultado eficaz, principalmente em termos de decupagem. A proximidade com as personagens e as suas emoções vêm muito das escolhas de plano e enquadramento de Duvall. Isto cresce mais ainda com a inserção de alguns cortes secos, que aumentam tanto os momentos cômicos, quanto os de suspensão.</p>
<p>Apesar de<strong> <em>Alguém Avisa?</em></strong> reunir bastante pontos positivos, o texto peca, em alguns momentos, por se expositivo. Quando quem assiste é subestimado a complexidade da trama é subtraída. A reiteração, se não aparece para causar algum efeito específico, tende a interromper a lógica de velocidade estabelecida, interferindo diretamente no ritmo como um todo. No entanto, este fator não compromete a produção, que vale a pena ser conferida não apenas pela sua doçura no trato das relações humanas, mas também pelo seu cuidado em evocar a técnica como fomento e diálogo direto com a história trazida na tela.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Clea Duvall</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kristen Stewart, Mackenzie Davis, Aubrey Plaza, Mary Steenburgen, Alison Brie, Dan Levy, Victor Garber, Jake McDorman, Clea Duvall</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/BN9vUWwtZOk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-alguem-avisa/">Crítica: Alguém Avisa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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