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	<title>Arquivos Alexandre Aja - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Alexandre Aja - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Oxigênio (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 15:06:19 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Um labirinto no qual a saída parece impossível. Na abertura de <strong><em>Oxigênio</em></strong>, o espectador pode logo entender que encontrará na narrativa a revelação de caminhos tortuosos, difíceis de se escapar. E ele não estará equivocado. Em 1h40 de projeção, o público acompanha o sufocamento e a clausura da protagonista, Liz (Mélanie Laurent, <em>Bastardos Inglórios</em>), ao se deparar presa dentro de uma câmara criogênica. Sem memória de sua vida pregressa, ela tenta escapar incessantemente daquele espaço apertado. É curioso observar as estratégias da direção e da fotografia para evocar sensações e pensamentos angustiantes em quem assiste.</p>
<p>A começar pela própria ideia de aprisionamento duplo, sendo o segundo pior que o primeiro. Quando o filme começa, acompanha-se Liz saindo de uma espécie de casulo, procurando respirar. A vontade imediata é a de que ela consiga fugir o mais rápido possível. No entanto, o que o roteiro entrega é, justamente, o oposto. Entre planos fechados e cores que oscilam entre o azul piscina e o vermelho, a progressão cresce acelerada, trazendo toda a angústia da personagem principal à tona e aumentando as suas expressões e ações corporais. Os tons vêm como alertas e relaxamentos constantes, lembrando que há a iminência de perigo, dividida entre a esperança de fuga.</p>
<p>Esta dinâmica se junta à respiração crescente de Laurent e seus movimentos corporais bruscos, ao lado de quadros fixos e fechados. Assim é construída a atmosfera ideal para este tipo de produção. Estes reforços de foco para esta situação de pânico são fomentados com pistas úteis para a personagem e para quem acompanha a sua aventura mórbida. Até a metade do longa-metragem estas dicas sobre a resolução do mistério da presença de Liz na câmara funcionam e impulsionam a qualidade do roteiro de <strong><em>Oxigênio</em></strong>.</p>
<p>No entanto, estes recursos – como as aparições de ratos de laboratório ou as ligações do policial – se tornam tão repetitivos que deixam de ser um toque sutil e passam a deixar a trama e seu desfecho cada vez mais óbvio. Após a entrada do segundo ato, os elementos que antes pareciam ser um caminho para o alcance de um ápice, até seu desenlace, ficam esgarçados, quebrando a sua velocidade e afetando o ritmo da obra como um todo. O que acontece aqui são idas e vindas desnecessárias.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14114" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Oxigenio-filme-netflix-critica.jpg" alt="Oxigênio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Oxigenio-filme-netflix-critica.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Oxigenio-filme-netflix-critica-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Oxigenio-filme-netflix-critica-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Oxigenio-filme-netflix-critica-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Talvez, se os diálogos dos telefonemas de Liz ocorressem de forma mais direta, fosse menos cansativo vê-la perceber o que já fica nítido bem antes do final do longa. Um investimento que, provavelmente, funcionaria seria o de deixar os poucos coadjuvantes que existem ali menos rasos. Até mesmo a Liz não apresenta tanta subjetividade. Desta maneira, a produção consegue se fazer efetiva em partes, mas não sustenta a sua própria criação de universo ficcional, seja por colocar contextos pouco explorados – como no caso do colapso mundial que porá fim a humanidade na Terra –,na presença desta corporação que não aparece muito definida em suas intenções ou em Liz e em quem a cerca naquele cenário aterrorizante.</p>
<p>Há, porém, um esforço visível em utilizar a técnica à favor da criação de suspensão. Alexandre Aja (<em>Alta Tensão</em>), que possui uma carreira no gênero terror, chega em <strong><em>Oxigênio </em></strong>mais habilidoso. Desde o seu honesto <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-predadores-assassinos/"><em>Predadores Assassinos</em></a> (2019), o cineasta parece buscar focar com mais intensidade na figura humana do que no que lhes acomete. Seja na precisão na escolha de quando movimentar a sua câmera, como na decupagem no geral, Aja vem numa fase um pouco mais econômica e esta característica tem elevado a potencialidade de sua direção, pois há um equilíbrio maior agora entre os momentos de tensão e relaxamento colocados na tela.</p>
<p>Além disso, um outro ponto destacável em <strong><em>Oxigênio </em></strong>é a interpretação de Laurent, que apresenta dignidade. É notável a sua consciência em imprimir as descobertas e medos de Liz gradativamente. O seu trabalho de corpo também impressiona. Com poucas possibilidades de locomoção e com a tarefa de transmitir a sua atuação, quase completamente, com o rosto, ela não deixa de criar nuances para cada momento distinto de Liz dentro da câmara, tão pouco realiza uma tônica única de pânico. Existem distinções em suas partituras faciais e nas tonalidades vocais, fazendo com  que diversas cartelas de pavor sejam expressadas.<br /><br /><strong>Direção</strong>: Alexandre Aja</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Mélanie Laurent, Mathieu Amalric, Malik Zidi </p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/uDEv7pr1rnM" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oxigenio-netflix/">Crítica: Oxigênio (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Predadores Assassinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2019 20:43:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Predadores Assassinos se tornou um dos hits de bilheteria nos EUA em 2019 trazendo um conceito muito simples de narrativa, extensamente explorado em Hollywood em outros exemplares. O filme de Alexandre Aja, diretor cultuado do horror com títulos como Viagem Maldita e Amaldiçoado no currículo, é centrado numa protagonista encurralada pela força da natureza representada por jacarés, que aterrorizam durante uma devastadora tempestade. No centro da história está Haley, uma nadadora interpretada por Kaya Scodelario, que visita o pai, seu [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Predadores Assassinos se tornou um dos hits de bilheteria nos EUA em 2019 trazendo um conceito muito simples de narrativa, extensamente explorado em Hollywood em outros exemplares. O filme de Alexandre Aja, diretor cultuado do horror com títulos como Viagem Maldita e Amaldiçoado no currículo, é centrado numa protagonista encurralada pela força da natureza representada por jacarés, que aterrorizam durante uma devastadora tempestade.</p>
<p>No centro da história está Haley, uma nadadora interpretada por Kaya Scodelario, que visita o pai, seu ex-treinador, na casa da família localizada em um pântano. Conforme o temporal vai se agravando, pai e filha passam a viver sob o perigo do ataque de um grupo de jacarés atraídos para o local.</p>
<p>O filme de Aja não tem pretensões mais ambiciosas que o genuíno entretenimento e é por esse compromisso que assume que soa tão esquisito quando sua história se prolonga no drama familiar, &#8220;tirando leite de pedra&#8221; ao esmiuçar detalhes sobre a relação de pai e filha que, nesse tipo de material, pouco interessam ao espectador, ou quando procura problematizar sua narrativa com uma discussão ambiental. É o tipo de filme que dispensa esse tipo de tratamento e Aja acaba trazendo isso como muleta, tornando Predadores Assassinos menos divertido quanto poderia ser &#8211; e em alguns instantes o longa &#8220;abraça&#8221; de maneira muito genuína o despojamento e a falta de lógica da sua própria narrativa. Há deslizes que podem até ser perdoados pelo teor absurdo do gênero, como o vigor físico dos personagens humanos de tantas investidas dos répteis e até a resistência dos vidros de um box de banheiro em comparação com as janelas e portas da casa onde os protagonistas buscam refúgio e são atacados pelos animais, mas eles acabam evidenciando desnecessariamente implausibilidades que poderiam ser disfarçadas de maneira mais competente.</p>
<p>Recentemente o ótimo Águas Rasas, que trazia a atriz Blake Lively em situação semelhante porém em alto mar ameaçada por um tubarão gigante, foi bem mais competente nesse cinema no qual Predadores Assassinos parece se localizar. Há bons momentos, afinal sempre é divertido ver filmes que trazem esse tipo de situação. No entanto, em Predadores Assassinos, Alexandre Aja parece se dispersar demais com elementos problematizadores da sua premissa (o drama familiar e o discurso ambiental) e também com uma certa plausibilidade na sua própria lógica do absurdo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Alexandre Aja<br />
<strong>Elenco:</strong> Kaya Scodelario, Barry Pepper, Morfydd Clark, Ross Anderson, Jose Palma, George Somner, Anson Boon, Ami Metcalf, Colin McFarlane</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/N-trt0C8iI0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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