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	<title>Arquivos Adam Sandler - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Adam Sandler - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Atores de Comédia que Mereciam Indicação ao Oscar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2019 02:01:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Festival Internacional de Cinema de Toronto está na boca do brasileiro, mas por um motivo peculiar. A edição de 2019, dentre muitos outros filmes, exibiu Uncut Gems, longa estrelado por Adam Sandler. Dirigido pelos irmãos Safdie — responsáveis por Bom Comportamento, que traz uma atuação brilhante de Robert Pattinson — o drama está sendo aclamado pela crítica. Não só isso, mas a atuação de Adam Sandler também chama atenção e especula-se que o ator pode ser indicado ao Oscar. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Festival Internacional de Cinema de Toronto</em> está na boca do brasileiro, mas por um motivo peculiar. A edição de 2019, dentre muitos outros filmes, exibiu <em>Uncut Gems</em>, longa estrelado por Adam Sandler. Dirigido pelos irmãos Safdie — responsáveis por <em>Bom Comportamento</em>, que traz uma atuação brilhante de Robert Pattinson — o drama está sendo aclamado pela crítica. Não só isso, mas a atuação de Adam Sandler também chama atenção e especula-se que o ator pode ser indicado ao Oscar.</p>
<p>No Brasil, Sandler é principalmente identificado por papéis em filmes como <em>Click</em> ou <em>Esposa de Mentirinha</em>. Entretanto, não é de conhecimento geral que volta e meia o ator se arrisca (e se saí muito bem) no drama. Suas atuações em <em>Embriagado de Amor</em> e <em>Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</em> (filme exclusivo da <em>Netflix</em>) provam sua competência.</p>
<p>Assim, o<em><strong><a href="http://www.coisadecinefilo.com.br"> Coisa de Cinéfilo</a></strong></em> preparou uma lista de atores e atrizes de comédia, tanto do passado quanto do presente, que mereciam pelo menos uma indicação ao Oscar, mas nunca ou ainda não conseguiram.</p>
<p>Antes de mais nada, vale a observação de que a lista reflete como a comédia é um meio predominantemente masculino, sendo marcado pelo machismo, que por muito não deu oportunidade para mulheres se destacarem na área. Felizmente, as coisas estão mudando e já há grandes atrizes sendo reconhecidas, como Melissa McCarthy, que inclusive foi nomeada duas vezes para o Oscar.</p>
<p><strong>Confira a lista!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11260" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Buster-Keaton-Pork-Pie-Hat-3-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>10 &#8211; Buster Keaton (1895-1966)</strong></p>
<p>Quem for fã de Jackie Chan, irá gostar de Keaton. O seu grande azar foi ter surgido na mesma época de Charlie Chaplin. Tendo um dos maiores gênios da história como &#8220;concorrente&#8221;, Keaton foi injustamente esquecido por muitos. O grande diferencial do comediante, além de seu rosto propositalmente inexpressivo (<em>deadpan style</em><span style="text-decoration: underline;">)</span>,  é que ele constantemente se envolvia em sequências grandiosas e perigosas, arriscando sua própria pele para gerar momentos únicos para o cinema.</p>
<p>Seu auge foi durante o cinema mudo e como reconhecimento recebeu um Oscar honorário em 1959, mas que não parece o suficiente por tudo que já fez. Suas principais obras são: <em>O General; Marinheiro de Encomenda; Bancando o Águia e O Homem das Novidades</em>, todas disponíveis no Youtube. Também vale citar Harold Llyod, que junto com Buster e Charlie formava a tríade de ouro da comédia muda, tendo <em>O Homem Mosca</em> como seu trabalho mais famoso.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11252" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/5a1d51559d2c1-e1511952845108-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>9 &#8211; Stan Laurel (1890-1965) e Oliver Hardy (1892-1957)</strong></p>
<p>Posteriormente, na década de 1930, houve o ápice da dupla Stan e Ollie. Com o advento do som, muito do humor pastelão da dupla envolvia piadas faladas ou <em>gags</em> sonoras, uma novidade para a época. Decerto, não há como falar de cada um individualmente, pois eles funcionavam de maneira complementar e antagônica, com Stan irritando Oliver o tempo todo com sua inocência. Assim, seus filmes aproveitavam da aparência contrastante entre a dupla para gerar piadas, pois Hardy era bem maior que Laurel. Além disso, o filme Stan e Ollie foi lançado em 2018, protagonizado por Steve Coogan e John C. Reilly e que conta a história deles. Similarmente importante e que vale menção é a dupla Abbott e Costello, que com uma dinâmica semelhante reinou nas décadas de 1940 e 1950.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11257" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/lucille-ball-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>8 &#8211; Lucille Ball (1911-1989)</strong></p>
<p>Considerada a &#8220;Primeira-Dama da TV Norte Americana&#8221;, Lucille Ball ficou famosa principalmente por estrelar a <em>sitcom</em> <em>I Love Lucy</em>, sendo nomeada a diversos Emmys por isso. Uma das maiores comediantes físicas da história, Ball merecia mais crédito por seus trabalhos em uma fase mais madura da carreira, como em <em>Os Seus, os Meus, os Nossos</em> ou <em>O Jogo Proibido do Amor</em>. Apesar de ter sido reconhecida no Globo de Ouro, nunca foi indicada ao Oscar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11254" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/0db97938-85ff-11e7-8f03-5f0754277a16_1280x720_075827-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>7 &#8211; Jerry Lewis (1926-2017)</strong></p>
<p>Surpreendentemente, Jerry Lewis, conhecido com o Rei da Comédia, nunca ganhou um Oscar. Com seu sucesso principalmente na década de 1960, o comediante começou a carreira fazendo dupla com o cantor Dean Martin e seu estilo de comédia física influenciou muitos nomes, entre eles Jim Carrey. Além disso, Lewis exercia total controle sobre a produção de seus filmes, sendo diretor, roteirista e editor. Ele não só estrelou icônicos longas de comédia como <em>Errado para Cachorro</em>, como também é famoso por seu papel em <em>O Rei da Comédia</em>, de Martin Scorsese, interpretando uma versão satírica de si mesmo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11256" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/p052f85d-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>6 &#8211; John Cleese (1939-presente)</strong></p>
<p>Quem não conhece <em>Monty Python</em>? Se a resposta for negativa, pare imediatamente de ler esse texto e vá ver os filmes disponíveis na Netflix. John Cleese é um de seus cofundadores, exercendo a função de roteirista e ator. Embora já tenha sido indicado ao Oscar por seu trabalho de argumentista, Cleese é injustamente esquecido por suas atuações. Assim como todos os integrantes do grupo britânico, ele tinha um humor ácido e rápido. Após abandonar <em>Monty Python</em>, o comediante criou a série <em>Fawlty Towers</em> e fez participações em filmes famosos, como: Nick Quase-Sem-Cabeça em <em>Harry Potter</em>; Q em <em>007 &#8211; Um Novo Dia Para Morrer</em> e o Inspetor Dreyfus em <em>Pantera Cor de Rosa 2</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11259" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/image-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>5 &#8211; Richard Pryor (1940-2005)</strong></p>
<p>Maior comediante de<em> stand-up</em> de todos os tempos? Segundo o <em>Comedy Central</em>, sim. Marcado por seus rápidos diálogos, Pryor utilizava o humor para denunciar o racismo de sua época, sendo chamado de &#8220;Picasso de sua geração&#8221; por Jerry Seinfeld. Além de fazer muitos <em>stand-ups</em>, o humorista participou de alguns filmes de comédia, mas a sua grande atuação realmente foi em um drama, assim como Sandler. Na estreia de direção de Paul Schrader (responsável pelo roteiro de <em>Taxi Driver</em>), no filme <em>Vivendo na Corda Bamba</em>, Pryor traz uma atuação convincente e forte. Em um estilo completamente diferente, seu papel foi bastante elogiado pelo renomado crítico Roger Ebert.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11255" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/steve-martin-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>4 &#8211; Steve Martin (1945-presente)</strong></p>
<p>Apesar de ter cinco nomeações para o Globo de Ouro, Steve Martin só foi lembrado pelo Oscar por um prêmio honorário em 2014. Caso sirva de prêmio de consolação, ele também já apresentou a premiação três vezes. Com seu estilo irônico, Martin fez mais de 70 filmes e chegou a ser comparado com Jerry Lewis no início da carreira. Seus papéis mais conhecidos pelo público são o trapalhão Clouseau em <em>Pantera Cor de Rosa</em> e o pai de muitos filhos em <em>12 É Demais</em>. Com uma carreira tão rica, é claro que o ator não fez apenas comédias, sendo possível vê-lo em filmes de drama como <em>A Trapaça</em>, <em>Uma Virada do Destino</em> e, mais recentemente, <em>A Longa Caminhada de Billy Lynn</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11258" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/IW_HughGrant47640-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>3- Hugh Grant (1960-presente)</strong></p>
<p>Uma das figuras mais populares do cinema britânico, não há como dizer que Hugh Grant é totalmente esquecido. Ganhador do BAFTA e do Globo de Ouro, Grant ainda não foi lembrado pelo Oscar. Com sua comédia sarcástica, Grant já chamava a atenção na década de 1990 em filmes como <em>Quatro Casamentos e um Funeral</em> e <em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>. Indo para o lado dramático, ele também não desapontou atuando em <em>Cloud Atlas</em> e <em>Florence: Quem é Essa Mulher?</em>. Mais recentemente, Grant fez o antagonista de <em>Paddington 2</em>, com uma atuação extremamente caricata e exagerada, roubando o filme para si.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11250" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/1511563690343905-shutterstock_9040454g-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>2 &#8211; Jim Carrey (1962-presente)</strong></p>
<p>Um dos homens mais excêntricos e complexos do mundo, Jim Carrey é muito mais do que o Lóide, de <em>Debi &amp; Lóide</em>. Afinal, além de comediante, Carrey se mostrou um ótimo ator dramático em<em> O Show de Truman</em>, que na época já levantou especulações de que ele poderia ser nomeado ao Oscar de Melhor Ator. Posteriormente, ele iria reafirmar sua excelência no drama como o protagonista de <em>O Mundo de Andy</em> e <em>Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças</em>. Ainda que tenha sido premiado diversas vezes, o ator sempre pareceu ser rejeitado pela Academia. Será preconceito só porque ele participou de <em>Batman Forever</em>?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11253" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/09/2.14BenStillerCvr-FTR-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>1 &#8211; Ben Stiller (1965-presente)</strong></p>
<p>Outro ator que é popularmente conhecido por filmes mais acessíveis como <em>Uma Noite No Museu</em>, Stiller também já provou que sabe fazer drama. Em constante parceria com o diretor Noah Baumbach, Stiller está em papéis convincentes em <em>Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe</em> (assim como Sandler),<em> Enquanto Somos Jovens</em> e <em>O Solteirão</em>. Seguindo essa mesma linha, o humorista já trabalhou com Wes Anderson em <em>Os Excêntricos Tenenbaum</em>s, também com uma atuação impressionante.</p>
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		<title>Crítica: Mistério no Mediterrâneo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2019 13:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É um tanto estarrecedor quando uma pessoa vai assistir a um guilty pleasure e sai da sessão apenas com a culpa nos ombros. Este é o caso de Mistério no Mediterrâneo que traz diversos elementos que poderiam tornar o filme divertido, mesmo que bobo ou com pouca qualidade técnica, mas não foi o que ocorreu. Estrelado por Jennifer Aniston (Família do Bagulho) e Adam Sandler (Click), a história conta o caso de um assassinato de um bilionário em um iate [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É um tanto estarrecedor quando uma pessoa vai assistir a um <em>guilty pleasure</em> e sai da sessão apenas com a culpa nos ombros. Este é o caso de <em><strong>Mistério no Mediterrâneo</strong></em> que traz diversos elementos que poderiam tornar o filme divertido, mesmo que bobo ou com pouca qualidade técnica, mas não foi o que ocorreu. Estrelado por Jennifer Aniston (<em>Família do Bagulho</em>) e Adam Sandler (<em>Click</em>), a história conta o caso de um assassinato de um bilionário em um iate e como o casal protagonista precisa revelar a farsa e ser inocentado da culpa do crime.</p>
<p>Em uma tentativa de misturar situações cômicas e uma história policial, com um tom da obra de Agatha Christie, o diretor Kyle Newacheck (<em>Perda Total</em>) não consegue alcançar nenhum dos dois intentos. O tempo dilatado das movimentações, a dinâmica do elenco coadjuvante – que dá muita importância a cada fala do texto, sem criar ritmo para as cenas -, os planos mais demorados do que poderiam ser nas sequências de ação, podem ser as razões para a falta de êxito em criar um clima de tensão e mistério.</p>
<p>Além do mais, o crime e seus desenvolvimentos são um tanto óbvios, deixando com que o público já saiba o que vai acontecer do início ao fim desde muito antes de ser mostrado. Contudo, o longa não se leva tão a sério assim e poderia ser mais enviesado nos traços de comédia e entreter sua plateia. No entanto, as piadas parecem ter saído do recreio da sexta série do início dos anos 2000 e possuem apenas questões sobre falo, escatologia e pitadas de machismo.</p>
<p>O único ponto de respiro da produção são as atuações de Aniston e Sandler e a interação entre a dupla. Os dois conseguem dar cor e sentido ao texto simplório que saem de suas bocas, trazendo um pouco de verdade cênica. É bem verdade que eles destoam dos arquétipos que os criadores de <em><strong>Mistério no Mediterrâneo</strong> </em>tentaram trazer, mas também funcionam como um alívio por tratarem as peripécias que vivem na tela como algo sério, buscando deixar o absurdo para as situações do enredo. A química entre o casal é uma questão relevante e positiva, pois entre os olhares, cutucões, risadas etc cria-se uma veracidade ali e pode-se sentir empatia com o casal.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kyle Newacheck<br />
<strong>Elenco:</strong> Adam Sandler, Jennifer Aniston, Luke Evans, Terence Stamp, Gemma Arterton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: Homens, Mulheres e Filhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2014 12:34:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Sandler]]></category>
		<category><![CDATA[Ansel Elgort]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Haysbert]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Garner]]></category>
		<category><![CDATA[Judy Greer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homens, Mulheres e Filhos é justamente aquele tipo de filme que divide completamente a opinião dos espectadores. Ou você sai do cinema dizendo “que filme ótimo”, ou dizendo “que perda de tempo”. Particularmente, fico na primeira opção e acrescento que o longa é um banho de pequenas lições de moral na sociedade que assiste. Paralelo a isso, uma boa escolha de elenco que atrai o espectador e envolve as cenas a todo o momento e em qualquer núcleo de histórias. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/484331.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2438 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/484331.jpg" alt="484331" width="610" height="348" /></a></p>
<p><em>Homens, Mulheres e Filhos</em> é justamente aquele tipo de filme que divide completamente a opinião dos espectadores. Ou você sai do cinema dizendo “que filme ótimo”, ou dizendo “que perda de tempo”. Particularmente, fico na primeira opção e acrescento que o longa é um banho de pequenas lições de moral na sociedade que assiste. Paralelo a isso, uma boa escolha de elenco que atrai o espectador e envolve as cenas a todo o momento e em qualquer núcleo de histórias.</p>
<p>O filme envolve várias histórias que vão de interligando e falam basicamente de família e relações interpessoais. A internet tem papel importante no enredo e mostra o quanto as pessoas podem se transformar nela e mudar de personalidade. Situações vão acontecendo e o espectador simplesmente assiste situações muito reais de seu dia a dia, que passam despercebidas.</p>
<p>No caso de Jennifer Garner, ela é uma mãe psicótica que fiscaliza absolutamente tudo que a filha faz. Literalmente tudo. Ela entra nos e-mails, lê as mensagens, vê ligações, redes sociais, sendo que a jovem já tem 16 anos. O caso mostra a total falta de privacidade que a menina vive por conta da tecnologia. Enquanto isso, a menina, vivida por Kaitlyn Dever, que acaba sendo mais reclusa por conta do comportamento da mãe, começa a se envolver escondido com um jovem (Ansel Elgort) que sofre com o abandono recente da mãe. O desfecho deste núcleo é sofrido e complicado, mas mostra perfeitamente a superficialidade das relações, o nível depressivo dos jovens que se escondem em carapuças virtuais, entre outras questões que não entrarei em detalhes para não dar spoiler.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/488081.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2439 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/488081.jpg" alt="488081" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Tem também a jovem anoréxica em que os pais simplesmente fazem vista grossa ou não conseguem perceber o problema que é mais que nítido para qualquer pessoa. A menina tem dezenas de fotos de modelos magérrimas no quarto, não come, tem aspecto de doente, fora a magreza excessiva. Paralelo a isso, ela tem a autoestima tão baixa que acaba se sujeitando aos caprichos de uma paixonite do colégio e acaba perdendo a virgindade da pior forma possível.</p>
<p>Outro núcleo principal é o casal que está junto há muito tempo e perdeu o eros da relação. Eles simplesmente não conseguem mais se atrair um pelo outro. Acabam se deixando envolver pela internet, achando que os relacionamentos virtuais não são necessariamente traições, em busca daquilo que lhes falta na relação física. O processo deles é muito interessante e mostra como, às vezes, o relacionamento têm problemas e as pessoas simplesmente não estão dispostas a lidar com eles.</p>
<p>Todo este processo de intervenções é pincelado com a narração da inconfundível Emma Thompson, que dá um tom diferente ao longa, como se fossem contos , histórias de aprendizado.</p>
<p>O filme como um todo é muito bom e segue a linha monótona que eu, particularmente, adoro. É uma comédia dramática, mas segue mais para o drama e faz o espectador refletir a maior parte do tempo sobre diversas questões de amor, amizade, família. Sobre como lidamos com o outro e como nossas ações são capazes de influenciar em tudo ao nosso redor. Vale muitíssimo a pena!</p>
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