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	<title>Arquivos Adam Brody - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Adam Brody - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Shazam! Fúria dos Deuses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 23:15:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Shazam! Fúria dos Deuses finalmente chega aos cinemas e já vem trazendo uma boa proposta de discussão sobre o que é filme de super-herói. E por mais que eu não seja a maior entusiasta do gênero, te afirmo que isso, sim, é um filme de super-herói, que deixa os últimos longas da Marvel no chinelo. Afinal, quando a DC se dedica a um projeto, normalmente faz algo muito melhor do que a sua concorrente. (neste momento, os marvetes estão me [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Shazam! Fúria dos Deuses</strong></em> finalmente chega aos cinemas e já vem trazendo uma boa proposta de discussão sobre o que é filme de super-herói. E por mais que eu não seja a maior entusiasta do gênero, te afirmo que isso, sim, é um filme de super-herói, que deixa os últimos longas da Marvel no chinelo. Afinal, quando a DC se dedica a um projeto, normalmente faz algo muito melhor do que a sua concorrente. (neste momento, os marvetes estão me xingando kkkkk).</p>
<p>Shazam (Zachary Levi, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/"><em>Thor: Ragnarok</em></a>) lida com a má fama que ele e seus irmãos heróis estão adquirindo na cidade, por conta do rastro de destruição que deixam no caminho de seus resgates. Ele quer fazer a coisa certa, mas não sabe exatamente como e seus traumas do passado acabam tornando o caos ainda mais pesado e difícil de lidar. Afinal, ele ainda é um adolescente (Asher Angel)!</p>
<p>Em meio a esses dilemas juvenis, ele começa a receber mensagens do Mago (Djimon Hounsou, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-as-panteras/"><em>As Panteras</em></a>), que o tenta avisar que, ao quebrar o cajado de energia, ele abriu o portal dos mundos e agora as deusas, filhas do deus Atlas, estão buscando vingança pela perda de seu mundo. Sem saber para onde ir e o que fazer, ele se junta com os irmãos para tentar bolar um plano!</p>
<p>O filme vai nos inserido gradualmente naquela realidade que Billy vive no momento. Ele e os irmãos vivenciam as dúvidas que qualquer jovem tem naquela idade, como lidar com o bullying na escola, decidir o que fazer de faculdade, o primeiro amor, as descobertas dos próprios gostos. Tudo isso nos leva a ficar imersos na atmosfera da história, nos envolvendo novamente e rapidamente com os personagens, que trazem muito carisma na personalidade e nas atuações.</p>
<p>É preciso ter em mente que a proposta de longas do protagonista é ser algo mais leve, porque a própria história pede isso. <strong><em>Shazam! Fúria dos Deuses</em></strong> segue muito bem essa linha, duelando entre a leveza e a ação nata de super-heróis. Então intercalamos cenas de muita correria, disputa e voos bacanas com adolescentes entediados com a própria vida. O filme não tem pressa, mas ao mesmo tempo não perde tempo com inutilidades.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16526" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943.jpg" alt="Shazam! Fúria dos Deuses" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3626943-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Aliás, acho que é justamente o maior mérito deste longa. Saber dosar os momentos e não se exceder em nada. Com muita facilidade ele envolve o espectador em uma trama gostosa de acompanhar e que nos faz ter interesse cena após cena. E a sutileza com que isso acontece é incrível.</p>
<p>Para lidar com os nossos heróis, temos vilãs de peso e que, de fato, infringem medo. Você sente o poder delas logo no começo, especialmente que existe ali uma hierarquia de perigo. Lucy Liu (<em>O Plano Imperfeito</em>), Helen Mirren (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-grande-mentira/"><em>A Grande Mentira</em></a>) e Rachel Zegler (Amor, Sublime Amor) formam um trio improvável de antagonista que, surpreendentemente, funciona muito bem. Cada uma traz uma faceta diferente dos deuses e seus reais poderes.</p>
<p>Tudo isso é abarcando por ótimas escolhas da direção. David F. Sandberg (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-annabelle-2-a-criacao-do-mal/"><em>Annabelle 2 &#8211; A Criação do Mal</em></a>) traz uma linearidade simples e efetiva ao contar uma história como ela de fato é. Ele não duvida nem um pouco da esperteza do espectador, mas também não abusa da sua paciência, com milhares de plots que precisam se conectar do mais absoluto nada. Sendo assim, mesmo uma pessoa que não tenha assistido o primeiro filme de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-shazam/"><em>Shazam!</em></a> conseguirá se entreter e se interessar pela história. E isso é um grande mérito!</p>
<p>Sandberg consegue, inclusive, ir criando uma grande expectativa do surgimento de um personagem importante do universo DC, ao mesmo tempo em que deixa o espectador nessa dúvida. Sem dar spoilers, mas é muito legal quando este momento acontece. Um grande serviço aos fãs, especialmente depois das notícias do reebot que vai reiniciar quase todos os personagens, perdendo assim seus artistas já conhecidos.</p>
<p>Dito isso, <em><strong>Shazam! Fúria dos Deuses</strong></em> é um filme que definitivamente funciona demais! Ele entretém, mescla bem a fase adolescente com os heróis adultos, tem ótimas antagonistas, uma história redondinha e aquele clima pulsante de empolgação no ar. É definitivamente um acerto que acredito que todo mundo deveria ter o prazer de conferir nos cinemas!</p>
<p><strong>Direção:</strong> David F. Sandberg</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Rachel Zegler, Adam Brody, Ross Butler, D.J. Cotrona, Grace Caroline Currey, Meagan Good, Lucy Liu, Djimon Hounsou, Helen Mirren</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/YYY6Ln53XtI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Bela Vingança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 18:06:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que Bela Vingança não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever qualquer coisa sobre o filme, é necessário dizer que <strong><em>Bela Vingança</em></strong> não é uma produção fácil de assistir! Obviamente, sobretudo para as mulheres. Desde os primeiro minutos de projeção, entre os quadros elaborados, que dialogam com o espectador, e as músicas sarcásticas, que jogam com as situações em cena, é possível notar a força da história que será contada. A qualidade dos enquadramentos vêm de uma decupagem, que procura evidenciar as ações mostradas na tela. Ainda que, em alguns momentos, existam textos falados que entregam mais do que deveriam &#8211; pois reiteram o que já está na imagem -, majoritariamente, o longa procura transmitir os seus significados, tensões e ironias, através da direção.</p>
<p>O olhar de Emeralld Fennell (<em>Killing Eve</em>) – que também é roteirista da obra – é múltiplo e convoca o espectador para observar a mesma sequência por diversos ângulos, profundidades de campo e planos. Esta estratégia acaba por contribuir para a elevação da suspensão e para o reforço das emoções da protagonista e do que ocorreu e acontece com ela. Um exemplo é o diálogo entre Cassandra (Carey Mulligan, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-mudbound-lagrimas-sobre-o-mississipi/"><em>Mudbound &#8211; Lágrimas Sobre o Mississipi</em></a>) e Jordan (Alfred Molina, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vice/"><em>Vice</em></a>). A cada corte seco, a angulação vai se transformando e o local de fragilidade e força entre as personagens intercambiando. Há uma tradução dos sentimentos postos na tela, como se Cassandra saísse superior deste encontro e Jordan com um pouco de redenção e perdão.</p>
<p>Através do uso de plano detalhe &#8211; não apenas neste momento de Jordan e Cassandra, mas como em toda a sessão -, Fennell revela as minúcias presentes na narrativa. Seja em um copo de bebida, na captura das microexpressões faciais de Mulligan ou na mão de suas personagem durante o desfecho da produção. Cada instante deste fomenta o que se desejar passar ali: as lutas cotidianas e extra cotidianas das mulheres oprimidas por esses homens brancos privilegiados, acostumados a saírem ilesos de seus crimes. Neste sentido, o roteiro de Fennell também favorece o resultado final da obra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14025" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg" alt="Bela Vingança" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/bela-vinganca-imagem-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Ainda que desde o começo <strong><em>Bela Vingança</em></strong> seja extremamente forte em seu conteúdo – com menção à assédio sexual e estupro –, é possível notar como Emeralld Fennell distribui as revelações sobre o passado de Cassandra. As ligações dela com figuras do seu passado são apresentadas sem pressa. Existe, porém, apenas um exagero no tom de mistério. Já na metade da exibição, o espectador conseguir compreender o que se passou anteriormente, no período no qual Cassandra e sua melhor amiga estavam na faculdade. Talvez, o consumidor seja um tanto subestimado aqui, mas, apesar deste aparente desespero em criar dúvidas sobre a trajetória de Cassandra mais do que o necessário, não há um comprometimento na totalidade do filme.</p>
<p>Algo que acaba por segurar a atenção do público durante esta breve queda rítmica é a atuação de Carey Mulligan. Na criação de seu papel, ela equilibra a dinâmica de tons empregados em sua Cassandra. Indo de compaixão até frieza ou ódio intenso, Mulligan consegue modificar em poucos segundos as intenções textuais. Ela ainda trabalha com algo delicado, que é a aparente paralisação que Cassandra tem que performar quando está em contato com os predadores da trama. Neste contexto, através de pequenos gestos, ela revela as intenções e pensamentos de sua personagem, com intensidade, mas a partir de detalhes.</p>
<p>Desta maneira, <strong><em>Bela Vingança</em></strong> é forte em sua temática, mas acaba por dosar esta característica, pois traz delicadeza e cuidado em sua técnica.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Emerald Fennell</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Carey Mulligan, Bo Burnham, Alison Brie, Connie Britton, Adam Brody, Jennifer Coolidge, Laverne Cox, Max Greenfield</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/i4o8zysEr-A" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: Casamento Sangrento (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 12:57:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Logo de cara, o espectador já é informado de que a família Le Domas não é comum. A abertura de Casamento Sangrento traz um flashback, no qual a índole daquelas pessoas fica bastante clara. Em seguida, o público conhece a mocinha da história, a Grace (Samara Weaving, Três Anúncios Para Um Crime). Vestida de noiva, ela conversa consigo mesma, sobre suas preocupações e ansiedades, enquanto fuma um cigarro. Estes elementos iniciais são de extrema relevância para trama e não são [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Logo de cara, o espectador já é informado de que a família Le Domas não é comum. A abertura de<strong><em> Casamento Sangrento</em></strong> traz um <em>flashback</em>, no qual a índole daquelas pessoas fica bastante clara. Em seguida, o público conhece a mocinha da história, a Grace (Samara Weaving, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tres-anuncios-para-um-crime/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Três Anúncios Para Um Crime</em></a>). Vestida de noiva, ela conversa consigo mesma, sobre suas preocupações e ansiedades, enquanto fuma um cigarro. Estes elementos iniciais são de extrema relevância para trama e não são postos a toa. Enquanto a narrativa vai acontecendo, cada vez mais detalhes são revelados.</p>
<p>Este é um ponto positivo sobre este longa. Inicialmente, a progressão em que as práticas dos Domas são reveladas, juntamente com um clima de tensão que não se dispersa, até dado momento de exibição, ajudam a elevar a sensação de suspense, seguido de pânico, o que pode prender o público. Além disto, apesar de haver um prosseguimento na revelação de quem são aquelas figuras, o jogo de introdução de quem elas são é bastante criativo e elucidativo. A decisão de colocar duplas que trocam farpas e dão conselhos antes da cerimônia é uma pista de como será o desenrolar de tudo posteriormente. No entanto, quando todo o esquema está posto e a perseguição da protagonista vai começar parece que todo o fôlego da produção já foi gasta.</p>
<p>Daí em diante, o equilíbrio vai se perdendo e o tom necessário some gradativamente. A começar pela existência de uma comicidade um tanto desacertada na obra. Colocada pelos roteiristas Guy Busick (<em>Urge: Droga Mortal</em>) e R. Christopher Murphy (<em>Castle Rock</em>), ela passa do ponto e vai se transformando em um desperdício de tempo e da chance de criar suspense. O problema não são os traços de comédia em si, mas como eles são utilizados e como acontece uma quebra de expectativa que chega de uma maneira negativa. Isto porque os caminhos acabam não sendo decididos e ainda que gêneros múltiplos possam gerar bons resultados, aqui esta escolha chega confusa.</p>
<p>Outra questão  que aparece, também advindo de uma aparente indecisão, é o subaproveitamento de certos <em>plots</em> que não se desenvolvem, ficando apenas na superfície. No princípio, há uma sensação de que a premissa da Tia Helena (Nicky Guadagni) vai ser aprofundada e afetará os rumos do enredo. Assim como a aparição de Becky (Andie MacDowell, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-magic-mike-xxl/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Magic Mike XXL</em></a>) e suas sequências de diálogos com Grace deixam uma pista falsa de que ela se tornará uma peça chave por ali. No entanto, as duas, ao invés de crescerem, vão cada vez mais se planificando e virando um pouco igual a todos que estão por ali.</p>
<p>No resultado final, acaba que a combinação dos textos e ações, com as atuações mirando mais em tipos do que indivíduos (não que isso não possa ser uma estratégia que funcione) deixam tudo muito bobo. O medo e o suspense vão se esvaindo e as tentativas de graça não funcionam, deixando a sessão cada vez menos dinâmica. Contudo, alguns aspectos fazem a sessão valer a pena. A seleção de uma atriz para o papel principal é de fundamental importância, justamente porque o carisma e o talento de uma intérprete podem colaborar intensamente para a qualidade do projeto.</p>
<p>Weaving imprime força para sua criação e consegue mesclar sutileza, doçura, frieza e força. Em um instante ela consegue passar por todas estas emoções e retornar para algum ponto necessário. A sua Grace é a única que não se planifica e vai crescendo enquanto a trama avança. A sua atuação acaba equilibrando a atmosfera histriônica criada em algumas partes, algo que é proposital, claro, mas que deixa quase uma estafa, evitada pelas escolhas cênicas e processuais de Samara. Assim, em termos gerais, <strong><em>Casamento Sangrento</em></strong> acaba sendo uma produção divertida e leve. Sem criar muitas expectativas é possível ter um entretenimento digno.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Matt Bettinelli-Olpin, Tyler Gillett</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Samara Weaving, Andie MacDowell, Adam Brody, Mark O&#8217;Brien, Henry Czerny, </p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/romYQvllHTA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: SHAZAM!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2019 15:29:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias. Aquaman foi o primeiro a iniciar essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada de um herói pode ser contada de diversas maneiras. A própria expressão imagética dessa figura não tem normas pré estabelecidas e pode percorrer qualquer caminho. Da Grécia antiga até as mais recentes narrativas cinematográficas dos grandes estúdios, as possibilidades se tornaram infinitas de representar uma personagem heroica. A partir desses novos cenários, o Universo Estendido da DC (DCEU) reformulou o seu caminho e encontrou uma nova forma de construir suas histórias.</p>
<p><em>Aquaman</em> foi o primeiro a iniciar essa nova linha de pensamento da DC Films. O longa-metragem sobre o rei de Atlântida abriu portas e deu pistas sobre o que os fãs poderiam esperar das próximas produções. Com a estreia de <em><strong>SHAZAM</strong></em>!, o público pode conferir a confirmação de suas expectativas. O DCEU parece, enfim, ter encontrado o seu caminho. A produção estreia nesta quinta-feira (4) e promete alavancar o futuro do universo.</p>
<p>Billy Batson (Asher Angel) vive mudando de lares adotivos. Logo após chegar na casa dos Vasquez, ele acaba entrando numa briga para defender um dos outros adotados. Fugindo dos valentões, Billy acaba encontrando um antigo mago (Djimon Hounsou) que o transformará num super-herói adulto todas as vezes que ele invocar o nome do ancião. Para entender o que aconteceu, Billy decide contar para Freddy (Jack Dylan Grazer), seu novo irmão adotivo que entende tudo de heróis, sobre o seu super e mágico alter ego chamado Shazam (Zachary Levi). Tudo parecia uma diversão para os dois garotos – os quais passavam os dias testando os poderes de Shazam – até o momento que seu adversário, o Dr. Thaddeus Silvana (Mark Strong), surge na tentativa de roubar os seus poderes. Agora o adolescente terá que enfrentar o poderoso vilão para salvar a cidade, a nova família e a si mesmo.</p>
<p>Apesar das evidentes mudanças mostradas em <em>Aquaman</em>, o tom do novo longa da DC Films é completamente diferente das outras produções do universo. <strong><em>SHAZAM</em></strong>! tem uma natureza cômica sem igual. O filme resgata um olhar mais leve sobre as histórias de super herói sem perder as características do universo e a profundidade dos assuntos abordados. A película retrata aspectos da infância, questões sobre o sentimento do que é uma família e trata, também, sobre o sentido de pertencimento. Tudo isso em meio a uma estrutura engraçada que, por si só, se destaca. O caminho escolhido para <strong><em>SHAZAM!</em> </strong>foi um dos melhores acertos da Warner Bros. desde que a produtora resolveu refazer as <em>hqs</em> dos componentes da Liga da Justiça.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10373" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="SHAZAM!" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1759136.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro é uma adaptação muito correta e funciona como uma narrativa inteligente. Henry Gayden escreveu uma enxuta e agradável história capaz de captar um público variado. Para aqueles que leram os quadrinhos do herói, <em><strong>SHAZAM!</strong></em> é um presente que leva o fã de volta as páginas das <em>hqs</em> – com algumas alterações que são compreensíveis e que conseguem desenhar o futuro da narrativa. Para o espectador que vai aos cinemas pelo simples fato de ser um filme de herói, esse terá uma sessão surpreendentemente divertida. O longa dirigido por David F. Sandberg (<em>Quando as Luzem se Apagam</em>, de 2016, e <em>Annabelle 2</em>, de 2017) é uma das jornadas de herói mais criativas e engraçadas já feitas.</p>
<p>O maior suporte dessa estrutura plenamente sutil, criativa e divertida é o elenco. O trio Zachary Levi, Asher Angel e Jack Dylan Grazer toma conta da narrativa com performances extraordinárias. A consonância entre as atuações de Levi e Angel é assombrosa. Quando eles trocam de lugar em cena – seja Billy virando o Shazam ou o contrário – os trejeitos, a fala e o olhar permanecem. A conexão entre os dois atores faz a narrativa crescer de maneira quantitativamente exponencial. Para agregar ainda mais as cenas deles, Grazer completa o trio trazendo a sua presença de cena. A personagem dele representa a comédia, a consciência heroica e, principalmente, é uma expressão do desejo de toda criança. Grazer entra em cena para personificar o sonho infantil de ser um herói.</p>
<p>A estreia de<strong><em> SHAZAM!</em> </strong>é um momento glorioso da DC. Como o segundo acerto dessa nova jornada, a bilheteria promete ser tão boa quanto a de <em>Aquaman</em> e <em>Mulher-Maravilha</em>. As críticas elogiaram incontestavelmente a produção – mais até do que o filme estrelado por Jason Momoa – e isso, somado aos acertos do filme, farão desse um dos expoentes da nova fase da DC. <em><strong>SHAZAM!</strong></em> funcionará como a ponte para fazer o espectador voltar a confiar nas produções do universo – o qual deve crescer e prosperar daqui para frente. A película estrelada por Zachary Levi inicia definitivamente a nova era da DCEU com a esperança de que o que está por vir sempre será melhor.</p>
<p><strong>Direção:</strong> David F. Sandberg<br />
<strong>Elenco:</strong> Zachary Levi, Asher Angel, Mark Strong, Djimon Hounsou, Jack Dylan Grazer, Grace Fulton, Ian Chen, Faithe Herman, Adam Brody, Ross Butler, Michelle Borth, Meagan Good, D.J. Cotrona</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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