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	<title>Arquivos A Favorita - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos A Favorita - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 01:38:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2019 pode ser o ano que consagrará uma das maiores atrizes que o cinema já teve e que nunca levou a estatueta do Oscar. Pode ser o ano também que terá como vencedora da estatueta uma estrela da música pop, seguindo os passos de Cher. Uma inglesa que surge aos holofotes ou uma popular comediante num papel dramático também podem ser as vencedoras da noite. A Academia também pode fazer história dando a estatueta para uma atriz mexicana descendente de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2019 pode ser o ano que consagrará uma das maiores atrizes que o cinema já teve e que nunca levou a estatueta do Oscar. Pode ser o ano também que terá como vencedora da estatueta uma estrela da música pop, seguindo os passos de Cher. Uma inglesa que surge aos holofotes ou uma popular comediante num papel dramático também podem ser as vencedoras da noite. A Academia também pode fazer história dando a estatueta para uma atriz mexicana descendente de índios. Os cinco nomes que concorrem ao Oscar de melhor atriz em 2019 podem construir uma bela narrativa ao vencer o prêmio. Confira quem são elas e quais as suas chances:</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10010" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/blogib_a-esposa_feat.jpg" alt="Glenn Close" width="610" height="348" /><br />
<strong>Glenn Close, por <em>A Esposa</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Para os que acharam a vitória de Leonardo DiCaprio no Oscar por sua interpretação em <em>O Regresso </em>tardia, há mais de três décadas a veterana Glenn Close espera pelo prêmio. A atriz já foi indicada ao Oscar seis vezes antes de <em>A Esposa</em>, incluindo nessas menções dois de seus desempenhos mais reverenciados, em <em>Atração Fatal</em> de 1987, pelo qual perdeu a estatueta para Cher em <em>O Feitiço da Lua</em>, e <em>Ligações Perigosas </em>de 1988, numa edição do prêmio que deu a vitória para Jodie Foster em <em>Acusados</em>. No drama de Björn Runge, Close interpreta a esposa de um renomado escritor que viaja com o marido para Estocolmo  a fim de prestigiar a cerimônia de entrega do prêmio Nobel de literatura para ele. Gradualmente, essa mulher começa a questionar tudo aquilo que abdicou em nome desse matrimônio. Diferente dos seus desempenhos mais célebres, incluindo a icônica vilã Cruela DeVil de <em>101 Dálmatas</em>, a interpretação da atriz em <em>A Esposa </em>é marcada pela economia, pelas reações de suas personagens aos demais e pelo esboço de reações que contrariam aquilo que ela verdadeiramente sente. É discreto e algo que somente uma atriz do calibre de Close conseguiria transmitir. Tendo vencido o SAG Awards, premiação do sindicato dos atores, o Critic&#8217;s Choice e o Globo de Ouro, podemos dizer que, até o momento, Glenn Close está na dianteira da corrida pelo Oscar de melhor atriz.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10011" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lady_gaga_nasce_uma_estrela.jpg" alt="Lady Gaga" width="610" height="348" /><br />
<strong>Lady Gaga, por <em>Nasce uma Estrela</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A principal concorrente de Close é Lady Gaga, que, assim como Cher em 1987, pode tirar o favoritismo da veterana. Estreando nos cinemas com a quarta versão para os cinemas de <em>Nasce uma Estrela</em> após vencer o Globo de Ouro de melhor atriz com a 5ª temporada de <em>American Horror Story</em>, Gaga vive Ally, uma personagem que tem paralelos com a própria trajetória da cantora. De revelação, a jovem compositora e cantora é lançada ao estrelato pop após ser descoberta por um músico interpretado por Bradley Cooper. Nessa mesma edição do Oscar, Gaga concorre ao prêmio de melhor canção pelo <em>hit </em>&#8220;Shallow&#8221; e deve levar esse prêmio, o que pode ser uma vitória de consolação na cabeça dos votantes, que se sentiriam desobrigados de premiá-la também como melhor atriz. A questão é que apesar de Close ser veterana na sua arte, não teve um nome mais presente na temporada de prêmios de 2019 que Lady Gaga, que se esforçou ao máximo para promover o seu filme em todas as circunstâncias na qual foi convocada para falar sobre sua experiência em <em>Nasce uma Estrela</em>, que, diferente de <em>A Esposa</em>, concorre ao prêmio de melhor filme. Poderia Gaga repetir o feito de Cher, conseguindo algo que Madonna e Beyoncé não conquistaram?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10012" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2228285.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Olivia Colman, <em>A Favorita</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Olivia Colman é daquelas atrizes amadas pelo circuito de festivais de cinema que o grande público finalmente conhece através de um desempenho indicado ao Oscar. Em <em>A Favorita </em>de Yorgos Lanthimos a inglesa interpreta a Rainha Anne, objeto de cobiça de duas mulheres (Rachel Weisz e Emma Stone) que cobiçam o poder através do estreitamento da relação com a monarca. Colman brilha na pele de uma mulher repleta de problemas físicos e emocionais cuja imaturidade era um traço típico dos reis de sua época, que assumiam uma grande responsabilidade, mas tinham pouquíssima experiência para carregá-la. Pelo seu desempenho em <em>A Favorita</em>, Colman venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza, sendo um dos nomes que deu o pontapé na temporada de premiações em agosto de 2018, mês no qual os especuladores do Oscar já começaram a enxergá-la como provável indicada ao prêmio. Dito e feito. Após desempenhos marcantes e premiados como no drama <em>Tiranossauro </em>e participações em filmes como <em>A Dama de Ferro </em>e <em>Chumbo Grosso</em>, finalmente Olivia Colman ganha o destaque que merece. Pode correr por fora na disputa pois venceu os prêmios de melhor atriz em comédia ou musical no Globo de Ouro e no Critic&#8217;s Choice Awards.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10013" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/98522909-18f7-4e6c-8c50-91b3062e77e0-CYEFMMobile.max-2000x2000.jpg" alt="Melissa McCarthy" width="610" height="348" /><br />
<strong>Melissa McCarthy, <em>Poderia me Perdoar?</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Comediante popular em Hollywood, Melissa McCarthy não precisou esperar por um &#8220;drama sério&#8221; para enfim ser reconhecida pela Academia. Logo em 2012, a atriz conseguiu sua primeira indicação ao prêmio como melhor atriz coadjuvante por <em>Missão Madrinha de Casamento</em>, um <em>hit </em>de Paul Feig que a catapultou como um dos nomes mais rentáveis do gênero com longas como <em>A Espiã que Sabia de Menos </em>e <em>As Bem-Armadas. </em>Em <em>Poderia me Perdoar? </em>é que McCarthy exibe uma faceta mais dramática interpretando uma renomada escritora que entra para o mercado da falsificação de artigos para colecionadores de objetos relacionados ao universo das artes. Na pele de Lee Israel, McCarthy dá a complexidade necessária para a personagem, lidando com sua incapacidade de articular-se socialmente, por exemplo. O filme vem num bom momento da carreira da atriz, que, curiosamente, acaba de amargar o fracasso comercial de <em>Crimes em Happytime</em> e <em>Alma da Festa</em>, que lhe renderam indicações ao Framboesa de Ouro de pior atriz nesse mesmo ano do Oscar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10014" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2018-12-21-roma.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Yalitza Aparicio, <em>Roma</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A mexicana Yalitza Aparicio estreia no cinema em <em>Roma</em>, um dos grandes destaques do Oscar desse ano. Para muitos que esperavam nomes como Nicole Kidman (<em>O Peso do Passado)</em>, Charlize Theron (<em>Tully</em>) ou Emily Blunt (<em>O Retorno de Mary Poppins</em>) foi uma das surpresas da categoria, principalmente pela atriz ter sido pouco citada em outras premiações como o Critic&#8217;s Choice, Globo de Ouro ou SAG Awards, fortes indicadores do Oscar. No longa, Aparicio interpreta a funcionária doméstica de uma casa de família de classe média no México dos anos de 1970. Por sua indicação ao Oscar, Yalitza tem chamado a atenção no seu país natal, sendo agora cortejada por uma das maiores emissoras de TV, a Televisa, responsável por telenovelas populares aqui no Brasil como <em>Maria do Bairro </em>e <em>A Usurpadora</em>. Aparicio é a segunda mexicana a concorrer ao Oscar de melhor atriz, a primeira foi Salma Hayek por <em>Frida </em>em 2003, e a primeira indígena a estar na categoria. Acredita-se que seja a candidata com menos possibilidade de vitória na lista por ter sido o nome recepcionado com mais surpresa. A presença de Yalitza na lista, todavia, indica que a Academia gosta muito de <em>Roma </em>e que o filme pode ter chances concretas na categoria melhor filme.</p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 15:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por Roma; Emma Stone e Rachel Weisz, por A Favorita; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse e Amy Adams, por Vice. A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Coisa de Cinéfilo está reunindo as principais categorias de indicações do Oscar 2019 e fazendo uma breve análise sobre os concorrentes. Por aqui, olho de perto as cinco atrizes que disputam a estatueta dourada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante, sendo elas: Marina de Tavira, por <em>Roma</em>; Emma Stone e Rachel Weisz, por <em>A Favorita</em>; Regina King, por <em>Se a Rua Beale Falasse</em> e Amy Adams, por <em>Vice</em>.</p>
<p>A categoria de coadjuvante é importante pois oferece suporte fundamental para os papéis principais. São elas que vão ajudar a tecer a trama e conduzir a história para onde ela deve caminhar. A maioria das atrizes em questão o fazem tão bem que, em alguns momentos, conseguem brilhar mais que os protagonistas, presenteando os espectadores com grandes atuações.</p>
<p>Com estilos de filmes bem diferentes (com exceção de Stone e Weisz que estão concorrendo pelo mesmo longa), as atrizes nos apresentam atuações muito distintas e contundentes. O perfil de mulheres fortes, no entanto, é um ponto comum entre todas. Suas personagens são precisas, articuladoras, humanas, vorazes e descobrem, ao longo das histórias, toda a força que carregam em si. Por isso, essa é uma categoria que merece muito a atenção do espectador, pelo alto nível dos trabalhos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9982" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/roma-1.jpg" alt="Marina de Tavira" width="610" height="348" /><br />
<strong>5 &#8211; Marina de Tavira, por Roma</strong><br />
A atriz Marina de Tavira é a concorrente de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme <em>Roma</em>, um dos mais fortes da premiação. Ela, no entanto, é o ponto mais fora da curva desta categoria, deixando alguns críticos intrigados com a sua nomeação. Marina interpreta a patroa no longa citado e tem uma progressão interessante na trama, saindo da mulher iludida para aquela que percebe a sua força e passa a mandar na situação. A questão, no entanto, é que não é uma atuação memorável ou de grande destaque. O filme <em>Roma</em>, como um todo, não favorece os atores, já que o foco é mesmo na incrível direção de Alfonso Cuarón. E se a protagonista já deixa a dúvida se realmente merecia a indicação, a coadjuvante certamente não deveria estar nesta posição. Soa mais como um <em>hype</em> da academia que realmente gostou muito do filme e quis incluí-lo em tudo que podia.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9983" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/005_tf_03726.jpg" alt="Emma Stone" width="610" height="348" /><br />
<strong>4 &#8211; Emma Stone, por A Favorita</strong><br />
Emma Stone surge como uma das concorrentes do filme <em>A Favorita</em> nesta categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela interpreta Abigail, uma jovem de origem humilde e alpinista social que vai construindo seu caminho no palácio da rainha Ana e ganhando notoriedade. Esperta e ambiciosa, logo ela começa a criar problemas que vão trazer algum benefício para si. Emma está em um bom momento de sua carreira, vindo de longas como <em>Guerra dos Sexos</em> e <em>La La Land &#8211; Cantando Estações</em>, além de já acumular, aos 30 anos, diversas indicações em premiações importantes. No entanto, seu papel em <em>A Favorita</em>, embora muito bom e preciso, tem muito de sua personalidade. Somos lembrados o tempo todo de que é Emma Stone interpretando aquela personagem. E por isso, coloco ela na 4ª posição na corrida pelo Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Seria preciso diversificar um pouco mais seu estilo de atuação para conquistar ainda mais o espectador.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9984" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0045474.jpg" alt="Regina King" width="610" height="348" /><br />
<strong>3 &#8211; Regina King, por Se a Rua Beale Falasse</strong><br />
A atriz Regina King interpreta a mãe dedicada e forte da protagonista de <em>Se a Rua Beale Falasse</em>, um longa que fala sobre o racismo presente na sociedade, dando foco em um período pesado dos Estados Unidos. King está completamente de corpo e alma no papel, brilhando em cada cena que aparece e ajudando a conduzir a trama. Ela é sofrida e forte, ao mesmo tempo. Daqueles personagens que passam por momentos difíceis, mas não se deixam abalar a maior parte do tempo. Ela ganhou, inclusive, o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante no início do ano pelo papel. O que a faz descer um pouco na minha lista é o tempo em tela. Por mais incrível que seja sua atuação, Regina some boa parte do filme e até mesmo suas cenas são breves. Talvez, se somar o tempo, ela não tenha mais de 10 minutos no total. A sensação que fica para o espectador é &#8220;quero mais&#8221;, &#8220;preciso de mais&#8221;. Embora ainda acredito que ela seja uma forte concorrente e tenha chances reais de ganhar, por aqui eu vejo por bem colocá-la na terceira posição.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9985" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0353335.jpg" alt="Amy Adams" width="610" height="348" /><br />
<strong>2 &#8211; Amy Adams, por Vice</strong><br />
A candidata ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante do filme <em>Vice</em> é Amy Adams. No longa que conta a história de Dick Cheney, ex-vice presidente dos Estados Unidos na época de George W. Bush, ela interpreta a esposa do político. Muito além de uma companheira, Lynne Cheney é uma articuladora voraz e tem protagonismo importante na história. Adams confere seu tom ao papel, mas dando espaço suficiente para que a personagem da vida real se manifeste. Este não é o melhor papel de sua carreira, é verdade, mas isso não tira o brilho do que nos foi apresentado. Amy está completa como Lynne e funciona ainda melhor como parceira em tela de Christian Bale, que vive Dick nas telonas. A evolução da personagem na trama é ótima de se acompanhar, tornando-a uma boa candidata ao prêmio.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9986" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/the-favourite-trailer-yogos-lanthimos-rachel-weisz-copy.jpg" alt="Rachel Weisz" width="610" height="348" /><br />
<strong>1 &#8211; Rachel Weisz, por A Favorita</strong><br />
No longa <em>A Favorita</em>, a atriz Rachel Weisz interpreta Lady Sarah, uma duquesa influente e braço direito da rainha Ana &#8211; vivida por Olivia Colman -, que manipula a monarca em benefício próprio, além de nutrir um sentimento profundo de amor pela mesma. Weisz, que é a segunda concorrente do longa, está em um dos seus melhores papéis. Ela consegue criar todos os tipos de sentimentos no espectador, que a ama e a odeia na mesma proporção. A medida que a personagem evolui e vai mostrando suas camadas, vemos a fragilidade e força da mesma. Somos presenteados a todos os momentos com grandes cenas e uma atuação impecável. Embora não seja exatamente a favorita a ganhar a estatueta nesta categoria, Rachel se mostra a maior merecedora, por um trabalho forte, contundente e sem arestas. Seria uma escolha honrosa da Academia.</p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhores Roteiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2019 19:26:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[A Favorita]]></category>
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		<category><![CDATA[Infiltrado na Klan]]></category>
		<category><![CDATA[No Coração da Escuridão]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Poderia Me Perdoar?]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>
		<category><![CDATA[Roteiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações do audiovisual hollywoodiano está fervendo desde o começo do ano. Dentro deste pacote, está um dos eventos mais esperados pelos fãs do cinema dos Estados Unidos: o Oscar. Com a cerimônia se aproximando, o Coisa de Cinéfilo resolveu trazer para seus leitores um especial com os melhores indicados, em algumas categorias. Com esta lógica, este texto vai elencar as produções que mais valem a pena de serem vistas dentro da categoria Melhor Roteiro. Na lista de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações do audiovisual hollywoodiano está fervendo desde o começo do ano. Dentro deste pacote, está um dos eventos mais esperados pelos fãs do cinema dos Estados Unidos: o Oscar. Com a cerimônia se aproximando, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> resolveu trazer para seus leitores um especial com os melhores indicados, em algumas categorias.</p>
<p>Com esta lógica, este texto vai elencar as produções que mais valem a pena de serem vistas dentro da categoria <em><strong>Melhor Roteiro</strong></em>. Na lista de escolhidos pela Academia é possível encontrar dois prêmios para este elemento, um referente a textos originais e outra para adaptados. Os dois estilos de script serão considerados neste top 5 que você pode conferir descendo a página.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9892" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/CYEFM_01748_R_rgb-1600x900-c-default.jpg" alt="Poderia Me Perdoar?" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>5 – Poderia me Perdoar?</strong><br />
Roteirizado por Nicole Holofcener (<em>À Procura do Amor</em>) e pelo estreante Jeff Whitty, o filme, baseado em fatos reais, conta a história da escritora Lee Israel. A artista começou a falir e a não conseguir trabalhar em seu ofício. Por isso, passou a falsificar cartas de atores famosos de Hollywood, forjando mais de 400 missivas. A forma como a narrativa vai revelando traços da personalidade da protagonista, o quê e quem a cerca e como a mesma entra nesta vida de crime é o principal motivo para o longa estar nesta lista. Além disso, com suavidade, Israel é mostrada sem planificações, mas sem buscar, no entanto, algum tipo de redenção para personagem. Pelo contrário, sua acidez e rispidez são exploradas, o que também cria um bom equilíbrio entre o que há de engraçado e deprimente em seu jeito de ser.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9964" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/First-Reformed.jpg" alt="No Coração da Escuridão" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>4 – No Coração da Escuridão</strong><br />
Escrito e dirigido por Paul Schrader, é curiosa a presença do longa nesta lista. Ele não é um filme repleto de diálogos imensos, mas feito de silêncio. E este é o ganho da produção. Todas as tensões, perguntas e respostas são encontradas dentro da ausência da fala. Os olhares, gestos e respirações se fazem bastante presentes e podem direcionar o olhar do espectador para o lugar certo. O principal da trama é: até que ponto o ser humano é sua própria vítima e algoz, tomando decisões prejudiciais, que irão afetar os entes queridos e até o mundo. Além de questões ideológicas, há um clima de mistério e suspense que enriquecem a forma como o enredo é desenvolvido. O que está por vir parece ser sempre uma dúvida ali.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9827" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Crítica-A-Favorita.jpg" alt="a favorita" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>3 – A Favorita</strong><br />
Deborah Davis (O Incrível Hulk) e Tony McNamara (A Grande Virada) roteirizam este duelo entre titãs. Duas primas lutam pela atenção da Rainha da Inglaterra. A dupla não mede esforços para realizar tal intento, sacrificando a honra e a dignidade para isto. A progressão da tensão estabelecida na relação entre as moças e com a rainha, individualmente, pode chamar a atenção por não ser tão linear quanto o de costume. Detalhes vão sendo revelados instantes antes e depois de um algum acontecimento mais forte, intrigando quem assiste. A intimidade e os segredos são postos em ações mais que diálogos. O texto mostra mais da dissimulação de Sarah (Rachel Weisz) e Abigail (Emma Stone) do que suas próprias intenções, que são mais claras em seus atos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9812" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/4303242.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="roma" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>2 – Roma</strong><br />
Dirigido e roteirizado por Alfonso Cuarón, <strong>tempo</strong> seria uma palavra que poderia descrever o longa. As ações levam tempo, os sentimentos do espectador e as sensações da protagonista também. Os eventos são por si só impactantes, mas é necessário digeri-los e isto está presente fortemente no enredo de <em>Roma</em>. Seja pela rotina de Cleo (Yalitza Aparicio), a descoberta que ela faz, a vida do lugar que ela trabalha e das pessoas que vivem ali. São muitas dores para serem engolidas velozmente e Cuarón sabe fazer com que elas se dilatem e reverberem depois. A construção da suavidade da personagem principal em contraponto com as coisas terríveis que lhe acontecem dão ganho a isto.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9577" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Infiltrado-na-Klan.jpg" alt="estreias do cinema" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>1 – Infiltrado na Klan</strong><br />
Roteirizado pelo quarteto Spike Lee (Febre da Selva), Charlie Wachtel (Obsessão), David Rabinowitz (Harmless) e Kevin Willmott (Chi-Raq), o filme é baseado em fatos reais e narra a trajetória de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro que consegue se infiltrar na seita Klu Klux Klan, como aponta o título. Ambientado nos anos 1970, o longa é repleto de referências da época. Contudo, o que mais chama a atenção é como os diálogos e as ações conseguem deixar estampado o racismo que está impregnado no cotidiano, desde o velado até o violento. Além disso, a ponte que é feita para a contemporaneidade revela os retrocessos do presente e as marcas da luta do movimento negro. Por fim, um outro elemento que pode ser apontado é a caracterização das personagens. O paralelo entre a idiotização e tolice branca e a luta pela sobrevivência de quem sofre preconceito étnico todos os dias e pode perder a vida por isso.</p>
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		<title>Creed II é o destaque nas estreias desta semana (24/01). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2019 21:47:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estreias]]></category>
		<category><![CDATA[A Favorita]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Creed II]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreias da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Eu Sou Mais Eu]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Sou Carnaval de São Salvador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vida se tornou um ato de equilíbrio para Adonis Creed. Entre obrigações pessoais e treinamento para a próxima grande luta, ele encara o desafio de sua vida. Enfrentar um adversário com laços com o passado de sua família só intensifica sua batalha iminente no ringue. Rocky Balboa está lá ao seu lado e, juntos, Rocky e Adonis vão confrontar o legado que compartilham, questionar por que vale a pena lutar e descobrir que nada é mais importante que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vida se tornou um ato de equilíbrio para Adonis Creed. Entre obrigações pessoais e treinamento para a próxima grande luta, ele encara o desafio de sua vida. Enfrentar um adversário com laços com o passado de sua família só intensifica sua batalha iminente no ringue. Rocky Balboa está lá ao seu lado e, juntos, Rocky e Adonis vão confrontar o legado que compartilham, questionar por que vale a pena lutar e descobrir que nada é mais importante que a família. Creed II é sobre voltar ao básico para redescobrir o que fez de você um campeão e lembrar que não importa para onde você vá, você não pode escapar da sua história. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-creed-ii/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HKXoW8FISj4" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9832" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1059581.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="green book" width="610" height="348" /><br />
<strong>Green Book &#8211; O Guia</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Peter Farrelly<br />
<strong>Elenco:</strong> Viggo Mortensen, Mahershala Ali, Linda Cardellini</p>
<p>Quando Tony Lip (Mortensen), um segurança ítalo-americano, é contratado como motorista do Dr. Don Shirley (Ali), um famoso pianista negro, durante uma turnê pelo sul dos Estados Unidos, eles devem seguir &#8220;O Guia&#8221; para leva-los aos poucos estabelecimentos que eram seguros para os afro-americanos. Confrontados com o racismo, em meio a momentos de humanidade e humor inesperados, eles são forçados a deixar de lado as diferenças e passar por profundas transformações, para avançar nessa jornada. Confira a nossa crítica<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-green-book-o-guia/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong> clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/zvVUiA17a-g" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9827" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Crítica-A-Favorita.jpg" alt="a favorita" width="610" height="348" /><br />
<strong>A Favorita</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Yórgos Lánthimos<br />
<strong>Elenco:</strong> Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz</p>
<p>Na Inglaterra do século XVIII, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough (Rachel Weisz) exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Ana (Olivia Colman). Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail (Emma Stone), nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes à oportunidade única. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-favorita/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/et_9k6BU_is" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9838" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Olodum_05.jpg" alt="Sou Carnaval de São Salvador" width="610" height="348" /><br />
<strong>Sou Carnaval de São Salvador</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Márcio Cavalcante</p>
<p>“Sou Carnaval de São Salvador” é um longa-metragem documental que tem como tema o Carnaval de Salvador, que é mais que uma festa, é um estado de espírito.É singular e é plural: são milhões de pessoas que são de verdade Carnaval. A festa ganha vida com a voz do premiado ator baiano João Miguel. foram 5 anos de filmagens (2014, 2015, 2016, 2017 e 2018), num mergulho profundo para tentar entender o porquê de tanta loucura. Que histeria coletiva é essa? Existe explicação? Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-sou-carnaval-de-sao-salvador/" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>clicando aqui</em></strong></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DdEnn3t9ecQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9843" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/15478185025c41d6069199e_1547818502_3x2_rt.jpg" alt="Eu Sou Mais Eu" width="610" height="348" /><br />
<strong>Eu Sou Mais Eu</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Pedro Amorim<br />
<strong>Elenco:</strong> Kéfera Buchmann, Giovanna Lancellotti, João Côrtes</p>
<p>Camila Mendes (Kéfera Buchmann) é uma popstar arrogante, que busca o sucesso a todo custo. Prestes a lançar uma nova música, ela é surpreendida em casa pela visita de sua fã número 1 (Marcella Rica), que insiste em tirar uma selfie com ela. O que Camila não esperava era que tal situação a levasse de volta à adolescência, quando sofria bullying de praticamente todos no colégio. Seu único amigo é Cabeça (João Côrtes), que tenta ajudá-la a encontrar seu verdadeiro eu, já que só assim conseguirá voltar à sua realidade.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/LhpJ4tNJ59M" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Favorita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 21:36:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Favorita]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Stone]]></category>
		<category><![CDATA[Movie]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Colman]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Rachel Weisz]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<category><![CDATA[Yorgos Lanthimos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aos olhos do cineasta grego Yorgos Lanthimos, A Favorita destaca o jogo de posições aspiradas por Abigail (Emma Stone) e Sarah (Rachel Weisz) na corte da rainha Anne (Olivia Colman) na Inglaterra do século XVIII. Debilitada física e psicologicamente, a monarca se divide entre as atenções que lhes são prestadas pelas duas criadas, que captam a carência emocional da rainha e enxergam nela uma oportunidade de sobreviver numa sociedade que não lhes dá outra alternativa. Bem diferente do filme anterior [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aos olhos do cineasta grego Yorgos Lanthimos, <strong><em>A Favorita</em></strong> destaca o jogo de posições aspiradas por Abigail (Emma Stone) e Sarah (Rachel Weisz) na corte da rainha Anne (Olivia Colman) na Inglaterra do século XVIII. Debilitada física e psicologicamente, a monarca se divide entre as atenções que lhes são prestadas pelas duas criadas, que captam a carência emocional da rainha e enxergam nela uma oportunidade de sobreviver numa sociedade que não lhes dá outra alternativa.</p>
<p>Bem diferente do filme anterior do diretor (<em>O Sacrifício do Cervo Sagrado</em>), <strong><em>A Favorita</em></strong> é mais direto no seu diálogo com o público e retoma uma ironia comum ao realizador, desta vez, voltada para os hábitos da monarquia e seus ricos paparicadores. O filme é pouco dotado do hermetismo peculiar ao cineasta &#8211; como se cada passo da sua câmera evidenciasse seu anseio de mostrar eficiência no ofício -. Longe dos simbolismos, <strong><em>A Favorita</em></strong> é uma narrativa bem clara a respeito do que e de como quer dialogar com seu público.</p>
<p>O filme combina rigor estético na concepção visual de seus figurinos e cenários, bem como na utilização de luzes naturais para compor a sua fotografia. Ao mesmo tempo em que esses elementos transmitem o luxo do universo que Lanthimos está abordando em <strong><em>A Favorita</em> </strong>também estão em diálogo com a ironia do diretor na sua leitura sobre os personagens e algumas de suas situações.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9826" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/578XdFpbdZS0pRn5wZlXX1KsvAp.jpg" alt="a favorita" width="610" height="348" /></p>
<p>O destaque cabe mesmo ao seu elenco feminino. Emma Stone e Rachel Weisz estão bem como as duas criadas da rainha, mas parte do filme é mesmo tomada por Olivia Colman, que consegue fazer um retrato inteligente de Anne. Ao mesmo tempo que Colman adere sua composição à assinatura irônica do diretor, a atriz consegue compreender a melancolia de uma mulher insegura na sua posição e completamente marcada pela solidão afetiva. A fluidez com que Colman transita entre o humor e a tragédia da sua protagonista é um dos pontos altos do filme e Lanthimos sabe valorizar isso reservando planos que existem somente para destacar as expressões da atriz.</p>
<p>Mesmo realizando seu exemplar mais &#8220;palatável&#8221; com<strong><em> A Favorita</em></strong> (variando, inclusive, na autoria do seu roteiro, que aqui não é do seu parceiro habitual Efthymis Filippou), Yorgos Lanthimos segue fazendo um cinema interessante, marcado por personagens cheios de variantes. No fim das contas, o filme acaba se revelando uma comédia sobre a sociedade de uma época que flui de maneira carismática na maior parte do tempo e que pode surpreender com o peso da sua dramaticidade no desfecho. É um filme também de grandes desempenhos femininos, em especial, da inglesa Olivia Colman, que merece mais destaque no cinema depois daqui.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/et_9k6BU_is" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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