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	<title>Arquivos A Esposa - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos A Esposa - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Atriz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 01:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>2019 pode ser o ano que consagrará uma das maiores atrizes que o cinema já teve e que nunca levou a estatueta do Oscar. Pode ser o ano também que terá como vencedora da estatueta uma estrela da música pop, seguindo os passos de Cher. Uma inglesa que surge aos holofotes ou uma popular comediante num papel dramático também podem ser as vencedoras da noite. A Academia também pode fazer história dando a estatueta para uma atriz mexicana descendente de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>2019 pode ser o ano que consagrará uma das maiores atrizes que o cinema já teve e que nunca levou a estatueta do Oscar. Pode ser o ano também que terá como vencedora da estatueta uma estrela da música pop, seguindo os passos de Cher. Uma inglesa que surge aos holofotes ou uma popular comediante num papel dramático também podem ser as vencedoras da noite. A Academia também pode fazer história dando a estatueta para uma atriz mexicana descendente de índios. Os cinco nomes que concorrem ao Oscar de melhor atriz em 2019 podem construir uma bela narrativa ao vencer o prêmio. Confira quem são elas e quais as suas chances:</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10010" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/blogib_a-esposa_feat.jpg" alt="Glenn Close" width="610" height="348" /><br />
<strong>Glenn Close, por <em>A Esposa</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Para os que acharam a vitória de Leonardo DiCaprio no Oscar por sua interpretação em <em>O Regresso </em>tardia, há mais de três décadas a veterana Glenn Close espera pelo prêmio. A atriz já foi indicada ao Oscar seis vezes antes de <em>A Esposa</em>, incluindo nessas menções dois de seus desempenhos mais reverenciados, em <em>Atração Fatal</em> de 1987, pelo qual perdeu a estatueta para Cher em <em>O Feitiço da Lua</em>, e <em>Ligações Perigosas </em>de 1988, numa edição do prêmio que deu a vitória para Jodie Foster em <em>Acusados</em>. No drama de Björn Runge, Close interpreta a esposa de um renomado escritor que viaja com o marido para Estocolmo  a fim de prestigiar a cerimônia de entrega do prêmio Nobel de literatura para ele. Gradualmente, essa mulher começa a questionar tudo aquilo que abdicou em nome desse matrimônio. Diferente dos seus desempenhos mais célebres, incluindo a icônica vilã Cruela DeVil de <em>101 Dálmatas</em>, a interpretação da atriz em <em>A Esposa </em>é marcada pela economia, pelas reações de suas personagens aos demais e pelo esboço de reações que contrariam aquilo que ela verdadeiramente sente. É discreto e algo que somente uma atriz do calibre de Close conseguiria transmitir. Tendo vencido o SAG Awards, premiação do sindicato dos atores, o Critic&#8217;s Choice e o Globo de Ouro, podemos dizer que, até o momento, Glenn Close está na dianteira da corrida pelo Oscar de melhor atriz.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10011" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lady_gaga_nasce_uma_estrela.jpg" alt="Lady Gaga" width="610" height="348" /><br />
<strong>Lady Gaga, por <em>Nasce uma Estrela</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A principal concorrente de Close é Lady Gaga, que, assim como Cher em 1987, pode tirar o favoritismo da veterana. Estreando nos cinemas com a quarta versão para os cinemas de <em>Nasce uma Estrela</em> após vencer o Globo de Ouro de melhor atriz com a 5ª temporada de <em>American Horror Story</em>, Gaga vive Ally, uma personagem que tem paralelos com a própria trajetória da cantora. De revelação, a jovem compositora e cantora é lançada ao estrelato pop após ser descoberta por um músico interpretado por Bradley Cooper. Nessa mesma edição do Oscar, Gaga concorre ao prêmio de melhor canção pelo <em>hit </em>&#8220;Shallow&#8221; e deve levar esse prêmio, o que pode ser uma vitória de consolação na cabeça dos votantes, que se sentiriam desobrigados de premiá-la também como melhor atriz. A questão é que apesar de Close ser veterana na sua arte, não teve um nome mais presente na temporada de prêmios de 2019 que Lady Gaga, que se esforçou ao máximo para promover o seu filme em todas as circunstâncias na qual foi convocada para falar sobre sua experiência em <em>Nasce uma Estrela</em>, que, diferente de <em>A Esposa</em>, concorre ao prêmio de melhor filme. Poderia Gaga repetir o feito de Cher, conseguindo algo que Madonna e Beyoncé não conquistaram?</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10012" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2228285.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Olivia Colman, <em>A Favorita</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Olivia Colman é daquelas atrizes amadas pelo circuito de festivais de cinema que o grande público finalmente conhece através de um desempenho indicado ao Oscar. Em <em>A Favorita </em>de Yorgos Lanthimos a inglesa interpreta a Rainha Anne, objeto de cobiça de duas mulheres (Rachel Weisz e Emma Stone) que cobiçam o poder através do estreitamento da relação com a monarca. Colman brilha na pele de uma mulher repleta de problemas físicos e emocionais cuja imaturidade era um traço típico dos reis de sua época, que assumiam uma grande responsabilidade, mas tinham pouquíssima experiência para carregá-la. Pelo seu desempenho em <em>A Favorita</em>, Colman venceu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza, sendo um dos nomes que deu o pontapé na temporada de premiações em agosto de 2018, mês no qual os especuladores do Oscar já começaram a enxergá-la como provável indicada ao prêmio. Dito e feito. Após desempenhos marcantes e premiados como no drama <em>Tiranossauro </em>e participações em filmes como <em>A Dama de Ferro </em>e <em>Chumbo Grosso</em>, finalmente Olivia Colman ganha o destaque que merece. Pode correr por fora na disputa pois venceu os prêmios de melhor atriz em comédia ou musical no Globo de Ouro e no Critic&#8217;s Choice Awards.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10013" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/98522909-18f7-4e6c-8c50-91b3062e77e0-CYEFMMobile.max-2000x2000.jpg" alt="Melissa McCarthy" width="610" height="348" /><br />
<strong>Melissa McCarthy, <em>Poderia me Perdoar?</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Comediante popular em Hollywood, Melissa McCarthy não precisou esperar por um &#8220;drama sério&#8221; para enfim ser reconhecida pela Academia. Logo em 2012, a atriz conseguiu sua primeira indicação ao prêmio como melhor atriz coadjuvante por <em>Missão Madrinha de Casamento</em>, um <em>hit </em>de Paul Feig que a catapultou como um dos nomes mais rentáveis do gênero com longas como <em>A Espiã que Sabia de Menos </em>e <em>As Bem-Armadas. </em>Em <em>Poderia me Perdoar? </em>é que McCarthy exibe uma faceta mais dramática interpretando uma renomada escritora que entra para o mercado da falsificação de artigos para colecionadores de objetos relacionados ao universo das artes. Na pele de Lee Israel, McCarthy dá a complexidade necessária para a personagem, lidando com sua incapacidade de articular-se socialmente, por exemplo. O filme vem num bom momento da carreira da atriz, que, curiosamente, acaba de amargar o fracasso comercial de <em>Crimes em Happytime</em> e <em>Alma da Festa</em>, que lhe renderam indicações ao Framboesa de Ouro de pior atriz nesse mesmo ano do Oscar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10014" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/2018-12-21-roma.jpg" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Yalitza Aparicio, <em>Roma</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">A mexicana Yalitza Aparicio estreia no cinema em <em>Roma</em>, um dos grandes destaques do Oscar desse ano. Para muitos que esperavam nomes como Nicole Kidman (<em>O Peso do Passado)</em>, Charlize Theron (<em>Tully</em>) ou Emily Blunt (<em>O Retorno de Mary Poppins</em>) foi uma das surpresas da categoria, principalmente pela atriz ter sido pouco citada em outras premiações como o Critic&#8217;s Choice, Globo de Ouro ou SAG Awards, fortes indicadores do Oscar. No longa, Aparicio interpreta a funcionária doméstica de uma casa de família de classe média no México dos anos de 1970. Por sua indicação ao Oscar, Yalitza tem chamado a atenção no seu país natal, sendo agora cortejada por uma das maiores emissoras de TV, a Televisa, responsável por telenovelas populares aqui no Brasil como <em>Maria do Bairro </em>e <em>A Usurpadora</em>. Aparicio é a segunda mexicana a concorrer ao Oscar de melhor atriz, a primeira foi Salma Hayek por <em>Frida </em>em 2003, e a primeira indígena a estar na categoria. Acredita-se que seja a candidata com menos possibilidade de vitória na lista por ter sido o nome recepcionado com mais surpresa. A presença de Yalitza na lista, todavia, indica que a Academia gosta muito de <em>Roma </em>e que o filme pode ter chances concretas na categoria melhor filme.</p>
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		<title>Homem-Aranha no Aranhaverso é o destaque nas estreias desta semana (10/01). Confira o que entra em cartaz nos cinemas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 23:22:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras variações do Homem-Aranha. Confira a nossa crítica clicando aqui! A Esposa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras variações do Homem-Aranha. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-homem-aranha-no-aranhaverso/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/IrQ3iLUKr0I" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9777" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/140921.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Esposa" width="610" height="348" /><br />
<strong>A Esposa</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Björn Runge<br />
<strong>Elenco:</strong> Glenn Close, Jonathan Pryce, Max Irons</p>
<p>Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos há muito enterrados finalmente virão à tona. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-esposa/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Hj8KPhUMI88" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9774" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/0767782.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Máquinas Mortais" width="610" height="348" /><br />
<strong>Máquinas Mortais</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Christian Rivers<br />
<strong>Elenco:</strong> Hera Hilmar, Robert Sheehan, Hugo Weaving</p>
<p>Anos depois da &#8220;Guerra dos Sessenta Minutos&#8221;. A Terra está destruída e para sobreviver as cidades se movem em rodas gigantes, conhecidas como Cidades Tração, e lutam com outras para conseguir mais recursos naturais. Quando Londres se envolve em um ataque, Tom (Robert Sheehan) é lançado para fora da cidade junto com uma fora-da-lei e os dois juntos precisam lutar para sobreviver e ainda enfrentar uma ameaça que coloca a vida no planeta em risco. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-maquinas-mortais/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3F8_b4uw6Pg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9770" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/1440334.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Assunto de Família" width="610" height="348" /><br />
<strong>Assunto de Família</strong><br />
<strong>Direção:</strong> Hirokazu Kore-eda<br />
<strong>Elenco:</strong> Lily Franky, Sakura Andô, Kiki Kirin</p>
<p>Depois de uma de suas sessões de furtos, Osamu (Lily Franky) e seu filho se deparam com uma garotinha. A princípio eles relutam em abrigar a menina, mas a esposa de Osamu concorda em cuidar dela depois de saber das dificuldades que enfrenta. Embora a família seja pobre e mal ganhem dinheiro dos pequenos crimes que cometem, eles parecem viver felizes juntos até que um incidente revela segredos escondidos, testando os laços que os unem. Confira a nossa crítica <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assunto-de-familia/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/woMAP5h2TJA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Esposa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2019 21:48:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Esposa]]></category>
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		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como A Esposa mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens. Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tempos atuais pedem a revisão de conceitos que antes pareciam comuns para a sociedade. Os lugares e as posições que podem ser ocupadas por mulheres é um dos maiores pleitos atuais pela igualdade de gêneros. Filmes como <em><strong>A Esposa</strong></em> mostram justamente toda a dificuldade que as mulheres sofreram e ainda sofrem para se inserir no mundo e serem respeitadas tanto quantos os homens.</p>
<p>Glenn Close incorpora a personagem Joan Castleman. Ela é casada com um escritor, Joe Castleman, que acaba de ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Eles têm que viajar até Estocolmo para receber a premiação e este novo momento da carreira de Joe traz problemas para o relacionamento do casal.</p>
<p>A trama vai sendo cuidadosamente tecida cena após cena e nos pequenos detalhes. As reações da esposa e do escritor aos acontecimentos que sucedem a ligação o Prêmio Nobel deixam o espectador curioso e confuso. Embora haja empolgação e alegria pela conquista, é como se ambos estivessem pisando em ovos e reticentes com os fatos.</p>
<p>Ninguém poderia interpretar o papel da esposa melhor do que Glenn Close. Ela passa uma calmaria imensa em todas as cenas, mas seus olhos revelam que existe um terremoto acontecendo dentro da personagem e que toda aquela &#8220;paz&#8221; é, na verdade, um excesso de autocontrole. Autocontrole esse que vai sendo explorado pelo roteiro e explicado ao longo da trama.</p>
<p>Ela trafega pela emoções de maneira muito fluida e sem dificuldades. Assistimos às variações e a irritação crescente de Joan, que está cansada de ser apenas &#8220;a esposa&#8221;. Enquanto seu marido recebe os parabéns pelo prêmio alcançado, ela está cuidando de absolutamente tudo dele. Desde os horários dos remédios até a mudança do óculos normal para os de leitura. Tudo isso é envolto em sutileza e revolta.</p>
<p>Joe sempre enaltece a esposa e não perde a oportunidade de demonstrar seu amor e gratidão pela presença constante dela em sua vida. A medida que a trama evolui, vamos descobrindo novas camadas deste relacionamento, que é cheio de desarmonia e atritos, inicialmente discretos.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9778" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/5170951.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Esposa" width="610" height="348" /></p>
<p>O roteiro nos mostra, desde o início, quem é que deve ser nosso foco. Embora ele é quem seja o prestigiado e ela apenas a acompanhante, as cenas focam nas emoções de Joan e em como ela lida com tudo que acontece à sua volta. Em um dos melhores papéis de sua carreira (talvez mesmo o melhor), Glenn Close nos presenteia com uma protagonista passiva, frustrada, forte e intensa, ao mesmo tempo.</p>
<p>Além de mostrar a questão da mulher, o roteiro traça o paralelo de como o homem com a autoestima frágil lida com a força de sua companheira. Ele precisa traí-la para se afirmar como macho alfa dominante e superior, já que em outros setores da vida ele é um mero espectador da incrível mulher que o &#8220;acompanha&#8221;. Tudo isso faz o espectador refletir sobre as relações humanas e que a sociedade esconde o tempo todo.</p>
<p>Joe utiliza da baixo autoestima da sua mulher para conseguir controlá-la e se sentir menos miserável com seus fracassos e falta de capacidade. Ele conseguia fazer Joan se sentir culpada por tudo que aconteceu entre os dois e as consequências disso. A todo momento, revertendo a situação de forma que, mesmo culpado, ele saísse ileso. Isso fica muito claro quando ele culpa ela pela traições que ele mesmo cometeu.</p>
<p>Todo o roteiro é imenso golpe no estômago de espectador que assiste o quão real e próxima esta realidade é ou pode ser. O quanto que mulheres até hoje são subjugadas e colocadas de lado. O quanto que a própria sociedade quer fragilizar a autoestima da mulher para tê-la sempre sob controle.</p>
<p>Os arcos narrativos são restritos e o ritmo do filme é mais uniforme e constante. Mesmo com revelações surpreendentes, não temos um ápice específico de cenas. O foco é realmente o leque de emoções que a personagem de Close nos exibe, fazendo de sua premiação no Globo de Ouro extremamente justificada.</p>
<p>Mesmo não sendo o filme mais primoroso de todos no quesito técnico, <em><strong>A Esposa</strong></em> ganha o espectador pelo balé de emoções, pelas incríveis atuações e por um roteiro cuidadoso em mostrar o quão difícil é a vida de uma mulher que quer ser tratada igualmente em uma sociedade machista.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Hj8KPhUMI88" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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