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	<title>Arquivos A Despedida - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos A Despedida - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Cinco Melhores Papéis de Kate Winslet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 20:10:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o dia 31 de março, o longa-metragem A Despedida está disponível nas plataformas digitais Now, iTunes, Google Play, Youtube Filmes, Vivo Play e Sky Play. No elenco, nomes renomados de Hollywood, como Susan Sarandon (Lado a Lado), Kate Winslet (Ammonite) e Sam Neill (O Passageiro) chamam atenção para esta  produção, que é um remake da versão dinamarquesa da obra, chamada Silent Heart. Com altos e baixos qualitativos, possuindo momentos tocantes e profundos, mas com uma ausência de trato no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o dia 31 de março, o longa-metragem <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-despedida/"><em>A Despedida</em></a> está disponível nas plataformas digitais Now, iTunes, Google Play, Youtube Filmes, Vivo Play e Sky Play. No elenco, nomes renomados de Hollywood, como Susan Sarandon (<em>Lado a Lado</em>), Kate Winslet (<em>Ammonite</em>) e Sam Neill (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>) chamam atenção para esta  produção, que é um remake da versão dinamarquesa da obra, chamada <em>Silent Heart</em>. Com altos e baixos qualitativos, possuindo momentos tocantes e profundos, mas com uma ausência de trato no roteiro para medir a intensidade dramática, o filme acaba se perdendo pelo esforço exagerado em emocionar a plateia.</p>
<p>Entre erros e acertos, uma atuação se destaca dentro deste contexto irregular. Revelando uma construção diferente de outros trabalhos seus, Kate Winslet consegue imprimir múltiplas emoções em sua Jennifer, através de gestos contidos e uma interpretação bastante naturalista. Os traços costumeiros da atriz, como respirações fortes, titubeações e uma tonalidade mais enérgica, somem para ela trazer uma mulher direta, firme, controladora e sem paciência.</p>
<p>Pensando nesta capacidade de Winslet de pensar suas personagens nos detalhes, movimentando-se em cena com destreza e colorindo o texto com consciência de cada intenção, o Coisa de Cinéfilo montou um especial Kate Winslet para vocês. Confira!</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-13978 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/19807625.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>5 – Dra. Erin Mears (<em>Contágio</em>, 2011):</strong></h5>
<p>Atuando como uma focada e sagaz epidemiologista, Winslet constrói aqui uma personagem que, mesmo com uma quantidade reduzida de cenas, pode se tornar forte na memória do espectador. Através da combinação de textos ditos de forma veloz e um corpo pesado, a intérprete mescla esta combinação de dinâmica e imprime uma personagem que, além de trazer toda esta postura física do imaginário do que é uma profissional de saúde, evoca também sensibilidade e fragilidade. Através de suas escolhas para a cena, Winslet rouba a atenção nas sequências nas quais participa e, por esta razão, a sua Dra Erin ocupa a quinta posição! <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://globoplay.globo.com/contagio/t/xSLv6CnyQv/"><em>Globoplay</em></a></p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13983 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/1484429614971-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>4 – Clementine Kruczynski (<em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</em>, 2004):</strong></h5>
<p>Algo perceptível na carreira de Kate Winslet, até o início dos anos 2000, era a sua capacidade de encarnar personagens de sentimentos profundos, com melancolia e que viviam situações pesadas. Em 2004, com a estreia de <em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças</em>, foi possível ver a atriz experienciando uma construção na qual as complexidades eram um pouco menos externas e mais leves. Ainda que a história em si ofereça momentos de tristeza, separação e dor, neste longa, vê-se uma Winslet que trabalha com movimentações mais sutis, expressões faciais que soam corriqueiras e que emprega uma leveza corporal utilizada pela atriz, justamente para imprimir este tom mais jovial e descolado de Clementine. Este é um papel que a fez experimentar outros registros vocais e de corpo, ampliando o seu repertório e revelando uma espécie de versatilidade que dava algum sinal ali. <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://www.telecineplay.com.br/filme/Brilho_Eterno_De_Uma_Mente_Sem_Lembrancas_23559"><em>Telecine</em></a>.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13980 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/vie-de-david-gale-2003-25-g-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>3 – Bitsey Bloom (<em>A Vida de David Gale</em>, 2003):</strong></h5>
<p>Pouco se havia visto de Kate Winslet em papéis contemporâneos. Com uma maioria de produções de época, principalmente as cinematográficas, <em>A Vida de David Gale</em> foi uma oportunidade de ver a intérprete construindo uma personagem mais atual. É notável a consciência de Winslet sobre a força e a vida pregressa de Bitsey: uma jornalista corajosa e perspicaz. Para revelar estes traços de Bitsey, a estratégia utilizada por Winslet aqui é deixar transparecer os seus fluxos de pensamento, através da escolha cuidadosa de pausas e acelerações textuais. As suas respirações também são calculadas, algo que aumenta a dinâmica de tensão das sequências.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13982 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/f024679fefb3edb68a726483540dde6b-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>2 – Marianne Dashwood (<em>Razão e Sensibilidade</em>, 1995):</strong></h5>
<p>Esta é uma interpretação bem clássica de Kate Winslet!!! Aqui, vê-se  traços costumeiros de sua interpretação: respirações e silêncios calculados, os deslocamentos indecisos, as titubeações. Estes elementos fixos na atriz não são colocados neste texto como qualitativos ou não. O que vale em seu trabalho é, muitas vezes, descobrir como ela utilizará as suas ferramentas, se ela estará em sua chave ou não e como irá avançar em relação aos outros papéis. Contudo, em 1995, todas as suas marcas já estavam ali, mas chamam atenção, pois Winslet evoca, dentro de suas escolhas, características únicas de Marianne. A ingenuidade, sensibilidade e arroubos juvenis de Marianne Dashwood são colocadas na maneira como ela canta, se movimenta e observa o mundo ao seu redor. Kate é atenta aos detalhes e aos gestos contidos e/ou incompletos – mas, sem serem sujos. Assim, ela consegue fazer microexpressões faciais que revelam a capacidade de Marianne de sentir tudo intensamente. <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://hbogo.com.br/content/2dc34cb8-a391-4fd4-83c5-ad22ccd64c87"><em>HBO Go</em></a>.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-13979 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032.jpg" alt="Kate Winslet" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/04/144910_1317070032-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>1 – Rose Dewitt Bukater (<em>Titanic</em>, 1997):</strong></h5>
<p>Titanic é um clássico do cinema mundial. Possuindo uma bilheteria de mais de 2 bilhões de dólares, somente nos Estados Unidos, o casal ficcional Rose (Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio) conquistou o público. Contudo, a presença de Rose  na primeira posição da lista se dá muito mais pela performance de Kate Winslet em si do que a própria memória e/ou afeto para com a obra. Rose Dewitt Bukater é um papel que traz consigo organicidade e transformações progressivas. É possível perceber como a compreensão que Rose apresenta de si mesma e da sociedade caminha para uma maturação durante a projeção. Winslet tem consciência de quem é Rose, onde ela está e para onde vai e imprime todos os traços que acredita necessários para realizar esta construção. Em seu trabalho de corpo é notável um desmontar de uma postura encenada, que não era intrínseco a Rose, mas que lhe fora imposto. Aos poucos, o tônus do seu corpo vai para outros lugares, como braços, por exemplo. As ansiedades de Bukater também são perceptíveis, a partir das velocidades colocadas em seus olhares. Os seus olhos estão sempre em movimento e, por isso, quando ela fixa seu olhar em algo, esta ação se sobressai. Desta maneira, em muitos detalhes, Winslet trouxe não apenas algo sólido, mas icônico em diversos sentidos. <strong>Onde assistir</strong>: <a href="https://www.telecineplay.com.br/filme/Titanic_7039"><em>Telecine</em></a></p>
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		<title>Crítica: A Despedida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 21:28:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa A Despedida, com Susan Sarandon (Thelma &#38; Louise), Kate Winslet (Roda Gigante) e Mia Wasikowska (O Diabo de Cada Dia). Com direção de Roger Michell (Um Lugar Chamado Notting Hill), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor. Numa redoma de melancolia nata, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estreia esta semana nas principais plataformas de streaming para locação, o longa <em><strong>A Despedida</strong></em>, com Susan Sarandon (<em>Thelma &amp; Louise</em>), Kate Winslet (<em>Roda Gigante</em>) e Mia Wasikowska (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-diabo-de-cada-dia-netflix/"><em>O Diabo de Cada Dia</em></a>). Com direção de Roger Michell (<em>Um Lugar Chamado Notting Hill</em>), o filme fala sobre o luto precoce e a importância de respeitar a escolha do próximo, mesmo que isso implique em grande sofrimento para a pessoa e aquelas que estão ao seu redor.</p>
<p>Numa redoma de melancolia nata, o filme nos apresenta os personagens daquele momento intenso que está sendo vivenciado, como uma mistura de fim de semana em família e a perda de alguém amado. Isso porque Lily, a matriarca da família, tomou a decisão de encerrar a própria vida em função do avanço de uma doença que não é especificada na trama. A cada dia que passa, ela perde mais o domínio sobre os atos físicos, sobre a mente e o controle de suas funções. Casada com um médico e sabendo que não terá qualquer tipo de evolução positiva no quadro, ela decide fazer um suicídio assistido e convoca a família para um fim de semana.</p>
<p>A medida que as filhas vão sendo inseridas na trama, primeiro com a personagem de Kate Winslet e depois com a de Mia Wasikowska, vemos que a dualidade de aceitação será palco desta trama. A primeira é controladora, burocrática e prática demais. Embora ela não goste da escolha da mãe, respeita porque acredita que isso cabe apenas a ela. Já a segunda traz o lado mais emocional e mostra que não está preparada para se distanciar da mãe ainda.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13913" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Despedida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/03/3700321.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com a inserção de seus companheiros, assim como a amiga íntima dos pais, o filme pontua o espectador com toda a dor e intensidade que é participar de uma escolha tão difícil quanto essa. Os personagens oscilam entre aceitação, compreensão e revolta, a depender de que tipo de situação se apresenta. O espectador começa a entender a relação da Lily com as filhas, como que o tempo é cruel impedindo que vários fios soltos sejam amarrados.</p>
<p>Mas é esse o objetivo em <em><strong>A Despedida</strong></em>. Mostrar que nem todo fio da vida será compreendido no seu tempo devido e que a morte é implacável, mesmo quando se é previsível, como neste caso. Lidar com uma escolha tão difícil quanto essa e sobre a qual nenhum dos personagens ali tem poder (a não ser a própria Lily), faz o espectador refletir sobre como o fim de um ciclo é inevitável.</p>
<p>O filme peca com a inserção de uma subtrama desnecessária ao final do longa, tentando desviar o verdadeiro foco da narrativa. Levanta-se a hipótese de que o marido estaria apoiando a decisão da esposa pois se envolveu emocionalmente com a amiga deles. Mas isso é muito pequeno e raso para a profundidade desta trama. É algo completamente desnecessário e que faz o filme, como um todo, cair em qualidade. Outro ponto é que o personagem de Sam Neil (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-passageiro/"><em>O Passageiro</em></a>) merecia um pouco mais de foco e explicação, ampliando o trio principal da mãe com as duas filhas. O luto para este homem é tão real quanto os demais.</p>
<p>Por fim, <strong><em>A Despedida</em></strong> é um filme melancólico e reflexivo, que traz pensamentos instigantes sobre o processo de luto e a própria vida em si. Roger Mitchell peca um pouco no quesito aprofundamento dos personagens e amplitude de suas histórias e relações, o que faria o longa muito mais robusto e completo. Ainda assim, é um drama de qualidade, já que traz uma escolha de elenco excepcional.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Roger Michell<br />
<strong>Elenco:</strong> Susan Sarandon, Kate Winslet, Mia Wasikowska, Sam Neil, Rainn Wilson, Lindsay Duncan, Bex Taylor-Klaus, Anson Boon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/gsHCRemXGRY" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: A Despedida (Looke)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 19:36:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Despedida é um filme peculiar pela proximidade da história da sua diretora Lulu Wang com a trama da imigrante chinesa que sai dos EUA e retorna a seu país de origem para acompanhar aqueles que seriam os últimos dias da sua avó, portadora de um câncer em estágio terminal. Também roteirista do longa, Wang trouxe para as telas parte da sua relação com sua nai nai (como eles chamam avó em mandarim) e o choque cultural que o enfrentamento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Despedida</strong></em> é um filme peculiar pela proximidade da história da sua diretora Lulu Wang com a trama da imigrante chinesa que sai dos EUA e retorna a seu país de origem para acompanhar aqueles que seriam os últimos dias da sua avó, portadora de um câncer em estágio terminal. Também roteirista do longa, Wang trouxe para as telas parte da sua relação com sua nai nai (como eles chamam avó em mandarim) e o choque cultural que o enfrentamento de temas como a morte sempre trazem no diálogo entre as perspectivas ocidentais e orientais sobre o assunto.</p>
<p>Wang faz de <strong><em>A Despedida</em></strong> uma narrativa sobre o choque cultural de uma jovem chinesa há anos nos EUA interpretada por Awkwafina (de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-oito-mulheres-e-um-segredo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Oito Mulheres e um Segredo</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-podres-de-ricos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Podres de Ricos</em></a>) e parte da sua família que acabou ficando na China. Ao longo da história, o grupo de personagens discordam e lidam com a incompreensão sobre a manutenção do sigilo no que diz respeito ao diagnóstico da nai nai.</p>
<p>Ao longo de <em><strong>A Despedida</strong></em>, é interessante perceber como Lulu Wang conseguiu conciliar os diversos interesses do longa. Ao mesmo tempo em que <em><strong>A Despedida</strong></em> é uma imersão nessa junção cultural e consegue dimensionar seu tema tanto pela perspectiva dos chineses &#8220;americanizados&#8221; e seus sentimentos de &#8220;despatrialização&#8221;, já que acabam &#8220;não pertencendo&#8221; a nenhum dos dois territórios, consegue trazer um olhar ocidental cheio de empatia para a cultura oriental, algo que possivelmente só consegue pelo vínculo da realizadora com essa ramificação da sua árvore genealógica.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12870" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="A Despedida" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/06/5975687.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa também consegue ser um drama sensível, capaz de construir arcos complexos e cheios de introspecção para suas protagonistas, o que arranca dos seus atores, sobretudo Awkwafina e a adorável Shuzhen Zhao (a nai nai da família), que têm desempenhos repletos de nuances sugeridas em detalhes. Nesse sentido, A Despedida acaba se tornando terreno fértil para Wang exercitar com poesia e plasticidade os momentos de emoção mais singelas do filme, explorando com elegância cada um dos sentimentos que a história sugere, sem grandiloquência no uso de recursos à moda chinesa.</p>
<p>Assim, o que temos ao final da jornada de Billi (Awkwafina) é um processo de reconhecimento de si através da refamiliarização com suas origens. Lulu Wang traça toda essa trajetória com bastante propriedade e apreço aos traços mais humanos dos seus personagens. <em><strong>A Despedida</strong></em> também é uma bela reverência aos antepassados e à importância de valorizar cada momento, o mais banal possível, com eles.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Lulu Wang<br />
<strong>Elenco:</strong> Awkwafina, Shuzhen Zhao, X Mayo, Tzi Ma, Diana Lin, Yang Xuejian, Aoi Mizuhara, Xiang Li, Hongli Liu, Shimin Zhang</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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