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	<title>Arquivos Netflix - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Netflix - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica Quartos Vazios (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 19:56:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quartos Vazios é sobre diversas coisas, mas o documentário é, sobretudo, sobre uma perda que poderia ter sido evitada. Há muito sobre o luto, porém há mais sobre a presença na ausência, causada por uma perda prematura. Neste sentido, ainda que contenha alguns problemas como filme em si, o média-metragem apresenta um resultado coeso e redondo. A partir da jornada de Steve Hartman, correspondente da CBS, e do fotógrafo Lou Bopp, o espectador tem um contato sensível e extremamente cuidadoso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><em>Quartos Vazios</em> é sobre diversas coisas, mas o documentário é, sobretudo, sobre uma perda que poderia ter sido evitada. Há muito sobre o luto, porém há mais sobre a presença na ausência, causada por uma perda prematura. Neste sentido, ainda que contenha alguns problemas como filme em si, o média-metragem apresenta um resultado coeso e redondo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da jornada de Steve Hartman, correspondente da CBS, e do fotógrafo Lou Bopp, o espectador tem um contato sensível e extremamente cuidadoso sobre a história de crianças e adolescentes mortas em tiroteios em escolas do Estados Unidos. A habilidade de Steve e Lou em tratar sobre o tema vem da escolha das palavras proferidas por eles e das imagens selecionadas para serem colocadas no filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível conhecer um pouco das meninas e meninos que tiveram suas vidas eliminadas. Os trechos selecionados de vídeos e fotos são alegres, porém um pouco fugazes. Há tempo o suficiente para emocionar o público, porém não o suficientemente para explorar as figuras destes jovens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, a direção de Joshua Seftel (<em>Stranger at the Gate</em>) também entrega atenção e cuidado. A maneira como o cineasta escolhe os movimentos de câmera para entrar no quartos e os ângulos para entrevistar os familiares dos estudantes fazem com que se crie uma imersão profunda com a narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso dos travellings lentos, por exemplo, cria um sentido de pedido de licença. É como se a plateia deslizasse para a trama e entrasse naquele espaço íntimo com reverência, através deste recurso. Desta maneira, Seftel se alinha com essa abordagem que Steven e Lou já utilizavam em seus setes anos de cobertura destes cômodos não mais habitados, olhando para eles atenciosamente para captar o essencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando para o doc como cinema, talvez, exista muita reiteração em seu discurso. Há uma ordem de fatores que se repetem e deixa a sessão um tanto previsível. No entanto, essa característica não é extremamente nociva porque este é um tipo de material que deve ser o oposto de agradável. A sua estrutura exaustiva também pode ser utilizada para uma maior reflexão. É tudo tão igual e triste nestes tiroteios e o é também neste título. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>Quartos Vazios</em> encara uma realidade dura e trágica dos assassinatos em colégios estadunidenses, mas que possui um foco diferente de outras produções do gênero. Olhando para os resquícios de vida deixados por essas garotas e garotos, a obra celebra quem estas pessoas foram e deixa um nítido recado da importância de proteger outros estudantes, para que o mesmo que ocorreu com eles pare de se repetir.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Joshua Seftel</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Quartos Vazios 2025 Trailer All The Empty Rooms Netflix Documentário" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/NUbNRZSTnCw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Sonhos de trem (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 14:52:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Clifton Collins Jr.]]></category>
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		<category><![CDATA[Sonhos de trem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos maiores desafios da contemporaneidade é encontrar um material tão refinado quanto Sonhos de trem, principalmente quando falamos de Estados Unidos e Netflix em uma mesma frase. Com uma história pouco previsível, que toma tempo para desenvolver seu protagonista, Robert Grainier (Joel Edgerton), o longa-metragem de Clint Bentley (Jockey) é praticamente irretocável. Há um cuidado com a progressão dramática e com os sutis avanços temporais, que tornam a sessão instigante e tocante. Cada personagem apresentada durante a sessão ganha [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos maiores desafios da contemporaneidade é encontrar um material tão refinado quanto <em>Sonhos de trem</em>, principalmente quando falamos de Estados Unidos e Netflix em uma mesma frase. Com uma história pouco previsível, que toma tempo para desenvolver seu protagonista, Robert Grainier (Joel Edgerton), o longa-metragem de Clint Bentley (<em>Jockey</em>) é praticamente irretocável. Há um cuidado com a progressão dramática e com os sutis avanços temporais, que tornam a sessão instigante e tocante.</p>
<p>Cada personagem apresentada durante a sessão ganha algum nível de profundidade e a relação delas é explorada em múltiplas camadas em relação à Robert. A jornada de Grainier é premiada com um desenho de som sensível, que insere ruídos no silêncio da floresta e da casa que este homem passa tanto tempo esperando. O verde forte que transborda a tela, reflete a sua esperança em reencontrar seus amores perdidos e a clausura de seu ofício. Uma esperança sustentada em grande parte da projeção, mas não como um jogo cruel para enganar a plateia, porém como um mergulho imersivo na perspectiva de sua figura central. Há neste trabalho uma mescla complexa de significados plurais em uma mesma sequência.</p>
<p>Os longos quadros abertos em contraponto com os um pouco mais fechados e ligeiros, também ditam o tom da obra. Quando ele não está com um amigo querido ou (mais ainda) sua família, as temperaturas caem. Gladys (Felicity Jones), sua esposa, está sempre colorida, cheia de vida. A luz que invade sua quieta personalidade vem dela e sua filha pequena. Mas, ao mesmo tempo, o tom quente é do que destrói toda a sua felicidade. É curioso observar como o momento do incêndio é o que ganha mais tonalidades cálidas, mesmo que a frieza somente perpasse (tirando este momento) as tristezas de Robert.</p>
<p>Novamente, tons , texturas e frames que ganhando sentidos vários e, por isso, provocam sensações plurais. Neste sentido, a fotografia de Adolpho Veloso (<em>Rodantes</em>) também brilha ao lado da direção geral de Bentley em termos de angulação e posicionamento do elenco no ecrã. Os plongées e contras-plongées e a lateralização dos rostos na tela revelam o que oprime, alivia e engradece o protagonista. Robert coloca sua família de lado para poder apoiá-la. É uma dicotomia enlouquecedora para esta figura central tão pacífica e resiliente. A vida dele é vista como pequena por seus empregadores, que sequer aparecem pessoalmente em sua jornada, porém que marcam seu destino.</p>
<p>A maneira como Grainier se engrandece ao lado da mulher e em sua propriedade escancara o que é importante para ele e o que é inevitável e sufocante em sua trajetória, também elevam a qualidade da trama. Desta forma, <em>Sonhos de trem</em> é uma produção que consegue ser cinema em sua completude, porque transmite em imagens fatos políticos profundos e tempos históricos que geram consequências graves para o presente da sociedade, através de imagens repletas de apuro estético e conhecimento de técnica cinematográfica. O longa é completamente sutil em seus diálogos e até no que escolhe para expor visualmente.</p>
<p>Quando deseja revelar algo, existem diálogos e contemplações que fazem com que a informação chegue como um rio, que traz o debate com fluidez. Ainda assim, não há uma romantização das vivências de Robert. Pelo contrário, existe uma crueza da realidade dos operários, que foram mãos-de-obra básica para o crescimento econômico dos Estados Unidos por um bom tempo, mas que eliminaram árvores e deixaram um pedaço de si naquelas terras que passaram tanto tempo trabalhando, colocadas em cena. É uma dureza com poesia, que toca os corações, mas com as farpas da verdade dos fatos sobre a natureza humana.</p>
<p>O jeito de contar tanto em uma única história, que é completamente focada em &#8220;apenas&#8221; um homem ficcional &#8211; baseado no livro homônimo de Denis Johnson -, mas que abarca toda uma época, um imaginário sobre lenhadores e o sofrimento dos oprimidos é que faz a diferença aqui. Há um toque até mesmo de genialidade neste filme, que não usa a morte de personagens importantes como um mero artifício, mas como um amadurecimento para Robert e uma oportunidade de debater não apenas as injustiças sociais, como também da própria vida. Para fazer tudo isso, a equipe se apresenta coesa, com um elenco sensível e conectado à atmosfera da narrativa.</p>
<p>Neste encaixe ideal, o único problema em termos de trama é o momento entre o desaparecimento de Gladys e sua filha e o restabelecimento do cotidiano de Robert. Em alguns momentos, parece que o roteiro não era certo sobre o destino da personagem central do enredo. Há uma titubeada que soa como uma estratégia para confundir o público. Será que elas foram embora ou algo aconteceu com elas? A dúvida não é ruim, é a catalisadora de boa parte da projeção, porém o tempo que ela dura é estranho e um tanto apelativo. Ainda assim, e</p>
<p><strong>Direção</strong>: Clint Bentley</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Joel Edgerton, Clifton Collins Jr., Felicity Jones</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="Sonhos de Trem 2025 Teaser Oficial Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/e7p9mreTgZQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Balada de um jogador (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2025 16:35:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um protagonista carismático e uma direção à serviço da narrativa, Balada de um jogador quase é um bom filme. Mas, onde ele falha? Na sua base, no roteiro. Colin Farrell se entrega completamente na criação do atrapalhado Lorde Doyle. A sua construção física é intensa e sutil, ao mesmo tempo. Isso porque o público enxerga as tremedeiras e olhares tontos de Doyle. No entanto, Farrell emprega uma retenção corporal que, dentro de todo o tônus que o ator aplica, os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um protagonista carismático e uma direção à serviço da narrativa, Balada de um jogador quase é um bom filme. Mas, onde ele falha? Na sua base, no roteiro.</p>
<p>Colin Farrell se entrega completamente na criação do atrapalhado Lorde Doyle. A sua construção física é intensa e sutil, ao mesmo tempo.</p>
<p>Isso porque o público enxerga as tremedeiras e olhares tontos de Doyle. No entanto, Farrell emprega uma retenção corporal que, dentro de todo o tônus que o ator aplica, os gestos ganham justeza.</p>
<p>Essa estratégia, inclusive, funciona como dosador do trágico e do cômico dentro da personagem.</p>
<p>Neste sentido, Edward Berger (Conclave) também entrega uma visão balanceada de uma desventura de um viciado em apostas, que vê em Xangai a possibilidade de uma reviravolta em sua sorte.</p>
<p>Apesar do forte uso de movimentações e efeitos de câmera, Berger é meticuloso no que vai utilizar. A sua decupagem procura traduzir o universo alucinante de Doyle.</p>
<p>Giros e panorâmicas elevam o potencial das emoções colocadas na tela. Ao mesmo tempo, respiros são acionados, nas quais os quadros são mais fechados e o plano parado.</p>
<p>Berger sabe o que faz, porém a história que escolheu contar possui falhas que interferem no resultado geral. O roteiro de Rowan Joffe (Antes de dormir) e Lawrence Osborne (O Perdoado) é simplório e óbvio.</p>
<p>Cada ação mostrada no ecrã pode ser prevista pelo espectador. Talvez, se Balada fosse um curta-metragem funcionasse um pouco mais. Porque além de todos os passos de Doyle serem nítidos, o longa se alastra sem necessidade.</p>
<p>Apenas o início do primeiro ato e o final do terceiro realmente acontecem com fluidez. As repetições das situações vivenciadas pelo Lorde Doyle somente reiteram o que a plateia já compreendeu nos primeiros minutos de projeção.</p>
<p>Desta maneira, a produção pode valer a pena para quem é entusiasta do trabalho de Farrell e/ou de Berger. Mas, como filme, o título falha em construir uma trama criativa e interessante.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Edward Berger</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Colin Farrell, Tilda Swinton, Alex Jennings</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Balada de Um Jogador | Trailer oficial | Netflix" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/zrXdRUTdG7A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Adeus, June (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 19:19:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Adeus June]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kate Winslet (Titanic) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em Adeus, June, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela. Com um roteiro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Kate Winslet (<em>Titanic</em>) é uma artista esforçada. Além de ser uma intérprete que sempre elevou seu potencial dramático (até agora), Winslet demonstra realmente se importar com os seus projetos, tanto em termos do que ela oferta como resultado de seu trabalho, como quando está dando entrevistas e participando de eventos de divulgação. No entanto, em <em>Adeus, June</em>, ela quis participar de funções demais e não deu conta de entregar um resultado de excelência, como se espera dela.</p>
<p>Com um roteiro de seu filho, Joe Anders, além de atuar e produzir, Kate quis dirigir. No final das contas, o seu longa-metragem não é terrível e seu debut como diretora não é a pior coisa do mundo, porém falta coesão, narrativa e visualmente, na obra como um todo. June (Helen Mirren) não é conhecida para além da sua versão doente, por isso ela não é uma protagonista. As personalidades de seus quatro filhos, Julia (Winslet), Molly (Andrea Riseborough), Helen (Toni Collette) e Connor (Johnny Flynn) também não.</p>
<p>A centralidade da trama é evasiva, falta quem direciona o seu conteúdo e faça o público mergulhar naquele universo. O que a história foca, na realidade, é na degradação de June, a matriarca da família, a incompetência masculina de se responsabilizar por algo, do pai, Bernie (Timothy Spall) e os atritos das filhas, que brigam pela atenção da mãe acamada. Neste sentido, esse poderia ser somente um dos lados apresentados no enredo. Mas, falta aqui uma aparente consciência sobre trama e desenvolvimento narrativo e de personagem. Não tem tensão, reviravolta, transformação expressiva das figuras dramáticas*.</p>
<p>O que mais incomoda aqui, em termos de enredo, é que falta trama. Os conflitos soam superficiais, como se Joe tivesse medo de se aprofundar mais nas emoções expostas na tela. Este não é um roteiro realmente adaptado sobre a experiência de Kate e Joe com a mãe e a avó, respectivamente, porém é inspirado na vivência dos dois. Talvez, um desejo de proteger a imagem dela, ou qualquer questão delicada deste tipo, tenha tornado tudo tão planificado. Como as camadas não são investigadas, a sessão fica cheia de momentos feitos para emocionar, que não causam a sensação esperada.</p>
<p>Além disso, a atuação de Kate nunca esteve tão mal. O texto verbal estava completamente automático, como se sua mente não estivesse presente. Os seus colegas de cena, em sua maioria, não passam vergonha, mas também não entregam grandes performances. Quem mais se destaca qualitivamente é Spall que consegue criar em sua interpretação a profundidade que falta na escrita. Tanto em termos de movimentação quanto de uso das vocalidades. Isso ajuda o seu Bernie a parecer mais crível.</p>
<p>Porque, de fato, o grande problema de <em>Adeus, June</em> é ausência de contraste. Neste sentido, em termos de iluminação e enquadramentos, a produção também é repetitiva. O que salva a decupagem é justamente a noção de Kate sobre o trabalho de ator. Através de &#8220;olhares&#8221; laterais da câmera ou dos jogos de plongée e contra plongée, o público consegue ver aquelas personas sob outra ótica. Desta forma, ainda que o ecrã pareça sempre tomado de luz hospitalar, algumas dinâmicas da direção elevam a potencialidade das cenas.</p>
<p>Assim, o longa não é exatamente ruim. Contudo, devido ao fato de existir falta de risco e criatividade, tanto em termos formais quanto discursivos, a obra é um inexpressiva. Para completar, o título é subgênero natalino, o que é bem impressionante, já que do início ao fim da sessão é quase tudo bastante triste. Não há nada que link a exibição ao festejo natalino, sendo que todo seu conteúdo poderia se passar no Halloween ou no carnaval da Bahia e não faria diferença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção</strong>: Kate Winslet</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Kate Winslet, Andrea Riseborough, Timothy Spall</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Dramáticas no sentido de dramatúrgicas</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Adeus, June | Trailer oficial | Netflix" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/7pnmXj2EQIk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Brick (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-brick-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 15:16:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Frederick Lau]]></category>
		<category><![CDATA[Matthias Schweighöfer]]></category>
		<category><![CDATA[Philip Koch]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um suspense que não sabe para onde vai. Essa é uma frase que consegue resumir a totalidade de Brick, novo longa-metragem do alemão Phlip Koch (Picco). A premissa é criativa e trata de um prédio que fica cercado por tijolos em toda as saídas existentes no local. No centro da trama, há o casal principal, que não possui química ou carisma e que as atuações intercalam entre boas e ruins. Esse fato parece vir do roteiro que tem um texto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um suspense que não sabe para onde vai. Essa é uma frase que consegue resumir a totalidade de <em>Brick</em>, novo longa-metragem do alemão Phlip Koch (<em>Picco</em>). A premissa é criativa e trata de um prédio que fica cercado por tijolos em toda as saídas existentes no local. No centro da trama, há o casal principal, que não possui química ou carisma e que as atuações intercalam entre boas e ruins. Esse fato parece vir do roteiro que tem um texto pobre, com diálogos repetitivos, o que gera uma inconstância qualitativa nos atores. Em 20 minutos de projeção, o espectador já cansou do conflito interno de Tim (Matthias Schweighöfer), em relação à perda do bebê de sua esposa, Olivia (Ruby O. Fee), justamente por conta da maneira pela qual a história da dupla é mostrada.</p>
<p>São muitos flashbacks, mesclados com textos expositivos. Além disso, o restante do elenco não entrega interpretações melhores que os principais. Pelo contrário, todos ficam na forma, convocando uma artificialidade na fala e nos gestos. Cada movimento soa forçado e isso influencia na construção de suspensão. Um exemplo é a sequência na qual os tijolos da porta se liquidificam e uma das vizinhas coloca a mão dentro do espaço. Esse era para ser um momento sufocante e intenso, porém é previsível em seu resultado e cansativo pelo tom não orgânico. Era necessário que um relacionamento mais próximo com esta personagem &#8211; e todas as outras &#8211; fosse realizado para que o impacto do que ocorre com ela fosse gerado.</p>
<p>Para além de diálogos embaraçosos e atores fracos, o próprio plot é indeciso. Uma busca que muitos filmes de mistério têm, e que pode ser a danação deles, é esse desejo de tentar enganar o espectador. A falta de assertividade de quem é o vilão e do que são esses (malditos) tijolos cria uma incoerência no roteiro. Não há um argumento político estabelecido, apesar do longa parecer querer criar um. Não há medo de que os moradores do edifício não escapem, porque os roteiristas &#8211; de Koch, com Chrisn Ryden (<em>Counterpoint</em>) &#8211; não formulam figuras que estimulem empatia em quem assiste. Também falta qualidade técnica no elenco, na montagem e na direção de arte.</p>
<p>As luzes e temperaturas não dialogam entre si. Falta uma construção de atmosfera provocada pelas visualidades. Falta pensar nos adereços, figurinos e maquiagem como pontos constituintes da encenação. Falta conectar imagens para que os papéis estabelecidos pelas personagens sejam apropriadamente fruídos. Há uma ausência de fluidez na edição, que é fruto desse desejo de ser &#8220;cool&#8221; e misturar temporalidades dos acontecimentos. Mas, o básico não é feito: criar suspense dentro de filme de suspense! Não, ao invés disso, o público ganha reiterações. Todo mundo já entendeu que Tim está apreensivo. No entanto, instantes solitários do rapaz sofrendo são mais constantes do que aqueles voltados para elaborações de tensão. Talvez, uma conversa mais duradoura sobre a Segunda Guerra Mundial ou sobre as políticas de contenção e proteção alemães fossem mais efetivas.</p>
<p>O tom das falas e a mudança da velocidade dos <em>takes</em> também ajudam. Não tem como uma produção audiovisual ter ritmo se tudo é corrido! Intercalar os tempos é o que cria o desenvolvimento rítmico da encenação. Todavia, tudo se passa ligeiramente, mas, ao mesmo tempo, com repetições. Assim, a história não avança muito, tampouco se torna interessante para a plateia. Por isso que <em>Brick</em> é mais um título genérico na Netflix. Esta é uma daquelas sessões esquecíveis e desagradáveis, que vieram junto com a alta produção de canais streaming no mundo.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Philip Koch</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Matthias Schweighöfer, Ruby O. Fee, Frederick Lau</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Brick | Official Trailer | Netflix" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/fmi4Qc-cvis?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Batalhão 6888 (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Mar 2025 19:35:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Batalhão 6888]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Primeiro e único batalhão de mulheres negras na Segunda Guerra Mundial, o 6888 realiza um milagre, organizando milhares de correspondências perdidas das tropas em guerra. Este é o plot da produção da Netflix, Batalhão 6888, que, apesar de irregular, emociona por sua premissa e pelo carisma de seu elenco. Ainda que apele para o exagero emocional, não utilizando o melodrama da melhor maneira, as sequências de luta e de reflexão de gênero, classe e raça elevam a potencialidade do longa-metragem. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Primeiro e único batalhão de mulheres negras na Segunda Guerra Mundial, o 6888 realiza um milagre, organizando milhares de correspondências perdidas das tropas em guerra. Este é o plot da produção da Netflix, <strong><em>Batalhão 6888</em></strong>, que, apesar de irregular, emociona por sua premissa e pelo carisma de seu elenco.</p>
<p>Ainda que apele para o exagero emocional, não utilizando o melodrama da melhor maneira, as sequências de luta e de reflexão de gênero, classe e raça elevam a potencialidade do longa-metragem.</p>
<p>Talvez, o grande incômodo aqui seja as interações da protagonista Lena King (Ebony Obsidian), com seu falecido namorado Abram (Gregg Sulkin). Isto porque o roteiro já gasta boa parte do início da projeção para construir a empatia com o casal.</p>
<p>De fato, o amor dos dois e a tragédia da guerra que os separou é o que conecta os detalhes centrais da trama. No entanto, é cansativo e desnecessário acompanhar as visões de Lena do falecido. Além disso, apesar de Ebony ser carismática, a sua personagem não é bem trabalhada.</p>
<p>Toda a sua motivação parece ser apenas Abram. Mesmo que no começo o público saiba que ela sonha ir para a faculdade e que é apegada a mãe a avó, todo o núcleo de sua personalidade parece ser o seu relacionamento amoroso.</p>
<p>Após a sua chegada no treinamento, esse continua sendo seu mote (o boy) e o tom da personagem não se transforma, o que é estranho porque a jovem passa por um treino intenso.</p>
<p>Ao seu redor, as amigas e chefes também não recebem camadas. No entanto, a presença de uma atriz experiente e habilidosa como Kerry Washington (<em>Django Livre</em>) faz toda a diferença. A intérprete aproveita cada momento em cena, mesmo sem falas verbais.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19236" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image.png" alt="Batalhão 6888" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A postura corporal, os silêncios com trabalho de olhares e respiração e as gradações na voz nos diálogos transformam o seu papel da Major Adams em algo mais significativo para a trama e para a protagonista.</p>
<p>Kerry tem o costume de atuar com uma mescla de olhos marejados e retenção de respiração que, mesmo que seja costumeiro, funciona sempre. Porque, assim, ela consegue convocar um misto de fragilidade e força que aumenta a capacidade de estabelecimento de empatia com a plateia.</p>
<p>Inclusive, a entrada de sua personagem faz diferença durante a sessão, elevando a qualidade da obra. Todavia, este é um dos poucos pontos altos do longa. Além deste, a história verdadeira sobre um batalhão tão revolucionário e importante também acrescenta um caráter de maior relevância para o <strong><em>Batalhão 6888</em></strong>.</p>
<p>Contudo, alguns elementos incomodam consideravelmente. Não a ponto de tirar a vontade de ver o longa, mas de não ter uma fruição tão boa quanto poderia. As temperaturas utilizadas, inserem uma palidez e uma ausência de energia para a narrativa.</p>
<p>O tom melancólico soa exagerado. É uma guerra, coisas ruins acontecem, mas a tragédia dos confrontos não se resumem a algo melancólico apenas. Muito menos é este o foco de Batalhão. Falta uma potência tonal.</p>
<p>Esse caráter preenche as atuações, as cores selecionadas pela fotografia e pela arte e pela direção. Esta última é perseguida pelo conservadorismo, inclusive. Há uma ausência de coragem em arriscar sair da tonalidade pastel, da câmera fixa e das planificações esperadas. A encenação de 6888 é sua maior falha. O espectador não consegue compreender tão bem a geografia da cena, muito menos sentir emoções mais plurais.</p>
<p>Por fim, o desenho de som do filme poderia também ser mais criativo e mais expressivo. Em algumas sequências, como no treino com gás, a sonoridade soa chapada, sem gradações e camadas. Desta maneira, <strong><em>Batalhão 6888</em></strong> emociona, cria um laço instigante com a Major Adams e emociona por contar uma história real de mulheres tão forte. A produção tem defeitos, mas todos eles parecem pequenos ao final da projeção, por conta da força e coragem deste grupo tão inteligente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tyler Perry</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kerry Washington, Ebony Obsidian, Milauna Jackson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/TcwEnCIwDE4?si=bw8Lrsp8ctehf-6_" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-batalhao-6888-netflix/">Crítica: Batalhão 6888 (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: A Única Mulher da Orquestra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 01:19:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[A única mulher da orquestra]]></category>
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		<category><![CDATA[Molly O'Brien]]></category>
		<category><![CDATA[Orin O'Brien]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em seu novo filme, a diretora Molly O’Brien (The Wild Things) reúne uma equipe de cinema para homenagear e contar a história da pessoa que ela mais admira no mundo: a sua tia. Mas, não se engane, esse não é um “filme de churrasco” tradicional. A tia de Molly é ninguém menos que Orin O&#8217;Brien, uma das maiores contrabaixistas do mundo. Membro da filarmônica de Nova Iorque, Orin foi, por muito tempo &#8220;A Única Mulher da Orquestra” – daí o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em seu novo filme, a diretora Molly O’Brien (<em>The Wild Things</em>) reúne uma equipe de cinema para homenagear e contar a história da pessoa que ela mais admira no mundo: a sua tia. Mas, não se engane, esse não é um “filme de churrasco” tradicional. A tia de Molly é ninguém menos que Orin O&#8217;Brien, uma das maiores contrabaixistas do mundo. Membro da filarmônica de Nova Iorque, Orin foi, por muito tempo &#8220;<em>A Única Mulher da Orquestra</em>” – daí o título do filme.</p>
<p>Para realizar tal intento, Molly convoca um formato tradicional de documentários estadunidenses, daqueles que abusam de relatos da protagonista em off, que revelam um certo humor ácido da mesma e que põe algumas fotos e matérias de arquivo para fomentar o discurso de que o público acompanha a história de alguém realmente incrível.  Obviamente, no caso deste doc da Netflix a figura central é sim uma mulher maravilhosa, porém seria criativo buscar outros aspectos da vida de Orin ou até mesmo suas falhas para contrabalancear toda a genialidade e grandeza da artista.</p>
<p>É sempre bom explorar camadas de personagens. Ainda assim, Molly consegue construir um laço de empatia e proximidade com a personagem principal do curta-metragem, justamente através da própria relação que ela tem com a sua tia. São nas sequências das conversas entre as duas que uma dicotomia é estabelecida: de um lado a visão realista e firme de Orin, que se vê como uma mulher talentosa, mas comum. Do outro, há Molly, que idealiza sua tia e a coloca em um pedestal. A criação desta dualidade imprime complexidade para a narrativa do curta. A plateia compreende de forma mais profunda quem é esta única mulher da orquestra.</p>
<p>Até mesmo na escolha de ser contrabaixista, as marcas de personalidade forte de Orin são vislumbradas. Neste sentido, o seu amor pela arte transborda da tela e a musicista se revela não apenas humilde, mas fiel ao mundo da música. Porque ela não está ocupando este espaço por vaidade e sim por vocação. Por isso, além do discurso verbal da obra, era necessário que esse carinho genuíno fosse contemplado visualmente. É por esta razão que Molly parece escolher manter os seus planos mais abertos, com pouca movimentação de câmera, para que quem assiste consiga observar com calma o jeito habilidoso de Orin de tocar e de falar sobre sua profissão.</p>
<p>Inclusive, observar os deslocamentos e pausas da contrabaixista é o que há de mais cativante na produção, principalmente quando ela está tocando. Além disso, é notável como a equipe de arte e de fotografia dialoga e mantém esse universo solar, de quem traz consigo um contetamento pelas escolhas da carreira, através da manutenção ou da exploração de temperaturas mais quentes ou amadeiradas. Aqui, nesta estética, tem-se uma junção de sensação de alegria – vinda dessa concretização de uma carreira brilhante –, mais a ambientação dos espaços artísticos.</p>
<p>É quase possível sentir o cheiro do tablado do palco, dos tacos da sala de Ori e do piano, que quando é aberto libera um aroma muito específico. Desta maneira, ainda que <em><strong>A Única Mulher da Orquestra</strong></em> não entregue nada fora do comum, é na tradição do gênero que Molly O’Brien e sua equipe, juntamente com a figura carismática de Orin, criam uma projeção agradável, que cativa, por contar com o passado de uma mulher essencial para a música novaiorquina e estadunidense e por ser tão inspirador ao lembrar que o estar presente é deveras mais relevante do que se mostrar presente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Molly O’Brien</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/30B3nVNYd5w?si=MZB1-fy1RkRpi4li" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-unica-mulher-da-orquestra/">Crítica: A Única Mulher da Orquestra</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crític: De Volta à Ação (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2025 15:52:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Cameron Diaz]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[De volta à ação]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Glenn Close]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Foxx]]></category>
		<category><![CDATA[Seth Gordon]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (As Panteras) e Jamie Foxx (Ray), será analisada. Entre potencialidades e falhas, De Volta à Ação cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente. O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Esta que vos escreve, acredita que a crítica de cinema deve olhar para cada obra audiovisual de forma particular, procurando entender a sua funcionalidade e o seu objetivo enquanto produto midiático. É nesta lógica que a nova produção da Netflix, estrelada por Cameron Diaz (<em>As Panteras</em>) e Jamie Foxx (<em>Ray</em>), será analisada. Entre potencialidades e falhas, <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> cumpre a sua função, diegéticamente e extradiegéticamente.</p>
<p>O primeiro ponto destacável é o retorno de Cameron e Jamie, que estavam afastados do cinema, por diferentes razões. Ela, porque havia se aposentado para cuidar da família e da vida pessoal. Ele, porque apresentou um problema de saúde, aparentemente grave, porém misterioso. No entanto – e para a alegria dos fãs –, a dupla conseguiu se reunir e finalizar o longa-metragem, que somente pela presença de dois atores tão carismáticos e marcantes para Hollywood, já valeria a pena.</p>
<p>Em termos qualitativos da obra, a produção tem uma primeira metade que não decepciona. A dinâmica entre Diaz e Foxx revela a razão desta união ficcional. Os intérpretes jogam com as pausas, interrupções e silêncios de tal maneira que formam uma construção de intimidade forte entre as personagens. Quanto mais eles brincam com essa lógica de casal, que se interrompe e sabe o momento de se escutar, mais a relação entre seus papéis cresce e a conexão com o público também.</p>
<p>Aqui, a dupla mostra como é necessário habilidade para suavizar e tornar crível diálogos de filmes besteirol de ação. Juntamente a eles, também há Glenn Close, que fomenta ainda mais a crença da plateia naquele universo ficcional. O trio interpreta ex-agentes da CIA, que se aposentam e precisam enfrentar os perigos da vida de espião novamente. No entanto, Emily (Diaz) e Matt (Foxx) criaram uma família típica do subúrbio de filmes hollywoodianos.</p>
<p>Assim, é aí que vem toda a graça do longa, na ideia de dialogar com os mais jovens, dizendo: seus pais podem ter sido espiões da CIA e você nem saber. Apesar de não ser o suprassumo da criatividade, porque Hollywood tem gostado de explorar essa dualidade de família classe média e cenários extra-cotidianos &#8211; Os incríveis é um exemplo disso -, em <em><strong>De Volta à Ação</strong></em>, além do elenco central ser afiado, a direção de Seth Gordon (<em>Pixels</em>), alivia as trapalhadas e mesmices do roteiro – que escreveu ao lado de Brendan O’Brien (<em>Vizinhos</em>).</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19191" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png" alt="De Volta à Ação" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/02/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Isto porque é extremamente relevante que filmes deste gênero tenham uma decupagem apuradíssima, principalmente em suas cenas de ação e tensão. Gordon tem consciência de que os espectadores precisam entender visualmente o que está acontecendo, sentirem-se ansiosos durante as lutas e confrontos, que consigam enxergar bem as pancadarias, mas com criatividade, em termos de movimentação e efeitos de câmera, efeitos especiais e marcação de cena. São muitos questões para dar conta e, neste caso aqui, ainda há o fator desta ser uma produção da Netflix.</p>
<p>É necessário que a direção pense que a maioria das pessoas contará com uma sessão em casa, vendo o longa por uma tela menor. Seth Gordon revela que compreende essa lógica e, mesmo que conte com sequências tensas e com inventividade, a grandiosidade das explosões, carros que capotam e lutas corporais são reduzidas. Um exemplo é o momento da família espiã no posto de gasolina. Eles são atacados, porém por uma quantidade relativamente pequena de bandidos.</p>
<p>É com esta consciência, tanto da parte mais experiente do elenco, quanto da direção que <em><strong>De Volta à Ação</strong></em> entretém quem assiste a trama. Todavia, é preciso destacar que a segunda metade do filme não é tão boa quanto a anterior. Na busca por colocar caminhos e saídas diferentonas, Gordon e O’Brien se perdem no roteiro. A história já não prometia ser um poço de inovação e a maior graça era o “como” Cameron Diaz e Jamie Foxx iriam salvar o dia com a ajuda de Glenn Close .</p>
<p>Contudo, nesta tentativa de surpreender o público, a tensão se esvai e a obra fica menos divertida. É bem verdade que o vilão não era esperado, mas seria mais interessante que o antagonista fosse mesmo Baron (Andrew Scott), pelas seguintes razões: primeira, Andrew é mais talentoso do que o outro ator que faz o bad guy verdadeiro – mas, o intérprete não será revelado para não dar spoiler para o leitor.</p>
<p>A segunda razão é que Baron é mais desenvolvido, nesta busca de Gordon e O’Brien para enganar o receptor. Assim, o outro rapaz não convence. As suas motivações são rasas e todo o conflito interno do papel de Andrew Scott é desperdiçado nos últimos minutos de exibição. Muitas vezes, no audiovisual, é melhor ficar com o seguro, o óbvio, mas executar bem esse óbvio, cuidar desse óbvio e entregar ele bonitinho para o público. E era isso que o filme estava fazendo até a sua reviravolta. Mesmo assim, a produção vale uma sessão de sábado à tarde, com muita pipoca e refri. Este é um tipo de cinema que refresca o ares e distrai, é como comer uma pizza de uma rede de fast food – calorias vazias que divertem.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Seth Gordon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cameron Diaz, Jamie Foxx, Glenn Close</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3davFh1eoVs?si=LiFPRt7V2Ito0l8u" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critic-de-volta-a-acao-netflix/">Crític: De Volta à Ação (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: No Lugar da Outra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bruno Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 19:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elisa Zulueta]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Francisca Lewin]]></category>
		<category><![CDATA[Maitê Alberdi]]></category>
		<category><![CDATA[Marcial Tagle]]></category>
		<category><![CDATA[No Lugar da Outra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da abordagem ser inspirada em ocorrência local, o filme No Lugar da Outra, da diretora Maite Alberdi, discute temas universais ainda pertinentes. Por isso, é fácil compreender a escolha como o representante chileno para concorrer ao Oscar 2025, na categoria Melhor Filme Internacional. O longa envolve o espectador nas angústias existenciais, descontentamentos cotidianos e anseios por novas vivências da protagonista e traz louváveis pontos aos importantes debates sobre papéis de gênero e patriarcado. Na trama, a escritora chilena Maria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da abordagem ser inspirada em ocorrência local, o filme <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>, da diretora Maite Alberdi, discute temas universais ainda pertinentes. Por isso, é fácil compreender a escolha como o representante chileno para concorrer ao Oscar 2025, na categoria Melhor Filme Internacional. O longa envolve o espectador nas angústias existenciais, descontentamentos cotidianos e anseios por novas vivências da protagonista e traz louváveis pontos aos importantes debates sobre papéis de gênero e patriarcado.</p>
<p>Na trama, a escritora chilena Maria Carolina Gee (Francisca Lewin) mata o amante e o caso provoca o interesse de Mercedes (Elisa Zulueta), uma acanhada secretária do judiciário. Ao acessar a casa da homicida, Mercedes desenvolve enorme fascínio pelo lar e objetos pessoais de Maria, como roupas, maquiagens e livros. Baseado em caso real ocorrido na década de 1950 e contado no livro “Las Homicidas”, da escritora Alia Trabucco Zerán, o filme não destaca tanta atenção às implicações do crime em si, mas sim aos processos de inquietação de uma mulher que não faz parte da elite financeira e cultural. Mercedes é uma mulher comum, com filhos, marido e uma penca de louças e roupas para lavar.</p>
<p>Os infortúnios do dia a dia da competente secretária são expostos já nos minutos iniciais de <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>. Após acordar contrariada (ainda que já habituada) com o ronco do marido, o espectador conhece o lar da protagonista: uma pequena casa que acumula mais objetos que o espaço permite. Assim, é fácil esbarrar na enceradeira esquecida próxima à escada e sentir estresse poucos minutos depois de levantar da cama. As “pequenas” opressões do lar ganham concretude com a representação visual acinzentada do ambiente em que Mercedes divide espaço com a família e realiza as rotineiras tarefas de dona do lar.</p>
<p>Embora a cordialidade e a parceria profissional com o marido fotógrafo, que usa a sala da casa como estúdio, existam naquela dinâmica familiar, as micro agressões são frequentes. Exemplo, em conversa aparentemente descontraída, um dos filhos de Mercedes diz que será juiz como a mãe. No momento seguinte, o marido responde: “sua mãe poderia ser sua secretária”. Imediatamente a matriarca expressa contrariedade com a brincadeira de mal gosto no olhar, mas claro, ninguém repara que ela se sentiu mal.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18878" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2.png" alt="No Lugar da Outra" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>Acertadamente, os homens da casa não são representados como vilões. Ponto para o roteiro de <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em>, escrito por Maite Alberdi, Inés Bortagaray e Paloma Salas, que destaca a exploração do trabalho da mulher em dinâmicas diárias e a ausência de empatia naquele ambiente como questões sérias, mas sem recorrer a construções maniqueistas dos algozes. Apesar de as situações ficcionais ocorrerem nos anos 1950, não é novidade que a naturalização dos papéis de gênero no ambiente doméstico ainda seja um problema persistente, mesmo com o avanço dos debates feministas. E ao contrário do que se possa imaginar, as afrontas também acontecem em lares sadios, sem violências físicas ou agressões verbais. Dito isso, um copo sujo deixado para a mulher lavar ou aquela piadinha fora de hora não são ocorrências tão inofensivas assim.</p>
<p>Mas afinal, o que Mercedes busca? Ao adentrar o lar da sofisticada escritora Maria Carolina, Mercedes sente-se bem não apenas por usufruir dos bons perfumes, roupas sofisticadas ou por tomar banho na banheira, imaginando-se como detentora daqueles luxos. É a ausência de vozes que provoca ampla satisfação. É a iluminação que invade a sala através da janela e toca as plantas decorativas que proporcionam paz e quietude.</p>
<p>Maria Carolina e Mercedes são de classes sociais diferentes, contudo, ambas são vítimas do patriarcado. Se a primeira tomou uma atitude radical contra os processos que cerceavam suas liberdades, a humilde secretária está em fase de descobertas e assimilações.</p>
<p>Hábil na construção da trajetória da protagonista, <em><strong>No Lugar da Outra</strong></em> oferece leitura pálida da condução do julgamento da escritora e o elo entre as histórias das figuras femininas deixa a desejar. De todo modo, o longa é um pontual registro de época. Ou ‘pior’, de épocas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Maitê Alberdi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Elisa Zulueta, Francisca Lewin, Marcial Tagle</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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		<title>Crítica: Desaparecidos na Noite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 00:27:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Annabelle Wallis]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Renato De Maria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Produção italiana, Desaparecidos na Noite é um filme que costuma ser enquadrado na &#8220;caixinha&#8221; do gênero &#8220;suspense Supercine&#8221;. No catálogo da Netflix, o filme poderia integrar perfeitamente a programação da Rede Globo em um sábado a noite depois do Altas Horas ao contar um tipo de história que costuma ser frequente nessa faixa de horário: um casal prestes a divorciar tem que lidar com o misterioso desaparecimento dos seus filhos, um crime que pode estar associado com a estranha vinculação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Produção italiana, <strong><em>Desaparecidos na Noite</em></strong> é um filme que costuma ser enquadrado na &#8220;caixinha&#8221; do gênero &#8220;suspense Supercine&#8221;. No catálogo da Netflix, o filme poderia integrar perfeitamente a programação da Rede Globo em um sábado a noite depois do Altas Horas ao contar um tipo de história que costuma ser frequente nessa faixa de horário: um casal prestes a divorciar tem que lidar com o misterioso desaparecimento dos seus filhos, um crime que pode estar associado com a estranha vinculação do personagem de Riccardo Scamaccio, uma das peças desse matrimônio, com grupos criminosos da Itália.</p>
<p>O longa de Renato De Maria (de filmes como Hotel paura e Nada Santo) consegue condensar todos os elementos do suspense conduzindo o espectador a pistas falsas, ainda que em dado ponto a resposta para o desaparecimento das crianças da sinopse pareça óbvia. Além de Scamaccio, vale ressaltar a presença da inglesa Annabelle Wallis (de Maligno), garantindo o caráter globalizado da produção. Tanto Scamaccio quanto Annabelle seguram as pontas com personagens que gradualmente revelam suas verdadeiras facetas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18497" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146.jpg" alt="Desaparecidos na Noite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O problema é que nem sempre <strong><em>Desaparecidos na Noite</em></strong> compensa o seu espectador. Ainda que o filme possua econômicas uma hora e meia de duração, em dado momento, a história parece se arrastar, sobretudo as passagens em que o personagem de Scamaccio põe em prática a ideia de comprar cocaína para vendê-la a traficantes conhecidos a fim de pagar o resgate dos filhos. Logo em seguida, o personagem cai em uma armadilha que coloca a sua integridade física em perigo. São longuíssimas horas nas quais o diretor Renato De Maria só conta com o talento de Scamaccio para conduzir a tensão daquela história e, por mais que o ator dê tudo de si e esteja bem em cena, isso não é suficiente para manter a fidelidade do espectador no desenrolar dos acontecimentos.</p>
<p>O terceiro ato tem bons momentos, marcados por uma certa tensão e modestas doses de imprevisibilidade, mas o filme cai no equívoco de desequilibrar a balança da culpa dos pais a respeito dos eventos que abalam o cotidiano daquela família. O personagem de Scamaccio sai com uma imagem mais positiva do que a mulher interpretada por Wallis pois o roteiro acaba recorrendo a arquétipos da femme fatale para construir a personagem da atriz como uma mulher de personalidade desequilibrada. Além disso, o mesmo roteiro não dá muitas pistas sobre o passado desse casal antes do processo de divórcio ou mesmo da vida pregressa do seu protagonista masculino. Estes percalços do roteiro talvez sejam os pontos mais frágeis de um filme que vinha apresentando um certo vigor na direção do seu suspense.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Renato De Maria</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Riccardo Scamarcio, Annabelle Wallis, Massimiliano Gallo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/oE6zqybHu3U?si=omW9agii7LeLYNal" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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