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	<title>Wanderley Teixeira, Autor em Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Wanderley Teixeira, Autor em Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Mulher no Jardim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 22:37:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Mulher no Jardim narra a história de Ramona, uma viúva mãe de dois filhos interpretada por Danielle Deadwyler. Vivendo em uma casa construída e planejada por ela e pelo falecido esposo, Ramona enfrenta séria dificuldade para dar continuidade nas coisas mais básicas da rotina doméstica dando sinais de ainda não ter superado o luto. Certo dia, Ramona e os filhos são surpreendidos pela aparição de uma misteriosa figura feminina trajando um vestido e um véu preto, sentada em uma cadeira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> narra a história de Ramona, uma viúva mãe de dois filhos interpretada por Danielle Deadwyler. Vivendo em uma casa construída e planejada por ela e pelo falecido esposo, Ramona enfrenta séria dificuldade para dar continuidade nas coisas mais básicas da rotina doméstica dando sinais de ainda não ter superado o luto. Certo dia, Ramona e os filhos são surpreendidos pela aparição de uma misteriosa figura feminina trajando um vestido e um véu preto, sentada em uma cadeira no jardim fitando a janela da família. É nesse instante que Ramona e os filhos testemunham estranhos e perigosos fenômenos.</p>
<p><em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> é dirigido por Jaume Collet-Serra, cineasta espanhol que acabou ganhando notoriedade no gênero terror com filmes como A Órfã e A Casa de Cera, mas que também conseguiu se adaptar a outros tipos de narrativa, sendo por isso bastante requisitado pelos estúdios. Apesar da notoriedade, o resultado do trabalho de Collet-Serra costuma ser oscilante e <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> é representativo daquilo que por vezes não dá certo na direção que o realizador costuma empregar em suas narrativas.</p>
<p>O longa tem um ponto de partida promissor, mas parece andar em círculos com a sua premissa, não sabendo como progredir com os recursos minimalistas à disposição da sua história. A ação de <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> é concentrada nas tensões entre a protagonista e seus filhos, poucos personagens, confinados em um espaço de proporções reduzidas, a casa da família.</p>
<p>O drama familiar presente no filme é dos menos inspirados. Ainda que conte com uma atriz do calibre de Danielle Deadwyler, nome promissor por desempenhos em longas como Till e Piano de Família, a história em torno do luto da personagem revela questões protocolares nesse tipo de trama. Como experiência estética, <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> rende momentos mais exitosos, como toda a sequência que envolve a presença da mulher de preto através de sombras na casa da família da protagonista, revelando uma interessante referência do expressionismo alemão. Ainda assim, é um respiro de genialidade que custa aparecer no filme.</p>
<p>No terceiro ato, <em><strong>A Mulher no Jardim</strong></em> causa ainda uma péssima impressão por exibir uma certa confusão na forma como encerra sua história e revela alguns dos principais mistérios da trama, sobretudo o vínculo entre a protagonista Ramona e a mulher no jardim do título. O mais recente trabalho de Collet-Serra tem uma premissa interessante, bons atores e boas ideias visuais, mas o realizador parece não lidar muito bem com a junção de tantos indícios positivos, resultando em um filme que oras parece arrastado, oras encontra-se confuso sobre a própria história que tem em mãos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jaume Collet-Serra</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Danielle Deadwyler, Okwui Okpokwasili, Russell Hornsby</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BE5A4J4-Pf0?si=vI7xL37nssuVM8Za" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Quando Chega o Outono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 19:56:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Chega o Outono é um filme no qual François Ozon coloca sob suspeita a boa fé dos seus personagens principais. Há anos, Michelle Giraud vive longe de Paris em uma casa de campo no interior da França. A relação entre ela e a filha Valérie não é das melhores e isso fica evidente para o espectador quando a moça está de passagem pela casa de Michelle com o filho e acaba sofrendo uma intoxicação pelos cogumelos servidos pela protagonista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong> é um filme no qual François Ozon coloca sob suspeita a boa fé dos seus personagens principais. Há anos, Michelle Giraud vive longe de Paris em uma casa de campo no interior da França. A relação entre ela e a filha Valérie não é das melhores e isso fica evidente para o espectador quando a moça está de passagem pela casa de Michelle com o filho e acaba sofrendo uma intoxicação pelos cogumelos servidos pela protagonista durante um almoço. Desde então, a relação entre mãe e filha que já não era boa fica ainda pior.</p>
<p>Paralelamente à conturbada relação com a única filha, Michelle tem uma certa afeição por Vincent, um rapaz, filho da sua melhor amiga. Vincent não tem bons precedentes e é visto com desconfiança por muitos, inclusive por Valérie, em razão de ter cumprido uma pena na prisão. Apesar de tudo, o rapaz consegue refazer sua vida e abrir um bar graças a ajuda de Michelle. Em retribuição a todo esse suporte dado pela amiga da mãe, Vincent tenta intermediar a relação entre Michelle e a filha Valérie, mas as coisas acabam tomando um rumo inesperado.</p>
<p><strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong> é um filme no qual  François Ozon faz questão de deixar lacunas na sua trama. É difícil para o espectador ter um juízo definitivo sobre as intenções dos seus personagens principais. A vida pregressa de Michelle e Vincent acaba sendo inserida no roteiro de Ozon para o cineasta provocar o público e seus personagens, sinalizando como nossos preconceitos são capazes de preencher lacunas narrativas quando não temos certezas sobre as coisas. Assim, em <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong>, Ozon é capaz de construir duas histórias diametralmente opostas: de um lado, uma trama de conspirações e assassinatos dissimulados e, do outro, a possibilidade da tragédia engendrada pelo mero acaso, evidenciando como é difícil reconstruir uma imagem diante de decisões do passado que maculam reputações.</p>
<p>Aparentemente, o cineasta François Ozon acaba não deixando muito claras suas respostas ao final de <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong>. O mistério em torno de uma morte que mobiliza parte considerável das ações do filme leva o espectador a elaborar o tempo todo uma trama na qual Michelle é responsável por um ato vil com a ajuda de Vincent. Ozon leva o espectador a essa confabulação e o passado desses personagens é determinante para que o cineasta consiga esse efeito, provocando o juízo do público: até que ponto estamos imunes aos nossos preconceitos na presunção que fazemos de histórias que sequer conhecemos a fundo? Nesse sentido, não existe zona cinzenta nas lacunas que preenchemos na narrativa, ou os protagonistas (Michelle e Vincent) são figuras maquiavélicas ou são vítimas do acaso, quando no final das contas eles podem muito bem ser um pouco de ambos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19319" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1.png" alt="Quando Chega o Outono" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-3-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O ponto-chave da dualidade intencional com a qual Ozon desenvolve seus personagens em <strong><em>Quando Chega o Outono </em></strong>é esse esforço deliberado do cineasta de dar a todos eles o benefício da dúvida ao invés de uma sentença definitiva. No final das contas, o novo projeto do cineasta é sobre a dúvida e como, fora a nossa própria vivência, não temos total domínio do que existe por trás dos mistérios em torno das situações que nos são apresentadas.</p>
<p>A dúvida põe um holofote no direito que Ozon dá a seus personagens de serem humanos, capazes de virtudes, mas também de faltas graves. É fascinante como ele sinaliza isso desde o princípio com o sermão do padre sobre Maria Madalena na Igreja. Michelle pode ter de fato sido uma péssima mãe no passado e sua filha pode ter razões para odiá-la ou talvez ela está apenas sendo preconceituosa com a mãe, inserindo Valérie também no território da dubiedade. Vincent pode ser um sujeito violento e dissimulado, mas também um rapaz que está buscando uma segunda oportunidade fora da cadeia. A relação entre Michelle e Vincent pode esconder vínculos soturnos ou eles podem ter empatia um pelo outro, a ponto de Michelle até ser omissa e fechar os olhos para algumas ações do rapaz. Nada é muito óbvio na resolução do emaranhado de mistérios de <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong> e toda sentença parece precipitada porque assim acaba sendo a vida até que tenhamos uma prova cabal da culpabilidade de algo e isso François Ozon não entrega no seu roteiro, tirando do cineasta e do público essa posição plena de onisciência.</p>
<p>As possibilidades de interpretação são inúmeras e é impressionante como Ozon costura esse roteiro para que ele consiga permanecer em uma zona de completa nebulosidade. O filme também consegue um bom resultado nesse sentido porque o elenco consegue conferir a esses personagens essa dubiedade nos perfis psicológicos traçados. Nesse quesito, o trabalho de Hélène Vincent merece destaque na construção da protagonista Michelle, encarada pelo público como uma assassina dissimulada ou como uma mulher buscando a todo custo fazer as pazes com o passado e falhando nesse intento por conta de tragédias que tomam conta da sua vida.</p>
<p>Em <strong><em>Quando Chega o Outono</em></strong>, François Ozon encarrega o público da resolução do mistério de sua trama, uma função que, no modelo clássico (e, por vezes, preguiçoso e excessivamente didático) seria da detetive vivida aqui pela atriz Sophie Guillemin. Como nos seus melhores filmes e de forma potencializada, François Ozon destaca a importância da postura ativa do espectador cinematográfico, colocando o debate como ponto fundamental para fazer a experiência espectatorial de <em>Quando Chega o Outono</em> extremamente estimulante e satisfatória.</p>
<p><strong>Direção:</strong> François Ozon</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Hélène Vincent, Josiane Balasko, Ludivine Sagnier</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/UmtgV0zrYXM?si=qxKqO2EjoD-VgiFQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Câncer com Ascendente em Virgem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 19:48:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Câncer com Ascendente em Virgem preenche uma lacuna infelizmente poucas vezes ocupada pelo cinema nacional. O longa dirigido por Rosane Svartman (autora de telenovelas da Rede Globo como Vai na Fé, Bom Sucesso e Totalmente Demais) e co-roteirizado por Suzana Pires, intérprete da protagonista dessa história, é o denominado &#8220;filme médio&#8221;, aquele tipo de obra que não tem pretensões de corresponder às expectativas dos nichos de apreciação dos festivais, deseja ser uma popular, mas não subestima a plateia, enquadrando-se como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> preenche uma lacuna infelizmente poucas vezes ocupada pelo cinema nacional. O longa dirigido por Rosane Svartman (autora de telenovelas da Rede Globo como Vai na Fé, Bom Sucesso e Totalmente Demais) e co-roteirizado por Suzana Pires, intérprete da protagonista dessa história, é o denominado &#8220;filme médio&#8221;, aquele tipo de obra que não tem pretensões de corresponder às expectativas dos nichos de apreciação dos festivais, deseja ser uma popular, mas não subestima a plateia, enquadrando-se como um entretenimento para adultos calibrado por boas atuações e um desenvolvimento sensível do seu roteiro.</p>
<p>O roteiro de <em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> é escrito a seis mãos (Suzana Pires, Martha Mendonça e Pedro Reinato) e buscou inspiração no blog &#8220;Estou com câncer, e daí?&#8221;, no qual a autora Clélia Bessa falava honestamente sobre suas sessões de quimioterapia e todas as questões existenciais que surgiram do seu diagnóstico de câncer. O filme é protagonizado por Suzana Pires, que vive Clara, uma professora de matemática em ótimo momento na sua carreira depois que passou a ter êxito no YouTube com um canal voltado para a educação. Quando recebe o diagnóstico do câncer de mama, Clara passa a contar com uma rede de apoio de amigos e familiares que a fazem enfrentar a doença e ter uma outra visão sobre o que de fato é importante na vida.</p>
<p>Apesar de inicialmente atravancar a relação do espectador com o filme com um certo apego que tem a alguns clichês das comédias, incluindo piadas bobas, <em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> encontra suas virtudes na forma como seus roteiristas abordam a doença que transforma a vida da sua protagonista. O longa dirigido sem firulas técnicas, mas direto no protagonismo das suas emoções, tem uma abordagem certeira ao equilibrar um approach &#8220;pé no chão&#8221; e leveza, tornando a jornada de Clara crível, mas repleta de humor, afeto e otimismo nada &#8220;Poliana moça&#8221;, trazendo para o filme um tom motivacional que jamais cai no discurso oco de sentimentos artificiais e sensacionalistas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19316" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4.png" alt="Câncer com Ascendente em Virgem" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Parte do sucesso dessa mensagem deve ser creditado às ótimas atrizes que compõem esse elenco, a começar pela protagonista. Suzana Pires traz uma força impressionante para o drama de Clara ao mesmo tempo em que humaniza essa personagem, reforçando como a experiência da professora de matemática com o câncer é muito mais profunda do que o temor pela morte, passando para a consciência sobre como ela, de agora em diante, deve lidar com as questões da vida. Ao lado de Pires estão Marieta Severo, que comove e personifica o amparo maternal com Leda, e a jovem Nathália Costa. Juntas, as três atrizes compõem um clã familiar feminino interessante que sublinha outro valor que o filme deseja transmitir ao longo da projeção, a importância da sororidade diante do câncer de mama. Há momentos singelos e comoventes compartilhados por essas três atrizes de gerações tão distintas de mulheres e isso é muito bonito de ver em cena.</p>
<p><em><strong>Câncer com Ascendente em Virgem</strong></em> não é um filme que gabarita tudo aquilo que é necessário para tornar uma experiência cinematográfica plena em suas virtudes técnicas e artísticas. A comédia dramática de Rosane Svartman é marcada por alguns cacoetes de especial televisivo (as piadas que parecem anacrônicas e movimentos simplistas do roteiro). Entretanto, o longa tem uma força inegável quando tudo é concentrado na força das suas atrizes principais, em especial Suzana Pires que se dedica bastante e consegue uma interpretação repleta de facetas, deixando comprovada a versatilidade dramática da atriz e a profundidade com a qual ela aborda sua protagonista nesse longa. É o tipo de produção que, independente das suas faltas, irá gerar identificação e sensibilizará o público de forma muito orgânica porque ele é muito honesto e eficiente na forma como conduz sua narrativa nesse intento.</p>
<p>Obs.: O longa inclui em uma cena e nos seus créditos finais uma canção interpretada por Preta Gil, o que adiciona mais uma camada de emoção à experiência.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rosane Svartman</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Suzana Pires, Marieta Severo, Nathália Costa</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/M0_dTbDZ7Po?si=au-4AoU8_hnc1vaZ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vitória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 16:55:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Andrucha Waddington]]></category>
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		<category><![CDATA[Silvio Guindane]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Inspirado no caso real de uma idosa que denunciou um grupo criminoso atuante na comunidade em frente a sua casa no Rio de Janeiro, Vitória tem a seu favor a escalação de Fernanda Montenegro para viver esta personagem. O drama dirigido por Andrucha Waddington tem muitas faltas, especialmente no roteiro, mas a presença de Montenegro como a personagem-título muitas vezes supre ou camufla as falhas do projeto. O longa é inspirado na história de Joana Zeferino da Paz, uma idosa de 80 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Inspirado no caso real de uma idosa que denunciou um grupo criminoso atuante na comunidade em frente a sua casa no Rio de Janeiro, <em><strong>Vitória </strong></em>tem a seu favor a escalação de Fernanda Montenegro para viver esta personagem. O drama dirigido por Andrucha Waddington tem muitas faltas, especialmente no roteiro, mas a presença de Montenegro como a personagem-título muitas vezes supre ou camufla as falhas do projeto.</p>
<p>O longa é inspirado na história de Joana Zeferino da Paz, uma idosa de 80 anos que em 2005, da janela de sua casa, registrou com uma câmera o cotidiano de um grupo criminoso que agia violentamente na sua vizinhança. Joana tentou denunciar o caso para a polícia, mas só viu a queixa gerar algum tipo de comoção nas autoridades quando contou com a ajuda da imprensa. Tendo sido posteriormente protegida pelo Programa de Apoio à Testemunha, Joana teve sua identidade mantida em sigilo, só vindo à tona no ano de seu falecimento, 2023, quando as filmagens de <em><strong>Vitória </strong></em>já haviam terminado.</p>
<p>A princípio, <em><strong>Vitória </strong></em>era um projeto do diretor e roteirista Brenno Silveira, mas o longa acabou nas mãos de Andrucha Waddington (Eu Tu Eles e Casa de Areia) após o falecimento do cineasta às vésperas das filmagens. A troca não prejudicou o resultado de <em><strong>Vitória</strong></em>, que tem um diretor se esforçando ao máximo para suprir carências do roteiro, dando sutileza, sensibilidade e buscando até mesmo alguma profundidade na construção psicológica das personagens.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19303" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1.png" alt="Vitória" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Waddington acerta sobretudo ao valorizar os momentos nos quais o público acompanha apenas Fernanda Montenegro em cena. Existem longas sequências em que <em><strong>Vitória </strong></em>se resume ao cotidiano de Nina, nome criado para a protagonista do filme, em seu apartamento, vivendo o seu cotidiano. Quando <em><strong>Vitória </strong></em>é centrado em Fernanda Montenegro, o filme tem os seus melhores momentos porque a atriz valoriza cada gesto da personagem em cena, traz riqueza para os sentimentos e a personalidade daquela mulher.</p>
<p>O desempenho de Montenegro supre algumas lacunas deixadas pelo roteiro de <em><strong>Vitória</strong></em>. Há reticências no passado da protagonista e detalhes como as motivações profundas daquela mulher que poderiam ser melhor esmiuçadas pelo roteiro a fim de valorizar o clímax dramático daquela história. Nina é só uma mulher querendo fazer o bem e ter paz e isso é o suficiente para <em>Vitória</em>, mas não para o espectador, que poderia ter uma relação mais engajante com o longa caso o filme mergulhasse de fato no passado dessa protagonista. A resolução do conflito entre Nina e a ameaça violenta da sua vizinhança também é pouco elaborada passando a impressão de apressar a ação a fim de que o filme tenha enfim o seu desfecho.</p>
<p><em><strong>Vitória</strong></em> é o tipo de experiência que só é minimamente satisfatória porque Fernanda Montenegro consegue trazer a densidade e a urgência necessárias para engajar o espectador na trajetória da sua protagonista. Entendemos <em><strong>Vitória </strong></em>como um evento cinematográfico porque Fernanda Montenegro está nele e aproveita cada oportunidade para confirmar seu nome como um dos maiores das nossas artes dramáticas. De outra forma, o teor fugidio e superficial do roteiro deste drama ficaria mais evidente e tornaria mais emperrada a experiência de assistir o longa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Andrucha Waddington</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Fernanda Montenegro, Silvio Guindane, Jeniffer Dias</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/3Zr6YJ02r5g?si=sVQfxS_pwShsTxb_" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Mickey 17</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 14:45:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Bong Joon-ho]]></category>
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		<category><![CDATA[Robert Pattinson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado na obra literária de Edward Ashton, Mickey 17 é uma mistura de sci-fi e sátira política que marca o retorno do cineasta coreano Bong Joon-ho depois do fenômeno Parasita, vencedor do Oscar de melhor filme na edição de 2020 da premiação da Academia. Marcado por constantes adiamentos do seu lançamento e pela dúvida a respeito da influência da qualidade final do longa nessas decisões, Mickey 17 estreia enfim nos cinemas com um resultado que não chega a ser catastrófico, mas que pode ser moderadamente decepcionante para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado na obra literária de Edward Ashton, <strong><em>Mickey 17 </em></strong>é uma mistura de sci-fi e sátira política que marca o retorno do cineasta coreano Bong Joon-ho depois do fenômeno <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-parasita/"><em>Parasita</em></a>, vencedor do Oscar de melhor filme na edição de 2020 da premiação da Academia. Marcado por constantes adiamentos do seu lançamento e pela dúvida a respeito da influência da qualidade final do longa nessas decisões, <em>Mickey 17</em> estreia enfim nos cinemas com um resultado que não chega a ser catastrófico, mas que pode ser moderadamente decepcionante para quem nutria expectativas sobre esta incursão de Bong Joon-ho no cinema de língua inglesa.</p>
<p>Em<strong><em>Mickey 17</em></strong>, Robert Pattinson interpreta o personagem-título, uma das cópias dispensáveis de Mickey Barnes, um sujeito que se alista para uma missão espacial empreendida por um político de inclinações duvidosas. A cada novo teste perigoso realizado pela expedição que resulta na morte do personagem de Pattinson, uma nova versão dele é impressa e um outro ciclo de experimentos é iniciado em prol da colonização de um planeta invernal.  Acontece que durante o processo um movimento revolucionário acaba sendo fomentado quando Mickey 17 é dado como morto e uma nova cópia do personagem é feita.</p>
<p><em><strong>Mickey 17 </strong></em>consegue preservar aquele tom peculiar entre comédia e crítica social e política peculiar nos trabalhos de Bong Joon-ho. Ainda assim, é um filme que parece disperso entre os seus diversos núcleos de personagens e a jornada do próprio protagonista, não aprofundando seu comentário nos tópicos que coloca em discussão como a ética de experimentos científicos, a colonização e o uso de crenças para a manipulação política.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19298" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1.png" alt="Mickey 17" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/03/image-1-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa tem um ótimo elenco, mas não consegue trazer mais desses personagens para além de suas funções na crítica social e na ação que o realizador propõe. Robert Pattinson até que se esforça, mas a polarização da personalidade entre as cópias do seu personagem me parece o caminho mais simples, ainda que seja curiosa a &#8220;mediocridade&#8221; que tenta imprimir nos personagens, fazendo de Mickey Barnes uma espécie de herói ordinário que se adequa bem às pretensões de Bong Joon-ho. Sua parceira de cena Naomi Ackie (nome em ascensão pelas suas boas interpretações em filmes como I wanna dance with somebody e Pisque Duas Vezes) até tem os seus momentos, mas a escrita da personagem não extrapola a superfície. Com figuras que desde o princípio pareciam marginais na história, Mark Ruffalo e Toni Collette acabam roubando a cena como o casal por trás de todo o programa de colonização da narrativa.</p>
<p><strong><em>Mickey 17 </em></strong>tinha diversos elementos que prometiam um retorno promissor de Bong Joon-ho pós-Parasita. É possível que o filme agrade a alguns fãs do gênero e do diretor. Particularmente, ainda que tenha os seus bons momentos, o longa é um trabalho morno do cineasta, bem distante da efervescência criativa, do discurso enérgico e da complexidade psicológica de seus trabalhos anteriores.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bong Joon Ho</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Naomi Ackie, Steven Yeun</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Txuvq-K8kQo?si=icXFkOB4TdFdS7Nn" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Baby</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 16:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Baby]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em Baby, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;. Baby de Marcelo Caetano explora a relação entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em><strong>Baby</strong></em>, Wellington passou parte da sua vida em um centro de detenção para jovens. Com uma relação complicada com os pais, o rapaz acaba ficando sem rumo quando sai da instituição. É então que ele conhece Ronaldo, um homem de quarenta anos que ganha a vida prestando &#8220;serviços sexuais&#8221; e como fornecedor de drogas no centro de São Paulo. Ronaldo passa a ser uma espécie de mentor para Wellington apelidando-o de &#8220;Baby&#8221;.</p>
<p><em><strong>Baby</strong></em> de Marcelo Caetano explora a relação entre homens gays marcada por diferenças consideráveis de idade. Ronaldo acaba sendo uma espécie de daddy para Wellington, sendo o homem mais experiente com quem o rapaz estabelece vínculos afetivos e por quem tem atração sexual ao mesmo tempo que representa uma figura paterna sendo peça fundamental do seu amadurecimento e preparação para a vida.</p>
<p>No centro do excelente drama de Caetano está o conflito geracional entre homens gays com mais de quarenta anos e àqueles que pertencem a uma geração Z. O roteiro de Caetano e Gabriel Domingues fortalece o laço entre <em><strong>Baby </strong></em>e Ronaldo e utiliza esta relação como uma inteligente e sensível análise sobre distintas vivências homoafetivas. Enquanto homens como Ronaldo e, posteriormente, Alexandre, personagem vivido por Marcelo Várzea, têm vidas marcadas pela solidão e históricos de relações heterossexuais antes de &#8220;sair do armário&#8221;, <em>Baby</em> e seus amigos são &#8220;gays assumidos&#8221; desde muito cedo, contando com a irmandade da comunidade LGBT+ para enfrentar toda a dificuldade que é encarar a sociedade preconceituosa como homens gays ainda adolescentes.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19094" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png" alt="Baby" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-2-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Sem julgamento, Marcelo Caetano faz um retrato belíssimo, mas cru, real, sobre o encontro das duas gerações em questão a partir do match de dois personagens muito bem construídos pelo roteiro e defendidos por ótimos atores, a dupla João Pedro Mariano e Ricardo Teodoro. Mariano faz <em><strong>Baby </strong></em>amadurecer aos olhos do público durante as quase duas horas de projeção do longa. <em>Baby</em> começa o filme ingênuo, mas acuado e reticente a qualquer afeto em razão do histórico familiar de rejeição, e termina a história como um rapaz alegre e preparado para a vida. João Pedro Mariano constrói com muita sensibilidade esta jornada do protagonista. Por outro lado, Ricardo Teodoro traz para Ronaldo a aspereza daquela representação típica da masculinidade do nosso imaginário para revelar um homem extremamente sensível e essencialmente protetor que se apaixona de fato por Baby.</p>
<p>Com <em><strong>Baby</strong></em>, Marcelo Caetano, que já havia realizado o excelente Corpo Elétrico em 2017, faz um belo filme sobre LGBTs abordando de forma complexa e humana relações afetivas e sexuais entre homens. <em>Baby</em> conta uma belíssima história de amor, amizade e conexão. A relação entre <em>Baby</em> e Ronaldo, os protagonistas deste drama, é aquele tipo de vínculo que fica para toda a vida e marca pelos aprendizados, transformando as duas partes envolvidas em alguém melhor. De quebra, o realizador faz um acertado registro de construção identitária subjetiva e social da comunidade LGBT+ nas últimas décadas localizada no tempo presente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Marcelo Caetano</p>
<p><strong>Elenco:</strong> João Pedro Mariano, Ricardo Teodoro, Bruna Linzmeyer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/mfxuOP62w_U?si=dDVVMZ5Uw6Az-aUg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 16:02:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Anna Julia Dias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o sucesso comercial e de crítica das incursões de Turma da Mônica em live action, não demoraria muito para que as histórias de Chico Bento ganhassem uma versão para as telas. Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa de Fernando Fraiha estreia nos cinemas de todo o país com a missão de retratar a inocência da infância no interior que é típica das aventuras do menino caipira criado por Maurício de Sousa e consegue o feito de transpor para as telas de forma precisa o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o sucesso comercial e de crítica das incursões de Turma da Mônica em live action, não demoraria muito para que as histórias de Chico Bento ganhassem uma versão para as telas. <strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> de Fernando Fraiha estreia nos cinemas de todo o país com a missão de retratar a inocência da infância no interior que é típica das aventuras do menino caipira criado por Maurício de Sousa e consegue o feito de transpor para as telas de forma precisa o universo criado pelo quadrinista que fez parte da vida de muitos brasileiros.</p>
<p>Em <strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> acompanhamos uma aventura do personagem interpretado aqui com carisma transbordante por Isaac Amendoim. Chico Bento quer evitar que a goiabeira plantada nas terras do Nhô Lau, papel de Luis Lobianco, seja destruída por um projeto de urbanização de intenções duvidosas. Para evitar a ação, Chico contará com a ajuda de grandes amigos, como Zé Lelé e Rosinha.</p>
<p><strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> é um filme leve e divertido feito para o público infantil, mas que também resgata a memória afetiva do público adulto pelas histórias rurais de Maurício de Sousa. Fraiha capta a inocência dessa infância vivida no interior do país a partir de um roteiro simples e sensível que é defendido por um ótimo elenco.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19091" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5.png" alt="Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-5-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A equipe do longa acertou ao escolher o garoto Isaac Amendoim para viver Chico Bento. Amendoim lida com o personagem de forma espontânea, algo fundamental para um protagonista com a popularidade e o apelo de Chico Bento. Ao lado do menino estão Pedro Dantas como o companheiro de aventuras de Chico, o Zé Lelé; Enzo Henrique como o grande rival de Chico Bento, o mimado Genezinho; e Anna Julia Dias, também muito bem como Rosinha. Além disso, podemos destacar ótimas participações no elenco adulto, a começar por Luis Lobianco como o Nhô Lau e Guga Coelho como o pai do protagonista.</p>
<p><strong><em>Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</em></strong> segue os acertos do ótimo trabalho de adaptação das histórias de Maurício de Sousa para o cinema &#8211; a exceção, claro, de Turma da Mônica Jovem: Reflexos do Medo de 2024. Com  Chico Bento, Fernando Fraiha mantém o acerto das produções da Turma da Mônica ao primar pela qualidade estética, narrativa e por uma escalação irrepreensível de jovens atores para viver personagens extremamente populares &#8211; um desafio enorme cumprido de forma certeira até aqui pelas equipes responsáveis por este universo em live action.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Fernando Fraiha</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Isaac Amendoim, Pedro Dantas, Anna Julia Dias</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/7M0fKoXuQxc?si=Wv_64N_FjjUfQ2OL" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-chico-bento-e-a-goiabeira-maraviosa/">Crítica: Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: O Auto da Compadecida 2</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-auto-da-compadecida-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:41:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Auto da Compadecida de Guel Arraes é um dos filmes nacionais mais queridos pelos brasileiros. Não demorando muito para a tendência de sequências &#8220;tardias&#8221; cimentadas pelo desejo de consumo da nostalgia chegar ao nosso cinema, O Auto da Compadecida 2 estreia nas salas de todo o país no Natal de 2024. O longa de Guel Arraes e Flávia Lacerda até tem os seus momentos, mas fica evidente para o espectador que a falta de um material base de Ariano Suassuna prejudica consideravelmente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Auto da Compadecida</em> de Guel Arraes é um dos filmes nacionais mais queridos pelos brasileiros. Não demorando muito para a tendência de sequências &#8220;tardias&#8221; cimentadas pelo desejo de consumo da nostalgia chegar ao nosso cinema, <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> estreia nas salas de todo o país no Natal de 2024. O longa de Guel Arraes e Flávia Lacerda até tem os seus momentos, mas fica evidente para o espectador que a falta de um material base de Ariano Suassuna prejudica consideravelmente um roteiro que acaba cedendo à tentação de replicar a história original, sobretudo no seu terceiro ato quando, mais uma vez, João Grilo tem suas ações julgadas por Jesus Cristo e pelo Diabo, sendo defendido novamente por Maria. .</p>
<p><em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> é ambientado anos depois dos eventos do primeiro filme. João Grilo não está mais em Taperoá e Chicó se vira sozinho na mesma cidadezinha como um contador de histórias, sobretudo dos feitos do seu amigo. Quando a dupla se reencontra em meio a uma corrida eleitoral entre um coronel e um empresário do ramo da comunicação, algumas situações testam novamente a ética de João Grilo e o colocam de novo sob julgamento quando, mais uma vez, sua vida fica por um triz.</p>
<p>A continuação do trabalho de <em>O Auto da Compadecida</em> tem um ótimo começo. Selton Mello e Matheus Nachtergaele demonstram não perder o espírito dos personagens que criaram há mais de vinte anos atrás, rendendo ótimos momentos juntos ou separados, sejam eles cômicos ou dramáticos, lidando muito bem com o ritmo acelerado que é tão peculiar à dramaturgia de Guel Arraes. Há algumas adições ao elenco que parecem interessantes, como o carioca trambiqueiro interpretado por Luís Miranda ou o radialista e empresário vivido por Eduardo Sterblitch. Virginia Cavendish está de volta como uma Rosinha amadurecida, dando vazão a uma mocinha contemporânea que já fazia muito bem lá na produção de 2000. O longa também ganha bastante com algumas decisões artísticas, como o cenário construído em estúdio que traz para a arquitetura e a geografia de Taperoá um estilo bem peculiar beirando os traços de uma literatura de cordel.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19085" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1.png" alt="O Auto da Compadecida 2" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O grande problema da sequência de <em>O Auto da Compadecida</em> é apresentar uma série de caminhos possíveis e originais para sua trama, mas acabar recorrendo à repetição de eventos que tornaram icônico o longa original. É incompreensível esse cacoete da maioria das sequências &#8220;tardias&#8221; de grandes sucessos do cinema. Parte delas acha que basta replicar uma série de eventos do roteiro do original para conceber uma sequência que se justifique. <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> cai na mesma armadilha e prejudica o trabalho competente do seu ótimo elenco. No lugar de olhar para o futuro, para seus novos personagens e potenciais possibilidades da sua história em 2024, <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> opta pela zona de conforto do passado e leva seu roteiro a uma linha decrescente de qualidade.</p>
<p><strong>Atenção! A partir daqui, spoilers!</strong> <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> repete toda a sequência de morte de João Grilo e do seu julgamento por Jesus, o Diabo e Nossa Senhora só que de forma piorada. No original, isso era muito bem construído e atrelado ao propósito da trama de Suassuna. O autor queria falar sobre a realidade brasileira, sobre a corrupção humana e o juízo que podemos fazer dela em diversas circunstâncias a partir do julgamento de diversos personagens, com backgrounds muito diversos. Aqui, somente João Grilo está no banco dos réus e tudo parece redundante se comparado ao primeiro filme. Parece que o julgamento de Grilo existe na sequência para satisfazer a nostalgia do público com o roteiro da primeira história e não porque a trama dessa sequência, que vinha em um desenvolvimento próprio com diversas possibilidades de histórias (como o triângulo amoroso de Chicó, a corrida política), estava requerendo esse momento em seu terceiro ato.</p>
<p>Definitivamente, ir ao cinema e assistir Selton Mello e Matheus Nachtergaele como Chicó e João Grilo em <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> segue um programa melhor do que a maioria dos filmes em cartaz nos cinemas ou das sequências caça-níqueis que chegam a rodo nas salas a cada mês. No entanto, não deixa de ser frustrante constatar que um longa como este, com um elenco com o timing cômico que tem, vê seu potencial desperdiçado por decisões que o enfraquecem narrativamente e só demonstram a insegurança do seu roteiro em alçar voos mais ambiciosos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guel Arraes, Flavia Lacerda</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Luis Miranda, Taís Araújo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ke4x5ywVhiw?si=MtKiY3jN8gZiKzYI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-auto-da-compadecida-2/">Crítica: O Auto da Compadecida 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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		<title>Crítica: Nosferatu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nosferatu é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em Drácula de Bram Stoker e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como A Bruxa e O Farol. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em <em>Drácula de Bram Stoker</em> e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/"><em>A Bruxa</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo tempo que revelam uma sofisticação estética elevando um gênero que costuma receber o desdém de parte do público a um outro patamar. Portanto, uma revisita a <em><strong>Nosferatu </strong></em>por Robert Eggers faz todo sentido.</p>
<p>O longa segue em sua trama os mesmos passos do filme original. Na Alemanha do início do século XIX, Thomas Hutter é um corretor de imóveis recém-casado com a jovem Ellen. Hutter está cheio de planos para sua nova vida, sendo contratado por um excêntrico cliente chamado conde Orlock. A ideia é que Hutter ajude Orlock em sua mudança para a Alemanha. No entanto, há um plano secreto e maligno do conde: ele pretende espalhar o horror em Bremen e conquistar a esposa de Hutter.</p>
<p>Como O Homem do Norte, a última incursão de Eggers nos cinemas, <em><strong>Nosferatu </strong></em>parece um filme propenso a conquistar plateias maiores do que A Bruxa e O Farol, longas que possuiam um approach mais estilizado para o gênero horror. Ainda que fosse interessante ver Eggers realizar um Nosferatu mais arthouse, é impossível não reconhecer os méritos do cineasta em seu remake, um longa narrativamente engajante e que sabe utilizar a abordagem de um terror clássico sem pasteurizar a obra.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19081" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png" alt="Nosferatu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <em><strong>Nosferatu </strong></em>, Eggers garante uma atmosfera de  horror irreversível e de crescente imprevisibilidade pelo destino dos personagens. Aqui, Eggers conduz a sua trama em uma escalada trágica de mundo colapsado e em estado de putrefação conforme a cidade de Bremen e os personagens principais sucumbem à praga de Orlock materializada por uma infestação de ratos.</p>
<p>Eggers tem um ótimo alinhamento com seu elenco principal. O primeiro colaborador do diretor que merece destaque é Bill Skarsgard. Como o conde Orlock, Skarsgard tem uma presença dominante ainda que sua aparência como o personagem só seja vista de fato na última cena do filme. A interpretação do ator, sob quilos de maquiagem como em It: A Coisa, torna Orlock uma ameaça nos mínimos detalhes: a voz gutural, os gestos cadavéricos e a força descomunal. Skarsgard desaparece como Orlock e traz para o filme o senso de imprevisibilidade e os calafrios que ele precisa.</p>
<p>Entre os personagens humanos, Lily-Rose Depp tem uma performance reveladora como Ellen Hutter. Em muitas cenas, em razão de segundos, vemos Depp utilizar um arsenal infindável de recursos com uma fluidez impressionante. Em um momento, vemos em Ellen uma jovem frágil apavorada pelo seu destino. Em razão de segundos, somos tomados de surpresa por uma possessão da personagem pelo conde Orlock, um episódio que demanda uma fisicalidade impressionante de Depp e ela responde a isso de forma excepcional. Nicholas Hoult também tem uma ótima interpretação como Thomas Hutter, o corretor marido de Ellen. No primeiro ato do longa, Hoult tem seu momento de scream king ao viver situações apavorantes como prisioneiro no castelo de Orlock.</p>
<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>não é um retorno de Robert Eggers àquele cinema de orçamento modesto, mas segue o propósito da sua cinematografia de grande ambição artística. Com um ótimo elenco e um trabalho de ambientação impecável, Eggers dá forma ao horror na tela. Em <em><strong>Nosferatu</strong></em>, o diretor faz num terror mirando a narrativa clássica com muita personalidade e atenção a detalhes que fazem a diferença em uma boa história sobre vampiros, sendo mais um ótimo exemplar na sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult, Bill Skarsgård, Aaron Taylor-Johnson, Willem Dafoe, Emma Corrin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/moIrYMjS0nI?si=jJoH0c8_neP9ir1Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Queer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 15:37:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Craig]]></category>
		<category><![CDATA[Drew Starkey]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Schwartzman]]></category>
		<category><![CDATA[Luca Guadagnino]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos cineastas mais produtivos da atualidade, o italiano Luca Guadagnino entrega Queer no mesmo ano do excelente Rivais. O mais recente trabalho do diretor é protagonizado por Daniel Craig na pele de um escritor estadunidense na Cidade do México nos anos 1940. Enquanto tem encontros sexuais descompromissados com alguns rapazes, o protagonista acaba se apaixonando perdidamente por um jovem misterioso vivido por Drew Starkey, ator mais conhecido pela sua participação na série Outer Banks da Netflix. Queer é uma adaptação do romance homônimo de William [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos cineastas mais produtivos da atualidade, o italiano Luca Guadagnino entrega <em><strong>Queer </strong></em>no mesmo ano do excelente Rivais. O mais recente trabalho do diretor é protagonizado por Daniel Craig na pele de um escritor estadunidense na Cidade do México nos anos 1940. Enquanto tem encontros sexuais descompromissados com alguns rapazes, o protagonista acaba se apaixonando perdidamente por um jovem misterioso vivido por Drew Starkey, ator mais conhecido pela sua participação na série Outer Banks da Netflix.</p>
<p><em><strong>Queer </strong></em>é uma adaptação do romance homônimo de William S. Burroughs e leva em seu título a denominação atribuída a pessoas que não se identificam com a heteronormatividade. Comumente, &#8220;queer&#8221; também é um termo associado a homens gays, é, por exemplo, uma denominação que não sai da boca da maioria dos personagens desse longa para fazer referência uns aos outros.</p>
<p>Dividido em três capítulos, a nova obra de Guadagnino é mais bem-sucedida em seu início do que no seu desenvolvimento e desfecho, reservando à primeira parte os melhores e mais promissores momentos de toda a história. Está longe de ser um filme ruim, mas é uma narrativa que perde sua vitalidade gradualmente.</p>
<p>Toda a primeira parte de <em><strong>Queer</strong></em>, reservada ao início do relacionamento entre o escritor William Lee e o jovem Eugene é espetacular: psicologicamente bem desenvolvida, guarda um erotismo muito bem dosado e ambienta muito bem a trama temporal e geograficamente. No entanto, o longa perde bastante em seus segmentos seguintes. Há uma sensação de prolongamento desnecessário do tempo de duração dessa história e Guadagnino se perde em meio a metáforas visuais do universo interno do seu protagonista como um esforço de representar suas principais emoções em imagens, algumas iniciativas são interessantes, outras são redundantes, mas existem algumas bem dispensáveis.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19074" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3.png" alt="Queer" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-3-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Não resta dúvidas que em <em><strong>Queer</strong></em>, o público terá contato com a interpretação mais madura da carreira do ator Daniel Craig. Como William Lee, Craig vive um homem que se contenta com suas relações casuais até ser consumido pela paixão por um jovem extremamente misterioso. Interpretando a outra parte dessa relação, Drew Starkey também está ótimo como Eugene, um rapaz escorregadio e reticente, cuja sexualidade é envolta por um mistério que fascina e destrói Lee. A partir desses personagens, Guadagnino traça um olhar complexo para relações marcadas pela dificuldade de comunicação decorrente das diferentes expressões da sexualidade de Lee e Eugene, elaborando uma interessante análise sobre a experiência sexual e afetiva de um homem gay.</p>
<p>Craig interpreta um sujeito disponível, capaz de qualquer coisa pela atenção de Eugene, sendo em alguns momentos excessivamente submisso, completamente fascinado por aquele rapaz. Enquanto isso Starkey vive Eugene com um minimalismo extremamente sedutor, enigmático, fazendo o público entender o porquê do personagem de Craig se apaixonar de forma tão intensa por aquele sujeito. No primeiro capítulo do filme, a dinâmica entre eles é captada por Guadagnino através de gestos singelos, as iniciativas e os desejos reprimidos de ambos. Isso é um grande acerto do longa, entender que, nessa relação, os detalhes mais sutis dizem muito sobre ambos e sobre o relacionamento que está sendo formado.</p>
<p>O problema é que <em><strong>Queer </strong></em>tem um desenvolvimento emperrado no segundo capítulo sobre a passagem de Lee e Eugene pela América Latina e um momento ainda mais complicado quando o casal passa pela Amazônia para encontrar uma estudiosa de ervas interpretada por uma irreconhecível Lesley Manville, atriz britânica nomeada ao Oscar pelo seu desempenho em Trama Fantasma. Na terceira parte da história, o personagem de Craig está interessado em usar uma erva para acessar aquilo que desde sempre lhe pareceu impenetrável, a cabeça de Eugene. A ideia do terceiro capítulo é boa, mas na prática resulta em diversos momentos lisérgicos dos personagens de Craig e Starkey que só prejudicam a experiência do espectador.</p>
<p><em><strong>Queer </strong></em>tem rendido muitas menções a prêmios para o ator Daniel Craig, eleito o melhor desempenho de um protagonista masculino em 2024 pelo National Board of Review e indicado ao Globo de Ouro de melhor ator em um filme drama, vislumbrando um potencial para render a primeira indicação do ator ao Oscar. É um reconhecimento merecido, ainda que a escalação do ator (um homem conhecidamente hétero, um ex-James Bond) para interpretar um homem gay tenha um &#8220;q&#8221; de chamariz midiático. Craig faz um belo trabalho em <em>Queer</em>.  Nesse novo longa de Guadagnino, a interpretação dele e de Drew Starkey merecem destaque. O filme como um todo, no entanto, representa um ponto vacilante na carreira de um diretor que até então vinha realizando obras surpreendentes ano após ano. Acontece, não se pode ser excelente o tempo todo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Luca Guadagnino</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Drew Starkey, Jason Schwartzman</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/KJ0bfJPrnKg?si=W6exRPUsedtNoHrZ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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