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	<title>Arquivos Zac Efron - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Zac Efron - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Operação Cerveja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 18:49:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Depois de vencer um Oscar controverso de melhor filme com Green Book em 2018, um longa que rendeu inúmeras discussões sobre a ideia do white savior (o herói branco), Peter Farrelly poderia ter a chance de se redimir com o público em Operação Cerveja, seu filme seguinte que está disponível no Apple TV +. O longa tem muitas qualidades, mas não consegue enxergar as potencialidades da sua narrativa e, sobretudo, do seu protagonista, o ator Zac Efron (Baywatch), em momento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de vencer um Oscar controverso de melhor filme com Green Book em 2018, um longa que rendeu inúmeras discussões sobre a ideia do white savior (o herói branco), Peter Farrelly poderia ter a chance de se redimir com o público em <em><strong>Operação Cerveja</strong></em>, seu filme seguinte que está disponível no Apple TV +. O longa tem muitas qualidades, mas não consegue enxergar as potencialidades da sua narrativa e, sobretudo, do seu protagonista, o ator Zac Efron (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-baywatch-s-o-s-malibu/"><em>Baywatch</em></a>), em momento inspirado. No saldo, esse novo longa do diretor apresenta até mais prós do que contras em comparação com seu filme anterior, mas nem por isso deixa menos evidente os tropeços da condução do realizador com suas histórias, sobretudo quando ele se leva a sério demais.</p>
<p><em><strong>Operação Cerveja</strong></em> conta a história de Chickie Donohue (Zac Efron), um jovem estadunidense que viaja para o Vietnã em plena guerra no final da década de 1960, com um projeto bem-intencionado, mas obviamente estúpido: oferecer cervejas aos soldados do seu país, a maioria amigos de vizinhança de Chickie, como forma de agradecimento e apoio à sua bravura. Quando chega na zona de guerra, o rapaz percebe que a realidade do conflito não é como ele imaginava e que os governantes do seu país, que ele tanto defendia e em quem tanto acreditava, estão mentindo para a população sobre a situação no Vietnã.</p>
<p>No âmago, <em><strong>Operação Cerveja</strong></em> apresenta Chickie Donohue como um sujeito fora da realidade, alienado, do tipo que acredita piamente no seu presidente sem contestar, excluindo a realidade que o cerca como parâmetro para avaliar as falas e ações do governo do seu país. Em dada discussão com o jornalista de guerra interpretado por Russell Crowe (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-amor-e-trovao/"><em>Thor: Amor e Trovão</em></a>), o personagem chega a dizer que a imprensa não deveria propagar notícias ruins sobre o conflito pois estas deixam o povo estadunidense desesperançoso, ou seja, lobotomizado pela retórica do seu presidente, Chickie acredita piamente que esconder a realidade engendra algum tipo de força motora no bem-estar da população. Acredito que até aqui o leitor já tenha identificado esse perfil de figura na atual realidade do nosso país, fazendo com que algumas ideias de <em>Operação Cerveja</em> sobre a sociedade da desinformação, a pós-verdade das fake news de whatsapp, sejam atemporais na condução de governos autoritários e manipuladores.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15966" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/3349402.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Operação Cerveja" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/3349402.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/3349402.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/3349402.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/10/3349402.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Zac Efron interpreta muito bem o protagonista de<em><strong> Operação Cerveja</strong></em>, o típico estadunidense médio. Efron sabe lidar com o comportamento absurdo desse sujeito bitolado por ideias nacionalistas que acredita nas teorias da conspiração mais sem fundamento possíveis, ao mesmo tempo que compreende que o humor aqui surge como efeito colateral e não como força-motora desse personagem. Com isso, Efron consegue tornar Chickie Donohue uma figura muito crível e não uma caricatura, uma armadilha fácil na composição desse tipo de sujeito. Mesmo dando humanidade a esse sujeito, o ator não afasta essa composição de uma crítica social e política que flerta com a ironia na representação do extrato social que ele representa. Há decisões muito inteligentes no trabalho de Efron em <em>Operação Cerveja</em>.</p>
<p>O problema do longa é que Peter Farrelly parece colocar o filme o tempo todo em conflito. O diretor e roteirista não sabe se olha com simpatia para esse protagonista, que muda de percepção sobre a guerra na medida em que vivencia a violência do conflito, ou se ironiza aquele sujeito. O filme parece se colocar no fogo cruzado entre a crítica e a necessidade de construir uma jornada de redenção cheia de momentos piegas e inorgânicos para seu protagonista.</p>
<p>Nos minutos finais de <em><strong>Operação Cerveja</strong></em>, a inconsequência de Chickie Donohue assume ares heroicos com sua regeneração. Farrelly prefere fincar as raízes do seu filme no drama fácil do que no teor irônico que sua história parece sugerir pontualmente e que a transformaria em uma obra bem mais interessante do que é. O longa até peca na forma ingênua como constrói a jornada de regeneração de Chickie com direito até a discursos inflamados do mesmo quando ele retorna aos EUA.</p>
<p>Esta já é a segunda empreitada de Farrelly em temáticas mais sérias. Egresso de comédias como <em>Quem vai ficar com Mary?, Debi e Lóide, Eu, Eu Mesmo e Irene e O Amor é Cego</em>, talvez fizesse melhor ao diretor pensar no seu retorno à comédia. Dado o resultado de <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-green-book-o-guia/"><em>Green Book</em></a> e agora em <em><strong>Operação Cerveja</strong></em>, filmes que soam como um apelo de um diretor para ser levado à sério, se moldando a fórmulas dramaturgicamente anacrônicas, é o momento de Farrelly dar vazão ao seu lado mais ácido e assumidamente cômico. Os momentos em que <em>Operação Cerveja</em> brilha são quando o diretor explora a falta de noção latente em Chickie Donohue através do desempenho certeiro de Efron. O resto do filme parece ruído e resultado da necessidade de um diretor que parece ainda buscar aprovação da crítica e dos prêmios.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Peter Farrelly</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zac Efron, Russell Crowe, Bill Murray, Kyle Allen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/FT9vaIdGTbg" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2019 22:34:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O caso do serial killer Ted Bundy foi um dos mais icônicos nos Estados Unidos na década de 1970. A crueldade com que os crimes eram cometidos, a quantidade de casos e a frieza com que o criminoso lidava com o caso chocou o país e o mundo. É focando na relação de atração física pelo assassino e fascínio pelo crime que o filme Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal narra a história de seu protagonista. A história começa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O caso do <em>serial killer</em> Ted Bundy foi um dos mais icônicos nos Estados Unidos na década de 1970. A crueldade com que os crimes eram cometidos, a quantidade de casos e a frieza com que o criminoso lidava com o caso chocou o país e o mundo. É focando na relação de atração física pelo assassino e fascínio pelo crime que o filme <strong><em>Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal</em> </strong>narra a história de seu protagonista.</p>
<p>A história começa sob a perspectiva de Liz Kendall (Lily Collins), uma jovem mãe solteira que está desiludida amorosamente e acredita que nenhum homem vai se interessar por ela. É quando surge Ted Bundy (Zac Efron), um sedutor desconhecido que a trata como uma princesa e aceita a sua filha, adotando-a como tal. Os fatos vão progredindo até o surgimento das acusações e finalizando com julgamento.</p>
<p>É interessante ver como se deu a história de Ted, especialmente em se tratando do relacionamento amoroso Liz. Ele é cuidadoso e atencioso, envolvendo não apenas a protagonista como o espectador. Essa era a principal característica do personagem da vida real: seu poder de sedução. Mesmo sendo condenado e acusado dos piores crimes, que eram executados com requintes de crueldade, Ted conseguiu uma legião de fãs apaixonadas que não perdiam um julgamento.</p>
<p>Fã da plateia e extremamente egocêntrico, ele fazia o melhor uso da televisão, na época em que seu julgamento foi o primeiro a ser televisionado na história dos EUA. Ted brincava com as câmeras, seduzia, sorria. Tudo para envolver as pessoas, que começaram a levantar dúvidas sobre seus crimes (que sempre foram provados, sem espaço para questionamentos).</p>
<p>É neste ponto que vemos que a escolha do <em>casting</em> é um dos pontos mais altos do filme. Zac Efron (<em>O Rei do Show</em>) é tão bonito quanto sedutor. Ele envolve o espectador em todas as cenas, nos deixando realmente incomodados com essa relação. E o objetivo é justamente esse: mostrar o poder de sedução do<em> serial killer</em> e como as pessoas se sentiam naquela época.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10947" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/untitled-shoot-2047-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Além dele, temos Lily Collins (<em>Espelho, Espelho Meu</em>) que confere fragilidade e força ao papel de Liz, Kaya Scodelario (<em>Maze Runner</em>), que interpreta a amante apaixonada, John Malkovich (<em>Queime Depois de Ler</em>) no papel do juiz paternalista que também se vendeu aos encantos de Ted, Jim Parsons (<em>The Big Bang Theory</em>) numa rápida aparição e Haley Joel Osment (<em>O Sexto Sentido</em>), que tem um papel pequeno mas nos faz lembrar que ele é um bom ator.</p>
<p>O prejuízo no longa talvez seja no ritmo. Ele possui um fluxo de vai e vem um pouco cansativo, especialmente no meio do filme. Dão pouco enfoque às emoções de Liz e como ela está lidando com toda aquela situação. Existe também uma demora que vai além do necessário para se mostrar mais dos crimes e o que efetivamente acontecia. Entendo a necessidade de criar empatia pelo personagem (que faz sentido na trama), mas em dado momento isso começa a soar repetitivo.</p>
<p>Não há efetivamente um romantismo, por parte da tratativa do roteiro, nos crimes que Ted comente e no processo como um todo. No entanto, o filme não mostra o quão vil e cruel ele era, o quão perigoso. Isso acaba relegado às entrelinhas e poucas falas, perdendo força para o protagonista.</p>
<p>Com altos e baixos, o resultado de <strong><em>Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal</em> </strong>ainda é bastante positivo e merece a atenção do espectador. O longa desperta a curiosidade, inclusive, de assistir à minissérie documental da Netflix, <em>Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy</em>, que já soube ser muito mais intensa e chocante.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Berlinger<br />
<strong>Elenco:</strong> Zac Efron, Lily Collins, Kaya Scodelario, John Malkovich, Jim Parsons, Haley Joel Osment, Dylan Baker, Grace Victoria Cox</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DKb0MorZDtc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Rei do Show</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2017 17:32:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já tem um tempo que musical não é o estilo mais escolhido de filmes em Hollywood. Aliás, o foco do momento é super-herói e histórias de ação mirabolantes. Então é muito gostoso para quem é fã do estilo receber um longa como O Rei do Show, com muita cantoria e dança. A narrativa é sobre a história de P.T. Barnum, um homem sonhador que cria possibilidades para sair de uma situação financeira complicada e ajudar as pessoas &#8220;diferentes&#8221; ao seu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já tem um tempo que musical não é o estilo mais escolhido de filmes em Hollywood. Aliás, o foco do momento é super-herói e histórias de ação mirabolantes. Então é muito gostoso para quem é fã do estilo receber um longa como <em>O Rei do Show</em>, com muita cantoria e dança.</p>
<p>A narrativa é sobre a história de P.T. Barnum, um homem sonhador que cria possibilidades para sair de uma situação financeira complicada e ajudar as pessoas &#8220;diferentes&#8221; ao seu redor. A história verídica traz um pouco do início do próprio circo e como surgiu essa curiosidade por &#8220;<em>freaks</em>&#8221; e fraudes de todo tipo.</p>
<p>No papel principal, ninguém menos que Hugh Jackman, que já participou do também musical <em>Os Miseráveis</em>. Em <em>O Rei do Show</em>, ele canta, dança e rouba todas as cenas em que aparece. É um personagem muito caricato e exagerado, mas é exatamente esse seu objetivo principal, tornando tudo muito natural.</p>
<p>Como parceiro, temos Zac Efron, que surge lá para o 2/3 do longa, com um pouco de desconfiança, mas mostrando logo suas habilidades artísticas. Ele também tem seu histórico em musicais, como <em>High School Musical</em>, que o lançou e ficou eternizado como longa juvenil de sucesso. Depois disso, ele já mostrou seu potencial diversas vezes, provando que realmente chegou para ficar.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8543" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/12/1157421.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>O filme tem ainda uma ótima escolha de elenco, tendo Efron e Jackman no núcleo principal, acompanhados de Michelle Williams, Zendaya e Rebecca Ferguson. Além disso, a equipe de coadjuvantes é muito boa. Todos os <em>freaks</em> tem seu momento de exibição e cantoria, chamando atenção pela qualidade da escolha. O equilíbrio é muito importante na trama.</p>
<p>É fácil criar empatia com os personagens e começar a torcer por eles. A sintonia do casal Efron e Zendaya é muito boa e faz com que o espectador vibre na cadeira em cada momento. O mesmo vale para Jackman e Williams, que têm uma construção importante na primeira parte do filme, contextualizando a história do casal.</p>
<p>O figurino e direção de arte capricharam no papel. O longa é muito colorido, cheio de roupas chamativas e performances de teatro incríveis. Nada mais justo que o investimento neste setor fosse alto. Por alegria, eles apostaram as fichas e acertaram em cheio, apresentando um produto final excelente.</p>
<p>O ponto fraco do filme seria a história em si. Ela começa muito bem, mas perde a mão no meio do caminho. Tropeça em muitos clichês que deixam o enredo óbvio demais para o espectador. Certamente este ponto poderia ser melhorado e muito. Acredito, no entanto, que no balanço geral de pontos positivos e negativos do filme, a avaliação é favorável.</p>
<p><em>O Rei do Show</em> é um musical muito bom, com cantos e dança na medida certa, deixando o espectador encantado com as cenas incríveis. Tem defeitos, sim, mas como boa amante de musicais eu digo que eles não chamam tanta atenção quanto as qualidades.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/r5R6CVp_JzU" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Baywatch &#8211; S.O.S. Malibu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2017 11:43:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandra Daddario]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de tratarmos de Baywatch é preciso que deixemos alguns parâmetros de nossa avaliação bem claros. Ninguém aqui está cobrando que Baywatch traga reflexões profundas sobre a existência humana ou sobre os atuais conflitos políticos e sociais do mundo, tampouco que seu diretor Seth Gordon (do irregular Quero Matar Meu Chefe) demonstre sinais em seu filme de que seu cinema possui paralelos com os de um Jean-Luc Godard ou Stanley Kubrick da vida. Olhamos para Baywatch a partir das demandas que o próprio filme acaba chamando para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Antes de tratarmos de <i>Baywatch </i>é preciso que deixemos alguns parâmetros de nossa avaliação bem claros. Ninguém aqui está cobrando que <i>Baywatch </i>traga reflexões profundas sobre a existência humana ou sobre os atuais conflitos políticos e sociais do mundo, tampouco que seu diretor Seth Gordon (do irregular <i>Quero Matar Meu Chefe</i>) demonstre sinais em seu filme de que seu cinema possui paralelos com os de um Jean-Luc Godard ou Stanley Kubrick da vida. Olhamos para <i>Baywatch </i>a partir das demandas que o próprio filme acaba chamando para si.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A expectativa que tivemos desde os primeiros trailers era a de que <i>Baywatch </i>fizesse justiça aos predicados do tipo de cinema ao qual si vinculou, um tipo de comédia que, tal qual a série homônima dos anos de 1990, não tinha compromisso algum com a seriedade, oferecendo ao espectador um autêntico besteirol americano. Não que o diretor Seth Gordon, os roteiristas e seu elenco não nos consiga oferecer esse tipo de entretenimento, em partes localizadas da projeção eles conseguem, mas, por uma estranha razão, essa transposição &#8220;tardia&#8221; do seriado para as telonas em outros tantos momentos parece esquecer do seu pacto inicial com o espectador e assume contornos mais sisudos, transformando-se ocasionalmente em um filme de ação/ espionagem e não em uma comédia de ação, como seria mais apropriado.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>Baywatch</i>, Dwayne Johnson dá vida a Mitch um salva-vidas que se dedica ao seu trabalho em funções que vão além da sua obrigação. Além de ficar vigilante com as atividades dos banhistas, Mitch se preocupa em manter sua zona de atuação o mais afastada possível de atividades ilícitas. Em suas missões, o salva-vidas conta com uma equipe bem treinada e que se articula em diversas frentes para manter a ordem na baía (sério, não deveríamos encarar com seriedade uma premissa dessas). A rotina do grupo é abalada com a chegada de um novo salva-vidas, o ex-atleta olímpico Matt Brody, interpretado por Zac Efron. Mesmo com dificuldade para se adaptar à rotina do grupo, Brody acaba se tornando parceiro de Mitch na investigação de um esquema de tráfico de drogas que tem se proliferado na região.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7764" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Zack-Efron-Jon-Bass-Dwayne-Johnson-Baywatch-1.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A estranha execução de Gordon em <i>Baywatch </i>parece situá-lo num lugar de vacilação. A impressão que o filme por vezes nos dá é a de que o diretor não deixou o seu humor adolescente conduzir a história, tratando o besteirol com uma timidez. Oras, se <i>Baywatch </i>apela para a escatologia e muitas vezes para a autorreferência, fazendo piada das marcas esdrúxulas do seriado (da icônica câmera lenta para a C.J. de Pamela Anderson ao estranhamento causado pelo fato de uma equipe de salva-vidas se envolver em tramas policiais) não dá para entender as razões que fizeram Gordon deixar de investir de maneira mais extrema nesse caminho, reservando um espaço desnecessário ao desenrolar de uma trama investigativa que não acrescenta em nada à experiência do espectador.  Gordon desperdiça uma potencial química entre Dwayne Johnson e Zac Efron, que é perceptível e que em diversos momentos sustenta o filme, para desenvolver arcos narrativos de redenção para o segundo e neutralizar a veia cômica involuntária do primeiro.</p>
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<p>Assim, o que fica de <i>Baywatch </i>é a sensação de oportunidade desperdiçada. Todas as peças parecem estar no lugar para fazer uma engrenagem interessante funcionar, mas seu realizador tem receios e recua demais não percebendo a demanda real do projeto. Por não ter ido ao extremo na premissa que o próprio filme propõe, a de não ter compromisso algum com filtros e normas de &#8220;boa conduta&#8221; e rir dos seus próprios absurdos, <i>Baywatch </i>fica num meio termo que não lhe favorece. O filme é divertido e tem bons <i>insights </i>na sua adaptação, sobretudo quando investe no diálogo com as referências do seriado, mas insiste em uma timidez no tratamento desse tom que faz o espectador ficar completamente indiferente ao seu resultado final.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/h14Mhq_MZaI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Caça-Noivas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2016 18:24:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Kendrick]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Os Caça-Noivas]]></category>
		<category><![CDATA[Zac Efron]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mike e Dave são dois irmãos que vivem causando problemas e a discórdia na família. A irmã caçula deles vai casar e os pais estão extremamente preocupados que eles destruam o dia do casório. A solução que eles imaginam é que os dois levem acompanhantes para a festa, na esperança que isso os mantenha mais calmos. Obviamente, o plano sai completamente do eixo. Devo admitir que gosto de Zac Efron. Acho que ele vai muito além da beleza e tem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mike e Dave são dois irmãos que vivem causando problemas e a discórdia na família. A irmã caçula deles vai casar e os pais estão extremamente preocupados que eles destruam o dia do casório. A solução que eles imaginam é que os dois levem acompanhantes para a festa, na esperança que isso os mantenha mais calmos. Obviamente, o plano sai completamente do eixo.</p>
<p>Devo admitir que gosto de Zac Efron. Acho que ele vai muito além da beleza e tem um ótimo potencial artístico para nos apresentar. Mas às vezes parece que eu acredito mais nisso do que ele mesmo, que só escolhe papéis parecidos de comédia, onde ele é sempre o lindo e gostoso, além de engraçado, claro. Em <em>Os Caça-Noivas</em>, não é nem um pouco diferente.</p>
<p>O que torna o filme mais atraente é definitivamente parte do elenco. Temos Adam Devine como o outro irmão, que também tenho opinião semelhante à de Efron. Outra adição importante é Anna Kendrick, que, na verdade, não faz muito sentido. Ela é excelente atriz já reconhecida e pegou um papel que não combina muito com seu estilo. Isso fica notório em muitas cenas. Ainda assim, ela tem uma química muito boa com Zac, o que torna tudo mais fluido.</p>
<p>O longa tem seus méritos, isso é inegável. Mas infelizmente tudo fica muito escondido pela narrativa cansativa e parecida, que mostra o óbvio desde o começo. Entenda, não é que o filme não preste. Ele é divertido e faz valer o ingresso, mas é banal demais para ser levado à sério.</p>
<p>Como um todo, o filme é uma comédia besteirol como muitas outras e no final das contas, cumpre seu objetivo de fazer o espectador rir repetidas vezes. Mas diferente de Anjos da Lei 2, por exemplo, que faz o público lembrar durante meses depois, esse é um daqueles longas que a gente vai esquecer ou atrapalhar com outro filme, já que ele mistura vários roteiros em um só.</p>
<p>Confira o trailer!</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Sp2QepJulXM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Namoro ou Liberdade perde pontos por não se assumir como comédia machista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2014 18:12:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreia]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Machista]]></category>
		<category><![CDATA[Michael B. Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Miles Teller]]></category>
		<category><![CDATA[Namoro ou Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Zac Efron]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/cena-do-filme-namoro-ou-liberdade-de-tom-gormican-1395164334757_956x500.jpg"><img decoding="async" class="size-large wp-image-527 aligncenter" alt="cena-do-filme-namoro-ou-liberdade-de-tom-gormican-1395164334757_956x500" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/03/cena-do-filme-namoro-ou-liberdade-de-tom-gormican-1395164334757_956x500-620x324.jpg" width="620" height="324" /></a></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Em tempos de discussões sobre o machismo e feminismo, o diretor Tom Gormican (“</span><em style="line-height: 1.5em;">Para Maiores</em><span style="line-height: 1.5em;">”) traz um filme que passeia nesta seara com certo cuidado. A distinção já acontece no nome do filme (digo na tradução brasileira) que coloca em polos opostos a possibilidade de um relacionamento e o ato de manter a liberdade. Durante todo o filme, este duelo é mostrado de uma forma bem realista e objetiva. O longa peca, no entanto, por não conseguir se definir como comédia exclusiva, sua proposta inicial. Com cenas de romance, ele torna-se facilmente uma comédia romântica, o que pesa negativamente para seu enredo base.</span></p>
<p>A história fala sobre dois amigos (Zac Efron e Miles Teller) que resolvem fixar uma aposta com um terceiro colega (Michael B. Jordan), depois que este foi traído pela esposa. Eles se unem e afirmam que vão ficar solteiros pelo maior tempo possível, apoiando o recém-corno. Para eles, que já possuíam um histórico de cafajestagem, não foi tão difícil assim continuar fazendo o que eles já faziam. No entanto, como esperado, todos começam a se envolver e esconder os relacionamentos dos outros para não perder a aposta.</p>
<p>Machista define grande parte das cenas do filme, no entanto, o que declina mais é que é um machismo extremamente mal trabalhado. O diretor não assume o filme como masculino e resolve salpicar momentos de fofura ao longo do roteiro. O resultado é um meio termo indeciso que tenta agradar a homens e mulheres, mas não cumpre exatamente seu objetivo. Existem algumas cenas forçadas e desnecessárias, como o atropelo de um dos rapazes, quando ele corre para se desculpar da namorada, numa alusão clara sobre como aquela seria uma má decisão. Logo depois, o jovem se declara para a amada arrancando um “ohn” dela. Em cima do muro define.</p>
<p>Surpreende no contexto, no entanto, o uso de uma trilha sonora bem interessante e combinada com os momentos, trazendo mais suavidade e romantismo às cenas. Ponto positivo por um lado, já que agrada a quem aprecia este componente técnico, mas negativo por outro, já que, novamente, tira o foco da proposta do diretor, que é uma comédia puramente dita.</p>
<p>Ainda assim, o filme flui com muita naturalidade e é bem amarrado, conseguindo atrair o olhar do espectador e fazendo-o rir em muitos momentos (talvez nem tantos assim). Apesar de não ser um excelente filme, muito menos um excelente filme de comédia, “<em>Namoro ou Liberdade</em>” consegue entreter aqueles que procuram se distrair e relaxar um pouco do estresse do dia a dia.</p>
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