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	<title>Arquivos XIII Panorama - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos XIII Panorama - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica (XIII Panorama): Diários de Classe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Nov 2017 13:18:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Diários de Classe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tendo como fio condutor o trabalho de centros de alfabetização para adultos na periferia de Salvador, o documentário Diários de Classe, de Maria Carolina e Igor Souza, acaba tratando da realidade de um país que cultural e estruturalmente não consegue oferecer muitas alternativas para suas três protagonistas, uma encarcerada por tráfico de drogas, uma jovem trans e uma empregada doméstica. Confinada por rótulos sociais enraizados no preconceito de gênero, cor e classe social, nem mesmo a educação, que em outras condições [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Tendo como fio condutor o trabalho de centros de alfabetização para adultos na periferia de Salvador, o documentário <i>Diários de Classe</i>, de Maria Carolina e Igor Souza, acaba tratando da realidade de um país que cultural e estruturalmente não consegue oferecer muitas alternativas para suas três protagonistas, uma encarcerada por tráfico de drogas, uma jovem trans e uma empregada doméstica. Confinada por rótulos sociais enraizados no preconceito de gênero, cor e classe social, nem mesmo a educação, que em outras condições poderia ser a tábua de salvação para suas vidas, parece um caminho que traz algum tipo de perspectiva. No entanto, suas presenças na sala de aula evidenciam a persistência de cada uma delas pela afirmação dos seus próprios direitos.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">É certo que <i>Diários de Classe </i>não é um filme otimista, nem poderia, já que a realidade brasileira não colabora muito nesse sentido. Com suas três personagens principais, os diretores constroem um cenário no qual nem mesmo os usuais créditos após o encerramento do documentário trazem o mínimo vislumbre de melhoria nas condições de vidas dessas mulheres, pelo contrário. O tom conclusivo é compreensível pois atenuar uma realidade tão dura pensando em maneiras de deixar o espectador confortável na poltrona do cinema com aquilo que se vê na tela seria um completo desserviço. Portanto, o que o público verá no documentário é uma realidade esmiuçada em todos os seus meandros, tratando o quadro com a complexidade, as tensões discursivas e as falas que merecem estar na tela.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8401" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/DiáriosdeClasse_foto02_Igor-Souza-1024x682.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ao mesmo tempo, <i>Diários de Classe</i> não é uma narrativa burocrática e fria na aproximação que procura ter com suas principais personagens. De um lado, os realizadores conseguem sublinhar suas lutas contra um sistema carcerário que pune a ponta mais frágil da cadeia, a transfobia de uma sociedade que nega o direito de existência de todo um grupo de pessoas e um preconceito racial e de classe legado pela história e presente nas relações trabalhistas de hoje. Do outro, há um retrato da vida dessas mulheres fora dessa ambiência silenciadora em suas relações com familiares, amigos, suas aspirações e sonhos pessoais e profissionais, que fazem com que exista uma empatia do público com suas lutas e que os estereótipos que o filme tanto provoca sejam dissolvidos na tela.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, para além do discurso, <i>Diários de Classe </i>se transforma num filme que de fato tem uma potência transformadora. É certo que ao final da sessão fica um gosto amargo, sobretudo porque o longa dimensiona de maneira complexa todo um contexto social e porque conhecemos mulheres tão fascinantes afirmando sua existência num cenário que, camufladamente ou não, insiste em negar seus direitos, um cenário opressor no qual se acumulam os preconceitos. No entanto, cabe destacar que ao equilibrar o olhar para uma  retrato político, social e histórico problematizador do país com um interesse pelas pessoas por trás desse cenário, <i>Diários de Classe </i>evidencia o poder do seu cinema de gerar empatia, reforçando e, quem sabe, convocando adesões a uma causa. Isso é inegavelmente poderoso e merecia ser visto para além do restrito circuito dos festivais por onde o filme tem passado. Torcendo para que isso aconteça.</p>
<p><span data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">Filme assistido no XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Para mais informações sobre a programação do evento que vai até dia 15 de novembro,</span><a href="http://coisadecinema.com.br/xiii-panorama/" data-blogger-escaped-style="text-align: justify;" data-blogger-escaped-target="_blank"> clique aqui. </a></p>
</div>
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		<title>Entrevista (XIII Panorama): Juliana Rojas e Marco Dutra, de As Boas Maneiras</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/entrevista-xiii-panorama-juliana-rojas-e-marco-dutra-de-as-boas-maneiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2017 12:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[As Boas Maneiras]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Rojas]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[XIII Panorama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na abertura da 13ª edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece em Salvador e Cachoeira entre os dias 08 e 15 de novembro, foi exibido As Boas Maneiras, que já passou pela recente edição do Festival do Rio e pelo Festival de Locarno, angariando alguns prêmios. Os diretores e roteiristas do longa Juliana Rojas e Marco Dutra estiveram em Salvador para promover o filme e participar dos debates após a sessão. Aproveitamos a oportunidade e conversamos brevemente com os realizadores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na abertura da 13ª edição do <b>Panorama Internacional Coisa de Cinema</b>, que acontece em Salvador e Cachoeira entre os dias 08 e 15 de novembro, foi exibido <i>As Boas Maneiras</i>, que já passou pela recente edição do Festival do Rio e pelo Festival de Locarno, angariando alguns prêmios. Os diretores e roteiristas do longa Juliana Rojas e Marco Dutra estiveram em Salvador para promover o filme e participar dos debates após a sessão.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Aproveitamos a oportunidade e conversamos brevemente com os realizadores sobre o filme, suas carreiras e sobre a recente leva de filmes de terror. Confira abaixo o nosso bate-papo:</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Coisa de Cinéfilo: </b>Em <i>As Boas Maneiras </i>vocês têm como questão norteadora da história a gravidez de uma das personagens. Inevitavelmente irão surgir paralelos entre o filme e <i>O Bebê de Rosemary </i>do Roman Polanski no público que se deparar com a sinopse do filme. Como vocês enxergam essa comparação?</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Juliana Rojas: </b><i>O Bebê de Rosemary </i>não foi uma referência direta para o filme. Acho que uma das principais inspirações foi uma peça do Brecht chamada <i>O Círculo de Giz Caucasiano</i> na qual ele discute a maternidade adquirida, a adoção e a biológica. Esta foi uma das inspirações para nós. Eu entendo que as pessoas estabeleçam essa relação com o filme do Polanski porque tem uma gravidez e é um filme de horror, mas acho que vai para um caminho totalmente diferente porque o <i>As Boas Maneiras </i>é um longa que fala de uma relação com essa criatura que está sendo gestada por uma das personagens e é um filme sobre concessão de maternidade, sobre um afeto. <i>O Bebê de Rosemary </i>é mais um filme de paranoia da personagem sobre a própria vivência dela, do que a cerca. O filme do Polanski é muito interessante mas o público vai perceber que ele trabalha com outras questões. Não foi uma das nossas principais referências.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Coisa de Cinéfilo: </b>Vocês estão voltando a trabalhar juntos com <i>As Boas Maneiras</i>. O que existe nesse projeto que fez com que vocês se unissem novamente? Como ele foi pensado?</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Marco Dutra: </b>Esse filme é anterior aos filmes que fizemos separadamente. Começamos a discuti-lo na época do <i>Trabalhar Cansa. </i>Eu compartilhei um sonho que tive com a Ju, era uma imagem de duas mulheres cuidando de um bebê num lugar isolado. Nós discutimos um pouco essa imagem e a vontade de fazer um filme sobre maternidade, sobre a relação dessa família estranha, do que seria esse bebê. As ideias foram desenvolvidas até virar esse filme. A primeira versão era bem diferente, mas as ideias base da história que a gente vê hoje já estavam lá. Conforme a gente se envolvia com outros filmes, a Ju com o <i>Sinfonia da Necrópole </i>e eu com <i>Quando eu era vivo </i>e <i>O Silêncio do Céu</i>, nunca paramos de desenvolver o roteiro e captar dinheiro pro <i>As Boas Maneiras</i>. Foi um filme que levou tempo, tivemos co-produção com a França&#8230; Então o tempo de gestação foi longo, mas foi uma ideia que surgiu quando fizemos o primeiro filme juntos a partir desse sonho que eu tive.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Coisa de Cinéfilo: </b>Vocês têm sido apontados como referência para uma nova geração no gênero, sobretudo quando ele estreita essa relação com a crítica social. A gente vem numa crescente de títulos que conseguiram êxito internacional nesse sentido, como a própria obra de vocês, recentemente o <i>Corra! </i>do Jordan Peele&#8230; A que vocês atribuem esse movimento e como vocês percebem o cinema que fazem nesse contexto?</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><b>Juliana Rojas: </b>Eu acho que o horror existe desde o cinema mudo e sempre vai existir. Tem um fascínio humano por isso, por sentir medo, por investigar a morte, o sobrenatural. Isso é meio o que mantém a gente vivo a isso, a nossa curiosidade. Acho que é da natureza humana se sentir atraído por esse tipo de narrativa. Mesmo antes do cinema tinha a literatura, os mitos e as lendas. No cinema tem os ciclos. Há momentos em que o gênero está muito em alta, depois ele é renegado e tratado como filme menor, daí volta a ter uma alta. É uma alta mais no sentido comercial do que no reconhecimento artístico porque o cinema de horror ainda sofre muito preconceito, como se não fosse propriamente cinema, mas &#8220;cinema de horror&#8221;. Acho que a gente está num ciclo de alta, um momento no qual os filmes estão muito populares. Você percebe isso pelo número séries de TV e filmes feitos e recepcionados. São os títulos que fazem grande sucesso. Então está sendo muito bom viver essa fase na qual o que a gente gosta de fazer tá sendo reconhecido. Espero também que seja uma fase que possibilite um fomento maior de produções brasileiras desse conteúdo para cinema e TV e que a gente fortaleça mais a nossa cinematografia de horror.</p>
<p><b>Créditos da imagem que abre a matéria:</b> Divulgação (Patrícia Almeida)</p>
</div>
</div>
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		<title>Crítica (XIII Panorama): As Boas Maneiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2017 11:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O terror não pode ser confinado ao show de atrações do cinema dos sustos e violência gráfica adolescente, ainda que não haja problema algum quando ele ocasionalmente se restrinja a isso. Quando consciente da sua potência simbólica, o gênero e suas histórias flertam com o fantástico para explorar problemas sociais ou se debruçar sobre a psicologia fragilizada dos seus protagonistas num exercício de estudo de personagem, mergulhando sua narrativa na zona perigosa dos medos humanos. Desde Trabalhar Cansa, Marco Dutra e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O terror não pode ser confinado ao show de atrações do cinema dos sustos e violência gráfica adolescente, ainda que não haja problema algum quando ele ocasionalmente se restrinja a isso. Quando consciente da sua potência simbólica, o gênero e suas histórias flertam com o fantástico para explorar problemas sociais ou se debruçar sobre a psicologia fragilizada dos seus protagonistas num exercício de estudo de personagem, mergulhando sua narrativa na zona perigosa dos medos humanos.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Desde <i>Trabalhar Cansa</i>, Marco Dutra e Juliana Rojas intentam esse tipo de comunicação com o público através das suas histórias. Com <i>As Boas Maneiras</i>, a dupla de cineastas encontra uma forma de compor um inspirado conto de horror sobre lendas brasileiras que em alguns momentos flerta com a fábula &#8211; e até mesmo com o musical &#8211; para costurar a história de uma natureza reprimida que gradualmente dá sinais da necessidade de externar seus instintos. A ideia central é que nenhum sujeito consegue viver muito tempo lutando contra suas vontades por receio dos estragos que as mesmas possam fazer na sociedade que o cerca. Ao mesmo tempo, <i>As Boas Maneiras </i>quer abordar a maternidade biológica e adotiva e como os vínculos criados com o ser que está sendo gestado no corpo de uma de suas personagens é estabelecido de diferentes maneiras por suas protagonistas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">No filme, Ana, personagem de Marjorie Estiano, está prestes a dar a luz ao seu primeiro filho e para isso conta com a ajuda de Clara, a ótima Isabél Zuaa. Ana contrata Clara para ser sua empregada após uma exaustiva rodada de entrevistas com diversas candidatas. A relação entre as duas fica cada vez mais próxima e Clara começa a perceber que a gravidez de Ana não é uma gestação como outra qualquer, sobretudo quando a patroa passa a apresentar estranhos sinais, como sonambulismo e, consequentemente, outros atos bizarros sob a luz da lua cheia. Os laços entre Ana e Clara ficam ainda mais fortes quando a primeira dá luz à criança e sua cuidadora se depara com uma importante decisão a ser tomada.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8391" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/11/AsBoas-Maneiras.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O centro da narrativa de Dutra e Rojas é, até certo ponto, a dinâmica entre Ana e Clara, suas personalidades distintas, mas também complementares. A faísca entre as personagens fica por conta dos desempenhos inspirados da dupla de atrizes Marjorie Estiano e Isabél Zuaa. Como Ana, Estiano explora a inconsequência e a falta de rumo de uma mulher que de repente se vê tendo que administrar uma gravidez inesperada e indesejada por sua família. Lidando com a frustração do seu destino e não sabendo administrá-lo, Ana encontra suporte em Clara, vivida com fibra, mas também ternura adquirida por uma fenomenal Isabél Zuaa, que brilha na tela, sobretudo quando assume a maternidade adotiva no segundo momento da história. Mais do que isso prometo não contar para não estragar as surpresas.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">O roteiro de Rojas e Dutra traça um percurso fluido para seu conto de horror que apesar de estender-se um pouco no terceiro ato desenvolve toda uma cadeia de acontecimentos capaz de manter o espectador grudado na tela, envolvido com as personagens que preenchem <i>As Boas Maneiras </i>de afeto. Mesmo os momentos mais graficamente violentos da trama não são marcados pelo vazio dos gratuitos litros de sangue, mas por uma relevância dentro do universo da história contada e são alternados por circunstâncias que fortalecem a relação de Ana e Clara com o bebê, tornando o espectador cúmplice de sentimentos que ganham complexidade e âncoras muito bem construídas.  Ao mesmo tempo, o olhar da dupla de realizadores para os eventos narrados é sofisticado do ponto de vista estético, com uma atenção aos elementos que compõem os quadros como objetos cênicos e a paleta de cores adotada, mas também evitando que isso se sobreponha ao evidente enfoque narrativo do filme.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Ao mesmo tempo em que fornece ao espectador uma história marcada por simbologias, <i>As Boas Maneiras </i>pode ser vivenciado como uma narrativa destacada do terreno semiológico com suas relações e personagens que funcionam por afetos bem estabelecidos no universo proposto na tela. Para além dos elementos soturnos que transformam <i>As Boas Maneiras </i>num conto urbano com traços tipicamente barasileiros (e nesse sentido a ambiência da história no São João e no universo rural  foram certeiros), a jornada de Clara é humana pelos conflitos que a mesma vivencia ao se afeiçoar de maneira tão visceral pelas personagens que conhece ao longo da história. Independente do olhar que se tenha para o filme, <i>As Boas Maneiras</i> deixa ótimas impressões no espectador pelo esmero com que sua narrativa é lapidada por seus realizadores e pela qualidade do desempenho dos seus atores, especialmente Isabél Zuaa, o coração desse filme.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Filme assistido no XIII Panorama Internacional Coisa de Cinema. Para mais informações sobre a programação do evento que vai até dia 15 de novembro,<a href="http://coisadecinema.com.br/xiii-panorama/" data-blogger-escaped-target="_blank"> clique aqui. </a></p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2x4vMoyqzkE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-xiii-panorama-as-boas-maneiras/">Crítica (XIII Panorama): As Boas Maneiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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