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	<title>Arquivos Virginia Madsen - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Virginia Madsen - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: A Luz do Demônio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Nov 2022 22:18:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curiosidades sobre questões do terreno e do sobrenatural sempre permearam histórias de horror. Da pintura para a literatura até chegar aos cinemas, noções sobre o submundo descrito pela fé cristã é um dos tópicos mais repetidos em produções do gênero. A fim de surfar na onda do halloween, a Paris Filmes traz aos cinemas brasileiros mais um longa-metragem sobre exorcismo. Nesta quinta-feira (3), A Luz do Demônio estreia com uma temática já trabalhada à exaustão por filmes de terror. Por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosidades sobre questões do terreno e do sobrenatural sempre permearam histórias de horror. Da pintura para a literatura até chegar aos cinemas, noções sobre o submundo descrito pela fé cristã é um dos tópicos mais repetidos em produções do gênero. A fim de surfar na onda do <em>halloween</em>, a Paris Filmes traz aos cinemas brasileiros mais um longa-metragem sobre exorcismo. Nesta quinta-feira (3), <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em> estreia com uma temática já trabalhada à exaustão por filmes de terror.</p>
<p>Por ser um tema repetido e pouco inovador, as expectativas acabam sendo baixas e a cobrança, alta. Para combater isso, o <em>marketing</em> de <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> vendeu o projeto como uma produção que traria algo de novo ao campo narrativo. A promessa, no entanto, não foi cumprida. Nem sequer os sustos são bem trabalhados. O espectador recebe apenas mais um filme sobre exorcismo. Para piorar, o longa não inova em nada e ainda vem carregado de falhas nas estruturas básicas de sua construção.</p>
<p>Irmã Ann (Jacqueline Byers), ao perder sua mãe ainda criança, sentiu a necessidade de ajudar o próximo. Ao entrar para a Igreja com esse objetivo, ela passa a cuidar dos enfermos num hospital de uma escola de exorcismo. Com a chegada de Natalie (Posy Taylor), uma criança possuída, Irmã Ann percebe que sua ligação com a Igreja vai muito além da sua fé. A freira terá que desafiar as normas da instituição para aprender os ritos do exorcismo, na esperança de que ainda dê tempo de salvar a alma da menina.</p>
<figure id="attachment_16111" aria-describedby="caption-attachment-16111" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16111" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-750x500.jpg" alt="A Luz do Demônio (2022)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4-770x513.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/11/A-Luz-do-Demonio-4.jpg 1080w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-16111" class="wp-caption-text">Jacqueline Byers em cena de &#8220;A Luz do Demônio&#8221; (2022)</figcaption></figure>
<p>A obra máxima que discute os temores da possessão e do exorcismo já foi entregue ao público há quase 50 anos. Desde a estreia de <em>O Exorcista</em> (1973), os demais filmes sobre o assunto precisaram de um esforço maior para se destacar. Assim como outras obras, <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> já carrega esse peso consigo e isso é sentido no resultado. Existem escolhas equivocadas tanto no roteiro quanto na direção que apenas intensificam os problemas &#8211; para além da repetição de uma fórmula que já não surpreende há muito tempo.</p>
<p>A sensação que chega para o público é de que a produção não tem força. Mesmo com um elenco interessante e pequeno &#8211; o que, teoricamente, facilitaria o trabalho com cada atriz/ator -, as precariedades do roteiro não permitem que eles sejam capazes de ir além. <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong> sofre pelo peso do passado e pelas escolhas do presente. O bombardeamento de comerciais sobre o projeto na expectativa de valorizá-lo causa um efeito reverso assim que o espectador sai da sala de cinema. E a frustração só piora com a cena final do filme.</p>
<p>A falta de tato é um dos principais problemas no roteiro de Robert Zappia (<em>Halloween H20: Vinte Anos Depois</em>, de 1998). Além de assinar o texto, Zappia também foi um dos criadores da história original que deu origem a <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em>. Ainda que devesse ter propriedade sobre a ideia, ele não soube a hora de parar. O roteiro tem excessos onde não deve e falta profundidade em seus personagens. Afinal, o que é uma história sobre possessão se não uma narrativa sobre o drama e a dor de pessoas? Essa profundidade dramática não é vista em nenhum momento. Tudo se mantém na superfície do início ao fim.</p>
<p>Mesmo que Zappia não quisesse investir na reinvenção do subgênero &#8211; tarefa essa que ninguém está cobrando -, ele precisava ter desenvolvido melhor o pano de fundo da sua narrativa. Essa fraqueza do roteiro afeta o filme como um todo. Nem mesmo o passado da protagonista foi bem trabalhado, ainda que ele fosse vital para a grande reviravolta do projeto. <em><strong>A Luz do Demônio</strong></em> falha em diversos momentos com o que o projeto promete entregar.</p>
<p>Por fim, e não menos importante, as escolhas da direção também causam estranhamento no público. Daniel Stamm (<em>O Último Exorcismo</em>, de 2010) utiliza a linguagem cinematográfica de um jeito sem sentido em diversos momentos. Essas escolhas causam estranhamento quando se pensa nas funções e na forma como elas foram aplicadas. O uso de câmera subjetiva é um dos principais causadores desse incômodo. O diretor utiliza esse recurso no primeiro ato inteiro, mesmo quando ele não tem sentido nas cenas. Além disso, não há nada no trabalho de Stamm que propulsiona <strong><em>A Luz do Demônio</em></strong>. E essa falta de identidade é o maior inimigo da produção.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Daniel Stamm<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Elenco: </strong>Jacqueline Byers, Posy Taylor, Colin Salmon, Christian Navarro, Lisa Palfrey, Nicholas Ralph, Ben Cross e Virginia Madsen</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/UyF47B13g6E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Joy &#8211; O Nome do Sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 23:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4401" aria-describedby="caption-attachment-4401" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4401 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hoy2-1024x475-620x319.jpg" alt="hoy2-1024x475" width="620" height="319" /><figcaption id="caption-attachment-4401" class="wp-caption-text">Família disfuncional: Como é tradicional dos filmes de David O.Russell núcleo familiar de Joy é um dos enfoques do realizador</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando começou sua carreira nos anos de 1990 com filmes como <i>Procurando Encrenca </i>ou <i>Três Reis</i>, David O. Russell não dava sinais do tipo de diretor que se tornaria com títulos como <i>O Vencedor</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>Trapaça</i>, longas que lhe renderam três indicações quase que consecutivas ao Oscar de melhor filme e melhor diretor. Naquela época, O. Russell tratava-se &#8220;apenas&#8221; de uma promessa do circuito <i>indie </i>que começava a cair nas graças da crítica e chamar a atenção da mídia especializada pelo seu temperamento forte e por suas constantes discussões com seus atores nos sets dos seus longas, como aquela que protagonizou com George Clooney em <i>Três Reis </i>e a mais famosa com Lily Tomlin em <i>Huckabees &#8211; A Vida é uma Comédia</i>. Desde que começou a seguir um certo tipo de fórmula que tem agradado os votantes do Oscar, os filmes do O. Russell parecem não ser mais os mesmos, mas também adquiriram uma estranha constância nas suas estruturas e apresentações de narrativas e personagens. O mais novo título dessa safra do realizador, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>, contudo, parece não ter agradado tanto a Academia quanto os filmes anteriores do diretor, tanto que dele apenas a sua protagonista mereceu uma indicação ao prêmio. A exclusão é merecida, mas não podemos deixar de mencionar que <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>apresenta na sua estrutura e abordagem narrativa riscos muito maiores que os títulos anteriores do diretor.</p>
<figure id="attachment_4403" aria-describedby="caption-attachment-4403" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4403 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/joy-02-620x298.jpg" alt="joy-02" width="620" height="298" /><figcaption id="caption-attachment-4403" class="wp-caption-text">Parceiros habituais: Em seu novo longa, O.Russell volta a trabalhar com antigos colaboradores como Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert DeNiro</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>No longa, Jennifer Lawrence, que ganhou o Oscar de melhor atriz com <i>O Lado bom da Vida</i>, dirigido por O. Russell, e também esteve em <i>Trapaça</i>, interpreta Joy, uma jovem mãe de dois filhos divorciada que assume a responsabilidade de dar suporte para a sua grande e complicada família, mas que encontra-se em uma fase da vida na qual faz um balanço a respeito daquilo que ela esperava ser quando se tornasse adulta e a mulher que ela é de fato. Em meio a essa crise pessoal, Joy inventa um utensílio de limpeza doméstica que pode tirar ela e a sua família de alguns problemas financeiros, tornando-se o nome central de um negócio que viria a ser extremamente lucrativo no futuro.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>David O. Russell adorar trazer como centro das suas histórias famílias disfuncionais formadas por diversos personagens, por vezes, reunidos em um mesmo ambiente. O olhar de O.Russell para esses núcleos familiares é sempre muito forte em seus filmes, foi assim em <i>O Vencedor</i>, em <i>O Lado bom da Vida </i>e isso se repete em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso</i>. Porém, se em dada medida, isso era bem administrado pelo diretor nos outros dois filmes, aqui tudo fica um pouco disperso. Parece muito claro que o filme é de Jennifer Lawrence e do grande feito da sua personagem e são nos momentos em que o realizador centra sua narrativa em Joy que o longa tem os seus melhores momentos. Ao tentar suprir a demanda da apresentação dos familiares da protagonista e suas dinâmicas com ela, tudo fica um tanto quanto disperso, e a centralidade de Joy nesse núcleo disfuncional parece ser &#8220;engolida&#8221; por uma série de personagens que, se parecem interessantes ao próprio filme conferindo um certo humor à história, tem um tempo de cena escasso o suficiente para fazer com que o espectador compreenda muito pouco sobre eles. O caso mais emblemático é o da personagem de Diane Ladd, intérprete da avó de Joy, uma personagem cuja importância é sempre sublinhada pelo longa, mas cujo laço com a protagonista, factualmente, é pouco trabalhado na obra. Quanto aos demais, interpretados por atores do calibre de Robert DeNiro, Virginia Madsen e Édgar Ramirez, tem todos os seus momentos, mas na ânsia de suprir todos eles o diretor acaba não conseguindo desenvolver substancialmente nenhum. Uma pena, pois é através deles e dos seus respectivos laços com Joy que dimensionamos de fato o lugar e a importância dessa personagem nesse núcleo familiar, algo que é dito com frequência ao longo do filme, mas cuja extensão jamais é sentida pelo público.</p>
</div>
<figure id="attachment_4402" aria-describedby="caption-attachment-4402" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4402 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer.jpg" alt="jennifer-lawrence-channels-joy-mangano-in-joy-teaser-trailer" width="600" height="325" /><figcaption id="caption-attachment-4402" class="wp-caption-text">Estrela: Jennifer Lawrence é a grande atração do filme na pele de Joy</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Há ainda em <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>o mérito de querer transformar uma história real com mensagens motivacionais e personagens inspiradoras em uma narrativa que fuja dos recursos convencionais a esse tipo de história. Portanto, nada de trilhas grandiloquentes, narrativa linear, muitos picos dramáticos&#8230; O filme de David O. Russell procura se distanciar do lugar comum, o que é particularmente muito bom e interessante. É uma pena que o diretor esgarce sua narrativa a tal ponto que em dado momento fica difícil entender exatamente onde ele quer chegar com a história de Joy. De irretocável mesmo, só a ótima interpretação de Jennifer Lawrence, que se está longe de ter um desempenho tão formidável quanto aquele que a revelou para os holofotes de Hollywood em <i>Inverno da Alma </i>em 2010, pelo menos está magnética e consegue modular com destreza todos os caminhos percorridos por sua personagem ao longo do filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Ao querer transformar a trajetória edificante da sua protagonista em um longa que foge da abordagem comumente conferida a narrativas baseadas em fatos reais, David O.Russell acaba transformando o seu filme em uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;: Se por um lado é louvável que o diretor proponha um modo diferente de contar um modelo de história com propósitos e caminhos largamente conhecidos pelo grande público, por outro, o resultado não parece plenamente satisfatório, afinal, na ânsia de ser muito mais do que ele é, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>acaba mostrando-se como um filme de narrativa relativamente frouxa. Um pouquinho mais ousado do que o que o realizador mostrou em filmes como <i>Trapaça</i>, <i>O Lado bom da Vida </i>e <i>O Vencedor</i>, <i>Joy &#8211; O Nome do Sucesso </i>é um filme que percorreu formatos e caminhos interessantes, mas cujo resultado &#8211; que está longe do fiasco cinematográfico, diga-se de passagem &#8211; não chega a impressionar.</p>
</div>
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