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	<title>Arquivos Uma mulher feliz - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Uma mulher feliz - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Curtas do Festival CineFantasy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2020 13:15:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 06 e 20 de setembro, aconteceu a 10ª edição do CineFantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico. Exibindo longas e curtas-metragens de fantasia, o evento exibiu 140 filmes ao todo, contando com películas nacionais e internacionais. As categorias mesclavam temas, tipos de produção e localizações, sendo elas: Amador, Animação, Brasil fantástico, Espanha fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantástica diversidade, FANLATAM, Ficção científica, Horror, Mulheres Fantásticas e Pequenos Fantásticos.  A partir das obras assistidas no CineFantasy, o Coisa de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 06 e 20 de setembro, aconteceu a 10ª edição do <em>CineFantasy &#8211; Festival Internacional de Cinema Fantástico</em>. Exibindo longas e curtas-metragens de fantasia, o evento exibiu 140 filmes ao todo, contando com películas nacionais e internacionais. As categorias mesclavam temas, tipos de produção e localizações, sendo elas: Amador, Animação, Brasil fantástico, Espanha fantástica, Estudante, Fantasia, Fantasteen, Fantástica diversidade, FANLATAM, Ficção científica, Horror, Mulheres Fantásticas e Pequenos Fantásticos. </p>
<p>A partir das obras assistidas no <em>CineFantasy</em>, o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz agora um especial com os principais curtas que acompanhamos durante os 14 dias de festival.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Sempre Quando Chove (2020, SP)</strong></h5>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5796803.png" alt="Cinefantasy 10 | Cinefantasy 10 | Curtas-Metragens3" width="598" height="336" /></p>
<p>Aqui a metáfora sobre os sentimentos, ações e sensações humanas são postas através das cores. A iluminação e as tonalidades múltiplas que surgem na tela revelam as emoções do protagonista que vai, junto com o espectador, descobrindo como funciona um objeto, aparentemente simples, mas que contém uma espécie de poder nele. Este é uma camisa, que o jovem compra pela internet em uma promoção e que muda de coloração o tempo inteiro. Há no filme um balanço equilibrado da progressão e da jornada deste rapaz, pois cada passo de sua rotina é transformado, a partir desta aquisição, até que ele não tem mais para onde ir e tudo vira desgaste.</p>
<p>No entanto, apesar de uma premissa criativa e de ter uma personagem principal carismática, a produção peca por subestimar o espectador e tentar reforçar os signos que foram criados e expostos na projeção. Parece haver um receio do roteiro e da direção em investir e se jogar neste universo do fantástico. <strong>Nota</strong>: 3 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Uma Mulher Feliz (2018, Espanha)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5780127.png" width="592" height="333" />Logo nos primeiros minutos de projeção, o espectador já sente o que o filme deseja passar. Com uma narração que contradiz as imagens que estão sendo mostradas, há um clima de ironia revelada. Juntamente com isso, o público vai descobrindo as negações da protagonista, que se anula de maneira tão forte que começa a desaparecer, se tornando quase invisível. Nesta metáfora um tanto literal, o maior ganho são as tiradas nonsense, principalmente nas sequências que mostram o cotidiano sofrido da personagem, preenchido de descaso e imagens fortes, como em um jantar que Ana corta a sua mão, mas ela não sente a dor e continua sangrando na frente da família, que apenas a observa, sem fazer nada.</p>
<p>Neste quesito de transmitir as sensações de Ana, a direção de arte é o elemento que mais contribui para contar a sua história e emoções. Há um cuidado com os detalhes, seja no início da exibição, na casa de Ana e tudo que está nela ou, depois, no hospital, este ambiente um tanto frio, que vai ganhando personalidade enquanto Ana se recupera. Talvez, o que incomode no curta seja a ingenuidade extrema, que surge na reviravolta, na qual o marido e os filhos começam a desvanecer, quando ela finalmente descobre o que ama, deixando tudo muito literal. Ou seja a própria tentativa de ser sutil, mas com um peso na mão quando Ana se recupera e seu corpo volta a ganhar forma. <strong>Nota</strong>: 2,5 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Lili (2020, Holanda)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5779996.png" width="622" height="393" />Simples, direto e intenso. Estes três adjetivos cabem como uma luva quando o assunto é o filme <em>Lili</em>. Com a câmera parada e o quadro centralizado na protagonista que dá o título ao curta, o público é apresentando a uma atriz em uma audição. O fundo é preto e ela está vestida de branco em uma cadeira. Em <em>off</em>, escuta-se a voz do aparente diretor, que dá comandos para a intérprete. Progressivamente, a tensão entre os dois vai crescendo e o espaço fechado lembra uma clausura, onde, talvez, não houvesse escapatória. O cineasta passa a fazer pedidos constrangedores, como solicitar que Lili abra mais o botão de sua camisa e que se insinue para tela, de forma provocativa.</p>
<p>Quando as vozes dos dois e os olhares de Lili já alcançaram toda a suspensão possível, a diretora e roteirista Yfke Van Berckelaer (<em>All the single ladies</em>) ultrapassa a expectativa de que o ápice da angústia foi alcançado e põe a figura masculina para se aproximar fisicamente da protagonista. O plano mostra apenas as suas mãos em Lili, a dupla repete o diálogo que já vem sendo dito algumas vezes. A maneira como o <em>plot twist</em> se instala é, de fato, uma surpresa e amplia o horizonte do que a obra quer contar. Aqui, a metáfora funciona e o seu desfecho é o arremate final de uma narrativa bem construída em tão poucos minutos. <strong>Nota</strong>: 4 estrelas.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Terroir (2020, Estados Unidos)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5780052.png" width="710" height="399" /></p>
<p>Quase com em um videoclipe, as imagens vão sendo evocadas juntamente com uma música que ecoa na tela. A base do filme é a dinâmica entre uma mãe e uma filha e os desgastes constantes que este de tipo de relação pode trazer. As tensões entre as duas são intensas e profundas. No entanto, há um forte clima de pretensão na obra que atrapalha a criação de uma progressão. Antes mesmo da instalação das situações e do estabelecimento de empatia com as personagens e o que está aparecendo durante a projeção, o tom já está um tanto acima.</p>
<p>Não conseguindo sustentar as próprias ações que procura propor, o ritmo se perde e o equilíbrio se esvai. Além disso, a vontade de instalar uma atmosfera parece um pouco desesperada e o curta acaba indo para o literal da pior maneira possível, como em uma briga entre elas que acontece no banheiro. Os corpos das atrizes não estão orgânicos, o que artificializa a construção da cena. No geral, a vontade de imprimir elementos plásticos no ecrã funciona, mas é apenas algo que chama apenas atenção por alguns minutos. Depois, não há uma boa maneira de lidar com aquilo que quer provocar. <strong>Nota:</strong> 2 estrelas</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Pílulas Pretas (2019, Estados Unidos)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5775266.png" width="646" height="363" /></p>
<p>É preciso respirar fundo para falar sobre <em>Pílulas Pretas</em>. É bem verdade que o filme tenta criar toda uma metáfora para tratar sobre a questão dos corpos de pessoas transgênero e procura, até o seu desfecho, realizar isto da melhor maneira possível. Infelizmente, a obra peca do início ao fim em todos os seus elementos. O roteiro é expositivo, a direção de atores parece inexistente, os objetos da direção de arte são artificiais, despertam o espectador para a realidade, não estabelecendo o pacto com a plateia, existente na ficção. Não tem como comprar este tecno-futuro desesperado, no qual nem a figura  “misteriosa” que está no vídeo sabe o que ela é de fato. <strong>Nota:</strong> 0,5 estrelas.</p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Cinzas (2020, Argentina)</strong></h5>
<p><img decoding="async" class="aligncenter" src="https://storage.builderall.com//franquias/2/118945/editor-html/5779510.png" width="663" height="373" /></p>
<p>Há um certo equilíbrio em <em>Cinzas</em>. Com um início um tanto bobo, ele pode afastar o público inicialmente. Em seguida, ele consegue estabelecer um clima de terror, trazendo de volta a atenção. A ingenuidade do começo do enredo está na entrada da protagonista na floresta. Ainda que se entenda que ela está hipnotizada, a maneira como a personagem se movimenta e caminha em direção de um edifício abandonado é um tanto artificial, principalmente pelo diálogo entre ela e a outra garota que está ao seu lado. Contudo, quando a menina chega até o local inóspito e passa a investigar aquele espaço, a obra ganha outro tom.</p>
<p>A câmera está o tempo inteiro a serviço desta relação, entre o que ela observa em contraponto com o fato de estar sendo vista por alguma coisa que ainda não se sabe o que é. Lentamente, as peças são montadas e a construção da atmosfera de medo faz com que a chegada da figura sobrenatural ganhe mais impacto. As tonalidades imprimem uma dupla sensação, que fica entre o nostálgico e o assombrado. Ainda que consiga chegar até seu clímax com uma boa construção, o desenlace chega frouxo, pois a narrativa parece se perder após a conclusão do arco da personagem principal. <strong>Nota:</strong> 3,5 estrelas.</p>
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