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	<title>Arquivos Tomás Portella - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tomás Portella - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>30º Cinepe: O cobrador de fraque</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 02:40:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dentro de um imaginário popular, as comédias tendem a ser subestimadas. No entanto, é difícil equilibrar os três tripés da qualidade cômica no audiovisual, que são: conexão com as personagens, comicidade e a não previsibilidade. O cobrador de fraque chega perto de alcançar tamanha façanha. O que atrapalha a produção é a obviedade do roteiro e o desfecho dele, que é mal conduzido, como explicaremos mais adiante. Contudo, ainda assim, essas questões não chegam a interferir de forma tão profunda [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400; text-align: left;">Dentro de um imaginário popular, as comédias tendem a ser subestimadas. No entanto, é difícil equilibrar os três tripés da qualidade cômica no audiovisual, que são: conexão com as personagens, comicidade e a não previsibilidade. <em>O cobrador de fraque</em> chega perto de alcançar tamanha façanha.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;">O que atrapalha a produção é a obviedade do roteiro e o desfecho dele, que é mal conduzido, como explicaremos mais adiante. Contudo, ainda assim, essas questões não chegam a interferir de forma tão profunda no longa-metragem luso-brasileiro de Tomás Portella (<em>Isolados</em>).</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;"><span style="font-weight: 400;"><em>Fraque</em> é divertido e contém algo que essa que vos escreve clama ao entrar numa sala de cinema: </span>personagens bem escritas, que geram empatia. Peri (Leandro Ramos) e Matilde (Gabriela Barros) são figuras que encantam na tela. Ambos possuem carisma e sabem jogar em cena. Os exemplos ocorrem durante toda a sessão.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;">No entanto,  nas sequências nas quais Peri está no ofício de cobrador de fraque e “persegue” Matilde para que ela pague é onde o ouro reside. Existe um ponto trabalhado por atores que é a contracena. <span style="font-weight: 400;">É necessário que existam ações que a personagem faça quando não está falando.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Pode parecer simples, na teoria, porém uma contracena bem feita não é nada fácil. Aqui, Gabriela e Leandro jogam com os olhos e a respiração. </span><span style="font-weight: 400;">Os intérpretes brincam com a dinâmica de deixar uma pausa entre uma fala e outra e, ao mesmo tempo, com a de não deixar espaço algum entre o texto dos dois. </span></p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Essa maneira de atuar juntos é o ponto alto do longa. Além disso, a própria dramaturgia parece contribuir positivamente para essa construção da dupla. </span>De longe, Matilde e Peri são os que foram escritos com profundidade. A maneira como eles “acontecem” na tela deixa a impressão de que houve aqui um processo de escrita mais cuidadoso.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: left;">Muitas vezes acontece um trabalho completo de gênese da personagem ou em atividades típicas que os roteiristas fazem durante o processo de criação, como jogos de imaginação. Independentemente da estratégia que pode ter sido utilizada, o resultado está presente durante a projeção.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, ainda olhando para a análise das personagens, é possível notar que os coadjuvantes não foram tão bem pensados. Quanto mais à margem da trama estão, mais rasos e poucos explorados são.  </span>Esse fator poderia não atrapalhar o enredo se não fosse um único papel destoante nesse contexto.</p>
<p style="font-weight: 400;">O melhor amigo de Peri muda de personalidade abruptamente. A personagem de Marcello Melo Jr. tem uma reviravolta que faz pouco sentido na estrutura basilar da narrativa. Ele era o sensível e sonhado, que é colocado como um grande vilão, repentinamente.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A impressão que esta escolha traz é a de que não havia um grande antagonista da história e, por isso, selecionaram esse caminho peculiar. A saída fácil se torna complicada neste cenário porque o filme nem precisava de grandes vilanias e peripécias.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">As próprias questões internas de Peri já seriam suficientemente boas para prender a atenção da plateia. Assim como o uso da luz e das texturas feitos pela direção de foto e de arte da produção fazem. É curioso observar como na dicotomia óbvia de paletas, a equipe constrói sentidos plurais para o enredo.</span></p>
<p>O Brasil de <em>Fraque</em> tem mais sombras, mais vermelho, mais internas em espaços apertados e objetos mais retos. Portugal é colocado como solar, de tom pastel, quase entediante, com externas, majoritariamente diurnas. Talvez seja uma visão exagerada de Lisboa, mas faz sentido para a história, porque é ali que Peri se descobre um homem feliz e melhor.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>O Cobrador de Fraque</em> pode ser ingênuo e previsível, mas também aposta e consegue realizar um feito quase raro na atualidade: boas personagens centrais para o ecrã! Assim, esta é uma sessão leve e divertida, mas que também mostra uma habilidade meio nostálgica de fazer um cinema que deixa espaço para que um casal principal brilhe!</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Tomás Portella</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Leandro Ramos, Gabriela Barros, Marcello Melo Jr.</p>
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		<title>Crítica: Aumenta que é Rock&#8217;n Roll</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2024 23:07:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Aumenta que é Rock'n Roll]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na década de 1980, um grupo de jovens cariocas liderados pelo jornalista Luiz Antônio Mello é responsável por um movimento cultural no país. O ano era 1982 e Luiz Antonio recebeu a tarefa de gerir uma rádio em crise na época, a Fluminense FM. Mello e sua equipe fez história ao criar a primeira rádio brasileira com uma programação dedicada exclusivamente ao rock. Apelidada de &#8220;Maldita&#8221; pelos seus fãs, logo a Fluminense FM se transforma em um fenômeno nacional e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na década de 1980, um grupo de jovens cariocas liderados pelo jornalista Luiz Antônio Mello é responsável por um movimento cultural no país. O ano era 1982 e Luiz Antonio recebeu a tarefa de gerir uma rádio em crise na época, a Fluminense FM. Mello e sua equipe fez história ao criar a primeira rádio brasileira com uma programação dedicada exclusivamente ao rock. Apelidada de &#8220;Maldita&#8221; pelos seus fãs, logo a Fluminense FM se transforma em um fenômeno nacional e é abraçada por uma geração de jovens que acompanhava os últimos anos da ditadura e o princípio da redemocratização do país.</p>
<p>É a história da Fluminense FM, a &#8220;Maldita&#8221;, que o longa <em><strong>Aumenta que é Rock&#8217;n Roll</strong></em> quer contar, adotando a perspectiva do seu criador, Luiz Antonio Mello, interpretado por Johnny Massaro. Sob a direção de Tomás Portella, da série Impuros e da comédia Qualquer Gato Vira-Lata, e o roteiro de L.G. Bayão, de A Porta ao Lado e O Doutrinador, o filme consegue contextualizar o cenário cultural da época e dimensionar a importância da rádio para o cenário artístico e político, como porta-voz de uma geração, ainda que se perca ocasionalmente no enlace amoroso do seu protagonista com a locutora Alice, interpretada por Marina Provenzzano.</p>
<p><em><strong>Aumenta que é Rock&#8217;n Roll</strong></em> sabe captar o lado bem-humorado dessa história incorporando em sua estrutura narrativa crônicas da biografia da &#8220;Maldita&#8221;, como o episódio do concurso das camisetas que envolvia formigas ou do dia em que o equipamento da rádio quebrou e captou conversas íntimas da sua equipe ou ainda o envolvimento da rádio na primeira edição do Rock in Rio. É muito divertido acompanhar esse tipo de história que dá uma outra dimensão do sucesso de uma rádio que chegou a ocupar o segundo lugar na audiência das emissoras cariocas, uma perspectiva nada glamurosa dessa história que capta sobretudo o espírito da juventude de uma época.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18051" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-9.png" alt="Aumenta que é Rock'n Roll" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-9.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-9-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/04/image-9-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme também ganha bastante por ter Johnny Massaro na pele de Luiz Antonio Mello. O ator consegue carregar a veia apaixonada, romântica e idealizadora do personagem pelo projeto da &#8220;Maldita&#8221;, mas também o aguçado senso de responsabilidade e profissionalismo do jornalista na condução daquela rádio. O longa de Tomás Portella só perde pontos com o espectador quando deixa de lado o  bem-humorado registro histórico para dar atenção ao romance envolvendo Luiz Antonio Mello e a locutora Alice, trazendo para <em><strong>Aumenta que é Rock&#8217;n Roll</strong></em> um tom novelesco próximo de uma temporada da Malhação para capturar audiências mais jovens, algo que aqui é completamente dispensável dadas as pretensões do filme.</p>
<p><em><strong>Aumenta que é Rock&#8217;n Roll</strong></em> acerta ao narrar de maneira leve a trajetória da Fluminense FM. É um filme mais exitoso quando entende que o potencial dessa história está nos elementos que envolvem o entorno da rádio, sobretudo o retrato que faz da juventude brasileira dos anos de 1980. O longa infelizmente perde tempo com frivolidades que em nada acrescentam aos pontos fortes da obra, mas, ainda assim, as qualidades prevalecem e  o filme deixa uma impressão bem positiva nas plateias ao final da sessão.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tomás Portella</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Johnny Massaro, George Sauma, João Vitor Silva</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/RUh73O-I8Ik?si=i5Lh6DUOPa3BFK9_" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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