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	<title>Arquivos Tom Hooper - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Tom Hooper - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2019 01:27:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio chegar às telas, O Exterminador do Futuro: A Salvação, de 2009, e O Exterminador do Futuro: Gênesis, de 2015, tentaram de diferentes formas revitalizar a franquia inaugurada por James Cameron em 1984. A Salvação tentava imaginar a resistência de John Connor no futuro. Já Gênesis pretendia um reboot da série que se camuflava de continuação. As duas tentativas foram verdadeiros fiascos, mas como Hollywood está sempre se retroalimentando não seriam esses fracassos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de <strong><em>O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio</em></strong> chegar às telas, O<em> Exterminador do Futuro: A Salvação, </em>de 2009, e <em>O Exterminador do Futuro: Gênesis, </em>de 2015, tentaram de diferentes formas revitalizar a franquia inaugurada por James Cameron em 1984. <em>A Salvação</em> tentava imaginar a resistência de John Connor no futuro. Já <em>Gênesis</em> pretendia um <em>reboot</em> da série que se camuflava de continuação. As duas tentativas foram verdadeiros fiascos, mas como Hollywood está sempre se retroalimentando não seriam esses fracassos que pararia a máquina O Exterminador do Futuro de continuar sendo rentável para seus produtores.</p>
<p>Comparado aos longas de 2009 e 2015, <strong><em>Destino Sombrio</em></strong> é um filme mais consistente, mas nem precisaria muito esforço para conseguir isso. No entanto, ainda que apresente pontualmente esforços de revitalizar a franquia e oferecer novas perspectivas para a história, <strong><em>O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio</em></strong> é uma continuação tardia, sofrendo o impacto que a redundância de tramas, temas e personagens trouxeram para a saga com tantas tentativas de permanecer relevante no imaginário e bolso dos fãs.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11716" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/5152117.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/5152117.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/5152117.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/5152117.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme conta como aditivo a volta de Linda Hamilton ao papel de Sarah Connor mantendo um vigor impressionante como heroína de ação. Hamilton divide cena com outras duas personagens femininas interpretadas com semelhante competência por Mackenzie Davis e Natalia Reyes. Ao longo da trama, algumas ideias de continuidade do universo surgem como faíscas interessantes de originalidade, mas que jamais são exploradas com muita perspicácia pelo roteiro, que apela para cacoetes como <em>flashbacks</em> trazendo para a trama uma certa dispersão. As cenas de ação conduzidas pelo diretor Tim Miller também não são muito marcantes, parecendo genéricas em meio ao amontoado de super-produções que chegam todos os anos aos cinemas.</p>
<p>Caso surgisse como sequência de <em>O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final</em> de 1991,<strong><em> O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio </em></strong>talvez fosse mais bem apreciando. Chegando em 2019 nas telas e depois de tantas abordagens para esse universo, o filme soa redundante, demonstrando a cada avanço da história sua necessidade de maior polimento. A sensação é que, atualmente, para um filme da franquia<em> O Exterminador do Futuro</em> tirar do público a má vontade com os filmes da saga será de suma importância oferecer uma obra que coloque de ponta-cabeça os lugares comuns desses personagens e das tramas do universo que integra.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Tim Miller<br />
<strong>Elenco:</strong> Linda Hamilton, Mackenzie Davis, Natalia Reyes, Arnold Schwarzenegger, Diego Boneta, Tristán Ulloa, Ferran Fernández, Tom Hooper</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hknPGJqz7aA" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Garota Dinamarquesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2016 19:00:53 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4500" aria-describedby="caption-attachment-4500" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4500 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/r-1-620x319.jpg" alt="r-1" width="620" height="319" /><figcaption id="caption-attachment-4500" class="wp-caption-text">Ficção salva pela realidade: Graças à interessante história de vida dos seus biografados, longa de Tom Hooper salva-se do completo fiasco.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>A identidade de gênero é um tema que está na ordem do dia e talvez por isso mesmo somente agora a história de Lili Elbe, primeira transsexual a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo,<i> </i>finalmente tenha conseguido sair das páginas do livro de David Ebershoff e ganhar a tela grande nessa adaptação cinematográfica dirigida por Tom Hopper (<i>O Discurso do Rei </i>e <i>Os Miseráveis</i>) intitulada <i>A Garota Dinamarquesa</i>. Para quem não está por dentro da trajetória desse filme, ele foi durante anos um dos projetos mais desejados de Nicole Kidman, que queria não apenas estrelar o longa como Einar Wegener/Lili Elbe como produzir a obra, tendo Charlize Theron como sua colega de cena na pele de Gerda Wegener e o diretor Tomas Alfredson (<i>Deixe Ela Entrar </i>e <i>O Espião que sabia Demais</i>) na condução. A tentativa de financiamento do filme não deu certo e Kidman cedeu  a oportunidade para Tom Hooper e companhia subirem a bordo da delicada história por trás da transformação de Einar Wegener em Lili Elbe. O resultado não é dos mais satisfatórios, pois além de Hooper entregar um filme repleto de artificialidades e maneirismos, ainda não consegue lidar com um tema tão delicado quanto a identidade de gênero.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Para quem não está familiarizado com a trama do filme, <i>A Garota Dinamarquesa </i>conta a história real do pintor dinamarquês Einar Wegener que descobre sua identidade feminina quando começa a se vestir como mulher para que sua esposa Gerda Wegener pintasse os seus primeiros quadros. Ao transformar-se em Lili Elbe, Wegener torna-se a primeira transsexual a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo em uma época na qual o procedimento era extremamente arriscado e a transsexualidade começava a ser entendida pela medicina e pela psiquiatria em meio aos inerentes preconceitos sociais da sociedade da época, que, por sinal, não eram muito diferentes dos de hoje, apenas eram mais escancarados.</p>
</div>
<figure id="attachment_4501" aria-describedby="caption-attachment-4501" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4501 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/thedanishgirl2-620x319.jpg" alt="" width="620" height="319" /><figcaption id="caption-attachment-4501" class="wp-caption-text">Atores: Eddie Redmayne e Alicia Vikander cumprem funções que não conseguem ser cumpridas pelo diretor e pela roteirista Lucinda Coxon.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p><i>A Garota Dinamarquesa </i>é o tipo de filme que beneficia-se pela história dos personagens reais que biografa. Assim, ainda que a falta de traquejo de Tom Hooper com a câmera que era visível em <i>O Discurso do Rei </i>e <i>Os Miseráveis </i>(ângulos e movimentos aleatórios, por exemplo) persista em <i>A Garota Dinamarquesa </i>(em menor grau, é verdade), a admirável relação do casal Wegener e o pioneirismo de Lili Elbe em sua luta para simplesmente ser o que é se sobrepõem à própria obra cinematográfica. Assim, por mais que <i>A Garota Dinamarquesa </i>possua inúmeras falhas como peça cinematográfica, existe um personagem cuja história de vida está acima de qualquer filme e isso acaba engrandecendo de certa maneira o longa de Tom Hooper. Dessa forma, ainda que o diretor continue com uma direção de pouco pulso marcada por decisões nada inspiradas, apelando para um certo conservadorismo na maneira como aborda a história, e o roteiro explore muito menos do que deveria os meandros do conflito de identidade de gênero vivido por Einar/Lili, existe uma trama em pauta no momento e que pulsa sua urgência em ser conhecida que acaba colocando os equívocos estéticos e narrativos do filme no segundo plano.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Nesse sentido, é preciso reconhecer que o desempenho de Eddie Redmayne como Einar/Lili é fundamental para suprir as lacunas deixadas pelo roteiro e pela direção do longa. É a partir da interpretação de Redmayne que o público consegue ter uma dimensão do sofrimento de Lili Elbe por não encontrar uma resposta convincente a respeito do conflito de identidade que vive. Ao lado dele está Alicia Vikander que expõe para o público o outro lado da história, o da esposa de Einar/Lili, Gerda Wegener, que também vive o seu próprio conflito. Vikander interpreta com muita delicadeza uma mulher que vê gradualmente o homem que pensava conhecer desaparecer da sua vida para dar lugar a outra pessoa. Ainda assim, entre Lili e Gerda sobrevive o respeito e o amor que nutrem uma pela outra e Redmayne e Vikander conseguem conduzir tudo isso com muita delicadeza.</p>
</div>
<figure id="attachment_4502" aria-describedby="caption-attachment-4502" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4502 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/the-danish-girl-620x344.jpg" alt="the-danish-girl" width="620" height="344" /><figcaption id="caption-attachment-4502" class="wp-caption-text">Favorita: Alicia Vikander é apontada como candidata em potencial ao Oscar de melhor atriz coadjuvante ao viver a esposa da transsexual vivida por Eddie Redmayne.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com todas as suas falhas e sua abordagem &#8220;quadradona&#8221; para um tema que merecia um pouco mais de profundidade e ousadia, <i>A Garota Dinamarquesa </i>tem sua &#8220;tábua de salvação&#8221; na rica e interessante relação dos seus personagens biografados. Ainda que mostre-se muito mais comedido em seus deslizes visuais do que em <i>O Discurso do Rei </i>e <i>Os Miseráveis</i>, Tom Hooper, ao lado da roteirista Lucinda Coxon, faz um filme que não faz jus por completo à história que o inspirou, restando aos atores Eddie Redmayne e Alicia Vikander suprirem as suas próprias faltas com a trama. Lili Elbe e Gerda Wegener mereciam um filme melhor, é verdade, mas <i>A Garota Dinamarquesa </i>expõe questões e vidas que são muito mais importantes do que o próprio cinema. E como é bom que histórias como as do casal Wegener sejam conhecidas cada vez mais pela sociedade. Ao menos esse serviço o filme faz.</p>
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