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	<title>Arquivos The Normal Heart - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos The Normal Heart - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Vai Passar na TV: 26 de dezembro a 1º de janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Dec 2014 21:37:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo de Amor em Las Vegas]]></category>
		<category><![CDATA[O Escafandro e A Borboleta]]></category>
		<category><![CDATA[Quem Quer Ser Um Milionário?]]></category>
		<category><![CDATA[Roubando Vidas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na programação da TV desta semana, o sensível The Normal Heart, que conta a história de ativistas gays nos anos 80. Tem ainda o drama O Escanfandro e a Borboleta, o suspensa Roubando Vidas, com Angelina Jolie e o ganhador do Oscar Quem Quer Ser Um Milionário?. Para os fãs de plantão, Star Wars: Episódio IV &#8211; Uma Nova Esperança no domingão e Harry Potter E As Relíquias Da Morte: Parte 2 na quinta. Para rir, Jogo de Amor em Las [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na programação da TV desta semana, o sensível <strong><em>The Normal Heart</em></strong>, que conta a história de ativistas gays nos anos 80. Tem ainda o drama <em><strong>O Escanfandro e a Borboleta</strong></em>, o suspensa <strong><em>Roubando Vidas</em></strong>, com Angelina Jolie e o ganhador do Oscar <strong><em>Quem Quer Ser Um Milionário?</em></strong>. Para os fãs de plantão, <em><strong>Star Wars: Episódio IV &#8211; Uma Nova Esperança</strong> </em>no domingão e <strong><em>Harry Potter E As Relíquias Da Morte: Parte 2</em> </strong>na quinta. Para rir, <strong><em>Jogo de Amor em Las Vegas</em></strong>. Confira as sinopses e trailers abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/normal-heart-top.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2500" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/normal-heart-top.jpg" alt="normal-heart-top" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Sexta-feira (26/12) – HBO Signature às 18h – <strong>The Normal Heart</strong></p>
<p>Drama original HBO que narra a história do início da crise da AIDS em Nova York nos anos 80, com foco no esforço de vários ativistas gays e seus aliados na luta para expor a verdade sobre a epidemia para uma nação que está negando os fatos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/zyXbr0_oH-c" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/2007_the_diving_bell_and_the_butterfly_001.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2507" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/2007_the_diving_bell_and_the_butterfly_001.jpg" alt="2007_the_diving_bell_and_the_butterfly_001" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Sábado (27/12) – Telecine Cult às 17h35 – <strong>O Escafandro e A Borboleta</strong></p>
<p>A história real de Jean-Dominique Bauby, editor da revista &#8220;Elle&#8221;. Em 1995, aos 43 anos, ele sofreu um derrame cerebral que o deixou paralisado, com exceção de seu olho esquerdo. Preso em um corpo sem movimento, mas completamente lúcido, ele se adapta para contar sua história de vida.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/N4yY1yedPEc" width="420" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/star-wars-episode-iv-a-new-hope-original.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2505" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/star-wars-episode-iv-a-new-hope-original.jpg" alt="star-wars-episode-iv-a-new-hope-original" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Domingo (28/12) – Telecine Cult às 17h05 &#8211; <strong>Star Wars: Episódio IV &#8211; Uma Nova Esperança</strong></p>
<p>Em uma galáxia distante, o controle está nas mãos do cruel Império. O jovem Luke Skywalker se vê envolvido em uma guerra intergaláctica quando seu tio compra dois robôs, R2-D2 e C-3PO, que contém uma mensagem da líder dos rebeldes, a princesa Leia.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/xioILbwDlEg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/a02c4b69-8380-4593-aa0f-e6cabe56fc87_slumdog_millionaire11.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2501" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/a02c4b69-8380-4593-aa0f-e6cabe56fc87_slumdog_millionaire11.jpg" alt="a02c4b69-8380-4593-aa0f-e6cabe56fc87_slumdog_millionaire11" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Segunda-feira (29/12) – MGM às 14h15 – <strong>Quem Quer Ser Um Milionário?</strong></p>
<p>Jamal K. Malik é um jovem que trabalha servindo chá em uma empresa de telemarketing. Sua infância foi difícil, tendo que fugir da miséria e violência para conseguir chegar ao emprego atual. Um dia ele se inscreve no popular programa de TV &#8220;Quem Quer Ser um Milionário?&#8221;. Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/AeWdLmNnfKE" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/113850_Papel-de-Parede-Roubando-Vidas-Taking-Lives_1280x960.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2502" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/113850_Papel-de-Parede-Roubando-Vidas-Taking-Lives_1280x960.jpg" alt="113850_Papel-de-Parede-Roubando-Vidas-Taking-Lives_1280x960" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Terça-feira (30/12) – TNT às 9h35 –<strong> Roubando Vidas</strong></p>
<p>Angelina Jolie interpreta Illeana Scott, uma agente do FBI cujos métodos não tradicionais de investigação a tornam a pessoa mais indicada para encontrar um serial killer que age há duas décadas no Canadá. Até que ele é flagrado pelo dono de uma galeria de arte (Ethan Hawke) cometendo um de seus crimes. A testemunha ajudará Illeana a investigar o caso, mas, ao mesmo tempo, surgirá entre os dois uma paixão intensa que poderá prejudicar o processo. Também participam do filme Kiefer Sutherland e Gena Rowlands.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/Nfoa6QKe4e0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/what2.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2503" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/what2.jpg" alt="what2" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Quarta-feira (31/12) – Megapix às 16h20 – <strong>Jogo de Amor em Las Vegas</strong></p>
<p>Joy é dispensada por seu noivo e vai curar as mágoas em Vegas. Lá, ela conhece Jack, que acabou de perder o emprego. Após muita diversão e bebedeira, eles descobrem que se casaram. Antes de se separar, ganham 3 milhões, mas, para ficarem com o dinheiro, terão que provar que são um casal estável.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/atYQqw_FcPA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Reliquias-da-Morte-09-11-2010_26.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2506" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Reliquias-da-Morte-09-11-2010_26.jpg" alt="Reliquias-da-Morte-09-11-2010_26" width="610" height="348" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Quinta-feira (1º/01) – HBO Plus às 18h &#8211; <strong>Harry Potter E As Relíquias Da Morte: Parte 2</strong></p>
<p>Harry, Ron e Hermione continuam sua missão de destruir as Horcruxes restantes. Mas conforme as relíquias da morte são descobertas, Voldermort fica sabendo da missão dos garotos e começará a grande batalha.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/JV7dRAcbl9M" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Para sentir o drama mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2014 00:30:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Premiações]]></category>
		<category><![CDATA[Alfred Molina]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Parsons]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A produção original da HBO The Normal Heart tem fortes chances de faturar alguns Emmys no próximo dia 25 de agosto – foram onze indicações ao prêmio, entre elas, as de melhor filme para TV, melhor ator principal e coadjuvantes em filmes neste formato, assim como de direção e roteiro. O filme já foi discutido antes aqui, mas merece destaque nessa coluna. Dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, o filme se baseia na peça teatral de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1792" aria-describedby="caption-attachment-1792" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh2.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1792 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh2-620x368.jpg" alt="normalh2" width="620" height="368" /></a><figcaption id="caption-attachment-1792" class="wp-caption-text">11 indicações: Telefilme chega ao Emmy com pinta de favorito aos prêmios das categorias nas quais concorre.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>A produção original da HBO <em>The Normal Heart</em> tem fortes chances de faturar alguns Emmys no próximo dia 25 de agosto – foram onze indicações ao prêmio, entre elas, as de melhor filme para TV, melhor ator principal e coadjuvantes em filmes neste formato, assim como de direção e roteiro. O filme já foi discutido antes <a href="http://coisadecinefilo.com.br/critica-the-normal-heart-hbo/">aqui</a>, mas merece destaque nessa coluna.</p>
<p>Dirigido por Ryan Murphy e escrito por Larry Kramer, o filme se baseia na peça teatral de mesmo nome escrita por ele em 1985. Conduzidos pelo protagonista Ned Weeks, interpretado por Mark Ruffalo, acompanhamos o drama vivenciado pelas pessoas LGBT no início daquela década, quando os primeiros casos de AIDS começaram a atingir a população gay. Ao presenciar a morte dos amigos e o descaso do governo com aquela situação, cada vez mais agravante, Weeks, um escritor polêmico e combativo, que, inclusive, não é tão bem recebido pelo público gay por suas críticas aos comportamentos de liberdade sexual por julgá-los moralmente como promíscuos, junta forças com a Dra. Emma Brookner (Julia Roberts) para militar em busca de estudos sobre a doença que acabara de surgir assim como auxiliar e conscientizar a população atingida pela AIDS.</p>
<figure id="attachment_1794" aria-describedby="caption-attachment-1794" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-1794 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/julia-620x348.jpg" alt="julia" width="620" height="348" /><figcaption id="caption-attachment-1794" class="wp-caption-text">Aliada: Médica vivida por Julia Roberts junta-se ao protagonista na luta da causa.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>É interessante notar, então, as estratégias que o filme toma ao trazer a tensão constante existente dentro do grupo identitário composto pelos LGBT. Os diálogos monologais, possivelmente advindos da peça original, dão um tom de confissão e desabafo ao filme. Aqui, não é só a AIDS que é discutida, mas a própria condição sexual e a maneira que os indivíduos vivenciam suas realidades através dela.</p>
<p>Quando Weeks e a Dra. Brookner passam a reunir amigos e realizar reuniões para conscientizar os mais próximos da necessidade de controlarem seus impulsos sexuais, já que haviam indicações da transmissão sexual da doença, os gays não aceitam bem a ideia já que vinham, até então, defendendo a sua liberdade de se relacionarem abertamente sem temerem sua sexualidade.</p>
<p>O temperamento explosivo de Weeks e o modo com que milita pelo suporte daqueles gays contaminados pela AIDS, com suas polêmicas atitudes para chamar a atenção das autoridades, seja em público ou na mídia, passa a ser vista por alguns como uma maneira de autopromoção, de modo a questionarem as reais intenções do escritor.</p>
<figure id="attachment_1795" aria-describedby="caption-attachment-1795" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-normal-heart.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1795 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/the-normal-heart-620x319.jpg" alt="the-normal-heart" width="620" height="319" /></a><figcaption id="caption-attachment-1795" class="wp-caption-text">As duas vozes da causa: As abordagens da questão pelos personagens de Mark Ruffalo e Taylor Kitsch chamam a atenção.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso, os amigos, que no início o ajudam e inclusive, se juntam pra montar uma instituição de apoio, começam a se sentir cada vez mais incomodados com a combatividade de Weeks, gerando um desgaste crescente dentro do grupo. Ora, Weeks já não era tão bem aceito por suas ideias em suas obras, agora, alguns passam a enxergá-lo como uma ameaça às conquistas da comunidade ao defender uma forma de repressão dos desejos sexuais dos gays.</p>
<p>A lógica de alguns personagens pode até parecer rasa e simplista à primeira vista, mas é compreensível graças ao modo com que, talvez por ser derivada de uma peça teatral, o filme traz os diálogos bem dramáticas e, muitas vezes, com um tom monologal como afirmei mais acima – é muito difícil não se emocionar e compreender a dor do personagem Mickey Marcus (Joe Mantello), em um ponto chave e representativo deste conflito entre os personagens, quando realiza um desabafo em que demonstra ao mesmo tempo uma indignação com a realidade de descaso vivida por eles diante da falta de atenção das autoridades, a culpa sentida por ter lutado durante tempos para terem a liberdade de vivenciarem suas sexualidades e agora ter essa liberdade apontada como a causa pela contaminação dentro da comunidade e a discordância com os métodos e as ideias de Weeks.</p>
<p>Tal tensão também é percebida, por exemplo, quando nas reuniões para se eleger o representante da instituição, há claramente uma preferência por Bruce Miles (Taylor Kitsch) – este é justamente o oposto de Weeks; masculino, com um pé dentro do armário e com um discurso de assimilação e integração aos padrões heterossexuais, Miles é enxergado como um caminho mais tranquilo para se dialogar com as autoridades e conseguir o apoio necessário. No entanto, Miles tem justamente em Weeks o melhor amigo, que o escuta em todos os momentos de crise – inclusive quando ele começa a sentir o peso da suspeita de ter sido um dos vetores iniciais da doença, já que perde, sucessivamente, parceiros contaminados pela AIDS ao longo do filme, o que vai gerando uma instabilidade emocional crescente no personagem.</p>
<figure id="attachment_1796" aria-describedby="caption-attachment-1796" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1796 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024-620x349.jpg" alt="650_1000_140524-normal-heart-mark-struggling-1024" width="620" height="349" /></a><figcaption id="caption-attachment-1796" class="wp-caption-text">Alta tensão: Elevado teor emocional do protagonista dimensionam o problema para o espectador.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entender como e o porquê Ned Weeks tem um temperamento explosivo é um processo que se dá a partir de seu relacionamento com o irmão Ben Weeks (Alfred Molina), com o namorado, o jornalista Felix Turner (Matt Bomer) e também, embora em uma quantidade de tempo menor no longa, mas não menos importante, com a Dra. Emma Brooks e Tommy Boatwright (Jim Parsons). É na interação com estes personagens que Ned nos é revelado quanto a sua personalidade e seus posicionamentos, assim como nota-se a força da atuação deste núcleo de personagens – especialmente os dois últimos citados, que marcam pela ausência e sempre roubam a cena quando surgem.</p>
<p>Em um diálogo fortíssimo (palmas para Mark Ruffalo e Alfred Molina), a indignação de Ned transparece numa catarse em que ele dá um ultimato ao irmão de que só irá considera-lo novamente, quando aquele o enxergar como igual. Embora sempre tenha apoiado o irmão, fica claro que Ben foi cúmplice da maneira com que a família tratou a sexualidade de Ned, levando a vários psicólogos que tentavam curá-lo de sua “doença”; no discurso de Ben, embora revelado em meio a confusão e a dor, fica claro também a sua incompreensão com a luta do irmão e o modo como ele ainda o enxerga como um doente, revelando assim a contradição que muitos familiares têm com seus parentes LGBT ao ficarem dividos entre o sentimento que têm por eles e sua não aceitação da sexualidade do outro.</p>
<p>Assim, surpreendentemente, é Felix Turner, que, ao final, surge como uma possibilidade de retorno ao contato entre os irmãos quando, em outro ponto chave, é responsável por esse restabelecimento. A interpretação reservada de Matt Bomer é um dos pontos fortes do filme – namorado de Ned, o personagem ganha profundidade com o avanço do longa e dá ao telespectador um elo que demonstra os medos e fraquezas do outro personagem, já que ele sempre parece em combate com os outros e, com Turner, tem, naturalmente, um comportamento amoroso e confessional, ao mesmo tempo que, a partir do momento em que se descobre contaminado pelo vírus, nos apresenta a triste realidade vivenciada pelo casal advinda da crescente piora de sua saúde.</p>
<figure id="attachment_1797" aria-describedby="caption-attachment-1797" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh6.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1797 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/08/normalh6-620x348.jpg" alt="normalh6" width="620" height="348" /></a><figcaption id="caption-attachment-1797" class="wp-caption-text">Jim Parsons: Ator de &#8220;The Big Bang Theory&#8221; é um dos destaques do projeto de Ryan Murphy.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros dois grandes destaques do filme, embora com pouco espaço na tela, são os personagens interpretados por Julia Roberts e Jim Parsons. A Dra. Emma Brookner é de longe a personagem mais interessante e complexa do filme – muito difícil entender suas motivações (fora aquelas alegadas explicitamente), visto que pouco nos é revelado sobre ela, a não ser o que a levou a paralisia foi a pólio em sua infância. Certo é que sempre rouba cena, seja pela personalidade arredia e ao mesmo tempo protetora, seja pelo esforço e paciência da personagem ao lidar com temperamentos, igualmente, difíceis como o próprio Ned Weeks, demonstrando, assim, um grande esforço de empatia. Destaque para a cena em que ela explode diante de uma comissão de apoio financeiro do Estado, que julga seu projeto para pesquisar a AIDS e nega o suporte.</p>
<p>A maior surpresa do filme, no entanto, fica a cargo de Jim Parsons. O ator, conhecido pelo seu papel na série de comédia The Big Bang Theory, traz um personagem, Tommy Boatwright, econômico e simples, mas que comunica pelo silêncio na mesma proporção que Ned Weeks comunica pelo grito. Solitário e reservado, o personagem apoia Weeks até os limites e surge como símbolo da amizade familiar existente entre os LGBT, já que muitas vezes estes têm de renunciar à vida no seio familiar dos laços de sangue pela discriminação sofrida pelos parentes e encontram nos amigos uma nova família. Vivendo sempre para os outros e para o trabalho, ele é incentivado por Ned ao longo do filme a buscar viver sua própria vida. Seu monólogo durante o enterro de um dos amigos do grupo é sem dúvida a cena mais forte e simbólica da dor e indignação sentida pelos LGBT, seja pela incapacidade de compreender o descaso e a assustadora circunstância em que eles se encontravam (e as outras vivenciadas nos dias atuais), assim como pela dificuldade em entender o porquê dele, seus amigos e aqueles que compartilhavam da mesma orientação sexual serem tão rejeitados, considerados abjetos e desumanizados pela sociedade.</p>
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		<title>Crítica: The Normal Heart (HBO)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-the-normal-heart-hbo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2014 00:31:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[The Normal Heart]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; A década de 1980 não foi um período muito fácil para a &#8220;comunidade&#8221; gay norte-americana &#8211; e coloco esse comunidade entre aspas pois não gosto muito da definição, restringe um grupo a um gueto ao invés de incluí-lo na sociedade. Era o auge da epidemia da Aids e os primeiros casos noticiados envolviam homossexuais do sexo masculino. Somando o estigma de &#8220;grupo de risco&#8221; ao preconceito que os gays já sofriam &#8211; se hoje é perceptível, imagina na época [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1085" aria-describedby="caption-attachment-1085" style="width: 598px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/0001.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1085" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/0001-620x308.jpg" alt="0001" width="598" height="297" /></a><figcaption id="caption-attachment-1085" class="wp-caption-text">Causa humana: Movimento gay a favor de uma cura da Aids é o tema de telefilme da HBO.</figcaption></figure>
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<p>A década de 1980 não foi um período muito fácil para a &#8220;comunidade&#8221; gay norte-americana &#8211; e coloco esse comunidade entre aspas pois não gosto muito da definição, restringe um grupo a um gueto ao invés de incluí-lo na sociedade. Era o auge da epidemia da Aids e os primeiros casos noticiados envolviam homossexuais do sexo masculino. Somando o estigma de &#8220;grupo de risco&#8221; ao preconceito que os gays já sofriam &#8211; se hoje é perceptível, imagina na época -, o governo não teve intenção alguma de conter o avanço do contágio. Nesse cenário, os primeiros grupos politizados de homossexuais começaram a se organizar criando organizações de amparo às vítimas da Aids e buscando uma cura para o  que foi taxado de &#8220;câncer gay&#8221;.</p>
<p><em>The Normal Heart</em>, produção original da HBO, faz um panorama dessa época com ecos ainda sentidos no presente através da homofobia e da penumbra que insiste em rondar a Aids. O homem por trás desse telefilme é Ryan Murphy, realizador de <em>Comer Rezar Amar</em>, mas que marcou seu nome mesmo ao conceber as séries <em>Nip/Tuck </em>e <em>Glee</em>. Mas aqui o tema não é tão suave, Murphy tem em mãos um material extremamente delicado. O roteiro de Larry Kramer aborda o envolvimento de Ned Weeks na luta pela tolerância gay em função das sucessivas perdas em sua vida. Muitos amigos de Ned morrem vítimas da Aids e ele e outros companheiros fundam uma organização de amparo às vítimas. No entanto, Ned quer mais do que ser um porto seguro para doentes terminais, quer que a cura da epidemia seja objeto de pesquisas para que ele e seus amigos possam relacionar-se sem o receio de contrair o vírus.</p>
<figure id="attachment_1086" aria-describedby="caption-attachment-1086" style="width: 588px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalheart1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1086" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalheart1.jpg" alt="The Normal Heart Mark Ruffalo, Matt Bomer" width="588" height="328" /></a><figcaption id="caption-attachment-1086" class="wp-caption-text">Humanidade à flor da pele: A construção de relações de carne e osso pelo realizador e pelo seu elenco é um dos principais méritos do projeto. Interpretando o namorado do personagem de Mark Ruffalo, Matt Bomer é a revelação do projeto.</figcaption></figure>
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<p>Ryan Murphy conseguiu abordar com muita sensibilidade os relacionamentos que preenchem esse filme, seja a relação de Ned com seu namorado, o jornalista do New York Times Felix Turner (Matt Bomer), seja sua afetuosa relação com o irmão mais velho, um amparo familiar que lhe trouxe bastante segurança e conforto para lidar com a sua sexualidade. Há muita sinceridade em torno dessas relações e por isso Murphy consegue trazer para seu filme um cenário em que o espectador se importa com o destino dos seus personagens, se envolva com suas histórias e desperte a consciência para a dimensão da sua causa. O tom panfletário do longa é notório e inevitável ao projeto, mas está longe de ser impertinente e forçado como algumas outras obras de cunho político ou social já foram. Por se apoiar no aspecto humano da causa, o tom de discurso em praça pública de <em>The Normal Heart </em>se justifica e se impõe ao espectador.</p>
<p>Como o protagonista do longa, Mark Ruffalo poderia ser uma das principais &#8220;vítimas&#8221; desse tom panfletário. Eventualmente, seu personagem surge em cena aos berros com outros personagens, causando uma certa irritação pelo tom constante de confronto, como já dito um traço do projeto que o diretor consegue controlar através das relações humanas que estabelece ao longo da fita. Por estar na linha de frente, Ruffalo acaba sendo prejudicado por esse aspecto inerente ao projeto, mas nada que prejudique a obra e o trabalho do ator. Sempre respeitoso com o personagem e com o contexto que o cerca, Ruffalo evita transformar Ned em uma alegoria histérica, evitando qualquer tipo de estereotipação ou afetação em sua composição.  No entanto, apesar de ser protagonista, Ruffalo acaba sendo ofuscado por seus colegas que oferecem ao público performances irretocáveis, entre eles Matt Bomer (uma grata revelação), intérprete do parceiro de Ned, que se transforma física e psicologicamente ao longo da narrativa; Julia Roberts, interessante como a pragmática porém humana Dra. Emma Brookner; Alfred Molina, comovente como o irmão do protagonista em uma cena definitiva para a obra; e Jim Parsons (de <em>Big Bang Theory</em>), com um pequeno personagem muito bem defendido pelo ator.</p>
<figure id="attachment_1072" aria-describedby="caption-attachment-1072" style="width: 568px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalh5.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1072" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/normalh5-620x335.jpg" alt="normalh5" width="568" height="307" /></a><figcaption id="caption-attachment-1072" class="wp-caption-text">Explosões: Tom panfletário do projeto é justificado pela dimensão do drama vivido pelos personagens. Julia Roberts tem uma das interpretações mais sólidas do filme.</figcaption></figure>
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<p>Se <em>The Normal Heart </em>é uma obra panfletária e mergulha fundo no seu próprio tristeza é porque não havia outro meio para contar essa narrativa. Não há um momento particular de alegria nesse capítulo dos anos de 1980. Ryan Murphy justifica todo esse tom orgânico da sua obra através de personagens humanos com relacionamentos concretos, reais, de carne e osso. Por contar com atores que souberam sustentar esse aspecto da obra e por conduzí-los a nuances tão interessantes essa nova produção da HBO está entre uns dos seus melhores trabalhos nesse primeiro semestre, tão forte quanto <em>Behind the Candelabra </em>e <em>Temple Grandin </em>em anos passados . É um dos raros casos em que a emoção transcende qualquer esquema objetivo de avaliação crítica.</p>
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