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	<title>Arquivos Ted Bundy: A Confissão Final - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Ted Bundy: A Confissão Final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 00:52:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ted Bundy: A Confissão Final acompanha a série de entrevistas realizada pelo agente do FBI Bill Hagmaier ao serial killer Ted Bundy no final dos anos 1980. A ação fazia parte de um projeto batizado de &#8220;perfilação&#8221; pelo FBI que tinha como objetivo a coleta de informações e o desenvolvimento de perfis psicológicos de criminosos para assim conseguir solucionar alguns crimes. Vimos a origem desse procedimento na série Mindhunter da Netflix, que teve alguns episódios dirigidos por David Fincher. Aqui, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Ted Bundy: A Confissão Final</em></strong> acompanha a série de entrevistas realizada pelo agente do FBI Bill Hagmaier ao serial killer Ted Bundy no final dos anos 1980. A ação fazia parte de um projeto batizado de &#8220;perfilação&#8221; pelo FBI que tinha como objetivo a coleta de informações e o desenvolvimento de perfis psicológicos de criminosos para assim conseguir solucionar alguns crimes.</p>
<p>Vimos a origem desse procedimento na série <em>Mindhunter</em> da Netflix, que teve alguns episódios dirigidos por David Fincher. Aqui, o método já é cotidiano no FBI e a cineasta Amber Sealey procura concentrar seus esforços na relação estabelecida entre Hagmaier e Bundy. Para isso, a maior parte das ações do filme são localizadas na sala de entrevistas onde Bill Hagmaier e Ted Bundy ficavam frente a frente e trocavam percepções sobre a mente criminosa, mas também sobre questões como paternidade e escolhas de vida.</p>
<p>Dada a temática, é sensível como Sealey faz um filme que evita qualquer sensacionalismo, ao mesmo tempo que consegue dimensionar a mente distorcida de Bundy e a repulsa que ele causa pela sua frieza. O longa evita qualquer hipérboles audiovisuais (grandes trilhas sonoras, firulas com a câmera etc.) e concentra sua atenção nos atores (ações e reações), em suas falas&#8230; No melhor momento do filme, por exemplo, a câmera da realizadora enquadra em zoom uma produtora que acompanha a entrevista de Bundy para um religioso. O enfoque do movimento da diretora é a reação dessa personagem às falas do assassino. Esse tipo de sensibilidade e gosto apurado no tratamento do tema é que faz o diferencial em um filme como <strong><em>Ted Bundy: A Confissão Final</em></strong>.</p>
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<p>Luke Kirby (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vidro/"><em>Vidro</em></a>) tem ótimos momentos como Ted Bundy, mas é preciso destacar a interpretação de Elijah Wood (<em>O Senhor dos Anéis</em>) como o agente do FBI Bill Hagmaier. Antes mesmo do primeiro encontro do seu personagem com Bundy, Wood consegue construir toda a apreensão de Hagmaier com aqueles encontros cara a cara com o assassino. Na medida em que os laços entre Ted e Bill vão se estreitando ao longo dos anos, fica latente a dubiedade dessa relação. O agente fica em uma posição delicada, ao mesmo tempo que quer ver Bundy pagar pelos seus crimes e sente repulsa pela sua figura, em algum nível, também nutre algum tipo bizarro de empatia por aquele homem que acompanhou durante anos. Os sentimentos contraditórios e a instabilidade por nutri-los são dimensionados de maneira muito interessante por Elijah Wood, que em dado momento passa a definir os limites entre uma mente doentia e o mal.</p>
<p><strong><em>Ted Bundy: A Confissão Final</em></strong> não é um filme de todo fácil de acompanhar. Sealey não acrescenta muito diante de outras incursões que já tivemos na biografia do serial killer &#8211; a mais completa, sem dúvida, é a série documental Conversando com um serial killer: Ted Bundy de Joe Berlinger, disponível na Netflix. Inclusive, é interessante chegar ao filme de Amber Sealey depois de uma conferida nesse documentário. O que há de mais original no trabalho da realizadora são as digressões sobre a mente humana que o longa consegue pontualmente fazer nessas conexões que estabelece entre o policial e o assassino, todas elas mediadas pela ótima interpretação de Elijah Wood, que amadureceu consideravelmente em cena se compararmos esse trabalho com nossa lembrança primeira do ator na trilogia O Senhor dos Anéis.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Amber Sealey</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Elijah Wood, Luke Kirby, Robert Patrick</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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