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	<title>Arquivos Taron Egerton - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Taron Egerton - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica O Jogo do Predador (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 16:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Charlize Theron embarca neste suspense que, ao tentar não entregar um resultado genérico, apresenta justamente isso. O Jogo do Predador é mais um filme de psicopata, que persegue uma mocinha durona.  O que acontece aqui é que projeção não sustenta o que conseguiu apresentar em sua abertura. Porque é preciso admitir que quando a obra foca, em seus primeiros minutos, na relação do casal Sasha (Theron) e Tommy (Eric Bana), ela prende a atenção. Tudo parece ser instigante no enredo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Charlize Theron embarca neste suspense que, ao tentar não entregar um resultado genérico, apresenta justamente isso. <em>O Jogo do Predador</em> é mais um filme de psicopata, que persegue uma mocinha durona. </span></p>
<p>O que acontece aqui é que projeção não sustenta o que conseguiu apresentar em sua abertura. Porque é preciso admitir que quando a obra foca, em seus primeiros minutos, na relação do casal Sasha (Theron) e Tommy (Eric Bana), ela prende a atenção.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Tudo parece ser instigante no enredo naquele momento. Tanto o teor da conversa, os anos de relacionamento da dupla, quanto o local do diálogo: uma montanha na neve. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Os dois não apenas falam sobre presente, passado e possibilidades de futuro, como dormem no meio da escalada, em uma tenda, fixada na própria montanha! A impossibilidade de deslocamento, as tensões espaciais e os sentimentos de Sasha e Tommy geram empatia no público e convocam um clima de suspensão.</span></p>
<p>Todavia, após a morte de Tommy, a trama se perde. A pior parte dessa lógica é que o que vem depois do luto de Sasha é o plot real do longa-metragem e a maior parte da sessão.</p>
<p>No entanto, com previsibilidade e falas preguiçosas, a produção fica difícil de acompanhar. <span style="font-weight: 400;">Os momentos que essa característica negativa mais se destacam são os que acontecem no acampamento de Ben (Taron Egerton).<br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tentativa de criar um jogo mental entre as personagens não funciona, porque o texto é caricato e repetitivo. Serial killer obcecado pela mãe e que gosta de criar padrões nas mortes das vítimas? Zero novidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, tudo bem, não precisava ser tão inventivo assim, porém é necessário explorar progressões e camadas das personagens. Mas, esse elemento não se faz presente apenas no roteiro.</span></p>
<p>Além disso, a marcação de cena entrega uma espécie de <em>deja vu</em>. É como se quem assiste soubesse quem vai para esquerda ou direita, quem vai correr e como vai fazer isso, cada passinhos… Esse fato é curioso porque a trama tenta surpreender com sequências como a dentro da caverna e depois que Sasha foge de lá.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, o desfecho ainda se torna torturante porque depois que (alerta de spoiler) o vilão morre, o espectador ainda tem que ver tudo que Sasha vai fazer. Nada na obra pode ficar subentendido. Lembra aquela conversa de artistas de Hollywood sobre o pedido das repetições e obviedades nas histórias para os streamings?</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Isso não é novidade e já ocorria na televisão aberta, ok. E essa discussão é extensa. Mas, o que importa aqui é que, de fato, essa estratégia é utilizada. As cenas se parecem umas com as outras, as personagens não são desenvolvidas e o consumidor é subestimado na contemporaneidade. </span></p>
<p>De toda maneira, pelo menos a equipe abusa das temperaturas quentes e a fotografia vai além das luzes chapadas de atualmente. Isso e o fato do filme Theron com Bana no começo já são ganhos extraordinários para o cenário que o cinema estadunidense vive.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Baltasar Kormákur</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Charlize Theron, Eric Bana, Taron Egerton</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="O JOGO DO PREDADOR | Trailer (2026) Legendado" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/oMBKd-kpk70?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: Rocketman</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 19:56:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Bryce Dallas Howard]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando um filme como Rocketman é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como Bohemian Rhapsody. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva. Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um filme como <strong>Rocketman</strong> é lançado logo após e muito próximo de outro semelhante, a comparação é inevitável. Seja na criação de expectativas ou até mesmo no resultado do produto. Então é natural que a pessoa vá ao cinema esperando ou temendo algo como <em>Bohemian Rhapsody</em>. Felizmente, o resultado é muito diferente e de uma maneira positiva.</p>
<p>Elton John é um ícone da música e tem uma história cheia de percalços que valem a pena serem contados. Sendo assim, o filme se propõe a explanar de maneira sincera a trajetória do músico, desde sua infância até o auge de sua carreira e momentâneo declínio. Tudo isso sob uma ótica psicológica.</p>
<p>Já ouvimos falar de um roteiro semelhante, não é? Então, <em>Bohemian Rhapsody</em> é justamente a mesma coisa, só que contando a história da banda Queen, com foco em seu vocalista Freddie Mercury.E entendam: eu não odeio <em>Bohemian</em>. Mas os problemas de mudança de diretores ficaram claros no ritmo do longa e na atuação afetada de Rami Malek.</p>
<p>Diferente disso, temos <em><strong>Rocketman</strong></em>, que é um longa musical. Sim, um musical. Ele não conta a história de composição das músicas, e sim as utiliza como pano de fundo para a narrativa do protagonista, que vai contando a sua própria história. E o viés da psicologia é que torna tudo mais palatável para o espectador</p>
<p>Taron Egerton (<em>Kingsman</em>) surge como uma grata surpresa na pele de Elton, assumindo todo o seu estilo e trejeitos, mas respeitando o espaço que o personagem pede. Ele foi orientado pelo próprio cantor, o que faz uma imensa diferença. Aliás, o fato do Elton John da vida real assumir a produção executiva é decisivo para o bom resultado do longa. Ele traz a realidade de maneira crua e, embora não vá tão afundo em questões como a dependência química, não se esquiva de mostrar todos os seus traumas em cena.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10618" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/05/mw-1240-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Curiosamente, o diretor Dexter Fletcher (<em>Voando Alto</em>) participou da produção executiva de <em>Bohemian</em>, o que nos leva a crer que ele pode observar os erros do primeiro e não aplicar no segundo. A direção é segura e crescente, dando espaço para os personagens, sem perder o foco no protagonista, que é um espetáculo à parte. Ele não deixa de falar de tema importantes como o vício em álcool e drogas, e a homossexualidade do cantor.</p>
<p>Além disso, outro fator importante e decisivo para o resultado do longa é o fato de que acompanhamos a história através do próprio protagonista, contando tudo em uma clínica de reabilitação. Sendo assim, temos dois fatores: primeiro, que entendemos que tudo aquilo é uma visão dele dos fatos; segundo, que a evolução dele na trama é amparada pelo cuidado psicológico, que justifica sua mudança de comportamento.</p>
<p>Ao final de <strong><em>Rocketman</em></strong>, temos uma das cenas mais bonitas de todo o filme e recheada de significados, que é quando Elton adulto abraça o Elton criança e entende todos os traumas emocionais que ele tem, mas decide seguir no seu &#8220;eu adulto&#8221;. É lindo e comovente, além de extremamente coerente.</p>
<p>Percebemos com esse longa que por trás do astro, existe um ser humano comum e com traumas. Com um passado emocional difícil e que ser irreverente do jeito que é foi a forma que ele encontrou para pertencer ao mundo. O filme rompe um pouco a narrativa nos momentos de música, que ficam mais no âmbito da fantasia, mas mantendo o enredo e a construção do personagem.</p>
<p>Mesmo quem não é um grande fã de Elton John e apenas conhece as suas principais músicas, vai gostar de conhecer e acompanhar a trajetória do astro, criando empatia pela figura dele. <em><strong>Rocketman</strong></em> é um musical redondo, de qualidade e que merece ser apreciado.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Dexter Fletcher<br />
<strong>Elenco:</strong> Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden, Bryce Dallas Howard, Gemma Jones, Stephen Graham, Tom Bennett</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/z7jSOLxCjhc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Robin Hood &#8211; A Origem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2018 19:58:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os sujeitos são outros, mas na essência, o Robin Hood que o público assiste em 2018 nas telas é bem parecido com a versão de 2010 dirigida por Ridley Scott e protagonizada por Russell Crowe e Cate Blanchett. A ideia é &#8220;modernizar&#8221; o mito do herói que na Inglaterra do século XII roubava dos ricos para distribuir aos pobres. O pensamento dos produtores, à semelhança do filme de 2010 de Scott, é tentar trazer uma roupagem mais contemporânea para a adaptação, na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Os sujeitos são outros, mas na essência, o<b> </b><i><b>Robin Hood</b> </i>que o público assiste em 2018 nas telas é bem parecido com a versão de 2010 dirigida por Ridley Scott e protagonizada por Russell Crowe e Cate Blanchett. A ideia é &#8220;modernizar&#8221; o mito do herói que na Inglaterra do século XII roubava dos ricos para distribuir aos pobres. O pensamento dos produtores, à semelhança do filme de 2010 de Scott, é tentar trazer uma roupagem mais contemporânea para a adaptação, na equivocada percepção de que o público atual não compraria uma aventura ingênua e medieval como é <i>Robin Hood </i>em sua origem.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Numa completa falta de visão criativa e até mesmo numa ausência de tino comercial, já que essa costuma ser a &#8220;língua&#8221; dos grandes estúdios, temos um <i>Robin Hood </i>mais jovem na encarnação de Taron Egerton (estrela de <i>Kingsman</i>), com elementos contemporâneos aqui e ali, costurando uma série de expedientes vistos no nicho comercial do momento em termos de <i>blockbuster</i>, o filme de super-heróis. O resultado<i> </i>é um filme ausente de alma, criativamente guiado por executivos que nada entendem de narrativa e sequer do seu próprio negócio, já que, certamente, ganhariam mais caso ofertassem para seu público um ponto fora da curva, um produto mais diversificado para seu público, que, poderia ser, simplesmente, uma visão <i>old school </i>da própria lenda que adapta.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9616" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/Taron-Egerton-and-Jamie-Foxx-Robin-Hood-movie.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Robin Hood </i>é completamente picotado. Alicerçado em inspirações de versões de super-heróis para outras mídias como o Batman de Christopher Nolan e o Arqueiro Verde da série <i>Arrow</i>, que por sua vez já tem inspiração em Robin Hood nos quadrinhos e também &#8220;bebe&#8221; da fonte do Homem-Morcego, ou seja, uma verdadeira boneca russa de referências, sendo, no fim das contas, um longa ausente de personalidade e vibração.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No final das contas, trata-se de um produto escancaradamente comercial que não se esforça o mínimo possível para surpreender o público ou mesmo para ser um pioneiro entre as produções eminentemente comerciais, lançando outras tendências, percebendo que, em certas circunstâncias, o retorno financeiro vem do arrojo criativo. O filme quer seguir fórmulas que deram certo em outros ambientes, cinema, TV, quadrinhos e o faz de maneira extremamente fria e artificial. Pior, acredita que isso é o suficiente. Na verdade, ambiciona muito pouco e segue um protocolo. Nem mais, nem menos, a burocracia das decisões de uma mesa executiva e seu olhar torto e pequeno para a indústria. É isso que se vê em <i>Robin Hood</i>. Em suma, o filme olha para todos os cantos, menos para o próprio Robin Hood. E como faz tempo que nenhum realizador encarou o personagem com a devida atenção que merece, reverenciando o tom ingênuo da aventura medieval, mais do que bem-vindo em tempos de homogeneização das suas adaptações.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/vinWzHEmXy8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: Kingsman &#8211; O Círculo Dourado</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-kingsman-o-circulo-dourado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2017 12:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kingsman: O Círculo Dourado está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de Kingsman: Serviço Secreto de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, Kingsman: O Círculo Dourado está a léguas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está longe de ser um desastre, mas também não repete o êxito do seu antecessor. Sendo bem honesto com vocês, a continuação de <i>Kingsman: Serviço Secreto </i>de 2014 rende um passatempo divertido na maior parte da sua projeção. No entanto, se pararmos para analisar seu contexto de realização, sobretudo o fato de ser uma sequência de um longa que sempre procurou na sua própria trama uma forma de comentar sarcasticamente o cinema de ação/espionagem, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>está a léguas de distância do projeto cinematográfico proposto pelo seu antecessor. Mais estranho ainda é que diferente, por exemplo, de <i>Kick-Ass 2</i>, que não contou com o retorno de Matthew Vaughn na direção, a continuação de <i>Kingsman </i>tem o diretor no seu quadro criativo e ainda assim soa por diversas vezes como um produto completamente diferente do primeiro longa. Isso certamente não afetará quem tiver uma relação descompromissada com a obra, mas pode incomodar seus fãs mais ardorosos. E com toda razão.</p>
<p class="separator" data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;">Em <i>O Círculo Dourado</i>, o Kingsman é exterminado por um ataque de mísseis, fazendo com que os únicos remanescentes da equipe sejam Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong). Em busca de ajuda, os dois chegam a Statesman, agência americana nos moldes da Kingsman, e descobrem que devem derrotar a traficante de drogas Poppy Adams (Julianne Moore), que vive numa espécie de exílio fabricando suas aparentemente inofesivas armas de destruição em massa.</p>
<p data-blogger-escaped-style="clear: both; text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8242" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/09/kingsman-golden-circle-20th-century-fox-final.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Matthew Vaughn usa nessa sequência elementos que garantiram o êxito do primeiro filme, entre eles os comentários à própria cultura britânica (desta vez em oposição a americana) e as sequências de ação engenhosas e milimetricamente coreografadas, com uma ajudinha de efeitos especiais, é claro. Em alguns momentos, esse compromisso relativo princípio de reverência formal que o realizador tem com o primeiro filme o faz realizar cenas bastante parecidas com o longa de 2014, porém ambientadas num contexto diferente, como aquela em que, novamente, Colin Firth tenta conter as investidas de um grupo nada amistoso num bar.</p>
<p>No entanto, a reverência ao original para por ai. O grande problema dessa continuação é que, diferente do primeiro, toda essa cartela de atrativos fica à serviço de uma trama que tem pouco compromisso com a premissa básica de <i>Kingsman: Serviço Secreto</i>, ser um comentário irônico das marcas de um gênero narrativo. Isso fica para trás e <i>O Círculo Dourado </i>praticamente se assume como um longa de ação como outro qualquer que tem chegado no circuito, inclusive ao abraçar escancaradamente essa verve <i>cool </i>que tem tomado conta dos <i>blockbusters </i>ultimamente (e nem vou me referir a origem de tudo isso para não gerar polêmica, mas vocês devem sacar que está numa gigante do cinema de super-heróis) dosando suas cenas de ação com piadas espertinhas, trama que não tem compromisso algum com uma atmosfera de urgência estabelecendo pouquíssimo laço afetivo entre o público e seus personagens e claro uma <i>playlist </i>que faz você até ficar convencido de que está assistindo a uma obra<i> </i>fora do comum. No final das contas, <i>O Círculo Dourado </i>acaba se tornando um basicão da Hollywood de hoje em dia.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O elenco continua sendo um grande atrativo, ainda que parte dele seja subaproveitado. Veteranos como Colin Firth (que, sim, retorna) e Mark Strong tem ótimos momentos, alguns deles são praticamente o coração de um filme que abre pouquíssimo espaço para a emoção, mas Julianne Moore se destaca como a chefe sociopata do cartel de drogas, talvez um dos poucos elementos da trama de <i>O Círculo Dourado </i>que preservam o tipo comentário irônico tão bem utilizado no primeiro. A personagem de Moore acaba se tornando uma investida do filme na maneira como as drogas são tratadas na sociedade, &#8220;demonizando&#8221; determinadas substâncias e dando passe livre a outras igualmente perigosas. Há ainda uma participação ilustre de Elton John que rende momentos divertidos. No mais, presenças estelares como as de Channing Tatum, Halle Berry e Jeff Bridges são figurativas na maior parte das vezes.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Assim, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>é uma &#8220;faca de dois gumes&#8221;. Se por um lado, pode render uma sessão razoavelmente divertida, por outro perde o fio da meada ao abandonar deliberadamente a proposta do seu antecessor. Não chega a representar horas desperdiçadas na poltrona de um cinema, mas evidencia o caráter efêmero do filme sobretudo tendo como comparativo um longa tão inventivo quanto o primeiro. No final das contas, <i>Kingsman: O Círculo Dourado </i>acaba entrando numa vala comum, ainda que tenha um momento ou outro mais inspirado.</p>
</div>
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		<title>Crítica: Voando Alto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 01:44:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Hugh Jackman]]></category>
		<category><![CDATA[Taron Egerton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um misto de tenso, empolgante e super motivacional. Essa pode ser uma descrição justa de Voando Alto. Com elenco excelente e atuações precisas, o enredo traz a tentativa incansável de um jovem de participar das Olimpíadas. Um esforço honroso que pode inspirar muitas pessoas e tem um quê de Zootopia, que afirma sempre que a pessoa deve seguir os sonhos, não importa o que os outros falem. O longa conta a história baseada em fatos reais do esportista Eddie Edwards, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um misto de tenso, empolgante e super motivacional. Essa pode ser uma descrição justa de <em>Voando Alto</em>. Com elenco excelente e atuações precisas, o enredo traz a tentativa incansável de um jovem de participar das Olimpíadas. Um esforço honroso que pode inspirar muitas pessoas e tem um quê de <em>Zootopia</em>, que afirma sempre que a pessoa deve seguir os sonhos, não importa o que os outros falem.</p>
<p>O longa conta a história baseada em fatos reais do esportista Eddie Edwards, desde o início de sua infância até a fase adulta. O roteiro vai passeando em seus problemas quando criança, que tinha um defeito nas pernas que o obrigava a usar uma bota especial. Ainda assim, ele seguia alimentando o sonho de ser campeão olímpico. A verdade é que Eddie não tinha muito jeito para o esporte e saiu tentando todas as possibilidades até que finalmente encontrou o ski.</p>
<p>Taron Egerton, que nos foi apresentado com bom trabalho em <em>Kingsman – Serviço Secreto</em>, cabe muito bem ao papel de Eddie, que traz uma estranheza e uma loucura muito familiar dos adolescentes sonhadores. Ele é definitivamente incansável. E não é como se o mundo não tentasse que ele parasse de se esforçar. Absolutamente tudo que podia dar errado, deu em algum momento. Mas ainda assim, ele não desistia.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5809" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/03/hugh.jpg" alt="hugh" width="610" height="348" /></p>
<p>No meio do caminho conturbado para realizar seu sonho, ele conhece Peary, interpretado por Hugh Jackman (que também está ótimo no papel). Peary é um ex-esquiador famoso que não conseguiu ser campeão olímpico por conta de seu vício na bebida. Em função desta falta de disciplina, ele trabalha como limpador de neve de um centro de esquiadores.</p>
<p>A dupla tem uma boa dinâmica e é acompanhada de um elenco bem escolhido que inclui ainda Christopher Walken, Keith Allen e Jim Broadbent. O diretor Dexter Fletcher ainda está no início de sua carreira como cineasta, mas já apresenta um trabalho razoável. A trilha sonora também contribui bastante para o clima de empolgação e tensão da trama.</p>
<p>O pecado, acredito, é no excesso disso tudo. É motivador demais, empolgante demais e tenso demais. Em certo momento, fica um tanto exaustivo. Não que isso prejudique completamente a trama, mas desvirtua um pouco seu objetivo. Fica auto-ajuda demais. Podiam ter equilibrado um pouco mais esse lado. Ainda assim, não deixa de ser um filme bastante interessante.</p>
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