<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Taís Araújo - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/tais-araujo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/tais-araujo/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sun, 07 Jun 2026 17:27:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Taís Araújo - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/tais-araujo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>30º Cinepe: Doutor Monstro</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/30o-cinepe-doutor-monstro/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/30o-cinepe-doutor-monstro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 17:19:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[30º Cine PE]]></category>
		<category><![CDATA[Cine PE]]></category>
		<category><![CDATA[Doutor Monstro]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Taís Araújo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20673</guid>

					<description><![CDATA[<p>É curioso notar como a tentativa por complexificar uma obra pode levar ela ao caos. Ao tentar imprimir camadas plurais sobre um assassino em serie da vida real, Doutor Monstro peca por falta de coesão, apuro estético e tecnico. É triste proferir palavras tão negativas sobre um filme brasileiro, mas a grande verdade é que o novo longa-metragem de Marcos Jorge (Estômago) é desagradável. Em termos de parte técnica, falta unicidade visual. As temperaturas e texturas não dialogam entre si, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/30o-cinepe-doutor-monstro/">30º Cinepe: Doutor Monstro</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">É curioso notar como a tentativa por complexificar uma obra pode levar ela ao caos. Ao tentar imprimir camadas plurais sobre um assassino em serie da vida real, <em>Doutor Monstro</em> peca por falta de coesão, apuro estético e tecnico.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">É triste proferir palavras tão negativas sobre um filme brasileiro, mas a grande verdade é que o novo longa-metragem de Marcos Jorge (<em>Estômago</em>) é desagradável. Em termos de parte técnica, falta unicidade visual.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">As temperaturas e texturas não dialogam entre si, por exemplo. </span>Dividida em atos, a produção convoca visualidades distintas nessas transições. No entanto, isso não chega de forma positiva no ecrã, não apenas por falta de coesão visual e narrativa.</p>
<p style="font-weight: 400;">A arte do longa incomoda também por conta da escolha de aderaçamentos. <span style="font-weight: 400;">Um exemplo forte é o quarto de Cláudia (Taís Araújo), que parece que nem foi adereçado. Como o espaço não dialoga com a identidade da obra e muito menos com a da personagem, a impressão é a de que o ambiente é aleatório e foi ocupado sem muita preocupação com as filmagens. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A direção não colabora para melhorar essa perspectiva. A movimentação em cena é truncada e artificial. Os planos abertos também não favorecem a exploração de emoção das figuras dramáticas.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A sensação que Marcos passa é a de que ele não tem certeza do que quer mostrar na tela. </span>Mas, se em termos de mise-en-scène existem questões desafiadoras de acompanhar, o desenho de som consegue ampliar o cenário desta baixa qualidade da obra.</p>
<p style="font-weight: 400;">Existe um desespero em criar desconforto no público através dos sons. Todavia, os ruídos inseridos no longa não funcionam porque não estão à serviço da narrativa e nem parecem mixados. É preciso realizar a construção de atmosfera e conectar as sonoridades com os acontecimentos postos nas sequências.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além disso, não adianta pôr diversos barulhos altos aleatoriamente. É necessário que a mixagem entre e equilibre esses elementos. <span style="font-weight: 400;">Além de todos estes pontos, a montagem também atrapalha a fruição.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Faltou ponto de corte para o montador ou não souberam escolher mesmo? Não há como afirmar com certeza, porém a fluidez das cenas se perde com a edição que usa exacerbadamente fades e esquece a existência do raccord.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Um momento que ilustra o fato é a sequência do argumento final dos advogados. O efeito desejado pela equipe não é alcançado porque os instantes selecionados para a transição são de quebra e não de continuidade. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Por fim, para coroar a lista de desagrados existe o discurso que cerca a trama. A vítima, chamda de Carmem (Marcelina Fialho) na história, é tratada de maneira quase jocosa. Na realidade, todas as mulheres são representadas em um tom apenas, sem camadas ou desenvolvimento.</span></p>
<p>A maior busca de <em>Doutor Monstro</em> é explorar e trabalhar as complexidades de Farrah e isso já diz muito sobre a produção. Ainda assim, a maioria dos integrantes do elenco se esforça para dar vida aos seus papéis.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Essa é a grande tristeza dessa que vos escreve. </span>Taís Araújo, Guilherme Weber, Otávio Linhares e Saravy parecem procurar as intenções de suas personagens e imprimir organicidade nas falas. Contudo, não adianta muito, porque visual, textual e sonoramente o longa é artificial.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Marcos Jorge</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Taís Araújo, Guilherme Weber, Marcelina Fialho</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Doutor Monstro | Teaser Trailer Oficial" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/2s43gw1cmac?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/30o-cinepe-doutor-monstro/">30º Cinepe: Doutor Monstro</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/30o-cinepe-doutor-monstro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Auto da Compadecida 2</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-auto-da-compadecida-2/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-auto-da-compadecida-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:41:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[Guel Arraes]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Miranda]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Nachtergaele]]></category>
		<category><![CDATA[O Auto da Compadecida 2]]></category>
		<category><![CDATA[Selton Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Taís Araújo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=19064</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Auto da Compadecida de Guel Arraes é um dos filmes nacionais mais queridos pelos brasileiros. Não demorando muito para a tendência de sequências &#8220;tardias&#8221; cimentadas pelo desejo de consumo da nostalgia chegar ao nosso cinema, O Auto da Compadecida 2 estreia nas salas de todo o país no Natal de 2024. O longa de Guel Arraes e Flávia Lacerda até tem os seus momentos, mas fica evidente para o espectador que a falta de um material base de Ariano Suassuna prejudica consideravelmente [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-auto-da-compadecida-2/">Crítica: O Auto da Compadecida 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Auto da Compadecida</em> de Guel Arraes é um dos filmes nacionais mais queridos pelos brasileiros. Não demorando muito para a tendência de sequências &#8220;tardias&#8221; cimentadas pelo desejo de consumo da nostalgia chegar ao nosso cinema, <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> estreia nas salas de todo o país no Natal de 2024. O longa de Guel Arraes e Flávia Lacerda até tem os seus momentos, mas fica evidente para o espectador que a falta de um material base de Ariano Suassuna prejudica consideravelmente um roteiro que acaba cedendo à tentação de replicar a história original, sobretudo no seu terceiro ato quando, mais uma vez, João Grilo tem suas ações julgadas por Jesus Cristo e pelo Diabo, sendo defendido novamente por Maria. .</p>
<p><em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> é ambientado anos depois dos eventos do primeiro filme. João Grilo não está mais em Taperoá e Chicó se vira sozinho na mesma cidadezinha como um contador de histórias, sobretudo dos feitos do seu amigo. Quando a dupla se reencontra em meio a uma corrida eleitoral entre um coronel e um empresário do ramo da comunicação, algumas situações testam novamente a ética de João Grilo e o colocam de novo sob julgamento quando, mais uma vez, sua vida fica por um triz.</p>
<p>A continuação do trabalho de <em>O Auto da Compadecida</em> tem um ótimo começo. Selton Mello e Matheus Nachtergaele demonstram não perder o espírito dos personagens que criaram há mais de vinte anos atrás, rendendo ótimos momentos juntos ou separados, sejam eles cômicos ou dramáticos, lidando muito bem com o ritmo acelerado que é tão peculiar à dramaturgia de Guel Arraes. Há algumas adições ao elenco que parecem interessantes, como o carioca trambiqueiro interpretado por Luís Miranda ou o radialista e empresário vivido por Eduardo Sterblitch. Virginia Cavendish está de volta como uma Rosinha amadurecida, dando vazão a uma mocinha contemporânea que já fazia muito bem lá na produção de 2000. O longa também ganha bastante com algumas decisões artísticas, como o cenário construído em estúdio que traz para a arquitetura e a geografia de Taperoá um estilo bem peculiar beirando os traços de uma literatura de cordel.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19085" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1.png" alt="O Auto da Compadecida 2" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-2-1-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O grande problema da sequência de <em>O Auto da Compadecida</em> é apresentar uma série de caminhos possíveis e originais para sua trama, mas acabar recorrendo à repetição de eventos que tornaram icônico o longa original. É incompreensível esse cacoete da maioria das sequências &#8220;tardias&#8221; de grandes sucessos do cinema. Parte delas acha que basta replicar uma série de eventos do roteiro do original para conceber uma sequência que se justifique. <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> cai na mesma armadilha e prejudica o trabalho competente do seu ótimo elenco. No lugar de olhar para o futuro, para seus novos personagens e potenciais possibilidades da sua história em 2024, <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> opta pela zona de conforto do passado e leva seu roteiro a uma linha decrescente de qualidade.</p>
<p><strong>Atenção! A partir daqui, spoilers!</strong> <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> repete toda a sequência de morte de João Grilo e do seu julgamento por Jesus, o Diabo e Nossa Senhora só que de forma piorada. No original, isso era muito bem construído e atrelado ao propósito da trama de Suassuna. O autor queria falar sobre a realidade brasileira, sobre a corrupção humana e o juízo que podemos fazer dela em diversas circunstâncias a partir do julgamento de diversos personagens, com backgrounds muito diversos. Aqui, somente João Grilo está no banco dos réus e tudo parece redundante se comparado ao primeiro filme. Parece que o julgamento de Grilo existe na sequência para satisfazer a nostalgia do público com o roteiro da primeira história e não porque a trama dessa sequência, que vinha em um desenvolvimento próprio com diversas possibilidades de histórias (como o triângulo amoroso de Chicó, a corrida política), estava requerendo esse momento em seu terceiro ato.</p>
<p>Definitivamente, ir ao cinema e assistir Selton Mello e Matheus Nachtergaele como Chicó e João Grilo em <em><strong>O Auto da Compadecida 2</strong></em> segue um programa melhor do que a maioria dos filmes em cartaz nos cinemas ou das sequências caça-níqueis que chegam a rodo nas salas a cada mês. No entanto, não deixa de ser frustrante constatar que um longa como este, com um elenco com o timing cômico que tem, vê seu potencial desperdiçado por decisões que o enfraquecem narrativamente e só demonstram a insegurança do seu roteiro em alçar voos mais ambiciosos.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Guel Arraes, Flavia Lacerda</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Luis Miranda, Taís Araújo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/ke4x5ywVhiw?si=MtKiY3jN8gZiKzYI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-auto-da-compadecida-2/">Crítica: O Auto da Compadecida 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-auto-da-compadecida-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: O Roubo da Taça</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-roubo-da-taca/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-roubo-da-taca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Sep 2016 04:04:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Caíto Ortiz]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Danilo Grangheia]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio Marcoff]]></category>
		<category><![CDATA[Milhem Cortaz]]></category>
		<category><![CDATA[O Roubo da Taça]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Tiefenthaler]]></category>
		<category><![CDATA[Taís Araújo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://coisadecinefilo.com.br/?p=6676</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um filme com pouco alarde, divulgação tímida e combinação de elenco diferente. Caminhando devagar, O Roubo da Taça conseguiu se mostrar um bom filme do cenário nacional, que aproveita vários aspectos da nossa cultura em prol da narrativa principal. Além disso, a dinâmica de cenas e personagens é muito interessante e acaba atraindo o espectador desavisado. A comédia é sobre um fato histórico muito conhecido, o roubo da cobiçada taça Jules Rimet, no Rio de Janeiro, em 1983. O corretor [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-roubo-da-taca/">Crítica: O Roubo da Taça</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um filme com pouco alarde, divulgação tímida e combinação de elenco diferente. Caminhando devagar, <em>O Roubo da Taça</em> conseguiu se mostrar um bom filme do cenário nacional, que aproveita vários aspectos da nossa cultura em prol da narrativa principal. Além disso, a dinâmica de cenas e personagens é muito interessante e acaba atraindo o espectador desavisado.</p>
<p>A comédia é sobre um fato histórico muito conhecido, o roubo da cobiçada taça Jules Rimet, no Rio de Janeiro, em 1983. O corretor de seguros Peralta tem a ideia absurda de invadir a CBF e roubar a réplica desse tesouro nacional, para pagar uma dívida de jogo. Mas acaba levando a taça original, dando início a uma série de confusões inacreditáveis. Para completar, ele tem uma esposa gostosona e muito esperta que vai articulando cada passo desta história.</p>
<p>Embora o roteiro pareça simplório (e ele até é, em certo ponto), várias questões do povo brasileiro são mostradas nas cenas. O jeitinho brasileiro, aquela velha fama de que tudo pode ser resolvido, a ineficácia de nossa polícia na hora de investigar um crime, a capacidade da imprensa de focar em um único tema, a malandragem, etc. Tudo isso é analisado de forma leve e engraçada pelo diretor Caíto Ortiz, mas nem por isso menos verídica.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6678" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/maxresdefault-2.jpg" alt="maxresdefault-2" width="610" height="348" /></p>
<p>Além disso, ele teve um cuidado enorme na criação dos cenários e figurino dos personagens. Até os alimentos e os rótulos das comidas foram cuidadosamente pesquisados, o que dá mais veracidade e embasamento à trama. Por duas horas, o espectador consegue realmente se transportar para os anos 1980 no Brasil.</p>
<p>A sintonia do elenco reflete todo este cuidado com o roteiro. Todos estão muito bem, conferindo um equilíbrio à trama. A graça e a atrapalhação andam de mãos dadas, proporcionando cenas realmente cômicos para o espectador. Nada forçado, fluindo muito naturalmente.</p>
<p>O cuidado no estilo de gravação, nas tomadas escolhidas, muda o filme de uma produção banal para um longa realmente bom, tanto no aspecto técnico quanto de enredo. Ele funciona muito bem como um todo e tem um equilíbrio agradável que envolve o espectador.</p>
<p>Uma grata surpresa que mostra o quanto nosso cinema tem um potencial imenso, muitas vezes pouco explorado. Uma pena que teve uma divulgação tímida. Torço para que chame a atenção dos espectadores nas salas de cinema.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4P2qsnGOv28" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-roubo-da-taca/">Crítica: O Roubo da Taça</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-roubo-da-taca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
