<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Stepan Nercessian - Coisa de Cinéfilo</title>
	<atom:link href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/stepan-nercessian/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/stepan-nercessian/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Apr 2026 10:51:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/cropped-favicon3-5-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Stepan Nercessian - Coisa de Cinéfilo</title>
	<link>https://coisadecinefilo.com.br/tag/stepan-nercessian/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Xica da Silva</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-xica-da-silva/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-xica-da-silva/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 01:48:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Cacá Diegues]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Panorama Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Stepan Nercessian]]></category>
		<category><![CDATA[Walmor Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[Xica da Silva]]></category>
		<category><![CDATA[XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[XXI Panorama]]></category>
		<category><![CDATA[Zezé Motta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=20561</guid>

					<description><![CDATA[<p>Xica da Silva é um espetáculo visual e narrativo, no qual um encontro entre um diretor como Cacá Diegues (Bye Bye Brasil) e uma atriz como Zezé Motta (Doutor Gama) resulta em instantes cênicos memoráveis.  Ainda que gere desconforto em diversos momentos da sessão, o longa-metragem de Diegues possui sequências que beiram a genialidade. A começar pela construção de Zezé, que é pautada por modulações vocais, que destacam os momentos que a sua personagem está vivendo. Os distintos tons revelam [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-xica-da-silva/">XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Xica da Silva</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><em>Xica da Silva</em> é um espetáculo visual e narrativo, no qual um encontro entre um diretor como Cacá Diegues (<em>Bye Bye Brasil</em>) e uma atriz como Zezé Motta (<em>Doutor Gama</em>) resulta em instantes cênicos memoráveis.  Ainda que gere desconforto em diversos momentos da sessão, o longa-metragem de Diegues possui sequências que beiram a genialidade.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A começar pela construção de Zezé, que é pautada por modulações vocais, que destacam os momentos que a sua personagem está vivendo. </span><span style="font-weight: 400;">Os distintos tons revelam os sentimentos de Xica e o que ela pretende fazer. </span>Esse elemento potencializa a sensação de proximidade com a personagem.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além disso, Zezé revela uma destreza na composição física do seu papel, porque cada retenção e movimento parece calculado.  <span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, a intérprete imprime organicidade porque faz destes gestos de Xica um complemento para a narrativa.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Na realidade, um dos maiores méritos de Zezé Motta aqui é conseguir aliviar a visão racista e misógina desta adaptação homônima do livro de  João Felício dos Santos. </span><span style="font-weight: 400;">Há uma dignidade inserida em Xica, que vem da perspectiva de Zezé.</span><span style="font-weight: 400;"> Em relação aos incômodos (muitas vezes amortecidos pela presença e trabalho de Motta), é preciso pensar sobre o momento no qual o longa foi feito.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Em diversas entrevistas, Cacá Diegues deixa nítido como a indústria do audiovisual tinha interesse ínfimo em retratar narrativas negras. </span><span style="font-weight: 400;">Desta forma, o que é possível de observar na produção é o retrato de uma mulher que existiu e virou uma lenda, sob a perspectiva de um diretor talentoso, mas um homem branco, que tinha interesse em trazer para a telona mais histórias da comunidade negra, vide sua filmografia.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Então, existem méritos e deméritos no longa e cabe o espectador ter discernimento para criticar e saber apreciar o que existe de revolucionário ali. Contar a história de Xica da Silva, dando-lhe protagonismo e criticando os brancos europeus tem um quê de satisfatório.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Talvez, todavia, o desfecho da sessão pudesse ser de triunfo para a protagonista? No entanto, também cabe observar dois elementos certeiros da direção de Diegues, que amortecem certos impactos da narrativa. O primeiro é o apuro estético do cineasta. A composição de enquadramento e luz engrandecem a trama.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Ao lado do diretor de fotografia José Medeiros (<em>Jubiabá</em>), os quadros recebem uma iluminação que, não apenas apresenta o estágio do enredo e a situação de sua heroína (apresentação do problema, enlace, clímax etc.), como entrega qual a perspectiva de Xica sobre cada momento.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-20567" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_6430.jpeg" alt="" width="588" height="390" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_6430.jpeg 588w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2026/04/IMG_6430-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 588px) 100vw, 588px" /></p>
<p>Um exemplo é a sequência na qual a moça faz o seu jogo de sedução com o Comendador João Fernandes (Walmor Chagas). De onde a luz incide? Das janelas, ao fundo. Xica fala uma coisa com o corpo e outra com o texto verbal. Inclusive, toda a encenação deste instante narrativo é uma aula de direção.</p>
<p>Para além da iluminação, tem-se a marcação de cena, que coloca todos os brancos “figurões” da cidade à margem. Em um plano geral, Xica desliza pelo espaço, apropriando-se dele, tomando-o como seu, a partir desta conexão com João. Essa é uma parte importante da sessão, porque ilustra o segundo ponto sobre o olhar de Cacá.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Apesar de contar com seu male gaze branco, existe um respeito nesse gaze. (É, essa é uma das coisas mais difíceis que esta que vos fala precisou explicar, porém foi isso mesmo que foi dito). Ele procura reverenciar essa figura dramática com sua câmera.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Uma forma de observar esse cuidado de Diegues é justamente em sua decupagem. </span>Os quadros de nudez de Xica, geralmente, são mais longos, mais abertos e com movimentos de câmera. Além disso, os gestos e deslocamentos parecem meticulosamente coreografados. Apesar de existir uma grande sensualidade e exuberância em Xica, aqui há uma artificialidade orgânica, que contribui para uma interpretação mais estética do que sexual.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Algo que eleva essa potencialidade é o trabalho da equipe de arte. Os tons e as texturas imprimem essa dicotomia que habita a personalidade de Xica. Entre jóias e badulaques, ela não deixa de ser guerreira e estratégica nunca. Essas características estão nas tonalidades e formatos dos objetos.</span></p>
<p>O amarelo e o branco são destaque nas peças de Xica, enquanto o verde e o azul a cercam nos locais que ela está presente. A abundância e a paz que ela deseja está sempre em perigo, seja na melancolia ou na desesperança, que são elementos opostos à sua personalidade. São nesses símbolos que a complexidade dela é formada e a construção de sentido complexificada.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Desta maneira, <em>Xica da Silva</em> é um filme difícil de se julgar. Apesar de conter questões que não podem ser deixadas de lado em debates, a obra impressiona pelo seu apuro técnico, na direção, na atuação de Zezé Motta e no trabalho de todo o elenco, que aumenta ainda mais a qualidade das cenas.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;"> Por fim, o longa ainda tem a música tema, que é inserida nos momentos de glória de Xica. O desfecho poderia ser mais justo com a trajetória da personagem, porém é impossível que esse seja um título que não desperte emoções profundas em quem o assiste com atenção.</span></p>
<p><br style="font-weight: 400;" /><strong>Direção</strong>: Cacá Diegues</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Zezé Motta, Walmor Chagas, Stepan Nercessian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="Xica da Silva - Trailer" width="1170" height="878" src="https://www.youtube.com/embed/wTrlXi-2ncc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-xica-da-silva/">XXI Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema: Xica da Silva</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/xxi-festival-panorama-internacional-coisa-de-cinema-xica-da-silva/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Confissões de Uma Garota Excluída (Netflix)</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-confissoes-de-uma-garota-excluida-netflix/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-confissoes-de-uma-garota-excluida-netflix/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Oct 2021 20:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Garotti]]></category>
		<category><![CDATA[Confissões de uma garota excluída]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Rabello]]></category>
		<category><![CDATA[Klara Castanho]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Bessa]]></category>
		<category><![CDATA[Stepan Nercessian]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=14599</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando um filme é genérico é sempre mais complicado saber por onde começar a falar sobre ele. No entanto, Confissões de Uma Garota Excluída, em todo o seu padrão de comédia romântica adolescente, tenta trazer novos horizontes discursivos inserido nesta estrutura já tão conhecida. Baseado no livro Confissões de Uma Garota Excluída, Mal-amada e Um Pouco Dramática, da Thalita Rebouças, é possível perceber aqui um avanço na desconstrução de alguns argumentos sexistas, tão recorrentes do gênero. Pelo menos uma busca [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-confissoes-de-uma-garota-excluida-netflix/">Crítica: Confissões de Uma Garota Excluída (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando um filme é genérico é sempre mais complicado saber por onde começar a falar sobre ele. No entanto, <em><strong>Confissões de Uma Garota Excluída</strong></em>, em todo o seu padrão de comédia romântica adolescente, tenta trazer novos horizontes discursivos inserido nesta estrutura já tão conhecida. Baseado no livro <em>Confissões de Uma Garota Excluída</em>,<em> Mal-amada e Um Pouco Dramática</em>, da Thalita Rebouças, é possível perceber aqui um avanço na desconstrução de alguns argumentos sexistas, tão recorrentes do gênero. Pelo menos uma busca para realizar tal intento.</p>
<p>É assim que é trazida a história de Tetê (Klara Castanho), uma menina do ensino médio que não se encaixa em sua escola e não tem amigos. No entanto, ela precisa mudar de colégio e tem a oportunidade de começar sua vida social do zero. Dentro desta lógica do enredo, vemos Tetê entrando em uma dinâmica muito perigosa de cumprir requisitos de uma sociedade machista para se sentir incluída por seus pares. O típico momento nerd de óculos, que se arruma e vai para a festa da turma acontece, as relações se complicando pelas escolhas fáceis feitas pela protagonista também. Mas, ao mesmo tempo, há um olhar crítico para esta necessidade incessante em ser padrão de beleza e comportamento.</p>
<p>Para demarcar esta procura por mandar uma mensagem positiva para o público <em>teen</em>, existem diálogos bem frisados e didáticos para contar ao espectador que ali existem 800 mil clichês, porém com uma roupagem teoricamente progressista. Nestas idas e vindas, entre caminhos comuns, de comédias dos anos 1980/1990, como a típica briga das populares versus a estranha da classe, e a quebra destas costumeiras trajetórias, como na diversidade presente nos amigos da personagem principal, o longa cria a sua marca central: agradar uma quantidade grande da plateia.</p>
<p>Ainda assim, apesar de ficar no meio do caminho, esta estratégia de manutenção de estilos antigos juntamente com temas mais contemporâneos, faz com que, ao fim da sessão, o filme seja prazeroso de alguma forma. No entanto, é preciso ressaltar que esta tentativa de evocar assuntos em voga em 2021 chega a ser artificial e também abre espaço para furos no roteiro. Ao pôr um dos melhores amigos de Tête, o Zeca (Marcus Bessa), como homossexual, os roteiristas esqueceram somente de amarrar a trama do garoto. Todo o conflito dele com o pai fica um tanto solto e sem que se acompanhe o desenvolvimento da problemática entre os dois.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14611" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Confissoes-De-Uma-Garota-Excluida-2.jpg" alt="Confissões de Uma Garota Excluída" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Confissoes-De-Uma-Garota-Excluida-2.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Confissoes-De-Uma-Garota-Excluida-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Confissoes-De-Uma-Garota-Excluida-2-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Confissoes-De-Uma-Garota-Excluida-2-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Fica sabido que a solução ocorreu em algum momento que não foi apresentado para quem assiste, o que gera desconforto de que aquele menino está ali apenas como um token, um caminho para ser dito que há sim representação, Mas, que representação é essa? E o mesmo pode ser dito de Davi (Gabriel Lima), que passa quase a exibição inteira sem contar com ações mais ativas. No final das contas, a dupla de Bffs de Tetê ficam planificados, pois terminam a história do mesmo jeito que começaram e estão ali apenas como apoio do papel principal.</p>
<p>Esta característica é um pouco frustrante, pois o trio tem uma dinâmica forte. Eles conseguem, em silêncio, criar empatia e são carismáticos. No entanto, faltou, ao certo, uma preparação de elenco mais efetiva. O tempo dos diálogos é bastante dilatado e o colorido do texto é pobre. As rítmicas tonais são sempre as mesmas, deixando algumas cenas até entediantes. Inclusive, todos os atores jovens se encaixam nesta categoria monocórdica, menos a Castanho que até se destaca por sua inteligência cênica.</p>
<p>Aproveitando as suas indicações de marcas, Klara Castanho consegue imprimir um trabalho de corpo sutil, no qual se nota um florescimento de sua personagem. Além disso, as intenções de texto revelam que a atriz compreendeu as motivações e sentimentos de Tetê de uma maneira profunda, ainda que a narrativa seja rasa. Desta maneira, é perceptível que ela foi além do que estava sendo proposto e buscou construir seu papel a partir de uma perspectiva extratextual. Outro ponto positivo no elenco, é o núcleo da família de Tetê.</p>
<p>Por contar com uma gama de intérpretes mais experientes, como Stepan Nercessian, Julia Rabello e Rosane Goffman, de alguma maneira, as falas pobres e estereotipadas são trabalhadas, ficando orgânicas e fluídas. Um exemplo é uma sequência expositiva, na qual um integrante do grupo afirma que o avô (Stepan) já sabe que a neta (Klara) não gosta de chocolate. O jogo entre os artistas acaba diluindo esta exposição tão forçada.</p>
<p>Assim, entre perdas e ganhos, tédios e instantes divertidos, <em><strong>Confissões de Uma Garota Excluída</strong></em> se equilibra ali, na corda bamba, ficando em uma espécie de média raspando. De um lado, há um vislumbre de dias melhoras para produtos midiáticos <em>teens</em>, do outro, uma repetição de situações antiquadas e uma ausência de mão mais segura para amarrar a própria concepção dos autores.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Bruno Garotti</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Klara Castanho, Gabriel Lima, Marcus Bessa, Júlia Rabello, Stepan Nercessian</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Nae_O4XlZp0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-confissoes-de-uma-garota-excluida-netflix/">Crítica: Confissões de Uma Garota Excluída (Netflix)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-confissoes-de-uma-garota-excluida-netflix/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: De Pernas pro Ar 3</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-pernas-pro-ar-3/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-pernas-pro-ar-3/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Apr 2019 01:14:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Mauro Cauã Reymond]]></category>
		<category><![CDATA[Cristina Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[De Pernas pro Ar 3]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Weinberg]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Rezende]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Paula]]></category>
		<category><![CDATA[Samya Pascotto]]></category>
		<category><![CDATA[Stepan Nercessian]]></category>
		<category><![CDATA[Trailer]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=10391</guid>

					<description><![CDATA[<p>Investindo num terceiro capítulo, a franquia De Pernas pro Ar retorna aos cinemas com De Pernas pro Ar 3. Protagonizado por Alice Segretto, empresária do ramo do sex shop interpretada por Ingrid Guimarães, a comédia mais uma vez aposta em temáticas que são pauta de um universo feminino circunscrito por ela, dessa vez colocando em voga a estimulada rivalidade entre mulheres com a chegada de uma jovem concorrente para a personagem principal. A franquia de Ingrid Guimarães rendeu duas boas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-pernas-pro-ar-3/">Crítica: De Pernas pro Ar 3</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Investindo num terceiro capítulo, a franquia <em>De Pernas pro Ar</em> retorna aos cinemas com <em><strong>De Pernas pro Ar 3</strong></em>. Protagonizado por Alice Segretto, empresária do ramo do sex shop interpretada por Ingrid Guimarães, a comédia mais uma vez aposta em temáticas que são pauta de um universo feminino circunscrito por ela, dessa vez colocando em voga a estimulada rivalidade entre mulheres com a chegada de uma jovem concorrente para a personagem principal.</p>
<p>A franquia de Ingrid Guimarães rendeu duas boas comédias que apostavam no ótimo <em>timing</em> cômico da atriz, abordando com nenhuma vulgaridade (o que é raro em se tratando de comédias populares) a sexualidade e o universo de produtos do ramo. O terceiro filme chega com uma certa falta de fôlego, exaurindo conflitos já explorados nos filmes anteriores, entre eles a dificuldade que Alice tem de conciliar vida doméstica e trabalho. Nada de novo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10393" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="De Pernas pro Ar 3" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/1725438.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><em><strong>De Pernas pro Ar 3</strong></em> até que se esforça para encerrar com originalidade a franquia nacional, dando nuances a relações como aquela que Alice estabelece com a jovem empresária Leona, mas deixa para trás o tom divertido e despretensioso dos filmes anteriores para apostar em longuíssimas DRs entre as personagens femininas e duas entediantes figuras masculinas do elenco, o esposo de Alice interpretado por Bruno Garcia e o filho da protagonista, praticamente um clone do pai em se tratando de chatice.</p>
<p>A direção de Julia Rezende é protocolar, mas não é algo que afeta o longa, o seu problema mesmo é um roteiro que parece não ter o mesmo despojamento dos anteriores e ganha ares artificialmente sério. O terceiro <em>De Pernas pro Ar</em> surge como algo protocolar e nem mesmo explora as possibilidades da sua talentosa protagonista como o primeiro e o segundo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Julia Rezende<br />
<strong>Elenco:</strong> Ingrid Guimarães, Bruno Garcia, Denise Weinberg, Cristina Pereira, Samya Pascotto, Maria Paula, Stepan Nercessian, Claudia Mauro Cauã Reymond</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/u-16ASkGlaE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-pernas-pro-ar-3/">Crítica: De Pernas pro Ar 3</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-de-pernas-pro-ar-3/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crítica: Chacrinha &#8211; O Velho Guerreiro</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-chacrinha-o-velho-guerreiro/</link>
					<comments>https://coisadecinefilo.com.br/critica-chacrinha-o-velho-guerreiro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2018 23:38:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Andrucha Waddington]]></category>
		<category><![CDATA[Chacrinha: O Velho Guerreiro]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Sterblitch]]></category>
		<category><![CDATA[Stepan Nercessian]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://coisadecinefilo.com.br/?p=9515</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em parceria com a Conspiração Filmes, a Globo assina mais uma cinebiografia que em breve deve chegar ao público no formato de minissérie, Chacrinha: O Velho Guerreiro, longa que narra a história de vida de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, comunicador brasileiro que se tornou um fenômeno de massa com seu programa de auditório. Chacrinha se destacou na maneira como apresentava sua atração, inserindo um tom de humor e irreverência ao trazer para o palco artistas em ascensão no cenário nacional, intérpretes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-chacrinha-o-velho-guerreiro/">Crítica: Chacrinha &#8211; O Velho Guerreiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em parceria com a Conspiração Filmes, a Globo assina mais uma cinebiografia que em breve deve chegar ao público no formato de minissérie, <i><b>Chacrinha: O Velho Guerreiro</b></i>, longa que narra a história de vida de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, comunicador brasileiro que se tornou um fenômeno de massa com seu programa de auditório. Chacrinha se destacou na maneira como apresentava sua atração, inserindo um tom de humor e irreverência ao trazer para o palco artistas em ascensão no cenário nacional, intérpretes amadores e concursos de talentos inusitados. Assim, o filme narra desde os primeiros anos do artista nas rádios até chegar à televisão e falecer vítima de um infarto.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Na direção do projeto está Andrucha Waddington, diretor que dispensa apresentações tendo no currículo títulos importantes da filmografia brasileira como <i>Eu Tu Eles </i>e <i>Casa de Areia</i>. Como o protagonista, o longa conta com Stepan Nercessian, que conhece o biografado como ninguém pois já interpretou Chacrinha no teatro e em especiais de TV, e Eduardo Sterblitch, que o interpreta em sua juventude. Ambos estão muito bem na pele do protagonista, mas inegavelmente Nercessian possui uma vantagem pelo tempo de presença em cena e por já ter domínio completo do personagem.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9517" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/ChacrinhaOVelhoGuerreiro.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O trabalho de Nercessian é o que sustenta parte de <i>Chacrinha: O Velho Guerreiro</i>, um filme burocrático em seus passos. Nercessian é preciso no mimetismo da sua performance, mas também na maneira como consegue dimensionar a personalidade, humores e emoções de Chacrinha diante de algumas adversidades da vida. Num dos melhores momentos do filme, após maturar a notícia da morte da sua mãe, Chacrinha retorna ao seu auditório, saindo da introspecção e melancolia dos bastidores para assumir com a propriedade de sempre o personagem que encarava na frente das câmeras. A cena é apenas um dos indícios do excelente trabalho de Nercessian no filme.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O longa adota uma estrutura convencional com sua cronologia ordenada e até tem suas derrapadas ao apresentar uma repetição de eventos para retomar o primeiro ato na lembrança do espectador. Há também uma sensação de que <i>Chacrinha </i>exibe de maneira apressada alguns eventos da vida do protagonista (afinal, são muitos anos e uma biografia extensa), até mesmo descartando subitamente alguns personagens importantes. No entanto, dos trabalhos pertencentes a esse filão comercial brasileiro das cinebiografias, <i>Chacrinha: O Velho Guerreiro </i>é dos melhores exemplares por ter um ator experiente comandando a ação (experiente não só por seus anos de carreira, mas na pele do próprio personagem) e por algumas iniciativas de Andrucha Waddington na direção (a cena de reverencial ao ídolo da TV que encerra o filme é das mais lindas).</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/7JJHgogOR2o" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-chacrinha-o-velho-guerreiro/">Crítica: Chacrinha &#8211; O Velho Guerreiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://coisadecinefilo.com.br/critica-chacrinha-o-velho-guerreiro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
