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	<title>Arquivos Sidney Magal - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sidney Magal - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Meu Sangue Ferve por Você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2024 14:57:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Teu, todo teu Minha, toda minha Juntos, essa noite Quero te dar todo meu amor* Conhecido por suas canções intensas e apaixonadas, Sidney Magal, o maior amante latino do Brasil, ganha uma cinebiografia, que vibra no tom de sua personalidade. Ainda que Meu Sangue Ferve por Você, o longa-metragem de Paulo Machline (Trinta), não seja dos melhores, a energia do romance, do brega, de amores infinitos – possíveis ou impossíveis –, das dores de corno, das lamentações e alegrias das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Teu, todo teu</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Minha, toda minha</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Juntos, essa noite</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Quero te dar todo meu amor*</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecido por suas canções intensas e apaixonadas, Sidney Magal, o maior amante latino do Brasil, ganha uma cinebiografia, que vibra no tom de sua personalidade. Ainda que <strong><em>Meu Sangue Ferve por Você</em></strong>, o longa-metragem de Paulo Machline (<em>Trinta</em>), não seja dos melhores, a energia do romance, do brega, de amores infinitos – possíveis ou impossíveis –, das dores de corno, das lamentações e alegrias das paixões das canções de Magal estão todas ali, impressas no ecrã.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de um musical que narra como Magal (Felipe Bragança) conheceu, apaixonou-se e começou um relacionamento com a sua atual esposa, Magali West (Giovana Cordeiro), a produção transforma o casal em uma dupla de mocinhos alegres, que dançam e cantam, pelas ruas de Salvador. Sim, estamos falando de um musical (mais um acerto da obra), passado em terras soteropolitanas!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de alguns sotaques sofríveis (até mesmo quem é baiano dá aquela forçada), a exploração da geografia da cidade acontece de forma eloquente, algo que deveria ser óbvio, mas que é geralmente deturpado no audiovisual nacional. Neste lógica, as dinâmicas de contracena do elenco, junto com a química do par romântico central, ajudam a construir um senso de empatia e torcida para as personagens.</span></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Toda, minha vida (sim)</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, te procurei (nanananana)</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Hoje, sou feliz</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Com você que é tudo o que sonhei…</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é preciso reconhecer o esforço de Felipe Bragança e Caco Ciocler, que fazem Magal e seu agente, respectivamente. Com uma escrita tão farsesca e exagerada, o seus papéis corriam o (sério) risco de beirarem ao ridículo, o que não ocorre aqui. Por estas razões que, majoritariamente, a sessão é divertida. No entanto, os tropeços são maiores que os acertos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tem trabalho de ator talentoso e consciente da criação de gênese e relação de personagem que salve execuções ruins da técnica. O roteiro é básico, aposta não apenas em uma narrativa clássica, como em clichês de filmes de romance, alguns diálogos expositivos, um desenvolvimento que não explora camada das personagens, todos são arquétipos rasos e a trama é completamente previsível. Aí, o leitor pode pensar: e os números musicais, Enoe?</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18173" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-7.png" alt="Meu Sangue Ferve por Você" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-7.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-7-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-7-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bom, depois de uns 10 segundos de iniciados, eles ficam bons, porém acabam, imediatamente quando isso ocorre. </span><span style="font-weight: 400;">Sim, é abrupto. Nem o início e nem o final das canções possuem coesão visual, textual – verbal ou não – com a história. A montagem também não colabora – bem, talvez não houvesse um bom ponto de corte, mas só é possível julgar o resultado, não é mesmo? O impacto destas interrupções desconectam e cansam o público, tanto no início quanto no final das canções.</span></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Ah, eu te amo</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Ah, eu te amo meu amor</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">Ah, eu te amo</span></i></p>
<p style="text-align: right;"><i><span style="font-weight: 400;">E o meu sangue ferve por você</span></i></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a <em>mise-en-scéne</em> (coitada) é completamente confusa. De certo havia um frisson da equipe que, contaminados pelo espírito do ritmo “magalzesco”, se deixou levar por uma intuição falha – ou é o que esta que vos escreve prefere acreditar -, pois a aceleração é confundida com ritmo. Além disso, direção e direção de coreografia se equivocam, deixando espaços abertos, criando uma sensação de pouco ensaio, falta de noção espacial e de enquadramento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse último elemento citado é o pior de todos. Distribuição de elenco e objetos de cena é criação artística 101! Seja no teatro amador ou profissional, no cinema experimental, hollywoodiano, indie ou de guerrilha, não importa&#8230; A construção estética e imagética das cenas (ou sequências) precisa funcionar!!!! E o que isto quer dizer? É preciso que exista uma concepção de direção (de todas elas, geral, de fotografia, de arte etc), que pense em como serão as ações de atores, colocação de câmera, distribuição de material cênico nos espaço, entre outros.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Meu sangue ferve por você</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece traduzir o real significado de furdunço para tela. O que seria compreensível, pensando nesta atmosfera caótica de comédia romântica musical, que a equipe parece querer convocar. Mas, na arte, meus caros, o furdunço tem que ser organizado, porque cinema (teatro, dança e assim por diante) não é bagunça. É por isso que a exibição se torna frustrante. Falta <em>know-how</em>, tempo ou talento para criar um bom resultado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porque quando a plateia vai ao cinema ver uma farofinha romântica, ela quer se divertir. Não é preciso que uma obra se leve muito a sério ou que traga o roteiro mais inventivo do mundo. Mas, se vão fazer o básico, que façam com cuidado, respeito e dignidade, ainda mais se for uma obra nacional com recursos financeiros mais avantajados do que o de costume.</span></p>
<p><em>*Utilizamos trechos da canção Meu Sangue Ferve por Você, de Sidney Magal.</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção:</strong> Paulo Machline</span></p>
<p><strong>Elenco:</strong> Felipe Bragança, Giovana Cordeiro, Caco Ciocler</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="MEU SANGUE FERVE POR VOCÊ | Trailer Oficial" width="1170" height="658" src="https://www.youtube.com/embed/ojv-Gh22QNM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Crítica: Me Chama Que Eu Vou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2023 20:05:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Joana Mariani]]></category>
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		<category><![CDATA[Sidney Magal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seguindo a cartilha de documentários musicais e biográficos, Me Chama Que Eu Vou acompanha os passos da trajetória de Sidney Magal, artista que ganhou projeção no cenário nacional a partir dos anos de 1970, apostando na imagem de &#8220;amante latino&#8221; com hits como &#8220;Se te agarro com outro te mato&#8221;, &#8220;Meu sangue ferve por você&#8221;, &#8220;Me chama que eu vou&#8221; e, claro, &#8220;Sandra Rosa Madalena&#8221;. Magal apostava na imagem de amante latino, flertando com o brega, a salsa e a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a cartilha de documentários musicais e biográficos, <em><strong>Me Chama Que Eu Vou</strong></em> acompanha os passos da trajetória de Sidney Magal, artista que ganhou projeção no cenário nacional a partir dos anos de 1970, apostando na imagem de &#8220;amante latino&#8221; com hits como &#8220;Se te agarro com outro te mato&#8221;, &#8220;Meu sangue ferve por você&#8221;, &#8220;Me chama que eu vou&#8221; e, claro, &#8220;Sandra Rosa Madalena&#8221;. Magal apostava na imagem de amante latino, flertando com o brega, a salsa e a lambada e suas canções seguem populares até hoje, ultrapassando barreiras de gerações, sobretudo pelo culto à nostalgia.</p>
<p>O documentário de Joana Mariani segue uma estrutura protocolar aos filmes do formato. A cineasta tenta dar conta de todos os episódios da trajetória de Magal até aqui em ordem cronológica, tendo como matéria-prima imagens de arquivo e depoimentos do próprio protagonista da história, sua esposa Magaly e o filho Rodrigo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16337" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/MeChamaQueEuVou_070-1.jpg" alt="Me Chama Que Eu Vou" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/MeChamaQueEuVou_070-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/MeChamaQueEuVou_070-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/MeChamaQueEuVou_070-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/01/MeChamaQueEuVou_070-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Por vezes soando muito mais como um especial de TV feito &#8220;na forma&#8221; usual desse tipo de produção do que um documentário, <strong><em>Me Chama Que Eu Vou</em></strong> tem pouca identidade narrativa e não se esforça muito para usar a linguagem audiovisual de maneira inventiva, tudo é muito protocolar no filme. O que marca a produção é o próprio legado artístico de Magal que se impõe por si só. Sidney é uma figura inegavelmente marcante na cultura popular brasileira e o longa é beneficiado por um protagonista tão querido (e presente) nas nossas melhores memórias.</p>
<p>O longa de Mariani sublinha muito bem Sidney Magal como um artista visionário que no seu tempo teve o feeling de perceber toda a lógica da música pop que predominaria nos próximos anos pela geração MTV em virtude da popularização do videotape. Magal fazia sua música não apenas para ser ouvida, mas vista, sendo um performer fascinante que marcou presença com apresentações visualmente impactantes por figurinos e coreografias em programas de auditório da televisão brasileira, como as atrações do Chacrinha, Hebe Camargo e Faustão.</p>
<p>O filme também narra alguns episódios da vida pessoal de Sidney. Os tópicos que se destacam nesta seara da vida do artista são sua relação com sua mãe, o encontro com Magaly, com quem é casado até hoje, e sua mudança para o nordeste do Brasil em busca de uma melhor qualidade de vida.</p>
<p>Assim, <em><strong>Me Chama Que Eu Vou</strong></em> cumpre muito bem a sua função de memória, recuperando o legado de Magal. Ainda que lhe falte uma certa originalidade na costura dessa história e alguns temas bem interessantes não sejam remexidos com a profundidade que mereciam (como nossa preconceituosa rejeição com a arte popular), <strong><em>Me Chama Que Eu Vou</em></strong> tem grandes momentos nesse resgate da trajetória de Sidney Magal e faz uma bela homenagem a sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joana Mariani</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sidney Magal</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/XLQdAluiiCc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-me-chama-que-eu-vou/">Crítica: Me Chama Que Eu Vou</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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