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	<title>Arquivos Shamier Anderson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Shamier Anderson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Especial: Pontos Altos e Baixo de John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 15:11:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com John Wick 4: Baba Yaga, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A saga de John Wick (Keanu Reeves) chega ao seu quarto capítulo com<em> <strong><a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-4-baba-yaga/">John Wick 4: Baba Yag</a>a</strong></em>, trazendo um desfecho para uma trajetória sanguinolenta de um protagonista que se tornou icônico. Como tudo começou? Com um cachorro assassinado e um homem em luta, com sede de vingança. Todavia, a partir deste ato inicial de revanche por seu pet, uma grande bola de neve que foi se criando ao redor de John, que já não tinha mais lugar para onde ir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um colapso total e sendo perseguido globalmente, não havia saída alguma para John a não ser tentar encerrar de vez estas lutas intermináveis. Para tal intento, ele se envolve em&#8230;er&#8230;mais lutas! Entre absurdos de explosões, combates e o corpo de um homem quase indestrutível, o novo longa-metragem da franquia tenta impactar, mas não consegue manter a qualidade dos filmes anteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, a produção garante bons momentos e elementos positivos dentro deste universo inconsequente de <em>John Wick</em>. A questão da verossimilhança já foi abandonada há muito tempo pela obra. Por isso, o espectador não pode aguardar encontrar alguma lógica sensata durante a sessão. A dinâmica aqui é muito singular, uma dinâmica “Wickiana”, que convoca um Keanu Reeves quase semi-deus, algo que o ator já é acostumado em fazer, inclusive. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, é neste jogo de acertos e erros que o <strong>Coisa de Cinéfilo</strong> traz uma lista com os pontos altos e baixos de <strong><em>John Wick 4: Baba Yaga</em></strong>. </span></p>
<p><strong>Confira!</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16561" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2883339-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Altos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Direção das sequências de ação:</strong> A maior parte da duração do quarto capítulo de <em>John Wick</em> contém sequências extensas de lutas. Este fator poderia criar uma atmosfera enfadonha e repetitiva, mas é na direção de Chad Stahelsk (</span><i><span style="font-weight: 400;">De Volta ao Jogo</span></i><span style="font-weight: 400;">) e na edição de Nathan Orloff que esta junção de cenas se torna uma experiência divertida. Através da mise-en-scène, dos cortes e planos bem elaborados, é possível acompanhar detalhes dos embates, que mesclam tensão e comicidade. Em termos de decupagem, um momento de destaque é a batalha no hotel de Shimazu (Hiroyuki Sanada), principalmente no embate de John e Caine (Donnie Yen). Entre luzes, tiros e corpos arremessados, a suspensão é progressiva, mas ainda dá tempo de realizar um desenvolvimento das duas personagens, mostrando a dinâmica da relação dos dois amigos que, agora, precisam tentar matar um ao outro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>A relação entre mitificação e desmistificação do protagonista:</strong> John Wick é quase um semideus nesta franquia. Entre tiros, quedas de 220 degraus e muita porrada, há um estabelecimento de Wick como uma figura de herói (ou anti-herói), com direito até a um terno, que parece realmente um traje de super-herói. Neste quarto capítulo, o que acontece com o corpo de John é sobre-humano, como na sequência do Arco do Triunfo, na qual ele é atropelado por diversos carros ou quando ele cai do terceiro andar, em cima de uma van. Ao mesmo tempo, existe uma consciência da mortalidade da personagem e os riscos que assumidos por ele. A forma como a sobrevivência de John Wick não é garantida é um dos pontos altos da produção porque, caso este elemento não existisse, não seria possível construir tensão alguma e os espectadores teriam certeza de que Wick é indestrutível. Criar este paralelo, ainda que através de um protagonista implacável, é uma missão dura, mas bem realizada neste quarto filme.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>A utilização da geografia das cidades:</strong> A forma como o roteiro faz uma conexão entre a trajetória física e os conflitos vivenciados por John Wick é eficaz e amarrada. Existem diversos filmes de ação que inserem localidades múltiplas &#8211; como <em>Alerta Vermelho</em> ou <em>Eternos</em>, ambos de 2021. Todavia, a sensação que estas obras passam é de que a ida para vários países acontece apenas para impressionar, com grandes planos de estabelecimento e quadros de pontos turísticos. Em <em>John Wick 4</em> é bem verdade que isto acontece &#8211; inclusive, alguns <em>establishing shots</em> são exaustivos. No entanto, ao mesmo tempo que existe este desejo de aumentar a potência de grandiosidade da produção, aqui isto é feito também à serviço da narrativa. A maneira como Paris é explorada, por exemplo, fomenta a tensão com a trama, porque Wick precisa sair da Torre Eiffel e chegar na Sacré-Coeur vivo, fazendo com que cada espaço do caminho seja utilizado com eficácia. E tudo isso dentro da própria lógica cotidiana da cidade &#8211; mesmo que seja na parte turística da cidade. Então, por exemplo, o caos dos carros no Arco do Triunfo entra na ação e na pancadaria de Wick ou os 220 degraus para chegar até a Sacré-Coeur também. </span></li>
</ol>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16560" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4782908-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong>Pontos Baixos</strong></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>A presença mais escassa de Wick:</em></strong> Por algum motivo, o longa demora para trazer mais cenas de luta com John. Provavelmente, a maior parte da plateia sentará na sala de cinema para ver Keanu Reeves imbatível e quase imortal, na pele de John Wick. Todavia, o filme gasta tempo demais mostrando brigas sem Wick ou em relacionamentos que não vão fazer muita diferença para a trama no geral. Um exemplo é a relação de John com Shimazu e sua filha Akira (Rina Sawayama), que é abandonada no primeiro ato e gradativamente esquecida. Contudo, mesmo não sendo essencial para o enredo, o espectador acompanha, por uma duração considerável da sessão, sequências de luta de Shimazu e Akira  com outras pessoas. Incluindo, uma grande tensão que se estabelece entre Akira e Caine. Quando Wick inicia, de fato, os seus trabalhos, a obra já está em seu segundo ato. Desta maneira, já que o objetivo aqui é acompanhar pancadaria e tiros por quase 3 horas seguidas, que fossem todas elas com o tão amado Baba Yaga e não o contrário!</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>O trabalho de corpo dos atores:</strong> Apesar da produção contar com atores experientes, principalmente no que se referem aos filmes de ação (Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Donnie Yen etc), alguns coadjuvantes e membros do elenco de apoio trazem uma composição exagerada, que foge da organicidade. Por esta razão, em diversas sequências de luta, principalmente as que ocorrem na primeira parte do longa, contam com intérpretes que parecem bonecos de um videogame &#8211; sabe quando alguém está montando um avatar para usar durante o jogo e esse avatar se move de uma maneira muito específica, enquanto as opções são trocadas? Com isso, estes corpos com movimentações artificiais acabam por interferir na fruição da obra como um todo, porque, ainda que esta seja uma produção completamente cheia de absurdos, existe o pacto com o espectador. Assim, é compreensível que Keanu Reeves vai ser arremessado de milhares de degraus e sobreviver, mas ele vai fazer isso com a corporeidade esperada. O maior equívoco de alguns artistas do longa é querer mostrar que estão performando uma luta. Quando um ator quer mostrar algo, ele irá alcançar um resultado totalmente reverso. Uma boa comparação para perceber a diferença desta construção física é entre Rina Sawayama e o próprio Reeves. O manuseio de Keanu das armas, como ele corre e usa o tônus do corpo à favor da personagem é orgâncio e crível dentro daquele contexto. Já Rina faz justamente o oposto.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Aproveitamento do plot e da personagem central:</strong> Entre sacadas de pistolas, socos e atropelamentos, falta para o roteiro olhar para o John Wick verdadeiramente. Ainda que esta seja uma produção voltada para a pancadaria, quase toda a construção da personalidade de Wick é deixada de lado. Ele é um homem cheio de contradições, desequilíbrios morais e impulsos. Mas, neste quarto capítulo são poucos os momentos em que o espectador se conecta com ele ou sabe quais são seus pensamentos e sentimentos. De uma maneira geral, John acaba se tornando um coadjuvante de sua própria história, uma figura principal e cheia de carisma, que é escanteada. E está é a razão principal para que <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> desta franquia chegue tão morno e sem a qualidade dos anteriores.</li>
</ol>
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		<title>Crítica: John Wick 4: Baba Yaga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 22:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>John Wick 4: Baba Yaga finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser. Desde o terceiro episódio (John Wick 3: Parabellum), lançado em 2019, que a qualidade não [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em> finalmente chega aos cinemas para dar um desfecho na sangrenta história de seu protagonista, que lá atrás jurou vingança por causa de seu cachorro assassinado. Brincadeiras de roteiro à parte, esta é uma franquia que eu gosto muito pois se propõe à ação simplesmente pela ação, sem querer criar histórias mirabolantes por trás. Ou, pelo menos, era como costumava ser.</p>
<p>Desde o terceiro episódio (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3: Parabellum</em></a>), lançado em 2019, que a qualidade não é mais a mesma. Perderam completamente o propósito de ser apenas um assassino sofrido e cansado, querendo viver o luto de sua esposa. Quando começa a colocar estrangeiros de diferentes países querendo matar o mesmo cara, pode ter certeza que largaram a mão dos roteiristas.</p>
<p>No entanto, trata-se não apenas de John Wick (que eu adoro), como de Keanu Reeves (<em>Com Quem Será?</em>), um dos atores mais queridos dos cinemas, que particularmente sou fã há muito anos. Então, claro que estaria na maior expectativa, na primeira fila. Que pena que a recíproca não foi verdadeira. Definitivamente deveriam ter parado lá atrás, no segundo filme.</p>
<p>Em <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></em>, o protagonista foge do High Table, depois de ter infringido suas regras, tornando ele um dos itens mais caros das listas de contratação dos assassinos, já que sua cabeça está valendo milhões. Enquanto ele resolve como agir diante disso, o famoso hotel Continental é fechado por ordem de um superior e explodido, deixando Winston (<em>Hellboy</em>) completamente desolado. O crime, claro, foi ter ajudado John Wick.</p>
<p>Quando os chefões da organização criminosa finalmente decidem exterminar Wick, colocando um preço altíssimo por sua cabeça, John precisa se unir aos amigos para conseguir garantir a sua saída desta vida e finalmente poder viver a sua reclusão. Mas é óbvio que isso não será simples.</p>
<p>O problema deste filme é que ele perdeu completamente o respeito por qualquer nível de veracidade nas informações. E entenda: eu adoro filme mentiroso. Mas tudo depende da forma como é feito e o limite que é dado. O roteiro aqui simplesmente coloca John como imortal, infligindo quedas bizarras em que ele bate a cabeça, enverga a coluna e sai andando. Ou quando ele é atropelado mais de 5 vezes na sequência, do corpo dar cambalhota, e ele também sai andando. Então, assim: faltou um limite absurdo neste sentido, o que acaba pesando para o espectador.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-16555" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg" alt="John Wick 4: Baba Yaga" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/03/4708029-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro detalhe é que eles encheram o filme de lutas completamente sem sentido que não acrescentam em nada à trama. Para poupar Keanu, eles deram essa função para outros personagens. Mas, sinceramente, ninguém assiste a esse filme para ver outras pessoas lutando. O nosso objetivo ali é ver Wick matando 50 cabeças em uma única sequência. Quando isso começa a acontecer de fato, já é lá pra metade do filme e o espectador está um pouco cansado.</p>
<p>Ah, e as lutas, especialmente as iniciais, não foram das mais bem coreografadas. Temos umas tomadas de cenas em que claramente o figurante espera para receber um murro. Essa qualidade de filme e elenco não deveria combinar com esse tipo de atuação.</p>
<p>Mas enfim chegamos na parte em que Wick tem o seu momento e ele brilha! A sequência da luta final &#8211; que dura um bom tempo &#8211; é eletrizante, nos deixando na ponta da cadeira. É bem feita, divertida, cheia de violência (entendam que é para isso que o filme se propõe), momentos rápidos de comédia com Keanu 100% sério e uma finalização assertiva. Tomada de câmera, escolha de cenário, elenco. Tudo bem alinhado com o que de fato é o personagem.</p>
<p>A sensação que temos é que foi um filme com dois diretores e dois roteiristas, enquanto o primeiro que nos enfia goela abaixo uns personagens aleatórios e brigas mal feitas, enquanto o segundo é um grande conhecedor do protagonista.</p>
<p>Ah, um detalhe importante é que o vilão aqui é interpretado por ninguém menos que Bill Skarsgård (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-it-capitulo-2/"><em>It &#8211; Capítulo 2</em></a><em>),</em> o nosso querido palhaço It, o Pennywise. Definitivamente uma boa escolha da antagonista, já que o ator, calado e sem esboçar qualquer reação, já é super expressivo e com cara de psicopata. Então, casou perfeitamente com a situação.</p>
<p>Sendo assim, <em><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong> </em>é aquele tipo de filme que frustra os espectadores por um bom tempo, mas que finaliza de uma maneira correta, nos fazendo ter a falsa sensação de que o longa é melhor do que ele é, de fato. E precisamos aqui implorar uma coisa importante: parem de fazer filmes de ação com quase 3h de duração! Quase nenhum roteiro do gênero tem conseguido sustentar esse tempo e só faz cansar o espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Chad Stahelski</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Keanu Reeves, Donnie Yen, Bill Skarsgård, Laurence Fishburne, Hiroyuki Sanada, Shamier Anderson, Lance Reddick, Rina Sawayama, Ian McShane</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/Ijo1NPtwq3g" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Ferida (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 13:38:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Única negra a vencer o Oscar de melhor atriz (em 2002, pelo drama A Última Ceia), Halle Berry esteve no topo em Hollywood como uma das estrelas mais bem pagas da indústria. Como contrapartida, Berry se meteu em uma série de produções ruins que prejudicaram o olhar público sobre seu trabalho, como Na Companhia do Medo (2003) e o famigerado Mulher-Gato (2004), que lhe rendeu o Framboesa de Ouro de pior atriz. Isso sem falar de longas posteriores a esse período como Kings: Los Angeles em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Única negra a vencer o Oscar de melhor atriz (em 2002, pelo drama <em>A Última Ceia</em>), Halle Berry esteve no topo em Hollywood como uma das estrelas mais bem pagas da indústria. Como contrapartida, Berry se meteu em uma série de produções ruins que prejudicaram o olhar público sobre seu trabalho, como <em>Na Companhia do Medo</em> (2003) e o famigerado <em>Mulher-Gato</em> (2004), que lhe rendeu o Framboesa de Ouro de pior atriz. Isso sem falar de longas posteriores a esse período como <em>Kings: Los Angeles em Chamas</em> (2017), <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-sequestro/"><em>O Sequestro</em></a> (2017), <em>A Viagem</em> (2012), <em>Maré Negra</em> (2012) e <em>Noite de Ano Novo</em> (2011). Chegando na sua maturidade, as oportunidades minguaram e as expectativas deixadas pelo seu Oscar inédito ficaram ainda mais amargas se constatarmos que nos últimos anos Berry fez praticamente figuração de luxo pouco creditada pelo marketing de produções como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-john-wick-3-parabellum/"><em>John Wick 3: Parabellum</em></a> (2019) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-kingsman-o-circulo-dourado/"><em>Kingsman: O Círculo Dourado</em></a> (2017).</p>
<p>No entanto, como sua protagonista em <em><strong>Ferida </strong></em>(2021), sem perder o fôlego, Halle Berry segue buscando novas oportunidades e formas de se reinventar em uma indústria que &#8220;mastigou&#8221; o quanto pôde sua imagem e depois a descartou. Talvez este pequeno filme lançado recentemente pela Netflix seja o maior paralelo entre uma personagem que a atriz interpretou e sua própria carreira. Aqui, Halle Berry se dirige como a lutadora de MMA Jackie Justice. A protagonista de Ferida vive o seu pior momento: longe dos ringues e lidando com a depressão, tem que assumir a responsabilidade de criar um filho deixado para trás.</p>
<p>Em <em><strong>Ferida </strong></em>, Halle Berry aproveita com muita força a oportunidade de exibir em cena uma bela interpretação na pele desta mulher. <em><strong>Ferida </strong></em>em nada lembra os trabalhos anteriores da atriz, ao mesmo tempo que também é muito familiar. Assim como a Leticia de<em> A Última Ceia</em>, Jackie de <em><strong>Ferida </strong></em>é uma mulher testada pela aspereza da vida tendo que contornar uma situação aparentemente incontornável. Ao mesmo tempo, mais madura, Halle é capaz de exibir uma das interpretações mais low profile e intensas da sua carreira, conferindo uma gradual vitalidade para sua protagonista sem soar que está se esforçando muito para fazer isso.  Berry interpreta Jackie como uma figura introspectiva, parte pela sua personalidade, mas também por já ter sido muitas vezes machucada em diversas esferas da sua existência, e que gradualmente se redescobre e se reinventa como mulher pelas relações que passa a estabelecer.</p>
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<p>Os vínculos que Jackie cria com o garoto Manny e com a treinadora Buddhakan, a ótima Sheila Atim, acabam sendo oportunidade para a atriz desenvolver uma jornada de transformação para esta personagem sem que isso soe como uma busca desesperada pelas lágrimas do espectador. Aqui talvez seja o maior acerto de Berry como diretora e que, inclusive, aproxima <em><strong>Ferida </strong></em>de outro filme ambientado no mundo dos esportes lançado recentemente, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-king-richard-criando-campeas/"><em>King Richard</em></a> com Will Smith. No lugar do protocolar aprendizado com os obstáculos da vida e a oferta das glórias por uma vitória no esporte, ambos optaram por encerrarem suas histórias (<strong>SPOILER! SPOILER!</strong>) com uma derrota dos seus personagens para assim, na contramão de filmes do gênero, mostrarem como as transformações nos seus protagonistas são mais sutis e processuais do que um êxito vivenciado pontualmente em uma competição.</p>
<p>É verdade que, como obra, <em><strong>Ferida </strong></em>não é impecável &#8211; assim como não é <em>King Richard</em>. O longa de Halle Berry tem uma certa dificuldade para aproveitar os gancho de virada na vida da sua protagonista ou para desenvolvê-los de forma mais gradual. Algumas passagens são abruptas demais e tomam o espectador de assalto, como a primeira situação apresentada na qual Jackie Justice sai de um emprego de faxineira após bater no filho dos patrões ou a transformação do seu namorado em uma figura abusiva. Ainda assim, sobressai em <em><strong>Ferida </strong></em>a sensibilidade de algumas decisões tomadas e a composição sensível presente na interpretação de Halle Berry.</p>
<p><em><strong>Ferida </strong></em>foi uma produção independente lançada no Festival de Toronto, despertando posteriormente o interesse da Netflix, empresa que se tornou distribuidora do longa pelo mundo em sua plataforma. A recompensa pelo êxito de Halle Berry nesta iniciativa independente foi revelada recentemente com o anunciou de que a atriz firmou parceria com o streaming para outros projetos. Independente do que virá pela frente na carreira de Halle Berry, <em><strong>Ferida </strong></em>já é prova de que ela continuará lutando, sublinhando que sua vitória no Oscar lá em 2002 não foi por acaso e que seu talento está disponível para a indústria, esta é que por muito tempo não soube ou não quis aproveitá-lo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Halle Berry</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Halle Berry, Adan Canto, Sheila Atim, Adriane Lenox, Lela Loren, Denny Dillon, Stephen McKinley Henderson, Shamier Anderson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
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