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	<title>Arquivos Sean Penn - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sean Penn - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Licorice Pizza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Feb 2022 19:17:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por onde começar quando se deve tratar sobre um filme vindo de um cineasta com uma obra constantemente cultuada e que trouxe tanto para o cinema mundial? Boogie Nights (1997), Magnólia (1999), Sangue Negro (2007) etc, Paul Thomas Anderson é conhecido por sua qualidade ao criar imagem e texto, entregando produções inventivas em termos de roteiro e direção. No entanto, seus dois últimos títulos são materiais que incomodam esta que vos escreve, por motivos bastante específicos. Um deles é Trama [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por onde começar quando se deve tratar sobre um filme vindo de um cineasta com uma obra constantemente cultuada e que trouxe tanto para o cinema mundial? <em>Boogie Nights</em> (1997), <em>Magnólia</em> (1999), <em>Sangue Negro</em> (2007) etc, Paul Thomas Anderson é conhecido por sua qualidade ao criar imagem e texto, entregando produções inventivas em termos de roteiro e direção. No entanto, seus dois últimos títulos são materiais que incomodam esta que vos escreve, por motivos bastante específicos.</p>
<p>Um deles é <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-trama-fantasma/"><em>Trama Fantasma</em></a>, admirado longa-metragem de Paul, indicado a 6 Oscar, e vencedor do prêmio na categoria de Melhor Direção de Arte, para Mark Bridges. Bem escrito e realizado, a questão que arruinava qualquer chance deste material ser bem visto por esta crítica aqui é o seu teor de misoginia injustificável. Esta é uma questão extremamente complexa e que merece um texto por si só. Todavia, o foco neste momento é outro, é justamente o novo longa do Paul: <strong><em>Licorice Pizza</em></strong>.</p>
<p>Aqui, uma repetição qualitativa. Na escrita, Thomas Anderson não subestima o espectador e entrega um desenvolvimento narrativo corajoso, com timing cômico preciso e que deixa que o público vá completando os rumos da trama em sua mente. Os cortes descontínuos são favoráveis para que se olhe para o ponto central da narrativa: a relação de Gary (Cooper Hoffman) e Alana (Alana Haim).</p>
<p>Para fortalecer essa conexão da dupla, Anderson aposta em sequências nas quais a energia e mentalidade de uma juventude transbordam da tela. Gary e Alana passam inúmeros momentos correndo, seja um para o outro, para chegar em lugares, porque eles querem simplesmente correr. Isto pode parecer um detalhe, mas a vibração juvenil, este corre corre inteiro, essa pressa de viver, dita bastante o tom do longa.</p>
<p>Esta estratégia também está na direção de arte e figurino, que são efetivas em impor uma atmosfera juvenil e ao marcar quem são os adultos, através da seleção de usar menos quantidade de cor neles, em suas casas e cenários. Por outro lado, as crianças e adolescentes trajam vestes e estão inseridos em ambientes coloridos. Já Alana flerta com os dois mundos e, mesmo sendo uma mulher, está constantemente posta como infantil e pertencente ao Universo teen. É nesta lógica que habita o desconforto com <strong><em>Licorice Pizza</em></strong>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15256" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0.jpg" alt="Licorice Pizza" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/02/1644535473165843-0-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todos estes aspectos formais positivos são feitos para contar que tipo de história? Todo este esmero para acompanhar o quê senão uma romantização de um relacionamento amoroso de uma mulher de 25 anos com um garoto de 15. Ainda que haja um teor de inspiração em fatos reais de pessoas próximas a Anderson e que dentro da história exista o questionamento sobre a diferença de idade, os encaminhamentos do enredo e seu desfecho acabam por compactuar com o estabelecimento deste namoro.</p>
<p>O cerne da questão não é que ela é dez anos mais velha que ele e sim que Gary é menor de idade e está no ensino médio. Talvez, os leitores pensem que seja absurdo tentar argumentar sobre esta temática, já que o casal é apresentado no filme de forma tão jovial, romântica e ingênua. Contudo, o problema é justamente este. Há uma espécie de pensamento generalizado na sociedade de que meninos estão se beneficiando ao se relacionarem com adultas.</p>
<p>Desta maneira, a sessão, ainda que floreada por toda a qualidade técnica proporcionada pela equipe, pode ser um desafio para algumas pessoas. Apesar de todo o talento de Paul Thomas Anderson, os seus últimos longas confirmam que a habilidade de realização não apaga o fato de que é preciso se olhar para o que está sendo contado, além de analisar o como está sendo contado.</p>
<p>De todo modo, falar sobre uma produção como essa é sempre um grande desafio. Escolher sob que ótica vai se abordar um conteúdo artístico é uma escolha e é preciso ser justo ao se avaliar qualquer obra. Desta maneira, <strong><em>Licorice Pizza</em></strong> possui os seus méritos individuais, seja em termos de trabalho do elenco ou do restante da equipe. Contudo, é impossível escapar do fato de que é uma sessão que pode gerar desconforto por ter uma argumentação de mais de 2 horas de duração sobre um tipo de casal injustificável. Não tem como achar graça ou celebrar o fato de que uma mulher decidiu ficar com um garoto menor de idade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Paul Thomas Anderson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Cooper Hoffman , Alana Haim, James Kelley, Bradley Cooper, Sean Penn, John C. Reilly, Maya Rudolph, Tom Waits</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/aMM-KvDnTKI" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Franco-Atirador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 12:04:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Bardem]]></category>
		<category><![CDATA[O Franco-Atirador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O longa O Franco-Atirador chegou bastante silencioso aos cinemas. Também, pegou ainda toda a força de Os Vingadores, que continua fazendo o maior sucesso em todo o mundo, mesmo com quase três semanas de estreias. Mesmo assim, a verdade é que O Franco-Atirador não teve lá uma boa repercussão na crítica internacional. A história traz Sean Penn no papel principal de um atirador profissional que se envolve em uma missão super perigosa no Congo e tem que largar tudo, inclusive [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/O-Franco-Atirador.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2877 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/O-Franco-Atirador.jpg" alt="O-Franco-Atirador" width="610" height="348" /></a></p>
<p>O longa O Franco-Atirador chegou bastante silencioso aos cinemas. Também, pegou ainda toda a força de Os Vingadores, que continua fazendo o maior sucesso em todo o mundo, mesmo com quase três semanas de estreias. Mesmo assim, a verdade é que O Franco-Atirador não teve lá uma boa repercussão na crítica internacional.</p>
<p>A história traz Sean Penn no papel principal de um atirador profissional que se envolve em uma missão super perigosa no Congo e tem que largar tudo, inclusive o amor de sua vida, para se proteger. Anos se passam quando ele resolve voltar ao país, mas é alvo de uma tentativa de homicídio. Desconfiado, ele começa a procurar as pessoas envolvidas no episódio do passado para ver o que está acontecendo.</p>
<p>O enredo tem altos e baixo, momentos mais fortes e mais fracos. Mas no geral, o filme é bem interessante. Verdade seja dita, temos Sean Penn e Javier Bardem como protagonistas do longa. Não teria como ele ser completamente ruim, mesmo que eles quisessem muito. E não é o caso. A história vai evoluindo com calma e bem tralhada. Uma calmaria que às vezes se aproxima da monotonia chata, mas logo sai e segue para uma cena de mais ação.</p>
<p>Algo que deve ser destacado é que Penn mostra demais seus músculos ao longo das quase duas horas de sessão. Inicialmente o espectador pensa: “Olha que legal. Sean Penn no alto de seus 54 anos está super bem e conservado”. Mas depois da terceira ou quarta vez, você apenas acha que ele realmente tá querendo se valorizar e subir a autoestima.</p>
<p><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/franco-atirador_6.jpg"><img decoding="async" class="size-full wp-image-2880 aligncenter" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/05/franco-atirador_6.jpg" alt="franco-atirador_6" width="610" height="348" /></a></p>
<p>Passado esta emoção, o espectador percebe que o filme se perde um pouco em alguns momentos. Ora o foco principal é o ciúme do personagem louco de Bardem. Outra, e absolutamente do nada, o foco é no acerto de contas com as ações do passado do protagonista. É bem esquizofrênico esse roteiro, mas devo afirmar que ele funciona relativamente bem. Entretém, se assim podemos dizer.</p>
<p>A mocinha em perigo é que irrita no final da trama. No começo ela é ótima, participativa e mostra uma excelente química com todos. De repente, quando a coisa muda e ela descobre tudo, passa a ser uma simples mulher correndo de um lado pro outro sem entender nada. Podiam ter trabalhado melhor isso aí. A atriz tem seu potencial, que foi desnecessariamente subaproveitado.</p>
<p>A verdade é que o grande destaque de toda a trama são os personagens. Sim, eles valem a pena o tempo do filme. E não que o filme seja ruim. Bem pelo contrário. Ele é muito interessante. Apenas não oferece muitas novidades e acaba se tornando um pouco previsível. Ainda assim, vale a sessão.</p>
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