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	<title>Arquivos Samuel L. Jackson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Samuel L. Jackson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: The Kill Room &#8211; Arte Fatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2024 01:56:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A ideia central de The Kill Room &#8211; Arte Fatal lembra a de Toda Arte é Perigosa de Dan Gilroy, lançado em 2018 com Jake Gyllenhaal no elenco. Assim como a produção original da Netflix, o filme da diretora Nicol Paone intenta chacoalhar o mundo das artes e questionar seus esquemas de construção de valor para obras, algo mais contextual e elaborado por publicistas ou &#8220;marqueteiros&#8221; do que imanente à própria arte. De certa forma, Paone consegue realizar isso com The Kill Room, existem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia central de <strong><em>The Kill Room &#8211; Arte Fatal</em></strong> lembra a de Toda Arte é Perigosa de Dan Gilroy, lançado em 2018 com Jake Gyllenhaal no elenco. Assim como a produção original da Netflix, o filme da diretora Nicol Paone intenta chacoalhar o mundo das artes e questionar seus esquemas de construção de valor para obras, algo mais contextual e elaborado por publicistas ou &#8220;marqueteiros&#8221; do que imanente à própria arte. De certa forma, Paone consegue realizar isso com <em>The Kill Room</em>, existem ideias interessantes a serem trabalhadas na comédia. Acontece que o intento, na maioria das vezes, é desarranjado e disperso por uma série de outras pretensões do filme. O longa propõe algo arrojado, mas acaba se entregando ao superficial, revelando-se no fundo como uma trama escapista que se contenta em seguir cartilhas dos gêneros com os quais procura diálogo.</p>
<p>Em <strong><em>The Kill Room &#8211; Arte Fatal</em></strong>, Uma Thurman vive Patrice, uma negociante de arte que trabalha para uma galeria de Nova York e vive uma crise profissional, enfrentando diversos empecilhos no seu trabalho, como artistas pretensiosos, colegas de trabalho temperamentais e a competitividade do meio. Quando Patrice é abordada por Gordon (Samuel L. Jackson) ela acaba transformando a galeria onde trabalha em parte central de um esquema de lavagem de dinheiro. Nas atividades, Patrice acaba conhecendo Reggie (Joe Manganiello), um assassino de aluguel que também trabalha no esquema criminoso de Gordon. A galeria da curadora vivida por Uma Thurman passa então a receber uma série de obras assinadas por Reggie sob o pseudônimo &#8220;The Bagman&#8221; (na tradução, o homem da sacola), todas elas utilizando como matéria prima itens dos seus assassinatos. Eis então que o grupo de criminosos acaba revolucionando a cena artística novaiorquina por caminhos nada éticos ou legais.</p>
<p><strong><em>The Kill Room &#8211; Arte Fatal</em></strong> pretende ser uma trama que procura mesclar sua história sobre o crime organizado com uma comédia sobre o mundo das artes. O roteiro de Jonathan Jacobson tem boas ideias para colocar na mesa. Na medida em que a personagem de Uma Thurman se vê cada vez mais encalacrada no esquema criminoso de Gordon (Jackson), a curadora de arte passa a criar formas cada vez mais inventivas de fomentar a carreira do assassino de aluguel interpretado por Manganiello, utilizando toda uma cartela retórica para convencer os seus clientes sobre o valor da obra do tal &#8220;The Bagman&#8221;. A estratégia acaba funcionando e o próprio assassino de aluguel toma gosto pelo universo das artes, fazendo o filme articular uma ideia muito bem explorada na animação Ratatouille, a de que a arte pode surgir dos lugares menos suspeitos &#8211; claro que, aqui, isso intenta ser desenvolvido com altas doses de ironia tendo em vista que os protagonistas do longa são agentes do crime.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18072" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-4.png" alt="The Kill Room" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme consegue estabelecer um olhar interessante para as instâncias de consagração da arte, destacando o lugar do discurso de terceiros (publicitários e empresários produzindo argumentos assimilados e difundidos muitas vezes inconscientemente por críticos) na aceitação de determinados movimentos, mostrando como muitas vezes isso pode ser orquestrado por esquemas que em nada tem relação com a criação artística, mas com ramificações do capitalismo. Vemos isso acontecer o tempo todo na indústria do cinema, especialmente a estadunidense, com todo o seu esquema de lançamento de blockbusters que muitas vezes saem da curva e supostamente revelam-se mais do que peças de entretenimento. Algumas vezes, o fenômeno procede, existe de fato coisas de valor sendo produzidas na indústria, mas outras, nem tanto, e não passa de uma retórica engendrada por estúdios para sugerir ao público um outro olhar para coisas feitas com puro intento comercial e nada mais do que isso. <em>The Kill Room </em>deseja falar sobre isso e a articulação com Hollywood me parece mais do que adequada sendo que estamos falando de um filme.</p>
<p>É uma pena que <strong><em>The Kill Room &#8211; Arte Fatal</em></strong> não parece decolar na sua crítica. Quando o roteiro parece ganhar contornos interessantes e desenvolver suas premissas de forma mais radical, o que inclui uma performance de Reggie filmada com câmeras de segurança projetada por Patrice e exibida para seus clientes ricaços que testemunham maravilhados o assassino de aluguel dar fim a mais um sujeito, o longa parece optar por um desfecho menos corajoso que o seu ponto de partida anunciava. <em>The Kill Room</em> encerra seus conflitos com desfechos incompletos para alguns dos seus personagens principais, como é o caso de Reggie, e ainda perde o fio da meada na sua crítica social, cedendo a esquemas da comédia para histórias protagonizadas por personagens com parâmetros éticos questionáveis. No final das contas, <em>The Kill Room</em> acaba sendo um grande desperdício para uma boa premissa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nicol Paone</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Joe Manganiello, Maya Hawke</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-tD90k9HyB8?si=61m-bp7swDauM4ab" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Homem-Aranha: Longe de Casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2019 01:29:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É preciso respirar fundo na hora de escrever qualquer palavra sobre o novo filme do spider man, o Homem-Aranha: Longe de Casa. Com estreia para esta quinta-feira, 04, o longa, dirigido por Jon Watts (A Viatura), poderia ser divido em duas partes. Na primeira etapa de projeção, tem-se uma obra insossa, na qual a personalidade e os desafios do herói não avançam muito e a pergunta sobre a necessidade de uma continuação da história anterior paira na mente. Contudo, a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É preciso respirar fundo na hora de escrever qualquer palavra sobre o novo filme do <i>spider man</i>, o <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em>. Com estreia para esta quinta-feira, 04, o longa, dirigido por Jon Watts (<em>A Viatura</em>), poderia ser divido em duas partes. Na primeira etapa de projeção, tem-se uma obra insossa, na qual a personalidade e os desafios do herói não avançam muito e a pergunta sobre a necessidade de uma continuação da história anterior paira na mente.</p>
<p>Contudo, a partir da parte 2 da exibição, alguns minutos depois do <em>plot twist</em> &#8211; que não será contado aqui para não revelar <em>spoilers</em> -, a narrativa ganha novos rumos e um possível respiro. Deste momento em diante, os problemas que o Homem-Aranha (Tom Holland) precisa enfrentar recebem uma nova dimensão e as decisões do roteiro deixam de parecer preguiçosas e começam a possuir um efeito surpreendente. Isto porque as necessidades que o protagonista passa a ter, como e se ele conseguirá realizar o intento que deseja engrandecem o clima de ação e aventura.</p>
<p>O maior destaque aqui vai para o carismático e consciente Jake Gyllenhal (<em>O Segredo de Brokeback Mountain</em>), que interpreta o Quentin, nova figura paterna para o Peter Parker. A sua construção parece atenta no que tange demonstrar os sentimentos intencionalmente ternos para com o Aranha. Além disso, a sua movimentação em cena revelam as ações e gestos de um super-herói de velha guarda, já acostumado a enfrentar grandes batalhas. Por fim, Gyllenhall, mede bem a dose de acidez em momentos precisos do texto, criando empatia e distanciamento ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10832" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-750x500.jpeg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179.jpeg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-610x407.jpeg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/07/homem-aranha-longe-de-casa-01072019193421179-360x240.jpeg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Outro ponto importante de mencionar é a dinâmica entre os intérpretes Holland, Zendaya (MJ) e Jacob Batalon (Ned). Ainda que o ritmo de todo o início de <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em> seja precário e os diálogos apelativos, com piadas exageradas, em locais indevidos – como a cena na qual Nick Furry (Samuel L. Jackson) explica o problema que Parker precisa enfrentar – , os três seguram as características criadas na obra anterior e aumentam a conexão entre cada um deles, com olhares, silêncios e frases ditas de forma mais cortadas, com um desconcerto adolescente, tímido; mas, com a entrega do início e/ou da consolidação de suas relações.</p>
<p>Apesar da guinada vinda da reviravolta na trama, o espectador pode passar um tempo considerável desestimulado na cadeira, até que a surpresa aconteça. A produção acaba pecando por não tentar “enganar” o público de forma mais divertida, ainda que a utilização da quebra da expectativa repentina seja inteligente, ele acaba ficando quase num equilíbrio que pende mais para a mediocridade se a pauta for a duração do tédio. Contudo, há a entrega de uma das cenas de batalha mais instigantes entre mocinho e vilão do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) até agora.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Jon Watts<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya, Samuel L. Jackson, Jon Favreau, Marisa Tomei, Cobie Smulders, Jacob Batalon</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MqQdHaBtvGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Sony divulga novo trailer de Homem-Aranha: Longe de Casa. Confira!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 May 2019 18:12:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (6) o novo trailer do filme Homem-Aranha: Longe de Casa. A história se dá na continuidade do que aconteceu em Vingadores: Ultimato. Então, se você ainda não assistiu ao longa do ano, é melhor esperar um pouco mais para ver esse trailer, por conta dos spoilers. Dirigido por Jon Watts, Homem-Aranha: Longe de Casa traz Peter Parker (Tom Holland) tentando tirar férias como um garoto comum, viajando para a Europa ao lado dos amigos, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sony Pictures divulgou nesta segunda-feira (6) o novo trailer do filme <em><strong>Homem-Aranha: Longe de Casa</strong></em>. A história se dá na continuidade do que aconteceu em <em>Vingadores: Ultimato</em>. Então, se você ainda não assistiu ao longa do ano, é melhor esperar um pouco mais para ver esse trailer, por conta dos <em>spoilers</em>.</p>
<p>Dirigido por Jon Watts, <strong><em>Homem-Aranha: Longe de Casa</em> </strong>traz Peter Parker (Tom Holland) tentando tirar férias como um garoto comum, viajando para a Europa ao lado dos amigos, como Ned (Jacob Batalon) e MJ (Zendaya). Porém, o jovem é convocado por Nick Fury (Samuel L. Jackson) para enfrentar uma grande ameaça. As imagens ainda mostram Jake Gyllenhaal chegando ao Universo Cinematográfico Marvel como o personagem Mysterio.</p>
<p>O longa encerra a Fase 3 do MCU e estreia no dia 4 de julho deste ano.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/MqQdHaBtvGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vingadores: Ultimato (SEM SPOILER)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 14:45:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. Vingadores: Ultimato chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de Guerra Infinita (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A jornada do herói tem seu fim. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> chega aos cinemas com o objetivo de impressionar os fãs do Universo Estendido da Marvel (MCU) a partir de uma narrativa cheia de surpresas e emoção. A grandiosidade do longa-metragem se apresenta desde a sua duração até as pomposas cenas de batalha. A produção tenta seguir a mesma linha de <em>Guerra Infinita</em> (2018) e trabalha a visualidade e a dinâmica dos acontecimentos de tal forma a prender o público desde seus primeiros minutos de tela.</p>
<p>A construção do MCU pode ser analisada através do conceito de Joseph Campbell de monomito – também conhecido como jornada do herói. O ciclo de Campbell é visto em cada uma das três fases do MCU – representando os três atos do caminho a ser trilhado pela figura heroica. A Fase Três da Marvel – iniciada em <em>Guerra Civil</em> (2016) – estabelece as mudanças significativas que desencadeariam os acontecimentos começados em <em>Infinity War</em> cuja conclusão só ocorre em <strong><em>Endgame</em></strong> (título original). O contraponto, a mudança e o confronto final são os focos desse último ato elaborado pela Marvel Studios. Todos os elementos criados até então foram pensados para que os Vingadores vivessem essa última tarefa.</p>
<p>Após Thanos (Josh Brolin) devastar metade da população do universo, os Vingadores encontram-se desmantelados. Os membros da equipe de super heróis que viveram ao estalo estão devastados com a perda da batalha. Mesmo com todo esse sentimento de culpa e dor e sem o Tony Stark (Robert Downey Jr.) – cujo está perdido no espaço com a Nebulosa (Karen Gillan) –, Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) continuam a buscar pelo Titã louco para detê-lo e reverter o estrago feito pelas Joias do Infinito. Em meio a isso, a enigmática volta do Homem-Formiga (Paul Rudd) parece trazer uma nova solução para o problema e faz com que os Vingadores remanescentes se reúnam para uma tentativa final de consertar o erro.</p>
<p>No novo longa, o desenvolver do episódio final é dividido em dois momentos: a primeira parte é dinâmica, explicativa e chocante enquanto a segunda é lenta, emocional e cheia de reviravoltas. A narrativa se estabelece a partir da ideia de resolução das questões em aberto. Os primeiros 20 minutos de tela causam uma sensação de desnorteamento pela quantidade de incidentes ocorridos. Apesar do impacto positivo causado nessa espécie de prólogo, existem algumas saídas escolhidas para a história que são mal trabalhadas. O Homem-Formiga saindo do reino quântico e a salvação de Tony Stark e Nebulosa do espaço são exemplos de situações malfeitas. Os <em>plots twists</em>, contudo, conseguem superar esses defeitos da primeira parte do longa e podem acabar passando despercebidos para alguns.</p>
<p>Em seu segundo momento, a produção remonta a força de grandiosidade existente em <em>Guerra Infinita</em> e executa todas as soluções apresentadas pelas personagens. Com todos os percalços óbvios de uma jornada heroica, os Vingadores confrontam sua própria realidade. Existe uma preocupação do filme em amarrar e retomar todos os pontos subentendidos, mal resolvidos e esquecidos dos seus antecessores. A segunda parte do longa, portanto, se atenta com o esclarecimento dessas questões e com o tão esperado confronto final entre os heróis e seu maior inimigo.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10453" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="Vingadores: Ultimato" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/04/3026181.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely (<em>Guerra Civil</em> e <em>Guerra Infinita</em>) peca em alguns momentos. Diferente do capítulo anterior, nem todas as personagens são bem aproveitadas. Mais uma vez a Marvel insiste na mudança de estilo de Thor – a qual foi sucesso entre alguns fãs em <em>Ragnarok</em> (2017) –, da mesma forma o estúdio, novamente, subaproveitou a Capitã Marvel. Apesar da super heroína ter sido vendida como a solução para os problemas do outro filme, ela foi pessimamente explorada durante a produção. Além disso, existem dúvidas quanto a alguns acontecimentos pontuais dessa produção que ficam sem explicação. Independente dos 181 minutos de duração, a obra conseguiu deixar o público confuso com algumas de suas saídas mal explicadas.</p>
<p>O ritmo da narrativa, contudo, faz do filme uma experiência prazerosa. Apesar das falhas e questões mal trabalhadas no roteiro, o longa-metragem imprime uma qualidade que segue a linha das outras produções. O capítulo final não deixa de cumprir sua função para o universo e tampouco decepcionará os fãs – seja dos filmes ou quadrinhos. Os co-roteiristas souberam usar muito bem os momentos de embate e os <em>plots</em> para criar esse apego a trama. A emoção é constante e bem executada, as personagens que eles se propõem a trabalhar de verdade são bem desenvolvidas e o momento ápice da história carrega a essência dos últimos 11 anos de trabalhos da Marvel Studios.</p>
<p>Mais uma vez os irmãos Russo emplacam o que será, provavelmente, seu maior sucesso. <em><strong>Endgame</strong></em> abrange ideias e caminhos surpreendentes. A condução dessa narrativa é bem regida por Anthony e Joe e proporciona aos fãs um último vislumbre ao que eles conhecem. Os diretores souberam criar uma boa despedida. Existe um clima nostálgico e saudosista do início ao fim da película. A sensibilidade reina durante as três horas de filme – seja pelo teor das cenas, seja pela representatividade que a produção tem para o MCU – e ela conduz o espectador. O público é pego pelo coração pela forma como os irmãos elaboram as cenas, o desencadeamento das ações e a própria emoção.</p>
<p>Apesar das falhas com figuras como Capitã Marvel e Thor, <strong><em>Ultimato</em></strong> tem uma presença de personas maior que seu antecessor. Mesmo com esse desafio, os irmãos Russo e os co-roteiristas Markus e McFeely decidem por criar mininarrativas dentro do conflito maior. É como se dentro da jornada do herói existisse um embate particular que cada um deles precisa resolver. Gavião Arqueiro, Viúva Negra, Homem de Ferro e Capitão América são algumas das personagens destaque da narrativa cujo aproveitamento foi correto. Cada uma de suas ações e vivências durante o conflito final são extremamente representativas para o universo e para o futuro do MCU e das personagens.</p>
<p>Em meio a toda essa batalha dentro e fora das telonas, a produção acerta com outro trabalho que terá uma vida longa nos multiplex e arrecadará montanhas de dólares. É inevitável pontuar e impossível de não perceber os erros cometidos quando se pensa sob uma perspectiva do que seria uma criação cinematográfica completa. <strong><em>Vingadores: Ultimato</em></strong> finaliza a jornada do herói com alguns tropeços, mas, ainda assim, marcará o gênero. O longa é, entretanto, tecnicamente inferior a <em>Guerra Infinita</em> por comportar uma mesma grandiosidade de tempo, personagens e narrativas paralelas, porém o fazendo com alguma – mesmo que pequena – dificuldade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Joe Russo, Anthony Russo<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Brie Larson, Paul Rudd, Don Cheadle, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau, Chris Pratt, Elizabeth Olsen, Danai Gurira, Benedict Wong, Tessa Thompson, Anthony Mackie, Sebastian San, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Evangeline Lilly, Tom Holland, Michelle Pfeiffer, Tilda Swinton, Letitia Wright, Linda Cardellini, Natalie Portman, Rene Russo, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Michael Douglas, Samuel L. Jackson, Stan Lee, Benedict Cumberbatch</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/4QRdB4RAQMs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Capitã Marvel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 19:24:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a Marvel Studios faz com Capitã Marvel aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em linhas gerais, a <em>Marvel Studios</em> faz com <strong><em>Capitã Marvel</em></strong> aquilo que sempre fez com seus super-heróis, uma aventura escapista, sem grande caráter de urgência, fundado na leveza de toques de humor que, para o bem e para o mal, amortecem o drama dos seus personagens e criam no público uma certa familiaridade. A jornada da piloto Carol Denvers, cujos poderes são adquiridos quando ela é encontrada por um grupo de alienígenas em situação incomum, não faz muito diferente dos heróis predecessores do estúdio, equilibrando pontos fortes e fracos da tal &#8220;fórmula Marvel&#8221; de fazer filmes.</p>
<p>É interessante notar como a primeira aventura-solo de uma heroína do estúdio de <em>Vingadores</em>, quase não consegue encontrar uma linha coerente de construção da sua história por conta de um desarranjado e confuso primeiro ato. Dando conta de memórias esparsas da sua personagem-título, os primeiros minutos de <strong><em>Capitã Marvel</em> </strong>são marcado por fragmentos do passado de Denvers que surtiriam maior efeito na construção da empatia do espectador com a personagem caso tivessem seguido uma costura cronológica convencional.</p>
<p><em><strong>Capitã Marvel</strong></em> é o tipo de filme que precisa de uma história de origem que o estúdio parece evitar por conta de um estigma que ronda os círculos de recepção desse tipo de produção, o de que histórias com esse viés não funcionam mais no nicho de super-heróis. Balela! Uma história como a da Capitã Marvel, uma heroína não tão conhecida do público como Batman ou Homem-Aranha precisa de uma origem, até para criar um laço afetivo do público com a personagem, uma empatia. O filme destrói isso com uma síntese mal feita dos primeiros anos da personagem, indo direto ao ponto, o momento em que ela já é a super poderosa Capitã Marvel. Assim fica difícil para o espectador construir empatia com a heroína.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10231" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="capitã marvel" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/03/5445238.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com pouco background para a protagonista, falta ao filme marcar a singularidade da sua super-heroína que surge nas telas como mais uma personagem do estúdio repleta de poderes. Aos olhos do espectador que desconhece sua gênese nas HQs, as potencialidades fantásticas de Carol Denvers são completamente genéricas, típicas de quaisquer uma dessas personagens do gênero. O longa até tenta recobrar aspectos da vida passada da Capitã a fim de criar alguma empatia com o espectador, o que inclui a ótima participação da sempre notável Annette Bening, mas daí temos uma reviravolta que traz mais um vilão esquecível na biografia do estúdio.</p>
<p>Brie Larson segura bem as pontas da produção, ainda que seja prejudicada pelo filme. Os melhores momentos da atriz acontecem quando ela surge ao lado de Samuel L. Jackson interpretando um Nick Fury rejuvenescido. Fazendo o que boa parte das produções do estúdio fizeram e que acabaram moldando o cinema <em>blockbuster</em> de uns anos para cá, <em><strong>Capitã Marvel</strong></em> faz essa aventura juvenil repleta de humor adolescente, com ambições modestas ainda que seus efeitos especiais e o barulho da sua ação anunciem o contrário. Na fórmula há também <em>easter eggs</em> nostálgicos (já que se passa nos anos de 1990) que fazem qualquer sacada da produção soar genial. É um filme aquém do que os poderes da sua protagonista anunciam.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Anna Boden e Ryan Fleck<br />
<strong>Elenco:</strong> Brie Larson, Samuel L. Jackson, Jude Law, Annette Bening, Ben Mendelsohn, Lashana Lynch, Mckenna Grace, London Fuller, Clark Gregg, Gemma Chan, Djimon Hounsou, Lee Pace</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/YjmJyZl4vmQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Vidro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2019 15:09:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Willis]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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		<category><![CDATA[Vidro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em novembro de 2000, o público foi introduzido a um universo de super-heróis nada convencional. Corpo Fechado trouxe um olhar único para o subgênero – o qual, atualmente, detém a maior arrecadação do cinema. M. Night Shyamalan criou uma alternativa para a mesmice das produções heroicas. A proposta inovadora de trazer uma história de super-herói envolvida por uma narrativa de suspense, com diálogos profundos e jogos de inteligência elevou o longa-metragem a um lugar de destaque na época. Apesar dessa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro de 2000, o público foi introduzido a um universo de super-heróis nada convencional. <em>Corpo Fechado</em> trouxe um olhar único para o subgênero – o qual, atualmente, detém a maior arrecadação do cinema. M. Night Shyamalan criou uma alternativa para a mesmice das produções heroicas. A proposta inovadora de trazer uma história de super-herói envolvida por uma narrativa de suspense, com diálogos profundos e jogos de inteligência elevou o longa-metragem a um lugar de destaque na época.</p>
<p>Apesar dessa estrutura inteligente e bem elaborada feita por Shyamalan em Unbreakable (título original), foram necessários 15 anos para que o diretor tivesse a chance de iniciar o projeto que daria continuidade ao seu universo. Kevin Wendell Crumb e suas 24 personalidades foram o foco central de Frangmentado. Lançado em 2016, o terror psicológico tinha por objetivo ser a sequência do suspense estrelado por Bruce Willis e Samuel L. Jackson. O sucesso do segundo longa foi tamanho que concedeu a chance de ser feito um capítulo final para a trilogia do Eastrail 177, o filme <strong><em>Vidro</em></strong>.</p>
<p>Há uma semana, os cinemas do mundo começaram a exibir a conclusão da história de David Dunn, Elijah Price e Kevin Wendell Crumb. <strong><em>Vidro</em> </strong>representa o fechamento de um ciclo de filmes que durou 19 anos. A criação de uma só narrativa que englobe as distintas facetas dos dois primeiros longas foi, sem dúvida, um dos maiores desafios do criador da trilogia. Esse é, inclusive, o tropeço de Glass (título original). Mesmo com uma estrutura ainda envolvente, o novo filme acaba perdendo algumas das qualidades destaque de seus antecessores – como a sutileza e inteligência dos diálogos e a tensão cena após cena.</p>
<p>Depois de fugir das autoridades após o incidente do zoológico, Kevin Wendell Crumb (James McAvoy) se tornou conhecido por todos – inclusive por David Dunn (Bruce Willis) – como um assassino psicótico. O vigilante passou os últimos 18 anos combatendo crimes e agora seu objetivo é deter a Fera. O confronto entre o homem inquebrável e o mestre da Horda resultará na prisão dos dois. Agora, os indivíduos super-humanos estarão lado a lado com outro notório vilão, o senhor Vidro (Samuel L. Jackson), presos numa instituição psiquiátrica do governo. O que parece ser um confinamento para segurança pública se mostrará como um plano muito maior do sr. Vidro que levará essas três super personalidades à um embate final.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9856" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/4067255.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Os trabalhos do diretor e roteirista M. Night Shyamalan costumam dividir opiniões, contudo, é indiscutível perceber os traços originais dele como diretor. Seus trabalhos normalmente são bastante experimentais. Shyamalan não hesita ao inovar com posicionamentos de câmera inusitados, enquadramentos incomuns e iluminações de cena bem marcantes. Seus melhores trabalhos imprimem características únicas e essa singularidade é a sua marca registrada. <em><strong>Vidro</strong></em>, contudo, não se encaixa perfeitamente nessa descrição. O novo longa-metragem perdeu alguns dos traços fundamentais que marcaram os filmes que lhe antecederam. A fórmula encontrada para apresentar Glass ao público é muito mais próxima dos filmes genéricos de super-heróis do que da própria obra de Shyamalan.</p>
<p>Além da direção que acabou tendo algumas perdas, o roteiro foi quem mais sofreu nesse capítulo final. Os brilhantes diálogos de <em>Corpo Fechado</em> e a estrutura genial de <em>Fragmentado</em> deram espaço para falas mais rasas e uma narrativa um tanto previsível. O resultado da união dos universos de Dunn e Crumb foi precário. Fica evidente em alguns momentos a tentativa de retratação do diretor com sua própria criação – como em algumas cenas muito bem filmadas ou através de um plot não muito inovador, porém corretamente construído e apresentado. A sensação é que o próprio diretor vivia num embate interno ao elaborar essa convergência de mundos.</p>
<p>Independente das falhas contidas no roteiro, o elenco foi o ponto forte da trama. As performances se mantiveram com qualidade – apesar dos diálogos fracos – e isso ajudou a conduzir o longa a um caminho mais digno para sua finalização. Bruce Willis, Samuel L. Jackson e James McAvoy vestiram a camisa de suas respectivas personagens muito bem nesse momento de despedida. Os olhares insanos de Jackson, a presença de Willis e a desenvoltura performática de McAvoy mantém a atenção do espectador e conseguem até fazer com que o ele esqueça alguns defeitos já ocorridos. Os componentes coadjuvantes marcam também sua participação revivendo suas personagens e a presença de Sarah Paulson como a psiquiatra acrescentaram o desenvolver das cenas.</p>
<p>A despeito de todos os deslizes, <strong><em>Vidro</em> </strong>já arrecadou mais que 5 vezes o valor de seu orçamento só na primeira semana. A crítica não ficou muito contente com a conclusão dessa história, mas as manifestações do público pelas mídias digitais e a arrecadação do longa discordam. Glass está se mostrando como mais um filme polêmico de M. Night Shyamalan, onde a crítica o nega e o espectador, abraça. Seja como for a avaliação dada para a performance do longa, a proposta alternativa dos super-heróis acaba com um questionamento: será que podem existir mais super-humanos? Eis que essa pergunta pode ser a fonte de novas produções. Só o futuro – e a bilheteria final – dirá se ainda veremos mais da trilogia Eastrail 177.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/6w7qWcCbkks" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Kong &#8211; A Ilha da Caveira</title>
		<link>https://coisadecinefilo.com.br/critica-kong-a-ilha-da-caveira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2017 14:09:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brie Larson]]></category>
		<category><![CDATA[John C. Reilly]]></category>
		<category><![CDATA[John Goodman]]></category>
		<category><![CDATA[King King]]></category>
		<category><![CDATA[Kong: A Ilha da Caveira]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Hiddleston]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cinema blockbuster do nosso tempo é grande devedor do pioneirismo de King Kong, dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack em 1933. O longa trazia uma equipe de cinema que ia para a Ilha da Caveira para realizar um filme no cenário e se deparava com um vasto universo de criaturas e com uma tribo que oferecia jovens como sacrifício para um grande gorila adorado pela mesma como um deus. King Kong foi inaugural na exploração dessa narrativa em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O cinema <i>blockbuster </i>do nosso tempo é grande devedor do pioneirismo de <i>King Kong, </i>dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack em 1933. O longa trazia uma equipe de cinema que ia para a Ilha da Caveira para realizar um filme no cenário e se deparava com um vasto universo de criaturas e com uma tribo que oferecia jovens como sacrifício para um grande gorila adorado pela mesma como um deus. <i>King Kong </i>foi inaugural na exploração dessa narrativa em tom aventuresco com pitadas de tensão e fantasia. Seria natural que em uma época em que Hollywood tem se retroalimentado, resgatando franquias de duas décadas atrás e repaginando-as para as novas gerações (<i>Star Wars</i>, <i>Mad Max</i>, <i>Jurassic Park</i>), Kong fosse resgatado do passado e ganhasse mais uma versão nas telas e dessa vez com a promessa de uma reunião futura com Godzilla, já revisto na produção americana de 2014, se unindo ao monstro japonês em um grande evento cinematográfico.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Diferente do <i>remake </i>de Peter Jackson de 2005, que tem o seu valor (vale frisar, sobretudo por estarmos em tempos de descarte tão precoce de obras passadas pelo frissom de novas propostas),<i>  Kong: A Ilha da Caveira </i>não tem como enfoque a expedição de uma equipe de cinema nem um encantamento do protagonista por uma linda donzela. O longa é ambientado nos anos de 1970, quando um grupo de militares convocados por uma organização secreta chamada Monarch resolve entrar na Ilha da Caveira para averiguar a presença de novas espécies no local. Quando chegam lá, eles se deparam com um gorila gigante chamado de Kong pela tribo local que trava um conflito com criaturas denominadas<i> skullcrawlers</i>, responsáveis outrora pelo extermínio da sua espécie.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Conduzido por Jordan Vogt-Roberts, que até então havia realizado trabalhos de menor escopo, como o filme <i>Os Reis do Verão </i>de 2013, <i>Kong</i>: <i>A Ilha da Caveira</i> nos apresenta a eventos que se restringem ao <i>habitat </i>do gorila, a ilha que dá título ao filme. Destacando-se das histórias sobre o primata que foram contadas até hoje, o longa contextualiza sua época, evocando consequências do pós-Segunda Guerra e Vietnã e incorporando-as a sua própria trama e desenvolvimento de personagens. Há referências visuais óbvias a <i>Apocalypse Now</i>, de Francis Ford Coppola, como as artes do longa já indicavam, mas é um alívio perceber que nenhuma delas são aleatórias e demonstram a percepção do diretor e dos seus roteiristas Dan Gilroy, Max Borenstein e Derek Connolly em compor e mover seus personagens na trama a partir daquilo que eles vivenciaram nesses conflitos, o que torna o filme mais interessante e o retira de um terreno confortável de segurança que poderia levá-lo a um caminho pouco produtivo e já explorado em outras produções. Há, inclusive, dois personagens importantes na trama vividos por John C. Reilly e Samuel L. Jackson, os destaques do elenco, que acabam polarizando uma situação advinda dessa contextualização das guerras e da presença americana nelas.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7462" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/03/KongSkullIsland_Clip_Graveyard.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Executando sua ação com destreza e destacando o seu excelente design de produção, responsável por criar um Kong que anatomicamente nos faz lembrar o gorila do filme dos anos de 1930, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i>, contudo,<i> </i>cai na armadilha de escalar dois atores do momento, Tom Hiddleston (o vilão Loki dos filmes da Marvel) e Brie Larson (recém oscarizada por <i>O Quarto de Jack</i>) para viverem personagens que são praticamente nulos na história somente pelo prazer de tê-los em seu elenco, o que é uma pena, já que ambos renderiam muito caso tivessem um trabalho consistente para trabalhar. Com Brie, o filme ainda procura evocar a dinâmica antecedente entre Kong e a atriz Ann Darrow, vivida em filmes diferentes por Naomi Watts, Jodi Benson, Jessica Lange e Fay Wray, já Hiddleston parece uma presença opaca na história.  Ainda assim, o longa tem o mérito de incorporar reflexões sobre a guerra, sobre a postura americana nos conflitos que surgem como fantasmas para seus personagens humanos e, de quebra, ainda consegue inserir um ponto de vista sobre a ação predatória do homem que potencialmente gera um desequilíbrio na própria natureza, ainda que a mesma crie maneiras de colocar as coisas em ordem novamente nas ações por vezes heróicas de um macaco gigante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>O grande mérito de <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>está em assumir aquilo que é. Diferente do <i>Godzilla </i>de Gareth Edwards que mascarava seu propósito de entreter com uma associação a temas que extrapolavam a ordem da fantasia, desejavam o melodrama familiar e dialogavam com o mundo real, oferecendo muito pouco em termos de espetáculo ao seu público, <i>Kong: A Ilha da Caveira</i> contextualiza com o real, mas compreende sobretudo que o grande protagonista da sua fita é Kong e que sua razão de existir é mergulhar o público em suas dinâmicas sequências de ação nas quais vemos o gorila estraçalhar as criaturas que habitam a Ilha da Caveira. A essência desse tipo de projeto é mesmo o espetáculo e qualquer coisa que neutralize ele, como ocorrera em <i>Godzilla</i>, é um esforço vão de transformar o filme em algo que ele não é. <i>Kong: A Ilha da Caveira </i>oferece ao seu público exatamente aquilo que ele espera do mesmo.</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/p7SvLHjSfBc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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		<title>Crítica: O Lar das Crianças Peculiares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2016 03:52:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptações Cinematográficas]]></category>
		<category><![CDATA[Asa Butterfield]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eva Green]]></category>
		<category><![CDATA[Judi Dench]]></category>
		<category><![CDATA[O Lar das Crianças Peculiares]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Burton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em O Lar das Crianças Peculiares, ter características diferentes dos outros não é motivo para bullying ou afastamento das demais crianças. Ao contrário, cada um tem uma especificidade que faz com que eles possam estar efetivamente neste lugar. Quando Jacob perde seu avô e descobre seu grande segredo, ele fica desesperado para poder ir à fundo e conhecer as pessoas do passado que tanto importaram para o genitor. Como é de se esperar de um filme de Tim Burton, tudo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em <em>O Lar das Crianças Peculiares</em>, ter características diferentes dos outros não é motivo para <em>bullying</em> ou afastamento das demais crianças. Ao contrário, cada um tem uma especificidade que faz com que eles possam estar efetivamente neste lugar. Quando Jacob perde seu avô e descobre seu grande segredo, ele fica desesperado para poder ir à fundo e conhecer as pessoas do passado que tanto importaram para o genitor.</p>
<p>Como é de se esperar de um filme de Tim Burton, tudo é muito exagerado e levado ao extremo. Porém, por incrível que pareça, ele parece ter conseguido dosar de uma melhor forma este longa. As similaridades com o mundo dos <em>X-Men</em> e <em>Alice no País das Maravilhas</em> são notórias mesmo para o espectador menos atento. Mas a julgar que a película é baseada em um livro homônimo, a culpa não é toda de Burton, embora o estilo seja característico dele.</p>
<p>A história em si é uma gracinha. Não tão original quanto poderia, mas nem por isso menos atraente. A narrativa vai sendo desenvolvida de uma forma crescente e intrigante, além de que muitas cenas conferem susto real no espectador (até um medinho, se me permitem afirmar). A presença de Eva Green é importantíssima para dar mais fluidez ao roteiro e ela protagoniza um ótimo papel, o da Mrs. Peregrine.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-6740" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/09/lardascrianças.jpg" alt="lardascriancas" width="610" height="348" /></p>
<p>De sua forma, Burton foi deixando a história mais pesada e estranha do que efetivamente é narrada no livro. Um exemplo é o fato de os etéreos se alimentarem dos olhos dos peculiares, enquanto que no livro eles &#8220;apenas&#8221; se alimentam das pessoas e ponto, sem tamanho detalhe. É possível ver a presença de seus trejeitos em muitos momentos do filme. É satisfatório, inclusive, poder ver o diretor assumindo seu estilo com equilíbrio e sem precisar se podar por conta do sucesso previsto ou esperado pelo longa.</p>
<p>A presença de Samuel L. Jackson como vilão é interessante e funciona muito bem. Ele está realmente assustador, graças à sua maquiagem sombria. Outra grata surpresa e adição é Judi Dench, que tem papel pequeno na trama, mas ilumina o ambiente toda vez que contracena com alguém. A combinação de elenco se mostra acertada e o próprio protagonista, interpretado pelo não tão conhecido Asa Butterfield, realiza um bom trabalho.</p>
<p>A construção do roteiro em si tem seus problemas e pedras no caminho. Algumas cenas são desnecessárias e outras nós sentimos falta. A sensação, no entanto, é que o filme mantém a temperatura do começo ao filme, o que é ligeiramente frustrante. Esperamos por um ápice que chega tão devagar que cansa o espectador, fazendo com que ele nem perceba que aconteceu.</p>
<p>Como análise final, <em>O Lar das Crianças Peculiares</em> é um filme bom e divertido de se assistir, mas que perde enorme potencial e se torna apenas mais um entre tantos. Diferente de <em>A Bússola de Ouro</em>, este pelo menos teve um desfecho, não necessitando de uma continuação para fazer sentido. No entanto, acredito que essa continuação existirá.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/DNn2F2nIky8" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Lenda de Tarzan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2016 19:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Lenda de Tarzan]]></category>
		<category><![CDATA[Alexander Skarsgård]]></category>
		<category><![CDATA[Christoph Waltz]]></category>
		<category><![CDATA[David Yates]]></category>
		<category><![CDATA[Margot Robbie]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais recente encarnação do clássico personagem de Edgar Rice Burroughs a ganhar as telas, A Lenda de Tarzan é um filme que não é o desastre que parte da crítica internacional alardeou. É verdade que o longa quando erra, vai fundo nos seus deslizes, mas, de uma maneira geral, o filme oferta perspectivas interessantes a respeito do seu personagem e foge ao que convencionalmente se espera de mais uma história sobre a lenda das selvas, ou seja, mais um título a explorar sua origem em uma trama de ação escapista. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais recente encarnação do clássico personagem de Edgar Rice Burroughs a ganhar as telas, <i>A Lenda de Tarzan </i>é um filme que não é o desastre que parte da crítica internacional alardeou. É verdade que o longa quando erra, vai fundo nos seus deslizes, mas, de uma maneira geral, o filme oferta perspectivas interessantes a respeito do seu personagem e foge ao que convencionalmente se espera de mais uma história sobre a lenda das selvas, ou seja, mais um título a explorar sua origem em uma trama de ação escapista. <i>A Lenda de Tarzan</i>, no entanto,<i> </i>vai por um caminho inesperado, tenta fazer uma revisão histórica e se preocupa com o que ocorreu com o protagonista após anos de sua inserção na &#8220;civilização&#8221;. Acontece que a execução desses conceitos apresenta derrapadas sensíveis e o filme tem no centro das atenções um intérprete de Tarzan que não consegue dar conta do recado, o ator Alexander Skarsgard, mais conhecido do público por ter vivido o vampiro Eric Northman na série <i>True Blood</i>.</p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em <i>A Lenda de Tarzan</i>, o diretor David Yates (dos filmes da franquia <i>Harry Potter</i> desde <i>A Ordem da Fênix</i>) faz uma releitura do trabalho de Burroughs com o clássico personagem. No novo longa somos apresentados a um Tarzan que já vive há um tempo em Londres ao lado da sua esposa Jane. Estamos na década de 1930 e o personagem é convidado a retornar a selva do Congo como um emissário do Parlamento inglês. Chegando lá, o personagem se depara com uma outra realidade que envolve o tráfico de escravos e o comércio de minerais e ainda confronta pendências do seu passado que põem em risco a vida da sua amada Jane.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com todo o seu propósito revisionista, não apenas da própria obra literária, como também do seu contexto histórico, o resultado de <i>A Lenda de Tarzan</i> é um filme desajustado e instável na relação que estabelece com o seu público. Por um lado, ele te mantém interessado pelo desenlace das suas tramas já que te apresenta a uma série de questões que as últimas adaptações das histórias do personagem não apresentaram e, além disso, o diretor David Yates adota um tom e um visual interessante para seu filme, uma mescla de sobriedade e realismo que se exterioriza em uma fotografia de paletas acinzentadas e um design de produção que evita exageros. Em contrapartida, o filme tem uma péssima execução das suas cenas de ação e uso de efeitos visuais confuso, fazendo com que o público nunca saiba ao certo como os personagens se movimentam. Além disso, a exceção da sequência de abertura, a maioria das cenas de ação mostram-se banais ao espectador.</p>
</div>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6447" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/07/tarzan0007.jpg" alt="_L3A3723.dng" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Acontece que ainda que mantenha o público levemente interessado por toda essa cartilha interessante de recursos que possui, a trama de <i>A Lenda de Tarzan </i>sempre apresenta algum elemento que emperra uma relação mais forte e entregue do espectador com o filme, tornando seus erros, quando ocorrem, crassos. Por exemplo, o longa tem o desenvolvimento do seu conflito principal imobilizado por uma sucessão de <i>flashbacks </i>descartáveis a respeito da origem de Tarzan e do nascimento do seu romance com Jane, algo que não cabe na própria proposta e cuja apresentação ao público é dispensável (todos sabem da origem de Tarzan). Esse retorno ao passado e à clássica história de Burroughs emperram e não ajuda em nada os intentos revisionistas de <i>A Lenda de Tarzan</i>. Além disso, o olhar que o filme reserva a trama dos escravos, se por um lado, revela uma pertinência muito grande, sobretudo quando somos familiarizados com as motivações do personagem de Samuel L. Jackson, por outro, é enfraquecida quando tem como eixo da revolução das populações nativas do Congo o homem branco, representado por Tarzan e Jane.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A mesma oscilação que apontamos anteriormente é percebida no resultado das performances do seu elenco. Temos uma Margot Robbie interessante como uma Jane mais atuante, Samuel L. Jackson compondo um personagem que acrescenta muito à trama e até mesmo um Christoph Waltz que, a despeito de repetir um tipo que anda fazendo há anos, consegue compor uma variação interessante de vilão. Em contrapartida, somos apresentados a um protagonista inexpressivo. Como Tarzan, Alexander Skarsgard confunde o lado selvagem do personagem e a natural introspecção de um homem que ainda está se aclimatando ao novo ambiente com a composição de uma figura marcada pela apatia e pelo olhar lânguido em cena. O ator não esboça reação alguma, nem mesmo quando a vida de sua esposa, a pessoa que ele mais ama no mundo, está em perigo. Ter um protagonista como Skarsgard acaba custando muito caro a <i>A Lenda de Tarzan</i>, sobretudo<i> </i>em momentos da projeção no qual deveria existir um interesse maior do espectador pelos sentimentos que mobilizam o seu personagem.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É através dessa estranha lógica de falhas e compensações que <i>A Lenda de Tarzan </i>funciona em parte. Trata-se de um filme que avança consideravelmente em relação a outras adaptações do clássico personagem, mas também promove recuos consideráveis, ficando sempre no meio termo. <i>A Lenda de Tarzan </i>não é um fiasco, mas é um longa que titubeia em sua própria zona de risco e não consegue sustentar com vigor seu intuito de promover um outro olhar para velhos e conhecidos personagens e histórias.</p>
</div>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/EIsxNQ2ZCjI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Os Oito Odiados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2016 19:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruce Dern]]></category>
		<category><![CDATA[Channing Tatum]]></category>
		<category><![CDATA[Demián Bichir]]></category>
		<category><![CDATA[Jennifer Jason Leigh]]></category>
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		<category><![CDATA[Os Oito Odiados]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel L. Jackson]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Roth]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Em seu anunciado oitavo longa-metragem, Quentin Tarantino reitera elementos que são marcas do realizador ao longo de toda a sua carreira: os diálogos afiados, a estrutura narrativa por vezes acronológica, muita violência e as dezenas de referências a todos aqueles filmes que são cultuados pelo realizador. Os Oito Odiados fortalece suas origens tarantinescas ao trazer para sua trama todos esses recursos. É bem verdade que o longa acaba não sendo o mais memorável da carreira do diretor e em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4249" aria-describedby="caption-attachment-4249" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4249 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hateful2-620x347.jpg" alt="hateful2" width="620" height="347" /><figcaption id="caption-attachment-4249" class="wp-caption-text">Repetições: Os Oito Odiados mantém as marcas do filme do realizador, mas acaba se mostrando como um dos seus filmes mais efêmeros.</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em seu anunciado oitavo longa-metragem, Quentin Tarantino reitera elementos que são marcas do realizador ao longo de toda a sua carreira: os diálogos afiados, a estrutura narrativa por vezes acronológica, muita violência e as dezenas de referências a todos aqueles filmes que são cultuados pelo realizador. <i>Os Oito Odiados </i>fortalece suas origens tarantinescas ao trazer para sua trama todos esses recursos. É bem verdade que o longa acaba não sendo o mais memorável da carreira do diretor e em determinadas situações suas marcas de autoria soam como repetição, mas em mais de três horas de projeção, o realizador mantém o espectador atento a sua história e a seus personagens trabalhando um domínio narrativo que poucos cineastas contemporâneos possuem.</p>
<figure id="attachment_4250" aria-describedby="caption-attachment-4250" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4250 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hateful-eight-samuel-l-jackson-xlarge-620x349.jpg" alt="hateful-eight-samuel-l-jackson-xlarge" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4250" class="wp-caption-text">Homem de confiança: Samuel L. Jackson mais uma vez brilha em um filme do realizador. Na foto, ao lado de Walton Goggins</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>Os Oito Odiados</i>, Quentin Tarantino traz a história de John Ruth (Kurt Russell), um carrasco que em sua viagem leva como prisioneira a criminosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh). Ruth captura Daisy a fim de trocá-la por uma volumosa quantia em dinheiro como recompensa. No caminho, Ruth e Daisy enfrentam como dificuldade uma violenta nevasca e se deparam com um caçador de recompensas (Samuel L. Jackson) e um homem que acaba de ser empossado como xerife de uma cidade (Walton Goggins). Os quatro acabam se juntando e buscam abrigo em um armazém até que o temporal passem. Lá, eles conhecem quatro sujeitos que também estão no local aguardando a nevasca passar. No decorrer da trama, os oito personagens vão descobrindo os segredos dos seus companheiros de abrigo e, isolados do restante do mundo e obrigados a conviver  no mesmo local, acabam entrando em um inevitável confronto.</p>
</div>
<div>
<p>Assim como fizera em <i>Django Livre</i>, em <i>Os Oito Odiados</i>, Tarantino<i> </i>retorna ao <i>western. </i>Contudo, este filme do realizador é bem diferente do seu longa de 2012. Aqui, Tarantino surge mais descompromissado com propósitos que vão além do entretenimento e se por um lado isso é bastante positivo pois permite que o realizador se entregue aos extremos da sua própria assinatura cinematográfica, por outro, não deixa de trazer para <i>Os Oito Odiados </i>uma certa sensação de repetição. Assim como seu segmento no projeto <i>Grindhouse</i>, o filme <i>À Prova de Morte</i>, <i>Os Oito Odiados </i>acaba mostrando-se como um bom entretenimento, porém esquecível ao final da projeção. Não há personagens memoráveis ou diálogos e cenas a se destacar como em <i>Pulp Fiction</i>, <i>Jackie Brown</i>, <i>Kill Bill</i>, <i>Bastardos Inglórios </i>ou mesmo <i>Django Livre, </i>pelo qual confesso ter algumas reservas, mas reconheço as qualidades. A sensação após uma sessão de <i>Os Oito Odiados </i>é que a narrativa que nos foi apresentada tem uma correta execução, mas de que tudo é relativamente efêmero.</p>
</div>
<figure id="attachment_4251" aria-describedby="caption-attachment-4251" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4251 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/01/hateful-eight-film-grab-ap--620x349.jpg" alt="" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4251" class="wp-caption-text">Elenco: Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh e Bruce Dern são alguns dos atores afiados que Quentin Tarantino dirige em seu novo filme</figcaption></figure>
<div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tarantino acerta mais uma vez na escalação e na condução do seu elenco. Como destaque há a marcante presença de Jennifer Jason Leigh como a prisioneira Daisy Domergue e, claro, Samuel L. Jackson que como o caçador de recompensas Marquis Warren demonstra mais uma vez que talvez não exista ator no mundo que compreenda mais as palavras e o olhar de Tarantino para os seus personagens do que ele. Há ainda que se pontuar os trabalhos de Kurt Russell, Walton Goggins, Demián Bichir, Tim Roth, Michael Madsen, Bruce Dern e Channing Tatum em performances equilibradas e orgânicas ao universo proposto pelo diretor.</p>
</div>
<div>
<p>Longe de ser um dos melhores filmes de Tarantino, mas também bem distante de um desastre cinematográfico &#8211; afinal, com um diretor consciente da linguagem cinematográfica e com o repertório como Tarantino dificilmente o filme cairia nessa zona de perigo &#8211; <i>Os Oito Odiados </i>agrada sobretudo aos fãs do estilo do cineasta. É certo que o longa não representa nada que já não tenhamos visto Quentin Tarantino fazer e que a &#8220;luz vermelha&#8221; de alerta pode começar a piscar para o realizador sinalizando que, de alguma maneira, ele tem que seguir outros caminhos para sair de uma relativa zona de conforto que ele mesmo criou (com dois filmes no gênero a cota de <i>westerns </i>do Tarantino já está mais do que cumprida, por exemplo), mas o filme apresenta uma narrativa construída com fluidez e domínio, entretendo a plateia com a usual assinatura do cineasta. Esse mérito, ninguém pode lhe tirar.</p>
</div>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-os-8-odiados/">Crítica: Os Oito Odiados</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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