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	<title>Arquivos Sami Bouajila - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sami Bouajila - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Paradise Beach</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Nov 2019 14:09:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Falar de Paradise Beach, o novo lançamento da Netflix, exige cuidados. É impossível desvencilhar um filme de seu conteúdo e fazer uma crítica robótica, despersonalizada, isenta e sem alma. Dito isso, é necessário dizer que, a visão que o diretor francês Xavier Durringer (La conquête) possui sobre a premissa de sua obra é bastante indigesta. Para que os leitores entendam melhor, vamos para a sinopse. Após passar quinze anos na cadeia por um assalto milionário, Mehdi (Sami Bouajila, Nova York Sitiada), [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Falar de <em><strong>Paradise</strong> <strong>Beach</strong></em>, o novo lançamento da <em>Netflix</em>, exige cuidados. É impossível desvencilhar um filme de seu conteúdo e fazer uma crítica robótica, despersonalizada, isenta e sem alma. Dito isso, é necessário dizer que, a visão que o diretor francês Xavier Durringer (<em>La conquête</em>) possui sobre a premissa de sua obra é bastante indigesta. Para que os leitores entendam melhor, vamos para a sinopse.</p>
<p>Após passar quinze anos na cadeia por um assalto milionário, Mehdi (Sami Bouajila, <em>Nova York Sitiada</em>), francês de descendência árabe, vai para a Tailândia. Afinal, é lá que seu irmão e os outros participantes do roubo vivem uma rotina luxuosa como donos de bares e casas de prostituição, após terem escapado da polícia. Assim, os problemas começam a surgir quando o ex-presidiário começa a cobrar sua parte da grana e os ladrões afirmam que eles gastaram. Além dos problemas internos, uma guerra com uma gangue rival (de negros) está prestes a estourar.</p>
<p>Ainda que a intenção de Durringer tenha sido outra, torna-se bastante problemática a mensagem que <em><strong>Paradise</strong> <strong>Beach </strong></em>passa. Negros e descendentes de árabes — ou seja, os imigrantes — trouxeram o caos e o terror para uma imaculada Tailândia. Isso não é algo que está apenas no roteiro, mas também nas escolhas estéticas do diretor.</p>
<p>Quando filma as casas de prostituição comandadas pelo grupo, ele opta por um neon glamourizado e sujo que tenta emular o que Harmony Koryne fez em <em>Spring Breakers</em> (2013). Por outro lado, há esse intenso contraste com um paisagismo de praias limpas e claras da Tailândia. Em uma cena chave do longa, está acontecendo um festival de rua e as pessoas dançam e brincam com arminhas de água. Todavia, o dia alegre vira um massacre quando as duas gangues começam a se enfrentar.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11849" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Paradise-Beach.jpg" alt="Paradise Beach" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Paradise-Beach.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Paradise-Beach-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Paradise-Beach-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Tudo isso leva a uma incompatibilidade entre roteiro e direção, que nunca parecem em sintonia. É um texto que constantemente leva a crer que está criticando os caminhos da violência, mas a maneira como ela é filmada, quase como um ritual e em câmera lenta, soa como um fetichismo.</p>
<p>Para além desta problemática,<strong style="font-style: italic"> Paradise Beach</strong> possui uma outra camada. Propositalmente confuso em seu final, até que existe uma louvável intenção de querer retratar o ordenamento caótico por trás da violência e da ganância. Por meio de sugestivos <em>plot twists</em>, a paranoia e a traição tomam conta dos personagens. O problema é que, ainda que a intenção não fosse deixar tudo claro para o espectador, a execução nunca consegue alcançar a experiência sensorial de perseguição que tenta passar.</p>
<p>Por fim, <em><strong>Paradise Beach </strong></em>também reduz toda a complexidade de um país como a Tailândia para transformá-la em um palco de violência. Não que o objetivo do filme seja explorar a cultura do país, mas todos os estereótipos estão presentes aqui. Desde as praias paradisíacas e as prostitutas até menções ao tsunami e uma polícia corrupta.</p>
<p><strong>Diretor: </strong>Xavier Durringer</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sami Bouajila, Tewfik Jallab, Mélanie Doutey, Hugo Becker, Kool Shen, Hubert Koundé, Seth Gueko, Flore Bonaventura</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=zv1TknopvBY&amp;w=750&amp;h=500]</p>
<p>Confira o longa <em><strong>Paradise Beach </strong></em>diretamente na <a href="https://www.netflix.com/title/81079723"><em>Netflix</em></a>!</p>
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		<title>Crítica: Através do Fogo &#8211; Festival Varilux de Cinema Francês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 00:29:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Amélie Benady]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Através do Fogo</strong></em> é baseado em eventos reais e narra a história de vida de Franck Pasquier, um ex-bombeiro que durante o trabalho teve boa parte do seu corpo exposto a queimaduras passando por uma dolorosa jornada de recuperação e reconstrução de si após o evento. O filme de Frédéric Tellier tem toda aquela &#8220;embalagem&#8221; de uma edificante trama repleta de momentos inspiradores de superação tendo a vida do seu protagonista como espelho a ser mirado. Com o passar do tempo, torna-se latente essa vocação do longa, que se apropria milimetricamente de todos os cacoetes desse tipo de história para narrar algo do tipo &#8220;filme baseado em eventos reais com grande lição moral&#8221;.</p>
<p>O filme de Tellier tem uma produção tecnicamente caprichada que praticamente torna impossível apontar deslizes nesse departamento. Os problemas do drama são outros. <em><strong>Através do Fogo</strong> </em>não é muito diferente de histórias semelhantes, decalcando a jornada do herói vítima de uma tragédia que se reergue e aprende a viver novamente após esse evento. Inúmeros outros filmes, em diferentes contextos, já construíram esse tipo de narrativa, não será novidade para o espectador ainda que ele embarque na proposta do filme e se comova eventualmente com a história do seu protagonista.</p>
<p>O elenco encabeçado por Pierre Niney e Anaïs Demoustier está correto, nada que o leve ao excepcional e saia da zona de conforto relativa que as suas respectivas funções oferecem na história (o homem tentando se reencontrar após o evento que lhe retira a identidade em todas as instâncias e a esposa tentando reinventar as bases de um relacionamento que já não é mais o mesmo) . É um filme feito para comover grandes audiências, mas o faz através da reiteração de um tipo de jornada exaustivamente utilizada pelo cinema, com estratégias narrativas muito reconhecíveis. Nenhuma singularidade é percebida em <em><strong>Através do Fogo</strong></em>, que, como todo filme do gênero, parece se escorar na força de sua história real a fim de driblar qualquer eventual questionamento sobre a qualidade da sua dramatização da realidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Frédéric Tellier<br />
<strong>Elenco:</strong> Pierre Niney, Anaïs Demoustier, Chloé Stefani, Vincent Rottiers, Sami Bouajila, Élisabeth Commelin, Amélie Benady</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3JCSTqmC52Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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