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	<title>Arquivos Sam Rockwell - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sam Rockwell - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Jojo Rabbit</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2020 20:21:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Taika Waititi tem uma carreira consolidada como diretor desde 2002, mas se transformou em uma espécie de totem intocável da jovem cinefilia mesmo com a comédia sobre vampiros O que fazemos nas sombras (2014) e, principalmente, com Thor: Ragnarok, sua primeira incursão no universo Marvel que lhe trouxe a fama de visionário. Particularmente, acredito que o burburinho é maior do que os fatos. O cinema de Waititi é daqueles que &#8220;jogam para a plateia&#8221; e o fazem com muita esperteza, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Taika Waititi tem uma carreira consolidada como diretor desde 2002, mas se transformou em uma espécie de totem intocável da jovem cinefilia mesmo com a comédia sobre vampiros O que fazemos nas sombras (2014) e, principalmente, com <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-thor-ragnarok/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Thor: Ragnarok</em></a>, sua primeira incursão no universo <em>Marvel</em> que lhe trouxe a fama de visionário. Particularmente, acredito que o burburinho é maior do que os fatos.</p>
<p>O cinema de Waititi é daqueles que &#8220;jogam para a plateia&#8221; e o fazem com muita esperteza, dialogando sempre com uma geração <em>cool</em> que adora um cem número de recursos dos seus filmes: aquele humor &#8220;espertinho&#8221; adolescente, cheio de <em>insights</em> para enfatizar o quanto seu diretor está à frente da plateia e, claro, uma trilha sonora pop que opera pelo anacronismo. <em><strong>Jojo Rabbit</strong></em> é tudo isso e mais um pouco, provavelmente cimentando ainda mais o culto a Waititi.</p>
<p>No filme, Waititi conta a história de um menino de 10 anos nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. Criado em meio a todo o fomento da propaganda nazista, o garoto descobre no porão da sua casa uma jovem judia escondida por sua mãe. Assim, o diretor faz um longa que flerta com a sátira para narrar essa história pela perspectiva infantil.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12352" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Jojo Rabbit" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/02/0735692.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O filme de Waititi até que acerta em algumas frentes. O elenco infantil de <strong><em>Jojo Rabbit</em> </strong>distribui carisma, começando pelo protagonista Roman Griffin Davis, até Archie Yates, uma graça de garoto como o melhor amigo. Scarlett Johansson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-historia-de-um-casamento/"><em>História de Um Casamento</em></a>) está inspirada como a mãe de Jojo, uma mulher que por debaixo dos panos empreende esforços em uma campanha anti-nazista. Os méritos, entretanto, param por ai.</p>
<p>O roteiro de <em><strong>Jojo Rabbit</strong></em> não tem a menor cadência e demora a chegar nos seus pontos centrais. A direção de Waititi é extremamente afetada, gaba-se de proezas que só existem para satisfazer essa cinefilia <em>cool</em> que cultua os seus filmes, com personagens excêntricos e trilha dos Beatles e de David Bowie repaginadas. O projeto emula o cinema de Wes Anderson na composição dos seus planos e na <em>mise en scène</em>, mas é uma apropriação tão ingênua que soa como se fosse assinado por um adolescente de 18 anos em seu primeiro filme. Waititi interpreta todos esses elementos (Beatles, Bowie, Anderson) alocados ao contexto da Alemanha nazista como um arroubo de iconoclastia, como se esse anacronismo por si só representasse um ato de vanguarda.</p>
<p>É repetitivo, mas apropriando-se de um tema tão batido quanto o nazismo e a Segunda Guerra Mundial, <strong><em>Jojo Rabbit</em> </strong>não faz absolutamente nada por ele. Isso resulta, por fim,  em um projeto que não diz precisamente o que tem para oferecer de perspectiva original sobre o assunto. É um filme para Waititi e seu séquito mesmo, gosto adquirido. Quem sabe da próxima vez não me convença? Aqui, ele faz de um tudo para soar ainda mais afetado e cheio de truques que escamoteiam seu cinema de colagem nada visionário. Como cereja do bolo ainda tem uma Rebel Wilson nazista. Ou seja, Taika, aí já tá forçando demais a amizade!</p>
<p><strong>Direção: </strong>Taika Waititi<br />
<strong>Elenco:</strong> Roman Griffin Davis, Scarlett Johansson, Thomasin McKenzie, Sam Rockwell, Rebel Wilson, Taika Waititi, Alfie Allen, Archie Yates<a href="http://www.adorocinema.com/filmes/filme-258998/">,</a> Stephen Merchant</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/-IBaMJ15Fm0" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Especial Oscar 2019: Melhor Ator Coadjuvante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 01:43:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os atores coadjuvantes dessa edição do Oscar, uma variedade de papéis e de históricos de carreira. Temos dois vencedores nessa mesma categoria em edições recentes do prêmio, dois veteranos nunca antes indicados e uma jovem estrela em ascensão. Em diferentes filmes e com personagens que de fato existiram fora das telas e outros criados para seus respectivos projetos, os cinco nomes que concorrem ao prêmio são: Mahershala Ali, por Green Book: O Guia Mahershala Ali segue ganhando todos os prêmios [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os atores coadjuvantes dessa edição do Oscar, uma variedade de papéis e de históricos de carreira. Temos dois vencedores nessa mesma categoria em edições recentes do prêmio, dois veteranos nunca antes indicados e uma jovem estrela em ascensão. Em diferentes filmes e com personagens que de fato existiram fora das telas e outros criados para seus respectivos projetos, os cinco nomes que concorrem ao prêmio são:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10006" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/MahershalaAli.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mahershala Ali, por <em>Green Book: O Guia</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Mahershala Ali segue ganhando todos os prêmios da temporada como o pianista Don Shirley de <em>Green Book: O Guia </em>(Globo de Ouro, SAG Awards e Critic&#8217;s Choice Awards). Caso vença o Oscar, esse será o segundo prêmio do ator na categoria, anteriormente ele havia vencido por <em>Moonlight: Sob a Luz do Luar</em>. No longa, o ator incorpora o estudioso e exímio pianista durante uma temporada em que viaja pelos EUA na companhia de um motorista recém contratado de quem se torna amigo, o italiano Tony Lip de Viggo Mortensen. Ali é tão protagonista do filme quanto seu principal colega de cena, mas por razões estratégicas o estúdio responsável pela distribuição do filme o inscreveu nas premiações como coadjuvante assim o ator tem sido imbatível numa temporada de prêmios levemente morna em sua categoria. A vitória virá num momento bom para a carreira de Ali, que estrela a atual temporada da série <em>True Detective </em>da HBO.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9995" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Richard-E.-Grant-Poderia-me-Perdoar.png" alt="" width="610" height="348" /><br />
<strong>Richard E. Grant, por <em>Poderia me Perdoar?</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Após anos de uma carreira prolífica que inclui filmes como <em>Assassinato em Gosford Park </em>e <em>Os Desajustados</em>, o suíço Richard E. Grant finalmente consegue o reconhecimento da Academia por interpretar Jack Hock, o melhor amigo da escritora Lee Israel de Melissa McCarthy no drama <em>Poderia me Perdoar?</em>. O ator tem ótimos momentos na companhia da atriz, mas também tem cenas marcantes no filme, compondo um sujeito extremamente safo nas ruas novaiorquinas. Grant é um coadjuvante magnético em cena, compondo com precisão cirúrgica os trejeitos do seu personagem e dando sabor a cada um das suas ótimas falas no filme. Após anos passando despercebido em filmes que chamaram a atenção do público recentemente como <em>Jackie </em>e <em>Logan</em>, a expectativa é que a merecida indicação renda ainda mais oportunidades ao ator.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9994" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/1223805.jpg" alt="Adam Driver" width="610" height="348" /><br />
<strong>Adam Driver, por <em>Infiltrado na Klan</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">O terreno para uma indicação de Adam Driver ao Oscar vinha sendo construído gradualmente nos últimos anos. Trabalhando com diretores consagrados como Steven Soderbergh (<em>Logan Lucky</em>), os irmãos Coen (<em>Inside Llewyn Davis</em>), Jim Jarmusch (<em>Paterson</em>)  e Martin Scorsese (<em>Silêncio</em>), Driver passou de galã <em>cult </em>da TV por sua presença na série <em>Girls </em>a estrela do universo <em>geek </em>na pele do vilão Kylo Ren na nova trilogia <em>Star Wars. </em>Em <em>Infiltrado na Klan</em>, Driver é dirigido por mais uma lenda do cinema, Spike Lee, num de seus melhores filmes em anos, interpretando um policial judeu que serve como instrumento no plano de infiltragem da Ku Klux Klan engendrado pelo parceiro vivido por John David Washington. A primeira indicação ao prêmio pode ser um indicativo de vitórias futuras, mas esse não parece ser o momento ainda que o filme seja um dos mais badalados e queridos da temporada.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9993" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/bradley-cooper-sam-elliott-nasce-uma-estrela-2018.jpg" alt="Sam Elliott" width="610" height="348" /><br />
<strong>Sam Elliott, por <em>Nasce Uma Estrela</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Sam Elliott é uma das figuras mais conhecidas de Hollywood e está na ativa desde os anos de 1960. Esteve em longas como <em>Matador de Aluguel</em>, protagonizado por Patrick Swayze em 1989, no clássico dos irmãos Coen <em>O Grande Lebowski </em>e no <em>blockbuster </em><em>A Bússola de Ouro</em>. Em 1995, o ator chegou na temporada de prêmios com indicações ao Globo de Ouro pelo telefilme <em>O Aventureiro do Oeste</em> e ao mesmo prêmio e ao Emmy por sua atuação em <em>Buffalo Girls</em>, minissérie protagonizada por Anjelica Huston e Mellanie Griffith. Na temporada passada, Elliott chegou a gerar algumas especulações na temporada de premiações por sua performance no ainda inédito no Brasil <em>The Hero</em>. Na estreia de Bradley Cooper como diretor, Elliott interpreta o tio do personagem do músico Jack, uma figura paterna importante na sua vida e carreira. Elliott tem poucos momentos no drama, contudo, são três cenas cortantes que definem o personagem de Cooper. Como ocorrido com E. Grant, a expectativa é que a indicação renda mais convites ao ator.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9991" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/02/0367398.jpg" alt="Sam Rockwell" width="610" height="348" /><br />
<strong>Sam Rockwell, por <em>Vice</em></strong></p>
<p style="text-align: center;">Vencedor nessa mesma categoria ano passado por <em>Três Anúncios para o Crime</em>, Sam Rockwell aproveita o bom momento da sua carreira e está mais uma vez no Oscar. Em <em>Vice</em>, o ator interpreta o ex-presidente americano George W. Bush na biografia do político Dick Cheney, seu vice vivido por Christian Bale. Da maneira mais debochada possível, Rockwell pega todos os trejeitos de Bush, mas também sabe estabelecer limites para não cair na caricatura, entendendo precisamente o que o diretor Adam McKay quer com seu longa. Podemos interpretar a indicação como um &#8220;respingo&#8221; dos louros passados do ator, que levou todos os prêmios na categoria temporada passada, mas há méritos.</p>
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		<title>Crítica: Vice</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 20:14:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Momentos históricos e figuras conhecidas são foco de narrativas desde o início do cinema. A partir da década de 1950, a quantidade de produções voltadas para a vida de personalidades ou acontecimentos marcantes só cresceu. Graças aos excepcionais produtos biográficos de 2018, as maiores premiações do cinema tiveram cinebiografias nas categorias de maior destaque. Cerca de oito longas-metragens comandaram essas cerimônias e, dentre eles, três estão concorrendo ao Oscar de “Melhor Filme”. O diretor, produtor e roteirista Adam McKay, depois [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Momentos históricos e figuras conhecidas são foco de narrativas desde o início do cinema. A partir da década de 1950, a quantidade de produções voltadas para a vida de personalidades ou acontecimentos marcantes só cresceu. Graças aos excepcionais produtos biográficos de 2018, as maiores premiações do cinema tiveram cinebiografias nas categorias de maior destaque. Cerca de oito longas-metragens comandaram essas cerimônias e, dentre eles, três estão concorrendo ao Oscar de “Melhor Filme”.</p>
<p>O diretor, produtor e roteirista Adam McKay, depois do sucesso de <em>A Grande Aposta</em> (2015), embarcou numa nova aventura no gênero dos filmes biográficos. Após explicar para o mundo, com toda a sua desenvoltura, simplicidade e sarcasmo, o problema da crise econômica de 2008, agora McKay traz a jornada do político americano Dick Cheney para as telonas. O longa-metragem intitulado <em><strong>Vice</strong> </em>é um retrato sobre os principais momentos da vida e carreira dessa figura política tão controversa da história estadunidense.</p>
<p>Após decidir que daria um novo rumo em sua vida, o jovem Dick Cheney (Christian Bale) se afilia ao Partido Republicano ao perceber que o mundo da política poderia lhe proporcionar grandes oportunidades. O pontapé inicial para seu crescimento acontece assim que ele se torna assessor de Donald Rumsfeld (Steve Carell). Com o passar dos anos, independente das reviravoltas do cenário político dos Estados Unidos, Dick assegurou seu lugar como uma figura de destaque e influência. Mais de 30 anos após o início de sua carreira, Cheney estava trabalhando no setor privado até que George W. Bush (Sam Rockwell) – o qual planejava se lançar como candidato à presidência – o convida para ser o vice-presidente da chapa. Dick Cheney aceita a proposta com a condição de deter diversos poderes que estão além da real condição de um vice-presidente.</p>
<p>Antes de assistir <strong><em>Vice</em> </strong>é importante que se entenda a perspectiva do filme. Não existe nenhum tipo de oportunidade para visualizar Dick Cheney. O longa é construído para que o público perceba o que há de pior nessa persona. É sob esse olhar que toda a história se desenvolve. Adam McKay dirigiu e roteirizou essa narrativa com um humor ácido fenomenal. As suas vivências anteriores escrevendo e dirigindo longas de comédia o ajudam desde <em>A Grande Aposta</em> e agora não seria diferente.</p>
<p>A crítica imbuída a cada cena e acontecimento cria um ritmo interessante para a película. McKay aposta mais uma vez em sua abordagem satírica e metalinguística de explicar o seu filme dentro do próprio filme. Ao contrário do seu último trabalho onde diversos artistas explicavam termos técnicos da economia, em <strong><em>Vice</em></strong>, o espectador se depara com um narrador-personagem, o qual serve como guia da história de Cheney. A partir dessa linha histórica criada por Kurt (o narrador), o público passa a presenciar alguns dos momentos mais tensos, escandalosos e conturbados da política americana.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9869" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Vice-Movie-Cast-Real-People.jpg" alt="Vice" width="610" height="348" /></p>
<p>Por conta dessa abordagem estabelecida em 2015 com sua outra cinebiografia, Adam McKay desenvolveu uma construção narrativa peculiar – a qual sempre chamou a atenção do público e crítica. Além dos artifícios metalinguísticos e dos diálogos e cenas carregados de humor ácido criados nas duas últimas películas, Mckay ainda conta com uma montagem única. Hank Corwin se tornou o nome responsável pela interpretação e materialização das composições visuais nada ortodoxas de McKay. As edições de<em> The Big Short</em> e <em><strong>Vice</strong> </em>(títulos originais) foram resultado do trabalho de Corwin e lhe renderam indicações em premiações – incluindo o Oscar.</p>
<p>Uma outra fonte de destaque dos trabalhos de McKay é o seu elenco. Sempre muito bem escolhido, o conjunto de atores personifica e traduz as ideias do diretor em cada uma das cenas. Especificamente nesse longa, o elenco teve o enorme desafio de não se tornar uma mera caricatura de figuras conhecidas do cenário político norte americano. A notabilidade do filme está atrelada, principalmente, a estrela da película. Christian Bale encarnou a “persona non grata” que era Dick Cheney e fez uma de suas melhores performances da carreira. Bale preenche as cenas com o sorriso maquiavélico e o olhar pomposo de Cheney e faz o público delirar com a sua endiabrada personalidade. Ele é um show à parte.</p>
<p>Ao seu lado de Bale, Amy Adams e Sam Rockwell também fizeram interpretações de destaque. Rockwell está extraordinário com o olhar perdido e infantil de George W. Bush e Adams está simplesmente genial como Lynne Cheney. Tyler Perry completa as figuras de importância da época como o general Colin Powell, enquanto o ator Jesse Plemons mostra o seu talento como o narrador da trama política. Um dos deslizes do longa, contudo, está na interpretação de Steve Carell. Ao viver o papel do Secretário de Defesa do governo Bush, Donald Rumsfeld, o ator não consegue se afastar muito da realidade e acaba se assemelhando mais a uma caricatura do Secretário do que a uma personificação da figura como fez Bale.</p>
<p>Até o momento, o longa-metragem de Adam McKay recebeu 92 indicações e foi vitorioso em 17 delas. A maior parte dessas vitórias está atrelada ao elenco (em especial, Bale). A força dessa produção nessa temporada de premiações reside verdadeiramente em seus atores que entregaram performances excepcionais. Apesar do BAFTA ainda estar por vir, a premiação mais aguardada é o Academy Awards, onde a película foi indicada em oito categorias. As apostas para o Oscar estão justamente nos seus dois pontos fortes: a atuação memorável de Christian Bale e a maquiagem incrível que ajudou a fazer o trabalho do elenco ainda mais realista. <em><strong>Vice</strong> </em>é a quarta nomeação de Bale por uma atuação – com apenas uma vitória por <em>O Vencedor</em> (2011). O ator ganhou a maioria das principais premiações e segue como o favorito para o Oscar de “Melhor Ator”, resta esperar para saber se a Academia irá ou não anunciar o nome dele no dia 24 de fevereiro.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/aui34BeH4FM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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