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	<title>Arquivos Sam Levinson - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Sam Levinson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Malcolm &#038; Marie (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2021 23:22:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
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		<category><![CDATA[Malcolm & Marie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a Netflix anunciou mais uma parceira da Zendaya (O Rei do Show) com o Sam Levison – que tinham trabalhado juntos em Euphoria – criei algumas expectativas. No trailer de Malcolm &#38; Marie, já dava para notar que haveria uma estética um tanto expressiva no filme. Esta impressão é confirmada e nota-se, desde os primeiros minutos de projeção, uma direção que se sobressai, com uma decupagem elaborada. Os sentimentos evocados pelas personagens e o texto falado são traduzidos pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a Netflix anunciou mais uma parceira da Zendaya (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-rei-do-show/"><em>O Rei do Show</em></a>) com o Sam Levison – que tinham trabalhado juntos em <em>Euphoria</em> – criei algumas expectativas. No trailer de <em><strong>Malcolm &amp; Marie</strong></em>, já dava para notar que haveria uma estética um tanto expressiva no filme. Esta impressão é confirmada e nota-se, desde os primeiros minutos de projeção, uma direção que se sobressai, com uma decupagem elaborada.</p>
<p>Os sentimentos evocados pelas personagens e o texto falado são traduzidos pela câmera a cada minuto. Este é um ponto positivo, porém, até onde esta forma que salta aos olhos consegue prender o espectador se o roteiro soa tão repetitivo? Tudo bem. É uma marca intensa do longa reiterações nos diálogos entre <em><strong>Malcolm &amp; Marie</strong></em>. Há aqui uma busca por emular aquelas DRs intensas de casais, que giram em círculos até chegar no ponto certeiro, que desfaz o nó na garganta, vindos de incômodos acumulados.</p>
<p>No entanto, o roteiro de Levinson – que também dirige a produção – falha em não criar respiros, deixando um tom quase fixo em toda exibição. Existe também uma espécie de estabelecimento de atmosfera que deixa uma impressão de uma progressão futura, que está para acontecer a qualquer momento. Contudo, a discussão entre as personagens não parece crescer. Pelo contrário, fica estagnada até o desenlace. Ainda assim, a obra entrega bons momentos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-13772" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/14-M-2-A-R.jpg" alt="Malcolm &amp; Marie" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/14-M-2-A-R.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/14-M-2-A-R-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/14-M-2-A-R-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/02/14-M-2-A-R-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao lado de John David Washington (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-infiltrado-na-klan/"><em>Infiltrado na Klan</em></a>), Zendaya traz uma Marie consciente de todas as suas fragilidades e forças. O mais forte em sua atuação são os olhares misteriosos, que transmitem emoções múltiplas, podendo deixar o público em dúvida de seus reais sentimentos e falas, porém sem deixar de deixar transmitir as suas emoções chave. O ápice disto ocorre na cena da faca. Enquanto a sequência é um tanto óbvia, pensando na junção das ações e diálogos anteriores a ela, a sua intensidade e verdade cênica brincam com a credulidade de quem assiste.</p>
<p>A dupla ainda consegue deixar orgânico algumas passagens que questionam questões sociais, a arte e as interpretações feitas pelos críticos. O que está sendo dito é quase didático e óbvio, mas os atores trazem as palavras de maneira fluída, criando velocidades e evocando tons diversos, que provocam dinâmicas múltiplas. Em uma construção que mescla ressentimento e sarcasmo, há uma complexidade criada aqui. Ainda que a obviedade permaneça, ela se desfaz um pouco.</p>
<p>Por fim, é possível destacar a finalização da trama. Começando com planos do lado de fora da casa, com <strong><em>Malcolm &amp; Marie</em></strong> de dentro dela, em seu desfecho se tem justamente o contrário. Esta estratégia, talvez, possa ganhar diversas interpretações. Por exemplo: o casal estava fechado, tanto espacialmente, como no jeito de se expressar. Na conclusão do enredo, eles saem daquele espaço, que os aguarda, porém não os aprisiona mais. Bom, esta é uma das análises prováveis. O que é notável neste encerramento é como ele é amarrado e abre o horizonte para a produção de sentidos plurais.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Levinson</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Zendaya, John David Washington</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/x24-QURldsE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Dica do Dia: País da Violência (Telecine Play)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 00:38:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catálogo]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Abra]]></category>
		<category><![CDATA[Hari Nef]]></category>
		<category><![CDATA[Odessa Young]]></category>
		<category><![CDATA[País da Violência]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Levinson]]></category>
		<category><![CDATA[Suki Waterhouse]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Algumas histórias precisam ser contadas, alguns temas necessitam ser pautados. O como eles serão tratados dentro de uma a narrativa é o que acaba elevando a qualidade de algo ou comprometendo negativamente a sua totalidade. País da Violência, lançamento de 2018, se encaixa neste tipo de obra. Dirigido por Sam Levinson, criador da excelente série Euphoria, é possível notar as aproximações dos dois trabalhos do artista. Ha uma ligação discursiva e estética. E os elementos que ele traz cuidadosamente no [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Algumas histórias precisam ser contadas, alguns temas necessitam ser pautados. O como eles serão tratados dentro de uma a narrativa é o que acaba elevando a qualidade de algo ou comprometendo negativamente a sua totalidade. <strong><em>País da Violência</em></strong>, lançamento de 2018, se encaixa neste tipo de obra. Dirigido por Sam Levinson, criador da excelente série <em>Euphoria, </em>é possível notar as aproximações dos dois trabalhos do artista. Ha uma ligação discursiva e estética. E os elementos que ele traz cuidadosamente no seriado novamente aparecem aqui. As luzes coloridas, a procura da aproximação com a energia e as conversas adolescente.</p>
<p>Está presente também a tentativa de expor a natureza humana e suas crueldades, o <em>bullying</em>, os segredos e o ódio exacerbado que mora em cada um. No entanto, a diferença é que agora Levinson tem menos tempo para contar o que deseja e esta ânsia de querer falar tudo que, talvez, lhe seja tão urgente sufoca o espectador e cria certo distanciamento do que acontece na tela. Durante a exibição, o que o público logo fica sabendo é que quatro amigas moram em Salém e, em algum momento, a cidade inteira irá se virar contra elas, por algum motivo que será explicado na projeção.</p>
<p>Para trilhar o caminho que terá como fim este conflito intenso, Levinson mostra o cotidiano das adolescentes e as suas situações de conflito, que revelam os incômodos das meninas, principalmente da protagonista Lily (Odessa Young) e de Bex (Hari Nef). Ao mesmo tempo, surge a figura de um hacker que começa a jogar nas redes os arquivos dos telefones celulares do moradores daquele local, gerando raiva e confusão entre todos.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-12623 aligncenter" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="País da Violência" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2020/04/2903903.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A ideia de falar sobre a superficialidade das relações e os julgamentos da sociedade poderia funcionar, assim como ocorre em diversas produções, inclusive no próprio seriado de Levinson. Ainda que a ideia não seja criativa, ela traz consigo questões sociais e da contemporaneidade que têm a capacidade de render bons debates e, inclusive, fortaleceria os acontecimentos de seu desfecho, criando uma progressão. Contudo, não é isto que acontece. As personagens e os os atritos delas são jogados de qualquer jeito. As situações são postas antes que se possa entender as motivações daquelas pessoas ou até mesmo quem são elas, de onde vieram ou qualquer tipo de informação e/ou sensação que conecte quem assiste com a trama.</p>
<p>A dinâmica do elenco também não contribui tanto para este estabelecimento de empatia. Separadamente, Young e Nef ainda conseguem apresentar interpretações convincentes e com um pouco de profundidade. O ponto essencial é a forma como elas se relacionam com a câmera, que é quase como se elas conversassem com ela. Mas, a contracena não rende muito. Parece que todo elenco atua um tanto sozinho, sem grandes trocas. Por fim, para completar os equívocos da produção existe o uso exagerado de <em>slow motion</em>. Em diversos momentos, frases de efeito com corpos femininos dançantes anunciam que alguma coisa impactante está para acontecer, porém existe uma demora para que a ação ocorra de fato e isso se dá justamente porque uma extensa sequência em <em>slow</em> se faz presente.</p>
<p>Ainda assim, momentos de triunfo podem fazer o espectador ponderar se gostou ou não da sessão. Um dos pontos altos é um plano longo que acompanha as quatro jovens que andam pela casa de uma delas para saber se está tudo bem. O estabelecimento da tensão e a forma como a câmera acompanha as ações surtem efeito e a sensação de medo é instalada. Enquanto se vê as ações de fora para dentro da residência, a impressão de que elas estão cercadas é forte e isso vem justamente pela maneira como as movimentações foram filmadas. Assim, no final das contas, o resultado é majoritariamente negativo, mas pode valer a pena pelos seus momentos bons, porque são verdadeiramente bem realizados.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Sam Levinson</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Odessa Young, Suki Waterhouse, Hari Nef, Abra</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/1uj_lqBRY9E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p><p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/dica-do-dia-pais-da-violencia-telecine-play/">Dica do Dia: País da Violência (Telecine Play)</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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