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	<title>Arquivos Rosario Dawson - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2019 01:09:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Abigail Breslin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A moda em Hollywood, atualmente, é ressuscitar histórias que aconteceram há muitos anos. Isso vai basicamente do receio de investir em projetos novos &#8211; já que a obrigação do super lucro é cada dia maior. O resultado são franquias sem fim, filmes que poderiam ser apenas um e viram trilogias, histórias que parecem nunca morrer. Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes é a continuação do longa original que foi lançado há 10 anos, sem a menor intenção de ter uma sequência. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A moda em Hollywood, atualmente, é ressuscitar histórias que aconteceram há muitos anos. Isso vai basicamente do receio de investir em projetos novos &#8211; já que a obrigação do super lucro é cada dia maior. O resultado são franquias sem fim, filmes que poderiam ser apenas um e viram trilogias, histórias que parecem nunca morrer. <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></strong> é a continuação do longa original que foi lançado há 10 anos, sem a menor intenção de ter uma sequência.</p>
<p>Já plenamente acostumados com as realidades de Zumbilândia, Tallahassee, Columbus, Wichita e Little Rock seguem caçando zumbis e buscando um lugar para se acomodar com segurança. Depois que eles finalmente chegam à Casa Branca e conseguem criar uma realidade praticamente normal, outros problemas de relacionamento vão surgindo. Paralelo a isso, os zumbis estão igualmente evoluindo, tornando-se cada vez mais difíceis de matar.</p>
<p>Não havia necessidade de uma continuação, é verdade. Mas ao menos eles conseguiram cumprir vários quesitos importantes com esse longa. O primeiro foi conseguir reunir o elenco original e o mesmo continuar funcionando tantos anos depois. Especialmente porque Abigail Breslin (<em>Pequena Miss Sunshine</em>) era uma criança na época e agora é adulta. Ou seja, mudou não apenas o físico como o estilo de atuação.</p>
<p>O quarteto principal foi apoiado por um ótimo grupo de coadjuvantes, que surgiam de repente e sempre com um elemento para acrescentar. A melhor de todas, definitivamente, é Zoey Deutch (<em>Artista do Desastre</em>), no papel da boba Madison. Poderíamos ter um problema aqui de subjugar a mulher e o esterótipo da loira burra. No entanto, o filme é debochado e o personagem acaba funcionando como uma alfinetada no que ele representa.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-11651" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1-750x500.jpg" alt="Zumbilândia - Atire Duas Vezes" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/10/3-1-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Aliás, o deboche e o humor ácido é o que sustenta <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em></strong>. Há algum tempo eu não dava tanta risada como neste filme. Risada sincera e divertida. É exatamente o que o longa é. Não vá esperando um grande roteiro, pois esse é bem clichê. Como a maioria das continuações não pensadas, ele começa com tudo certo (como foi deixado no filme anterior) e aí surge um problema, que foi uma criação aleatória do roteiro, que acaba desencadeando os eventos futuros. No que isso resulta? Um claro problema de ápice na história.</p>
<p>É exatamente esse o problema mais sério do longa. Ele caminha com muita linearidade, quando era para ser uma escalada para a glória, por assim dizer. Desta forma, o espectador tem uma impressão de monotonia, que não existe efetivamente. Mas é o que o ritmo nos induz.</p>
<p>Nada disso impede que <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em> </strong>funcione plenamente. É um filme que com certeza segue o caminho do antecessor e se apoia na sua trajetória, mas, ao mesmo tempo, tem função independente. Traduzindo: se você assistiu ao primeiro, excelente; mas se não assistiu, não vai deixar de entender o que acontece ali na narrativa. O que é muito bom, especialmente para uma continuação que surge tanto tempo depois, com novos públicos de interesse.</p>
<p>O compromisso claro deste filme é com a diversão e isso ele consegue cumprir com qualidade. Com a mistura de muito sangue, tiro, porrada e risada, <strong><em>Zumbilândia &#8211; Atire Duas Vezes</em> </strong>consegue se tornar leve. Uma distração despretensiosa para o fim de semana, que certamente vai agrada muitas gerações.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Ruben Fleischer<br />
<strong>Elenco:</strong> Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin, Rosario Dawson, Zoey Deutch, Luke Wilson, Bill Murray</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/HW5rL3QtL_E" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Paixão Obsessiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2017 12:19:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Di Novi]]></category>
		<category><![CDATA[Katherine Heigl]]></category>
		<category><![CDATA[Paixão Obsessiva]]></category>
		<category><![CDATA[Rosario Dawson]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p><i>Paixão Obsessiva</i> nos invoca na memória aqueles<i> thrillers</i> dos anos 80/90 como <i>Atração Fatal </i>marcados por relações obsessivas e que inevitavelmente culminam em crimes domésticos ou &#8220;passionais&#8221;. Atualmente eles só têm ganhado vida no mercado de home video (se o mesmo ainda existir) e nas noites de sábado do Supercine da Rede Globo, mas por alguma razão, que cogito mais abaixo, esse aqui ganhou a luz do dia em um estúdio do porte da Warner. A trama do filme gira em torno de uma ex psicótica que atormenta a vida da atual esposa do antigo parceiro, raso assim. O pior é que, diferente de alguns exemplares como o já citado <i>Atração Fatal</i>, <i>Paixão Obsessiva </i>não consegue nem mesmo ser irônico com a lógica absurda e simplista da psicologia de suas personagens, tampouco fazer uma releitura como levemente anuncia de um nicho de produção absolutamente datado para 2017.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A Alex Forrest da vez (personagem de Glenn Close em <i>Atração Fatal</i>) é interpretada por Katherine Heigl (da série <i>Grey&#8217;s Anatomy</i>), ainda amargando um merecido ostracismo tanto do cinema quanto da TV após acreditar que seria uma nova Julia Roberts. No filme, Heigl vive Tessa, mulher consumida pela amargura após ter se separado do pai da sua única filha. Na vida pós-divórcio ela dá de cara com a atual esposa do ex, Julia Banks, interpretada por Rosario Dawson (atualmente na série <i>Punho de Ferro</i>), uma editora de livros que resolve começar a trabalhar em casa pensando em conseguir conciliar melhor a carreira e o desejo de construir uma família. Ao longo do filme, a rivalidade entre as duas cresce e Tessa começa a cercar Julia por todas as frentes possíveis.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A direção de <i>Paixão Obsessiva </i>é de Denise Di Novi, experiente produtora de filmes do Tim Burton (como <i>Edward Mãos de Tesoura </i>e <i>Batman: O Retorno</i>), que, por sinal, sempre teve um bom trânsito na Warner e somente isso explica um estúdio do porte do mesmo bancar, ainda que em parceria com a produtora da realizadora, um título tão anacrônico quanto este. <i>Paixão Obsessiva </i>é descolado do seu tempo não por se encaixar em um nicho cinematográfico típico da Hollywood de trinta anos atrás, mas por não conseguir ter uma leitura atual minimamente satisfatória sobre o mesmo. Ao se apoiar na típica história de ciúmes e rivalidades femininas, <i>Paixão Obsessiva </i>não consegue superar a clássica disputa de mulheres pela atenção de um personagem masculino.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7594" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/04/PaixaoObsessiva.jpg" alt="" width="610" height="348" /></div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Mesmo contextualizando brevemente o passado de violência doméstica da personagem de Dawson e em dado momento da história a mesma dizer em alto e bom som que nada daquele conflito entre as protagonistas tem relação com um objeto masculino, desde o princípio a atenção de ambas está voltada para ele. Em dado momento da história ainda, a personagem de Heigl meio que representando todo um passado de mulheres como ela em tramas genéricas no cinema solicita à editora vivida por Dawson que a mesma consiga escrever uma história distinta da sua. Não deixa de ser um esforço autorreferencial de Di Novi e seus roteiristas mas ainda assim muito pálido perto de tudo o que o filme poderia ter feito nessa mesma direção em outros momentos, soando até oportunista ao tentar levantar uma bandeira &#8220;empoderadora&#8221; que a própria história sempre pareceu sabotar.</p>
<p>Mais grave ainda é que <i>Paixão Obsessiva </i>crê piamente que está fazendo algum serviço e leva sua premissa e desenvolvimento psicologicamente rasos muito a sério, não conseguindo enxergar que talvez recorrer a um pouco de humor tornasse sua trama pálida e desinteressante minimamente divertida e irônica para a plateia, um caminho bem mais proveitoso do que seu comprometimento social de buteco. <i>Atração Fatal &#8211; </i>é  inevitável recorrer ao mesmo como espelho tendo em vista que filmes como esse são claramente devedores do longa de Adrian Lyne &#8211; teve parte do seu êxito creditado a Glenn Close que &#8220;deitou e rolou&#8221; com sua vilã Alex Forrest, sendo indicada ao Oscar pela mesma. Aqui, nem Katherine Heigl, a única que poderia tirar algum proveito da história, parece se divertir tendo em mãos um tipo de papel que eternizou outras tantas estrelas em distintas décadas.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>É um pouco complicado para o público comprar <i>Paixão Obsessiva </i>em tempos de <i>Big Little Lies </i>e <i>Feud: Bette e Joan</i>. Denise Di Novi não problematiza a rivalidade feminina, nem trata com ironia a maneira como seus antecessores o faziam. A realizadora tenta fazer um <i>thriller </i>numa pegada oitentista sisudo se enganando (e enganando a plateia) ao anunciar elementos aqui e ali que supostamente evidenciam uma releitura, mas no fundo é uma versão piorada daquilo que alguns faziam trinta anos atrás porque estamos em outros tempos. Nesse título que se leva a sério demais, nem mesmo a construção de tensão é satisfatória em cenas que teriam como função manter o espectador na ponta da cadeira, tudo é artificial e pálido como a cor do cabelo platinado de Katherine Heigl. Sem uma  releitura séria consistente ou uma dimensão da comédia, <i>Paixão Obsessiva </i>é um título deslocado que sabe-se lá por qual razão chega aos cinemas (talvez a principal delas seja o capital em torno do nome de Di Novi).</p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme: </strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/rjs--wRk7EQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
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