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	<title>Arquivos Robert Eggers - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Robert Eggers - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Nosferatu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2025 19:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nosferatu é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em Drácula de Bram Stoker e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como A Bruxa e O Farol. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>é o tipo de material que imediatamente pensamos ser destinado a um diretor como Robert Eggers. O remake do clássico de 1922 de F. W. Murnau inspirado em <em>Drácula de Bram Stoker</em> e principal expoente do expressionismo alemão no cinema é um dos filmes seminais do gênero horror ao qual Eggers tem dedicado boa parte da sua carreira com títulos como <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/"><em>A Bruxa</em></a> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-farol/"><em>O Farol</em></a>. Os filmes de Eggers são eficientes no uso das marcas do terror, ao mesmo tempo que revelam uma sofisticação estética elevando um gênero que costuma receber o desdém de parte do público a um outro patamar. Portanto, uma revisita a <em><strong>Nosferatu </strong></em>por Robert Eggers faz todo sentido.</p>
<p>O longa segue em sua trama os mesmos passos do filme original. Na Alemanha do início do século XIX, Thomas Hutter é um corretor de imóveis recém-casado com a jovem Ellen. Hutter está cheio de planos para sua nova vida, sendo contratado por um excêntrico cliente chamado conde Orlock. A ideia é que Hutter ajude Orlock em sua mudança para a Alemanha. No entanto, há um plano secreto e maligno do conde: ele pretende espalhar o horror em Bremen e conquistar a esposa de Hutter.</p>
<p>Como O Homem do Norte, a última incursão de Eggers nos cinemas, <em><strong>Nosferatu </strong></em>parece um filme propenso a conquistar plateias maiores do que A Bruxa e O Farol, longas que possuiam um approach mais estilizado para o gênero horror. Ainda que fosse interessante ver Eggers realizar um Nosferatu mais arthouse, é impossível não reconhecer os méritos do cineasta em seu remake, um longa narrativamente engajante e que sabe utilizar a abordagem de um terror clássico sem pasteurizar a obra.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-19081" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png" alt="Nosferatu" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/image-4-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em <em><strong>Nosferatu </strong></em>, Eggers garante uma atmosfera de  horror irreversível e de crescente imprevisibilidade pelo destino dos personagens. Aqui, Eggers conduz a sua trama em uma escalada trágica de mundo colapsado e em estado de putrefação conforme a cidade de Bremen e os personagens principais sucumbem à praga de Orlock materializada por uma infestação de ratos.</p>
<p>Eggers tem um ótimo alinhamento com seu elenco principal. O primeiro colaborador do diretor que merece destaque é Bill Skarsgard. Como o conde Orlock, Skarsgard tem uma presença dominante ainda que sua aparência como o personagem só seja vista de fato na última cena do filme. A interpretação do ator, sob quilos de maquiagem como em It: A Coisa, torna Orlock uma ameaça nos mínimos detalhes: a voz gutural, os gestos cadavéricos e a força descomunal. Skarsgard desaparece como Orlock e traz para o filme o senso de imprevisibilidade e os calafrios que ele precisa.</p>
<p>Entre os personagens humanos, Lily-Rose Depp tem uma performance reveladora como Ellen Hutter. Em muitas cenas, em razão de segundos, vemos Depp utilizar um arsenal infindável de recursos com uma fluidez impressionante. Em um momento, vemos em Ellen uma jovem frágil apavorada pelo seu destino. Em razão de segundos, somos tomados de surpresa por uma possessão da personagem pelo conde Orlock, um episódio que demanda uma fisicalidade impressionante de Depp e ela responde a isso de forma excepcional. Nicholas Hoult também tem uma ótima interpretação como Thomas Hutter, o corretor marido de Ellen. No primeiro ato do longa, Hoult tem seu momento de scream king ao viver situações apavorantes como prisioneiro no castelo de Orlock.</p>
<p><em><strong>Nosferatu </strong></em>não é um retorno de Robert Eggers àquele cinema de orçamento modesto, mas segue o propósito da sua cinematografia de grande ambição artística. Com um ótimo elenco e um trabalho de ambientação impecável, Eggers dá forma ao horror na tela. Em <em><strong>Nosferatu</strong></em>, o diretor faz num terror mirando a narrativa clássica com muita personalidade e atenção a detalhes que fazem a diferença em uma boa história sobre vampiros, sendo mais um ótimo exemplar na sua carreira.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult, Bill Skarsgård, Aaron Taylor-Johnson, Willem Dafoe, Emma Corrin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/moIrYMjS0nI?si=jJoH0c8_neP9ir1Y" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Homem do Norte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2022 15:24:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Robert Eggers é um dos cineastas mais cultuados pela atual geração de fãs do cinema de horror. O diretor de A Bruxa e O Farol faz sua primeira grande concessão à indústria com O Homem do Norte. Eggers é cria da A24, a mais renomada casa do cinema independente na atualidade, e construiu sua fama como um dos principais nomes do horror contemporâneo com filmes de baixo orçamento e apurado senso artístico. Em O Homem do Norte, o cineasta sai [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Robert Eggers é um dos cineastas mais cultuados pela atual geração de fãs do cinema de horror. O diretor de A Bruxa e O Farol faz sua primeira grande concessão à indústria com <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>. Eggers é cria da A24, a mais renomada casa do cinema independente na atualidade, e construiu sua fama como um dos principais nomes do horror contemporâneo com filmes de baixo orçamento e apurado senso artístico. Em <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>, o cineasta sai da A24 e concebe com a Focus Features, subsidiária da Universal Studios, um épico viking com um orçamento de cerca de US$ 60 milhões cuja história teria inspirado William Shakespeare a escrever Hamlet, peça sobre um príncipe que retorna para o seu reino para vingar a morte do pai, assassinado brutalmente pelo seu próprio tio.</p>
<p>O mais incrível desta primeira incursão de Eggers por um &#8220;cinema de estúdio&#8221; é que ele consegue encontrar um equilíbrio interessante entre oferecer um filme mais palatável para o grande público com aspiração para o clássico, algo que A Bruxa e O Farol não foram (se é que podemos classificar <em><strong>O Homem do Norte</strong></em> como um filme agradável para uma audiência média), mas que não perde em momento algum a sua autenticidade. Na tela, é inegável que o longa possui os vestígios da assinatura do seu cineasta. Isso contraria os boatos de que o estúdio tinha interferido bastante em O Homem do Norte a ponto de incomodar o próprio cineasta, que, dizem, parece não estar mais interessado nesse tipo de experiência. Se foi como dizem, isso não é sentido na tela, o épico viking do diretor é uma obra bem consistente.</p>
<p><em><strong>O Homem do Norte</strong></em> é inegavelmente &#8220;cria&#8221; de Eggers com toda a sua ação bruta, ríspida, crua e violenta. A violência é gráfica e o cineasta enche o filme de vestígios da brutalidade dos ritos dos guerreiros vikings com imagens que causam repulsa tal qual alguns dos mais emblemáticos momentos de A Bruxa e O Farol. O diretor ainda consegue trazer para o seu épico uma atmosfera fria (não só pelo clima) e até suas inclinações para o folk horror, com a presença determinante de bruxas, uma encarnada por Anya Taylor-Joy e outra por Björk, em participação especial que não dura mais que cinco minutos.</p>
<p><em><strong>O Homem do Norte</strong></em> acompanha a saga de Amleth (Alexander Skarsgard), príncipe que testemunha a morte do pai, o rei Aurvandil (Ethan Hawke) pelas mãos do tio Fjölnir (Claes Bang). O ardil parente do príncipe não só assassina o irmão e toma o reino do seu pai, como se torna o novo marido da sua mãe, a rainha Gudrún (Nicole Kidman). Quando adulto, Amleth se infiltra nos domínios da sua família como um escravo e passa a colocar em prática seu plano de vingança com a ajuda de Olga (Anya Taylor-Joy), uma jovem bruxa por quem acaba se apaixonando.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15505" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor-.jpg" alt="O Homem do Norte" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor-.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor--360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor--610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/99022673-sc-rio-de-janeiro-rj-10-05-2022-filme-o-homem-do-norte-alexander-skarsgard-e-anya-taylor--720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong><em>O Homem do Norte</em> </strong>consegue capturar com verossimilhança o seu contexto histórico em elementos plásticos como fotografia, direção de arte e figurino, mas também em toda a preparação que seu elenco teve que se submeter. Os homens do filme são verdadeiras massas brutas, preparados para causar e suportar qualquer ato de violência com objetividade e sem remorso. As mulheres, por sua vez, exibem uma certa melancolia por serem relegadas a segundo plano ao passo que igualmente ganham uma &#8220;casca&#8221; na medida em que criam as suas próprias armas para sobreviver nesse contexto.</p>
<p>O filme é, claro, dominado pela performance dedicada do seu protagonista Alexander Skarsgard. O ator convence o espectador desde o momento em que surge na tela vestido de lobo uivando com olhar obsessivo para o vazio. A performance de Skarsgard de certa forma acaba assumindo o próprio tom do filme, uma narrativa seca repleta de personagens que perderam a humanidade ou estão com ela por um fio. É claro que Skarsgard se preparou fisicamente para o papel, mas, diferente da composição de alguns dos seus colegas para papéis similares &#8211; basta pensarmos nos filmes da Marvel -, o ator não reduz a ideia de transformar o seu protagonista em uma besta humana simplesmente pela aquisição de massa muscular. Alexander Skarsgard trabalha toda a brutalidade do personagem, uma verdadeira muralha em forma de gente, na expressão corporal encurvada e ameaçadora que exibe durante boa parte de <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>. Skarsgard consegue traduzir essa brutalidade de Amleth até mesmo na seara afetiva do personagem, já que o protagonista se revela um sujeito com extrema dificuldade de comunicar sentimentos &#8211; algo perfeitamente compreensível dado o background do personagem. Com isso, Amleth tem dificuldade para ceder espaço a emoções mais à flor da pele, mesmo quando parece senti-las, como acontece em diversos momentos nos quais divide a cena com as personagens de Kidman e Taylor-Joy, sua mãe e namorada, respectivamente.</p>
<p>Os demais atores do filme têm grandes momentos (Taylor-Joy, Claes Bang, Ethan Hawke, Willem Dafoe), mas não poderíamos deixar de mencionar a grande oportunidade que Robert Eggers dá a Nicole Kidman de protagonizar a cena de maior impacto de toda a história ao lado de Skarsgard. Durante todo <em><strong>O Homem do Norte</strong></em>, a rainha Gudrún parece ficar em segundo plano nos reinados dos seus maridos (Hawke e Bang), no entanto, é em um monólogo para o filho já adulto que a personagem revela por completo a sua natureza e como é interessante ver a atriz dominar com maestria cada linha daquele texto.</p>
<p>Quem estava com receio de Robert Eggers desvirtuar o cunho autoral do seu cinema com <strong><em>O Homem do Norte</em></strong> pode respirar aliviado por o longa é tão macabro e místico quanto suas obras anteriores. Com um visual caprichado, o filme abusa da violência e oferece cenas de ação que prendem o espectador na poltrona (destaque para o duelo final entre os personagens de Skarsgard e Bang em meio às lavas de um vulcão prestes a entrar em erupção). Ao mesmo tempo, quem tinha um certo receio de se aventurar pelo cinema do cineasta por sua inclinação para o horror e por isso evitou A Bruxa e O Farol, terá nesse longa uma ótima oportunidade para conhecer o trabalho do cineasta.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, Willem Dafoe, Gustav Lindh</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/59iAzYuo2Qk" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Farol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Michel Gutwilen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Dec 2019 21:37:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que nos separa de animais? A racionalidade? A repressão dos instintos? Para chegar em seu atual estágio evolutivo, a humanidade passou por um longo processo. No início de tudo, o homem era este primata que ainda morava em cavernas e tudo girava em torno de sua sobrevivência. De certa maneira, O Farol (The Lighthouse) é sobre a degradação da racionalidade do homem em detrimento de um retorno a esse estado primitivo, irracional e instintivo. Neste sentido, não há nada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que nos separa de animais? A racionalidade? A repressão dos instintos? Para chegar em seu atual estágio evolutivo, a humanidade passou por um longo processo. No início de tudo, o homem era este primata que ainda morava em cavernas e tudo girava em torno de sua sobrevivência. De certa maneira, <em><strong>O Farol</strong></em> (<em>The Lighthouse</em>) é sobre a degradação da racionalidade do homem em detrimento de um retorno a esse estado primitivo, irracional e instintivo.</p>
<p>Neste sentido, não há nada mais instintivo do que a sexualidade. Desde Adão e Eva e o fruto proibido, a tentação carnal é aquilo que mais coloca em risco a racionalidade do homem. Por isso, tudo gira em torno desta grande figura fálica: o farol. Fugindo de seu passado e atraído pela promessa de uma remuneração melhor, o introspectivo Ephrain Winslow (Robert Pattinson, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-z-a-cidade-perdida/"><em>Z &#8211; A Cidade Perdida</em></a>) aceita o emprego de ajudante de faroleiro em uma ilha deserta. Lá, além das numerosas tarefas braçais que o levam à exaustão, ele deve lidar com o complicado temperamento de Thomas Wake (Willem Dafoe, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-no-portal-da-eternidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>No Portal da Eternidade</em></a>), seu chefe.</p>
<p>Com tudo girando em torno desta volta ao estado primitivo do homem, acho interessante as escolhas da <em>mise-en-scène</em> de Robert Eggers (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-bruxa/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>A Bruxa</em></a>), que sempre remetem a este constante estado de retorno. Primeiramente, ele opta por uma proporção de tela de 1.19:1, que serve sua narrativa em diversos sentidos.</p>
<p>Ela aumenta a sensação de claustrofobia naquele ambiente, o que por si só já é um grande paradoxo imagético. Afinal, ao redor daquela ilha há um vasto mar coberto de névoa e que se prolonga até o limite de nossa visão. Porém, ao mesmo tempo que existe essa imensidão, cria-se este senso de estar preso no meio daquela solidão. Até a piadinha com o personagem de Pattinson batendo a cabeça na parede quando chega ao seu quarto corrobora esse sentimento de enclausuramento. Eles estão presos na ilha e dentro da própria tela do filme, em constante estado de repressão.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12096" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Farol" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5717315.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Por outro lado, se <strong><em>O Farol</em> </strong>volta justamente ao estado primitivo do homem, Eggers se aproveita e emula este retorno ao estado inicial do cinema com sua proporção de tela quadrada. Similarmente, o uso preto-e-branco acaba assumindo esta mesma função metalinguística que remete às origens do cinema.</p>
<p>No entanto, não é só em sua forma que <em><strong>O Farol</strong></em> busca este primitivismo, mas também em seu texto. Além do inglês arcaico do personagem de Willem Dafoe — algo já visto em <em>A Bruxa</em> — o filme recorre a uma visceralidade crua através flatulências, fezes, urina e masturbações. Diante daquela situação degradante e suja, os protagonistas se aproximam de verdadeiros animais.</p>
<p>Este processo de animalização vai sendo construído gradualmente por Eggers, que nos coloca na mesma posição do personagem de Pattinson. Em certos aspectos, o longa se aproxima de uma experiência sensorial bem irritante. Principalmente o som mecânico e onipresente das máquinas que beira o insuportável. Para Ephrain Winslow, tudo se resume a este teste de paciência. Até por isso, é genial como Robert Pattinson assume uma intensa fisicalidade masculina e que regride do homem cordial para um animal completamente sem controle.</p>
<p>O principal gatilho para a espiral de loucura do novato acaba sendo Thomas Wake, seu companheiro na ilha. Tudo vai se resumindo a uma intensa disputa de quem é o “mais macho” dentro daquela estrutura peniana, com a tensão sexual chegando aos extremos. As já mencionadas necessidades fisiológicas chegam a contribuir muito para esse estado de masculinidade tóxica, símbolos constantemente associados a esta figura do “machão”. Assim como Pattinson, Dafoe se reinventa em mais um papel e está nojento de um jeito fascinante.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-12097" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="O Farol" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/12/5695440.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Todavia, é curioso que, na mesma proporção que Winslow e Wake vão rumando para um primitivismo mais bruto, Eggers regride buscando referências tanto no próprio primitivismo do cinema como das artes anteriores a ele. Além do preto-e-branco e da proporção de tela<i> </i>que remetem a uma era inicial da 7ª arte, o diretor bebe um pouco de várias fontes clássicas, jamais se aprofundando em cada uma, deixando apenas o nosso imaginário trabalhar. Só para exemplificar, há todo um jogo de sombrar que remete ao Expressionismo Alemão; os contos marítimos de Herman Melville (<em>Moby Dick</em>) e os monstros H.P Lovecraft (<em>O Chamado de Cthulhu</em>); a invocação de uma mitologia marítima (sereias e Netuno); e até mitos gregos como Ícaro e Prometeu.</p>
<p>No fim, <strong><em>O Farol</em></strong>, acaba sendo uma literal escada para a loucura e obsessão que leva todos de volta para o passado. Se seu protagonista se entrega aos instintos e está obcecado com o controle por esse &#8220;pênis gigante&#8221;, Eggers parece obcecado em um formalismo estético rodeado de referências antigas que criam um terror a nível sensorial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Direção:</strong> Robert Eggers<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Pattinson, Willem Dafoe</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p>[youtube https://www.youtube.com/watch?v=rwExUiQzCD0]</p>
<p><em>*Filme assistido durante exibição no <a href="http://www.festivaldorio.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Festival do Rio 2019</strong></a>.</em></p>
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		<title>Crítica: A Bruxa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Mar 2016 21:14:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[A Bruxa]]></category>
		<category><![CDATA[Anya Taylor-Joy]]></category>
		<category><![CDATA[Kate Dickie]]></category>
		<category><![CDATA[Ralph Ineson]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Eggers]]></category>
		<category><![CDATA[Terror]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por muitos anos, os fãs do gênero terror se queixaram da produção de filmes ruins nesse nicho da indústria. Muitos remakes de filmes orientais, muitas fórmulas narrativas e muito artificialismo estético voltado para a produção de efeitos nas plateias em títulos que se multiplicavam pelo circuito de exibição, todos eles priorizando uma série de truques cinematográficos e esquecendo alguns dos principais elementos que fazem o gênero conceber histórias de gelar a espinha de qualquer ser humano com sangue correndo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por muitos anos, os fãs do gênero terror se queixaram da produção de filmes ruins nesse nicho da indústria. Muitos <i>remakes </i>de filmes orientais, muitas fórmulas narrativas e muito artificialismo estético voltado para a produção de efeitos nas plateias em títulos que se multiplicavam pelo circuito de exibição, todos eles priorizando uma série de truques cinematográficos e esquecendo alguns dos principais elementos que fazem o gênero conceber histórias de gelar a espinha de qualquer ser humano com sangue correndo em suas veias: uma atmosfera de medo ascendente e uma construção narrativa envolvente com a composição de personagens marcados por densos conflitos psicológicos. Filmes como <i>O Exorcista </i>ou <i>O Iluminado </i>não são sucessos até hoje à toa. Acontece que nos últimos anos ficamos muito bem servidos, não temos do que reclamar. Desde <i>Invocação do Mal </i>de 2013, somos surpreendidos todo ano por longas que primam por essas características e deixam de lado qualquer truque malandro para assustar criancinhas. Títulos como <i>Corrente do Mal</i>, <i>A</i> <em>Visita</em>, <em>The Babadook</em><i> </i>(disponível no Netflix) e o austríaco <i>Boa Noite, Mamãe! </i>são ótimos exemplares dessa recente leva. <i>A Bruxa </i>segue o caminho de todos eles ao apoiar-se em lendas inglesas sobre bruxaria a partir de uma apavorante experiência vivenciada por uma família no interior da Inglaterra por volta de 1630.</p>
<figure id="attachment_4719" aria-describedby="caption-attachment-4719" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4719 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/thewitch2-620x349.jpg" alt="thewitch2" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4719" class="wp-caption-text">Estética aplicada: Longa beneficia-se por um uso consciente da linguagem cinematográfica em prol da construção de uma atmosfera apavorante.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <i>A Bruxa </i>acompanhamos o casal William e Katherine e seus cinco filhos após serem expulsos do lugar onde moravam por terem crenças diferentes daquelas que os seus vizinhos possuíam. O casal e seus filhos então passam a viver isolados da sociedade em uma propriedade próxima de um bosque bastante sinistro. Quando o filho mais novo de William e Katherine desaparece misteriosamente uma série de eventos com todos os integrantes dessa família começam a acontecer e eles passam a travar uma disputa com forças sobrenaturais para descobrir o que de fato está por trás de todos os fenômenos que lhes são apresentados.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Esteticamente requintado, soando em muitos momentos até mesmo como um longa pretensioso (mas não é), <i>A Bruxa </i>busca nas cores da sua sinistra sua fotografia e em recursos como jogos de luzes a construção de uma atmosfera sombria que contribui para a crescente tensão da sua trama central. O diretor Robert Eggers ao mesmo tempo que realiza um filme pequeno e de pouca pirotecnia digital ou violência gráfica, prioriza o uso sofisticado de uma linguagem cinematográfica para transportar o espectador para uma história sinistra que mantém o corpo gélido durante boa parte da projeção. O tom da &#8220;narração de uma lenda&#8221; está presente ao longo de todo o filme do realizador e isso além de transformar <i>A Bruxa </i>em um exercício do seu gênero muito peculiar, o qualifica como um filme extremamente eficiente em seus propósitos.</p>
</div>
<figure id="attachment_4720" aria-describedby="caption-attachment-4720" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-4720 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/02/thewitch-620x349.jpg" alt="thewitch" width="620" height="349" /><figcaption id="caption-attachment-4720" class="wp-caption-text">Ecos de A Vila: Há momentos em que o filme lembra o título dirigido por M. Night Shyamalan em 2004.</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>Há uma consciência a respeito da importância que a economia dos recursos do gênero possuem para a própria eficiência do diálogo entre a obra e o seu público, fazendo com que <i>A Bruxa</i>, diferente de outros longas do nicho, não seja um filme orientado pelo terror explícito, mas um longa que permite que o sobrenatural seja revelado ao público na medida em que seus personagens mergulham nesse universo desconhecido. Ao priorizar a construção de uma história, dos seus personagens e o uso dos recursos audiovisuais em prol de um filme que não apenas consegue gerar uma cartela de efeitos de alta voltagem no espectador, mas que também serve à construção de uma obra cinematográfica esteticamente sofisticada, <i>A Bruxa </i>brinca com toda a cartela de elementos do gênero: magia negra, possessões e crianças e animais sinistros.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em certa medida, determinadas leituras sobre a paranoia coletiva e os mecanismos de controle social através do medo extraídos de filmes como <i>A Vila </i>do M. Night Shyamalan podem ser feitas, possibilitando paralelos interessantes entre as duas obras. O fato é que <i>A Bruxa </i>é um exemplar maduro de um gênero subestimado e temido por muitos, mas que quando consegue utilizar o seu programa de efeitos no espectador aliado a um poderoso jogo narrativo e estético gera filmes poderosos como esse que merecem ser vistos na tela de um cinema.</p>
</div>
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