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	<title>Arquivos Riccardo Scamarcio - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Riccardo Scamarcio - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Desaparecidos na Noite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 00:27:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Produção italiana, Desaparecidos na Noite é um filme que costuma ser enquadrado na &#8220;caixinha&#8221; do gênero &#8220;suspense Supercine&#8221;. No catálogo da Netflix, o filme poderia integrar perfeitamente a programação da Rede Globo em um sábado a noite depois do Altas Horas ao contar um tipo de história que costuma ser frequente nessa faixa de horário: um casal prestes a divorciar tem que lidar com o misterioso desaparecimento dos seus filhos, um crime que pode estar associado com a estranha vinculação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Produção italiana, <strong><em>Desaparecidos na Noite</em></strong> é um filme que costuma ser enquadrado na &#8220;caixinha&#8221; do gênero &#8220;suspense Supercine&#8221;. No catálogo da Netflix, o filme poderia integrar perfeitamente a programação da Rede Globo em um sábado a noite depois do Altas Horas ao contar um tipo de história que costuma ser frequente nessa faixa de horário: um casal prestes a divorciar tem que lidar com o misterioso desaparecimento dos seus filhos, um crime que pode estar associado com a estranha vinculação do personagem de Riccardo Scamaccio, uma das peças desse matrimônio, com grupos criminosos da Itália.</p>
<p>O longa de Renato De Maria (de filmes como Hotel paura e Nada Santo) consegue condensar todos os elementos do suspense conduzindo o espectador a pistas falsas, ainda que em dado ponto a resposta para o desaparecimento das crianças da sinopse pareça óbvia. Além de Scamaccio, vale ressaltar a presença da inglesa Annabelle Wallis (de Maligno), garantindo o caráter globalizado da produção. Tanto Scamaccio quanto Annabelle seguram as pontas com personagens que gradualmente revelam suas verdadeiras facetas.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18497" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146.jpg" alt="Desaparecidos na Noite" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/07/18133900327146-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O problema é que nem sempre <strong><em>Desaparecidos na Noite</em></strong> compensa o seu espectador. Ainda que o filme possua econômicas uma hora e meia de duração, em dado momento, a história parece se arrastar, sobretudo as passagens em que o personagem de Scamaccio põe em prática a ideia de comprar cocaína para vendê-la a traficantes conhecidos a fim de pagar o resgate dos filhos. Logo em seguida, o personagem cai em uma armadilha que coloca a sua integridade física em perigo. São longuíssimas horas nas quais o diretor Renato De Maria só conta com o talento de Scamaccio para conduzir a tensão daquela história e, por mais que o ator dê tudo de si e esteja bem em cena, isso não é suficiente para manter a fidelidade do espectador no desenrolar dos acontecimentos.</p>
<p>O terceiro ato tem bons momentos, marcados por uma certa tensão e modestas doses de imprevisibilidade, mas o filme cai no equívoco de desequilibrar a balança da culpa dos pais a respeito dos eventos que abalam o cotidiano daquela família. O personagem de Scamaccio sai com uma imagem mais positiva do que a mulher interpretada por Wallis pois o roteiro acaba recorrendo a arquétipos da femme fatale para construir a personagem da atriz como uma mulher de personalidade desequilibrada. Além disso, o mesmo roteiro não dá muitas pistas sobre o passado desse casal antes do processo de divórcio ou mesmo da vida pregressa do seu protagonista masculino. Estes percalços do roteiro talvez sejam os pontos mais frágeis de um filme que vinha apresentando um certo vigor na direção do seu suspense.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Renato De Maria</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Riccardo Scamarcio, Annabelle Wallis, Massimiliano Gallo</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/oE6zqybHu3U?si=omW9agii7LeLYNal" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: A Noite das Bruxas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Sep 2023 21:46:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. A Noite das Bruxas é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (Belfast), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores Morte no Nilo (2022) e Assassinato no Expresso do Oriente (2017). Aqui em A Noite das Bruxas, temos um tom mais obscuro das obras de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um livro da famosa escritora Agatha Christie ganha uma adaptação cinematográfica. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em> é uma obra de 1969 que conta um dos casos investigativos do detetive Hercule Poirot, brilhantemente protagonizado por Kenneth Branagh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-belfast/"><em>Belfast</em></a>), que também dirige o filme. É a terceira produção que o diretor leva aos cinemas, sendo as anteriores <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-morte-no-nilo/"><em>Morte no Nilo</em></a> (2022) e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-assassinato-no-expresso-do-oriente/"><em>Assassinato no Expresso do Oriente</em></a> (2017).</p>
<p>Aqui em <strong><em>A Noite das Bruxas</em></strong>, temos um tom mais obscuro das obras de Christie, mesmo que o livro original não ofereça este tipo de alçada. Branagh optou por ir além e criar em cima da obra, aplicando terror, sustos e um pouco de espiritualidade. É um longa definitivamente diferente e distinto dos demais, o que não quer dizer que seja ruim.</p>
<p>Poirot encontra-se aposentado de suas atividades como detetive, curtindo um pouco da paz ensolarada de Veneza. Ele tem sua rotina perturbada quando a escritora Ariadne Oliver (Tina Fey, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-free-guy-assumindo-o-controle/"><em>Free Guy &#8211; Assumindo o Controle</em></a>) aparece com a proposta de investigar melhor uma suposta vidente, interpretada por Michelle Yeoh (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-tudo-em-todo-lugar-ao-mesmo-tempo/"><em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</em></a>), que afirma falar com os mortos e espíritos do passado.</p>
<p>Eles acabam seguindo no dia das bruxas para uma casa famosa por ser assombrada por espíritos de crianças, onde aconteceu um suposto suicídio cheio de mistérios. A partir deste momento, diversos eventos surgem, forçando Poirot a voltar à profissão de detetive.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17167" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg" alt="A Noite das Bruxas" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2023/09/4546020-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Como toda história de Agatha Christie, temos uma ou mais mortes e vários suspeitos. Sempre achamos que pode ser um, até que finalmente o verdadeiro é revelado. Nada de muito inovador neste sentido, então o que nos prende enquanto espectador é justamente a forma como esse mistério é desenrolado e como consegue nos confundir. <em><strong>A Noite das Bruxas</strong> </em>consegue fazer isso relativamente bem, ainda que com algumas falhas.</p>
<p>É um filme sem exageros, que vai direto ao ponto e nos apresenta de cara o caso. Não é à toa que tem apenas 1h40 de duração, o que já anima qualquer pessoa que anda cansada de produções de 3h. Hercule reluta em aceitar a paranormalidade da situação, mesmo que ela se apresente a todo momento. Fica confuso e procura explicações, encontrando-as, na maioria das vezes. À medida que duas novas mortes acontecem, ele vai se soltando ainda mais no ofício de detetive, nos apresentando aquilo que mais gostamos: os detalhes.</p>
<p>Além disso, este toque de espiritualidade promove uma dualidade importante, já que o espectador fica sempre na dúvida se é real ou fruto da imaginação e medo dos personagens. E isso se torna mais um instigador de interesse da trama, que tem personagens bem diversos. A mãe sofrendo a morte da filha, o médico louco, a criança com comportamento adulto, os ajudantes trambiqueiros. Um estilo e perfil de cada para ajudar ainda mais a confundir a nossa mente, na hora de apostar em quem é o assassino real.</p>
<p>O que falta em <em><strong>A Noite das Bruxas</strong></em>, no entanto, é um grande ápice. O filme funciona como uma boa maré que se mantém equilibrada do começo ao fim, mas falha em nos ofertar um pouco mais de emoção em dado momento. Ainda mais para um filme de mistério com toques sinceros de terror, um pico de intensidade seria muito bem-vindo. Isso não prejudica a obra como um todo, mas faz falta.</p>
<p>Mais uma produção de Kenneth Branagh, que tem esmiuçado muito bem as obras da grande escritora Agatha Christie, que tive o prazer de ler durante a minha adolescência. Seguimos na torcida que novos livros sejam adaptados, sempre com um toque do diretor, que tem muito a nos oferecer.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Kenneth Branagh</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Kenneth Branagh, Tina Fey, Camille Cottin, Kelly Reilly, Jamie Dornan, Michelle Yeoh, Jude Hill, Riccardo Scamarcio</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/CLpH3-rcHdQ" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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