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	<title>Arquivos Renato Novaes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Renato Novaes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: O Dia Que Te Conheci</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 22:09:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quinze anos depois da sua fundação, a Filmes de Plástico se transformou em uma produtora de bastante sucesso no cenário nacional e internacional com longas de grande repercussão como Temporada (2018), de André Novais Oliveira, e Marte Um (2022), de Gabriel Martins. Uma das tônicas da produtora mineira é a maneira como seus diretores retratam o cotidiano da região, especificamente a realidade de personagens periféricos, fugindo da estereotipada associação desse contexto a gêneros cinematográficos como o filme policial ou o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quinze anos depois da sua fundação, a Filmes de Plástico se transformou em uma produtora de bastante sucesso no cenário nacional e internacional com longas de grande repercussão como Temporada (2018), de André Novais Oliveira, e Marte Um (2022), de Gabriel Martins. Uma das tônicas da produtora mineira é a maneira como seus diretores retratam o cotidiano da região, especificamente a realidade de personagens periféricos, fugindo da estereotipada associação desse contexto a gêneros cinematográficos como o filme policial ou o drama sobre a realidade social. O mais recente trabalho da produtora é o singelo <em><strong>O Dia Que Te Conheci</strong></em> que reafirma esse propósito ao poder ser enquadrada como uma autêntica comédia romântica brasileira.</p>
<p>Dirigido e roteirizado por André Novais Oliveira, o filme conta o cotidiano de Zeca (Renato Novaes), um rapaz que mora em Belo Horizonte, mas trabalha como bibliotecário em uma escola no município vizinho. Um dia, por força de circunstâncias infelizes, Zeca acaba se aproximando de Luísa (Grace Passô), uma outra funcionária da escola. A partir dali, a vida desse personagem ganha outro significado e ele passa a ter novas perspectivas.</p>
<p>Em <em><strong>O Dia Que Te Conheci</strong></em>, André Novais Oliveira consegue mais uma vez representar um cotidiano muito próximo da maior parte dos brasileiros, marcado por problemas corriqueiros com o transporte público, inquietações no ambiente de trabalho e quadros de ansiedade e depressão. Os protagonistas dessa história estão imersos nesses problemas e em um dia o cineasta promove um encontro entre esses personagens entregando aos mesmos potenciais ferramentas para ambos lidarem de uma outra forma com toda uma realidade que sempre se apresenta de forma amarga. No fim das contas, <em><strong>O Dia Que Te Conheci</strong></em> aborda o lugar que as relações ocupam no caos cotidiano que vivemos e como elas são fundamentais para conduzirmos tudo de uma forma mais leve.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18817" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image.png" alt="O Dia Que Te Conheci" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image.png 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/10/image-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Em seu novo filme, André Novais Oliveira mergulha no romance com uma direção e um roteiro extremamente enxutos. O mais interessante é perceber como a objetividade do realizador não transforma <em><strong>O Dia Que Te Conheci</strong></em> em um filme que atropela o desenvolvimento das relações entre os seus personagens, pelo contrário, entrega foco e, consequentemente, a intensidade de um olhar direcionado para a realidade de Zeca e Luisa, interpretados com muita química por Renato Novaes e Grace Passô.</p>
<p>O diretor conta com esses dois ótimos atores em cena. Tanto Renato Novaes quanto Grace Passô sabem dar organicidade aos diálogos de um roteiro que cumpre o objetivo de representar o dia-a-dia de  pessoas reais. Passô, em especial, confirma (como se a essa altura precisasse) sua figura carismática na tela, sendo uma presença luminosa desde o primeiro momento que entra em cena. Esse traço da atriz torna crível a transformação de Zeca a partir do seu encontro com Luisa, o interesse desse personagem masculino por ela e a química do casal de protagonistas.</p>
<p>O <em><strong>O Dia Que Te Conheci </strong></em>é mais um acerto do cineasta André Novais Oliveira e da Filmes de Plástico,  reafirmando a importância de diversificar a produção nacional em gêneros, abordagens e olhares. É um filme que impressiona pela multiplicidade de percepções que consegue construir a partir de uma abordagem minimalista, demarcando a presença do nosso cinema em um gênero extremamente popular como o romance, mas que é poucas vezes explorado pela nossa cinematografia, ao menos não com a autenticidade que <em><strong>O Dia Que Te Conheci</strong></em> apresenta desde o primeiro segundo.</p>
<p><strong>Direção:</strong> André Novais Oliveira</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Renato Novaes, Grace Passô, Kelly Crifer</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8ZeRyxqQKfY?si=JyHcTqG1T6JABqE2" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Festival Olhar de Cinema: A Mulher Que Sou</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 15:26:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[A Mulher que Sou]]></category>
		<category><![CDATA[Cássia Damasceno]]></category>
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		<category><![CDATA[Nathália Thereza]]></category>
		<category><![CDATA[Renato Novaes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigando as sensações e sentimentos de sua protagonista, Marta (Cássia Damasceno), A Mulher Que Sou traz um momento específico da vida desta personagem. Ela acabou de se mudar com sua filha para uma nova cidade e se ambienta nesta nova realidade. O ponto alto aqui é o fato da história geral que está sendo contada pelo filme ser, de certa maneira, o que menos importa. Marta é o foco central. Ainda que a trama colocasse outras ou mais situações, seriam [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Investigando as sensações e sentimentos de sua protagonista, Marta (Cássia Damasceno), <strong><em>A Mulher Que Sou</em></strong> traz um momento específico da vida desta personagem. Ela acabou de se mudar com sua filha para uma nova cidade e se ambienta nesta nova realidade. O ponto alto aqui é o fato da história geral que está sendo contada pelo filme ser, de certa maneira, o que menos importa. Marta é o foco central. Ainda que a trama colocasse outras ou mais situações, seriam as suas reações para aqueles acontecimentos o que de fato importaria para as cenas.</p>
<p>A câmera confirma isto através dos planos mais fechados que imprimem na tela as emoções de Marta. Um exemplo, é a sequência em que ela está no uber, a caminho de um encontro romântico e a imagem fica parada, em seu rosto, em um close, por um tempo considerável. As expressões de Damasceno são múltiplas e a atriz parece compreender o objetivo da obra. Em poucos segundos, sua face revela angústias, ansiedades e alegrias que acontecem antes de um <em>date</em>.</p>
<p>No entanto, ainda que consiga elencar esta espécie de tentativa de transformações que Marta parece desejar viver, falta que o próprio enredo contribua para isso. Após a sua instalação no hotel e a procura por uma nova casa, a produção parte para explorar o relacionamento afetivo de Marta com o corretor de imóveis (Renato Novaes). Há até uma sequência que cria a intimidade entre os dois, mas, é justamente quando parece que Marta irá se encaminhar para algum lugar que o desfecho do curta acontece.</p>
<p>Falta algo para fomentar a trajetória e mudanças de rumo de Marta em <em><strong>A Mulher Que Sou</strong></em>. Compreender suas motivações futuras ou evocar alguma ação mais forte poderiam ser soluções, pois a direção de Nathália Thereza (<em>A Outra Margem</em>) cumpre um papel importante ao traduzir estes elementos de Marta tão de perto. A interpretação de Damasceno também é consciente e presente. No entanto, há, aqui, uma questão do texto da própria Thereza, que deixou frouxo os rumos de sua criação.</p>
<p><strong>Direção</strong>: Nathália Thereza</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Cássia Damasceno, Talita de Paula, Renato Novaes</p>
<p>Confira nossas críticas de festivais <a href="https://coisadecinefilo.com.br/tag/festival/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>clicando aqui</strong></em></a>!</p>
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