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	<title>Arquivos Rebecca Hall - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Rebecca Hall - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Identidade (Netflix)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Nov 2021 13:55:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como atriz, apesar de nunca ter sido &#8220;abraçada&#8221; por completo pelas premiações ou mesmo pelos críticos, Rebecca Hall foi capaz de construir um currículo interessante com desempenhos complexos em longas como Christine, Vicky Cristina Barcelona, Professor Marston e as Mulheres Maravilhas e O Grande Truque. Eis que em sua estreia como diretora, Hall consegue expressar de maneira mais intensa ainda a sua sensibilidade artística com um drama tocante sobre uma mulher interpretada por Tessa Thompson (Vingadores: Ultimato) que reencontra uma amiga de infância vivida [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Como atriz, apesar de nunca ter sido &#8220;abraçada&#8221; por completo pelas premiações ou mesmo pelos críticos, Rebecca Hall foi capaz de construir um currículo interessante com desempenhos complexos em longas como <em>Christine, Vicky Cristina Barcelona, Professor Marston e as Mulheres Maravilhas e O Grande Truque</em>. Eis que em sua estreia como diretora, Hall consegue expressar de maneira mais intensa ainda a sua sensibilidade artística com um drama tocante sobre uma mulher interpretada por Tessa Thompson (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>)<br />
que reencontra uma amiga de infância vivida por Ruth Negga (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ad-astra-rumo-as-estrelas/"><em>Ad Astra &#8211; Rumo às Estrelas</em></a>). A protagonista do longa de <strong><em>Identidade </em></strong>fica instigada pela nova vida da amiga que se passa por branca na sociedade.</p>
<p><strong><em>Identidade </em></strong>é um drama de habilidade fascinante por desenvolver o protagonismo de duas personagens femininas extremamente complexas e por fazê-lo através de um uso sofisticadíssimo da linguagem audiovisual. Com sua fotografia em preto e branco, Hall costura de maneira elegante e repleta de nuances a jornada dessas mulheres, marcada majoritariamente por decisões nada óbvias a partir de uma situações que instauram conflitos aparentemente duais.</p>
<p>Ao passo que, assim como Irene (Thompson), julgamos a atitude e o comportamento de Clare (Negga) por esconder a cor da própria pele e assumir a identidade de uma mulher branca, a cineasta de maneira sensível e inteligente nos apresenta gradualmente as contradições da sua protagonista. Apesar de não se passar por branca, Irene (Thompson) não vive a vida da maioria das mulheres negras do seu tempo. Ela tem uma rotina confortável como esposa de um médico, um casal negro que &#8220;furou a bolha&#8221; e teve uma aparente ascensão social. No entanto, as mudanças para Irene são superficiais, aos poucos nos damos conta de que existe uma falsa impressão de transformação social quando a personagem de Thompson se depara com as falas e gestos hostis do marido racista de Clare ou quando fica sabendo pelo esposo que um homem negro foi linchado a poucos metros da sua casa. É nesse instante que a redoma da protagonista é quebrada e ela entra em crise e passa a questionar uma série de comportamentos de auto-negação da sua própria identidade, como quando esconde dos seus filhos a segregação racial no país ou a relação dúbia que estabelece com suas empregadas, também mulheres negras.</p>
<p>No lado mais evidente da análise de <strong><em>Identidade </em></strong>sobre o seu tema, temos a melancolia literalmente maquiada de Clare, cujos artifícios estéticos possibilitaram uma camuflagem social até certo ponto mas não foram capazes de salvar efetivamente a personagem do preconceito, muito porque existem questões internas mal resolvidas na personagem de Ruth Negga. Ao mesmo tempo que isso serve para que nós venhamos a compreender a segunda personagem de <strong><em>Identidade</em></strong>, também passa a ser um dado interessante para lermos a segunda porque é o convívio com a dubiedade de Clare que Irene (Thompson) passa a questionar seu estilo de vida, seu lugar na sociedade e sua própria relação com sua identidade.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14791" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1610852.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Identidade" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1610852.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1610852.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1610852.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/11/1610852.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Com tamanha complexidade conferida a suas personagens, não fica difícil para <strong><em>Identidade </em></strong>trazer fortes desempenhos de Tessa Thompson e Ruth Negga. Rebecca Hall parece ter trazido para trás das câmeras toda sua expertise na atuação e arranca das atrizes interpretações preciosas. Thompson é, de longe, a presença mais marcante do filme, com uma personagem nuançada, cheia de contradições, questões mal resolvidas e expressa toda essa combustão interna de forma silenciosa, como convém a sua retraída personagem, somente por meio de pistas deixadas pelos seus gestos corporais e expressões faciais. A atriz é econômica e consegue modular muito bem os diversos estágios emocionais pelo qual sua personagem vive na história. Ao mesmo tempo, Negga é uma figura viva durante todo o filme. Construindo Clare como uma personagem marcada pela falsa extroversão, Negga nos apresenta uma personagem triste, solitária. A dupla é formidável e faz um trabalho fundamental para cumprir os propósitos da história que a diretora conta.</p>
<p>O longa consegue compreender e traduzir muito bem esse lugar de quem toma consciência de que pertence a um grupo hostilizado socialmente e que, por conta dessa violência passa a desejar outra vida, aspira pertencer a extratos sociais mais aceitos para não passar por sofrimento&#8230; A obra fala sobre a rejeição da própria identidade e como isso em dado momento tem o potencial de se voltar contra a pessoa. Afinal, não dá para fingir ou esquecer aquilo que simplesmente se é, é algo que ronda sua vida e enquanto você não &#8220;abraça&#8221; isso com todas as suas circunstâncias externas, incluindo a não aceitação de terceiros, você nunca encontrará paz. Possivelmente, uma conclusão que Irene pode tirar ao final do terceiro ato diante de uma decisão extremada de Clare. É nesse lugar inflamável que as duas personagens de <strong><em>Identidade </em></strong>se encontram e isso o longa consegue traduzir muito bem.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o filme dá conta da identidade como algo fluido quando fala sobre a sensação de pertencimento, ampliando suas leituras para outros grupos, como homossexuais, transexuais, mulheres etc. Irene vive em uma comunidade negra, mas não consegue se conectar com ela, apesar de racionalmente entender todas as questões que perpassam por aquele grupo. A sensação de não pertencimento, no caso da personagem, passa pela autonegação, claro. Ao passo que Clare, que deu vazão a sua negação de maneira mais radical quando se passa por uma mulher branca, sente viva sua identificação com os mesmos espaços com os quais Irene se sente desconectada, lugares que permitem que a personagem de Ruth Negga seja de fato quem ela é. Clare vive uma liberdade que não experimentava desde que passou a viver sob a angustiante vigília de sustentar uma falsa identidade e a exaustiva energia que toda essa farsa demandou dela.</p>
<p>Se no primeiro longa, Rebecca Hall já demonstra essa maturidade no uso da linguagem audiovisual, na direção dos seus atores e na tecitura do seu roteiro, imagina o que seus próximos trabalhos como diretora e roteirista nos reservam? <strong><em>Identidade </em></strong>é um filme que foge pela tangente do discurso fácil e juvenil de thread  de Twitter que a gente costuma notar ser incorporado da maneira mais rasa possível por produções audiovisuais recentes, sobretudo com o selo Netflix. Enche os olhos e conforta a alma ver <strong><em>Identidade</em></strong>. Raras vezes se vê na tela a disposição, maturidade e sensibilidade com que Rebecca Hall trata temas como o preconceito e as sensações de pertencimento e deslocamento identitário nesse filme.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rebecca Hall</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Tessa Thompson, Ruth Negga, Andre Holland, Alexander Skarsgård, Bill Camp, Gbenga Akinnagbe, Antoinette Crowe-Legacy, Doris McCarthy</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/JSUtLNnvwGs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Espírito Jovem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 16:20:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo dos artistas musicais é um elemento constante em produções cinematográficas. A curiosidade sobre a rotina, bastidores e caminho para o sucesso rende roteiros interessantes e diferenciados. Podemos dar como exemplo o próprio Nasce Uma Estrela, Rocketman, Vox Lux &#8211; O Preço da Fama, dentre tantos outros. Em Espírito Jovem, a ideia é explorar o universos de concursos musicais juvenis e as motivações para participar desses eventos. Na trama, com a ajuda de um mentor inusitado, Violet (Elle Fanning) [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo dos artistas musicais é um elemento constante em produções cinematográficas. A curiosidade sobre a rotina, bastidores e caminho para o sucesso rende roteiros interessantes e diferenciados. Podemos dar como exemplo o próprio <em>Nasce Uma Estrela</em>, <em>Rocketman</em>, <em>Vox Lux &#8211; O Preço da Fama</em>, dentre tantos outros. Em <em><strong>Espírito Jovem</strong></em>, a ideia é explorar o universos de concursos musicais juvenis e as motivações para participar desses eventos.</p>
<p>Na trama, com a ajuda de um mentor inusitado, Violet (Elle Fanning) entra para uma competição de música que, além do seu talento, vai testar sua integridade e ambição. Além disso, ela vai ter que lidar com sua mãe instável e as memórias afetivas de seu passado.</p>
<p>Uma história comum deve ter um diferencial ao ser contada, senão vira apenas mais uma na multidão. Infelizmente, essa não tem um apelo maior para o público. Violet é uma menina apática e sem encanto que possui uma linda voz, ainda que pouco treinada. Ela tem o desejo de participar do concurso que se chama Espírito Jovem e, assim, ficar famosa. Por trás deste sonho, ela deseja ficar visível para que seu pai, que foi embora sem dar notícias, a veja e entre em contato.</p>
<p>As motivações para Violet participar do concurso são reais, mas pouco aprofundadas. A sensação que fica para o espectador é que o filme passeia o tempo inteiro pela superfície, sem aprofundar os personagens e suas histórias. Falta mais tempo de tela para desenvolver melhor o roteiro. No entanto, dado a orientação de direção, temo que mais tempo não fosse resolver o problema.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-10741" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/1766545.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-750x500.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/1766545.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/1766545.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/06/1766545.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Max Minghella, conhecido pelo papel em <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em>, estreia na direção de maneira não tão positiva. Mesmo com as ótimas atuações de Elle Fanning (<em>O Estranho que Nós Amamos</em>) e Zlatko Buric (<em>2012</em>), não conseguimos nos conectar com os personagens. Esteticamente, o filme é realmente muito bom. O cuidado com as cenas, a mixagem de cores e sons, torna a experiência muito mais sensorial.</p>
<p>A última cena que é o ápice do concurso é realmente visceral. Ainda assim, não consegue salvar o marasmo do restante do roteiro. Em dado momento, ele tenta estabelecer essa dualidade da fama e a ambição como um possível ponto de mudança da protagonista. No entanto, faz uso de caricaturas excessivas, que tornam as cenas muito fora da normalidade do roteiro.</p>
<p>A alegoria de coadjuvantes é tão sem aprofundamento quanto o roteiro como um todo. Até mesmo Vlad, que faz uma tentativa de tecer mais informações sobre seu passado, é relegado ao esterótipo de bêbado que um dia foi incrível mas desistiu no meio do caminho. Nenhuma explicação é dada quanto a isso e o espectador fica realmente sem esse desfecho.</p>
<p><em><strong>Espírito Jovem</strong></em> é um filme com potencial mas que tem medo de arriscar, ficando apenas na superfície. A falta de aprofundamento, seja na história ou nos personagens, é o que torna ele medíocre e pouco memorável. Uma pena!</p>
<p><strong>Direção:</strong> Max Minghella<br />
<strong>Elenco:</strong> Elle Fanning, Zlatko Buric, Rebecca Hall, Archie Madekwe, Millie Brady, Jordan Stephens, Agnieszka Grochowska, Clara Rugaard, Richard Leeming</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/tAFcsdsAlVc" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Bom Gigante Amigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2016 14:11:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Bom Gigante Amigo é um retorno do cineasta Steven Spielberg a fantasia. E sempre que Spielberg traz histórias escapistas como esta adaptação do livro homônimo de Roald Dahl é motivo para comemorar. O jeitão &#8220;meloso&#8221; do diretor, confundido muitas vezes com um tom apelativo que anseia desesperadamente por uma lágrima do espectador, sempre se encaixa melhor quando Spielberg se joga sem redes de proteção na ambiência do lúdico. O Bom Gigante Amigo apresentava esse potencial, trata-se da primeira parceria do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>O Bom Gigante Amigo </i>é um retorno do cineasta Steven Spielberg a fantasia. E sempre que Spielberg traz histórias escapistas como esta adaptação do livro homônimo de Roald Dahl é motivo para comemorar. O jeitão &#8220;meloso&#8221; do diretor, confundido muitas vezes com um tom apelativo que anseia desesperadamente por uma lágrima do espectador, sempre se encaixa melhor quando Spielberg se joga sem redes de proteção na ambiência do lúdico. <i>O Bom Gigante Amigo </i>apresentava esse potencial, trata-se da primeira parceria do diretor com a Disney, é protagonizado por uma garota na faixa dos seus dez ou onze anos e explora uma série de temas e importantes lições típicas das histórias que giram em torno do universo infantil. O resultado pode não se equiparar a filmes com esse viés que saíram das mãos do diretor, como <i>ET &#8211; O Extraterrestre</i>, por exemplo, mas tem seus bons e emocionantes momentos com o notório toque de Midas que Steven Spielberg tem para essas histórias.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6530" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/2F3639E700000578-3353031-First_look_The_BFG_teaster_trailer_begins_by_focusing_on_central-m-11_1449684642222.jpg" alt="2F3639E700000578-3353031-First_look_The_BFG_teaster_trailer_begins_by_focusing_on_central-m-11_1449684642222" width="610" height="348" /></p>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>No longa, a jovem órfã Sophie é raptada por um gigante da janela do orfanato onde mora em Londres. Ele a leva para sua terra e lá os dois acabam se tornando grandes amigos. No entanto, eles descobrem que os demais gigantes do local podem pôr em risco a vida de  diversas crianças e devem agir antes que seja tarde demais. Com essa premissa, <i>O Bom Gigante Amigo </i>reserva ótimos momentos para a garotinha Sophie, interpretada pela encantadora Ruby Barnhill, mais uma prova de que Spielberg sabe escolher seus protagonistas mirins, e o gigante BGA, resultado de um ótimo trabalho da equipe de efeitos especiais, mas sobretudo do interessante desempenho de Mark Rylance, que já havia trabalhado com Spielberg em <i>Ponte dos Espiões </i>e que, inclusive, por aquele papel, recebera um Oscar de melhor ator coadjuvante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>A resolução de <i>O Bom Gigante Amigo </i>é um pouco falha, apressada demais e apresenta alguns &#8220;desvios&#8221; de foco da sua própria premissa, mas ainda assim é capaz de proporcionar momentos de emoção singela tão doces quanto àqueles que foram vistos pelo espectador ao longo de todo o filme. <i>O Bom Gigante Amigo </i>não é uma reinvenção na carreira de Spielberg, tampouco tem o mesmo impacto dos seus melhores filmes, mas ainda assim, nas suas águas calmas, é capaz de envolver o espectador de uma maneira que só o diretor sabe fazer, especialmente quando trabalha com um material com suas características.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
</div>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NhezZXkawWg" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: O Presente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2015 00:04:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Joel Edgerton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; De maneira bastante cautelosa e honesta, o ator australiano Joel Edgerton estreia na direção de longa-metragens com esse simples e eficiente suspense que teve uma aceitação muito positiva pela crítica nos EUA. Narrando em O Presente uma clássica história de obsessão protagonizada por um misterioso e sinistro personagem interpretado pelo próprio ator/diretor/roteirista, Edgerton oferece uma trama que ainda que seja previsível pelas suas reviravoltas e pelo seu desfecho, ao menos é conduzida com muita eficiência pelo realizador estreante. &#160; O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_4041" aria-describedby="caption-attachment-4041" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/The-Gift-Movie-2015-Joel-Edgerton-Gordo.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-4041 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/The-Gift-Movie-2015-Joel-Edgerton-Gordo-620x310.jpg" alt="UNTITLED JOEL EDGERTON PROJECT" width="620" height="310" /></a><figcaption id="caption-attachment-4041" class="wp-caption-text">Sujeito sinistro: Protagonista vivido pelo ator Joel Edgerton tem um comportamento bastante suspeito</figcaption></figure>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>&nbsp;</p>
<p>De maneira bastante cautelosa e honesta, o ator australiano Joel Edgerton estreia na direção de longa-metragens com esse simples e eficiente suspense que teve uma aceitação muito positiva pela crítica nos EUA. Narrando em <i>O Presente</i> uma clássica história de obsessão protagonizada por um misterioso e sinistro personagem interpretado pelo próprio ator/diretor/roteirista, Edgerton oferece uma trama que ainda que seja previsível pelas suas reviravoltas e pelo seu desfecho, ao menos é conduzida com muita eficiência pelo realizador estreante.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
<figure id="attachment_4042" aria-describedby="caption-attachment-4042" style="width: 617px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/the-gift-04-gift-sg-005-rgb.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-4042" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2015/11/the-gift-04-gift-sg-005-rgb.jpg" alt="the-gift-04-gift-sg-005-rgb" width="617" height="303" /></a><figcaption id="caption-attachment-4042" class="wp-caption-text">Casal modelo: Personagens de Jason Bateman e Rebecca Hall vivem um casamento aparentemente perfeito.</figcaption></figure>
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<p><i>O Presente </i>conta a história de um casal, Simon e Robyn, interpretados respectivamente pelos ótimos Jason Bateman e Rebecca Hall, que muda-se para uma nova vizinhança e acaba reencontrando um antigo colega de infância dele, Gordo, papel de Joel Edgerton. Logo Gordo começa a incomodar Simon pela sua forçada tentativa de fortalecer vínculos antigos e pelas suas constantes visitas a Robyn quando ele está no trabalho. À medida que o casal se aproxima de Gordo passa a ser envolvido em um jogo paranóico marcado pelo mistério em torno das reais pretensões do novo &#8220;amigo&#8221;.</p>
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<p>Basta ter o mínimo de repertório cinéfilo para conseguir se antecipar a determinados movimentos da trama de <i>O Presente</i>: o cara bonzinho que não é tão bonzinho assim, o amigo psicótico que tem lá as suas razões para agir como age&#8230; Tudo em <i>O Presente </i>soa familiar, o suspense parece ser predestinado a se tornar um daqueles filmes exbidos na TV aberta sábado à noite. Esta familiaridade de <i>O Presente</i> contudo vai até certo ponto pois se os passos dos personagens podem ser antecipados pelo próprio espectador, o olhar de Edgerton para esta narrativa de gênero é singular e possui a sua própria força. A forma como o diretor costura a sua história e encerra o destino de seus personagens supera qualquer leitura do filme pela chave de um gênero, transformando-o em um entretenimento adulto com ritmo, inteligência e consciência cinematográfica.</p>
</div>
<p>Com interpretações marcantes do seu trio principal, dando um especial destaque ao próprio Edgerton que, acertadamente, pouco entrega do seu misterioso Gordo ao espectador, <i>O Presente </i>é uma excelente estreia para o diretor e roteirista. Atrás das câmeras, Edgerton demonstra a precisão narrativa necessária para tornar o pouco e o óbvio, já que o filme é narrativamente simples e tem os seus similares, em uma experiência cinematográfica muito eficiente.</p>
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		<title>Crítica: Transcendence &#8211; A Revolução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2014 16:02:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cillian Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny Depp]]></category>
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		<category><![CDATA[Transcendence - A Revolução]]></category>
		<category><![CDATA[Wally Pfister]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Sobre Transcendence &#8211; A Revolução as recentes manchetes dos jornais falam do mais novo fiasco da filmografia de Johnny Depp, buscando explicações para o declínio de um ator versátil como ele, sempre tão exitoso em suas empreitadas. Evidente que não se pode atribuir a Depp o fracasso dos seus últimos filmes, talvez a sua entrada nesses projetos, mas sabe-se lá Deus sob que circunstâncias ocorreram. O fato é que o ator é protagonista da emperrada engrenagem do Star System que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_1303" aria-describedby="caption-attachment-1303" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1303 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans-620x351.jpg" alt="TRANSCENDENCE" width="620" height="351" /></a><figcaption id="caption-attachment-1303" class="wp-caption-text">Transcendência: Personagem de Johnny Depp deseja utilizar a inteligência artificial para superar as limitações da vida.</figcaption></figure>
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<p>Sobre <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>as recentes manchetes dos jornais falam do mais novo fiasco da filmografia de Johnny Depp, buscando explicações para o declínio de um ator versátil como ele, sempre tão exitoso em suas empreitadas. Evidente que não se pode atribuir a Depp o fracasso dos seus últimos filmes, talvez a sua entrada nesses projetos, mas sabe-se lá Deus sob que circunstâncias ocorreram<em>. </em>O fato é que o ator é protagonista da emperrada engrenagem do <em>Star System </em>que já não serve Hollywood com tanta eficiência e vai, gradativamente, entrando para o limbo dos atores impiedosamente &#8220;descartados&#8221; em prol da hiper-valorização dos mais novos como Jennifer Lawrence, Robert Pattinson, Ryan Gosling, Emma Stone ou Shailene Woodley. Julia Roberts, Tom Cruise, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Jim Carrey, todos já passaram por isso. Alguns conseguiram se reinventar, outros ainda estão tentando encontrar o seu caminho. O fato é que <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>não é um filme de resultados pífios por Johnny Depp estar nele, mas o fato de um ator do seu calibre se expor repetidamente a projetos inabilidosamente conduzidos como esse longa é preocupante.</p>
<p><em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>traz a história de um pesquisador sobre inteligência artificial que começa a desenvolver secretamente um projeto que visa utilizar a tecnologia para preservar o planeta do desgaste e da depredação. Além disso, Will Caster, o sujeito em questão, deseja superar a própria limitação da vida humana, preservando as funções do seu cérebro em um sistema avançado de inteligência artificial. Tudo o que Caster faz é pensando na iminência da sua morte já que tem sua vida ameaçada por um grupo de extremistas que são contra determinadas interferências da tecnologia no dia-a-dia humano. O pesquisador também faz tudo isso pensando na sua esposa Evelyn, com quem tem uma relação cercada por muito afeto, admiração e parceria.</p>
<figure id="attachment_1304" aria-describedby="caption-attachment-1304" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans1.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1304 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/trans1-620x362.jpg" alt="trans1" width="620" height="362" /></a><figcaption id="caption-attachment-1304" class="wp-caption-text">Elenco de peso: Johnny Depp, Rebecca Hall e Paul Bettany são apenas alguns dos atores que fazem parte do filme. Infelizmente, nem todos eles são aproveitados.</figcaption></figure>
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<p>Conduzido por Wally Pfister, diretor de fotografia dos últimos filmes de Christopher Nolan, a trama de <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>segue caminhos bem parecidos com os longas do diretor da trilogia <em>O Cavaleiro das Trevas</em>, a influência é clara. A história inspira a habitual engenhosidade dos roteiros de Nolan, tem um &#8220;pézinho&#8221; no suspense e em abordagens mais cerebrais e traz no seu cartaz um elenco muito interessante, alguns deles, inclusive, já trabalharam com Nolan, como é o caso de Rebecca Hall (<em>O Grande Tr</em><em>uque</em>), Morgan Freeman (a trilogia <em>O Cavaleiro das Tr</em>evas<em>)</em> e Cillian Murphy (<em>Batman Begins </em>e <em>A Origem</em>). O filme de Pfister se diferencia apenas por sugerir abraçar com mais força a subjetividade dos seus personagens, o que Nolan propositadamente, em diversos projetos, trafega com timidez. O roteiro do estreante em longas Jack Paglen tem como condutor dos seus atos o relacionamento do protagonista com a esposa Evelyn, sobretudo os efeitos das ações dele na personagem de Rebecca Hall.</p>
<p>Já que falamos de Rebecca Hall é preciso dizer que a atriz mantém a qualidade do seu trabalho aqui. Como Depp ausenta-se em diversos momentos, o centro da narrativa acaba voltando-se para ela e poucas atrizes conseguem lidar com uma personagem tão conturbada internamente de maneira tão cuidadosa e nada excessiva quanto Hall, de longe, a que sai ilesa das decisões questionáveis do projeto. Depp está bem quando surge em cena (e, nesse quesito, levanto as mãos para os céus por esse não ser um daqueles personagens excêntricos no qual o ator costuma carregar nas tintas em sua composição), mas o centro da trama acaba sendo Hall, que domina cada quadro desse filme com sua habitual competência. No mais, apesar de contar com um elenco que traz Paul Bettany, Morgan Freeman, Cillian Murphy, Kate Mara e Clifton Collins Jr., <em>Transcendence- A Revolução</em> não faz nada por nenhum deles. Diferente do casal principal, seus personagens são rasos e surgem na tela como um capricho da ficha técnica do filme.</p>
<figure id="attachment_1305" aria-describedby="caption-attachment-1305" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/7transcendence06_600_600x450_6fbaecd4f4.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1305 size-full" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/7transcendence06_600_600x450_6fbaecd4f4.jpg" alt="7transcendence06_600_600x450_6fbaecd4f4" width="600" height="341" /></a><figcaption id="caption-attachment-1305" class="wp-caption-text">O casal Caster: A dedicação de Will e Evelyn ao relacionamento deles é o ponto central de toda a história do filme.</figcaption></figure>
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<p>O que destrói <em>Transcendence &#8211; A Revolução </em>é a própria ambição da sua história. Chega um determinado ponto da fita que nem Wally Pfister, nem o roteirista Jack Paglen, conseguem sustentar as demandas que chamam para si ao longo da narrativa, culminando em um terceiro ato que é corrosivo para o filme e acaba transformando-o em uma história de pouca credibilidade. Paglen não consegue dar um desfecho satisfatório ao projeto e não mantém uma linha ascendente no desenvolvimento de sua trama e dos seus personagens. Quando chega no clímax da história interrompe todos os eventos com frases de efeito e decisões amadoras que saltam a tela.</p>
<p>E, nesse quesito, quem pode culpar Johnny Depp por se envolver na primeira empreitada como realizador do diretor de fotografia de Christopher Nolan? Por querer trabalhar com Morgan Freeman, Rebecca Hall, Paul Bettany, Cillian Murphy? Talvez possamos culpá-lo por ter aceitado um roteiro que não dá conta do próprio peso e dramaticidade da história e da complexidade de temas que convoca, mas dai também não sabemos o que aconteceu entre o processo de sua finalização e início de suas filmagens (é muito comum que em projetos desse porte o roteiro seja reescrito por exigência do estúdio). Especulações&#8230; O fato é que não há como culpar Depp por atender a um chamado desses em um projeto que de fato parecia promissor com todos esses indícios positivos. O cinema, como toda forma de expressão, é uma caixinha de surpresas e não dá para prever os caminhos que uma obra irá percorrer, ter garantia do seu sucesso ou ter controle sobre o que acontece durante o processo criativo. O que dá para dizer é que Depp está longe de ser o culpado pelo fiasco de <em>Transcendence</em>. No entanto, infelizmente, a indústria costuma ser implacável nesse tipo de escorregada, antecedida por tantas outras como <em>Alice no País das Maravilhas</em>, <em>Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas</em>, <em>O Diário de um Jornalista Bêbado</em>, <em>O</em> <em>Turista</em>, <em>Sombras da Noite </em>e <em>O Cavaleiro Solitário</em>. É assim que funciona, amigos.</p>
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