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	<title>Arquivos Pierre Niney - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Pierre Niney - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Amantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 00:25:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amantes é a mais recente empreitada de Nicole Garcia na direção cinematográfica. Garcia quer contar um thriller centrado em um triângulo amoroso envolvendo um casal interpretado por Pierre Niney e Stacy Martin, separados no passado depois que ele se envolve na morte de um cliente por overdose. Simon, o personagem de Niney, é um traficante de drogas que, para afastar a responsabilidade da namorada sobre a morte do sujeito, já que, assim como ele, ela também estava na residência do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Amantes</strong> </em>é a mais recente empreitada de Nicole Garcia na direção cinematográfica. Garcia quer contar um thriller centrado em um triângulo amoroso envolvendo um casal interpretado por Pierre Niney e Stacy Martin, separados no passado depois que ele se envolve na morte de um cliente por overdose. Simon, o personagem de Niney, é um traficante de drogas que, para afastar a responsabilidade da namorada sobre a morte do sujeito, já que, assim como ele, ela também estava na residência do homem, resolve fugir deixando todo o passado para trás. Anos depois, já casada com um magnata interpretado por Benoît Magimel, Lisa (Stacy Martin) reencontra Simon e os dois passam a viver um romance às escondidas.</p>
<p>É claro que em dado momento da história (estamos falando de um thriller), os protagonistas do filme de Garcia acabam se dando conta de que terão que tomar uma decisão drástica para dissolver esse triângulo e afastar o marido dela de suas vidas. Até certo ponto, Nicole Garcia mantém a trama em rédeas bem seguras, conferindo um ótimo ritmo para sua história digna do legado de um Adrian Lyne no gênero (<em>Atração Fatal</em> e <em>Infidelidade</em>). Esse tipo de história tem uma atração magnética com o público, a gente sempre fica instigado com os próximos passos dos personagens, sempre na expectativa de uma tragédia iminente para uma história de amor que já não começa bem. <strong><em>Amantes</em> </strong>tem um &#8220;q&#8221; de novelesco, de trama que reitera caminhos de outras histórias e que, por isso mesmo, segue envolvente para o público.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15895" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2769071.jpg" alt="Amantes" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2769071.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2769071-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2769071-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/09/2769071-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Acontece que nem tudo em <em><strong>Amantes</strong> </em>corre às mil maravilhas, seus problemas são sutis e ainda que em dada medida o filme entretenha o público, ao final da sessão fica a sensação de uma incompletude cuja fonte o espectador não sabe identificar em um primeiro momento. Falta um pouco de charme e erotismo na relação entre os personagens de Pierre Niney e Stacy Martin, algo que seria fundamental para dimensionar a atração dos amantes da trama. Garcia emprega uma direção muito pálida, monocórdica e esteticamente monocromática, repleta de paletas beges e champanhe. Falta ao longa &#8220;abraçar&#8221; sem reservas a passionalidade que anuncia com seu casal principal, isso não está na tela.</p>
<p>Ao longo da sua condução para a história, a diretora e co-roteirista dá toques interessantes ao triângulo amoroso a ponto de fazê-lo escapar de uma visão moralista que permeou essas tramas na década de 1980, por exemplo, sobretudo em Hollywood. O marido traído de Benoît Magimel não é um pobre coitado, é um sujeito de comportamento questionável e até detestável. Não fosse a apatia da protagonista de Stacy Martin, torceríamos ainda mais contra um final favorável para o sujeito. O desfecho de Lisa (Martin), por sua vez, é bem interessante se pensarmos na sua própria emancipação após anos turbulentos ao lado de duas figuras masculinas bem complicadas.</p>
<p>Apesar dessa injeção de ânimo pontual de Garcia no gênero, <em><strong>Amantes</strong> </em>é um filme que precisaria de um pouco mais de vida, de senso de erotismo e melodrama. Ele é excessivamente &#8220;francês&#8221;, low profile e comedido demais na representação de emoções que parecem borbulhar nos seus personagens. É discreto demais, excessivamente sóbrio para uma trama que envolve escândalos matrimoniais cuja tragédia parece um ponto de chegada incontornável.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Nicole Garcia</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Pierre Niney, Stacy Martin, Benoît Magimel</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/R0e_VjrQSXs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Através do Fogo &#8211; Festival Varilux de Cinema Francês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 00:29:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Amélie Benady]]></category>
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		<category><![CDATA[Chloé Stefani]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Através do Fogo</strong></em> é baseado em eventos reais e narra a história de vida de Franck Pasquier, um ex-bombeiro que durante o trabalho teve boa parte do seu corpo exposto a queimaduras passando por uma dolorosa jornada de recuperação e reconstrução de si após o evento. O filme de Frédéric Tellier tem toda aquela &#8220;embalagem&#8221; de uma edificante trama repleta de momentos inspiradores de superação tendo a vida do seu protagonista como espelho a ser mirado. Com o passar do tempo, torna-se latente essa vocação do longa, que se apropria milimetricamente de todos os cacoetes desse tipo de história para narrar algo do tipo &#8220;filme baseado em eventos reais com grande lição moral&#8221;.</p>
<p>O filme de Tellier tem uma produção tecnicamente caprichada que praticamente torna impossível apontar deslizes nesse departamento. Os problemas do drama são outros. <em><strong>Através do Fogo</strong> </em>não é muito diferente de histórias semelhantes, decalcando a jornada do herói vítima de uma tragédia que se reergue e aprende a viver novamente após esse evento. Inúmeros outros filmes, em diferentes contextos, já construíram esse tipo de narrativa, não será novidade para o espectador ainda que ele embarque na proposta do filme e se comova eventualmente com a história do seu protagonista.</p>
<p>O elenco encabeçado por Pierre Niney e Anaïs Demoustier está correto, nada que o leve ao excepcional e saia da zona de conforto relativa que as suas respectivas funções oferecem na história (o homem tentando se reencontrar após o evento que lhe retira a identidade em todas as instâncias e a esposa tentando reinventar as bases de um relacionamento que já não é mais o mesmo) . É um filme feito para comover grandes audiências, mas o faz através da reiteração de um tipo de jornada exaustivamente utilizada pelo cinema, com estratégias narrativas muito reconhecíveis. Nenhuma singularidade é percebida em <em><strong>Através do Fogo</strong></em>, que, como todo filme do gênero, parece se escorar na força de sua história real a fim de driblar qualquer eventual questionamento sobre a qualidade da sua dramatização da realidade.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Frédéric Tellier<br />
<strong>Elenco:</strong> Pierre Niney, Anaïs Demoustier, Chloé Stefani, Vincent Rottiers, Sami Bouajila, Élisabeth Commelin, Amélie Benady</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/3JCSTqmC52Q" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Festival Varilux: Frantz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Jun 2017 22:38:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Varilux de Cinema Francês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é fácil ter um olhar singular para os conflitos mundiais do século passado com tantas obras cinematográficas que já trataram do assunto (e que são tão boas). Retornando a questões que são inevitáveis sobre o contexto histórico, fazendo um recorte na Primeira Guerra Mundial, François Ozon faz de Frantz um belíssimo exemplar do alcance que os temas relativos a guerra conseguem ter e o faz indo na direção mais acertada: buscando no conflito mundial temas de compreensão universal. Em linhas gerais, Frantz é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Não é fácil ter um olhar singular para os conflitos mundiais do século passado com tantas obras cinematográficas que já trataram do assunto (e que são tão boas). Retornando a questões que são inevitáveis sobre o contexto histórico, fazendo um recorte na Primeira Guerra Mundial, François Ozon faz de <i>Frantz </i>um belíssimo exemplar do alcance que os temas relativos a guerra conseguem ter e o faz indo na direção mais acertada: buscando no conflito mundial temas de compreensão universal.</p>
<p>Em linhas gerais, <i>Frantz </i>é um romance que conta a história de Adrien (Pierre Niney), um jovem musicista francês de passagem pela Alemanha para conhecer a família de um amigo que morreu no <i>front </i>de batalha. Lá ele acaba se afeiçoando por Anna (Paula Beer), a ex do falecido, mas uma série de questões serão colocadas no caminho dos dois.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Com sua fotografia predominantemente em preto e branco, Ozon nos oferta o cenário melancólico de dois países, França e Alemanha, se recompondo das consequências de uma guerra e se preparando para uma próxima. A ausência de cores e o clima social de luto encontram diálogo com os sentimentos dos personagens de <i>Frantz</i> no pós-guerra: Adrien vive o trauma do combatente, Anna convive com a viuvez precoce e os Hoffmeister procuram administrar a ausência do filho cujo corpo sequer conseguiram resgatar. Em momentos breves do filme, nos quais os personagens conseguem encontrar alguma brecha de felicidade, Ozon recupera as cores dando um poético e simbólico efeito para a sua narrativa em transições cromáticas.</p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;">
<p>Em meio a suas reviravoltas e tom melodramático, Ozon quer falar sobre a superação da dor. Entre todos os personagens de <i>Frantz </i>apenas um consegue se reerguer em meio a cinzas que não conseguem recompor os demais. Com seu mais recente filme, Ozon não está inclinado a oferecer um <i>happy end</i>  e nem poderia, essa não seria uma reviravolta apropriada para a sua história. Contudo, é tocante perceber como mesmo diante da melancolia no desenlace amoroso e de mentiras mantidas a fim de evitar sofrimentos ainda mais implacáveis, Ozon consegue fazer de <i>Frantz </i>uma obra sobre a esperança em meio ao luto e sobre a importância, para aqueles que ficam, de dar prosseguimento em suas vidas.</p>
<p>Obs.: O filme está em cartaz na programação do Festival Varilux de Cinema Francês que está ocorrendo em várias cidades brasileiras. Para ficar por dentro dos horários das sessões desse e de outros títulos que estão na programação do evento, <a href="http://www.variluxcinefrances.com.br/">clique aqui. </a></p>
<p><strong>Assista ao trailer do filme:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/xNKWz-6GKXI" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
</div>
<div data-blogger-escaped-style="text-align: justify;"></div>
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