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	<title>Arquivos Pierfrancesco Favino - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Maria Callas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 12:44:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, Maria Callas, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada de premiações está aí e, com ela, os lançamentos dos possíveis filmes que podem chegar ao Oscar com alguma indicação. Dentre as estreias da semana, <strong><em>Maria Callas</em></strong>, que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), está entre os longas-metragens que fazem campanha por algumas vagas na maior premiação do cinema mundial. A produção, que conta os últimos dias de vida do ícone da ópera, desponta como um possível indicado em categorias técnicas referentes ao departamento de arte no Academy Awards, mas o foco principal de campanha do filme é a atuação de Angelina Jolie (<em>Aqueles que me Desejam a Morte</em> e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-eternos/"><em>Eternos</em></a>, ambos de 2021).</p>
<p><strong><em>Maria Callas</em></strong> é o terceiro longa do diretor Pablo Larraín (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jackie/"><em>Jackie</em></a>, de 2016, e <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-spencer/"><em>Spencer</em></a>, de 2021) que foca seus esforços em recriar momentos cruciais da vida de figuras femininas reais. A diferença neste projeto é que o roteirista Steven Knight (<em>Serenidade</em>, de 2019 e <em>Spencer</em>) utiliza da fantasia e de flashbacks constantes para preencher as vivências de Callas, emaranhado a sua vida e morte em números musicais. Essa escolha traz uma estética visual e narrativa de fantasia para o filme, permitindo que sua história vá além de uma simples narração dos últimos dias de vida.</p>
<p>Seja a partir dos devaneios pelos remédios ou através de suas memórias afetivas e dolorosas de vida, a personagem de Angelina teve muito o que viver em seus momentos finais. E esse pastiche de vivências reais e ficcionais permitiram que <strong><em>Maria Callas</em></strong> fosse um projeto um pouco diferente de Larraín. Apesar disso, existe uma estrutura de condução muito clara desse tipo de filme para o diretor. Se o espectador já assistiu Jackie ou Spencer, é possível de imaginar certas escolhas ou encaminhamentos que serão tomados no trabalho do cineasta chileno visto em tela.</p>
<p>Atrelado ainda a ideia de fantasia presente no filme por meio dessas digressões e dos devaneios de Maria, o longa ganha muito nos departamentos de arte e fotografia. Talvez os pontos mais altos de <strong><em>Maria Callas</em></strong> sejam justamente os resultados dos dois departamentos. A arte brilha na composição de sets de época, no figurino e como ele conta a história da personagem-título, tal qual o cabelo e maquiagem finalizam essa composição visual com maestria.</p>
<figure id="attachment_19043" aria-describedby="caption-attachment-19043" style="width: 750px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-19043" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg" alt="Maria Callas (2024)" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-750x500.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-720x480.jpg 720w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2-770x514.jpg 770w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Maria-Callas-2.jpg 1012w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><figcaption id="caption-attachment-19043" class="wp-caption-text">Angelina Jolie em cena de &#8216;Maria Callas&#8217; (2024)</figcaption></figure>
<p>Da mesma forma, o departamento de fotografia de <strong><em>Maria Callas</em></strong>, comandado por Edward Lachman (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-o-conde/"><em>O Conde</em></a>, de 2023), mergulha nas possibilidades narrativas mediadas pela fantasia e memória da personagem de Angelina. A composição estética visual do filme se complementa com essa tríade entre os dois departamentos e a força motriz do roteiro que é a fantasia e as memórias de Callas. Com isso, o espectador tem um espetáculo visual mais interessante dentre as três biografias femininas da carreira de Pablo Larraín.</p>
<p>Auxiliando o diretor a apontar a direção do barco da produção, Angelina Jolie vem como uma força em cena. Talvez um de seus melhores trabalhos dramáticos da carreira, <strong><em>Maria Callas</em></strong> permite que a atriz ande em outros tons e camadas de desenvolvimento que talvez não tenha tido a oportunidade &#8211; ou ao menos uma boa oportunidade &#8211; de desenvolver. O resultado de sua performance no longa merece elogios e louros, no entanto, ela se fragiliza nas cenas onde o enfoque em números musicais são maiores. A dublagem da atriz, por vezes, quebra a vivência do público por soar como uma nítida dublagem.</p>
<p>Com algumas poucas indicações na temporada de prêmios, <strong><em>Maria Callas</em></strong> tem como foco da campanha a indicação de Jolie ao Oscar e, talvez, menções nas categorias dos departamentos de arte e fotografia. Se as chances de indicação ao prêmio de Melhor Atriz já são pequenas por conta do ano disputadíssimo, as vitórias se tornam ainda melhores. Suas chances maiores de indicações e até mesmo possíveis vitórias se concentram nos departamentos de visualidades do longa. No entanto, as expectativas são baixas para o filme despontar como favorito ao Oscar.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pablo Larraín</p>
<p><strong>Elenco: </strong>Angelina Jolie, Pierfrancesco Favino, Alba Rohrwacher, Haluk Bilginer e Kodi Smit-McPhee</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/nHcoK0uuxIw?si=t6j4BGeK8rhFkKUD" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Irmãos à Italiana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Aug 2021 15:13:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Claudio Noce]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Francesco Gheghi]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseado na própria infância do diretor Claudio Noce (Aria), Irmãos à Italiana é um filme que procura contar fatos intensos sob uma perspectiva doce e juvenil. Passado no final dos 1970, momento no qual a Itália passava por um momento político complicado, que ficou conhecido como Anos de Chumbo, o ponto principal aqui é que esta é uma obra que procura mostrar todos os seus acontecimentos pelo olhar do pequeno Valério (Mattia Garaci). Ele é um garoto de dez anos que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseado na própria infância do diretor Claudio Noce (<em>Aria</em>), <strong><em>Irmãos à Italiana</em></strong> é um filme que procura contar fatos intensos sob uma perspectiva doce e juvenil. Passado no final dos 1970, momento no qual a Itália passava por um momento político complicado, que ficou conhecido como Anos de Chumbo, o ponto principal aqui é que esta é uma obra que procura mostrar todos os seus acontecimentos pelo olhar do pequeno Valério (Mattia Garaci). Ele é um garoto de dez anos que vê seu pai, Alfonso (Pierfrancesco Favino), sofrer um atentado.</p>
<p>Entre tiros e sangues presenciados, é na poesia dos dias de sol e da bola de futebol batida no chão que o longa-metragem posiciona seu foco. Mais ainda, é na relação de Valério e seu novo amigo Christian (Francesco Gheghi) que o público passa a entender os sentimentos mais profundos, intensos e espontâneos de seu protagonista. Além do medo de perder ou se afastar do pai, o ciúme e a rebeldia são traços que surgem na tela, tornando a figura do menino mais complexa e explorada.</p>
<p>A dinâmica entre o emocional de Valério e o perigo que cerca sua família são bem elaboradas narrativamente. O jogo de suspensão com relaxamento imprime uma mescla que faz com o que o espectador nunca esqueça duas coisas: esta é a perspectiva de Valério e a qualquer momento o jogo pode virar e algo de ruim pode acontecer. Neste sentido, os atores conseguem colaborar para a instauração destas atmosferas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-14366" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/5846187.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="Irmãos à Italiana" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/5846187.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/5846187.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/5846187.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2021/07/5846187.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxx-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>A dinâmica de contracena é algo que chama atenção em <strong><em>Irmãos à Italiana</em></strong>, pois os intérpretes parecem imersos naquela realidade, evocando uma organicidade que traz fluidez para as cenas. A contenção é algo bastante trabalhado aqui, o que faz com que os rompantes e sensações mais fortes se destaquem quando acontecem. Um bom exemplo disto é na cena em que Valério e Christian conversam sobre pular de um abismo, após o <em>plot twist</em> do enredo. Alfonso surge desesperado e abraça o filho.</p>
<p>Neste momento, existem gradações nas tonalidades utilizadas pelos artistas, o que confere um equilíbrio para toda sequência, elevando seu potencial. Além disto, a decupagem, ainda que seja bastante tradicional e até pouco arriscada, dialoga diretamente com o roteiro. Parece que o objetivo ali é fazer com que a história se sobressaia mais do que qualquer outro elemento da obra, algo que é alcançado em sua totalidade. Ainda assim, a sua fotografia acaba saltando aos olhos.</p>
<p>A presença constante de uma forte iluminação, com cores mais abertas, passa a sensação de leveza e inocência. Este fator reforça esta ideia de que tudo é visto e sentido por Valério, é o seu olhar para o mundo, a sua infância repleta de sol, mesmo com o temor do desconhecido e do futuro de seus parentes. Em paralelo a isso, os instantes nos quais são mostrados a vida adulta de Valério são mais cinzentos e azulados, como se aquela luz inteira estivesse nos olhos daquele garoto.</p>
<p>Talvez, o único incômodo em <strong><em>Irmãos à Italiana</em></strong> seja o final de seu segundo ato até o início do terceiro, quando as situações parecem se esgarçar. Não é nada que comprometa a sua totalidade, porém parte da produção fica truncada e repetitiva, quando situações são recorrentes e há uma demora em avançá-las.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Claudio Noce</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Mattia Garaci, Francesco Gheghi, Pierfrancesco Favino</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/__XxQrHTVVE" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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