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	<title>Arquivos Pedro Diógenes - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Pedro Diógenes - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>15º Olhar de Cinema: Adulto/Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 15:01:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[15º Olhar de Cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Pedro Diógenes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se tem uma coisa que vai acontecer é essa que vos escreve usar “plano adulto/homem” para falar de um plano longuíssimo. De fato, o longa-metragem de Pedro Diógenes acontece inteiro em um grande travelling de rostos e vozes off. Cabe ao espectador decidir se sente empatia por esse formato ou não. O que é possível dizer deste filme de um tom só é que a luz é impecável, mas é uma luz apenas. Isso facilita demais o trabalho da fotografia. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Se tem uma coisa que vai acontecer é essa que vos escreve usar “plano adulto/homem” para falar de um plano longuíssimo. De fato, o longa-metragem de Pedro Diógenes acontece inteiro em um grande travelling de rostos e vozes off.</p>
<p style="font-weight: 400;">Cabe ao espectador decidir se sente empatia por esse formato ou não. O que é possível dizer deste filme de um tom só é que a luz é impecável, mas é uma luz apenas. Isso facilita demais o trabalho da fotografia.</p>
<p style="font-weight: 400;">Essa também é uma obra específica para um grupo, que os atores. Dificilmente algum ator vai passar batido pelo longa. <span style="font-weight: 400;">Existe também uma destreza da fotografia pelo travelling bem realizado. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A forma de filmar é bem relevante aqui, porque ela é sutil e não retira a atenção do espectador. O foco são as personagens e, de fato, a estrutura funciona por um bom tempo de projeção.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Mas, é necessário se dizer que cinema é para o público e não para uma parte dele. E é preciso, com muita seriedade, ter respeito pelo espectador e refletir se um dado material interessa mesmo para toda e qualquer plateia. </span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">No mínimo, tem-se que pensar como tornar aquele tema mais interessante narrativa ou visualmente. </span><span style="font-weight: 400;">Cinema é linguagem. Diogenes arrisca nela aqui e isso dá certo por um momento.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Para essa que vos escreve, foram 40 minutos satisfatórios na sala do Museu Oscar Niemeyer. Quarenta, de 70 minutos.  </span><span style="font-weight: 400;">Mas, lembrando que esta critica aqui é formada em interpretação teatral e é fascinada por escutar sobre o universo de seus colegas de profissão.</span></p>
<p>Então, o que foram os 30 minutos finais de projeção? Clamores mentais para que o próximo ombro, do próximo interprete não surgisse na tela. Cada mudança de voz, virava uma tortura dantesca. É tempo demais para a mesma estrutura quando o que está sendo dito não é tão interessante assim.</p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">A redundância poderia ser amenizada por algo estético visual ou verbal. Reiteração de imagem e de fala e de texto ficcional, por 70 minutos, é pedir demais da plateia. Mas, é a partir dessa afirmação que uma contradição se forma nesta análise.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Porque, ao mesmo tempo, em uma era que quantidade de informação é privilegiada, mais do que a qualidade, um valor artístico se forma aqui. A sociedade atual quer velocidade excruciante e tem um desejo narcisista de fazer trends com o próprio rosto de temas variados.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, o filme de Diógenes é um ponto fora da curva e isso é um ganho. Ele oferta ao público um respiro. </span>Ainda assim, a obra poderia sim ser mais enxuta ou contar com algum outro recurso, principalmente em termos de desenvolvimento da narrativa.</p>
<p>Porque os desabafos são relevantes, mas eles rodam em círculos durante toda a sessão. <span style="font-weight: 400;">Assim, <em>Adulto/Homem</em> tem aspectos positivos como desafiar a mentalidade contemporânea de caos visual e digital.<br />
</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Todavia, para firmar sua contribuição para o cinema e para a discussão sobre a realidade de atores no Brasil seria preciso ir mais fundo no debate.</span></p>
<p><strong>Direção</strong>: Pedro Diógenes</p>
<p><strong>Elenco</strong>: Alisson Emanuel, Brunu Kunk, Carlos Magno</p>
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		<title>Crítica: A Filha do Palhaço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2024 14:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[A Filha do Palhaço]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Demick Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Jesuíta Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Lis Sutter]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Diógenes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O realizador cearense Pedro Diógenes (Inferninho) traz em A Filha do Palhaço uma história terna sobre reajustes familiares. No longa, Joana (a revelação Lis Sutter) não foi criada ao lado do pai. Quando Joana ainda era bebê, Renato (Demick Lopes) abandonou esposa e filha para viver a vida com o novo namorado. Desde então, os encontros entre Renato e Joana são esporádicos, entre uma ou duas vezes ao ano. Isso até o momento em que a mãe da adolescente deixa a menina [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O realizador cearense Pedro Diógenes (Inferninho) traz em <strong><em>A Filha do Palhaço</em></strong> uma história terna sobre reajustes familiares. No longa, Joana (a revelação Lis Sutter) não foi criada ao lado do pai. Quando Joana ainda era bebê, Renato (Demick Lopes) abandonou esposa e filha para viver a vida com o novo namorado. Desde então, os encontros entre Renato e Joana são esporádicos, entre uma ou duas vezes ao ano. Isso até o momento em que a mãe da adolescente deixa a menina por um tempo mais prolongado com o pai. Nessa temporada, Joana acompanha Renato todas as noites no seu trabalho, onde ganha a vida como drag em shows de comédia para turistas de Fortaleza. Eles então passam a conhecer um ao outro de forma mais íntima, tendo a oportunidade de estabelecer laços nunca antes formados.</p>
<p>Como vem declarando, o cineasta Pedro Diógenes fez <strong><em>A Filha do Palhaço</em></strong> como uma homenagem ao seu falecido primo, Paulo Diógenes, que dava vida à personagem Raimundinha, uma figura conhecida no Ceará. O longa de Diógenes é uma reverência às drags que fazem stand-ups e também faz um retrato sensível sobre a por vezes dolorida jornada de um homem que se assume gay na vida adulta e sua relação com uma família anterior formada no modelo heterossexual. A convivência com o pai faz Joana ter mais empatia por aquele sujeito de quem tem muita mágoa por tê-la abandonado ainda pequena e também é uma oportunidade para Renato assumir a paternidade pelo prisma da sua verdadeira identidade.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-18214" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-9.png" alt="A Filha do Palhaço" width="751" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-9.png 751w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-9-360x240.png 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2024/05/image-9-720x480.png 720w" sizes="(max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p>A estrutura do roteiro de <strong><em>A Filha do Palhaço</em></strong> não subverte manuais, nem contraria outros tantos filmes que abordaram premissas semelhantes, mas é nessa universalidade e simplicidade que o longa de  Diógenes ganha o público. Demick Lopes tem um ótimo desempenho como Renato, seja quando o personagem está nos palcos, seja fora dele, quando lida de maneira desajeitada com a função de pai. Como Renato, Lopes constrói um sujeito simples e leve, que tem a &#8220;carcaça&#8221; e a culpa de quem passou por muitos percalços na vida, mas que não se desumanizou ao longo desse processo, sendo essa postura que possibilita sua reconexão com a filha adolescente Joana. A atriz Lis Satter interpreta esta adolescente com muita sensibilidade e há ainda uma simpática participação de Jesuita Barbosa como um clown chamado Marlon que cruza o caminho dos protagonistas sempre em um bar depois que Renato faz suas apresentações.</p>
<p>Explorando uma narrativa abertamente emotiva sem soar piegas, com emoções fabricadas, Pedro Diógenes faz de <strong><em>A Filha do Palhaço</em></strong> um filme amoroso no qual seus personagens se reajustam com o passado e procuram estabelecer pontes que conduzirá suas relações de forma positiva dali em diante. O cineasta desenvolve de forma humana esse tema, com personagens de carne-e-osso que mobilizam com muita honestidade sentimentos capazes de gerar empatia nos espectadores. É um filme otimista que sinaliza para o público: sempre dá tempo de traçar novos destinos e evitar histórias familiares marcadas por questões mal resolvidas.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Pedro Diógenes</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Jesuíta Barbosa, Lis Sutter, Démick Lopes</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/53r_7P06mG4?si=HKgZ6Df9xZ7c5Hqs" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-a-filha-do-palhaco/">Crítica: A Filha do Palhaço</a> apareceu primeiro em <a href="https://coisadecinefilo.com.br">Coisa de Cinéfilo</a>.</p>
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