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	<title>Arquivos Patrick Stewart - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Patrick Stewart - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>Crítica: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2022 20:12:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quais são as possibilidades dos vários universos que compõem a realidade e onde temos várias versões de nós mesmos? Será que em outra dimensão paralela o nosso eu alcançou os objetivos que tenta arduamente nesta aqui? Doutor Estranho no Multiverso da Loucura traz essa ideia juntamente com a dinâmica com Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen, Vingadores: Ultimato), que está inebriada com a função de viver em uma realidade onde seus filhos estejam vivos. Assim segue o roteiro, construindo caminhos para o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quais são as possibilidades dos vários universos que compõem a realidade e onde temos várias versões de nós mesmos? Será que em outra dimensão paralela o nosso eu alcançou os objetivos que tenta arduamente nesta aqui? <strong><em>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</em></strong> traz essa ideia juntamente com a dinâmica com Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-vingadores-ultimato-sem-spoiler/"><em>Vingadores: Ultimato</em></a>), que está inebriada com a função de viver em uma realidade onde seus filhos estejam vivos.</p>
<p>Assim segue o roteiro, construindo caminhos para o desenvolvimento e aprofundamento de personagens importantes, assim como a chegada de novos, como é o caso de America Chavez (Xochitl Gomez). A garota consegue passear entre os multiversos e vivenciar as diferentes realidades. Algo que é claramente almejado por Wanda. Ela começa, então, a ser perseguida pela mesma, que manda diversos monstros para roubar o seu poder. No meio do caminho, ela esbarra com o nosso Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-ataque-dos-caes/"><em>Ataque dos Cães</em></a>), que sonha com a outra realidade. Descobrimos que é possível saber de outros universos durante os nossos sonhos.</p>
<p>Quando eles começam nessa jornada de tentar salvar America, fugindo entre as dimensões, algumas realidades vão sendo colocadas para Stephen. Ele percebe que sua arrogância é um elemento comum entre os universos, algo que o leva a ser um vilão (ou quase isso) em diversas oportunidades. A reflexão vem e ele começa a entender que o excesso de poder tem um lado muito obscuro. Falando em obscuro, esse é um filme com toque sincero de terror, um traço prometido e cumprido pelo diretor Sam Raimi (Homem-Aranha &#8211; 2002).</p>
<p>A medida que a história avança, a insanidade de Wanda vai se tornando ainda pior, com mortes e terror por onde passa. O filme faz uma conexão com os Illuminatti, com o aparecimento super esperado de Capitã Marvel (Maria Rambeau), professor Xavier (Patrick Stewart), Senhor Fantástico (John Krasinski), Capitã Carter (Hayley Atwell) e Raio Negro (Anson Mount). É uma parte super bacana e interessante de se acompanhar no filme. Pena que tem um desfecho rápido demais com a morte de todos pela mão da Feiticeira Escarlate. Achei que faltou aproveitamento do elenco incrível que foi reunido ali.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15498" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1.jpg" alt="Doutor Estranho no Multiverso da Loucura" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Wanda-Maximoff-Feiticeira-Escarlate-1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O que decepciona, no entanto, é que essa loucura de Wanda não tem a finalização mais grandiosa possível. O grande ápice não é tão grande assim e ela desiste muito fácil de seus objetivos quando percebe que os seus filhos se outras dimensões não são seus filhos da realidade, portanto não transferem o afeto para ela. Faltou tempo de tela neste momento para nos inserir num sentimentalismo que justificasse o filme como um todo. E faltou, a meu ver, ela enlouquecendo ainda mais e por completo quando as coisas não saem conforme o planejado.</p>
<p>O mais difícil para Strange é notar que ele não fica junto com Christine em nenhum dos universos que visita, mostrando o quanto que as suas histórias são feitas para trilhar caminhos separados. É aí também que ele entende a sua importância no multiverso e a necessidade de controlar suas emoções para lidar e aplicar corretamente um poder tão grandioso.</p>
<p><em><strong>Doutor Estranho no Multiverso da Loucura</strong></em> é um ótimo filme que completa ainda mais o universo Marvel e a continuidade de histórias que viemos acompanhando ao longo dos anos. No entanto, falta ser excelente pois ele não arrisca mais do que o ambiente seguro. Falta um click no filme que torne ele realmente incrível, tal qual poderia ser ou como seu trailer nos fez pensar que seria. Tem um quê de decepção no resultado final, a bem verdade é essa.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sam Raimi</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Chiwetel Ejiofor, Benedict Wong, Xochitl Gomez, Rachel McAdams, Michael Stuhlbarg, Sheila Atim, Patrick Stewart, John Krasinski, Hayley Atwell, Maria Rambeau, Anson Mount</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/X23XCFgdh2M" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: As Panteras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 21:59:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na época em que o girl power ainda nem tinha esse nome, As Panteras já era uma história que trazia mulheres no poder, em posição de luta, comumente associada ao masculino. Mesmo que não tivesse exatamente o objetivo de ser uma bandeira do feminismo, a série de 1976 já era. O mesmo vale para o filme lançado em 2000, com ‎Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Debochado, divertido e sem se levar tão a sério. Essa era uma boa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na época em que o <em>girl power</em> ainda nem tinha esse nome, <em>As Panteras</em> já era uma história que trazia mulheres no poder, em posição de luta, comumente associada ao masculino. Mesmo que não tivesse exatamente o objetivo de ser uma bandeira do feminismo, a série de 1976 já era. O mesmo vale para o filme lançado em 2000, com ‎Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu.</p>
<p>Debochado, divertido e sem se levar tão a sério. Essa era uma boa fórmula para a história das <em>Charlie&#8217;s Angels</em>, que funcionava muito bem como entretenimento. No caso deste longa atual, talvez o calcanhar de Aquiles seja exatamente este: não se deixar levar pelo excesso que a trama pede.</p>
<p>Na pele do trio principal, temos Kristen Stewart (<em>Para Sempre Alice</em>), Naomi Scott (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-aladdin/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Aladdin</em></a>) e a novata Ella Balinska. As três têm uma ótima harmonia em cena, com as características específicas de cada personagem. Kristen está excelente no papel de Sabina, misturando sarcasmo com divertimento nato. Ela não leva aquela situação tão a sério e procura se divertir no meio das lutas. Já Ella é uma grata surpresa, com toda a naturalidade de quem já está acostumada com a câmera. Naomi nos oferece grandes momentos da personagem, mostrando um crescimento gradativo na qualidade de atriz.</p>
<p>A medida que a história evolui e vamos nos envolvendo cada vez mais com as personagens, a trama vai ficando um pouco mais densa. As cenas de luta são muito bem orquestradas e nos oferecem um ótimo entretenimento. Os personagens são bons, a história é atraente.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-11832" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt="As Panteras" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2019/11/3435550.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx-360x240.jpg 360w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O problema de <strong><em>As Panteras</em></strong> é que a sensação que temos é de que ele está constantemente no freio. As piadas poderiam ser mais debochadas, as personagens mais incisivas, as lutas mais frenéticas. Ele é lapidado demais para um filme que se propõe, desde o início, a ter uma lente mais escrachada. O que é uma grande surpresa, principalmente por ter sido dirigido por Elizabeth Banks (<a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-jogos-vorazes-a-esperanca-o-final/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Jogos Vorazes</em></a>). Ela que é a rainha do sarcasmo, parece ter se polido demais neste projeto.</p>
<p>O vilão também demora a se mostrar. Como é característica das tramas das Angels, ficamos sempre na dúvida sobre quem será aquele que vai trair a união e se voltar contra as mocinhas. No entanto, no meio do caminho, personagens são esquecido ou subaproveitados, como é o caso de Brok (Sam Claflin, <a href="https://coisadecinefilo.com.br/critica-como-eu-era-antes-de-voce/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Como Eu Era Antes de Você</em></a>). O mais engraçado neste quesito acaba sendo Noah Centineo (<em>Para Todos os Garotos que Já Amei</em>), que surge apenas para ser atraente. Funcionou bem, por sinal.</p>
<p>Tudo isso acaba sendo uma sátira às questões do masculino e feminino. O filme tem o cuidado de tratar expositivamente sobre o poder da mulher, o fato de ela poder ocupar qualquer espaço. Isso fica bem claro desde a primeira cena, com um discurso direcionado para o tema, e coroa com o recorte final.</p>
<p><em><strong>As Panteras</strong></em> é um bom divertimento, mas que perde muito potencial por não se permitir ir além. Ótimo elenco, história interessante, que são prejudicados por diálogos expositivos demais e uma clara falta de ápice ao final. Nas cenas pós-crédito, temos homenagens às personagens anteriores, que vale a pena conferir. Ainda mais depois que o filme acaba tão repentinamente.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Elizabeth Banks<br />
<strong>Elenco:</strong> Kristen Stewart, Naomi Scott, Ella Balinska, Elizabeth Banks, Noah Centineo, Sam Claflin, Patrick Stewart, Djimon Hounson</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fQS-Q4_qNSw" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
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		<title>Crítica: Logan</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcela Gelinski]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2017 15:02:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre que pensamos em Wolverine, associamos rapidamente a Hugh Jackman. Também pudera! O ator é a alma e a essência do personagem, vivendo suas realidades tão intensamente que acabam se misturando em um só. Em Logan, todo esse trabalho de caracterização de anos é explorando minunciosamente, traduzindo em um filme que é um verdadeiro tributo aos fãs do personagem e do quadrinho. São 17 anos de Jackman como Wolverine e o fim desta era não poderia ser mais honroso do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre que pensamos em Wolverine, associamos rapidamente a Hugh Jackman. Também pudera! O ator é a alma e a essência do personagem, vivendo suas realidades tão intensamente que acabam se misturando em um só. Em <em>Logan</em>, todo esse trabalho de caracterização de anos é explorando minunciosamente, traduzindo em um filme que é um verdadeiro tributo aos fãs do personagem e do quadrinho. São 17 anos de Jackman como Wolverine e o fim desta era não poderia ser mais honroso do que esse longa incrível.</p>
<p>A história se passa em 2029, quando praticamente todos os mutantes conhecidos de Logan já morreram e ele procura viver uma vida comum, como motorista, para sustentar o Professor Xavier, que tem seus poderes controlados para não causar danos. Logan é então procurado por Gabriela, uma mulher que suplica por sua ajuda para se livrar de um mercenário que quer sua filha.</p>
<p>A evolução da história, desde a apresentação desta nova situação de Logan até ele se deparar com o seu propósito naquele momento acontece em uma construção muito bem feita do personagem como ele está. O filme é baseado nos quadrinhos do &#8220;Velho Logan&#8221; e essa questão é explorada com cuidado e perfeição, mostrando como o passar dos anos e sua vida como mutante influenciou na seu estado atual. Como todo aquele sofrimento de anos custou alto para Logan, que agora sofre com as escolhas do passado.</p>
<p>É com extrema criatividade que o diretor James Mangold lida com os desafios de expor um personagem querido pelo público em uma situação de despedida. Ainda que exista um cuidado em manter o quesito ação no longa, a parte do estudo psicológico de Logan, tão importante, é mais explorada pelo roteiro. Ele não perde a essência de ser um mutante, mas está igualmente humano, igualmente cheio de dúvidas e questões.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7448" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2017/02/logan-two-tv-spots-and-imax-poster-revealed-for-jackmans-fin_c97j.jpg" alt="" width="610" height="348" /></p>
<p>Hugh Jackman nos apresenta um trabalho tão incrível e cuidadoso, que se torna uma homenagem ao personagem que o consagrou tão bem. O roteiro é preenchido de sentimento, sem beirar o excesso ou o piegas. É dor verdadeira, é falta de esperança, é sofrimento real. A relação dele com Professor Xavier é um ponto alto de exploração deste sentimento contraditório, que vai do amor à dor em segundos.</p>
<p>Em meio à essa dificuldade de lidar com as novas questões, surge a personagem Laura Kinney/ X-23. Ela é uma criança produzida em laboratório com o mesmo material inserido em Logan, o adamantium. A menina é inserida com cuidado e precisão na trama, causando sentimentos diversos no público. É assustador e, ao mesmo tempo, necessário tudo o que acontece com ela. Assistir a uma menina decapitando uma pessoa é, no mínimo, desconfortável para o espectador, mas extremamente bem colocado em cada momento. Apesar do tom extremamente violento do filme, não há, em absoluto, uma violência gratuita.</p>
<p><em>Logan</em> é um filme cuidadoso, bem encaixado e absolutamente incrível no resultado. Para Hugh Jackman, que já falou que não viverá o personagem novamente, é uma despedida mais do que adequada e honrosa a todo seu esforço em criar essa atmosfera. O longa é milimetricamente cuidado e certamente vai agradar gregos e troianos. É simplesmente imperdível. Sem exageros, um excelente filme.</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/RWSuAC9CYxo" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Assista ao trailer de Logan, novo filme solo do Wolverine</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2017 21:43:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Logan, próximo filme solo de Wolverine, acaba de ganhar o seu primeiro trailer. No filme, Hugh Jackman se despede do personagem que o revelou ao mundo 17 anos atrás, contando uma história ambientada no futuro que traz Logan cuidando de um debilitado professor Xavier na fronteira EUA-México. O filme é dirigido por James Mangold (o mesmo de Wolverine) e é inspirado na HQ Old Man Logan. Patrick Stewart retorna como o Professor Xavier. O longa estreia no Brasil dia 02 de março. Assista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Logan</em>, próximo filme solo de Wolverine, acaba de ganhar o seu primeiro trailer. No filme, Hugh Jackman se despede do personagem que o revelou ao mundo 17 anos atrás, contando uma história ambientada no futuro que traz Logan cuidando de um debilitado professor Xavier na fronteira EUA-México.</p>
<p>O filme é dirigido por James Mangold (o mesmo de <em>Wolverine</em>) e é inspirado na HQ <em>Old Man Logan. </em>Patrick Stewart retorna como o Professor Xavier. O longa estreia no Brasil dia 02 de março.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/KPND6SgkN7Q" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Crítica: X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 22:36:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[X-Men - Dias de um Futuro Esquecido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Ainda me lembro da minha primeira sessão de X-Men pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia Homem de Ferro, Os Vingadores, o Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_970" aria-describedby="caption-attachment-970" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-970 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x0men-620x322.jpg" alt="x0men" width="620" height="322" /></a><figcaption id="caption-attachment-970" class="wp-caption-text">As duas versões de Xavier cara a cara: James McAvoy e Patrick Stewart mais uma vez incorporam a esperança de um mundo mais tolerante através do líder dos X-Men</figcaption></figure>
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<p>Ainda me lembro da minha primeira sessão de <em>X-Men </em>pelos idos de 2000, mais precisamente, dia 18 de agosto de 2000, sexta-feira, logo depois da aula. Éramos todos adolescentes, alguns fãs dos mutantes desde as HQs da Marvel, outros telespectadores assíduos da série animada lançada pela Fox e transmitida pela Globo desde 1994, mas todos de alguma forma familiarizados com aqueles personagens. Na época não existia <em>Homem de Ferro</em>, <em>Os Vingadores</em>, o <em>Cavaleiro das Trevas </em>de Christopher Nolan e nem mesmo o <em>Homem-Aranha </em>de Sam Raimi e Tobey Maguire. Os super-heróis não eram vendidos como água nos Multiplex e acompanhávamos com muita expectativa o lançamento de qualquer filme através das páginas da revista Set (sim, naquela época colecionávamos revistas sobre cinema, uma época em que revistas sobre cinema ainda existiam). Era o início de uma nova era nos <em>blockbusters</em>, mas nós espectadores não nos dávamos conta. Uma época cuja referência mais próxima de super-heróis no cinema era o vergonhoso <em>Batman &amp; Robin </em>, dirigido por Joel Schumacher em 1998, filme que enterrou o Morcegão da DC Comics nas telonas por um bom tempo. Estava para ser lançado um filme baseado em uma das histórias mais adoradas, mas também complexas, dos quadrinhos pelas mãos de um jovem diretor que tinha ótimos filmes no currículo (<em>Os Suspeitos </em>e <em>O Aprendiz</em>), mas não o suficiente para nos manter seguros diante de tamanha responsabilidade. Insegurança, ansiedade, excitação&#8230; Era esse o cenário em 2000 para o lançamento de <em>X-Men.</em></p>
<p>No final das contas, o que testemunhamos foi um diretor que nasceu para orquestrar como ninguém uma dúzia de personagens multifacetados e temas delicados; a primeira aparição de Hugh Jackman, que tornou Wolverine ainda mais icônico do que a Marvel jamais poderia pensar; Patrick Stewart e Ian McKellen rivalizando com muita classe e maturidade em lados opostos na causa mutante; a bela Rebecca Romijn monopolizando as atenções com sua sinuosa Mística em poucas, mas marcantes, sequências de ação&#8230; Claro que tivemos percalços como uma Anna Paquin que não engolimos na época, mas o conjunto da obra foi tão arrebatador e definitivo para uma geração que qualquer defeito apontado é pura implicância. Mas não quero ficar preso ao passado, estamos aqui para falar do presente e do futuro de uma franquia que acaba de nos entregar um exemplar que comprova em definitivo a atemporalidade e o espírito de renovação dos <em>X-Men</em> e das próprias HQs que não cansam de reescrever suas origens e oferecer vários destinos para uma mesma história. Estou falando de<em> </em> <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>e aviso<em>, </em>lerão uma crítica que pode soar um pouco pessoal, mas que merece esse &#8220;desvio&#8221;. Não dá para falar de um material tão próximo e querido assim sem quebrar os protocolos da minha própria redação.</p>
<figure id="attachment_1004" aria-describedby="caption-attachment-1004" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-1004 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031564573-620x312.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031564573" width="620" height="312" /></a><figcaption id="caption-attachment-1004" class="wp-caption-text">A viagem no tempo de Wolverine: Um recurso perigoso, mas usado com habilidade no novo filme da franquia.</figcaption></figure>
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<p><em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>começa com uma Nova York completamente destruída pelas batalhas travadas entre parte da humanidade e os mutantes. Os indivíduos dotados de super-poderes pela genética são caçados por robôs chamados Sentinelas que têm a capacidade de se adaptar a cada um dos poderes mutantes. Charles Xavier, Magneto, Wolverine e alguns outros foram poucos de sua espécie a sobreviver e encontram na possibilidade de voltar ao passado uma oportunidade para impedir o desenvolvimento do projeto Sentinelas e reverter a situação. Para tanto, enviam a 1973 o único do grupo capaz de fazer essa viagem no tempo sem sofrer nenhum dano, Wolverine. No entanto, Wolverine tem a difícil missão de ser o conciliador dos relacionamentos fraturados entre Xavier, Magneto e Mística após os acontecimentos na Baía dos Porcos que deixou o Professor X com uma grave lesão na coluna ao final de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe</em>.</p>
<p>Para retornar ao universo dos <em>X-Men</em>, que abandonou erroneamente para dirigir projetos duvidosos como <em>Superman &#8211; O Retorno</em>, <em>Operação Valquíria </em>e <em>Jack &#8211; O Caçador de Gigantes</em>, Bryan Singer se lançou em uma empreitada corajosa em <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido</em>. Lidar com essas transições entre tempos diferentes e &#8220;paralelos&#8221; não é tarefa fácil para qualquer realizador. Articular passado e futuro sem parecer que as ações e consequências geradas nesses dois espaços temporais soem como artifícios trapaceiros para o público relevar soluções ocasionalmente indesejadas tomadas em filmes anteriores é um desafio. Bryan Singer e seu roteirista Simon Kinberg utilizam o recurso e de fato reescrevem a trajetória de seus personagens, mas não como uma forma de trapaça, truque barato. Os realizadores se permitem oferecer novos caminhos para os seus personagens, oferecer outras versões de suas origens e desfechos e isso é muito interessante. Não invalida o que já foi feito (não é um ato de embaraço diante dos demais filmes, sobretudo <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>, longa mais criticado da franquia) e dialoga com a multiplicidade de perspectivas para uma mesma história que as HQs costumam ter.</p>
<figure id="attachment_972" aria-describedby="caption-attachment-972" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-972 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/X_Men_Days_Future_Past_13838031568400-620x356.jpg" alt="X_Men_Days_Future_Past_13838031568400" width="620" height="356" /></a><figcaption id="caption-attachment-972" class="wp-caption-text">A peça mais instável do jogo: Michael Fassbender interpreta a jovem versão de Magneto reforçando um outro ponto de vista sobre a causa da minoria mutante através da amoralidade e do rancor do personagem.</figcaption></figure>
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<p>Conduzindo seu filme como um verdadeiro maestro, Bryan Singer conhece esse material como ninguém. O diretor sabe construir com destreza a geografia das suas cenas de ação (conseguimos entender como cada um dos personagens agem nessas sequências, entendemos o que acontecem nelas) e compreende a verdadeira natureza e propósito dos <em>X-Men </em>nas diversas leituras que esse universo propõe. Não há vilões ou mocinhos, Xavier, Magneto e seus pupilos representam diferentes perspectivas para uma mesma causa e eles, assim como todos os outros, têm suas angústias, dúvidas, medos, falhas, vitórias, tropeços, quedas. É o caso da Mística vivida por Jennifer Lawrence nessa versão, uma personagem que oscila entre o ódio por ser tratada com ojeriza pela humanidade e uma fagulha de compaixão que tem pela mesma, ou então a imprevisibilidade de Magneto que o tornam um constante perigo. Assim, ao mesmo passo que consegue sustentar a carga de complexidade desses personagens e a urgência necessária aos acontecimentos do filme, Singer confere leveza ao projeto utilizando um humor fluido e nada forçado. Os mutantes não apenas sofrem por sua condição e pelas reações que ela causa na sociedade, mas também conseguem se divertir com suas habilidades, sobretudo os mais jovens, como o rápido Mercúrio. Essa característica reforça o diálogo do filme com as HQs e convoca o que de melhor <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>tinha. Do filme de 2011, <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>também se apropria com destreza de um interessante diálogo entre a ficção e a História, transformando alguns dos seus fatos a favor do próprio andamento da trama.</p>
<p>Ao conseguir dimensionar todos esses inúmeros e aparentemente destoantes elementos sem torná-los superficiais, equivocados e deslocados, Bryan Singer preserva o que existe de mais perene na trajetória dos <em>X-Men </em>desde a primeira edição da HQ e que ele fez questão de ser fiel desde 2000, essa combinação simples (e não simplista) de ficção-científica e drama político sobre a tolerância que rende leituras universais, sem deixar de dialogar com sua própria natureza como história de super-heróis, oscilando entre momentos de reflexão e sensibilidade com outros tantos de pleno entretenimento. <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>segue esse legado proporcionando sequências tão marcantes quanto as de <em>X-Men 2</em>, por exemplo, disparado o melhor longa da série, junto com esse. Como não colocar em pé de igualdade o momento em que Noturno invade a Casa Branco com a sequência da tentativa de assassinato do Dr. Bolivar Trask pelas mãos de Mística? Ambas impecáveis.</p>
<p>Cada ação é justificada em detalhes, não há personagem descartável, suas habilidades estão a serviço do desenrolar da trama e tudo funciona como uma complexa, eficiente e interessante engrenagem. Mas tudo não funciona por obra somente dos esforços do realizador, do roteirista e da sua equipe técnica, o elenco que a franquia acumulou ao longo dos anos e que foi aproveitado ao extremo em todos os filmes é um dos grandes triunfos de <em>X-Men</em>. Rever Hugh Jackman cada vez mais familiarizado com o seu Wolverine ao lado dos veteranos Patrick Stewart, Ian McKellen, Halle Berry, Ellen Page e Shawn Ashmore, mas também interagindo organicamente com os talentosos novatos James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e Nicholas Hoult, é uma oportunidade que torna a experiência de assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido,</em> sem querer parecer infame,inesquecível. E no fim, ainda&#8230; Bom deixa para vocês sentirem a mesma emoção que tive com o desfecho dessa história no próprio cinema.</p>
<figure id="attachment_973" aria-describedby="caption-attachment-973" style="width: 620px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-973 size-medium" src="http://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2014/05/x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853-620x380.jpg" alt="x-men-days-of-future-past-mystique-fight-1280x853" width="620" height="380" /></a><figcaption id="caption-attachment-973" class="wp-caption-text">A força de um Oscar: A Mística de Jennifer Lawrence ganha considerável destaque e torna-se o elemento fundamental da trama. E ela faz bonito!</figcaption></figure>
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<p>Assim como a situação vivida por Wolverine na trama do longa, assistir <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em>foi como voltar no tempo, rever personagens queridos e conhecidos de uma época que não volta. Talvez tenha sido essa a mesma sensação de Bryan Singer ao retornar para a franquia, apesar de nunca ter se afastado dela, já que foi produtor de <em>X-Men &#8211; Primeira Classe </em>e deu consultas a Brett Ratner em <em>X-Men &#8211; O Confronto Final</em>. Contudo, não foi uma experiência melancólica e saudosista, não quero que seja essa a impressão.  <em>X-Men &#8211; Dias de um Futuro Esquecido </em> e esse relato sobre a experiência de assistí-lo tem muito mais a ver com um realizador, um filme e uma franquia que sabiamente relativiza o tempo vislumbrando as inúmeras possibilidades que esse rico universo pode proporcionar. Presente, passado e futuro desafiando qualquer pré-definição ao estarem juntos e materializados na mesma obra e na experiência do próprio espectador.</p>
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