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	<title>Arquivos Olívia Torres - Coisa de Cinéfilo</title>
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	<title>Arquivos Olívia Torres - Coisa de Cinéfilo</title>
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		<title>29º Cine PE: Depois do fim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Enoe Lopes Pontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 16:31:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Narrativas tradicionais tendem a agradar mais o público. Ou, pelo menos, são um tanto seguras. Ainda mais se essa tradição for utilizada para contar histórias de amor. Depois do fim se vale disso, dessa linguagem clássica para falar de um casal de ex-namorados, que se reencontra por acaso. A maior parte do curta-metragem, de Pedro Maciel, se passa dentro de um carro. E é aí que os problemas se iniciam. Talvez, para um olhar mais amador, o feito da produção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Narrativas tradicionais tendem a agradar mais o público. Ou, pelo menos, são um tanto seguras. Ainda mais se essa tradição for utilizada para contar histórias de amor. <em><strong>Depois do fim</strong> </em>se vale disso, dessa linguagem clássica para falar de um casal de ex-namorados, que se reencontra por acaso.</p>
<p>A maior parte do curta-metragem, de Pedro Maciel, se passa dentro de um carro. E é aí que os problemas se iniciam. Talvez, para um olhar mais amador, o feito da produção pareça grande, porém há uma série de questões problemáticas na obra.</p>
<p>Existe no curta uma quantidade de planos repetidos, que criam uma previsibilidade sacal, que deixa a projeção exaustiva. A montagem também se complica quando não sabe utilizar os pontos de corte.</p>
<p>Há uma quebra rítmica e o curta acaba sendo monocórdico. Assim, o público se depara com cortes no lugar errado, em uma mesma locação, com planos quase idênticos. Para fomentar essa tonalidade enfadonha, o ator principal eleva a potencialidade da monocordia.</p>
<p>O Théo de Rafael Lozano não muda uma única intenção do texto. As suas falas parecem protocolares. Ainda que os diálogos não sejam escritos com a qualidade que o próprio argumento da obra tem, Lozano poderia tentar convocar algum colorido maior às suas falas.</p>
<p>Não há progressão ou transformação em sua personagem. Esse elemento fica ainda mais perceptível pela destreza de sua companheira de cena. Olívia Torres cria uma Ana cheia de camadas, o que deixa mais notável que Lozano não faz o mesmo.</p>
<p>Torres cria sentidos maiores e mais refinados quando mescla sorrisos, com tensão e/ou lágrimas. Além disso, a intérprete utiliza cuidadosamente seus movimentos. Como a produção se passa quase inteiramente dentro de um automóvel, Olívia mexe as mãos, a cabeça e os olhos com equilíbrio.</p>
<p>Essa estratégia de contenção faz com que cada gesticulação seja uma virada na trama ou uma marca de mudança de instalação no que se refere às emoções de seu papel. Mas, em termos de pontos qualitativos, apenas a atuação de Olívia se destaca positivamente.</p>
<p>De resto, o curta soa como um exercício cinematográfico mais do que cinema. A equipe parece tatear o que é o fazer o audiovisual e comete erros crassos, como continuidade, enquadramentos efetivos e montagem coesa.</p>
<p>Ainda assim, a produção pode agradar por ter um tema universal como o amor romântico e paixões juvenis. Este é um tipo de título que é facilmente esquecido ‘depois do fim’.</p>
<p><em><strong>Direção</strong></em>: Pedro Maciel</p>
<p><strong><em>Elenco</em></strong>: Rafael Lozano; Olívia Torres</p>
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		<title>Crítica: Meu Álbum de Amores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wanderley Teixeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2022 01:45:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Carla Salle]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Filme]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Encerrando a trilogia de Rafael Gomes formada por 45 dias sem você (2018) e Música para morrer de amor (2019) (é batizada de trilogia Corações Sentimentais), Meu Álbum de Amores segue os passos dos demais longas do diretor. No centro do drama está os enlaces amorosos de jovens protagonistas influenciados sobretudo pela música, um elemento predominante no filme através das canções e dos números musicais de um cantor brega dos anos 70 criado pela obra, Odilon Ricardo, vivido pelo ator [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Encerrando a trilogia de Rafael Gomes formada por 45 dias sem você (2018) e Música para morrer de amor (2019) (é batizada de trilogia Corações Sentimentais), <em><strong>Meu Álbum de Amores</strong></em> segue os passos dos demais longas do diretor. No centro do drama está os enlaces amorosos de jovens protagonistas influenciados sobretudo pela música, um elemento predominante no filme através das canções e dos números musicais de um cantor brega dos anos 70 criado pela obra, Odilon Ricardo, vivido pelo ator Gabriel Leone.</p>
<p><em><strong>Meu Álbum de Amores</strong></em> é um musical com composições de Arnaldo Antunes e Odair José, uma parceria que consegue se apropriar muito bem do gênero com canções que parecem saídas dos anos 1970 e que também servem aos temas da jornada do protagonista, o dentista Júlio, vivido também por Leone. O personagem está no meio de uma fossa amorosa pois acaba de romper com a namorada por quem é muito apaixonado e acaba descobrindo que é um filho &#8220;perdido&#8221; do famoso cantor Odilon Ricardo através de um irmão que também desconhecia a filiação. Enquanto vai descobrindo sua origem conversando com antigos amores do pai, revivendo suas canções em karaokês e assistindo a suas entrevistas antigas no YouTube, o rapaz tenta ajustar os problemas do seu relacionamento com a ex, esquecendo de vez esse amor ou partindo para outra história.</p>
<p><strong><em>Meu Álbum de Amores</em></strong> é um filme bastante simpático, flertando com um gênero e elementos do pop que infelizmente ainda são pouco explorados no cinema brasileiro. Gabriel Leone é um protagonista que segura as pontas do longa mesmo quando, por vezes, a história parece andar em círculos com os problemas amorosos do seu personagem. A parceria que o ator tem com Felipe Frazão, que interpreta o seu irmão, é especialmente interessante em uma relação que gradualmente ganha cumplicidade fraternal na tela.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-15816" src="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest.jpg" alt="Meu Álbum de Amores" width="750" height="500" srcset="https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest.jpg 750w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest-360x240.jpg 360w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest-610x407.jpg 610w, https://coisadecinefilo.com.br/wp-content/uploads/2022/08/meu-album-de-amores-dest-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>O longa de Rafael Gomes consegue articular muito bem a comédia romântica e a vocação passional do seu protagonista com o contexto musical dos anos de 1970, o fio condutor da história. O roteiro procurar tornar a trama bem amarrada, conferindo uma abordagem linear para o arco de transformação do seu protagonista e procurando sempre justificar cada uma das eventuais questões da sua história. É interessante como o filme dialoga o amadurecimento emocional de Júlio (Leone) não apenas com os números musicais do cantor fictício Odilon Ricardo como também com um certo inventário sentimental do rapaz com a namorada interpretada por Carla Salle, que, ocasionalmente, lhe aparece em um cenário repleto de recordações do casal. O longa de Gomes tem esse mérito de se esforçar para conferir uma condução original às convenções que procura abarcar com sua jornada amorosa de identificação universal.</p>
<p>Não há um enlace fundamental (ou, pelo menos, mais elaborado) para o drama principal do filme, a fossa de amor do protagonista vivido por Gabriel Leone. Como convém ao gênero, lá pelo final do longa, ele enfim consegue conversar com a ex e, depois de tentar preencher a sua falta com relações fugazes e mergulhar na música brega do seu pai, o dentista Júlio consegue seguir em frente. Falta ao longa picos emocionais ou viradas mais drásticas que surpreendam o espectador com alguns desenlaces e mantenham seu interesse pela história. Em dado ponto, a trama fica morna e repetitiva, parece não sair do lugar. No entanto, de maneira geral, <em><strong>Meu Álbum de Amores</strong></em> satisfaz e conquista o público. Em sua defesa, o filme tem a seu favor um ator protagonista carismático mesmo quando seu personagem tinha tudo para não ser e uma vocação pop que ainda falta no nosso cinema (precisamos de mais musicais!), resgatando pontualmente o interesse do público pelos desenlaces amorosos que movem a trama quando o roteiro parece não favorecer muito a experiência do espectador.</p>
<p><strong>Direção:</strong> Rafael Gomes</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Gabriel Leone, Carla Salle, Felipe Frazão, Olívia Torres, Maria Luisa Mendonça, Laila Garin</p>
<p><strong>Assista ao trailer!</strong></p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/K0Rtz0Es5M8" width="750" height="500" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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